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O País – A verdade como notícia

As principais bacias hidrográficas da região Norte de Moçambique, nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa, poderão registar uma subida significativa dos seus níveis hidrométricos e aumento de escoamento, em consequência da precipitação provocada pela passagem do ciclone tropical Chido.

De acordo com o boletim hidrológico da Administração Regional de Águas do Norte, (ARA-NORTE), emitido neste domingo, há necessidade de as comunidades observarem as pertinentes medidas de precaução e evitarem a travessia dos cursos de água, segundo escreve a Agência de Informação de Moçambique.

Das seis principais albufeiras da região, duas delas, nomeadamente as de Nacala e Mugica, na província de Nampula, apresentam níveis de enchimento na ordem dos 87,2 e 65,8 por cento, respectivamente, revela o comunicado da ARA-NORTE.

Mas não só. A mesma nota dá conta de que a albufeira da barragem de Chipembe, na província de Cabo Delgado, tem um enchimento na ordem de 50,6 por cento, as de Locumue e Mitucue, ambas na província de Niassa, de 40 e 35,6 por cento, e a de Nampula, na capital provincial com o mesmo nome, situa-se em 30,2 por cento.

A ARA-Norte explica, porém, que estas informações estão em constante actualização, uma vez que a chuva continua a cair de forma intermitente um pouco por toda a região.

Os cultos religiosos voltaram a ser realizados em horário normal, este domingo, uma semana depois dos protestos pós-eleitorais.

Foi um domingo de reencontros. Os crentes juntaram-se para celebrar a missa num contexto normal, cenário que não acontecia antes do fim da “fase 4×4” dos protestos pós-eleitorais.

As igrejas registaram um número considerável de crentes.

“Voltámos a ter a igreja cheia, como tem sido em dias normais. Esse facto não acontecia devido aos protestos pós-eleitorais. Podemos afirmar que foi um domingo muito diferente, pois os crentes estiveram na igreja para orar por todos os mocambicanos”, anota Filipe Tivane.

Os crentes relatam que passaram por dias difíceis por conta da actua situação que o país atravessa.

“Para chegarmos até hoje foi pela graça do Senhor. Nós, todos, tínhamos de ficar em casa por medo dos manifestantes. Ainda assim, não parámos de orar. O nosso compromisso com Deus é maior”, explica Dinis Machava, destacando que essa abertura traz uma nova esperança para os crentes que anseiam por dias melhores.

O mesmo sentimento é partilhado por Paulina Cabral, crente da Igreja Presbiteriana, que espera que tudo volte à normalidade, de modo a que os cultos sejam realizados normalmente.

“Foi um culto muito interessante, pois serviu como uma oportunidade para nos reencontrarmos depois de uma semana de muitas incertezas no país”, anota.

Esperaram muito por este momento e marcaram presença no primeiro culto após as restrições. Por conta dos protestos, a Igreja Anglicana foi obrigada a cancelar a missa no domingo passado.

“O culto foi abençoado. Havia muita alegria no povo de Deus por receber esse alimento espiritual. A igreja tem de estar aberta, razão pela qual continuamos esperançosos em relação ao que poderá suceder nos próximos dias. A nossa expectativa é que tudo volte à normalidade”, diz Bernardo Macucule, padre da Igreja Anglicana.

 

CRENTES REITERAM APELOS À PAZ

Os cultos de domingo foram marcados, mais uma vez, por apelos à paz como condição para a prosperidade.

“Rogamos a Deus para que traga definitivamente a possibilidade de podermos livremente cantar, adorar, de dizermos o nome de Jesus e também orarmos por Moçambique e pelo seu povo.”

Ana Rita Sithole apela a todos os moçambicanos para que abandonem tudo aquilo que constitui um motivo de divisão e abraçarem tudo aquilo que une.

Já em caso do anúncio de novas medidas, as igrejas garantem que vão recorrer a outros meios para a realização dos cultos.

“Havendo uma mudança do ambiente, temos mecanismos apropriados para informar aos crentes com antecedência sobre as medidas alternativas para que os cultos continuem a ser realizados”, garante Jorge Chacate.

Dezenas de infraestruturas ficaram parcial e totalmente destruídas, depois da passagem do Ciclone Chido, na Província de Cabo Delgado. Os ventos que atingiram os 200 km por hora destruíram tectos, derrubaram árvores e postes de energia elétrica, deixando parte da província sem energia e água. 

É Chido a passar e a arrastar tudo o que está na sua frente na Província de Cabo Delgado. 

E não era para menos, seus ventos atingiram mais de 200km por hora. O distrito de Mecufi, a norte da província, foi a porta de entrada do Ciclone CHIDO que fez estragos. Aliás, imagens mostram uma cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado, com destruição cujos prejuízos são difíceis de calcular.

Metuge e Ancuabe são outros dois distritos que também sofreram com a passagem do ciclone Chido.

As zonas costeiras foram as mais afectadas. Em Pemba, bairros como Paquitequete e Expansão estão com várias infraestruturas destruídas, desde públicas e privadas. 

O vento era tão forte que dezenas de casas ficaram destruídas  e tantas outras perderam o tecto, deixando algumas famílias ao relento. 

Árvores caíram completamente e outras tiveram seus ramos arrancados obstruindo assim, as vias. A destruição chegou em todo o lado da cidade e chegou até ao hangar no Aeroporto de Pemba. 

A capital de Cabo Delgado ficou sem energia e água porque centenas de postes de energia foram derrubados. 

No distrito de Ancuabe, as Escolas Primária de Nannona e Secundária de Mariri perderam seus tectos. 

As famílias tentam, agora, repor o que foi levado pelos ventos fortes e minimizar o impacto da tempestade.

O impacto do ciclone Chido nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Niassa e Tete poderá provocar inundações urbanas, deslizamentos e deslizamentos de terras. 

Apesar de ter baixado de ciclone para tempestade tropical severa, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta as populações para que continuem a observar todas as medidas de segurança. 

O distrito de Mecúfi, em Cabo Delgado, foi a porta de entrada do ciclone Chido nas primeiras horas de ontem (domingo). Cacracterizado por ventos fortes de até 200 quilómetros por hora e chuvas, o fenómeno que se previa que tivesse o mesmo impacto que os ciclones Idai e Kenneth, poderá continuar a abrandar gradualmente. 

“Espera-se muita chuva nos distritos da zona sul da província de Cabo Delgado e a sul de Nampula. O mesmo poderá acontecer em Niassa, uma das províncias que também será afectada pelo ciclone”, explicou Pedro Mutumane. 

Segundo o INAM, o fenómeno poderá ainda escalar a província central de Tete, mas antes passará por Malawi. 

“Depois de Malawi o ciclone voltará para a província de Tete de onde sairá para o Zimbabwe. Em toda essa trajectória ele vai deixar muita chuva acima de 250 milímetros nos distritos que estão perto de onde o fenómeno passara”, anota Mutumane.

Neste momento o maior problema são as consequências dos ventos fortes, no entanto, o fenomeno poderá ter outros impactos. 

“Segundo as nossas tabelas, quando passa um sistema desses esperamos inundações urbanas, deslizamento de terras e até tectos de casas poderão ser destruídos”, explicou, sublinhando que é por essa razão que as autoridades recomendaram às populações para observarem as medidas de segurança. 

O Chido é o terceiro dos 12 ciclones previstos para a presente época ciclónica no Canal de Moçambique. A época vai  até Abril do próximo ano. 

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) diz que o ciclone Chido baixou da categoria de ciclone para tempestade tropical severa. No entanto, prevê a continuação de chuvas e ventos fortes, que se vão fazer sentir nas províncias de Niassa e Tete.

O distrito de Mecúfi, em Cabo Delgado, foi a porta de entrada do ciclone Chido nas primeiras horas deste domingo. Caracterizado por ventos fortes e chuvas, o ciclone, que se previa que tivesse o mesmo impacto que os ciclones Idai e Kenneth, deixou rastos de destruição.

Na província de Nampula, o Ciclone Chido teve como porta de entrada o distrito de Memba, baixando, de seguida a magnitude para tempestade tropical severa.

Neste momento, o maior problema são as consequências dos ventos fortes, no entanto, o fenómeno poderá ter outros impactos. 

Chido é o terceiro dos 12 ciclones previstos para a presente época ciclónica, no Canal de Moçambique. A época vai  até Abril do próximo ano.

Um incêndio de grande proporção deflagrou, na tarde deste sábado, uma área de processamento do carvão mineral, pertencente à empresa Vulcan Moçambique na Mina de Moatize em Tete. O incêndio foi provocado por queda de faíscas de um eletrodo sobre um produto químico, durante os trabalhos de soldagem, segundo um comunicado da Vulcan.

O incêndio iniciou numa área denominada Usina 2, onde é processado o carvão e logo se alastrou, visto que, na mesma área havia materiais químicos de alta combustão. O trabalho inicial dos bombeiros internos foi isolar o fogo na área já atingida, de modo a evitar que se propagasse ainda mais.

A equipa conseguiu controlar o incêndio, sem necessariamente solicitar os serviços de emergência do SENSAP.

A empresa Vulcan Moçambique já reagiu em torno do incidente através de um comunicado e esclarece.

“A Vulcan reconhece que, na tarde de sábado, 14 de Dezembro, foi registado um incêndio, numa das áreas operacionais, durante a realização de trabalhos de soldagem. O incidente foi provocado pela queda acidental de faíscas sobre um produto químico. Graças a rápida intervenção das nossas equipas de emergência, o fogo foi prontamente controlado, sem registo de feridos ou danos materiais”, lê-se no comunicado da Vulcan Moçambique. 

Os prejuízos do incêndio ainda não foram apurados.

Duas pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas, após serem baleadas, durante um enterro, que aconteceu na tarde de ontem, em Ressano Garcia, na província de Maputo. Os dados foram confirmados pelo sector da saúde, na província.

Era para ser mais um enterro, na verdade as pessoas no local, davam o último adeus a um blogueiro de Ressano Garcia, conhecido por “Mano Shotas”, quando, de repente, e sem explicação abria-se fogo contra a população no interior do cemitério. 

Ali começou uma grande agitação, as pessoas corriam para se tentar proteger, mas houve quem não conseguiu e foi alvejado 

No meio dos disparos, além de gás lacrimogéneo, houve balas reais disparadas contra a população. 

A direcção provincial de saúde, sem gravar entrevista, fala da entrada de dois óbitos no centro de saúde de Ressano Garcia, quatro feridos graves transferidos para o hospital provincial da Matola. Mas o número de vítimas pode ser maior. 

A situação causou alvoroço e agitação em Ressano Garcia. 

O Jornal O País entrou em contacto com a polícia na província de Maputo, que  remeteu a equipa ao Comando-Geral da PRM. O comando-geral, por sua vez, remeteu de volta ao comando provincial.

O Presidente da República, Filipe  Nyusi, atribuiu, esta sexta-feira, através de decreto presidencial, a “Ordem Eduardo Chivambo Mondlane, do 1.º Grau” à Universidade Eduardo Mondlane.

A “Ordem Eduardo Chivambo Mondlane” é a mais alta condecoração da República de Moçambique, e foi criada com o objectivo de valorizar os actos e sacrifícios extraordinários consentidos na luta pela unidade nacional e libertação económica, social e cultural, contra o colonialismo e o racismo, pela paz, amizade, solidariedade e progresso da humanidade.

Em Decreto Presidencial separado, o Chefe do Estado atribuiu a “Ordem Samora Moisés Machel, do 1.º Grau”, à Academia Militar Marechal Samora Machel, em reconhecimento dos actos excepcionais de coragem, sacrifício, empenho pessoal e institucional, dinamismo de direcção demonstrado em prol da Pátria Moçambicana.

 O Presidente Nyusi atribuiu igualmente a “Ordem Militar 25 de Setembro, do 1.º Grau” à Academia de Altos Estudos Estratégicos. 

A “Ordem Militar 25 de Setembro” foi criada com o objectivo de valorizar os actos extraordinários de heroísmo, de abnegação, de valentia e de coragem consentidos na luta de libertação nacional e na defesa da Pátria.

A primeira dama da República diz que o envolvimento de crianças nas manifestações violentas revelam a degradação dos valores morais na nossa sociedade. Isaura Nyusi exorta, por isso, os pais e encarregados de educação para controlarem as crianças.

Isaura Nyusi esteve no centro de saúde de Muhala Expansão, em Nampula, esta sexta-feira 13, e teve a sorte de interagir com parturientes que deram à luz neste dia e ofereceu enxovais.

A agenda da primeira dama da República tinha como ponto principal a participação no encontro de reflexão sobre a prevenção do HIV no contexto do mês de luta contra esta doença e o público-alvo eram adolescentes e jovens.

Atenta ao clima de manifestações que se tem registado um pouco por todo o país, Isaura Nyusi manifestou preocupação e lançou um apelo.

A primeira dama mostrou-se ainda preocupada com a prevalência do HIV em adolescentes e jovens.

Falar abertamente sobre saúde sexual e reprodutiva é para Isaura Nyusi uma prioridade para que aumente a consciência sobre a prevenção do HIV.

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