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O País – A verdade como notícia

Há previsão de chuvas moderadas a fortes, acompanhadas de trovoadas severas e ventos com rajadas, a partir do fim do desta quarta-feira em todas as províncias do Sul do país.

Para a província de Maputo, o alerta vai para os distritos de Matutuine, Namaacha, Boane, Moamba, Magude, Manhiça, Marracuene e cidades de Maputo e Matola.

Em Gaza, serão afectados os distritos de Massingir, Chókwe, Chonguene, Bilene, Limpopo, Mandlakazi, Chicualacuala, Mapai, Massangena, Mabalane, Chigubo, Chibuto , Guijá, Chongoene e cidade de Xai-Xai.

Já em Inhambane, espera-se que  Zavala, Inharrime, Panda, Funhalouro

e Mabote sejam as regiões mais afectadas da província.

O anúncio das chuvas é feito num contexto em que as províncias de Maputo, Gaza e Inhambane estão a registar temperaturas elevadas, em alguns dias chegando perto dos 40 graus celsius.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou, esta segunda-feira, o Hospital Distrital de Matutuíne, na Província de Maputo, erguido no âmbito da iniciativa presidencial “Um Distrito, Um Hospital Distrital”.

Durante a sessão de inauguração, Filipe Nyusi disse que a iniciativa tem como propósito a aceleração da implantação de unidades distritais bem como o seu devido equipamento. O Presidente da República destacou que o Governo tem aproximado os serviços e cuidado de saúde das pessoas, em todo o país, sobretudo na zona rural.

“Um Distrito, Um Hospital Distrital” é uma das apostas mais ambiciosas do Governo, disse o Presidente da República, num contexto econômico não favorável com escassez de recursos.

O Hospital Distrital de Matutuíne conta, entre vários serviços, com serviços de especialidade de urgências, bloco operatórios, enfermarias, banco de sangue, atendimento externo, farmácia, estomatologia, laboratório e maternidade.

Com a construção da unidade sanitária em Matutuíne, a Provincia de Maputo passa a contar com 122 unidades sanitárias, dos quais 117 centros de saude, o que representa um crescimento de 15%.

Sete pessoas morreram por afogamento, durante a quadra festiva, no país. Os casos deram-se nas províncias de Nampula, Cabo Delgado, Sofala, Gaza e Maputo. O Instituto Nacional do Mar fiscalizou, no período de 25 de Dezembro de 2024 a 5 de Janeiro deste ano, um total de 71 praias.

As praias foram um dos destinos escolhidos por várias pessoas para passarem as festas e para o momento de lazer. Mais uma vez e como tem acontecido nos outros anos, registaram-se alguns incidentes. De acordo com os dados do Instituto Nacional do Mar tornados públicos, esta segunda-feira, houve mortes por afogamentos e outros acidentes marítimos.

Para fazer face à quadra festiva, o INAMAR destacou equipas para um total de 71 praias para fiscalizar e garantir a segurança marítima. 

O número de mortes por afogamento reduziu em um caso em relação ao igual período de 2023, em que foram registados oito casos.

Depois de ter registado enchentes durante o fim-de-semana, na manhã desta segunda-feira, o cenário é completamente diferente. Já não são os banhistas que inundam a praia, mas o lixo por eles deixado. Munícipes queixam da quantidade de lixo e culpam os banhistas por não fazerem uso dos contentores. 

Garrafas, plásticos e até restos de comida é o que se vê, na manhã de hoje, na Praia da Costa do Sol, depois de, devido às altas temperaturas do fim-de-semana, ter registado um forte fluxo de pessoas.

Letícia Adélia, munícipe, reclama que os banhistas não fazem uso dos contentores de lixo espalhados pela praia, mas preferem deitar o lixo no chão. “Está muito mal mesmo, a praia está mesmo suja. Nós todos, depois de usar as garrafas e os take away, que estão espalhados aqui no chão, devíamos usar os contentores. Nós que estamos a vir a praia é que à deixamos suja”.

Inês João, outra visitante da praia, recomendou que fosse feita uma campanha de limpeza, para melhorar a imagem do local. “Por mim, devíamos fazer uma limpeza geral, para preservar a praia, porque nós não conhecemos a praia assim”.

Desde que passou o Ciclone Chido, em Cabo Delgado, a população da vila sede de Mecufii ainda ao recebeu ajuda humanitária, e, actualmente, maior parte das famílias continua ao relento e com fome. As vítimas do ciclone precisam um pouco de tudo, mas pedem socorro com pelo menos lonas para se esconder do sol, do frio e da chuva.

A vila sede de Mecufi foi a zona mais afectada pelo Ciclone Chido, ao nível da província de Cabo Delgado, mas, até hoje, quase 20 dias depois do fenómeno natural, a população ainda não teve ajuda humanitária. Por isso mesmo, a maior parte da população continua a viver ao relento e sem comida.

“Eu durmo aqui mesmo. As crianças ficam nesta barraca que construímos e os adultos passam as noites aqui fora. São seis crianças que dormem nesta cama. A casa, as (outras) camas e todas as coisas desapareceram” disse Tabia Ussene, Residente da vila de Mecufi.

Além de Tabia Ussene, Eusébio Rachide e a sua família fazem parte de milhares de vítimas do Ciclone Chido que, na vila sede Mecufi, ainda não receberam ajuda, desde que perderam as casas e quase tudo que tinham.

“Nem lona, nem comida, nem uma ajuda tivemos, pelo menos até agora. A lista dos afectados pelo ciclone já foi feita há muito tempo para receber ajuda, mas até agora nada. Apenas vimos viaturas a passarem com coisas para outras comunidades. Quase todos já receberam, mas aqui, na vila-sede de Mecufi, até agora nada de ajuda, lamentou Eusébio Rachide.

A situação humanitária das vítimas do Ciclone Chido, na vila de Mecufi, é considerada dramática e, até ao momento, apenas o governo e alguns funcionários ao serviço do Estado receberam ajuda.

“Nós aqui, de Mecufi, só estamos a ver os apoios a passarem e a serem distribuídos em outras comunidades. Estamos a pedir ajuda ao Governo, porque já não suportamos o sofrimento”, acrescentou.

Quando este jornal visitou Mecufi, o administrador do distrito estava ausente e incomunicável por via telefone, e o Instituto Nacional de Gestão de Risco e Desastres não estava disponível para explicar sobre a falta de ajuda humanitária na vila de Mecufi.

Uma nova actividade de taxi está a ganhar vigor na Cidade de Quelimane, Província da Zambézia, depois dos vulgo táxis de bicicletas, a urbe tem acompanhado a evolução da actividade. Os operadores dizem que há muitos desafios desde escassez de combustíveis, preços de transportes, entre outros. 

Depois dos táxis de bicicleta, as motorizados começam a ganhar terreno na cidade de Quelimane e fazem rotas mais longas, como Quelimane Namuinho e Zalala. Percurso de 10 a 30 quilómetros. 

Marcelo é jovem taxista de motorizada, diz que a actividade depera-se com grandes desafios: fraco movimento e escassez de combustível por conta das manifestações. Incrementar o preço de 25 para 35 meticais por pessoa é uma das intenções dos taxistas e explica-se. 

Associação dos motociclos da Zambézia diz que reconhece as preocupações dos operadores.  

A associação dos motociclos da Zambézia está a massificar o processo de entrada de membros na agremiação, para que haja controlo dos taxistas e assim evitar cenários de criminalidade na urbe. 

 

Já arrancaram as obras de reabilitação da via que liga a Estrada Nacional Número Um (EN1) e a Cidade de Vilankulo, na Província de Inhambane. Os automobilistas mostram-se preocupados com a qualidade da obra, uma vez que está a ser feito o tapamento de buracos, numa estrada bastante esburacada

Uma placa colocada ao longo da EN240 indica que há obras em curso. Trata-se, na verdade, das obras de reabilitação da via que liga a EN1 e a Cidade de Vilankulo, que há muito está degradada. Entretanto, o processo de tapamento de buracos que está em curso, neste momento, preocupa os automobilistas.

O responsável da obra esclareceu que esta é apenas a primeira fase da obra e explicou o que está a ser feito, ou seja, ainda este mês, as obras vão ganhar mais forma, com a finalização dos desvios que serão usados pelos automobilistas, enquanto as obras correm ao longo da estrada.

Recorde-se que a reabilitação da EN240 vai custar mais de 200 milhões de meticais e as obras deverão ocorrer em nove meses.

 

Foram adiados os exames de admissão à Universidade Eduardo Mondlane, UniLúrio e UniZambeze. O adiamento deve-se à realização dos exames especiais que só serão realizados de 20 a 24 deste Janeiro. 

Devereiam ser os últimos acertos de Charlene Benzane, para realizar  exames de admissão à Eduardo Mondlane, já na segunda-feira. Entretanto, terá de esperar por outras datas, que por agora são incertas. 

Esta é a primeira vez que a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) adia a realização de exames de Admissão,  antes previstos para 07 a 10 de Janeiro. Para alguns candidatos, o adiamento é um constragimento. Para outros, o adiamento é oportuno porque permite melhor preparação. 

A realização de exames especiais, pelos alunos da décima segunda classe, só entre os dias 20 a 24 de Janeiro, está na origem do adiamento, segundo explica a chefe do departamento de Admissão à Universidade da UEM, Isabel Guiamba. 

Enquanto não se realizam os exames, os dias serão reservados para aprimorar as matérias e conhecer as salas. 

As novas datas para a realização dos exames de admissão serão anunciadas nos próximos dias. 

Aos exames de Admissão à Universidade Eduardo Mondlane,  UniLúrio e Unizambeze estão inscritos mais de 34 mil candidatos.

 

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