Portugal vai amanhã eleger o novo Presidente da República na segunda volta das eleições, a serem disputadas por André Ventura e José Seguro. O país entra assim na reta final de um processo eleitoral marcado por forte polarização política, num momento em que os portugueses são chamados novamente às urnas para escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa.
A campanha eleitoral terminou oficialmente nesta sexta-feira, à meia-noite, dando lugar ao período de reflexão obrigatório. Durante cerca de duas semanas, os dois candidatos intensificaram ações de rua, contactos com eleitores e debates públicos, numa disputa centrada em visões opostas sobre o papel do Presidente da República, o funcionamento das instituições democráticas e o futuro político do país.
José Seguro apostou numa campanha de estabilidade, diálogo institucional e defesa do Estado de direito, procurando captar o voto do centro e da esquerda moderada. Já André Ventura conduziu uma campanha de forte mobilização popular, assente num discurso crítico ao sistema político, com apelos à mudança e à ruptura com os partidos tradicionais. As sondagens divulgadas ao longo da última semana apontam vantagem para José Seguro, mas indicam também um cenário de disputa renhida, com margem para variações na participação eleitoral.
As eleições decorrem, contudo, num contexto particularmente desafiante, marcado por mau tempo, chuva intensa e inundações em várias regiões de Portugal.
Apesar disso, as autoridades eleitorais garantem que estão criadas as condições para a realização do escrutínio em todo o território nacional.
Estão inscritos nos cadernos eleitorais mais de 11 milhões de eleitores, incluindo cidadãos residentes no estrangeiro, que são chamados a decidir o próximo chefe de Estado português.
As urnas abrem às 08h00 e encerram às 19h00, num ato eleitoral que é visto como decisivo não apenas para a escolha do Presidente da República, mas também como um sinal claro do atual equilíbrio político e social em Portugal.

