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O País – A verdade como notícia

O ministro do Interior diz que a polícia deve envolver  mais a comunidade no combate ao crime de raptos. Paulo Chachine criticou as práticas de corrupção, nepotismo e burocracia no Ministério do Interior.

Paulo Chachine foi, esta quarta-feira, apresentado ao efectivo do sector que dirige. No seu primeiro discurso público, o ministro do Interior criticou problemas como corrupção, nepotismo e  burocracia desnecessária.

Chachine diz que a polícia deve aprender a trabalhar em harmonia com a população, até porque o combate a crimes graves como raptos depende da colaboração do cidadão.

No fim do discurso de ocasião, Chachine foi interpelado pela imprensa para responder a algumas perguntas sobre a estratégia de combate aos raptos.

Profissionais do hospital Rural de Chicumbane, no distrito de Limpopo, em Gaza, paralisaram actividades para exigir o pagamento do décimo terceiro salário. O Grupo diz que só volta ao trabalho com reposição dos seus direitos. 

Os gritos de revolta e insatisfação fizeram-se ouvir, na manhã desta quarta-feira, na entrada do hospital Rural de Chicumbane, no distrito de Limpopo, em Gaza.

É que mais de 70 profissionais de saúde, entre técnicos e enfermeiros, serventes e motoristas decidiram paralisar as suas actividades e exigir o pagamento do décimo terceiro salário. 

Com profissionais de saúde em greve, muitos doentes que buscavam por atendimento, no hospital rural de Chicumbane, tiveram de esperar por mais de três horas, para serem atendidos. 

Carlos Cuna, por exemplo, está há dois “a madrugar” para o hospital, na esperança de ser atendido e receber os medicamentos. 

Os manifestantes dizem que não vão prestar nenhum serviço, até que a sua reclamação seja atendida 

A direção do hospital Rural de Chicumbane assegura a prestação de serviços mínimos.

Dois armazéns do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres, contendo produtos alimentares destinados às vítimas do fenômeno El-Niño, foram vandalizados e por populares no distrito de Mutarara, em Tete.

Ao todo, são 52 toneladas de produtos diversos que foram saqueados pela população. O Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres refere que os produtos roubados eram destinados a mais de duas mil famílias afectadas pelo fenômeno El Niño e explica que a acção foi motivada pela inexistência de alguns nomes durante os critérios de selecção para distribuição de alimentos.

A delegada provincial do INGD, explica também, que devido à vandalização do armazém e roubo de produtos,  cerca de 450 famílias afectadas pelo fenómeno ficaram sem assistência alimentar naquele distrito.

Refira-se que, das 17 mil famílias afectadas pelo fenômeno El Niño na província de Tete, apenas 9 mil famílias tiveram assistência alimentar.

Segundo dados do Centro de Contraterrorismo da União Africana, o continente africano registou 13,9 mil vítimas de terrorismo, em mais de três mil ataques. a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, fez referência  a Moçambique como  uma das nações que registam altos níveis de violência por ataques terroristas. 

As Nações Unidas expressaram preocupação com a propagação do terrorismo na África e com a necessidade de abordar as suas causas profundas. O Centro de Contraterrorismo da União Africana documentou mais de 3,4 mil ataques terroristas e 13,9 mil vítimas civis entre janeiro e setembro do ano passado.

Amina Mohammed disse que em outras partes de África, grupos terroristas como o Al-Shabaab, na Somália, as Forças Democráticas Aliadas, na República Democrática do Congo e o Ahlu Sunna Wal Jama, em Moçambique, continuam a desencadear  uma “violência horrível”.

“Estes grupos não apenas aterrorizam comunidades, mas também realizam atos inexprimíveis de violência sexual e de gênero, agredindo crianças e recrutando-as à força para suas fileiras”, disse.

Amina Mohammed advertiu que, sem qualquer acção, “o risco de perder a actual geração para os horrores do terrorismo é real. Esses jovens estão na iminência de ter o futuro roubado antes mesmo de terem a chance de o começar”.

No discurso, ela advertiu ainda para o impacto de actos terroristas sobre as mulheres e famílias exploradas e brutalizadas pela violência sexual e de género, incluindo casamentos forçados e sequestros. Esta situação causa traumas profundos que reverberam por comunidades inteiras.

A subsecretária-geral alertou para a complexidade da ameaça terrorista à medida que o tipo de atos evolui. A sugestão aos países é que sigam vigilantes à natureza do terrorismo em constante mudança e repensem continuamente nas soluções.

O ministro da Saúde diz que é falta de ética os profissionais de saúde pararem de trabalhar para reivindicar seus direitos. Ussen Isse explica que o Governo tem conhecimento dos problemas existentes, está a trabalhar para os resolver e por isso, pede paciência. 

As greves no sector da saúde, que iniciaram esta segunda-feira, chamaram atenção do novo ministro, que reconhece a existência de problemas no sector, mas afirma que parar de atender pacientes não deve ser caminho para resolver o problema. O dirigente diz que não é falta de vontade do Governo resolver os problemas, mas neste momento, não há condições.  

Ainda assim, diz que o executivo está a trabalhar na busca de soluções e por isso, apela à calma e paciência. 

Ussene Isse falava esta terça-feira durante uma visita de trabalho ao Hospital Provincial de Lichinga. 

Cerca de quatro meses após a sua inauguração, a ponte sobre o rio Revúbuè apresenta algumas anomalias nas bordas da laje usadas para suportar os contrapisos na infraestrutura. 

A nova ponte sobre o rio Revúbuè, inaugurada a 03 de Outubro do ano passado pelo então presidente da república Filipe Nyusi, veio substituir a antiga que desabou em 2022 devido à tempestade Ana.

O delegado provincial da Administração Nacional de Estradas, diz conhecer o problema, mas assegura que tal situação não representa perigo, muito menos afecta a estrutura da ponte.  

Victor Maicolo, garante que o empreiteiro responsável pela obra, já está a mobilizar material para substituição dos elementos danificados.

Arrancou, hoje, em Inhambane, o julgamento dos dois agentes da PRM acusados de tráfico de drogas. Os agentes foram detidos em flagrante quando tentavam vender droga desviada numa operação de apreensão no distrito de Inhassoro.

Trata-se de um agente afecto ao Comando Provincial da PRM em Inhambane e outro  afecto ao Comando Distrital  de Inhassoro.

Os mesmos foram flagrados por agentes do SERNIC, na posse de drogas que tentavam vender a um cidadão de nacionalidade nigeriana. Na altura da detenção, foram encontradas mensagens telefónicas enviadas entre os dois agentes, através das quais coordenavam a venda da droga a 160 mil meticais cada quilo da mesma.

Depois de acertar o preço da droga, os dois agentes encontraram-se com o comprador, um cidadão de nacionalidade nigeriana, no cruzamento de Inhassoro, local onde estava escondida a droga 

Os dois agentes respondem agora na justiça e são acusados pelo cometimento dos crimes de tráfico de drogas e outras actividades ilícitas, utilização indevida material ou precursores de droga e associação criminosa para o tráfico.

Diante e do tribunal, os agentes aceitaram que desviaram droga que tinha sido apreendida, mas dizem que foi tudo uma armadilha montada para os prejudicar e dizem que foram induzidos a seguir aquele caminho.

Os arguidos dizem ainda que não pertencem a nenhuma rede de venda de drogas e que nem sequer conheciam o comprador final da referida droga.

O Município de Maputo está à procura de um parceiro para o encerramento da Lixeira de Hulene e exploração de gás, no local.  Entretanto, a edilidade, diz que a lixeira só poderá ser encerrada após conclusão do aterro de Katembe, prevista para 2027. 

É mais um capítulo que se abre, no processo para o encerramento da lixeira de Hulene. A intenção é garantir, em simultâneo, o encerramento e a exploração do gás. Mas, também, garantir  aproveitamento de resíduos sólidos. As empresas deverão demonstrar interesse até 17 de Abril, próximo. 

O encerramento da lixeira está estimado entre 9 a 12 milhões de dólares. 

Degradação acentuada e ruas esburacadas é o cenário que melhor descreve o bairro Hulene “B”, na cidade de Maputo, onde os moradores próximo a zona da feira temem o desaparecimento das suas residências.

O cenário não é de hoje, residentes falam de uma degradação de há anos, mas que vem a piorar devido a ocorrência de chuvas fortes, nos últimos dias. As águas que descem pela rua da beira, a principal via que liga os bairros de Hulene a Julius Nyerere, provocam crateras e escavações ao redor das residências.

No local, pode-se ver escavações que chegam até cinco metros de profundidade, uma ameaça à vida e à saúde públicas. Os relatos de quem habita nas proximidades são de muita lamentação.

“Este cenário não é novo, isto já tem anos e a cada ano que passa o nível de gravidade vai subindo. Por exemplo, por aqui onde estamos parados era uma estrada alcatroada que ligava Hulene B e a célula A, mas aos poucos foi sendo degradada pelas águas da chuva que vão descendo e sem direção”, conta Aurélio Sitoe, morador do bairro.

Com as crateras criadas ao longo das pequenas valas, as águas misturam-se com a areia que, por sua vez, força as vedações das residências. Há 100 metros da feira de Hulene, a nossa reportagem conheceu um conjunto de residências, soterradas, afundadas e posteriormente abandonadas.

Uma outra fonte disse ao O PAÍS que “alguns moradores com carros, são obrigados a construir pequenas pontecas,. com o seu próprio material a fim de buscar saídas para o problema que parece não ter soluções, por enquanto”.

Hulene não é o único bairro com o cenário de erosão, Magoanine, Laulane são outros pontos que ostentam crateras criadas pela força da natureza e em algum momento provocados pelo homem.

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