O coco está cada vez mais caro, na Cidade de Maputo e cada vez mais a escassear. No mercado grossista do Zimpeto, por exemplo, apenas um vendedor ainda dispunha do produto na manhã desta quarta-feira.
Nos pontos de venda a grosso, ao longo da avenida de Moçambique, o coco também começa a escassear.
O produto existente é conseguido depois de várias manobras feitas pelos vendedores.
“Hoje em dia não é fácil ter coco. É normal nós sairmos daqui para Matola-Gare, a pé. Atrás do coco, nas casas. Tem que pagar alguém para tirar, nos coqueiros, temos que pagar dinheiro de transporte para aqui. Tem muitas despesas, não sai. O negócio está sendo um pouco complicado”, lamentou Maria Bila.
Para os que vendem a grosso, os custos de aquisição também aumentaram e consequentemente o preço final aos consumidores ficou muito mais alto.
Quem comprava três cocos para preparar as refeições, viu-se obrigado a adquirir menos.
Para os revendedores, este deixou de ser um negócio lucrativo.
“Eu compro coco a 60 meticais, é muito caro. Para revender eu tenho que estabelecer o preço de 85 meticais”.
Há quem, por não mais conseguir continuar à base deste negócio, procure por alternativas.
Os vendedores clamam pela reposição da transitabilidade da EN1 no tempo prometido para garantir a recuperação dos negócios.

