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O País – A verdade como notícia

Uma pessoa morreu e outras nove ficaram feridas, durante a recepção de Venâncio Mondlane, na manhã de quinta-feira. A informação foi confirmada pelo Hospital Central de Maputo (HCM), que explica que o óbito se deveu  a ferimentos com arma de fogo. 

“É um paciente que veio transferido de um hospital geral periférico, num estado muito crítico e não resistiu dado a gravidade das lesões, e perdeu a vida, enquanto fazíamos o nosso máximo para o salvar”, avançou Dino Lopes, Director do Serviço de Emergência do HCM.

A Agência Metropolitana de Transportes reconhece a dívida de dois meses de compensações aos transportadores e explica que tal ocorreu porque ainda não recebeu o dinheiro por parte do Governo. Contudo, a AMT garante o pagamento total da dívida entre os meses de Janeiro e Fevereiro. 

Recentemente, um grupo de operadores de transporte público de passageiros ameaçou agravar a tarifa de transporte por falta de pagamento de dois meses de compensações pelo Governo. 

Esta quinta-feira, a Agência Metropolitana de Transportes veio a público apresentar a sua versão. Diz reconhecer a dívida de dois meses das compensações e promete pagar até Fevereiro. 

Neste momento, a Agência Metropolitana de Transportes paga compensações a três mil operadores do transporte público. 

Profissionais de saúde afectos ao Hospital Provincial de Inhambane decidiram paralisar o trabalho nos turnos, como reivindicação do não pagamento de subsídio de turnos desde 2022.

Os mesmos dizem que há 18 meses de subsídio de turnos que não foram pagos nos últimos 3 anos e, por isso, só voltam a trabalhar depois que se resolver a situação.

E foi entoando canções e de cartazes em punho que os profissionais de saúde decidiram lançar o grito de socorro, diante do que chamaram de injustiças.  É que, segundo eles, há pelo menos 18 meses de subsídios de turnos que não foram pagos desde o ano de 2022.

Os profissionais dizem que são marcadas faltas pelo período em que não trabalham e sofrem ameaças. A situação afecta a mais de 150 profissionais de saúde, entre enfermeiros, técnicos de medicina e agentes de serviço, todos afectos à maior unidade sanitária da província.

O Ministério da Cultura e Turismo diz que o atraso na apresentação dos resultados da equipa técnica responsável por averiguar possíveis incongruências na nova estátua de Eduardo Mondlane, na capital do país,  deve-se às manifestações pós-eleitorais.

Pairou um silêncio sobre o resultado dos trabalhos feitos pela equipa técnica destacada pelo Governo, através do Ministério da Cultura e Turismo, para averiguar as supostas falhas na actual estátua de Eduardo Mondlane. Dois dias após o “O País” reportar sobre o assunto, o Ministério da Cultura veio ao público, esta quarta-feira, quebrar o silêncio.

“Por dificuldade de mobilidade, no âmbito das manifestações pós-eleitorais, verificou-se um atraso na conclusão da avaliação técnica, contudo, este trabalho de perícia prossegue a bom ritmo e, no momento oportuno, o seu conteúdo será tornado público”, lê-se no comunicado enviado ao nosso jornal, o qual não especifica a data do fim do inquérito iniciado na primeira semana de Outubro. 

Sobre os trabalhos da comissão de inquérito, o executivo da Eldevina Materula esclarece ainda que “o Ministério da Cultura e Turismo reitera que está disponível para prestar todos e quaisquer esclarecimentos sobre esta e outras matérias do sector”.

A nova estátua de Eduardo Mondlane, inaugurada no dia 25 de Setembro do ano passado, custou ao Governo 22 milhões de meticais.

Mais de 100 funcionários dos órgãos eleitorais em Gaza amotinaram-se defronte das instalações do STAE, para exigir o pagamento de uma dívida de 47 milhões de meticais. O órgão reconhece a dívida e garante que vai pagá-la gradualmente.

O grupo é composto por diretores, vogais e vice-presidentes distritais e provinciais decidiu acampar nas instalações do STAE, em Gaza, para exigir que o órgão cumpra as suas promessas. Os queixosos tentaram invadir as instalações e a Polícia foi chamada a intervir.

 

Duas pessoas foram baleadas, na Avenida Romãos Fernandes Farinha, após um breve comício feito por Venâncio Mondlane. 

Depois de aterrar no Aeroporto Internacional de Maputo, Venâncio Mondlane seguiu em marcha, acompanhado por milhares de pessoas, pela Avenida Acordos de Lusaka, uma marcha que desaguou no mercado estrela, onde Mondlane, em cima de uma viatura, proferiu algumas palavras. 

O momento não foi longo, porque, depois disso, Venâncio Mondlane retirou-se do  local. No entanto, segundo testemunhas, as pessoas continuaram aglomeradas e a polícia interveio para dispersar os que ali estavam.  

Na sequência da acção da polícia, duas pessoas foram vítimas de baleamento e foram socorridas por uma clínica privada, que se encontra no local. 

A unidade hospitalar não quis prestar declarações, mas um segurança do local confirma que deram entrada dois pacientes.

As Universidades Pedagógica de Maputo, Licungo, Púnguè e Rovuma adiaram os exames de admissão, que estavam agendados para o dia 14 de Janeiro, para o dia 31 do mesmo mês. As instituições justificam que os exames coincidem com a tomada de posse do novo Presidente da República  e pretende-se, desta forma, garantir que a comunidade académica acompanhe este momento. 

Foi através de um comunicado datado do dia 7 de Janeiro, que a Universidade Pedagógica de Maputo e as suas extensões decidiram alterar o calendário dos exames de admissão. Contactados pela nossa equipa de reportagem, explicaram as razões desta decisão. 

“Os exames tinham sido marcados para a semana de 14 a 17.  E vem a coincidir com a tomada de posse. É por isso que a Universidade Pedagógica e as universidades (…), depois da confirmação dessas datas, decidiram adiar os exames, para dar oportunidade à comunidade estudantil, à sociedade em geral, para acompanhar esse processo” explicou Pita Sitoe, em nome da comissão de exames da Universidade Pedagógica. 

O novo calendário poderá ser partilhado com o máximo de uma semana de antecedência. Entretanto, a universidade garante que os exames irão iniciar no dia 31 do mês em curso.  

“Não temos como fazer antes, porque as semanas anteriores já estão todas ocupadas. Têm exames do Ministério da Educação, do ensino Secundário Geral. Depois, na semana anterior tem exames da UEM e outras Universidades. E, na semana seguinte, iniciam as aulas do Ensino Secundário Geral. E nós, para realizar os nossos exames, usamos as salas das escolas públicas. Então, para não interferir de uma forma muito invasiva, diria assim, nas actividades curriculares do Ensino Secundário Geral , somos obrigados a procurar espaço anterior “, apontou o responsável.

No total estão inscritos para os exames da UP e as universidades parceiras, cerca de 33 mil candidatos a quem pede-se compreensão. 

O Instituto Nacional de Meteorologia  prevê  chuvas moderadas a fracas até sábado e chuvas fortes no domingo e segunda-feira. O Instituto Nacional de Meteorologia diz ainda que as temperaturas  vão subir em quase todo o país com excepção das províncias de Tete e Niassa. 

Depois das fortes chuvas registadas na passada quarta-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia prevê chuvas moderadas a fracas, para os próximos dias. 

“Neste momento, a chuva está a abrandar, mas vamos continuar com focos de chuvas moderadas, fracas a moderadas. Isso vai continuar hije, amanhã, até sábado, com chuvas moderadas”.  

Mas o cenário poderá mudar entre  domingo e segunda-feira, com a previsão de chuvas fortes.  

“No Domingo, devido a um sistema de crista que vai entrar em Maputo,  vão se registar chuvas moderadas a forte, assim como na segunda-feira também. Esses dois dias são dias de chuva para Maputo, Gaza, assim como para sul da província de Inhambane”. 

O INAM também prevê uma subida de temperatura para quase todo o país com excepção das províncias de Niassa e Tete. 

“Regista-se uma subida de temperatura, em  quase todo o país. Estamos a falar de 33 a 37, excepto a província de Niassa, onde a temperatura será baixa, estamos a falar de 23, 24, 25 graus. E de hoje para amanhã a província de Manica vai registar temperaturas baixas, assim como a província de Tete, mas depois de amanhã, em todas estas províncias, a temperatura volta a subir”. 

Pescadores do distrito de Vilankulo, em Inhambane, estão de costas voltadas com o Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto e exigem que sejam autorizados a pescar dentro da área de conservação. Os pescadores chegam até a acusar o parque de contribuir para a criação de tubarões que atacam pescadores daquela região.

São membros de várias comunidades pesqueiras de Vilankulo que amotinaram-se diante da administração do Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto. Eles exigem que as autoridades acabem com a interdição de pesca na área de conservação e permitam que todos pescadores possam capturar mariscos dentro dos limites do parque.

“Onde pescávamos com os nossos pais, agora é proibido. O parque foi fechado e nós aceitámos, e colocaram limites para nós, de Vilankulo, não pescarmos”, disse um dos pescadores.

“A área do parque tem de ser no alto mar, não aqui, porque o povo atravessa todos os dias entre Benguerra e Bazaruto. Proíbem-nos de pescar aqui, por 5 quilómetros. É justo isso?”, questionou um outro pescador.

A administração do parque de Bazaruto diz que recebeu as preocupações dos pescadores e encaminhou às entidades competentes para chegar a uma solução.

Uma das exigências dos pescadores é caçar o tubarão que está a fazer vítimas, e o parque quer monitorar de perto essa caça ao animal.

Os pescadores chegaram a ameaçar os colaboradores do parque e foi necessária intervenção policial para a dispersão dos mesmos.

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