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O País – A verdade como notícia

A nova presidente do Parlamento, Margarida Talapa, discutiu, hoje, com o sector privado, a recuperação económica do país depois dos protestos pós-eleitorais.

É a primeira reunião de trabalho de Margarida Talapa, após assumir a função de presidente da Assembleia da República, esta segunda-feira.

No encontro, foi levada à mesa a situação de segurança e as possíveis soluções para a recuperação económica do país.

O encontro foi à porta fechada e coube, no fim, à CTA falar à imprensa.

 Nesta X legislatura, o sector privado quer que sejam aprovadas leis que respondam aos desafios do país.

Várias famílias vivem em casas completamente inundadas nos bairros de Hulene “A” e Maxaquene “B”, na cidade de Maputo. Alguns moradores abandonaram as suas residências, e vivem, agora, em casas arrendadas. 

Dois bairros que vivem a mesma realidade. No bairro de Maxaquene, testemunhas dizem  que a situação agrava-se pelo facto de não aparecer nenhuma viatura do município para fazer a retirada da água, o que obriga as famílias que não tem condições para arrendar uma casa a viver em casas inundadas, expondo-se a várias doenças. 

Quanto ao bairro de Maxaquene “B”, até foi construída uma bacia de retenção de águas, como forma de minimizar o impacto das chuvas naquele lugar. Entretanto, munícipes dizem que a situação piorou, pois a bacia não tem a capacidade necessária. 

INAMAR monitora ciclone Dikeledi na Zambézia 

O Instituto Nacional do Mar águas interiores e pescas da delegação da Zambézia está a monitorar o ciclone Dikeledi. Augusto Dongo, administrador marítimo, diz que está reforçada a navegação nas águas do interior, para evitar infortúnios. 

A situação está calma, embora o céu apresente sinais de mau tempo. Os ventos são moderados entre 40 a 50 km/h . Entretanto, as autoridades estão preocupadas com o distrito de Pebane, no norte da província de Zambézia, onde se espera que a situação fique complicada nas próximas horas. 

“Neste momento, estamos a monitorar, tivemos que reforçar com algum pessoal (…) ainda não começamos a ressentir ondas vindas do oceano. Neste momento ainda há transitabilidade, mas estamos a monitorar, quando se intensificar o vento, uma vez que temos o vento entre 80 a 110 km/h. No momento em que vamos atingir esse vento, vamos paralisar a navegabilidade”, disse o representante  do INAMAR.  

As ondas da praia de Pebane atingiram, esta segunda-feira, quatro metros de altura, mas não houve nenhum incidente, devido à informação de precaução que está a fluir no seio dos pescadores e transportadores marítimos. 

A Comunidade Mahometana celebra, esta quinta-feira, 90 anos de existência, momento que considera de “profunda alegria, reflexão e gratidão”. Entretanto, aponta os raptos como “desafio que afecta toda a sociedade” e compromete-se a envidar esforços, para a resolução do problema e garantir a “protecção da vida e da dignidade humana”. como “uma prioridade absoluta”.

Além de os 90 anos de existência serem um “momento de profunda alegria, reflexão e gratidão, em que honramos o legado de todos aqueles que, ao longo dos anos, deram o seu melhor para construir esta instituição, da qual tanto nos orgulhamos, a nossa comunidade tem desempenhado um papel crucial em várias áreas, sempre guiada pelos valores de união, solidariedade e progresso”.

Desse trabalho, destacam-se os nossos esforços na educação, “com a nossa escola e o centro infantil que, desde a sua criação, têm formado gerações de jovens, promovendo o conhecimento, os princípios éticos e a convivência pacífica”.

“A nossa mesquita continua a ser um pilar espiritual e um espaço de orientação religiosa e moral para todos os membros, enquanto a área funerária assegura que mantemos o respeito e a dignidade nas despedidas dos nossos entes queridos, preservando as tradições e rituais que nos definem”, refere o comunicado da instituição, destacando que, além disso, há investimento contínuo em actividades sociais e recreativas, criando espaços para fortalecer os laços entre os membros e integrar-los de forma harmoniosa com a sociedade em geral.

No campo do desporto, o Grupo Desportivo Iquebal tem sido uma fonte de inspiração, promovendo a saúde, o espírito de equipa e o orgulho comunitário, através de conquistas e eventos desportivos.

“Infelizmente, enfrentamos também desafios que afectam toda a sociedade. Reconhecendo a gravidade do problema dos raptos que têm abalado tantas famílias, temos feito esforços contínuos junto das autoridades, mobilizando recursos e vozes, em busca de soluções para garantir a segurança de todos. Este é um compromisso que não abandonaremos, pois a protecção da vida e da dignidade humana é uma prioridade absoluta”.

A Comunidade Mahometana salienta que os 90 anos que assinala não são apenas uma celebração do passado, mas um farol para o futuro. “Estamos empenhados em continuar a inovar e expandir as nossas iniciativas de carácter humanitário (…)” e “reafirmamos a nossa determinação em continuar a servir a nossa comunidade, sempre atentos às necessidades dos nossos membros e aos desafios do futuro”.

A primeira-dama, Isaura Nyusi, entregou, esta segunda-feira, um cheque ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), no valor de dois milhões de meticais para apoiar as vítimas do Ciclone “Chido”, que atingiu severamente a província de Cabo Delgado, escreve a AIM. 

“Este apoio será direccionado ao distrito de Mecúfi, na província de Cabo Delgado, que é a região mais afectada pela passagem do ciclone ‘Chido’, que causou a destruição de infra-estruturas públicas e privadas, dezenas de mortos e milhares de desabrigados”, disse Isaura Nyusi, citada pela AIM, que acrescenta que o valor surge de uma parceria entre o Gabinete da Primeira-dama e o Banco UBA.

“Sabemos que com este gesto singelo não conseguiremos suprir as necessidades das vítimas, das calamidades naturais, na sua generalidade, mas pretendemos demonstrar que a nossa solidariedade de modo a aliviar o sofrimento dos nossos irmãos e compatriotas”, pode-se ler ainda naquela fonte.

A AIM destaca que a Primeira-Dama aproveitou a oportunidade para apelar a população em geral a ser mais cautelosa e atenta aos alertas de emergência emitidos pelas entidades multissectoriais que trabalham na gestão dos desastres naturais para melhor prevenir e assim evitar danos e destruições no seio das famílias moçambicanas. O apelo ao INGD inclui ainda para assegurar uma gestão transparente do donativo, de modo a favorecer os legítimos beneficiários.

“Ao nosso parceiro de cooperação, representado pelo Banco UBA, reiteramos o nosso agradecimento e esperamos que este gesto sirva de exemplo a ser replicado por outras entidades governamentais não governamentais, bem como a sociedade civil”.

Por fim, a AIM avança que Isaura Nyusi saudou o empenho do Governo para a garantia do bem-estar da população, em particular o INGD, pela nova missão de coordenar os esforços das várias estruturas do aparelho de Estado envolvidas na gestão e resposta nos desastres naturais, assegurando socorro às vítimas afectadas pelas calamidades.

 

Devido à queda de postes e ao rompimento de cabos, causadas pelo Ciclone Dikeledi, que se regista desde esta segunda-feira, está condicionado o fornecimento de energia eléctrica a algumas zonas da Província de Nampula, nomeadamente os distritos de Nacala-Porto, Naca-à-Velha, Mossuril, Memba, Ilha de Moçambique, Monapo, e Nacaroa, afectando cerca de 156.385 clientes.

As equipas técnicas da Electricidade de Moçambique estão no terreno para, com a maior brevidade possível, garantir a reposição do fornecimento normal de energia eléctrica àquelas zonas.

Na sequência dos constrangimentos, a Electricidade de Moçambique informa que decorrem trabalhos de inspecção das linhas para o apuramento dos danos e avarias, actividade que está a ser dificultada pela prevalência de chuva e ventos fortes.

Durante o período de intervenção técnica, por precaução, todas as instalações eléctricas deverão ser consideradas como estando permanentemente em tensão.

A Electricidade de Moçambique recomenda, no entanto, a observância rigorosa de medidas de prevenção e segurança, tais como: evitar estar próximo de qualquer equipamento eléctrico; evitar tocar nos cabos eléctricos ou postes; controlar crianças para não brincarem perto das infra-estruturas danificadas; desligar o quadro geral e todos os electrodomésticos, como televisões, geleiras e fogões, etc; manter sempre os aparelhos eléctricos afastados da água; evitar manusear aparelhos e equipamentos eléctricos com o corpo molhado ou descalço; não utilizar ferramentas eléctricas ao ar livre em condições de humidade; e mesmo em caso de interrupção no fornecimento de energia, todas as instalações devem ser consideradas como estando permanentemente em tensão. 

 

Centenas de pessoas tiveram de caminhar por falta de transporte, esta segunda-feira, na Cidade de Maputo, devido aos protestos. Em algumas unidades sanitárias, os pacientes tiveram de voltar para as suas casas por falta de profissionais de saúde.     

A agitação que caracteriza a Cidade de Maputo não se viu, esta segunda-feira. Foi um dia calmo, marcado pelo receio de se fazer à rua por parte de muitas pessoas.

Em algumas avenidas do centro da capital do país, cruzavam-se algumas viaturas e poucas pessoas circulavam. Não havia transporte público e quase todas as lojas estavam fechadas. 

Instituições públicas como o Ministério da Indústria e Comércio, Primeiro Cartório Notarial e as direcções de área fiscal também não abriram as portas para os utentes. 

Ao sair do centro da Cidade de Maputo, centenas de pessoas circulando pela Avenida Vladimir Lenine saltavam à vista. O clima estava fresco, mas transpirar era inevitável para quem teve que percorrer longas distâncias.  

Ao contrário do que foi nos dias anteriores de protestos pós-eleitorais, as Avenida FPLM e Acordos de Lusaka estavam livres para a circulação, mas com poucos carros a circular. Foi assim também na Avenida de Moçambique e Joaquim Chissano, tudo calmo. 

No Hospital Geral José Macamo, todos os serviços estavam abertos, mas houve poucos pacientes comparativamente ao que tem sido o normal. 

No terminal rodoviário interprovincial da Junta, o receio por conta dos protestos interrompeu viagens. 

O Governo decretou tolerância de ponto, para quarta-feira, dia da tomada de posse do novo Presidente. O anúncio foi feito pelo Ministério do Trabalho, em comunicado.

A medida é extensiva ao sector público e privado, não abrangendo, contudo, trabalhadores “cujas actividades não podem sofrer interrupções”, lê-se no documento.

São esperadas 2.500 pessoas para a cerimónia de tomada de posse do novo Presidente.

A vice-presidente da Comissão Interministerial para Grandes Eventos, Eldevina Materula, disse, na sexta-feira, que foram enviados nesse dia os convites para organismos internacionais e que esperavam ter confirmações na segunda-feira.

Fiscais do Parque Nacional do Limpopo, em Massingir, decidiram paralisar as actividades, como forma de contestar a falta de contratos, cortes salariais e condições precárias de trabalho. O grupo diz que só volta ao trabalho com a reposição dos seus direitos.

São mais de 60 fiscais do Parque Nacional do Limpopo, no extremo norte de Massingir, na província de Gaza, que resolveram, na manhã desta segunda-feira, paralisar por completo as actividades, em contestação à não renovação de contratos, mesmo quando continuam em actividades, além de cortes salariais desde 2019.

Os grevistas falam de condições de trabalho adversas num contexto de risco de ataques por animais selvagens e caçadores furtivos.

Sobre a paralisação de actividades e as reclamações dos fiscais, o administrador do Parque Nacional do Limpopo diz que se vai pronunciar nos próximos dias.

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