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O País – A verdade como notícia

A ministra da Educação diz que os professores com problemas ligados à nova Tabela Salarial Única (TSU) devem procurar os gestores dos recursos humanos para a regularização da situação. Para já, Carmelita Namashulua apela aos professores para a calma.

Recentemente, professores da Cidade e Província de Maputo ameaçaram fazer uma greve, em protesto contra irregularidades na Tabela Salarial única.

Em resposta, a ministra da Educação afirma que cada professor deve procurar o gestor de recursos humanos do local em que trabalha para regularizar as suas inquietações.

“O que nós dizemos aos nossos colegas é que tenham calma. Nós estamos estruturados, ao nível dos nossos serviços distritais; temos gestores dos recursos humanos. Cada um de nós, verificando que há um problema com o seu salário, é livre de apresentar a sua preocupação ao gestor dos recursos humanos, com provas devidamente feitas. Existe uma equipa técnica a nível do Governo, que está a trabalhar no sentido de corrigir essas irregularidades”, explicou Carmelita Namashulua, ministra da Educação.

No que toca às matrículas para o ano lectivo de 2023, a governante respondeu que os processos estão a decorrer sem problemas.

“Ainda não foram relatados problemas referente às matrículas da primeira classe. Este ano, por exemplo, tivemos 91% de ingressos para o ensino público. Nós temos a certeza de que, no próximo ano, podemos ter maior número de crianças a matricular-se na primeira classe”, afirmou a ministra.

No entanto, Carmelita Namashulua disse que a Olimpíada Internacional de Matemática vai servir para incentivar os jovens a estudar e a investigar. “A olimpíada internacional vai incentivar os meninos ao estudo, à investigação e à colaboração, porque participaram vários meninos da CPLP, presencial e virtualmente, e os meninos de todo o nosso país juntaram-se, preparam-se em conjunto para participar em grupo e, por isso, congratulo os meninos, porque representaram muito bem o país”, esclareceu.

Os participantes que representavam o país na Olimpíada de Matemática conseguiram medalhas de bronze e de prata.

Namashulua falava em Maputo, aquando da 10ª edição da Olimpíada Internacional de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

 

O presidente do Tribunal Supremo diz que a implementação de penas alternativas à prisão tem sido um desafio nas comunidades, pois consideram tratar-se de impunidade na aplicação da justiça.

Celebrou-se, este sábado, o Dia da Legalidade, uma efeméride que visa, entre outros, a reflexão em torno da Legalidade das acções dos agentes da justiça.

Por ocasião da data, o Presidente da República instou os titulares e membros da administração da justiça a apostarem na aplicação de penas alternativas, para evitar a superlotação das cadeias, mas a iniciativa não é bem vista pelas comunidades.

“Temos que preparar a nossa sociedade para que aceite o recluso depois de cumprir a pena. Temos este dilema, em que, muitas vezes, se fala da necessidade de aplicarmos medidas alternativas à prisão, ou seja, a pessoa cometeu um crime, mas nós temos que aplicar medidas que não sejam a prisão. Porém, a sociedade, por vezes, rejeita. Temos um histórico de considerar que o ladrão tem de ficar na cadeia”, disse Adelino Muchanga, presidente do Tribunal Supremo.

Para Adelino Muchanga, o desafio é garantir que a população perceba que as penas alternativas à prisão não significam injustiça aos ofendidos.

“É um desafio enorme educar a nossa sociedade para compreender a utilidade das penas e a necessidade de punirmos o agente, não necessariamente por via da prisão efectiva, desde que seja uma medida que atenda a essas duas finalidades, de prevenção especial e prevenção geral, penso que podemos aceitar que a prisão não é a única solução”.

O presidente do Tribunal Supremo falava na Praça dos Heróis em Maputo, após a deposição de uma coroa de flores, por ocasião do Dia da Legalidade.

O Dia da Legalidade foi instituído a 05 de Novembro de 1981, quando o Presidente Samora Machel se dirigiu à Nação e apelou para a necessidade do respeito pela lei e garantia do acesso ao Direito e à Justiça pelos cidadãos, bem como humanização da actuação dos Agentes da Lei e Ordem.

O Presidente da República exige aceleração dos processos de legalização das prisões e da rápida tramitação dos processos de soltura, como forma de aliviar a pressão nas cadeias nacionais. Filipe Nyusi falava, hoje, durante a saudação aos membros da administração da justiça.

Um dos grandes desafios no sector da justiça tem sido a gestão célere dos processos de legalização das prisões e das ordens de soltura, o que, entre outras razões, culmina com a superlotação das cadeias.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, que falava na última sexta-feira, no âmbito da saudação aos titulares e membros da administração da justiça, por ocasião da passagem de mais um dia da Legalidade, assinalado a cada cinco de Novembro, mostrou a sua preocupação em relação à superlotação das cadeias, numa altura em que o mundo fala de uma justiça humanizada.

A promoção e respeito pelos prazos da prisão preventiva é uma das alternativas a este mal, em que se deve privilegiar o homem.

“Reconhecemos, entretanto, que o sistema penitenciário devia ser um ambiente propício para regenerar o indivíduo, pois só assim se torna possível a inversão das más condutas, para que um indivíduo consiga compreender a si próprio, a vida em sociedade e, consequentemente, o seu grupo social”, disse o Presidente da República.

Segundo Filipe Nyusi, somente com a ressocialização se possibilitará que o indivíduo que tenha cumprido a pena tenha condições de retornar à sociedade e não voltar à vida criminosa.

“A socialização só se torna possível quando a reclusão fornece mecanismos para a mudança do mecanismo virtuoso, quando a mudança penal deixa de ter um cunho meramente punitivo e retributivo e assume um papel educativo e ressocializado”, afirmou Nyusi, tendo acrescentado que a substituição da pena preventiva de liberdade por penas alternativas constitui uma das medidas que consubstanciam a humanização das penas, mas para que a adopção destas medidas funcione são necessários investimentos para a correcta aplicação das normas.

Nyusi avançou, ainda, a pertinência do alastramento de infra-estruturas penitenciárias, através da iniciativa presidencial “Um distrito, um estabelecimento penitenciário”.

“Esta iniciativa deriva de uma das competências do nosso Governo, de criar políticas públicas que promovam a ressocialização e a reinserção social dos reclusos. Deste modo, como forma de descongestionar os estabelecimentos penitenciários provinciais, urge a necessidade de se construir estabelecimentos penitenciários a nível distrital. Prevemos que estes tenham a capacidade para 250 reclusos e que estejam dotados de campos de produção agro-pecuária, para que os mesmos sejam auto-suficientes. Temos que mudar o paradigma de uma sociedade que pune, para uma que ressocializa”, revelou o estadista.

O presidente do Tribunal Supremo, Adelino Muchanga, diz que o combate à superlotação é um dos caminhos para o alcance de uma justiça mais humanizada.

“Defendemos, portanto, a remanescência da dignidade do recluso e assistência em cumprimento e pós-cumprimento da pena, como forma de evitar a estigmatização pós-prisional, a rescindência e a ocorrência de novos crimes”, defendeu.

A saudação ao Presidente da República acontece na sequência da celebração do dia da legalidade, que se assinala a 05 de Novembro, sob o lema “Humanização das penas como imperativo da vida humana”.

O Presidente da República exige dos novos secretários de Estado de Gaza e Inhambane mais vigilância nas comunidades, para evitar focos de terrorismo. O desafio foi lançado, hoje, durante a tomada de posse dos novos dirigentes.

Amosse Macamo assume, desde a última sexta-feira, o cargo de secretário de Estado da província de Inhambane e Lourenço Lindonde, o de secretário de Estado de Gaza. Durante a tomada de posse, o Presidente da República exigiu dos novos dirigentes mais vigilância e, acima de tudo, foco no desenvolvimento económico das províncias.

“É preciso aumentar os níveis de produção e produtividade de culturas de rendimento e alimentares, incrementar a vigilância e controlo na comunidade, para que não surjam focos de criminalidade, terrorismo e instabilidade social, motivar os jovens a terem os seus rendimentos baseados em trabalhos honestos, a partir, por exemplo, de iniciativas de empreendedorismo; criar ambiente favorável para a atracção de investimentos”, disse o Presidente da República.

Para Nyusi, a descentralização não é um processo acabado. É uma construção permanente do ideal político, social, administrativo, económico e normativo, de modo a aproximar cada vez mais o poder de Estado às comunidades, tendo como fim último a melhoria das condições da vida da população.

Referindo-se ao processo de implementação da descentralização a nível nacional, Filipe Nyusi apelou para que haja coragem para fazer reformas, sempre que necessário.

“Temos estado a dizer que não podemos ter receio de parar e corrigir o que não está bem, para mais tarde caminharmos de forma firme, racional e com os pés assentes no chão, ao acompanharmos a situação real do país e as preocupações cimeiras dos moçambicanos”, sublinhou.

Amosse Macamo, novo secretário de Estado de Inhambane, ocupava o mesmo cargo na província de Gaza e Lourenço Lindonde era vice-reitor da Universidade Púnguè.

Duas bases da Renamo foram enceradas nos distritos de Mocuba e Sabe, na província da Zambézia, no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos homens deste partido. A informação é avançada pelo presidente do grupo de contacto, Mirko Manzoni.

O também enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas destaca progressos no processo de DDR.

De acordo com o documento enviado à nossa redação, Mirko Manzoni refere que estes passos elevam o número total de desmobilizados para cerca de 90% do total de homens da Renamo.

Ao longo das últimas quatro semanas, mais de 800 ex-guerrilheiros foram desmobilizados e iniciaram a sua transição para a vida civil.

Manzoni enaltece a Comissão de Assuntos Militares e os Grupos Técnicos Conjuntos por demonstrarem profissionalismo na gestão do processo.

A Avenida Mártires da Machava, na Cidade de Maputo, é o local escolhido para a realização da III edição da Feira de Iniciativas de Mobilidade Urbana. De acordo com o comunicado enviado à nossa redacção, o evento será realizado este sábado, dia 5 de Novembro de 2022, das 09h30 as 14h30.

De acordo com Agência Metropolitana de Transporte de Maputo, o evento é realizado com o objectivo de criar sinergias entre actores públicos e privados para o desenvolvimento de projectos e ações concretas para a melhoria da mobilidade, com uma perspectiva sustentável e inclusiva na área metropolitana de Maputo.

Uma pessoa está detida acusada de envolvimento no rapto ocorrido na terça-feira, na avenida de Angola, na Cidade de Maputo. O Serviço Nacional de Investigação Criminal diz que o indiciado participou na organização do crime.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apresentou, esta sexta-feira, um jovem de 31 anos de idade que terá participado na organização do rapto de um dos proprietários de uma loja de mobiliário, na avenida de Angola na Cidade de Maputo.

O porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, disse que foram encontrados vestígios de chamadas telefónicas e mensagens trocadas com o mandante do rapto.

“O indivíduo é delinquente e está no mundo do crime há bastante tempo e é conhecido. Desta vez foi encontrado com indícios de envolvimento na prática do rapto, desde o planejamento, organização, execução e não só”, explicou Hilário Lole, porta-voz do SERNIC na Cidade de Maputo, acrescentando que o indiciado fazia-se acompanhar por outros três que se encontram foragidos. Um dos criminosos é sul-africano, segundo o porta-voz.

Por seu turno, o indiciado negou o seu envolvimento no rapto.

Até ao momento, o Serviço Nacional de Investigação Criminal não sabe onde está a vítima. Sabe, entretanto, que o mandante do rapto está fora do país.

A previsão do tempo para hoje indica que as três regiões do país enfrentarão temperaturas entre 27 e 37 graus Celsius de máxima.  A cidade de Tete será a mais quente.

De acordo com o INAM, a região sul do país poderá registar chuvas fracas ou chuviscos nas zonas costeiras.

Na região centro, as urbes da Beira, Chimoio, o Tete e Quelimane poderão registar temperaturas máximas de 30, 28, 37 e 33 e  mínimas de 23, 17, 25 e 23 graus Celsius, respectivamente.

De acordo com a Meteorologia, as cidades de Nampula, Pemba e Lichinga poderão registar temperaturas máximas de 35,31,30 e mínimas de 21,23 e 13 graus.

Para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, no sul do país, prevêem-se máximas de 29, 28, 27 e 27 e mínimas de 20, 21, 23 e 22 graus Celsius.

A Associação Médica de Moçambique (AMM) teve, hoje, um encontro com representantes do Governo para fazer reclamações ligadas à Tabela Salarial Única, mas nada mudou. O Executivo não quis ceder, os médicos abandonaram o encontro por alegada improdutividade e continuam a preparar a greve.

O encontro entre os médicos e representantes do Executivo poderia ser uma solução para uma iminente greve, mas não foi. Tanto não foi que os médicos até interromperam a reunião com os membros por, supostamente, não estar a haver produtividade.

Numa carta que a Associação Médica de Moçambique fez à sua classe, os representantes do Governo não se mostraram abertos a ceder às exigências dos médicos. Por isso, nada mudou.

Ademais, os médicos não querem negociar com as mesmas pessoas com quem estiveram hoje. Exigem uma alteração na composição dos representantes do Governo e que, num eventual próximo encontro, o Ministério da Administração Estatal e Função Pública esteja devidamente representado, o que hoje não se verificou.

Enquanto isso, os preparativos para greve, a arrancar na segunda-feira, continuam. É isso que diz a Associação Médica de Moçambique na sua nota informativa.

OS CONTORNOS DA GREVE DOS MÉDICOS

Foi no final de Outubro que a Associação Médica de Moçambique anunciou o início da preparação de uma greve que poderá durar três semanas, a começar no dia sete deste mês, ou seja, segunda-feira. Em causa, estão alegadas inconformidades na Tabela Salarial Única cuja correcção é, para os médicos, urgente.

No referido comunicado, os médicos anotam que “a greve terá a duração de 21 dias prorrogáveis, com início às 07 horas do dia 07 de Novembro de 2022. Ao longo dos próximos dias, serão publicadas as directrizes da greve”.

É importante que se recorde que os profissionais se dizem traídos pelo Governo, que não fez constar os seus anseios da nova Tabela Salarial Única. O Bastonário da Ordem dos Médicos, Gilberto Manhiça, sublinha que  a redução dos subsídios prejudica a classe.

Para impedir a possível paralisação das actividades, a classe médica exige melhorias na nova Tabela Salarial Única.

O ministro da Saúde já apareceu a pedir que os médicos não optem pela greve, até porque, para Armindo Tiago, é normal que haja estas falhas na implementação da TSU. Já o Ministério da Economia e Finanças, esse, remete tudo à Comissão Multissectorial de Enquadramento, criada justamente para atender a eventuais reclamações.

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