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Zimbabwe eleito para o Conselho de Segurança da ONU

O Zimbabwe foi eleito esta quarta-feira para integrar o Conselho de Segurança das Nações Unidas como membro não permanente para o mandato de 2027-2028, marcando o regresso do País ao principal órgão internacional responsável pela manutenção da paz e da segurança mundiais. A eleição decorreu durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.

Com início de funções previsto para 1 de Janeiro de 2027, o Zimbabwe ocupará a vaga destinada ao grupo africano, substituindo a Somália. A candidatura do País recebeu amplo apoio dos Estados-membros da organização, reflectindo o consenso alcançado no seio do grupo africano das Nações Unidas.

Além do Zimbabwe, foram igualmente eleitos a Áustria, Portugal, Quirguistão e Trinidad e Tobago para mandatos de dois anos. Os novos membros substituirão a Dinamarca, Grécia, Paquistão, Panamá e Somália, cujos mandatos terminam em Dezembro de 2026.

A eleição acontece num período particularmente desafiante para a comunidade internacional, marcado pela persistência de conflitos armados, crises humanitárias e tensões geopolíticas em várias regiões do mundo. 

Neste contexto, os membros do Conselho de Segurança terão a responsabilidade de participar nas deliberações sobre questões relacionadas com a paz internacional, sanções, missões de manutenção da paz e outras medidas previstas na Carta das Nações Unidas.

O Conselho de Segurança é composto por 15 membros, dos quais cinco são permanentes com direito de veto: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. Os restantes dez lugares são ocupados por membros não permanentes eleitos pela Assembleia Geral para mandatos de dois anos.

A entrada do Zimbabwe é vista como uma oportunidade para reforçar a representação africana nas discussões sobre segurança internacional e contribuir para a defesa das prioridades do continente em matérias de paz, estabilidade e desenvolvimento sustentável. 

O Zimbabwe já integrou anteriormente o Conselho de Segurança e regressará agora ao órgão numa conjuntura internacional considerada uma das mais complexas dos últimos anos.

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