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O País – A verdade como notícia

Ataques de crocodilos e hipopótamos aterrorizam o distrito de Massingir, na província em Gaza. Há relatos de histórias dramáticas escondidas nas águas da albufeira de Massingir.

Mariano Samuel, de 78 anos, é pescador há mais de 40 viu dois companheiros seus atacados até a morte por crocodilos. “Os crocodilos estavam há alguns metros de passageiros. A embarcação seguia o seu movimento normal, quando repentinamente ouviu-se um estrondo debaixo. Na sequência, caímos nas águas e fomos atacados pelos crocodilos”, relatou.

A mesma sorte repete-se nas águas de Mavodze, Chimuine e Cubo. Os pescadores conhecem a existência dos répteis, mas apontam falta de alterativas na luta pela garantia do sustento das suas famílias.

“Estes animais estão a aterrorizar as pessoas. Não temos alternativas. Tiramos o nosso sustento daqui. Pedimos que se faça controlo destes animais repteis para que continuemos a fazer o nosso trabalho”, apelou Mario Timana, pescador.

A acção dos crocodilos e hipopótamos já fez cerca de 8 vítimas mortais em menos de quatro meses. Pescadores estão indignados com falta de resposta por parte das autoridades distritais

O INAMAR, em Massingir, reconhece a inquietação da população. Entretanto, diz que os pescadores são surpreendidos pelos crocodilos à calada da noite, facto que tem dificultado as operações de prevenção.

Há muito que município de Massingir enfrenta o drama de falta de agua potável e, para colmatar o problema, munícipes buscam agua na albufeira tornando-se presas fáceis dos crocodilos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Faltando algumas horas para o fim do ano 2024, há pessoas que procuram por transporte público, na terminal interprovincial da Junta, na cidade de Maputo. Entretanto, os transportadores dizem que o movimento está fraco, comparativamente aos anos passados. 

“Geralmente o dia 31 de todos os anos, não é um dia de muito fluxo para a zona centro e norte. Tem tido fluxo para a zona sul, mas, hoje, o movimento é fraco  (…) nós, geralmente, na quadra festiva, transportamos por aí 18 mil passageiros, mas, neste ano, nem conseguimos transportar nem seis mil pessoas, o que significa que foi um fracasso na nossa actividade de transporte”, explicou o vice-presidente da FEMATRO. 

O vice-presidente avançou que já saíram alguns autocarros para o centro e norte e outros para a zona sul, mas abaixo do desejável. “Este ano, temos a oferta, mas não temos a procura”, disse.

Nos dias 24 e 25 deste mês, indivíduos até aqui desconhecidos saquearam bens num complexo de armazéns, na cidade da Matola, Província de Maputo. No local, famílias têm procurado identificar e recuperar corpos dos seus entes queridos.

De acordo com testemunhas, os indivíduos acederam ao complexo de armazéns por volta das 8 horas e 30 minutos, na véspera do Natal, na cidade da Matola, onde saquearam produtos como combustíveis, de limpeza e alimentares.

Na manhã desta segunda-feira, ainda se via fumo entre os escombros das fábricas vandalizadas, onde também os saqueadores queimaram máquinas, depois de se apoderarem dos bens que pretendiam. Os produtos químicos no complexo de armazéns precipitaram o alastramento das chamas, o que resultou em várias mortes.

 No complexo de armazéns, há vários corpos nos escombros, alguns que estão ainda a ser identificados por familiares e outros impossíveis de ser reconhecidos por estarem carbonizados. Ainda assim, na manhã desta segunda-feira, três corpos foram identificados.

O complexo de armazéns da cidade da Matola empregava mais de duas mil pessoas, que, agora, não se sabe qual será o seu futuro.

A Polícia da República de Moçambique, na província de em Inhambane, adverte que não vai tolerar comportamentos de alteração da ordem, segurança e tranquilidade públicas, durante a festa de transição do ano.

Segundo a rádio pública, Nércia Bata, chefe do Departamento das Relações Públicas no Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Inhambane, afirma que a corporação está em prontidão para repelir qualquer manifestação que vise a perturbação da ordem e tranquilidade públicas.

Nércia Bata apela aos cidadãos para adoptarem comportamento de civismo, de modo a que a festa da passagem do ano seja celebrada num ambiente calmo e ordeiro e reitera que a polícia está munida de meios para reforçar a sua presença em todos os locais susceptíveis à alteração da ordem.

O município de Pemba proibiu a celebração do fim do ano, devido a insegurança e o drama humanitário provocado pelo Ciclone CHIDO.

Segundo o comunicado emitido na ultima sexta feira 27 de Dezembro” O Conselho Municipal da cidade de Pemba informa que ficam cancelados e proibidos eventos, shows, festas, uso de objectos pirotécnicos e fogos de artifício no final do ano 2024″.

A insegurança supostamente provocada pelas manifestações contra os resultados das últimas eleições gerais e a necessidade de solidariedade para com as vítimas do ciclone CHIDO, são apontadas como as principais causas para a proibição da celebração da transição do ano em Pemba.

“A situação de segurança em Pemba não é favorável, a situação para a realização de actividades festivas envolvendo massas não é favorável, que a situação social face ao sofrimento que os  citadinos de Pemba vivem não é favorável”, explica o comunicado do município de Pemba, que pede desculpas aos munícipes pelos transtornos causados.

Refira-se que Cabo Delgado já não celebra a transição de ano com fogos de artifício desde 2019, devido aos ataques terroristas, que até hoje continua a provocar luto e deslocamento da população em quase toda província.

Duas pessoas morreram e outras nove ficaram feridas, na sequência de um acidente de viação ocorrido no sábado, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no posto administrativo de Mapinhane, distrito de Vilankulo, em Inhambane.

Segundo a informação avançada pela Rádio Moçambique, os óbitos ocorreram no local do sinistro, do tipo choque, que envolveu um camião de carga e uma camioneta.

A fonte avança ainda que testemunhas contam que o condutor do camião se pôs em fuga, tendo sido perseguido e obrigado a prestar socorro às vítimas.

A chefe do Departamento de Relações Públicas, no Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Inhambane, Nércia Bata, lamenta o sinistro e renova o apelo para a necessidade de condução prudente, particularmente nesta quadra festiva.

Há dois dias da festa do ano novo, quase todos hotéis e locais de acomodação na praia Bilene estão sem hóspedes. Gestores turísticos falam de grandes prejuízos. Há previsão de centenas de pessoas em risco de desemprego. Em Bilene há ainda falta de combustíveis e especulação de preços dos produtos alimentares de primeira necessidade.

Hotéis e locais de acomodação, restaurantes e ruas, que acolherem turistas nacionais e internacionais, por estas alturas, estão “desertos”. Uma imagem pouco comum da Praia do Bilene, considerada um dos destinos preferenciais para passar a quadra festiva em Gaza.

O gerente do Hotel Bilene, Mário Munhere diz que todas reservas foram canceladas e com exigência de reembolso. A mesma sorte teve o CFM Resort e Platina Hotel. Mas ao todo são mais 85 operadores turísticos afetados.

Operadores de pequenas embarcações, moto-taxistas, vendedores, guias turísticos narram dias nunca antes vividos naquele ponto turístico.

A presidente do pelouro do turismo na CTA em Bilene afirma que o prejuízo é  maior que o registado no contexto da covid-19. Anieta Freitas alertou que se a situação prevalecer, mais 500 trabalhadores podem perder o emprego.

“Na verdade, estamos com cerca de 85 operadores turísticos, que empregam cerca de 1000 pessoas. Actualmente, perdemos cerca 80% da nossa produção. Em termos de cancelamento de reservas estamos a 89%. E tememos o pior cenário. Se nada mudar teremos 50% do pessoal desempregado”.

ESPECULAÇÃO DE PRODUTOS DE ALIMENTARES

Bilene é abastecido a partir da Vila da Macia, com os recentes saques não houve reabastecimento dos produtos alimentares. A pouca quantidade disponível é comprada a preços elevados, No mercado Central. Por exemplo, o óleo, a batata, a farinha e arroz são produtos que registaram aumento entre 800 a 1700 meticais. Há duas semanas, a caixa de tomate era comprada a 800 meticais, hoje, é vendida a 1800 meticais, o mesmo ocorre com óleo de cozinha, antes 550, por cada 5 litros, agora subiu para 850 meticais. O saco de arroz  de 25 quilogramas, antes comprado a 1 335, hoje é comprado a 2500 meticais.

CRISE DE COMBUSTÍVEL 

A escassez de combustíveis líquidos é outro problema no Bilene. Das duas bombas de combustíveis que existem, apenas uma abastece, com stock reduzido de gasolina. Longas filas, mas poucos conseguem abastecer as suas viaturas. A Situação está a gerar agitação e oportunismo.

“Um litro de gasolina é comprado à 200 meticais. As pessoas compram o combustível e depois vendem a preços altos”, disse um utente.

Os operadores turísticos do Bilene estão preocupados com a situação e alertam que muitas empresas do sector poderão encerrar se a paralisação de actividades continuar por conta das manifestações pós-eleitorais.

A ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa, concede tolerância de ponto a todos os trabalhadores e funcionários públicos durante todo o dia 31 de Dezembro, por ocasião dos preparativos para a festa de fim de ano.

O direito não envolve os trabalhadores que exerçam actividades que, pela sua natureza, não possam sofrer interrupção.

 

Este ano, doze pessoas perderam a vida devido à malária, na  Província de Tete. Segundo a rádio pública, os óbitos fazem parte de um cumulativo de mais de 600 mil casos diagnosticados com a doença.

Para o Director Provincial de Saúde, em Tete, o número de óbitos       teve uma tendência decrescente neste período em quarenta por cento em comparação a igual período do ano passado, onde foram registados 20 óbitos.

Alex Bertil, avança a Rádio Moçambique,  explicou que mesmo assim a doença ainda constitui grande preocupação para o sector da Saúde.

”Continuamos a distribuir de forma gratuita redes mosquiteiras a toda  mulher grávida na consulta pré-natal ou na consulta seguinte, caso não tenha recebido na primeira. Estamos a fazer a administração do tratamento intermitente preventivo com FANSIDAR a todas mulheres grávidas a partir da décima terceira semana de gestão, com vista a prevenir a malária“,  disse o Director Provincial de Saúde, em Tete, citado pela RM.

No presente quinquénio, o sector da saúde em Tete realizou duas campanhas onde foram distribuídas mais de um milhão e seiscentas mil redes mosquiteiras. 

Ainda na Província de Tete, as autoridades de saúde promovem campanhas de doação de sangue, para atender os casos urgentes na festa de transição de ano.

Para o efeito, le-se na página online da RM, teve lugar, este domingo, no Hospital Provincial de Tete, uma campanha de doação sob o lema: “Solidariedade pela vida”, organizada pelo Conselho dos Serviços de Representação do Estado e parceiros.

Na ocasião, o Secretário do Estado em Tete, Rolinho Farnela, disse que durante a festa da passagem de ano são reportados vários incidentes que necessitam de transfusão de sangue, daí ser importante abraçar a causa de salvar vidas. 

 

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