No próximo dia 3 de Abril, às 17h30, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo, a Gala-Gala Edições vai lançar “Poemas de Revisitação do Corpo Seguido de Apoteose do Nada”, de Sangare Okapi
O poeta Sangare Okapi entregou-se à produção literária há 20 anos. Para celebrar a determinação e delicadeza do autor, a Gala-Gala Edições vai lançar o livro “Poemas de Revisitação do Corpo Seguido de Apoteose do Nada”, que reúne os dois primeiros livros do autor, em ordem de escrita.
A edição literária da Gala Gala, segundo uma nota de imprensa, oferece aos leitores a oportunidade de revisitar os primeiros passos de um poeta que, desde cedo, demonstrou uma capacidade ímpar de executar a poesia por meio de uma linguagem singular e primorosa. Pode-se ler no documento: “O texto do Sangare Okapi é uma imersão nas raízes da poesis, onde o corpo e o vazio se cruzam num baile que nos confronta com a nossa própria fragilidade e transcendência. Esta obra revela-nos um Sangare iniciante e avant-gardian, um enfant terrible que, desde o início, se destacou pela ousadia e originalidade, explorando temas como o corpo, a identidade, a memória e a morte com uma acuidade que nos deixa sem fôlego”, afirma o editor da editora, Pedro Pereira Lopes.
O livro de Sangare Okapi integra a colecção “Biblioteca de Poesia Rui de Noronha”, e será apresentado ao público numa cerimónia que contará com a participação dos professores universitários e ensaístas Sara Jona Laisse e Lucílio Manjate, que vão partilhar as suas reflexões sobre a obra e a importância de Sangare Okapi para a literatura moçambicana.
Sangare Okapi nasceu em Maputo, em 1977. É bacharel em Ensino de Português e professor. Publicou os livros de poesia “Inventário de Angústias ou Apoteose do Nada” (2005), “Mesmos Barcos ou Poemas de Revisitação do Corpo” (2007), livros para a mente e o coração “Mafonematográfico Também Círculo Abstracto” (2011), “Os Poros da Concha” (2018) e “Fleuma” (e-book, 2024). É co-autor dos livros “Era uma vez…” (2009) e “Antologia
Inédita — Outras vozes de Moçambique Maputo” (2014). Está representado na revista brasileira “Poesia Sempre” (2007). Co-produziu e encenou a peça “Pereto de Onti”, distinguida com mérito no Festival Regional de Teatro Amador Zona Sul, organizado pela Casa da Cultura do Alto-Maé (1996). Foi distinguido com o Prémio Revelação FUNDAC Rui de Noronha (2002) e o Prémio Revelação de Poesia AEMO/ICA (2004).
Em 2008, foi Menção Honrosa no Prémio José Craveirinha de Literatura.