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Save e Limpopo sob vigilância: níveis estabilizam, mas risco mantém-se nas zonas ribeirinhas 

As bacias hidrográficas dos rios Save e Limpopo continuam sob monitoria apertada das autoridades moçambicanas, numa altura em que se registam níveis elevados de escoamento, influenciados pelas chuvas intensas nos países vizinhos, embora os dados mais recentes apontem para uma tendência de estabilização em algumas estações hidrométricas.

De acordo com a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, a bacia do rio Limpopo registou, na estação a montante de Beit Bridge, na África do Sul, uma descarga no caudal na ordem dos 1.900 metros cúbicos por segundo, volume que poderá provocar uma subida do nível hidrométrico nas cidades de Chókwè e Xai-Xai, nos próximos três dias. Ainda assim, as autoridades garantem que, para já, não se prevê alteração significativa do actual cenário hidrológico naquela bacia.

Já na bacia do rio Save, a situação inspira maior atenção. A estação hidrométrica de Massangena, no distrito com o mesmo nome, mantém-se em nível estacionário, com 4,63 metros registados tanto às 7 como às 12 horas desta terça-feira, valor acima do nível normal, mas sem variação nas últimas horas. O aumento do volume de escoamento resulta, sobretudo, das chuvas que caem na região de montante, no Zimbábue, fenómeno que poderá reflectir-se no território nacional nos próximos dias.

Na estação de Vila Franca do Save, os dados mostram uma ligeira descida do nível hidrométrico, que passou de 4,81 metros às 7 horas para 4,79 metros ao meio-dia, uma redução de dois centímetros. Apesar desta pequena variação, as autoridades sublinham que o rio permanece sob vigilância permanente.

Segundo a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, este comportamento do rio Save pode gerar impactos moderados em assentamentos populacionais e áreas agrícolas localizadas nas zonas baixas e ribeirinhas dos distritos de Machanga, na província de Sofala, e Nova Mambone, em Inhambane, num horizonte de cerca de três dias.

As autoridades apelam às comunidades ribeirinhas para que acompanhem a informação oficial, evitem actividades nas zonas inundáveis e sigam as orientações da protecção civil, numa altura em que o país atravessa o pico da época chuvosa.

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