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Navegação suspensa em Inhambane devido à aproximação do ciclone tropical Gezani

A navegação marítima e a travessia de embarcações estão suspensas em toda a província de Inhambane a partir desta terça-feira, 11 de Fevereiro, como medida preventiva face à aproximação do ciclone tropical Gezani, que evolui no Sudoeste do Oceano Índico e poderá afectar severamente a costa moçambicana.

A decisão foi anunciada pela ITRANSMAR, no quadro do cumprimento das normas de segurança marítima e da salvaguarda da vida humana no mar. A suspensão mantém-se em vigor até que as autoridades declarem a normalização das condições meteorológicas.

Segundo o comunicado, a medida surge na sequência das informações emitidas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), que dão conta da intensificação do sistema tropical. De acordo com o INAM, a tempestade tropical moderada Gezani evoluiu para a categoria de ciclone tropical, registando ventos médios de até 155 quilómetros por hora, com rajadas que podem atingir 220 quilómetros por hora, deslocando-se na direcção sudoeste.

As projecções meteorológicas indicam que o sistema deverá atingir o Canal de Moçambique no dia 11 de Fevereiro, podendo aproximar-se da costa moçambicana como ciclone tropical no dia 13 de Fevereiro de 2026. O fenómeno poderá influenciar significativamente o estado do tempo nos distritos costeiros das províncias de Sofala, Inhambane e Gaza, com ventos fortes, rajadas intensas e chuvas abundantes.

Face a este cenário, as autoridades apelam à população, em particular aos operadores marítimos, pescadores artesanais e comunidades costeiras, para o estrito cumprimento das orientações de segurança e o acompanhamento permanente da informação meteorológica oficial difundida pelo INAM e pelos centros operativos de emergência.

A ITRANSMAR sublinha que a suspensão da navegação é uma medida cautelar e visa evitar acidentes marítimos numa fase considerada crítica da evolução do ciclone, reiterando que qualquer alteração será oportunamente comunicada pelas autoridades competentes.

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