O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que Moçambique se despede não apenas de uma antiga governante, mas de uma mulher cuja vida foi sinónimo de serviço público, Estado e história, durante a cerimónia fúnebre da ex-Primeira-Ministra Luísa Dias Diogo.
No seu discurso, o Chefe do Estado descreveu Luísa Diogo como uma referência nacional, continental e mundial, sublinhando que a sua partida representa “uma ferida na memória colectiva” e um silêncio que ecoa no coração do povo moçambicano. “Não é apenas a família que chora. É todo o país que perde uma das suas filhas mais dedicadas”, afirmou.
Daniel Chapo destacou o percurso de Luísa Diogo desde o nascimento numa machamba de arroz, na zona rural de Tete, até ao mais alto cargo governativo, sublinhando que a sua história prova que o mérito, a competência e a dedicação podem transformar destinos e inspirar gerações.
O Presidente recordou a sólida formação académica da estadista, o seu percurso exemplar no Ministério das Finanças, o papel central nas reformas económicas do país e a liderança nas negociações internacionais para o alívio da dívida. Destacou ainda o facto de Luísa Diogo ter sido a primeira mulher a assumir o cargo de Primeira-Ministra da República de Moçambique, exercendo a função com serenidade, firmeza e sentido de Estado.
Durante o mandato governativo e após deixar o cargo, Luísa Diogo manteve-se activa na vida pública, no Parlamento, em organismos internacionais e na promoção da igualdade de género e do empoderamento das mulheres, sendo reconhecida por instituições como a Forbes, a Time Magazine, o Banco Mundial e as Nações Unidas.
Dirigindo-se à família enlutada, o Presidente garantiu que o Estado e o povo moçambicano partilham a dor da perda, sublinhando que a obra, o exemplo e os valores de Luísa Diogo permanecem vivos nas instituições, nas mulheres que inspirou e na história do país.
“Luísa vive na história e na consciência de Moçambique”, concluiu Daniel Chapo, rendendo homenagem a uma vida marcada pelo serviço, pela integridade e pela entrega total à nação.

