Pelo menos 18 pessoas morreram, outras 33 ficaram feridas e 78 estão desaparecidas em Banguecoque, após o impacto do terramoto de 7,7 graus na capital tailandesa na sexta-feira, segundo a última contagem divulgada, hoje, pelas autoridades locais.
A maioria das mortes (11) ocorreu depois do desabamento de um edifício em construção perto do mercado turístico de Chatuchak, na capital, enquanto as outras sete foram registadas noutros pontos da cidade, segundo o balanço do Governo de Banguecoque, divulgado na rede social Facebook.
As autoridades recuperaram, neste domingo, mais um corpo da montanha de escombros deixada pelo edifício que ruiu.
O governador de Banguecoque, Chadchart Sittipunt, disse que a prioridade é a operação de salvamento em Chatuchak, 48 horas após o terramoto, afirmando que há “sinais” de sobreviventes em algumas zonas do desmoronamento.
Numa conferência de imprensa à tarde, citada por Lusa, o vice-governador de Banguecoque, Tavida Kamolvej, disse que os 78 desaparecidos são pessoas que se julga estarem presas nos escombros da torre de 30 andares que ruiu em Chatuchak, enquanto as autoridades tinham anteriormente estimado o número de desaparecidos em 83.
A Tailândia não divulgou as nacionalidades das pessoas afectadas, mas está a transmitir informações sobre o incidente de Chatuchak tanto em tailandês como em birmanês, uma vez que muitos trabalhadores da construção civil no país são oriundos da empobrecida nação vizinha de Myanmar (antiga Birmânia).
O governador disse que os engenheiros tinham verificado 723 edifícios na capital e que apenas dois tinham sido declarados inseguros, após o forte terramoto, cujo epicentro ocorreu a cerca de mil quilómetros de distância, entre as cidades birmanesas de Mandalay e Sagaing.
Em Myanmar, a junta militar que detém o poder desde o golpe de Estado de 2021 avançou, no sábado, que o terramoto terá provocado 1 644 mortos, 3 408 feridos e 139 desaparecidos.