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O País – A verdade como notícia

As vítimas das inundações nos centros de acomodação em Xai-Xai denunciam desvio de donativos à calada da noite e exigem novas investigações ao nível de toda a cadeia provincial e distrital de gestão e distribuição de donativos. Os afectados acusam o Governo de negligência, devido à desactivação de centros de acolhimento sem prévia observância das condições na zona baixa de Xai-Xai.

3Quando a vida parecia voltar à normalidade pós-cheias, a detenção de altas chefias do governo provincial por suposto desvio de donativos voltou a agitar as águas na última semana de Fevereiro.

Seis dos dez arguidos encontram-se em prisão preventiva, por decisão do juiz de instrução criminal, no âmbito de processos-crime relacionados com o alegado desvio de produtos destinados às vítimas das inundações em alguns centros de acolhimento de Xai-Xai.

O escândalo virou tema de debate e não podia ser diferente nos centros de acolhimento de Xai-Xai, onde vozes levantam novas denúncias de desvio, em particular de comida, material higiênico e colchões à calada da noite.

“Mas os chefes daqui sempre trouxeram comida à noite, nós não temos alimento, não temos sabão, mas sempre recebemos o apoio. A mamã Gueta deixou enxadas para nós, cimento, mas já não falam disso aí”, disse uma das vítimas das cheias em Xai-Xai.

Já Mariana Leontina, também vítima das cheias em Xai-Xai, denuncia que os alimentos não chegam aos centros de acolhimento. “Doaram óleo alimentar, mas não entregaram à população. Uma vez mais, doaram mantas, apresentaram-nos, mas a seguir não entregaram aos beneficiários”, denuncia.

Ademais, famílias acomodadas na escola anexa, estão incomodadas com a situação e não mediram as palavras para censurar o que chamam de várias de falhas que persistem desde Janeiro.

“Disseram que a comida foi desviada, mas assim que fomos aqui acomodados sabíamos que receberíamos apoio alimentar, mas dizem que os bens foram desviados, por isso a população está revoltada, situação agravada pela alimentação deficitária aqui no centro”, disse uma vítima.

A desactivação dos centros de acomodação é outro aspecto que não escapou às críticas do grupo de 400 famílias que se encontram em centros de acolhimento espalhados pela zona alta da cidade de Xai-Xai.

Por conta da desactivação dos 4 centros, mais 5 mil famílias que perderam tudo encaram, agora, a irreversível decisão do Governo de regressar às suas casas, a destacar algumas ainda engolidas pelas águas e lixo diverso.

Rinalda, vítima das inundações, disse estar preocupada porque a zona onde está a sua casa tem água há duas semanas. “Eles estão expulsar-nos, eles estão a dizer que precisam da escola, mas nós não temos onde ir. Por exemplo, na minha casa ainda há água, mas estão a dizer que eu devo sair daqui para viver na minha vizinhança”, denuncia. 

Já Maria, outra vítima, questiona a obrigatoriedade de sair, frisando que não houve aviso prévio. “Porque é obrigação para a gente sair? Eles nem conversaram connosco, só disseram que amanhã temos de sair, mas não se sabe como vamos ficar. E lá está cheio de cobras”, disse.

Numa nova ronda feita na baixa de Xai-Xai pela nossa equipa de reportagem, o cenário que se verificou é de muita lástima. Num percurso de 6 quilómetros, até à entrada do bairro 3, a degradação da via alternativa à EN1 mostra que aceder às zonas residenciais, onde centenas de casas continuam nas águas, é um exercício difícil.

No bairro Malhangalene, a situação parece de guerra, mas não foram balas nem bombas, foi a fúria da água que derrubou as casas uma a uma.

Armando Matavele é um de muitos que regressaram para a desgraça. Regressou à casa na manhã deste sábado e não acredita no que viu. Mal sabe como e onde vai dormir.

“Aqui, as águas levaram tudo e colocaram a casa no chão (…) estragaram muitas coisas aqui, na minha casa. Eu vivo com quatro pessoas, agora, mas somos sete nessa casa”, lamenta.

O cenário  repete-se noutros  bairros como  Malhangalene B, 1, bem como B e 12 da cidade. Os afectados relatam insegurança contínua de destruição de infra-estruturas, tornando o retorno perigoso e quase impossível.

De tudo o que se ouviu e viu, o que se pode dizer é que mais de 35 mil famílias vivem dias de extrema incerteza no período pós-cheias na capital provincial de Gaza.

Uma criança deslocada de Quissanga, devido ao terrorismo, foi supostamente torturada por um comerciante na província de Cabo Delgado, por alegadamente ter roubado comida.

O crime terá ocorrido no distrito de Metuge e foi confirmado pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal de Cabo Delgado.

“O menor de 11 anos teria sofrido golpes nos membros superiores e também teria sido vítima de uma queimadura da parte direita da região dorsal”, disse Amélio Sola, porta-voz do SERNIC em Cabo Delgado.

A mãe da criança supostamente torturada é uma deslocada do distrito de Quissanga, e pouco ou quase nada sabe sobre o que de facto aconteceu, mas não tem dúvidas de que o filho tenha mesmo roubado.

O comerciante que supostamente torturou a criança foi detido com o seu empregado, considerado co-autor no crime. Ele confirma o roubo, mas nega todas as acusações.

“Caiu pelas costas. Aquele fogão tem suas partes laterais onde se pega. Então ele foi encostar no fogão e como tem aquelas travessias de seixo, daqueles ferros de seixo, então os ferros lhe encostam aqui. Mas eu, pelo menos, sem saber que ele já se queimou, eu o levantei e fui lá fora. Ele disse, aqui ninguém vai lhe bater, mas leva, vai lá em casa dizer à mamã para trazer a panela que você deu naquele dia”, disse o indiciado.

Apesar das queimaduras, a criança supostamente torturada pelo comerciante de Metuge está fora do perigo e continua no centro de reassentamento de deslocados 25 de Setembro.

A Estrada Nacional nº 1 registou, neste sábado, congestionamento intenso no troço do 3 de Fevereiro, no distrito da Manhiça, até Incoluane, devido às obras de reabilitação das áreas danificadas pelas cheias. A fila de veículos chegou a mais de 10 quilómetros, operando no sistema de cedência stop and go.

Foi uma manhã de teste de resiliência aos condutores que circulam pela EN1, na zona de 3 de Fevereiro, Província de Maputo. Tráfego congestionado, longas filas, alguns motores desligados e outros a roncar, mas todos à espera para continuar a viagem.

Quem não resiste ao tempo de espera encontra descanso nos bancos do transporte que o leva ao seu destino. Condutores relatam perda de tempo significativa no mesmo local.

“Estou há duas horas de tempo aqui parado. Até esta hora eu estaria em Xai-Xai, de certeza absoluta”, disse André Manhiça, transportador.
Para João Ruben e Adriano Sitoe, a frustração é maior devido à suposta falta de informação sobre as causas do congestionamento.

“Aqui já tem uma hora e meia, eu estou a vir de Maputo. Paramos da primeira vez de lá, agora deixaram passar e estamos a parar de novo, segunda vez. Agora não sabemos o que pode vir a acontecer mais à frente”, conta João Ruben.

Já Adriano Sitoe, também utente da EN1, lamentou o facto de os trabalhos estarem a decorrer sem nenhuma informação. “Ninguém diz nada, a gente não sabe se vamos conseguir passar ou não”, lamenta.

O facto é que decorrem obras de reabilitação da estrada após cortes provocados pelas cheias recentes.

Máquinas continuam a trabalhar, mas há quem defenda que os trabalhos deveriam ser feitos em horários de menor circulação, para reduzir o impacto sobre os utentes.

“Estamos a descarregar a pedra agora porque à noite não trabalhamos, à noite se fecha isso. Uma estrada nacional número um, não é dois, não é três, não é quatro, é número um. Veja o sofrimento. Quantos problemas esse pessoal tem aqui atrás. Cada um tem o seu problema”, disse  André Manhiça, transportador.
A Administração Nacional de Estradas, citada pela Rádio Moçambique, garante que a transitabilidade pelas duas faixas será totalmente retomada a partir do dia 6 de Março.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apreendeu mais de 70 toneladas de acessórios de viaturas nas cidades de Maputo e Matola, numa operação que durou aproximadamente 10 horas. O material foi apreendido por suspeitas de roubo em viaturas. Em conexão, há alguns detidos em número não especificado.

A operação do Serviço Nacional de Investigação Criminal, assistida por diversas subunidades da Polícia da República de Moçambique, cercou os mercados Estrela Vermelha e Praça dos Touros, na Cidade de Caputo, e o mercado vulgarmente conhecido por Majugar, na cidade da Matola.

A operação visava todo o material de segunda mão, vendido nos estabelecimentos de acessórios de viaturas. De acordo com Hilário Lole, porta-voz do SERNIC, a operação teve como alvo os receptores e vendedores destes bens nos dois mercados da Cidade de Maputo, bem como no mercado da Matola.

“Como é sabido, nestes locais, são comercializadas peças e acessórios de segunda mão, ou seja, já usadas incluindo outras componentes de viaturas desmanchadas, suspeitas de serem produtos de furto, o que faz destes locais e respectivos comerciantes suspeitos de serem receptadores de bens e produtos do crime”, disse.

A operação, que se iniciou por volta das 9 horas e se prolongou até às 16, acontece numa semana marcada por crescente denúncia de roubo de acessórios de viaturas na zona metropolitana de Maputo.

Por estes motivos, segundo Hilário Lole, “foram emitidos mandados de busca e apreensão pelas autoridades judiciais competentes e executados nesta operação”.

Em termos de resultados dessa operação, o porta-voz do SERNIC diz que “é satisfatório”, até porque “foram apreendidas mais de setenta toneladas de peças e acessórios de viaturas neste mercado de Estrela, na Praça dos Touros, assim como no Majugar, e a maior parte destes bens já foram depositados na 18ª Esquadra da PRM, mais conhecida por Brigada Montada”, disse.

Em conexão com esta acção, há alguns detidos em número não especificado, e o comando assegura que todo o material apreendido estava a ser comercializado ilegalmente.

“Houve uma colaboração efectiva dos cidadãos portadores destes bens e houve também algumas detenções daqueles que foram tentando inviabilizar esta operação, mas também daqueles que foram assumidos como autores morais deste furto e roubo de acessórios. Toda esta operação foi decorrente ou justificada por mandados anteriormente emitidos e também houve um mapeamento em relação àqueles que se propuseram, portanto, a revender ou vender peças e acessórios, objectos de furto ou roubo. Daí que pensamos não haver muito espaço de falhas em relação a este quesito, porque houve um trabalho anterior feito, mapeado e desencadeado, portanto, é justificado pelos mandados de busca e apreensão destes acessórios”, confirma Leonel Muchina, porta-voz da Polícia da República de Moçambique.

O SERNIC diz que a operação será contínua, e nos próximos dias poderá abranger outros produtos supostamente roubados e vendidos naqueles locais, com particular destaque para celulares e computadores.

Enquadrado no mês do Ramadão, a Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, promoveu, sexta-feira passada, uma acção de solidariedade com os 189 reclusos do Estabelecimento Penitenciário Preventivo de Maputo. Para os detentos que professam a religião muçulmana, tratou-se de um momento ímpar do período sagrado. 

Na ocasião, a Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa,  partilhou o Iftar, refeição servida para quebrar o jejum diário, com os reclusos do Estabelecimento Penitenciário Provisória de Maputo, vulgo Cadeia Civil.

A partilha de bens alimentares faz parte da tradição religiosa muçulmana, recomendada aos fiéis, sobretudo no mês sagrado do Ramadão.

Em respeito aos preceitos da religião muçulmana, os reclusos realizaram o Dua (oração) separados, os homens numa sala e as mulheres noutra. Esta oração é realizada ao anoitecer, após o consumo de tâmaras e água, simbolizando a quebra do jejum diária.

A Presidente da Assembleia da República orientou a oração, na sala reservada às mulheres reclusas, a que também se juntaram Deputadas representativas de todas as bancadas parlamentares, que professam a religião muçulmana.

Margarida Talapa comoveu as reclusas ao interceder a Deus para a remissão dos seus pecados e a aceitação do arrependimento.

Por alguns instantes, a emoção tomou conta das reclusas e também das visitantes. O ambiente carregado desanuviou com abraços de irmandade e fraternidade.

A Presidente da Assembleia da República transmitiu, na ocasião, uma mensagem de conforto e de esperança. 

“O mais importante, minhas irmãs, é seguirem as orientações da cadeia, cumprirem a vossa pena e quando saírem não cometerem outros crimes. Só assim poderão contribuir na educação da vossa família, da vossa comunidade. Algumas de vocês são mães. O vosso semblante revela que estão bem, estão saudáveis. Aproveitem este mês sagrado e peçam a Alah que facilite o cumprimento das penas e o mais rápido possível regressem ao convívio familiar”, disse.

Na sala reservada aos crentes masculinos, o Dua foi orientado pelo Sheikh Sulemane Abibo Fonseca, Vice-Presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade. Participaram igualmente, Deputados que professam a religião muçulmana, o Secretário-Permanente do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, membros da Direcção do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) e do Secretariado-Geral da Assembleia da República.

Depois da oração, a Presidente da Assembleia da República ofereceu o jantar, com pratos tradicionalmente servidos no mês do Ramadão. Margarida Talapa presenteou as reclusas com peças de capulanas.

Por razões de segurança e, porque já passava da hora em que os reclusos recolhem, foram autorizadas a permanecerem fora das celas as mulheres que participaram no ritual religioso e alguns homens previamente selecionados. Este grupo jantou com a Presidente da Assembleia da República e com os Deputados que a acompanhavam.

Os demais reclusos receberam a refeição oferecida pela Presidente do Parlamento nos respectivos pavilhões e dormitórios. 

E quando o protocolo anunciava a retirada, da sala, da Presidente da Assembleia da República e da comitiva, um jovem recluso não se conteve e pediu a palavra. Zainadine Momed Cassamo queria expressar a sua gratidão pelo gesto de amor demonstrado pela Presidente da Assembleia da República.

“É a primeira vez na minha vida que vejo um chefe a visitar uma penitenciária para quebrar o jejum com os irmãos muçulmanos. Nós podemos ver isso como algo simples, não importante, mas nós sabemos, prezados irmãos, que foi a melhor ocasião que nós já vivemos na prisão como reclusos. Isto tem a ver com o altíssimo. Que Alah a torne a melhor mãe de todos os tempos, que Alah a traga mais vezes para junto de nós”, suplicou Zainadine Cassamo.

O Estabelecimento Penitenciário Preventivo de Maputo, a Cadeia Civil, tem uma população reclusória de 189, entre condenados e detidos preventivamente. Deste número contam-se dez estrangeiros.

Mais de 14 mil hectares de culturas diversas foram totalmente perdidos, de um universo superior a 30 mil hectares afectados pelas cheias no distrito da Manhiça, província de Maputo. As autoridades locais alertam que, perante a dimensão dos danos, o distrito está na iminência de enfrentar bolsas de fome.

A presente época chuvosa provocou um cenário de destruição sem precedentes na Ilha Josina, no distrito da Manhiça. Áreas que, historicamente, não eram alcançadas pelas águas acabaram submersas, surpreendendo a população e as próprias autoridades.

“A população sofreu bastante. Em anos anteriores, havia zonas onde a água nunca tinha entrado. Desta vez, apanhou a população na contramão. Havia uma sensação de segurança de que a água não chegaria àquelas áreas. Isso fez com que muitas pessoas permanecessem nos seus bairros”, relatou Alberto Mucauque, chefe do Posto Administrativo da Ilha Josina.

Segundo explicou, bairros como 4, 5 e 6,  tradicionalmente menos vulneráveis, ficaram completamente inundados, dificultando as operações de resgate. “Houve momentos em que a Ilha Josina ficou sem nenhuma zona segura. Até os centros de acolhimento que tínhamos projectado acabaram alagados e tivemos de abrigar as pessoas em lojas”, acrescentou.

A província de Maputo figura entre as mais afectadas pelas inundações registadas nesta época chuvosa, mas a situação na Manhiça é descrita como particularmente alarmante. A base de subsistência de milhares de famílias, a agricultura, foi severamente comprometida.

“Sofremos numa área de pouco mais de 30 mil hectares. Desses, pelo menos 14 mil hectares correspondem a culturas totalmente perdidas”, afirmou o administrador distrital, Matias Parruque. Do total de áreas inundadas, cerca de 18 mil hectares eram ocupados por culturas de rendimento e outros 12 mil por culturas alimentares, o que agrava o risco de insegurança alimentar nos próximos meses.

No plano social, o impacto também é expressivo. Aproximadamente seis mil famílias foram afectadas pelas cheias. O governo distrital iniciou um processo de reassentamento, tendo já identificado zonas consideradas seguras.

“Estamos a organizar espaços para cerca de 550 famílias num novo parcelamento. Assim que concluirmos esta área, avançaremos para outra, gradualmente, para que as famílias deixem de depender das zonas inundáveis onde actualmente vivem”, garantiu Parruque.

Paralelamente, decorre a preparação de um plano de resposta económica, com enfoque na retoma da produção agrícola. A prioridade imediata é assegurar sementes para permitir que os camponeses voltem a cultivar.

“Estamos preocupados em providenciar sementes, para que a economia familiar retome o seu curso normal e possamos mitigar os efeitos destas inundações”, concluiu o administrador.

Além das perdas agrícolas, o distrito da Manhiça registou igualmente danos significativos na pecuária, aprofundando os prejuízos económicos num território onde a terra e o gado representam a principal fonte de sustento das comunidades.

O secretário de Estado em Manica, Lourenço Lindonde, desafia a Polícia a aprimorar as estratégias de combate à criminalidade, através do reforço das acções de patrulhamento, com vista a garantir a ordem e a tranquilidade públicas naquela província. Lindonde falava durante o acto de entrega de três meios circulantes à corporação.

A cidade de Chimoio foi marcada nos últimos tempos por uma onda de violência, protagonizada pelos chamados homens-catana, que de dia ou mesmo à calada da noite, agrediram as suas vítimas para roubar os seus bens. Para fazer face às acções de patrulhamento, a PRM recebeu um reforço de três viaturas, acto dirigido pelo Secretário do Estado em Manica, que desafiou a corporação a aprimorar as estratégias de combate à criminalidade.  

Apesar de reconhecer a exiguidade de meios e recursos face às crescentes demandas operacionais, Lidonde disse depositar maior confiança na PRM em Manica. 

As três viaturas alocadas ao Comando Provincial de Manica, foram alocadas aos distritos de Chimoio, Gondola e a Subunidade da Unidade de Intervenção Rápida .

Mais de 12 mil famílias em  quatro distritos, com destaque para Massingir, estão há mais de 35 dias sem energia eléctrica devido às cheias em Gaza. A Eletricidade de Moçambique garante resolver a situação  em 10 dias, numa operação avaliada em mais de 140 milhões de meticais.

Foi afetado naquilo que são as linhas de média tensão, sobretudo, a rede de baixa tensão e pós-transformação, as instalações internas, falo das baixadas, e os contadores que estão também junto às casas. E por conta disso nós tivemos na província de Gaza um total de 110 mil consumidores que foram afectados, entre eles domésticos, grande parte, mas também tivemos empresas afectadas”, disse Joaquim Ou-Chim, PCA EDM. 

Ou-Chim avançou ainda que a Província de Gaza está sem energia elétrica devido aos desastres naturais, que assolaram aquele ponto do país nos últimos dias. “Dizer que grande parte destes consumidores que não têm energia são do distrito de Massingir”, sublinhou. 

A operação de reposição de corrente elétrica vai custar 140 milhões de meticais.

A Primeira-Dama da República,  Gueta Chapo, reiterou o seu compromisso de apoiar as mulheres e  famílias moçambicanas, sem qualquer discriminação religiosa. Gueta Chapo falava em Maputo, durante visita a Mesquita Chadulia, onde afirmou que a solidariedade, o amor ao próximo e o serviço à população  devem orientar a acção social e espiritual durante o mês sagrado do  Ramadan.

A Primeira-Dama  começou por sublinhar o sentido espiritual do momento, destacando  a importância da fé e da gratidão, e explicou que estas visitas se inserem numa prática  regular de proximidade com as comunidades, especialmente durante  o período de jejum, reconhecendo as dificuldades enfrentadas por  muitas famílias. “Nós sabemos que nem todos conseguem ter uma  refeição para quebrar o jejum”. 

Nesse contexto, referiu que a iniciativa visa não apenas a oração  conjunta, mas também a partilha concreta de alimentos com a  comunidade. “Então nós trouxemos, depois da nossa reza, vamos  oferecer um pequeno lanche para podermos quebrar o jejum juntos,  não só as mamães, os papais, as nossas crianças”. 

Durante a sua intervenção, a Primeira-Dama reafirmou igualmente o  foco da sua acção social no apoio aos grupos mais vulneráveis da  sociedade. “Nós continuamos a trabalhar para o bem-estar das nossas  crianças, das nossas mulheres, das pessoas com deficiência”. 

Gueta Chapo sublinhou que a sua missão é servir a população  moçambicana com dedicação e sentido humanista. “Estamos aqui  para servir, servir com muito amor, muito carinho, com muita  dedicação à nossa população moçambicana, aos nossos irmãos,  porque é isso que Allah gosta”. 

Por fim, reiterou a sua disponibilidade para apoiar todas as mulheres,  independentemente da sua confissão religiosa, defendendo a  unidade e a fraternidade entre os moçambicanos.

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