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O País – A verdade como notícia

Há fome no distrito de Machaze, na Província de Manica. A última safra agrícola resultou num total fracasso, mas, em contrapartida, quase houve aumento da produção da castanha de cajú e o governo local incentiva a sua venda para aquisição de alimentos.

No distrito de Machaze, o fenómeno El-nino se fez sentir no sector da agricultura familiar. Os camponeses lançaram semente à terra, mas não se colheu quase nada! A administradora do distrito diz haver alternativa para a população se alimentar. É que o distrito registou um recorde na produção da castanha de cajú.

A administradora de Machaze, Joana Guinda, assegura haver compradores para toda castanha de caju produzida este ano.

O distrito de Machaze espera, na presente safra agrícola, trabalhar uma área de 47 mil hectares de diversas culturas, contra 35 mil do ano passado.

Trinta e quatro agentes de segurança privada manifestaram, hoje, defronte da delegação do INAS, em Xai-Xai, para exigirem o pagamento de dois anos de salários em atraso, na sequência colocaram como reféns os funcionários e o delegado da instituição.

Os agentes de segurança privada de duas empresas contratadas pela Delegação Provincial do (INAS) paralisam por completo as actividades da instituição, em Xai-Xai, para reivindicarem o pagamento de dois anos de salários em atraso.

“Desde 2022 que a Delegação Provincial do Instituto Nacional de Acção Social não efectua o pagamento dos salários. Desde estamos a enfrentar cortes de energia e água nas nossas casas. Estamos totalmente agastados com a situação, inúmeras tentativas de conversa, mas não vemos resultado nenhum. Hoje exigimos que nos pague o nosso dinheiro, apenas isso’’, finalizou um dos representantes dos agentes de segurança em greve.

Os grevistas encerraram o acesso à delegacia fazendo reféns os funcionários e o respetivo delegado da instituição. A situação prevaleceu até a saída do País por volta das 15 horas.

“Para hoje, decidimos trancar as portas e manter todos no interior da instituição, até que tenhamos luz verde”, daqui só saímos com dinheiro nas mãos, caso contrário, ninguém entra, nem sai, Está tudo fechado”, explicou outro grevista.

Utentes chegaram logo às primeiras horas para tramitarem os seus processos, todavia, foram repelidos pelo grupo de manifestantes à porta.
“Estou totalmente indignado com a situação, na verdade, vinha tramitar meus documentos, mas, estou impedido de o fazer devido à greve dos trabalhadores”, lamentou uma utente.

O Delegado do INAS em Gaza, Enoque Mate, reconhece as reivindicações dos agentes de segurança, entretanto, diz estar de mãos atadas por falta de dinheiro. Mate avança ainda que os processos de pagamento, até estão preparados, mas aguardam “luz verde” do governo central.

Os agentes da segurança privada assumiram o controlo da delegação provincial do INAS em Xai-Xai e exigem o pagamento dos 24 meses em atraso no prazo de 48 horas.

34 agentes de segurança privada manifestaram, hoje, defronte da delegação do INAS, em Xai-Xai, para exigirem o pagamento de dois anos de salários em atraso, na sequência colocaram reféns os funcionários e o respetivo delegado da instituição.

Os agentes de segurança privada de duas empresas contratadas pela Delegação Provincial do (INAS) paralisaram por completo as actividades da instituição, em Xai-Xai, para reivindicarem o pagamento de dois anos de salários em atraso.

“Desde 2022 que a Delegação Provincial do Instituto Nacional de Acção Social não efectua o pagamento dos salários. Desde estamos a enfrentar cortes de energia e água nas nossas casas. Estamos totalmente agastados com a situação, inúmeras tentativas de conversa, mas não vemos resultado nenhum. Hoje exigimos que nos pague o nosso dinheiro, apenas isso’’, finalizou um dos representantes dos agentes de segurança em greve.

Os “grevistas” encerraram o acesso à delegação fazendo reféns os funcionários e o respetivo delegado da instituição. A situação prevaleceu até a saída do País por volta das 15 horas.

“Para hoje, decidimos trancar as portas e manter todos no interior da instituição, até que tenhamos luz verde”, daqui só saímos com dinheiro nas mãos, caso contrário, ninguém entra, nem sai, Está tudo fechado”, explicou outro grevista.

Utentes chegaram logo às primeiras horas para tramitarem os seus processos, todavia, foram repelidos pelo grupo de manifestantes à porta.

“Estou totalmente indignado com a situação, na verdade, vinha tramitar meus documentos, mas, estou impedido de o fazer devido à greve dos trabalhadores”, lamentou uma utente.

O Delegado do INAS em Gaza, Enoque Mate, reconhece as revindicações dos agentes de segurança, entretanto, diz estar de mãos atadas por falta de dinheiro. Mate avança ainda que os processos de pagamento, até estão preparados, mas aguardam “luz verde” do governo central.

Os agentes da segurança privada assumiram o controlo da delegação provincial do INAS em Xai-Xai e exigem pagamento dos 24 meses em atraso no prazo de 48 horas.

O Município da Matola está a fazer uma reabilitação de raiz na avenida 5 de Fevereiro, na Matola 700. No terreno, as máquinas já roncam e o troço já foi vedado ao trânsito de viaturas.

As obras de reabilitação desta via, já há muito era esperada pelos munícipes da Matola até porque, quando chove, transitar por aqui é quase impossível.

Era aos solavancos em que as viaturas passavam e vezes sem conta problemas mecânicos eram as queixas dos automobilistas, que tinham o estado da via como a causa dos problemas.

Jorge Francisco, condutor disse ao “O País” que as obras são bem-vindas, mas frisou que é preciso ter atenção às chuvas.

“É importante reabrirem os ribeiros, que é para água ter passagem. Enquanto não reabrirem os ribeiros não haverá solução, pois assim que chover a água não terá para onde ir e isso vai acelerar a degradação da estrada e terão sempre que reabilitar”.

Já Mário Mondlane, acredita que a estrada reabilitada vai melhorar a transitabilidade e a suspensão dos carros já não será vítima, como vinha sendo.

Por um lado, na Matola 700, os munícipes celebram, mas por outro, na Avenida das Indústrias as lamentações continuam. É que a estrada degradada revolta quem por ali conduz. Os munícipes exigem soluções urgentes.

Luís Dodlas, conhece bem o problema e desabafa. “Praticamente todos os dias temos que fazer manutenção nas viaturas. Agora estou aqui com os mecânicos a reparar o carro, porque partiu-se uma peça, então os gastos são eminentes, quase sempre temos que reparar os carros”.

Outro problema que inquieta os automobilistas é que nesta avenida o troço com problemas é curto e a inspecção do carro que vezes sem conta é exigida pela polícia, de carros que circulam em estradas sem condições.

Há obras públicas, cujo prazo de conclusão está comprometido por conta das manifestações. A informação é revelada pela Federação Moçambicana de Empreiteiros, que fala de possível revisão do orçamento em alguns projectos.

As manifestações deram trégua, mas os seus impactos se fazem sentir nas obras públicas, ainda em curso nas cidades de Maputo e Matola.

“Temos obras que não estão a acontecer a todo o vapor porque as manifestações têm inviabilizado o desenvolvimento das actividades das empresas de construção e nós entendemos que se isso continuar, as empresas vão ter um desfecho negativo no final do ano”, revelou Bento Machaíla, presidente da Federação Moçambicana de Empreiteiros.

E isto vai implicar, segundo a Federação Moçambicana de Empreiteiros, o reajuste do orçamento de alguns projectos.

“O que vai acontecer é que as empresas se projectaram para executar a obra num determinado e a extensão acaba influenciando no orçamento, mas é uma questão de as empresas encontrarem uma forma de negociarem com as entidades contratantes. Contudo, era preciso perceber que os empreiteiros estão a ser forçados a esta situação. Não é normal. É preciso que haja entendimento, também, da parte das entidades contratantes para haver uma margem de negociação, primeiro, em relação aos prazos e a negociação do preço da obra”, referiu Bento Machaíla.

Às manifestações junta-se a época chuvosa que, não poucas vezes, compromete a execução de obras dentro dos prazos previstos.

O Relatórios sobre Feminicídio em 2023 mostra que, todos os dias, 140 mulheres e meninas são mortas por seus parceiros íntimos ou familiares. O dado representa 60% dos 85 mil assassinatos intencionais sofridos pela população feminina, durante o ano de 2023, segundo o relatório da ONU. 

Segundo o relatório, publicado a 25 de Novembro, dia internacional para a eliminação da violência contra as mulheres, 51 100 mulheres foram mortas por um parceiro íntimo ou um outro membro da família, no ano passado.

Em 2023, África teve o maior número de assassinatos de mulheres, por razões ligadas ao género, com um número de 21, 7 mil mulheres, seguido pela Ásia com um número de 18, 5 mil  mulheres assassinadas.

Na Europa e nas Américas, a maioria das mulheres mortas na esfera doméstica foi vítima de companheiros íntimos, com 64% e 58%, respectivamente. Em outras regiões os familiares foram os principais perpetradores.

Na França, África do Sul e Colômbia um percentual significativo de mulheres mortas por parceiros íntimos já havia relatado alguma forma de violência física, sexual ou psicológica.

Há crise de água em Machaze, na província de Manica. A população de alguns povoados percorre mais de 15 quilómetros à procura do precioso líquido, submetendo-se a riscos de ataques por crocodilos e hipótamos nos rios. O Governo de Moçambique está ciente do problema e já começou a construir fontes de abastecimento de água.

No distrito de Machaze é luxo ter uma bicicleta em casa. É o principal meio de transporte que os homens, as mulheres e as crianças usam para buscar água, que muitas vezes encontram em rios bem distantes das suas residências. Joyce Faduco, diariamente, percorre cerca de 15 quilómetros em busca de água para o consumo e higiene pessoal.

As regiões de Mavende e Matuca eram as mais críticas. Ali, entretanto, a Governadora de Manica inagurou dois sistemas de abastecimento de água com capacidade de 30 mil litros cada, com espaços para lavandaria e bebedouros de animais.

Para a população, ter água em Mavende e Matuca é realização de um sonho.

Os sistemas de abastecimento de água em Machaze foram financiados pelo Gabinete de reconstrução pós-ciclones, GREPOC num investimento de pouco mais de 20 milhões de meticais.

Há cerca de um mês que o Município de Maputo não recolhe o lixo, em alguns bairros suburbanos da cidade de Maputo. Os munícipes queixam-se do cheiro nauseabundo, moscas e mosquitos, que surgem devido ao acúmulo de resíduos sólidos.

Maxaquene, Mavalane, Chamanculo e tantos outros bairros têm, nos últimos dias, algo em comum: o lixo e a imundice em abundância.

O cenário se assiste um pouco por toda a cidade de Maputo, sobretudo nos bairros suburbanos. Muito lixo amontoado, o que significa que há algumas semanas que o lixo não é removido. Quem por lá passa é quase impossível não tapar o nariz devido ao forte cheiro nauseabundo que é exalado pelo lixo.

Para além do cheiro, as moscas que pousam nos resíduos, depois dividem-se entre as salas de aula da Escola Primária de Maguiguana, no bairro de Maxaquene e as casas das famílias que têm o lixo como montra.

“Pedimos que retirem este lixo. Bloqueia a entrada da escola, do outro lado ocupou (o lixo) uma parte do quintal de um senhor, o alfaiate. Nos quintais, não conseguimos ficar, por causa das moscas. A cólera pode partir deste lixo. E se chover, como será? As moscas pousam na comida, obrigando-nos a despejar, para evitar doenças. Por isso, pedimos ajuda. As crianças costumam brincar nesse lixo, depois, sem lavar as mãos, comem alguma coisa, com risco de adoecer”, Leonora Tembe.

Os munícipes dizem que o lixo não é recolhido há mais de um mês. O mesmo ocorre em frente aos armazéns do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, em Maxaquene.

Lúcia Cumbe desabafou: “não dormimos por causa dos mosquitos. Duas residências são directamente afectadas. Mesmo o vizinho só comercializa produtos por ser seu negócio. Não sabemos o que está a acontecer. Já vieram várias vezes, mas só observaram e vão embora”.

A idosa, Caldina Malumane, disse, “quando tomamos pequeno-almoço temos que acender dragão (repelente), no jantar, fazemos a mesma coisa. Mesmo nos nossos quartos dependemos do repelente. Não é possível passar qualquer refeição sem acender o repelente, devido a quantidade de moscas. Aqui, transformou-se em lixeira”.

Outro lugar que se parece com uma lixeira localiza-se nas proximidades do campo de Zixaxa, no bairro Chamanculo, mas uma lixeira diferente. Por lá, apesar de o lixo estar amontoado e fora dos contentores, há uma aparente organização o que significa que foi organizado para ser transportado para a Lixeira de Hulene. Agora, o que preocupa é que só o lixo organizado é recolhido e o do chão mantém-se.

No Terminal Rodoviário da Junta, por exemplo, os contentores estão praticamente vazios e os munícipes contam que tal se deve ao facto de a edilidade recolher apenas o lixo colocado no interior do contentor.

“E nós estamos a passar mal de moscas, esse lixo aqui provoca moscas que entram nas nossas casas como somos vizinhos daqui. Temos que amarrar água nos plastiquinhos para afugentar as moscas.

Sem gravar entrevista, os responsáveis pelo transporte do lixo dizem não estar a tirar o lixo do chão para os contentores devido à falta de pagamento de subsídios, já há cinco meses.

Enquanto não se recolhe o lixo em alguns pontos do Município de Maputo a solução encontrada pelos munícipes é queimá-lo.

Arrancaram, hoje, em todo o país, os exames finais do ensino primário. Mais de oitocentos mil alunos serão submetidos às avaliações. Na Cidade de Maputo, o processo começou sem sobressaltos e todos os professores estiveram presentes. 

Vestidos de uniforme azul, olhos bem fixos na folha de papel, os alunos do ensino primário reforçam a sua concentração nos exames finais que arrancaram esta segunda-feira, sob vigilância redobrada dos professores. 

Na Cidade de Maputo, o processo arrancou sem sobressaltos. “Até ao momento, o processo está a decorrer sem nenhum sobressalto. Estão cá todos os alunos. Só faltaram três. Os professores estão todos presentes. Está tudo a decorrer normalmente”, disse Amílcar Bata, director da Escola Primária Completa Unidade 10.  

A Associação Nacional dos Professores de Moçambique, ANAPRO, tinha ameaçado boicotar os exames finais para exigir o pagamento de horas extras, mas na capital do país, os docentes estiveram presentes. 

“Graças a Deus, os professores previstos para esta actividade estão todos aqui (na escola) tanto que, no segundo exame, uma parte deles está a corrigir o primeiro exame e a outra a vigiar a segunda avaliação”, asseguro Rabeca Muchuane, directora da Escola Primária Completa Avenida das FPLM. 

Caso ocorram manifestações violentas no decurso dos exames, as escolas dizem ter um plano B. “Estamos preparados para trabalhar. Pontualmente às 06 horas, os alunos estão aqui (na escola). Reunimos com os encarregados para criarmos essas condições para não haver nenhum problema. Estaremos aqui”, afirmou Alzira Basílio, directora da Escola Primária Completa Unidade 18, na capital do país. 

Em todo o país, serão submetidos aos exames finais 1.560.000 alunos do ensino geral, dos quais quase 878 mil são do nível primário e cerca de 682 mil do secundário. 

Os exames decorrem entre os dias 25 de Novembro e 13 de Dezembro de 2024. Esta semana, são avaliados os alunos do primário e, na próxima, do secundário.

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