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O País – A verdade como notícia

As manifestações desta segunda-feira, no país, e que culminou com confrontos entre populares e a polícia, foi vista em quase todo o mundo. O destaque na imprensa internacional é a forma agressiva como a polícia abordou os manifestantes

Após a repercursão da noticia do assassinato a tiros de Elvino Dias e Paulo Guambe, sexta-feira, Moçambique voltou a chamar atenção do mundo, só que, desta vez, devido à repercussão da manifestação pública ocorrida segunda-feira.

A acção do público e a forma como a polícia dispersou os manifestantes, foi assunto na imprensa internacional e mereceu debate em alguns programas televisivos além-fronteiras. Por exemplo, a CNN Portugal, destacou: “Violência marca período pós-eleitoral em Moçambique. Candidato da oposição teve de fugir de disparos”.

A imprensa alemã, a DW, também noticiou a manifestação de Maputo. “A Polícia carrega sobre manifestantes no centro de Maputo”. Esta foi a manchete da agência Lusa, que destacou ainda a agressão à imprensa por parte da polícia.

A Euronews também destacou as incidências da manifestação em Moçambique, cuja tónica foi a capital do país. “Manifestantes e polícia em confrontos durante o protesto em Maputo”, escreve.

A actuação da polícia foi também notícia no Canadá. A televisão local, “CP 24”, noticiou o drama vivido em Maputo, tendo levando o assunto a breve análise.

A “Al Jazeera” dedicou uma reportagem de quase dois minutos a descrever o terror vivido nas ruas de Maputo.

Não era para menos, a comunidade francesa também recebeu incidências de Maputo. A “France 24” descreveu o choque entre a população e a Polícia da República de Moçambique.

 

No Centro de Apoio à Velhice no Distrito de Chongoene, Provincia de Gaza, cerca de 27 idosos passam fome. A direcção da instituição reconhece crise, mas alega falta de dinheiro para normalizar a situação.

Figura no topo das inquietações apresentadas, nesta terça-feira, pelos idosos do Centro de Apoio à Velhice em Chongoene, a falta de alimentos.

As chamadas “bibliotecas vivas” abriram-se para exigir do governo, uma intervenção urgente, para melhoria, entre outros, da assistência médica.

A Direcção do Centro reconhece a crise institucional. Maria Fiela Boa revelou que o incumprimento resulta da falta de recursos financeiros, mas, garantiu trabalhos coordenados em curso em vias de assegurar o básico.

 

 

Muitas ruas e avenidas da Cidade de Maputo estiveram bloqueadas nas primeiras horas desta terça-feira, após os tumultos resultantes da greve geral convocada por Venâncio Mondlane. A polícia e agentes de limpeza do Município de Maputo tiveram de remover, hoje, as barricadas e os pneus queimados, para permitir a circulação normal de pessoas e viaturas.

Depois da Avenida Joaquim Chissano, que foi o epicentro dos tumultos de segunda-feira, os bairros de Maxaquene e Polana Caniço, na Cidade de Maputo, é que mais casos de bloqueio de ruas e queima de pneus registaram e, quase 24 horas depois, os rastos continuavam evidentes. Viam-se pedras de todo o tipo e tamanho usadas para bloquear as vias, estilhaços de vidro e ainda o pavê pintado de preto em quase toda a extensão das avenidas Vladimir Lenine, Milagre Mabote e um pouco em Acordos de Lusaka. Foi um cenário assustador, referiu um munícipe.

A polícia foi mobilizada para desbloquear as vias e, no interior dos bairros, o cenário não era diferente.

Há, nos bairros de Maxaquene e Polana Caniço, ruas que estiveram intransitáveis durante toda a segunda-feira. Isso obrigou a edilidade a mobilizar equipas, logo nas primeiras horas de terça-feira, para remover o que resultou da fúria popular.

Em algumas ruas, o congestionamento era inevitável. Maria Nhaca, administradora do distrito KaMaxaquene, diz que os tumultos não causaram a destruição de bens públicos.

A mulher que escapou à morte, no carro onde foram assassinados Elvino Dias e Paulo Guambe, continua internada no Hospital Central de Maputo (HCM) e poderá receber alta ainda esta semana. A informação foi partilhada esta terça-feira, pelo HCM, que apresentou, igualmente, o balanço das urgências devido às manifestações de ontem.

Diferente de Elvino Dias e Paulo Guambe, que não resistiram aos baleamentos, a mulher que se encontrava na mesma viatura em que foram assassinados o advogado de Venâncio Mondlane e o mandatário do PODEMOS continua viva.

O HCM confirmou que a vítima está sob seus cuidados e que se recupera a bom ritmo.

Na ocasião, o Hospital Central de Maputo apresentou também o balanço das vítimas da acção da polícia nas manifestações desta segunda-feira.

Refira-se que na manifestação convocada pelo Candidato Presidencial Venâncio Mondlane houve vários detidos pela PRM. Só na cidade da Beira, pelo menos 18 manifestantes foram recolhidos às celas. Na capital do país, que foi o epicentro das manifestações, aguarda-se o balanço da polícia.

O Misa Moçambique disse, ontem, que vai submeter uma queixa-crime junto da Procuradoria-Geral da República contra a polícia, pelo uso desproporcional da força que culminou com ataque a jornalistas durante as manifestações de segunda-feira. O repúdio veio, também, de outras organizações, como é o caso da Ordem dos Advogados de Moçambique.

Foi precisamente na Praça da OMM, na Cidade de Maputo, quando o candidato presidencial Venâncio Mondlane falava à imprensa sobre sobre às manifestações por si comvocadas, onde a polícia, de armas em punho, disparou directamente o gás lacrimogéneo que atingiu, directamente, os jornalistas. O Misa Moçambique condena veementemente a actuação das Forças de Defesa e Segurança.

A agremiação diz que os agentes do Estado, que atentaram contra o direito à liberdade de imprensa e o direito a manifestação, devem ser responsabilizados

Ernesto Nhanale, Director Executivo do Misa-Mocambique, criticou a actuação das autoridades. “Vamos fazer uma queixa. Vamos fazer uma participação. Mas aquele foi um crime público e é dever da Procuradoria Geral da República, antes da nossa participacão, fazer a sua investigação. Naquele momento, não estavam em nenhuma acção ofensiva. Naquele espaço, as imagens mostram que estava a decorrer a conferência de imprensa e ninguém estava a atirar algo contra a polícia”, disse Nhanale. O Director Executivo do Misa-Mocambique não tem dúvidas: “Está evidente, naquelas gravacões, que a polícia, proactivamente, usou da força num momento em que os outros não estavam contra si. Nós consideramos, não achámos, que houve violacões contra às liberdades de imprensa e liberdade de manifestcão, que são direitos fundamnetais e constitucionais aqui em Moçambique”.

Por sua vez, o Conselho Superior da Comunicação Social, também se juntou ao movimento que repudia e condena a actuação das Forças de Defesa e Segurança perante os profissionais da comunicação social. O Conselho Superior da Comunicação Social lembra que, tais actos, atentam contra o Estado de Direito democrático e as liberdades fundamentais, consagradas na Constituição da República.

“Não há razão nenhuma, não só sob o ponto de vista de Lei. Não há razão nenhuma, mesmo de ponto de visa moral e ético que haja agressão ou impedimento do exercício da sua profissão por parte do jornalista. O que nós estamos a pedir e a solicitar é dizer ao Ministério do interior, ao comando-geral da PRM, não agridam e não violentem os jornalistas enquanto estiverem no exercício da sua profissão, como por exemplo assistimos ontem. Esse movimento de conflito pós-eleitoral vai continuar e, o jornalista, não deve ser o alvo porque não é ele o promotor das manifestaões”, chamou atenção o Presidente do Conselho Superior da Comunicacão Social, Rogério Sitoe.

A Ordem dos Advogados considera, por sua vez, ter havido uso excessivo e desproporcional da força por parte dos agentes da Lei e ordem contra jornalistas. A OAM diz, por isso, haver espaço para responsabilização do Estado. Victor Da Fonseca, em entrvista ao “O País”, condenou a actuacão das Forças de Defesa e Segurança.

“Esta policia que assim o faz, não lê a Constituicão da República de Mocambique, não lê os instrumentos que defendem à integridade dos próprios jornalistas. Nós, como órgãos, estamos a trabalhar com o intuito de dar à devida atenção aos jornalistas e empresas que sofreram com seus equipamentos, porque cumprimos simplemente com o que diz a Constituicão da República de Moçambique.”

Já o Sindicato Nacional de Jornalistas emitiu comunicado de imprensa onde repudia a violência contra a classe o exercício da profissão jornalística.

Hélder Jauana e Alberto da Cruz afirmam que a polícia tinha tudo para evitar a violência que usou na dispersão dos manifestantes e questionam o silêncio do Presidente da República perante os protestos e a morte de Elvino Dias e Paulo Guambe.

Durante a manifestação pública desta segunda-feira, a polícia recorreu ao gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes e evitar que os jovens apoiantes de Venâncio Mondlane conseguissem circular nas artérias da cidade em cumprimento da palavra do seu líder.

Entretanto, para os comentadores residentes do programa Noite Informativa desta segunda-feira, Alberto da Cruz e Hélder Jauana, a acção da polícia pode ter sido vil e intolerante, a avaliar pela força empregada para afastar os presentes na Praça da OMM e não só. Alberto da Cruz diz que houve excesso de zelo e abuso de poder.

“Houve um excesso de zelo, houve um abuso de poder e, mais do que isso, houve um atentado à liberdade de expressão. Ou seja, os jornalistas devem, têm o direito de se sentir atacados pela polícia, porque ali o jornalista não tinha pau, senão um microfone e uma câmara e estava a tentar entender, de quem convocou as manifestações, o que vai ser ou como pretende de hoje em diante conduzir esse movimento ou então aquilo que ele colocou como ambiente, vamos assim dizer, de contestação das eleições”, disse.

Hélder Jauana, que também critica o uso da violência por parte da polícia, chama a atenção dos líderes das manifestações para conterem os ânimos, sob risco de mergulhar o país no caos. Segundo o analista, “é importante deixar os órgãos eleitorais apresentarem os resultados e o PODEMOS e todos os outros partidos que concorreram têm de fazer a sua contestação à CNE e ao Constitucional, têm. Este é um elemento que é muito importante para quem faz política perceber. Não é o poder pelo poder, a todo o custo, significando até levar filhos de pessoas que vão à rua e perdem a vida”.

Para além de contestar a morte de Elvino Dias e Paulo Guambe, Da Cruz diz ser evidente que os jovens anseiam por mudanças no país.

“A forma como o Estado foi capturado por indivíduos e não sabemos qual é o seu maior interesse. Então todas essas questões têm de vir à mesa quando estivermos a debater a questão das manifestações, porque isto não é uma questão de eleição. Se fosse uma questão de eleição, os meninos iam dizer que nós estamos pelo PODEMOS, mas disseram que não, não estamos. Nós estamos pelo melhoramento das nossas condições, das condições dos nossos irmãos e das gerações vindouras”, defende Alberto da Cruz.

Entretanto, para Jauana, à semelhança de Elvino Dias e Paulo Guambe, mortos a tiro, há, também, no país várias pessoas mortas diariamente por aqueles que chama de “lambe-botas”.

“Eu não sei ao longo destes anos quantas vezes eu morri profissionalmente, porque cada um de nós é assassino. Elvino Dias e o Paulo Guambe, tiraram-lhes a vida, mas há quem nos tira sonhos, há quem nos tira sonhos. Nesta sociedade, temos muitos assassinos diários. Nós precisamos de mudar este país, é preciso mudar. Há gente que todos os dias acorda para assassinar sonhos de pessoas, acorda para assassinar profissionalmente pessoas. Não mata a tiro, mata de outra forma”, lamenta Jauana.

Os analistas lamentam, ainda, o silêncio do Presidente da República Filipe Nyusi, no contexto do duplo assassinato de sexta-feira e manifestações desta segunda-feira.

O Executivo disse, hoje, após a sessão do Conselho de Ministros, que não houve ataque a jornalistas, durante as manifestações que ocorreram, esta segunda-feira, na Cidade de Maputo. Filimão Suazi afirma que os jornalistas foram atingidos porque estavam no mesmo local onde havia manifestantes.

Contrariamente ao que foi reportado pelos vários órgãos de comunicação, o Governo diz que as Forças de Defesa e Segurança não alvejaram jornalistas durante as manifestações.

“Eu não posso assumir, porque não é verdade. Eu também assisti que tenha havido disparos contra jornalistas. Houve disparos contra manifestantes e os jornalistas estavam posicionados num lugar onde também estavam manifestantes, e, nessa sequência, terão sido atingidos por essas balas de gás lacrimogéneo, o que levou que tivessem de se dispersar, terminando a conferência que estava a acontecer por parte de um dos candidatos presidenciais”, disse Filimão Suazi, acrescentando que, em momento oportuno, haverá um pronunciamento mais detalhado.

Quanto à actuação da polícia, o porta-voz do Governo explicou que é constitucional o facto de as Forças de Defesa e Segurança garantirem a ordem pública. O passo subsequente é averiguar se realmente houve ou não excesso por parte da polícia.

“Se tiver havido algum excesso na actuação das Forças de Defesa e Segurança, no dia ontem, (referindo-se a segunda-feira), há-de ser matéria que ainda está em estudo e, no momento oportuno, poderá haver um pronunciamento, primeiro para confirmar se efectivamente foi por parte das Forças de Defesa e Segurança, se foram usadas balas verdadeiras“Se tiver havido algum excesso na actuação das Forças de Defesa e Segurança, no dia ontem, há-de ser matéria que ainda está em estudo e, no momento oportuno, poderá haver um pronunciamento, primeiro para confirmar, se efectivamente foi por parte das Forças de Defesa e Segurança, se foram usadas balas verdadeiras, e de facto para confirmar se não terá sido por parte das Forças de Defesa e Segurança, terá sido por parte de outras pessoas para provocar o caos”, explicou.

O Governo deu seis meses à empresa Indiana Vulcan para apresentar um novo plano de gestão ambiental. O último plano foi aprovado no ano passado e tinha a duração de cinco anos.

O assunto da poluição provocada pela Vulcan, em Moatize, continua na ordem do dia. Depois dos momentos críticos registados nos meses passados, foi constituída uma equipa multissectorial, composta por técnicos do Ministério da Terra e Ambiente, da Saúde, do Ministério dos Recursos Minerais e Energia e especialistas da Universidade Eduardo Mondlane, para investigar a situação da poluição em Moatize. 

No terreno, a equipa constatou graves problemas que levaram à tomada de uma decisão imediata pelo Governo.

“Verificou-se que foram registados desmontes consecutivos ao nível da mina, associado à temperatura naqueles dias, o que causou a concentração da poluição, particularmente, nos centros urbanos, o que afectou as comunidades e como decisão foi feita, primeiro, uma avaliação daquilo que era o relatório dos desmontes realizados pela Vulcan. Logo a seguir, foi reavaliado o plano de gestão ambiental e, particularmente, tomamos a decisão, com Governo, de que, de imediato, a Vulcan deve fazer uma revisão do plano de gestão ambiental, para aumentar aquilo que são os padrões de qualidade ambiental e também contribuir para reduzir os níveis de poluição naquela área”, explicou Ivete Maibaze, ministra da Terra e Ambiente.

Uma das atribuições do Ministério da Terra e Ambiente é o controlo da qualidade do ar, através de uma entidade por si tutelada, por isso, questionamos à ministra se a Vulcan opera dentro ou fora dos padrões legalmente previstos.

“Temos feito um controlo, não só a partir dos relatórios de auditoria ambiental, que são feitos pela nossa entidade – a Agência de Controlo da Qualidade do Ambiente -, mas também a partir de uma colaboração com a Universidade Eduardo Mondlane têm sido recolhidas as amostras. Foi o que nos permitiu tomar a decisão de recomendar a revisão do plano de gestão ambiental, porque este plano é feito de cinco em cinco anos e a última avaliação que foi feita pela Vulcan foi no ano passado. Sentimos que quase um ano depois da aprovação do actual plano de gestão ambiental, os padrões que tinham sido apresentados e as medidas de mitigação apresentadas pela Vulcan não satisfaziam aquilo que era a redução dos níveis de poluição”, assegurou a governante.

Entretanto, na sua última aparição, a Vulcan garantiu que estava a fazer as operações mineiras dentro dos padrões exigidos em Moçambique.

“Temos, como lhe disse, uma sala de controlo, onde monitoram todos os dados e qualquer que seja a nossa acção. Não me lembro dos dados exactos, mas a maior parte das vezes, os nossos parâmetros estão bem dentro do limite permitido pelo governo de Moçambique e não só. O Governo de Moçambique não dispõe de quaisquer parâmetros como PM 10, e PM 2.5, mas posso dizer que também monitorizamos de acordo com a prática internacional”, disse Mukesh Kumar, CEO Vulcan Moçambique.

A Vulcan é a mineradora indiana que detém as minas de carvão mineral em Moatize, na província de Tete, assim como a concessão da linha férrea de Moatize a Nacala-à-Velha, na província de Nampula, onde está situado o terminal portuário de onde é feita a exportação.

Venâncio Mondlane anunciou, ontem, uma manifestação geral para os dias 24 e 25 deste mês, ou seja, para quinta e sexta-feira desta semana.
O candidato presidencial sublinha que nenhuma instituição privada ou pública deve funcionar, incluindo a CNE, que tem prevista a divulgação geral dos resultados eleitorais. Os serviços essenciais vão funcionar normalmente.

“As manifestações serão descentralizadas, ocorrendo em todos os distritos e bairros do país, para evitar uma forte intervenção policial. “Não haverá blindados suficientes para cobrir todos os bairros”, afirmou Mondlane.

Segundo o candidato presidencial, “o regime da Frelimo declarou guerra ao povo moçambicano e passou dos limites”.

Na mensagem, Mondlane frisou que jornalistas nacionais e internacionais ficaram feridos durante a acção policial.

“Eles disparam balas directamente para as pessoas, o que pode causar danos muito graves. Estão a brincar com o povo”, disse Mondlane, numa crítica aberta à repressão violenta das forças de segurança.

Mondlane garantiu, ainda, que os protestos serão pacíficos, mesmo com o pendor de violência da polícia. “Se a polícia continuar a disparar contra os manifestantes, o povo vai responder. Vamos dar à CNE um grande presente no dia do anúncio dos resultados. (…)Estamos a decretar a abertura das portas da revolução em Moçambique”, frisou.

Mondlane reiterou a necessidade de continuar com a resistência, caso as reivindicações populares não sejam atendidas. “A partir do dia 24, vamos subir a fasquia. Vamos paralisar o país por dois dias, paralisar todo o trabalho, e desta vez, a manifestação será em todos os distritos”, anunciou.

Adiante, Venâncio Mondlane convocou toda a oposição a unir forças na luta contra a Frelimo. Dirigindo-se especificamente a Ossufo Momade, da Renamo, e Lutero Simango, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Mondlane exortou: “Esqueçam as desavenças e juntem-se à causa nacional.”

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