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O País – A verdade como notícia

Hoje, não houve registo de mortes pela pandemia viral, mantendo-se o total de 2.188 perdas humanas desde a eclosão da doença no país. Entretanto, ainda neste período, 260 pessoas ficaram livres do vírus pandémico, somando 218.211 casos recuperados.

De acordo com o Ministério da Saúde, a maior parte de recuperados foi registada na Cidade de Maputo (103), seguida pela Província de Maputo (36), e Inhambane com (35).

Nas últimas 24 horas, “registamos mais 44 novas infecções e as mesmas resultaram de um total de 1.971 amostras suspeitas testadas em todo o país”, refere um comunicado do Ministério da Saúde, acrescentando que a taxa de positividade no período em análise foi de 2.23% e a taxa de positividade acumulada de 18.2%”.

Actualmente, o número global de casos positivos situa-se em 224.603. Destes, 224.234 são de transmissão local e 369 importados.

A Cidade de Maputo registou o maior número de infecções, com 19 casos. Neste momento, Moçambique tem 4.200 casos activos do novo Coronavírus.

“No mesmo período, registamos o internamento de mais três pacientes com COVID-19, sendo (…) actualmente, 20 pacientes encontram-se nos CICOV e em outras Unidades Hospitalares nacionais”, lê-se no comunicado.

A morgue anexa ao Hospital Central de Maputo (HCM) está em reabilitação, facto que dita o reencaminhamento de óbitos extra-hospitalares para a morgue do Cemitério de Michafutene, no distrito de Marracuene, província de Maputo. Entretanto, poucos cidadãos conhecem o procedimento, o que algumas vezes cria constrangimento.

A morgue anexa à maior unidade sanitária do país, com capacidade para conservar 181 corpos, está sob gestão do Conselho Municipal da Cidade de Maputo e, neste momento, está em reabilitação. A situação levou à alteração do seu funcionamento no tratamento de corpos de pessoas que perdem a vida em casa, segundo a explicação avançada esta sexta-feira por Hélder Muando, director de Morgues e Cemitérios no Município de Maputo, na sequência de situações que têm originado especulações no seio do público por uma alegada devolução de corpos na morgue anexa ao Hospital Central de Maputo.

“Existem corpos de óbitos que ocorrem nas residências. Estes corpos precisam de ser encaminhados para alguma morgue, isto é, a família chama uma agência funerária e esta vai à casa para retirar o óbito. O que há a fazer é direccionar o óbito a uma casa mortuária, que é a morgue anexa ao Cemitério de Michafutene e não à anexa ao Hospital Central de Maputo”, explicou Muando.

Sob gestão municipal, existem sete morgues na Cidade de Maputo, mas o Hospital Central de Maputo tem a sua morgue, onde são conservados os corpos antes de serem submetidos à autópsia, que é feita diariamente, segundo a médica legista responsável do sector no HCM.

“Recebemos esses corpos e o Hospital tem a unidade da morgue que recebe esses corpos e, quando chega o dia da autópsia, e porque legalmente há processos que devem ser seguidos, são feitas as autópsias para se poder determinar as causas da morte. Posto isto, lavramos a certidão de óbito e enviamos o corpo à morgue da Direcção de Saúde da Cidade [de Maputo]”, esclareceu Jacinta Langa, que também garantiu que o Serviço de Medicina Legal funciona ininterruptamente todos os dias, para dar vasão à solicitação dos utentes.

De referir que, neste processo, também houve alteração do horário de transporte de corpos de indivíduos que morreram em casa, sendo que as agências funerárias podem transportar corpos das 6 às 17 horas todos os dias para a morgue anexa ao Cemitério de Michafutene; e das 17 às 06h fazem-no, diariamente, para a morgue anexa ao Hospital Central de Maputo.

Hoje, a cadeira dedicada aos declarantes no julgamento do “caso dívidas ocultas” está ocupada pelo actual ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, sucessor de Manuel Chang. Coube ao governante explicar o que ditou para que o Estado assumisse o pagamento das dívidas contraídas pelas empresas ProIndicus, EMATUM e MAM.

Maleiane esclareceu que, quando assumiu as pastas, só a dívida da EMATUM estava inscrita na Direcção Nacional do Tesouro e, por isso, o Governo encarou as outras dívidas como inexistentes e só depois de questionar o seu antecessor ficou a saber que as dívidas da MAM e ProIndicus eram do fórum secreto, por serem veículos operativos do SISE.

“O VTB queria que o novo Governo emitisse novas garantias. Mas nós dissemos que era melhor continuarmos o princípio da boa-fé. É por isso que das dívidas da ProIndicus e MAM não estamos a pagar nada. As dívidas que chamamos hoje de ‘não declaradas’ não estamos a pagar. A que estamos a pagar é da EMATUM, porque o nome do país ficou manchado a nível internacional e é preciso, na nossa percepção, salvaguardar uma boa imagem do país”, explicou Maleiane.

A Ordem dos Advogados de Moçambique quis saber se a legalidade foi avaliada antes de o Estado reestruturar a dívida, ao que o ministro respondeu negativamente. “Pedimos parecer da Procuradoria e de instituições internacionais para interpretação do que queríamos fazer, e só depois avançamos. Mas não pedimos avaliação da legalidade para a reestruturação, porque o procedimento normal não é esse. Só devíamos preparar as condições para pagar o que se estava a dever, uma vez que se tratava de um processo conduzido na boa-fé ”, referiu.

Questionado porque foi violado o Acórdão do Conselho Constitucional, que referia que a dívida não devia ser paga, Maleiane disse que houve respeito pelo acórdão, mas o Governo não podia deixar de saldar a dívida.

“A melhor forma que tínhamos para cumprir o Acórdão foi fazendo o que foi feito pelo Governo. Para se evitar colocar o Estado numa situação de negociador de má-fé, porque já havia um acordo antes do Acórdão. O acordo foi celebrado em Maio de 2019 e o Acórdão é de 3 de Junho de 2019. Por causa do Acórdão foi introduzida uma cláusula que protege os interesses do Estado, em que se estipula que se a qualquer momento, se descubra que quem comprou os títulos agiu de má-fé, haja espaço para o Estado ter de volta o dinheiro que pagou e ser indemnizado por danos”, explicou.

Depois de Adriano Maleiane ter dito não certeza se foi ele a autorizar a transferência de 43.750.000.000 de meticais do Tesouro para Txopela Investiments, empresa criada pelo réu António Carlos do Rosário e que teria sido usada para branqueamento de capitais, a assistente decidiu requer que o Ministério da Economia e Finanças voltasse a tribunal para dar melhores explicações.

“Esta questão é antiga. E tínhamos a esperança que fosse esclarecida aqui, pelo declarante, mas não foi. Nós pedíamos que o Tribunal oficiasse o Ministério da Economia e Finanças para que diga a que título foram transferidos estes 43.750.000.000 de meticais do Tesouro para Txopela Investiments”, disse Gilberto Correia, representante da Ordem dos Advogados de Moçambique.

Respondendo às questões da Defesa dos réus, o Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, disse que neste momento, às empresas ProIndicus, EMATUM e MAM estão no processo de decretação de falência e que cabe a comissão liquidatária dar um ponto de situação.

A Procuradora Ana Sheila Marrengula, representante do Ministério Público, prescindiu de interrogar o declarante.

O polémico livro de Ciências Naturais da 7ª classe, que aborda conteúdos relacionados à sexualidade, será retirado de circulação a partir de 2023, com a introdução do novo currículo para o Ensino Secundário, no âmbito da implementação da Lei 18/2018.

Para o presente ano lectivo, o director do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação, Ismael Nheze, avançou que as escolas estão orientadas a não leccionar a matéria que está a dividir opiniões entre os pais e encarregados de educação.

O manual em causa foi publicado em 2004, no entanto só em 2022 é que este conteúdo está a ser despoletado.

Considerado um dos melhores destinos turísticos do mundo, Bazaruto atrai investidores e turistas. No âmbito da exploração turística desta região insular, o Governo aprovou 13 concessões de terra para investimento, algumas há mais de 10 anos, mas grande parte nunca foi aproveitada.

São no total oito concessões que não estão a ser exploradas, sendo uma na Ilha de Santa Carolina, uma na Ilha de Benguera, cinco na Ilha de Bazaruto, por sinal a maior de todas, e uma na Ilha de Bangue

Sobre esta última, o administrador do Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto, Armando Nguenha, revelou que não se recomenda nenhum tipo de investimento naquela Ilha, por se tratar de um lugar instável. É que a pequena Ilha sofre com a erosão provocada pelas águas do mar e, em dias de maré alta, a água da praia invade a terra.

Não há aproveitamento num dos pedaços de terra mais cobiçados do mundo e, por isso, as autoridades deixam de ganhar dinheiro.

“É claro que isso nos prejudica, porque, primeiro, os donos das concessões não estão a pagar o que devem ao Estado; segundo, eles nunca investiram, então os turistas não podem ir para lá, estamos a perder dinheiro duas vezes”, acrescentou Nguenha, lamentando tal situação.

Recentemente, o Governo ganhou, no Tribunal Administrativo, um processo no qual pretendia reaver uma concessão na Ilha de Santa Carolina, onde está aquele que, em tempos, foi um dos maiores hotéis do país, mas não funciona há muitos anos.

O prognóstico apresentado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), para esta sexta-feira, indica que  que as três regiões do país enfrentarão temperaturas entre 23 e 35 graus Celsius de máxima.

Na região centro, as urbes da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane poderão registar temperaturas máximas de 31,29, 35 e 32 e mínimas de 24, 20, 26 e  24 graus Celsius, respectivamente.

As cidades de Nampula, Pemba e Lichinga, no norte do país, poderão atingir temperaturas máximas de 28,  30 e  23 e  mínimas de 22, 24 e 14 graus, respectivamente.

Para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, no sul do país, prevêem-se máximas de 32, 31, 31 e 31 e mínimas de 23, 21, 25 e 25 graus Celsius, respectivamente.

Adicionalmente, o INAM prevê ocorrência de chuvas acompanhadas de trovoadas e ventos a soprarem, por vezes, com rajadas em algumas capitais provinciais.

Foi inaugurada hoje, na Cidade de Maputo, a Lin Medcare, uma clínica que se compromete em prestar serviços de saúde de qualidade a baixo custo. Na ocasião, o secretário de Estado da Cidade de Maputo convidou a entidade a juntar-se ao Governo na luta contra as diversas enfermidades que assolam o país.

Em meio à eclosão da pandemia da COVID-19, o Grupo Lin investiu nos serviços ambulatórios, para dar assistência pré-hospitalar e evacuação de doentes em estado crítico.

Desta vez, a empresa apostou numa clínica, a Lin Medcare, apetrechada para prestar serviços nas áreas de medicina interna, com destaque para a ecografia 4D e ortopedia.

A nova entidade dispõe de 16 camas, várias unidades de atendimento que se estendem das consultas externas, bloco operatório, serviços de urgência, maternidade, laboratórios, farmácias, ambulâncias 24 horas ao dia e atendimento domiciliar.     

“Inaugurar a Lin Medcare é assumir o compromisso de fazer parte dos esforços do país para assegurar os nossos co-cidadãos no encontro das respostas sanitárias de elevado padrão no território nacional”, afirmou o Presidente do Conselho Administrativo do Grupo Lin, Lineu Cordeiro.

Cordeiro acrescentou que uma em cada 65 mulheres morre durante o parto, o que significa três vezes mais do que a média global, e foi olhando estes dados que o Grupo Lin importou a mais alta tecnologia para maternidade da clínica ora inaugurada.

Por seu turno, o secretário de Estado da Cidade de Maputo, Vicente Joaquim, afirmou que a unidade hospitalar eleva a capacidade de resposta da capital e deixou um desafio.

“Queremos exortar a Lin Medcare para que na sua actuação tenha sempre a referência, a melhoria contínua dos serviços que presta através da rápida adaptação às exigências actuais, onde o domínio da ciência e das ferramentas tecnológicas”, apelou osecretário do Estado da Cidade de Maputo, Joaquim Vicente.

Já Fernando Couto, em representação da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, disse que a iniciativa é um motivo de orgulho para o sector empresarial privado, porque mostra cada vez mais que é possível desenvolver negócios a partir dos jovens com capital moçambicano e gerar postos de trabalho.

De acordo com o Presidente do Conselho de Administração do Grupo Lin, a clínica disponibiliza uma linha de atendimento, com vista a reduzir as desigualdades entre as pessoas que procuram por serviços de saúde.

Parque Nacional de Gorongosa conta com um donativo de 1 milhão e 200 mil meticais, que serão aplicados em acções de conservação da fauna. O valor resulta da renovação de um acordo de parceria entre o Parque e o Nedbank, antigo Banco Único, que dura desde 2015.

As espécies, que habitam no Parque Nacional da Gorongosa, são alvo de várias ameaças. O valor, que o Parque recebeu esta quinta-feira, visa mitigar a sua vulnerabilidade, uma oferta que conta com outros benefícios.

De acordo com o presidente da Comissão Executiva do Nedbank, Joel Rodrigues, além do valor disponibilizado, o Parque tem a vantagem de se beneficiar de outros valores que o banco vai injectar, através das receitas das transações bancárias.

“Cada cliente que efectuar alguma operação diariamente, parte da comissão será revertida a favor do parque”, explicou Joel Rodrigues.

Segundo o administrador do Parque Nacional de Gorongosa, Pedro Muagura, o donativo é fundamental, porquanto a conservação das espécies demanda cada vez mais reforço financeiro.

Muagura explicou que o valor oferecido pelo Nedbank vai reforçar acções já decorrentes, como fiscalização, pesquisa e sensibilização comunitária sobre a importância da conservação.

“A Área de Conservação comporta vários domínios e o capital financeiro que, hoje (referindo-se a ontem) foi oferecido, é parte das soluções para consolidação dos novos paradigmas de conservação das espécies”.

Muagura sabe que a iniciativa da instituição bancária é oportuna para o Parque que dirige, por isso pediu outras acções iguais noutras áreas de conservação.

“Esperamos que estas acções de apoio financeiro que também aconteçam com outros parques, pois há vários outros parques com as mesmas necessidades que o de Gorongosa”, disse Pedro Muagura.

O donativo foi disponibilizado durante a cerimónia de renovação do acordo de parceria entre o Parque Nacional de Gorongosa e o Nedbank, que dura há sete anos.

Localizado na província de Sofala, na extremidade sul do Vale do Grande Rift, o Parque Nacional de Gorongosa possui uma área de 3770 quilómetros quadrados.

Segundo o Boletim Hidrológico da Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), nas últimas 24 horas houve registo de chuva fraca a muito forte na rede nacional de observação hidroclimatológica, em algumas bacias hidrográficas das regiões Norte, Centro e Sul.

“Face às previsões meteorológicas e a situação hidrológica prevalecente, para as próximas 72 horas, prevê-se a continuação de subida do nível na bacia do Meluli em Meluli e Nametil, podendo superar o nível de alerta. A bacia do Púnguè em Mafambisse, devido à influência da maré, poderá manter-se em alerta. Prevêem-se ainda inundações urbanas localizadas para a cidade de Pemba”, refere o DNGRH.

Deste modo, a DNGRH apela à sociedade em geral para a observância de medidas de precaução ao se fazer aos rios, particularmente, nas bacias do Maputo, Púnguè e Zambeze, devido à prevalência de níveis altos. Recomenda, igualmente, o acompanhamento permanente da informação hidrológica disseminada.

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