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O País – A verdade como notícia

As duas pugilistas despacharam, hoje, as suas adversárias na final e conquistaram a medalha de ouro do Africano de Boxe.

Diz o ditado que quem corre com vontade não cansa. Rady Gramane e Alcinda Panguana continuam a fazer o mundo render-se ao seu talento.

Gramane subiu ao ringue, na tarde de hoje, em busca do seu primeiro título africano depois de ter provado tudo na região e não só. Diante da argelina Djouher Benan, uma potência do boxe africano, Rady não se vergou e, com classe, elevou a bandeira nacional e encaixou na conta 600 mil Meticais.

Alcinda Panguana, nos 66-70kg, não mediu esforço entre as cordas em busca de ouro. Com o apoio do público, pulverizou o pavilhão da Académica com o seu talento nos punhos e, no fim, provou a sua capacidade perante a congolesa Brigitte Mbambi.

Às duas medalhas de ouro conquistadas pelas pugilistas, podem juntar-se as de Yassine Nordine, Solomone Júlio e Armando Sigaúque, que lutam esta noite.

Cerca de 60 estudantes bolseiros estão impedidos de viajar para a Rússia, porque o Instituto de Bolsas de Estudo não tem dinheiro. Há os que deviam ter viajado em 2019.

Joana, Beatriz e Gomes (nomes fictícios) são parte de um grupo de sessenta estudantes moçambicanos, que, há três anos, esperam viajar para a Rússia, após ganharem bolsas de estudo para cursos do ensino superior.

O Instituto de Bolsas de Estudo é a instituição que deve custear a viagem que, nos primeiros dois anos, foi adiada devido à COVID-19.

“Sinto-me frustrado, porque é muito triste o que está a acontecer connosco. Ganhámos uma bolsa pública e o Estado tinha garantido que estudaríamos, de repente, dizem que há falta de orçamento”, lamentou Gomes.

Com o relaxamento das medidas restritivas, os estudantes entendem que nada mais os impede de viajar, contudo, porque isso não acontece, dizem-se injustiçados.

“Quando fui seleccionada para trabalhar na Rússia, eu abandonei a universidade e apresentei-me às aulas on-line, porque, na altura, as fronteiras estavam fechadas. Tivemos de nos adaptar, na expectativa de viajar no ano seguinte”, explicou Joana.

O Instituto de Bolsas de Estudo (IBE) disse que não há solução à vista.

“Temo-nos reunido com eles para fazermos o ponto da situação. Neste momento, estamos a trabalhar com as autoridades competentes de modo a ultrapassar o problema. No momento certo, daremos informação sobre a viagem dos estudantes”, referiu Leu dos Santos, chefe do Departamento de Bolsas no IBE.

Enquanto não há resposta positiva, os estudantes temem perder as bolsas.

Arranca no próximo mês o processo de licenciamento de “tchovas” na Cidade de Maputo. O conselho municipal diz que a medida visa reduzir os constrangimentos ao trânsito e tornar a actividade organizada.

Não se conhece o número exacto de veículos de tracção manual, vulgo “tchovas”, que circulam na Cidade de Maputo por dia.

O certo é que, na sua maioria, dividem a estrada com veículos a motor, embaraçando o trânsito.

“Muitas vezes, andamos de qualquer maneira, por vezes, no sentido contrário, e até chegamos a causar acidentes”, reconheceu Francisco Moisés, condutor de “tchova”.

Para minimizar o problema, o conselho municipal diz que a resposta é o licenciamento dos veículos, através do qual passarão a portar livrete, matrícula e a obedecer às regras de trânsito.

“A nossa perspectiva é que possamos, com alguma brevidade, iniciar efectivamente o processo de licenciamento. Alguns transportadores já se aproximaram dos distritos municipais e têm recebido feedback positivo”, explicou José Nichols, vereador para a área de Mobilidade, Transportes e Trânsito, no Conselho Municipal da Cidade de Maputo.

Nos primeiros seis meses, o processo será gratuito. Segundo a edilidade, após esse período, os condutores deverão pagar uma taxa de 1500 Meticais para obter a licença.

Moisés, que há vinte anos tem nos “tchovas” a sua fonte de sustento, disse que a medida vai melhorar a actividade, porém pede a revisão do valor da taxa.

“O valor não é muito nem pouco, simplesmente não temos. O custo de vida está bastante elevado, mas acredito que vão estudar melhor e ver preços acessíveis”, disse o condutor.

Por outro lado, há condutores que dizem não entender a necessidade de licenciar os “tchovas”, tal é o caso de João Vilanculos.

“Isso só pode ser uma forma de nos tirarem o pouco dinheiro que temos. Nós trabalhamos com “tchovas”. De onde tiraremos dinheiro para o processo?”, questionou Vilanculos, explicando que “nós temos alugado os veículos, então não sei como farei, caso me exijam documentos”.

Com o licenciamento, os condutores serão também formados em matérias de segurança rodoviária, nos sete distritos municipais.

A postura de veículos de tracção manual foi aprovada, no ano passado, pela Assembleia Municipal de Maputo.

Voluntários e activistas ambientais recolheram lixo jogado por banhistas na praia da Costa do Sol, por ocasião do Dia Mundial da Limpeza. A actividade foi promovida pelo Conselho Municipal da Cidade de Maputo, o Ministério da Terra e Ambiente e outras organizações que lidam com a preservação do meio.

 A poluição do mar ameaça a vida, sobretudo a dos oceanos. É que “O lixo que está espalhado pela praia depois é consumido pelos animais aquáticos, dos quais, depois, nós vamos alimentar-nos, e isso pode originar doenças”, explicou uma voluntária.

Tendo em conta esta explicação, voluntários, activistas ambientais e várias outras pessoas concentraram-se, hoje, para limpar a praia da Costa do Sol, como forma de melhor celebrar o dia mundial da limpeza.

“É importante mantermos a nossa praia limpa para, no futuro, as nossas crianças desfrutarem de uma praia limpa e bonita” disse Carla Ribeiro, outra voluntária.

“No fim do programa espero ver uma Praia mais limpa para o bem da cidade e de todos nós”, acrescentou José Chirindza, voluntário.

O presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Eneas Comiche, diz que a data deve servir para sensibilizar as pessoas.

“O principal objectivo é mobilizar a humanidade para uma acção de consciencialização através de campanha, juntando pessoas de todas as esferas e idades, incentivando-as à cidadania ambiental”, referenciou Eneas Comiche, Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo.

Acompanhado da ministra da Terra e ambiente, Ivete Maibasse, Comiche mostrou na prática o exemplo a que se referia.

A ministra da Terra e Ambiente disse que o ministério que dirige trabalha na proposta de lei de gestão do plástico.

“O que estamos a tentar fazer, com diferentes intervenientes, é estudar a melhor forma de banir o saco plástico do nosso país” disse Ivete Maibasse.

Esta acção foi desenvolvida em mais de 100 países do mundo, sob o lema “Mantenha Limpo”.

Funcionários do Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM) queixam-se do depósito de lixo em locais impróprios na Cidade de Maputo. Acusam ainda os recicladores de tirarem o lixo dos contentores e jogá-lo ao chão.

De dia, a baixa da cidade de Maputo é muito movimentada e suja. Mas, ao cair da noite, a cidade das acácias ganha uma nova imagem.

Todos os dias, às 21 horas, os funcionários do Conselho Municipal da Cidade de Maputo reúnem-se na baixa da cidade para varrer e remover todo o lixo que tira o mínimo do brilho que o centro da cidade podia ostentar.

Um dos funcionários do Município que abandonam o sono e escalam as principais avenidas da baixa da cidade de Maputo lamenta o facto de os vendedores informais deitarem o lixo na via pública.

“Quando tentas intervir, no sentido de as pessoas não deitarem o lixo no chão, há quem diz que se não deitar lixo no chão nós não teremos trabalho. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Seria bom que, depois de efetuarem as suas actividades informais, recolhessem ou amontoassem o lixo num só lugar, depois nós iríamos tirá-lo”, explicou.

Os recicladores de lixo, que deviam ser exemplo de boa gestão dos resíduos sólidos, também são apontados como parte dos que dificultam a limpeza na Cidade de Maputo. É que, segundo o CMCM, quando vão à procura de resíduos recicláveis nos contentores, espalham o lixo no chão e não o devolvem.

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo apelou, ainda, aos vendedores ambulantes e aos munícipes para que valorizem o seu trabalho e colaborem com a edilidade, depositando o lixo em locais apropriados, garantindo, assim, que a urbe esteja limpa.

Estudantes dizem que houve falta de clareza nos critérios de selecção para bolsas para Portugal e que o instituto de bolsas estava a exigir documentos não previstos no edital lançado para o concurso.

Estudantes, pais e encarregados de educação concentraram-se esta sexta-feira em frente ao Instituto de Bolsas de Estudo, em Maputo, para exigir explicações da entidade sobre supostas injustas reprovações em massa.

Os candidatos concorreram há mais de dois meses a diversas bolsas de cursos superiores em Portugal. Nesse período, foram-lhes exigidos alguns documentos, que foram preparados, apresentados e submetidos ao Instituto de Bolsas de Estudo.

Depois da submissão das candidaturas, tal como explica uma encarregada, “houve uma lista de documentos exigidos, que não incluía certificados da décima e décima primeira classes, exigia apenas o certificado do décimo segundo ano, que devia passar pelo instituto de equivalência, pela inspecção e, inclusive, pela escola portuguesa, que tinha que os autenticar no início de Setembro”, desabafou Lolde Verónica.

Faltando apenas cinco dias para a apresentação das listas de apurados, mais documentos que não constavam do edital de candidatura foram exigidos. “Não tendo em conta que o décimo primeiro ano é apenas uma declaração de passagem, porque decorreu no ano da COVID-19 e as escolas só emitiam a declaração de passagem. No caso do meu filho, disseram que ele não tinha sido apurado porque não possuía todos os documentos, mas eu submeti-os e tenho provas disso”, acrescentou.

Alguns estudantes, mesmo tendo apresentado todos os documentos exigidos, não foram apurados, pelo que dizem não entender os critérios de selecção que foram usados.

“Lançaram lista definitiva ontem, e a justificação foi a de que eu não apresentei nenhum documento, enquanto, dias antes, me mandaram um comparativo, em que acusavam a recepção de todos os meus documentos”, afirmou uma estudante.

Outro estudante explicou que submeteu os documentos “a tempo e hora, mas eu fui injustiçado. Eles disseram que não tinha condições para fazer o curso, sem especificar qual. Tenho colegas que submeteram documento iguais aos meus e foram aprovados e eu não. Gostava de saber qual foi o critério usado para esta selecção­”, questionou.

O Instituto de Bolsas de Estudo reagiu ao assunto e explicou que é apenas responsável pela disponibilização das bolsas, atribuindo os critérios de selecção às entidades que oferecem as bolsas.

“Já recebemos as questões, acolhemo-las, mas ainda não temos respostas acabadas, e nesse sentido que estamos a interagir com a embaixada de Moçambique em Portugal, de modo a entender o que terá acontecido com cada caso em especial”, garantiu o chefe do Departamento de Bolsas, Leu dos Santos, depois de uma reunião com a direcção.

Sobre a exigência de documentos acima da hora, Dos Santos diz que se trata de um novo requisito acrescentado este ano.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, foi hoje distinguido com o título Doutor Honoris Causa,  pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), na área de Conservação da Biodiversidade e Mudanças Climáticas.

De acordo com a UEM, o reconhecimento prende-se ao exercício do Chefe de Estado na luta pela implementação de medidas de conservação da biodiversidade e na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

Um adolescente foi agredido numa escola islâmica, na Cidade de Maputo, pelos colegas. O novo caso de agressão envolvendo alunos é do conhecimento da direcção da Madrassa, que garante ter expulsado os agressores.

O momento de agressão do adolescente foi retratado por um vídeo amador que começou a circular nas redes sociais já há alguns dias.  Os envolvidos pertencem a uma madrassa, na Cidade de Maputo, que é uma escola islâmica de ensino do alcorão.

Deitado no chão, sem condições para se defender, a vítima era obrigada a tirar lágrimas.

O “O País” contactou a direcção da Mesquita, e sem gravar entrevista, avançou que os agressores já foram identificados e porque o comportamento dos adolescentes é contra as normas da instituição religiosa, a direcção da mesquita decidiu expulsar os envolvidos.

Este é mais um caso de violência que se junta aos demais registados em diversas instituições de ensino.

Trata-se de 26 elandes, um tipo de antílopes extintos na fauna moçambicana há mais de duas décadas. A medida visa promover a conservação e protecção de animais em extinção no país.

Os elandes são animais grandes e muito parecidos com o gado doméstico. Constituem a maior espécie de antílope de África.

Havia pouco mais de 20 anos que os animais tinham desaparecido da fauna moçambicana. A caça furtiva foi o principal motivo que levara à extinção dos elandes.

Esta quinta-feira, os animais foram transferidos do Santuário Bravio de Vilanculos, na província de Inhambane, e reintroduzidos no Parque Nacional de Maputo.

A accão resulta de um programa de preservação e protecção de espécies extintas, iniciado em 2010, pela Administração Nacional das Áreas de Conservação.

“Desenhámos num programa para reintroduzir essa mesma fauna e, acima de tudo, para recuperar aquilo que são as espécies naturais deste local”, explicou Miguel Gonçalves, administrador do Parque Nacional de Maputo.

Esta é a primeira vez em que animais são deslocados de um parque nacional para outro. A medida resulta da parceria entre a Administração Nacional das Áreas de Conservação e Peace Parks Foundation com vista a restaurar a fauna.

“Eu acho que a reintrodução destes animais tem impactos turísticos, já que as pessoas gostam de ir ao parque para apreciarem animais nativos. Esperamos aumentar pouco mais de cinco mil desta espécie por ano. Cada animal tem uma importância histórica e, assim, estamos apenas a devolver para natureza aquilo que lhe pertence”, disse Brian Neuberg, gestor de Operações da Peace Parks Foundation.

A reintrodução dos elandes na fauna é motivo de satisfação para quem os viu crescer.

“Eu acompanhei a chegada destes animais ao santuário bravio e, agora, acompanhar a retirada dos mesmos significa desenvolvimento na nossa área de conservação de espécies em extinção”, afirmou Campos Alves, chefe dos Gerentes do Santuário Bravio.

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