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O País – A verdade como notícia

A Polícia da República de Moçambique, na cidade de Maputo, confirma a ocorrência do acidente de viação, na manhã de hoje, provocado pelo filho do Presidente da República, Florindo Nyusi.

Segundo Leonel Muchina, Florindo Nyusi seguia numa viatura de marca Mercedes Benz e terá embatido contra um outro carro de marca Toyota Fortuner.

O sinistro ocorreu na Avenida Julius Nyerere entre as Praças de Destacamento Feminino e dos Combatentes.

Para já, a Polícia da República de Moçambique na capital lavrou um auto para apurar as circunstâncias em que o acidente ocorreu, os danos e possível responsabilização dos culpados pelo sinistro.

O expediente vai seguir para as demais instituições de justiça e, havendo elemento, poderá instaurar um processo criminal.

E do acidente, houve duas vítimas. São menores de sete anos de idade e trajadas de uniforme escolar.

O Hospital Central de Maputo confirmou entrada de duas crianças de sete anos de idade, vítimas de acidente de viação provocado pelo cidadão Florindo Nyusi, filho do Presidente da República.

As duas crianças vítimas de acidente de viação na manhã de hoje, na cidade de Maputo, estão fora de perigo e uma delas ja teve alta, assegura a maior unidade sanitária do país.

A outra, segunda a médica de clínica geral no HCM, Maria Augusta Sitoe, ainda está internada para observação por conta do embate que teve na cabeça.

O Hospital Central de Maputo reitera que, mesmo a menor que continua internada está fora de perigo.

A Hidroelétrica de Cahora Bassa está a reduzir a sua capacidade de produção de energia eléctrica devido ao baixo nível de água causado pela seca na zona centro do país. A revelação foi feita, esta manhã, pelo Presidente do Conselho de Administração, durante a recepção do presidente  da República do Botswana, Mokgweetsi Masisi.

A estiagem provocada pelo fenómeno El-Niño poderá  influenciar negativamente  na produção de energia eléctrica, na Barragem da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, na província de Tete.

De acordo com o presidente  do conselho da administração da HCB, Tomas Matola, o nível de produção de energia eléctrica vai reduzir 50 megawatts, por segundo, caso o nível do caudal continue baixo.

“Continuamos com estiagem nestas zonas porque não esta a chover há bastante tempo, o que significa que o nosso armazenamento reduziu substancialmente, naturalmente, que temos de ajustar os níveis de produção da água disponível.”

Apesar das “trágicas” consequências do fenómeno El-Niño,   Tomás Matola garantiu que este ano a produção não ficará comprometida, uma vez que houve aumento considerável ao longo do primeiro semestre.

“Superamos a produção planificada, o que significa que as reduções que vamos fazer ao longo do segundo semestre serão compensadas pelo auemnto que tivemos no primeiro semestre. Em termos líquidos, até ao final do ano a produção não vai ficar afectada. Agora, se o fenómeno prevalecer quando iniciar o ano hidrológico, de Outubro a Dezembro, do primeiro trimestre do ano hidrológico, aí a produção do próximo ano vai ficar severamente a afectada.”

Tomás Matola refere que a  água que resta vai ser racionalizada, fechando duas das cinco turbinas usadas para produção de electricidade, e passará a usar apenas três, com potência total de 1.200 megawatts.

Mokgweesi Masisi, presidente do Botswana, mostrou-se impressionado com o que viu, e prometeu voltar acompanhado do seu governo para compreender melhor o funcionamento da Barragem da Hidroelétrica de Cahora Bassa.

Carlos Zacarias, ministro dos recursos Minerais e Energia, entende que a visita do chefe do estado do Botswana visa melhorar a cooperação entre os dois países, sobretudo na produção de energia elétrica.

A visita do presidente do Botswana a Moçambique termina nesta sexta-feira.

Um pai está detido, na cidade de Quelimane, por, alegadamente, ter orquestrado o assassinato do filho, com a ajuda de um curandeiro. O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) diz que todas as evidências indicam o envolvimento do acusado no crime.

O indiciado é confesso e diz ter cometido o crime devido a constantes ameaças por parte do seu filho. “Foi por desavenças e distúrbios, e ele fazia isso para me matar. Ele voltou da tropa muito agressivo, nem dava para dormir, porque partia cadeiras e pratos e atirava comida no chão”.

Para executar o crime, o pai da vítima diz ter solicitado homens da localidade de Namacata, e pago 10 mil meticais para que tirassem a vida ao seu filho. “Nesse dia eu estava na machamba, e ligaram para me dizer que ele (o jovem assassinado) estava a despejar 10 litros de óleo misturado com gasolina, para incendiar a casa, só não o fez por causa da chuva. Por isso eu comprei homens a 10 mil para lhe executarem”.

O outro indiciado, por sinal um curandeiro, nega qualquer envolvimento no crime, mas assume ter indicado homens que pudessem fazer o serviço. “Eu nunca matei niguém. Eu não procurei a ninguém, só lhe indiquei pessoas”, explicou.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) na Zambézia revela que o trabalho feito indica com clareza o envolvimento dos dois indiciados no assassinato. Para mais esclarecimento sobre o caso decorre, neste momento, o trabalho de neutralização dos actores materiais.

“O curandeiro disse que já havia esgotado a sua lista de mortes, pois, por ano, só mata duas vezes. Por isso, tomou a iniciativa de indicar dois homens para executarem a acção. As deligências estão em curso para capturar os actores materiais”, disse Maximino Amílcar, porta-voz da SERNIC.

O assassinato do jovem ocorreu no quinto bairro Namuinho, cidade de Quelimane. O corpo foi achado numa área próxima ao cemitério Dona Ana, no mês passado.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, diz que é preciso pensar em um programa específico de protecção social para civis em situação de guerra.

Nyusi falava ontem, quinta-feira, na abertura da IV Conferência Sobre Protecção Social, onde recomendava os participantes a reflectirem sobre o assunto, visto que uma das características da guerra é colocar as pessoas vítimas da situação de vulnerabilidade.

“Nós estamos como membros-não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e uma das coisas que temos estado a defender é exactamente esta matéria, protecção de civis em situação de guerra. Há muita coisa que tem que ser feita, sempre surge uma coisa nova e precisamos proteger essas pessoas”, disse Nyusi.

Além desse programa, o mais Alto Magistrado da Nação, desafiou os participantes a pensarem em outras formas de apoiar as pessoas vulneráveis, ao invés de “dar peixe, ensinar a pescar” as pessoas que podem fazer alguma coisa, uma vez que parte dos beneficiários podem, de alguma, forma de ganhar a vida, fazendo alguma coisa, sem serem necessariamente dependentes.

Nyusi dava exemplo dos acompanhantes das pessoas com deficiência que passam o dia nos semáforos a pedirem esmola. Mas mencionou, igualmente, pessoas com deficiência que também, com alguma formação, podem exercer actividades que os permitam levar sustento para casa.

“Procurem responder algumas perguntas como por exemplo: que acções prioritárias devem ser realizadas para o reforço da capacidade sócio-econômica das famílias que vivem em situação de pobreza e vulnerabilidade para que possam criar condições para o seu auto-sustento e para que possam desempenhar a sua função de provedor”.

Nyusi fez balanço dos últimos 10 anos na área da protecção social e disse que várias políticas, leis e planos foram aprovados para suportar as acções de assistência e dentre os ganhos obtidos foram a escolaridade obrigatória e gratuita até à nona classe e a abertura para acesso a escola as raparigas grávidas.

O Presidente disse que a protecção social é um direito consagrado e não é um acto de caridade e que é dever do Estado prover,apesar de reconhecer as dificuldades que o país enfrenta para apoiar os beneficiários.

Atualmente, a protecção social no país cobre mais de 1.7 milhões é segundo o coordenador da FAO em Moçambique, José Luís Fernandes, Moçambique um exemplo de como a protecção social é vista como um investimento e não um gasto.

A recém empossada Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), diz que vai lutar para garantir que todos os moçambicanos tenham acesso aos serviços de telecomunicações e a preços acessíveis. Helena Fernandes, falava esta quinta-feira, logo após a sua tomada de posse, numa cerimónia em que Nelson Nunes também assumiu a pasta do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários.

Entre juras e rubricas, tomava posse esta quinta-feira Helena Fernandes, no gabinete do primeiro-ministro, Adriano Maleiane.

Fernandes assume a responsabilidade de comandar o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique, uma instituição que até o mês passado (Junho) encontrava-se mergulhada em polêmicas devido a retirada dos pacotes ilimitados de voz, sms e dados.

Helena Fernandes chega com o desafio de garantir que os serviços das telecomunicações sejam acessíveis para todos os moçambicanos.

“Queremos garantir acessibilidade àqueles que não tem condições para tal, e mesmo àqueles que estão numa localização geográfica que não economicamente viável para os operadores. O serviço deve ser universal e acessível para todos” disse Helena Fernandes.

A transformação digital é uma das apostas no topo da lista da recém empossada Presidente do Conselho de Administração, que defende que “é benéfico para a economia e para o desenvolvimento da sociedade”.

Para Fernandes, “a resiliência passa por bons investimentos nas infraestruturas, oferecendo capacidade para aguentar os eventos climáticos extremos. Segurança passa por garantirmos que as pessoas naveguem numa rede segura e de confiança e ,acima de tudo, garantir que os meios de comunicação não sejam usados para defraudar a sociedade” explicou a Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique.

Na mesma ocasião, o Primeiro Ministro empossou Nelson Nunes para a pasta do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários que, desde já, se compromete a melhorar a segurança rodoviária, entre outros aspectos.

“Temos uma responsabilidade que é primária, garantir a circulação de pessoas e bens em segurança. Estamos já no início do segundo semestre, próximos a quadra festiva, portanto, queremos aprimorar a segurança rodoviária para garantir que não haja derramamento de sangue” disse Nelson Nunes, recém empossado Presidente do Conselho de Administração Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários.

Nelson Nunes, abordou igualmente a polêmica dos escândalos de corrupção que assolam a instituição que passa a comandar.

O facto é que circulam nas redes sociais, imagens com indícios de que alguns pagamentos efectuados para os serviços do INATRO, caem para uma conta que não pertence a nenhuma instituição pública,mas sim, a uma entidade privada. Sobre este caso, Nunes disse que, “ é claro que não há fumaça sem fogo”, garantindo montar uma equipa multi sectorial com vista a esclarecer este e mais crimes de corrupção que possam estar instalados naquela instituição pública.

O Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane, exigiu que os empossados continuem a desenvolver as instituições que passam a dirigir e ,acima de tudo, que respeitem a coisa pública.

“Caros empossados, têm a responsabilidade de consolidar os ganhos até aqui alcançados pelas instituições que passam a dirigir, Para o efeito, devem privilegiar o trabalho em equipa, promover a criatividade, integridade e a transparência na gestão da coisa pública, em extrema e estreita observância da legislação vigente nosso país” exortou o Primeiro Ministro, Adriano Maleiane.

Dos empossados, Nelson Nunes foi exonerado esta terça-feira do cargo de Presidente do Conselho de Administração dos Aeroportos de Moçambique e Helena Fernandes, antes da sua nomeação, desempenhava a função de Administradora de Assuntos Corporativos, posição assumida desde 2021.

Indivíduos ainda desconhecidos mataram uma mulher grávida e um menor de idade e feriram outras quatro pessoas, três delas de idades compreendidas entre os dois e os 15 anos de idade. Os malfeitores roubaram alimentos e telemóveis.

Na madrugada da passada terça-feira, indivíduos desconhecidos arrombaram a porta de uma residência no Município de Nhamatanda, em Sofala, e, com recurso a um almofariz e cabo de um machado, desferiram golpes aos seis membros de uma família que se encontravam a dormir.

Duas pessoas morreram no local do crime, nomeadamente, uma senhora com cinco meses de gravidez e um menor que tinha seis anos de idade. Eles eram mãe e filho.

De acordo com a Polícia, outros quatro membros da família, nomeadamente o pai, de 39 anos de idade, e três filhos de 2, 10 e 15 anos de idade, foram feridos pelos malfeitores com gravidade.

Depois de serem atendidos no Hospital Rural de Nhamatanda, os quatro feridos foram transferidos para o Hospital Central da Beira, onde três deles estiveram a receber cuidados intensivos, até na manhã desta quinta-feira, dia que saíram das salas de reanimação, mas o estado clínico dos referidos feridos ainda exige cuidados redobrados.

Cristina Dinda, parente das vítimas, que tem estado a prestar assistência aos quatro sobreviventes, desde que ocorreu o crime, relatou as dificuldades que a família está a enfrentar.

“A criança de três anos de idade alimenta-se através de um tubo montado pelos médicos do hospital. O estado de saúde ainda não é normal. Diria até que é um quadro clínico muito complicado. As outras vítima também se encontram numa situação complicada, com as vistas completamente inflamadas. A cabeça encontra-se inflamada e não consegue sequer girar o pescoço, quer para um lado quer para o outro. Apenas uma conseguiu ter alta hospital. Por isso mesmo, conseguiu voltar a casa [esta quinta-feira]”, disse Cristina Dinda, familiar das vítimas.

Quanto ao irmão de Cristina Dinda, igualmente agredido pelos malfeitores, a irmã da vítima conta que, até ao momento em que a reportagem foi gravada, não conseguia dizer qualquer palavra, mesmo quando chamado a falar. Abre os olhos, no entanto, para se alimentar, também precisa de tubos. Até ontem, o irmão de Cristina Dinda tomava sopa pelo mesmo tubo, com ajuda da irmã.

O Hospital Central da Beira mostrou disponibilidade em falar do estado clínico das vítimas nesta sexta-feira.

Os malfeitores, segundo a família, roubaram alimentos, telefones e uma bicicleta.

“O telefone da vítima, quando ligamos, até agora chama e a pessoa que traz consigo atende. Quanto à bicicleta, já se encontra na esquadra. Foi encontrada numa mata abandonada”, disse outro membro da família agredida, já na cidade da Beira.

A Polícia e o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) estão em diligências para deter os autores do crime.

Os moradores de Paquitequete,  histórico bairro da Cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, estão fartos dos supostos incumprimentos de promessas feitas pelos presidentes que já passaram pelo Município de Pemba e pedem ao novo edil para cumprir com pelo menos algumas de promessas feitas pelo seu antecessor, que deixou muitos pendentes.

Alguns  moradores de Paquitequete ouviram e acreditaram nas palavras do último presidente do Município de Pemba, e ficaram cinco anos à espera, mas outros, especialmente os mais velhos do bairro, ficaram indiferentes porque já sabiam que  tudo não passava de promessas.

Quase todos os presidentes que passam pelo Município de Pemba prometem mudar Paquitequete para o melhor, mas até hoje, segundo os munícipes, os problemas continuam os mesmos, e alguns mais graves parecem não ter solução.

“Os transportes de passageiros não chegam aqui, e para termos acesso, temos de subir a pé até à zona alta da cidade”, disse um dos munícipes.

Paquitequete tem falta de quase tudo, mas o maior problema é água, um problema que está a provocar outros problemas para os moradores do bairro.

Quase todos os bairros de Pemba têm problemas de urbanização, mas em Paquitequete a situação  é mais grave. Os quintais dos moradores não param de aumentar, e as poucas ruas que existem estão a desaparecer a cada dia que passa, argumentou Juma Abubacar, morador de Paquitequete.

A lista de problemas em Paquitequete é longa e o novo presidente do Município prometeu resolver alguns, mas os moradores, primeiro, querem ver o que não foi feito no mandato passado, que terminou em 2023.

Paquitequete tem quase a mesma idade de  Pemba, uma cidade com  68 anos de existência, mas até hoje o bairro está parado no tempo.

Água potável, urbanização, vias de acesso, lixo e fecalismo a céu aberto são os maiores e os mais antigos problemas no Paquitequete, um subúrbio que, apesar de histórico e estar localizado no centro da cidade, continua a ser um dos bairros mais difíceis de se viver.

O Gabinete Provincial de Combate à Corrupção (GPCC), tramitou no primeiro semestre deste ano, cerca de 150 processos ligados à corrupção, segundo Domingos Julai, porta-voz do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção em Manica.

Domingos Julai, avançou que, nos primeiros seis meses do ano, o Gabinete recuperou mais de 86 mil meticais.

O GPCC diz ainda que e”stá a trabalhar afincadamente para travar esse tipo de crimes” na província de Manica. Do trabalho feito, conclui que a Polícia e Saúde são apontados como os sectores mais problemáticos.

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