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O País – A verdade como notícia

O director dos Serviços Provinciais de Infra-estruturas, António Machivique, foi suspenso por alegada suspeita de violação ao decreto que suspende a actividade mineira em Manica.  A informação foi confirmada pelos Serviços de províncias de Representação do Estado, através do assessor para a área jurídica, Zacarias Sitole.

O que está a acontecer, de facto, nós temos assistido com recorrência à prática de atividades, algumas das quais interditas nos termos do decreto número 32/2025 de 30 de Setembro”, avançou Zacarias Sithole, sublinhando que a suspensão é temporária e preventiva.

Sithole esclareceu ainda que o Governo local busca, no momento, compreender o que efectivamente estará por detrás da continuidade das actividades de mineração interditas. 

 

O Presidente da República,  Daniel Chapo, recebeu com “profunda dor e  consternação” a notícia do falecimento do Engenheiro Rui Jorge  Gomes Lousã, ocorrido no domingo, 24 de Maio, em Coimbra,  Portugal, vítima de doença. 

Em sua mensagem de pesar, o Chefe do Estado presta homenagem  à memória de “uma personalidade de elevado mérito”,  considerando que o desaparecimento físico do Engenheiro Rui  Lousã representa uma perda significativa para o Estado  moçambicano, em virtude do seu contributo determinante no processo de construção institucional do País, particularmente nos  sectores da Electricidade, Comunicações, Telecomunicações e  Aviação Civil. 

Rui Jorge Gomes Lousã desempenhou funções de  direcção na Electricidade de Moçambique e exerceu funções  de grande relevo no Estado moçambicano, com destaque para  o de Ministro dos Correios, Telecomunicações e Aviação Civil e  de Vice-Ministro dos Transportes e Comunicações, num período  marcado por grandes desafios de reconstrução nacional e de  afirmação das infra-estruturas estratégicas do Estado. 

O Chefe do Estado reconhece o papel relevante que  desempenhou na modernização e reorganização de sectores  estruturantes, contribuindo para a integração do território  nacional, o fortalecimento da unidade nacional e a  consolidação da soberania do Estado moçambicano. 

Neste momento de dor e luto, o Presidente da República, em  nome do Governo e do povo moçambicano e em seu próprio  nome, endereça à família enlutada, aos amigos, antigos colegas  e colaboradores as mais sentidas condolências, associando-se à  sua dor e formulando votos de coragem, união e conforto.

Dalila Ussene, presidente do Município de Angoche, perdeu a vida por volta das 23 horas de ontem, 25 de Maio, um dia depois de ter dado entrada nos cuidados intensivos de adultos, no Hospital Central de Nampula (HCN).

Segundo uma fonte do HCN, Dalila Ussene deu entrada com um quadro clínico grave e já vinha com problemas de saúde há bastante tempo.

Ussene chegou à presidência do Município de Angoche nas eleições de 2023, mas desde Dezembro que não vive naquele município devido a doença.  Retornou no dia 1 de Abril, mas voltou a sair no dia 19 do mesmo mês, devido a uma doença não revelada.

Dentro deste lapso de tempo, Dalila Ussene foi substituída pelo vereador do pelouro de Finanças, Calisto Janfar Aruni.

O partido Frelimo a nível da província de Nampula confirma a notícia e a qualquer momento vai “lançar” um comunicado oficial.

A província de Gaza registou um agravamento significativo da segurança alimentar e nutricional durante o primeiro trimestre de 2026, em consequência dos eventos climáticos extremos que afectaram aquele ponto do País, com destaque para as inundações, cheias e a passagem do ciclone Gezani.

A informação foi tornada pública pela governadora provincial, Margarida Mapandzene, durante uma reunião de trabalho com um grupo de deputados da Comissão da Agricultura, Economia e Ambiente (CAEA) da Assembleia da República que se encontra desde domingo na cidade de Xai-Xai, no âmbito da fiscalização parlamentar da acção governativa.

Segundo Mapandzene, os fenómenos climáticos comprometeram seriamente os meios de subsistência das famílias e causaram impactos negativos em todas as dimensões da segurança alimentar, nomeadamente a disponibilidade, o acesso, a utilização adequada e a estabilidade do abastecimento alimentar.

De acordo com a governadora de Gaza, as cheias e inundações provocaram perdas de culturas agrícolas, destruição de infra-estruturas e dificuldades de circulação, factores que limitaram o acesso das comunidades aos alimentos e aos serviços básicos.

“Actualmente, não existe informação quantitativa pós-choque nem dados actualizados suficientes para determinar o número exacto de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda e proceder à respectiva classificação segundo a Classificação Integrada das Fases de Segurança Alimentar (IPC)”, explicou Mapandzene.

A governante acrescentou que as autoridades províncias e os seus parceiros humanitários se encontram a implementar diversas acções de resposta à emergência, visando reduzir os impactos da crise sobre as populações afectadas, destacando-se a distribuição de bens alimentares e materiais de recuperação, a distribuição de insumos agrícolas para apoiar a produção da 2ª época da Campanha Agrícola 2025/2026, reforço da vigilância nutricional nas Unidades Sanitárias.

Na ocasião, a governadora de Gaza apelou à continuidade do apoio multissectorial e à mobilização de recursos para reforçar a assistência às famílias afectadas e acelerar os esforços de recuperação nas zonas mais vulneráveis.

Por seu turno, a relatora da CAEA, Leonor Neves Mondlane, afirmou que as cheias, inundações e ciclones, aliados aos problemas de desembolso reportados durante o encontro, afectaram severamente a província, destacando a elevada capacidade de recuperação e resiliência demonstrada pela população e pelas instituições locais.

“Queremos também sublinhar que, quando percorremos parte da província, vimos  uma realidade diferente daquela que esperávamos após tamanha destruição. Não parece que esta zona tenha sofrido uma cheia tão severa”, disse a deputada, destacando que o cenário de Gaza evidencia o forte esforço de reconstrução levado a cabo pelas autoridades, tendo em conta a dimensão dos danos causados por estes fenómenos.

A relatora da CAEA considerou, igualmente, satisfatórios os avanços registados na alocação de insumos agrícolas para o reforço do apoio à produção agrícola, recordando que os deputados da Assembleia da República se mobilizaram, num espírito de solidariedade, contribuindo com um dia de salário em apoio às pessoas afectadas.

O veterano da Luta de Libertação Nacional, Óscar Monteiro, diz que a reconciliação no país não está feita e considera que as oposições étnicas são tratadas como partidos. Monteiro, que esta segunda-feira foi orador da aula magna sobre a vida e obra de Samora Machel, desafia a nova geração a resolver o problema. 

Monteiro foi a figura escolhida para falar da vida e obra de Samora Machel como um intelectual revolucionário, no contexto do Dia de África. Passados 40 anos após a morte do primeiro presidente de Moçambique, Monteiro tocou em aspectos sensíveis que na sua opinião dominaram a visão de Samora, sobretudo a reconciliação.

 O veterano da Luta Armada de Libertação Nacional adverte que o país recorre aos mecanismos nacionais e internacionais para tratar oposições que existem entre os grupos étnicos no país como oposição, o que segundo ele não faz sentido.

 Segundo ele, a cor dos partidos fez o país ganhar tempo, mas as razões da guerra não estavam resolvidas.  Nesse sentido, Monteiro  aponta os possíveis caminhos para a resolução desses problemas, que segundo ele  exigem muita delicadeza, sob risco de se abrir espaço para novas divisões no país.

“Fica a glória de Samora por ter pensado em todos esses problemas. Fica a necessidade de a nova geração resolver todos esses problemas não resolvidos”, desafia Óscar Monteiro, que explica que esses problemas não podem ser resolvidos com pressa.

“Não são problemas que devem ser tratados em praça pública. Se calhar nem em uma década ou duas se podem resolver, mas devem ser resolvidos, pois do contrário as novas riquezas vão ser fontes de novas divisões”, alerta. 

Óscar Monteiro partilhou ainda da postura de Samora Machel sobre aquilo que chama de perigos do poder, defendendo que o Estado não se deve demitir do papel de reduzir as desigualdades no país. 

Falando em nome da família, o filho de Samora, Samora Machel Jr. destacou as qualidades de liderança do primeiro presidente de Moçambique, que na sua opinião até aos dias de hoje servem como lição para as várias gerações. 

O Evento, organizado pela Fundação Samora Machel, contou com a presença do Presidente da República, Daniel Chapo, familiares e figuras ligadas à política do país.

Um grupo de deputados da Comissão dos Assuntos Sociais, do Género Tecnologias e Comunicação Social (3ª Comissão) da Assembleia da República (AR) manifestou a sua preocupação com o elevado número de casos de malária na província de Nampula, tendo instado o executivo local a redobrar esforços com vista a fazer face a esta doença que tem sido responsável por ceifar vidas, não só localmente, mas no País, em geral.

Dados apresentados pelo Conselho de Serviços de Representação do Estado na Província de Nampula indicam que a malária continua a ser a maior causa da procura dos serviços de saúde, com um peso de 96,3 por cento dos casos de doenças de notificação obrigatória, não obstante a redução em 32,3 por cento registados no I trimestre do corrente ano de 2026.

A informação foi partilhada ao grupo de deputados da 3ª Comissão pelo secretário do Estado na província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, tendo, contudo, sublinhado que se registou uma evolução de óbitos em 16,7 por cento comparativamente a igual período de 2025, com destaque para os distritos de Nampula, Monapo, Ribáuè e Nacala.

As autoridades provinciais reportam que, no período em análise, não houve pulverização intradomiciliária por exiguidade de fundos. No entanto, foram distribuídas 3 434 602 redes mosquiteiras para beneficiar 7 736 890 pessoas, bem como 61 736 redes para mulheres grávidas.

Um dos factores para o aumento de casos de malária é a falta de responsabilização sobre saneamento do meio na comunidade, aliado ao uso incorrecto das redes mosquiteiras, corroborou, na ocasião, a directora do Serviço Provincial de Saúde, Munira Abdul, sublinhado que, para fazer face a esta realidade, está a ser realizado um trabalho de sensibilização encabeçado pelo sector com o envolvimento dos líderes comunitários, através de palestras e programas difundidos pelas rádios comunitárias.

Ainda na área da saúde, os deputados ficaram a saber que há aumento de casos de cólera em 59,6 por cento e sem registo de óbito, sobretudo nos distritos de Nacala, Monapo e Memba.

No concernente à diarreia, a província reporta uma redução de 12,5 por cento e um aumento significativo de óbitos (acima de 100%), com enfoque nos distritos de Angoche e Nacala.

No entanto, a província de Nampula enfrenta vários desafios, com destaque para a falta de dotações para investimentos; a necessidade de aumento de funcionários em diversas áreas para corresponder à demanda; a necessidade de construção de mais unidades sanitárias para reduzir as longas distâncias que a população percorre para alcançar uma unidade sanitária; o combate à desnutrição crónica, que ao nível da província atinge 46,7 por cento; e o combate à malária e doenças diarreicas, em especial a cólera, cujos surtos ocorrem frequentemente nos distritos, bem como o combate a produção e consumo de drogas, à desinformação e à proliferação de informação manipulada nas redes sociais.

Chefiado pela respectiva presidente, Lucília José Manuel Nota Hama, o grupo encontra-se na província de Nampula para realizar uma acção de fiscalização da implementação e cumprimento do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) referente ao primeiro semestre de 2026, nas áreas de sua actuação e fazer uma auscultação pública sobre a Proposta de Revisão da Lei de Liberdade Religiosa e de Culto, para colher subsídios para o seu enriquecimento.

A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) recebeu uma delegação do Comando Operacional das Forças Armadas Austríacas no seu quartel-general, em Maputo.

A delegação foi recebida pelo Comandante da Força da EUMAM MOZ, Comodoro César Pires Correia, seguindo-se um briefing sobre o trabalho desenvolvido pela Missão União Europeia em Moçambique e o seu impacto no desenvolvimento e capacitação das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

No âmbito da visita, a delegação deslocou-se também à Delegação da União Europeia em Moçambique, onde reuniu com o Gestor do Programa de Género, reforçando a importância da integração da perspetiva de género no contexto da missão.

A visita incluiu ainda uma deslocação ao Campo de Treino da Katembe, onde a delegação teve oportunidade de acompanhar o trabalho desenvolvido no âmbito da regeneração das Forças de Reação Rápida (QRF) das FADM.

Visitas desta natureza evidenciam a importância da cooperação contínua entre os Estados-Membros da União Europeia e a EUMAM MOZ, bem como o compromisso partilhado de reforçar as capacidades das FADM, contribuindo para a sua autonomia e prontidão operacional.

Enquanto missão não-executiva da União Europeia, a EUMAM MOZ centra a sua ação no ciclo de treino operacional, na manutenção e na formação especializada, apoiando a capacitação das FADM rumo à autossustentabilidade.

A EUMAM MOZ conta com mais de 80 militares e civis de doze nacionalidades onde a Áustria contribui com um elemento militar.

Pelo menos 300 famílias passam a ter acesso a água segura no povoado de Gugo, no interior da Cidade de Maxixe, em Inhambane, depois de anos a depender de uma fonte distante. O novo sistema de abastecimento promete reduzir o risco de doenças e aliviar a rotina dos moradores, sobretudo, mulheres, que percorriam longas distâncias até ao poço para garantir água às famílias.

Além da longa distância até a fonte, a água consumida pelas famílias não oferecia segurança. Durante anos, a comunidade conviveu com o risco de doenças associadas ao consumo de água imprópria.

Neste contexto, o Conselho Municipal da Maxixe construiu um sistema de abastecimento de água no povoado de Gugo, que deverá beneficiar mais de 1600 pessoas e reduzir a dependência de fontes inseguras e distantes.

Segundo o edil Issufo Francisco, ainda este ano, o município prevê entregar mais 10 pequenos sistemas de abastecimento de água, com o objectivo de levar água segura às comunidades que vivem longe do centro urbano e continuam a enfrentar dificuldades no acesso regular ao precioso líquido.

A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação desafia África a sair da teoria para prática rumo ao desenvolvimento conjunto, segurança territorial e alimentar o continente. Maria Lucas falava, esta segunda-feira, na Matola, no âmbito da celebração do dia de África. 

“A grande tarefa da nossa geração é transformar essa força em progresso, transformar os nossos recursos em oportunidades, transformar a nossa unidade em resultados,  transformar a esperança africana em realidade africana. O pan-africanismo que hoje celebramos não deve viver apenas nos discursos, deve viver nos nossos corações, nas nossas decisões, nas nossas políticas, na nossa cooperação e na forma como defendemos juntos os interesses do nosso continente, África”, apelou a ministra. 

Maria Lucas apelou ainda à união no continente. “A África será mais forte quando falado com uma só voz, será mais respeitada quando agir com mais unidade, será mais próspera quando transformada a solidariedade em acção concreta”.

Para este ano, a União Africana escolheu o lema “Garantir a disponibilidade sustentável de água e sistema de saneamento seguro, para alcançar os objectivos da Agenda 2063”, para celebrar o Dia África. Segundo a ministra, o tema é de extrema relevância, visto que garante a dignidade e a vida humana.  

“Falar de acesso seguro à água é falar de saúde, é falar de igualdade, é falar de desenvolvimento. Nenhuma comunidade próspera sem água. Não podemos ter comunidades sem água. Nenhuma criança cresce plenamente sem condições básicas de higiene e saúde. Nenhuma sociedade avança de forma sustentável se não protege os recursos que sustentam a vida”, sublinhou.

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