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O País – A verdade como notícia

Já arrancaram as obras de reabilitação da via que liga a Estrada Nacional Número Um (EN1) e a Cidade de Vilankulo, na Província de Inhambane. Os automobilistas mostram-se preocupados com a qualidade da obra, uma vez que está a ser feito o tapamento de buracos, numa estrada bastante esburacada

Uma placa colocada ao longo da EN240 indica que há obras em curso. Trata-se, na verdade, das obras de reabilitação da via que liga a EN1 e a Cidade de Vilankulo, que há muito está degradada. Entretanto, o processo de tapamento de buracos que está em curso, neste momento, preocupa os automobilistas.

O responsável da obra esclareceu que esta é apenas a primeira fase da obra e explicou o que está a ser feito, ou seja, ainda este mês, as obras vão ganhar mais forma, com a finalização dos desvios que serão usados pelos automobilistas, enquanto as obras correm ao longo da estrada.

Recorde-se que a reabilitação da EN240 vai custar mais de 200 milhões de meticais e as obras deverão ocorrer em nove meses.

 

Foram adiados os exames de admissão à Universidade Eduardo Mondlane, UniLúrio e UniZambeze. O adiamento deve-se à realização dos exames especiais que só serão realizados de 20 a 24 deste Janeiro. 

Devereiam ser os últimos acertos de Charlene Benzane, para realizar  exames de admissão à Eduardo Mondlane, já na segunda-feira. Entretanto, terá de esperar por outras datas, que por agora são incertas. 

Esta é a primeira vez que a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) adia a realização de exames de Admissão,  antes previstos para 07 a 10 de Janeiro. Para alguns candidatos, o adiamento é um constragimento. Para outros, o adiamento é oportuno porque permite melhor preparação. 

A realização de exames especiais, pelos alunos da décima segunda classe, só entre os dias 20 a 24 de Janeiro, está na origem do adiamento, segundo explica a chefe do departamento de Admissão à Universidade da UEM, Isabel Guiamba. 

Enquanto não se realizam os exames, os dias serão reservados para aprimorar as matérias e conhecer as salas. 

As novas datas para a realização dos exames de admissão serão anunciadas nos próximos dias. 

Aos exames de Admissão à Universidade Eduardo Mondlane,  UniLúrio e Unizambeze estão inscritos mais de 34 mil candidatos.

 

Na Cidade de Xai-Xai, Província de Gaza, há ruas intransitáveis e residências em risco de desabar em 10 bairros, devido à erosão provocada pela chuva. Os munícipes exigem resposta da edilidade

Vias de acesso intransitáveis e propriedades em eminente risco de desabar… essa é a imagem de 10 bairros de Xai-Xai, na sequência da erosão provocada pela chuva.

O maior posto administrativo de Xai-Xai, Patrice Lumumba, regista os cenários mais críticos e que se agravam a cada ano.

Sempre que chove com intensidade, as crateras aumentam a sua profundidade. Além de impedir a circulação de pessoas e viaturas, a situação periga a vida dos residentes, em particular das crianças que transformaram o local em “parque” de diversão.

“As nossas crianças têm contraído ferimentos naquela cratera. Quantas já contraíram ferimentos? Contabilizamos, até agora, cerca de quatro crianças que contraíram ferimentos”, disse Melita Damião, residente de Patrice Lumumba.

Há ruas em que as viaturas, sequer, podem entrar nas residências. Ernesto Macuácua, de 35 anos de idade, é residente em Patrice Lumumba há 20 anos, teve de parquear a sua viatura recém-importada após a passagem das últimas chuvas.

Mas não para por aí, há também propriedades que podem ceder a qualquer momento. Gentil Muchave tenta fazer o que pode para evitar o pior.

A casa de Júlia Matsinhe, de 40 anos de idade, é uma das centenas construídas na boca da erosão, e que, por isso, recentemente, sofreram as consequências. Júlia Matsinhe teve de investir os poucos recursos que ganham para reconstruir a casa arrastada pela chuva. Diferente dela, entretanto, há muitos que não conseguem suportar as perdas cíclicas, e que, por isso, optam por abandonar o bairro.úmero “Contribuímos algum valor para tentarmos repor a rua, mas, em vão, por que sempre que a chuva cai, voltamos à mesma situação”, disse Jossias Manhique, residente de Inhamissa.

Moradores de Marien Ngoubi B, unidade 3, vivem o drama da erosão há mais 17 anos. Moisés Duvane é chefe do bairro e diz que os moradores tentam, há anos, repor a transitabilidade da rua principal do bairro, sem sucesso.

O Conselho Municipal da cidade de Xai-Xai reagiu à situação. O vereador das Obras e Infra-estruturas, Rogério Manjate, não sabe do valor exacto que é necessário para atenuar os efeitos da erosão na cidade, mas fala de uma operação anual de 9 milhões de meticais.

Os munícipes de Xai-Xai exigem que o município seja mais interventivo no combate à erosão

 

Na província de Tete, os empresários estão a reforçar a segurança dos seus estabelecimentos comerciais, por temerem vandalização e saques dos seus produtos. Entretanto, a classe apela ao diálogo e à união para que ponha fim à tensão pós-eleitoral no país.

Devido à onda de manifestações violentas, caracterizadas por vandalização de estabelecimentos comerciais e saques de diversos bens, proprietários de alguns supermercados e lojas que ficam no centro da Cidade de Tete, Viram-se obrigados a reforçar o sistema de segurança das vitrines e portas com chapas metálicas e grades.

Os proprietários das referidas lojas e supermercados alegam que, para além da situação retrair os clientes, também dificulta a circulação do ar no Interior da loja. No entanto, apelam à união e ao diálogo para pôr fim à tensão pós-eleitoral no país.

 

O Município de Maputo anunciou, esta sexta-feira, que precisa de duas semanas ininterruptas para estabilizar a recolha normal dos resíduos sólidos e acabar com as lixeiras informais na capital moçambicana, noticia a AIM, acrescentando que a informação foi partilhada em conferência de imprensa realizada na Maputo, pelo Vereador de Infra-estruturas e Salubridade, João Munguambe.

Segundo a AIM, o Vereador de Infra-estruturas e Salubridade disse que Ka Maxakeni, Ka Mubukwana, Ka Nlhamankulo e Ka Mavota são os distritos urbanos mais críticos e que vão merecer uma especial atenção da edilidade. “Há este duplo esforço por parte do município e nós estamos a mobilizar o apoio por parte de parceiros públicos e privados, bem como meios adicionais para poder fazer a recolha”, cita a fonte.

O Vereador de Infra-estruturas e Salubridade explicou que o duplo esforço refere-se à recolha dos resíduos sólidos produzidos diariamente, cerca de 1.800 toneladas, incluindo cerca de 6 a 9 mil toneladas não removidos durante as paralisações.

Na notícia da AIM, segundo Munguambe, os manifestantes vandalizaram equipamento de um dos principais provedores, o que contribuiu para a redução da capacidade instalada: “Estamos a trabalhar no sentido de repor a capacidade, mas também reconhecemos que, para resolver o problema dos resíduos sólidos que deixaram de ser removidos, precisaríamos de mais ou menos duas semanas de trabalho intenso com o reforço de meios adicionais. Prevê-se a sua chegada ao longo deste fim-de-semana e próxima semana, por forma a estabilizar a situação”.

O Vereador de Infra-estruturas e Salubridade, spesar das dificuldades, considera que a situação da salubridade na cidade de Maputo tende a normalizar, pois já há sinais visíveis no distrito de Ka Mpfumo, o centro da capital do país. De igual modo, avança, também existem resultados visíveis, nos distritos de Nlhamankulo, Ka Maxakeni, Ka Mavota e Ka Mubukwana, que apresentam o maior número de munícipes, “mas estamos a trabalhar nesse sentido e, acreditamos que os próximos dias serão melhores”.

Questionado sobre as micro-empresas, responsáveis pela recolha primária dos resíduos sólidos no interior dos bairros para os camiões de recolha secundários, garantiu que a mesma está sendo feita, ainda que não seja em todos bairros devido à falta de meios.

Por entender que não é uma tarefa fácil, o município lançou um concurso para aquisição de mais 100 contentores de lixo, sendo 80, plásticos, de 1.100 litros, e os restantes metálicos. “Esse processo está em curso, já se fez a adjudicação e aguardamos que, a qualquer momento, o fornecedor possa começar a fazer a entrega”, acrescentou.

O Vereador de Infra-estruturas e Salubridade lembrou ainda que, o concurso foi feito antes do período das manifestações, “um processo normal de reforço da nossa capacidade e, a perda de cerca de 67 contentores significa uma reposição em pouco mais de 20 contentores, visto que, neste momento temos 10 viaturas asseguradas”.

Na publicação online da AIM, consta que o Vereador de Infra-estruturas e Salubridade deplora a atitude dos munícipes que vão depositar lixo defronte de algumas instruções públicas, como a Electricidade de Moçambique: “Não estão a ajudar, podem achar que estão a fazer uma pressão, sim, reconheço. Uma coisa é ter o lixo no chão, num lugar concentrado, e outra coisa é teres uma estrada fechada com lixo”.

O Vereador de Infra-estruturas e Salubridade apelou aos munícipes para que sigam exemplos positivos de outros munícipes, que varrem e limpam os seus bairros.

 

Há trabalhadores que vivem na incerteza em relação aos seus empregos, depois da vandalização e saque em muitos armazéns, fábricas e lojas, na Cidade da Matola, Província de Maputo. A destruição de infra-estruturas está, também, a afectar o abastecimento de pequenos comerciantes em produtos. Os empresários ainda não sabem por onde recomeçar. Para já, decorre a limpeza dos estabelecimentos. 

A capital industrial do país encontra-se em  ruínas… Quase todas as lojas, armazéns e estabelecimentos comerciais da Cidade da Matola foram vandalizados, queimados ou saqueados. Nos locais, os malfeitores só deixaram o que para eles não tinha valor e os vestígios de que estiveram por perto são indisfarçáveis. Ninguém os pôde parar…

Os proprietários dos estabelecimentos comerciais estão de rastos e  desolados. Do lado exterior dos estabelecimentos vandalizados estão os pequenos comerciantes que dependiam deles para abastecer as suas bancas.

Porque por perto já não há onde comprar os produtos a grosso, eles fazem-no num local distante e a preços que os consideram exorbitantes. 

Os estabelecimentos destruídos não eram úteis só para os comerciantes. Aos moradores e vendedores ambulantes também beneficiam. Mas há muito mais. Além da vandalização, houve muitas mortes. Algumas pessoas morreram quando tentavam saquear os produtos nos armazéns. 

Os que escaparam à morte, agora, enfrentam dias difíceis. E uma dessas pessoas é Armindo Ngulele, fiel do armazém do supermercado Cogef. Não há mais sorriso que torne os seus dias especiais. Os dias deixaram de ser os mesmos. No lugar de esperança, agora, reina a incerteza.

Armindo Ngulele é quem recebia os produtos do supermercado e era ele que os entregava para a venda. O saque e incêndio colocou em causa a única fonte de renda para a sua família composta por seis membros. Embaixo vê os escombros e de cima busca respostas para as várias perguntas que tem na mente. É que, apesar de o patronato ter garantido que não vai despedir ninguém, Armindo Ngulele vive muita incerteza.

No local visitado esta sexta-feira, onde se encontra muito lixo, costumava estar cheio de mercadorias. Mercadorias que eram depois levadas para a loja. Quem colocava nas prateleiras da loja era Irene Mateus, a organizador de prateleiras

Actualmente, Irene junta-se à equipa que faz as limpezas do estabelecimento. O patronato até garantiu que ninguém será despedido. Ainda assim, os seus dias continuam escuros, ela e os seus colegas procuram uma luz que ilumine o seu futuro.

Numa outra abordagem, vimos uma espécie de um lar que ficou amargo, onde se tinha tudo que dá conforto a uma casa. Porém, no contexto dos protestos, foram abertos vários furos nas paredes para retirar bens; além daqueles que saíram pela porta grande. Saíram os bens da loja, e entrou a depressão na vida de Yuran Tembe, que era gerente da Home Store, na Matola. Os seus patrões, donos do centro comercial, que são chineses, regressaram ao seu país logo depois do ocorrido. Aliás, alguns ficaram por falta de dinheiro de passagens. Até porque acabavam de fazer um investimento grande na loja. 

E tudo virou nada. O que resta ao Yuran e aos seus colegas que, apesar das incertezas, é todos os dias ir ao local que já foi de trabalho. Sem nada a fazer, alimentam-se das memórias.

Yuran Tembe lembra-se muito bem de como era a organização do seu escritório.

Na Construa da Machava Socimol, os funcionários e clientes, nos corredores foram substituídos por estilhaços e lixo da destruição.

 

A ronda pelos postos de abastecimento de combustível começou pela Avenida Acordos de Lusaka, na capital do país. O posto de combustível da Total Energies era, antes dos protestos pós-eleitorais, a segunda bomba nessa avenida a funcionar, mas agora está fechada.

O encerramento não é por falta de combustível para vender. O facto é que o equipamento que permite o abastecimento às viaturas foi vandalizado e a loja também. 

Da Avenida Acordos de Lusaka não é preciso ir longe. Na Julius Nyerere, avenida que liga uma das zonas mais nobre de Maputo e o subúrbio, encontram-se bombas, também da Total Energies. A imagem diz tudo e desperta indignação.  

Este jornal entrou em contacto com o director dos Recursos Humanos de uma das bombas destruídas,  na Cidade de  Maputo, e revelou que não há condições para manter a actividade. Explicou Rui Macarala.

A bomba de combustível em causa é da Total. De acordo com o director Rui Macarala, apenas tinham um contrato de exploração.  

A loja de conveniência das bombas em causa foi saqueada e vandalizada nos últimos dias dos protestos pós-eleitorais. No mesmo perímetro, ao longo da Avenida Julius Nyerere, a bomba de combustível da Engen está deserta.     

Na Avenida de Moçambique, encontramos uma bomba da Galp. Ali, além de vandalizar a bomba de combustível e todo o sistema eléctrico, roubaram dinheiro do caixa e do cofre do estabelecimento. Confirmou um dos trabalhadores sem gravar a entrevista.  

É esta a realidade em muitos postos de abastecimento de combustível ao longo da capital do país. 

 

Continua a falta de gás em alguns pontos da Cidade de Maputo e os poucos que detêm o combustível, registam fluência de consumidores que temem o aumento de preços nos próximos dias, devido à escassez. Há gás comercializado sem ter sido selado.

A busca pelo escasso gás da cozinha na Cidade de Maputo continua, assim como também continuam encerrados alguns pontos de venda. Aliás, há vários revendedores que aproveitam o cenário para especular os preços. Sem informação oficial das autoridades que gerem o sector, a preocupação é maior.

Vários pontos de referência de comercialização do gás na periferia da capital do país compartilham a mesma fotografia, prateleiras vazias e sem nenhuma botija sequer.

 Um ponto localizado no bairro da Polana Caniço A, tem sido o refúgio de muitos, mas também ressente-se da ruptura deste combustível. Sem gravar entrevista, o gerente do estabelecimento disse que a estas alturas, recebe somente dois tipos.

Com a escassez instalada e o silêncio dos fornecedores, Maputo vive neste momento o salve-se quem puder.

O nosso jornal procurou ouvir a Autoridade Reguladora de Energias em busca de esclarecimentos sobre as razões da escassez do produto, entretanto, a entidade promete se pronunciar oportunamente.

Os membros das comissões provinciais e distritais de eleições reclamam o pagamento de subsídios atrasados ao Secretariado Técnico de Administração Eleitoral. Os membros dos órgãos eleitorais dizem-se ignorados pelo STAE.

Os membros dos órgãos eleitorais, na Cidade de Maputo, dirigiram-se, esta sexta-feira, ao Secretariado Técnico de Administração Eleitoral para exigir o pagamento de subsídios em atraso. 

Em causa está o décimo terceiro subsídio referente ao ano 2023, no âmbito das eleições autárquicas.

Nas eleições gerais, em 2024, o grupo reclama o pagamento dos meses de Outubro, Novembro e Dezembro.

No STAE, os membros dos órgãos eleitorais foram recebidos, mas não tiveram resposta satisfatória. 

O grupo diz que vai continuar a pressionar o STAE até que os seus subsídios sejam pagos. 

Contactada telefonicamente, a porta-voz do STAE remeteu-nos ao director da instituição na Cidade de Maputo. Este, por sua vez, não atendeu aos telefonemas.  

 

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