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Vacinação anti-COVID: MISAU alarga público-alvo e admite diabéticos a partir dos 18 anos

Quatro dias depois do arranque da segunda fase de imunização contra o novo Coronavírus, o Ministério da Saúde decidiu fazer alterações no Programa Alargado de Vacinação, que culminaram com o alargamento do público-alvo.

No novo cronograma, são elegíveis diabéticos a partir dos 18 anos. Uma alteração com impacto considerável, tendo em conta que, no anterior agendamento, o plano privilegiava apenas doentes com idade igual ou superior a 60 anos, nesta fase.

Os pacientes devem vacinar na unidade sanitária onde fazem o controlo, para onde devem seguir com um documento de identificação e um comprovativo de doença. Os que estão em tratamento nas clínicas privadas “deverão dirigir-se à Unidade Sanitária mais próxima acompanhados dos documentos referidos anteriormente”, explicou Graça Matsinhe, Chefe do Programa Alargado de Vacinação.

A mesma fonte avançou que os que padecem de outras enfermidades imunossupressoras como o Cancro, Artrite, doenças inflamatórias intestinais, Lupos Eritematosos Sistémico (e outras) também passam a constar do grupo a ser vacinado nesta segunda fase. “Isto significa que estes pacientes devem dirigir-se aos postos de vacinação também apresentando os seus documentos”, frisou Matsinhe.

O Ministério da Saúde está ciente de que a pressão vai aumentar, mas garante que há vacina suficiente para responder à demanda desta fase. “Quando nós fazemos a previsão de aquisição de vacinas e a sua distribuição, sempre fazemos com uma margem de segurança para fazer face a essas situações. Não nos esqueçamos que também estão previstas doses adicionais no âmbito das boas relações que Moçambique tem com os vários países do mundo”, esclareceu a Chefe do Programa Alargado de Vacinação.

A segunda fase de vacinação contra a pandemia da COVID-19 iniciou a 19 de abril e termina a 01 de maio, período em que se pretende imunizar 216.971 pessoas. Desse número, até esta quinta-feira, tinham sido vacinadas cerca de 30 mil pessoas.

O programa geral de vacinação prevê imunizar mais de 16 milhões de indivíduos até o primeiro trimestre de 2022. Até aqui, foram vacinados os profissionais de saúde, Coveiros, funcionários de agências funerárias e outros grupos considerados da linha da frente no combate à pandemia.

Agora, seguem outros grupos considerados de risco, que têm doenças crónicas. Entretanto, estão, igualmente, aqueles que, em breve, poderão ajudar o sector da saúde a lidar com a pandemia, os estudantes finalistas de cursos ligados à saúde.

O país não tem uma única vacina de referência. Desde a primeira fase, tem estado a ser usadas vacinas da fábrica chinesa Sinopharm e a russa Astrazeneca. Algumas chegaram no âmbito da iniciativa COVAX e outras por via de doações de países com que Moçambique tem boas relações diplomáticas com destaque para a China e Índia. Aliás, no âmbito das relações diplomáticas, o país tem promessas de contribuições de vários países estrangeiros, com destaque para Portugal e Alemanha.

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