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O País – A verdade como notícia

O governador da Zambézia, Pio Matos, condena a violência ocorrida em Morrumbala, que culminou com a decapitação de um militar na reserva. Já o edil de Quelimane, Manuel de Araújo, culpa a Polícia da República de Moçambique pelo ocorrido. 

A celebração do dia dos heróis moçambicanos é antecedido por uma violência bárbara, no distrito de Morrumbala. É que um militar na reserva foi decapitado e a sua cabeça foi deixada num espaço público.

O governador de Zambézia reagiu, esta segunda-feira, ao crime. “Ainda ontem assistíamos em Morrumbala um acto bárbaro, bastante nojento, um acto desumano, que não tem explicação (…) Porquê decapitar uma pessoas, que nada de mal fez. Estava na sua casa tranquilo. Porque nos matamos entre nós, a vida só pertence a Deus e mais ninguém, ninguém pode tirar a vida do outro”, disse. 

Manuel de Araújo, por sua vez, solicitou que o governador mandasse parar a perseguição contra moçambicanos, naquele ponto do país. 

“Mas ele tem que dar o primeiro passo, informado ao Comandante-Geral da Polícia para deixar de perseguir os moçambicanos (…) Tem havido caça ao homem nesta província, e é a Polícia da República de Moçambique, é o SERNIC, que tem estado a caçar jovens e mulheres  e o povo que não tem protecção do Estado acaba protegendo-se a si próprio”, disse o Edil de Quelimane. 

De forma geral, o dia 3 de Fevereiro decorreu de forma tranquila, na cidade de Quelimane.

Moçambique poderá ser afectado pela Tempestade Tropical Moderada “FAIDA” a partir do dia 5 de Fevereiro, alerta o Instituto Nacional de Meteorologia, em comunicado.

Na referida data, o fenómeno irá entrar no Canal de Moçambique e mover-se em direcção à zona costeira do país. Neste momento, encontra-se em Madagáscar, tendo evoluído de Depressão Tropical para Tempestade Tropical Moderada.

Devido à previsão de mau tempo, o INAM apela à população para que continue a acompanhar a informação meteorológica e os avisos difundidos pelas autoridades nacionais competentes.

Homens supostamente conhecidos por Naparamas degolaram um militar na reserva na vila sede distrital de Morrumbala, na manhã deste domingo. Pela manhã Morrumbala estava sob fogo cruzado entre a polícia e os homens armados. A polícia confirma a ocorrência. 

Depois de cortarem a cabeça, pegaram-na e foram deixar num poste de energia, nas proximidades de um banco comercial.

A situação estava incontrolável, com a Polícia e os homens armados a trocarem tiros. 

Morrumbala está a registar incursões violentas que até já levou mais de sete mil pessoas a abandonar  o distrito para procurar refúgio no vizinho Malawi. 

O Presidente da República,  Daniel Chapo, dirige, na manhã desta segunda-feira, na Cidade de Maputo, as cerimónias centrais  alusivas ao Dia dos Heróis Moçambicanos. 

O acto, que consistirá na deposição de uma coroa de flores, contará com a presença dos titulares dos órgãos de soberania, Forças de Defesa e Segurança, membros do governo, corpo diplomático acreditado em Moçambique, combatentes da luta de libertação nacional e de outros seguimentos da sociedade.

O evento, que marca igualmente a passagem do 56º Aniversário  da morte de Eduardo Chivambo Mondlane, arquitecto da  Unidade Nacional, terá lugar na Praça dos Heróis Moçambicanos. 

Em Manica, empresários sugerem ao Governo medidas de recuperação económica pós-protestos eleitorais. Entre as medidas consta a isenção do IRPC no exercício de 2024 e perdão do IVA durante o período das vandalizações.

A Associação Nacional dos Jovens Empresários em Manica juntou na mesma sala os seus membros para desenharem estratégias para sair da crise financeira motivada pelos protestos violentos.

Em Manica, os protestos violentos afectaram pouco mais de dois mil empresários, destes mais de 160 viram suas lojas e armazéns vandalizados.

A Polícia diz estar a trabalhar para resgatar o empresário raptado no sábado, na avenida Karl Marx, no centro da capital do país.

“A Polícia da República de Moçambique trabalha para a localização e resgate da vítima e queremos apelar a qualquer cidadão que tenha alguma informação para colaborar na localização e esclarecimento deste caso”, disse à Lusa a porta-voz da PRM na cidade de Maputo, Marta Pereira.

O rapto do cidadão de 52 anos de idade ocorreu por volta das 15:00, na avenida Karl Marx.

A polícia esclarece que a vítima não é o proprietário do Bazar Central, como tinha sido avançado à comunicação social por diferentes fontes no terreno no sábado, mas sim um familiar do empresário de ascendência asiática.

Segundo as autoridades moçambicanas, populares nas proximidades do local do rapto teriam arremessado pedras para a viatura dos raptores, na tentativa de travar o rapto, tendo atingido o vidro lateral esquerdo do carro, após disparos efectuados pelos raptores.

Há crise de alimentos para os doentes internados no Hospital Central de Nampula. Há dias em que só é servida uma refeição. Entretanto, o administrador daquele hospital diz que são garantidas refeições equilibradas, de acordo com as recomendações dos nutricionistas.

O nosso jornal visitou uma das enfermarias de adultos no exacto momento em que era servida a refeição da tarde para os doentes internados e alguns acompanhantes. Arroz e peixe era o prato do dia. Mas, na enfermaria de pediatria, por exemplo, a comida nem sequer chegou para todos os acompanhantes dos doentes internados. 

A situação arrasta-se há meses e é de conhecimento do Governo central. Aliás, depois da última sessão do Conselho de Ministros, questionamos o porta-voz do governo que reconheceu o problema.

Um total de 88 escolas vão permanecer encerradas, nestes primeiros dias do ano lectivo 2025, devido ao terrorismo, em Cabo Delgado.

Trata-se de escolas localizadas em algumas comunidades dos distritos Mocímboa da Praia, Macomia, Ancuabe, Quissanga, Ibo e Meluco, que vão continuar encerradas no ano lectivo que abriu, esta sexta-feira, à escala nacional.

A informação foi avançada pelo Governador de Cabo Delgado, citado pela Rádio Moçambique, na cerimónia de abertura do ano lectivo.

Há pacientes em Muawasse, no distrito de Limpopo, obrigados a percorrer mais de 15 quilómetros à procura de um centro de saúde próximo. Entretanto, na mesma comunidade há um centro de saúde por inaugurar há 2 anos.

Pacientes na comunidade de Muawasse são obrigados a  percorrer  longas distâncias à procura de um centro de saúde, no distrito de Limpopo, na província de Gaza. O facto é que na mesma localidade há um centro de saúde concluído há anos.

Moisés Francisco está doente e há quatro  sem  atendimento médico. Debilitado pela doença e sem condições financeiras  para cobrir a despesa de transporte optou por ficar em casa por medo de registar agravamento a caminho do centro de saúde que dista aproximadamente 15 quilómetros da sua residência.

O cansaço não só para os doentes, mas também para quem ajuda nos tratamentos com a companhia. João Alberto diz que doente registou piora no seu estado após caminhar longas horas por falta de transporte na estrada que liga a comunidade à Estrada Nacional Um.

Há mais queixas da comunidade de Muawasse. Revoltada a população decidiu  invadir, nesta sexta-feira, as instalações do centro de saúde para exigir esclarecimento sobre a demora na  inauguração do empreendimento.A invasão ao centro de saúde começou por volta das 16 horas prolongou-se até por volta das 17 horas e gerou agitação no seio da comunidade

A diretora de saúde, Mulassua Simango reagiu ao assunto. A directora provincial  de saúde garantiu  que o centro que infraestrutura será inaugurado  até finais de Junho do ano em curso.

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