As zonas ao longo do rio Revúbuè e do vale do Nhartanda, e nas imediações do monte Caloeira continuam a ser consideradas de elevado risco de cheias e deslizamentos de terra em época chuvosa. Face a esta situação, o Conselho Municipal de Tete anunciou a retirada de cerca de 800 famílias, que vivem naquelas áreas, com vista ao reassentamento em espaços considerados seguros.
Sem avançar datas, a edilidade garante que já dispõe de áreas alternativas identificadas, numa medida que visa prevenir perdas humanas e materiais.
Reagindo à matéria divulgada pela STV, que dava conta de que a população que vive ao longo do vale do Nhartanda, na cidade de Tete, enfrenta uma situação de elevado risco, numa altura em que o país regista cheias, o Conselho Municipal de Tete, através do vereador do pelouro da Urbanização, esclareceu que estas famílias já haviam sido atribuídas parcelas de terreno aquando das cheias de 2019 e 2022.
Segundo a edilidade, apesar de terem sido identificados e disponibilizados espaços considerados seguros, há registo de alguma resistência por parte dos munícipes em regressar aos locais indicados, preferindo permanecer em zonas classificadas como de risco.
Sem avançar datas, o vereador garantiu que as famílias serão retiradas dos locais, e disse ainda que o município já dispõe de áreas alternativas, devidamente identificadas, onde os munícipes poderão ser realojados.
Além da população residente ao longo do rio Revúbuè e no vale do Nhartanda, o processo de retirada de famílias vai igualmente abranger os munícipes que construíram as suas residências nas imediações do monte Caloeira, outra zona considerada de elevado risco de deslizamentos de terra.
De referir que já foi emitido o alerta para retirada da população das zonas de risco, pela administração Regional de águas do Centro.

