O País – A verdade como notícia

Morreu, na noite de ontem, o antigo ministro da Administração Estatal, Alfredo Gamito. Em vida, exerceu várias funções no sector público e privado, com destaque para deputado na Assembleia da República, governador de Nampula e Vice-ministro da Agricultura.

Calou-se a voz de um dos homens que emprestou o seu conhecimento e dedicou grande parte da sua vida ao Estado moçambicano. Chama-se Alfredo Gamito, ministro da Administração Estatal, de 1995 a 2000, vice-ministro da Agricultura e deputado, entre os anos 2005 e 2015.

Nascido em Chimoio, no ano de 1942, Gamito perdeu a vida em Maputo, na noite deste domingo, vítima de doença que o afectava há um ano. Formado em Administração Pública e Território no Brasil, exerceu também funções na banca e de governador por duas vezes.

Em vida, trabalhou ainda como director geral do cajú, nomeado por Samora Machel, foi responsável por Recursos Humanos no Porto de Nacala e fez parte de todas as comissões de diálogo e paz desde o primeiro acordo de paz até o último assinado por Afonso Dhlakama.

Cinco pessoas, sendo duas mulheres e seus três filhos com idades entre oito e 10 anos, morreram em consequência de um naufrágio na lagoa de Nwembje, na zona de  Mukumbura, em Bilene, Gaza. Em conexão com o caso, estão detidas duas pessoas acusadas de transporte ilegal.

Um trágico episódio abalou a vila turística de Bilene, em Gaza, onde três crianças e suas mães morreram na sequência de um naufrágio ocorrido por volta das 17 horas desta sexta-feira, na lagoa de Nwembje, na zona de Mukumbura.

As vítimas cumpriam o último dia de lazer na vila Turística, sendo que na manhã deste sábado estariam de regresso à capital Maputo, segundo contou Abel Simango, porta-voz do SENSAP em Gaza.

“Vinham a bordo 16 pessoas, das quais cinco perderam a vida. No entanto, dessas cinco vítimas, três perderam a vida no local e duas vítimas perderam a vida durante o processo de socorro para a unidade sanitária mais próxima. Estamos a falar de Bilene. O restante das pessoas foram socorridas com vida”, confirmou Abel Simango.

De acordo com o Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), a embarcação que naufragou tinha capacidade para transportar 13 pessoas, mas, na altura do incidente, estavam a bordo 16 pessoas.

“A capacidade da embarcação é de 13 passageiros. Por essa razão, estamos ainda a trabalhar justamente para ver se, de facto, foi mesmo a questão da superlotação ou não porque estava a levar praticamente 16 pessoas. Isso significa que, em condições normais, ou por outras, este número é maior em relação ao número real que a embarcação deveria transportar com si”, revela Abel Simango, porta-voz do SENSAP em Gaza.

Acredita-se que o excesso de lotação e a falta de habilidades do piloto tenham concorrido para a tragédia.

Abel Simango diz que algumas equipas que integram o SENSAP, o PCLF e o INTRANSMAR estão no terreno para averiguar com mais detalhe a situação, porque “presume-se que seja excesso de lotação, assim como a má distribuição das pessoas dentro da própria embarcação”.

Ainda assim, o porta-voz do SENSAP não quis revelar mais detalhes e prometeu que “vamos trazer mais dados nos próximos dias, porque existem equipas que estão no terreno a trabalhar para este efeito”.

Suspeita-se que muitos dos passageiros seguiam a bordo sem coletes salva-vidas. O piloto e proprietário da embarcação, supostamente ilegal, estão detidos no distrito de Bilene.

Três pessoas morreram afogadas na praia de Njalane, na cidade da Beira. O Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique, em Sofala, diz que a área da praia onde ocorreu o incidente não é adequada para banhistas.

Ao todo, são quatro pessoas que estavam num lazer na praia de Njalane, na cidade da Beira, e, quando se fizeram ao mar, foram atingidos por uma onda que levou à morte três pessoas.

“As vítimas estavam num momento de lazer, algumas acompanhadas por familiares e outras por amigos, e estas decidiram fazer-se ao mar. Devido à falta de habilidades de natação, foram fustigadas por uma onda, na qual as três vieram a perder os sinais vitais”, disse Dércio Chacate.

A sobrevivente foi socorrida para o hospital e poderá ter alta em breve, segundo revelação feita pelo porta-voz da PRM em Sofala, Dércio Chacate. “Uma foi socorrida ao Hospital Central da Beira e esta temos informações de que se encontra num estado moderado, está mesmo sob assistência e fora de perigo. Brevemente ou nas próximas horas, irá voltar ao convívio familiar”, contou.

Familiares das três vítimas mortais reuniram-se para prestarem apoio uns aos outros.

Raúl Gonçalves, pai de uma das vítimas mortais, fala do estado emocional das famílias das vítimas. “Só fiquei a saber quando vieram para cá para nos informar do que havia acontecido. Primeiro presumi que fosse acidente de viação, mas depois percebi que não. Eles eram um grupo de pessoas que saíram daqui, incluindo meu cunhado, e então soubemos que tinham três pessoas mortas”, contou Raúl Gonçalves.

Segundo a polícia, a fatalidade ocorreu numa área não adequada para banhistas. O local era apenas de apanha de caranguejos.

Mais de 15 estradas classificadas e não classificadas estão com transitabilidade condicionada devido às chuvas nas províncias de Nampula, Niassa, Zambézia e Sofala. Equipas técnicas da ANE ainda não têm impacto real dos danos. 

As chuvas que caem um pouco por todo o país e com maior intensidade nas províncias de da zona centro e norte já causaram danos nas infraestruturas rodoviárias das províncias de Nampula, Niassa, Zambézia e Sofala. Através de um comunicado de imprensa, a Administração Nacional de Estradas comunicou a intransitabilidade de algumas vias devido a alagamento das águas e danos nas pontes. 

Na província de Nampula, as estradas Nametil-Chalaua; Nacala-a-Velha – Memba; Ribaue Lalaua e Mecubúri – Muite, estão intransitáveis devido ao alagamento das águas e arrastamento de pontes. 

Já em Niassa, as ligações  Madjune-Mavago, Metangula – Cobwe; Marrupa – Mecula e Cuamba-Mecanhelas estão estão com alguns troços condicionados devido ao galgamento e arrastamento de pontes; corte de estradas. A ANE recomenda o uso de viaturas a quatro rodas e verificação prévia das informações sobre cada via.

As vias de acesso Maganja da Costa – Mocubela, na província da Zambézia e Guara Guara – BUZI, Província de Sofala, também estão intransitáveis, segundo o comunicado, devido ao arrastamento e subida do caudal e cortes nas estradas. 

A comunidade cristã celebra hoje o primeiro culto de domingo, no ano de 2026. Em Maputo, as igrejas dedicaram o dia para orar pela paz em Moçambique, na República Democrático do Congo e em todo o mundo. 

Em solenidade, mentes e corações voltados ao alto, cristãos celebraram o seu primeiro culto em um domingo no ano 2026.  Os metodistas unidos comeram do corpo e tomaram do sangue do seu senhor, anunciado a sua palavra até que venha, e enquanto não vem, foram a ele em orações pelos seus planos do novo ano.

Para os cristaos, não é o ano em si que vai mudar o rumo da vida, por isso apelam a renovação das mentes. 

Com o mesmo espírito, na Igreja Assembleia de Deus Alfa e Ômega da Pandora, logo à entrada os membros recebiam os elementos da ceia, simbolizando o que os líderes religiosos dizem que deve caracterizar 2024, cuidado comum e mútuo. 

O Jurista Rodrigo Rocha diz que a forma como foi executada a operação de detenção do Director da Willow International School é suspeita e pode ter violado o processualismo exigido por lei. Por outro lado, o advogado Álvaro Duarte diz que ao manter o detido sem contato com os seus advogados as instituições de administração da justiça violaram o Direito Fundamental.

Rodrigo Rocha comentou a detenção de Emre Çinar pelo serviço nacional de investigação criminal no último dia 30 de dezembro, em cumprimento de um mandado judicial. O jurista entende que pode ter havido violação do processualismo legal na forma como a operação foi conduzida.

“Alguém para ser levado a uma instância, tem que haver uma uma documentação sobre esse facto. As informações que existem são parcas sobre esse facto. há quem diz que a informação foi documentada apenas no screenshot de um telemóvel, e se for isso pode haver um na forma como foi comunicada a detenção e prisão.”

Nesta entrevista os advogados do detido disseram não conseguirem manter contacto com o seu constituinte, por alegada proibição das instituições de administração da justiça. Sobre a matéria, o advogado Álvaro Duarte diz que, a ser verdade, há violação de Direitos Fundamentais.

“O arguido, detido ou suspeito tem direito a ser acompanhado por um advogado em toda a fase processual ainda que esteja no processo de investigação. é um direito fundamental inclusive até  está assegurada pelas convenções internacionais. restringir o acesso ao advogado é uma das violações mais graves que existe do ponto de vista dos direitos humanos  e direitos fundamentais inclusive até de normas internacionais.”

Sobre a alegada perseguição política do Emre pelo presidente turco, Recep Erdogan, segundo Rocha, a ser comprovada, o supremo tribunal tem a prerrogativa de negar o pedido de extradição do indiciado. 

“Se houverem indícios de que trata-se de uma perseguição política, o tribunal supremo pode recusar a extradição. e a recusar o cidadão é posto em liberdade porque em mocambique nao havera matéria para condená-lo pelos crimes alegadamente cometido em outra geografia”

Emre Çinar foi detido no último dia 30 pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal que posteriormente, em um comunicado de imprensa afirmou ter executado um mandado Judicial emitido pelas autoridades judiciais moçambicanas para responder a um pedido de extradição formulado pela Turquia.

O crime violento está a colocar em causa a segurança e tranquilidade da população na cidade de Chimoio. Homens-catana têm estado a semear terror. Dados do hospital provincial de Chimoio apontam que uma média diária de cinco pessoas dão entrada na maior unidade sanitária de Manica vítimas de homens-catana. O Hospital fala de 45 mortes nos últimos 11 meses de 2025. 

O bairro Nhaurir, subúrbio da cidade de Chimoio, tem sido o principal palco de assassinatos. Nas últimas duas semanas pelo menos três corpos foram achados, todos de mototaxistas, vítimas de golpes fatais. Nelson Cacicai, vive no Nhaurir, diz que há meses que a tranquilidade foi tirada à população daquele bairro.

O crime violento não só está a ocorrer na periferia da cidade, mas em outros pontos. Uma jovem foi assassinada quando chegava a casa, no bairro Chinfura, na companhia do seu irmão, que, neste momento, luta pela vida no Hospital Central da Beira. Os criminosos degolaram a vítima, feriram com gravidade o irmão e apossaram-se da sua motorizada, segundo contou Leonardo Flau, pai das vítimas.

Leonardo Flau é técnico do Laboratório no Hospital Provincial de Chimoio e diz que sentiu na pele a falta de material para o tratamento do seu filho. No entanto, o que deixa aliviada a família é que a casa abandonada onde ocorreu o crime já foi transformada num posto policial. 

O líder do bairro Chinfura diz que perdeu a conta de quantas pessoas terão sido assaltadas no bairro, onde maior número teve os seus telemóveis roubados, depois de serem  molestados. Os casos alastram-se há quatro anos.

Já no hospital provincial de Chimoio, todas as enfermarias estão vítimas de homens-catana.

António Joaquim Balança está internado na oftalmologia depois de ter sido atingido no olho esquerdo com uma catana. No passado dia 22 de Dezembro saiu para o Bairro 5, a fim de visitar um colega que acabava de ser atacado por homens-catana, mas, quando regressava, se tornou em mais uma vítima.

Nem é preciso sair de casa para ser atacado. Em Gondola, Américo Cussaia foi vítima dos malfeitores na sua própria casa. Os criminosos não escolhem as suas vítimas. A mulher de Cussaia, gestante e sua filha de apenas dois anos também foram vítimas. 

Engana-se quem pensa que comerciantes e mototaxistas são as preferências dos assaltantes que semeiam terror em Manica. Chico Impacue foi atacado na sua própria viatura.

Pelágio Portugal viu parte da sua pele ser retirada, enquanto regressava de um show. Foi torturado e deixado inconsciente. Por estes dias, ainda com sequelas e trauma, o famoso DJ da cidade de Chimoio teve de contratar seguranças para, em caso de os seus shows terminarem tarde, ser acompanhado até a casa.

Um vídeo-amador captado por uma câmara de vigilância de uma residência algures no bairro Heróis Moçambicanos mostra o a vontade com que os homens-catana actuam. Caminham empunhando o seu instrumento de trabalho e numa conversa que parece animada.

A Polícia reconhece o problema e diz que o assunto de homens-catana já tira o sono à corporação.

A Polícia diz que durante o ano de 2025 apenas três casos de homens-catana chegaram às esquadras, e pede, por isso, que a População não hesite em apresentar queixas nas suas subunidades.

João Ferreira, edil de Chimoio, entende que o combate à criminalidade na cidade que dirige deve ser a tarefa de todos, daí que instou a Polícia Municipal durante a cerimónia do seu patenteamento, a coadjuvar com a PRM.

Um cidadão foi assassinado, neste sábado, dentro da sua própria residência, no bairro de fomento na Matola. Testemunha conta que o crime foi protagonizado por dois homens, até agora em parte incerta.

Mais uma vida foi apagada na Matola, província de Maputo. Em curto espaço de tempo, criminosos introduziram-se na residência da vítima e abriram fogo contra um cidadão que se encontrava no seu quintal.

De seguida, puseram-se em fuga, de acordo com testemunhas, a vítima era um agente do Serviço de Investigação Criminal.

O “O País” contactou sem sucesso  a Polícia da República de Moçambique e o Serviço Nacional de Investigação Criminal para falar sobre o assunto.

Uma parte da população da cidade de Pemba sente-se cercada devido a insegura provocada pelo terrorismo e pedem o fim do conflito o mais rápido possível.

Apesar da ocorrência de ataques terroristas, a   situação de segurança em Cabo Delgado registou uma relativa  melhoria, mas uma boa parte da população de Pemba tem medo de sair da cidade.

A população de Pemba já não está a suportar viver com medo e  confinada,  mas  algumas pessoas já estão conformadas e tentam conviver com o conflito.

Desde que iniciaram os ataques terroristas em Cabo Delgado, algumas pessoas passaram a viajar para os distritos  da província de avião, e as poucas  pessoas usam via terrestre, saem  apenas em caso de extrema necessidade devido ao terror  nas estradas da província.

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