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Transitabilidade sobre o Rio Nguluzane, em Xai-Xai, poderá ser reposta nos próximos dias

A transitabilidade sobre o Rio Nguluzane, ponto fundamental para a ligação entre a zona alta e a baixa da cidade de Xai-Xai, poderá ser reposta nos próximos dias. Segundo o edil desta urbe, Ossemane Adamo, as obras de reposição da ponte destruídas pelas cheias decorrem a um ritmo satisfatório.

“Recentemente, tivemos a felicidade de fazer a ligação da parte norte da cidade com a parte sul, que é a cidade baixa e a cidade alta. Conseguimos essa ligação, mas o empreiteiro continua aqui, na obra, porque tem de amainar aquilo que é o pontiagudo das pedras. Ele vai meter uma pedra mais fina, que vai dar um acabamento final e a sua compactação”, explica o edil.

Ossemane Adamo garantiu que só depois disso é que se verificarão os outros dois pontos onde há erosão, que é o ponto entre os bancos ABSA, BCI e no Jardim Municipal, onde, segundo o edil, continua a passar água e “temos ali duas crateras que podem perigar a segurança dos nossos munícipes e das viaturas”.

Refere ainda que a preocupação da edilidade é que o empreiteiro termine o mais rápido possível as obras de reposição da ponte, para depois avaliar o ponto de situação dentro da cidade.

“Só depois disso é que podemos autorizar a entrada dos nossos munícipes. A nossa ideia é conseguirmos até amanhã (hoje), mas vai depender do que vamos encontrar na cidade mais logo”, disse, sublinhando que “a nossa ideia é conseguirmos liberar o trânsito aqui, pelo menos para os nossos munícipes dentro da cidade. Pode não ser liberado para a transitabilidade nem no sul e norte, mas os munícipes podem entrar. A nossa grande preocupação é os munícipes poderem salvar aquilo que são os seus pertences, que se encontram nas casas, dentro da água já há duas semanas”, explicou.

Acrescentou que o que se pretende é que as famílias possam “chegar às suas casas e ver o estado em que as coisas e as casas se encontram. Como munícipes, é nossa grande preocupação. De facto, a cidade sofreu uma catástrofe. Isto aqui é acima de uma inundação”.

O presidente do Município de Xai-Xai avançou que na cidade baixa há crateras já visíveis, de tal sorte que até passeios sofreram.

“Temos ali grandes erosões dentro da cidade. De facto, as ruas e os passeios sofreram bastante. Em locais onde não havia alcatrão, a terra foi removida. Temos aqui a entrada do Nguluzane para o mercado de Limpopo, onde passa lá um tubo de grande dimensão que alimenta a cidade, que foi removido pelas águas naquele local e acabou abrindo também a estrada de pavê”, anota.

Em relação às perdas, o edil revela que um total de sete mil infra-estruturas, incluindo residências e comércio, foram destruídas.

“Não tenho, neste momento, a separação entre residências e o comércio, mas temos muito comércio, armazéns, fábricas, residências e infra-estruturas do Estado, que se encontram também neste sofrimento das águas.”

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