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Venda de flores nos cemitérios de Maputo em queda

A venda de flores nos cemitérios da Cidade de Maputo está a ressentir-se dos impactos causados pela pandemia do novo coronavírus. O Cemitério de Lhanguene é disso o exemplo, onde os vendedores afirmam que as vendas baixaram com a vigência do estado de emergência.

 

Tudo começou a mudar com a declaração do estado de emergência no país que já vai no segundo mês que impõe entre outras medidas, limitar os eventos públicos e inadiáveis como funerais para um máximo de 20 pessoas, o facto, esta a causar quebra de negócio de flores nos cemitérios. Ana Olívia vende flores em Lhanguene há quatro anos conta o drama que se vive nos últimos dias. “Já não há negócio as pessoas tem medo de vir ao cemitério, as poucas pessoas que vem para aqui entregam – nos o dinheiro a distancia e outros atiram mesmo. As pessoas tem medo dessa doença, antes conseguíamos por dia ir para casa com 500 a 1000 meticais. Hoje não há negocio.” Disse a vendedeira que diz que nestes dias em que não há negócio intercala o negócio com o trabalho doméstico nos quintais.

Alguns dos vão visitar os seus entique-ridos trazem consigo flores e outros compram no local. E as flores a venda vem da vizinha Africa do sul, pais que está em ”lockdown“ e segundo Alexandre Maculuve vendedores de flores, tornou-se difícil ter flores daquele país vizinho. Macuvele conta ainda que para contornar a falta de flores recorrem ao mercado interno embora não dispõe de boa qualidade, ainda assim, a fonte diz que vale persistir do desistir, pois segundo suas palavras as coisas vão melhorar.

Samuel Alberto é um dos cuida das campas e rega as flores, mas diz que como actualmente poucas pessoas vão ao cemitério por estes dias ficou sem trabalho. “Há muitos patrões que já não vem aqui ao cemitério, estamos a cuidar as campas mas eles não vem. Alguns patrões vivem na Africa do sul e la esta fechado.”

Estes vendedores dizem ter consciência da existência do novo coronavírus e dizem seguir as recomendações das autoridades.

 

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