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O País – A verdade como notícia

As chuvas, moderadas a fortes, poderão continuar nos próximos dias, podendo ser acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas nas províncias de Manica, Sofala e Tete, no Centro, e Gaza e Inhambane, no Sul do país.

Em Manica, serão afectados os distritos de Bárue, Gondola, Guro,  Macate, Manica, Mossurize, Machaze, Macossa, Sussundenga, Tambara,  Vanduzi e cidade de Chimoio. 

Província de Sofala, o alerta vai, principalmente, nos de Búzi, Caia, Cheringoma, Chibabava, Dondo, Gorongosa, Machanga, Marromeu, Muanza, Nhamatanda e cidade da Beira.

Angónia, Cahora Bassa, Changara,  Chifunde, Chiúta, Doa, Macanga, Moatize, Tsangano e cidade de Tete serão os locais com mais chances de serem afectados.

Já no Sul, o alerta vai para Govuro, Massinga,  Inhassoro e Vilankulo, em Inhambane  e Massangena, em Gaza.

O movimento artístico e cultural “Somos Todos Moçambique” vai realizar, no próximo sábado, uma jornada de doação de sangue que terá lugar no Parque dos Continuadores, na cidade de Maputo, entre as 10 horas e as 18 horas.

A acção surge, com o lema “Doar Sangue é Acto de Amor”, como resposta ao apelo do Governo de Moçambique, através do Ministério da Saúde, que enfatiza a necessidade de um envolvimento activo da sociedade na colecta do líquido essencial para a vida. 

O movimento Somos Todos Moçambicanos pretende assumir, assim, um papel fundamental na mobilização da comunidade, especialmente dos potenciais dadores, para se unirem a esta causa.

O colectivo de artistas que compõem o movimento afirma que “o nosso país atravessa um momento adverso. Cada um de nós é chamado a dar o seu contributo através do seu ofício ou qualquer habilidade. Os profissionais criativos reconhecem esta acção como uma oportunidade de ajudar a salvar vidas, devolver esperanças e estimular uma participação activa na colecta de sangue”.

É importante destacar que, devido à tensão social pós-eleitoral, o Hospital Central de Maputo enfrenta um défice de 3 mil unidades de sangue. Toda a colecta realizada durante esta jornada será encaminhada para a maior unidade sanitária do país, contribuindo assim para a salvação de vidas moçambicanas e não só.

Convidamos toda a população de Maputo e arredores a participar nesta acção solidária e a fazer a diferença na vida de muitos.

Pascoal Ronda diz que sai do Ministério do Interior com “resultados e bom trabalho. Apesar de os crimes de rapto ainda decorrerem, afirma que é um problema a ser combatido a todo momento. 

A 4 de Julho de 2024, Pascoal Ronda tomou posse como Ministro do Interior e uma das suas prioridades foi, sem dúvidas, o combate ao crime organizado, sobretudo os raptos e sequestros.

Durante os cerca de seis meses em que esteve à frente do Ministério, o crime não parou e a comunidade Muçulmana exigiu, 27 dias depois da tomada de posse, respostas. Ronda sempre disse estar a trabalhar para combater o mal.

Em Julho do ano passado, o então Presidente da República, Filipe Nyusi, desafiou a PRM a apresentar pelo menos um mandante de raptos. Um mês depois, o Serviço Nacional de Investigação Criminal  apresentou uma das primeiras pessoas tidas como mandante de dois raptos na Cidade de Maputo. 

Mas, os crimes continuaram e o caso mais recente  ocorreu na Avenida Alberto Luthuli, quando um cidadão foi arrastado para uma viatura pelos raptores. 

Apesar desse cenário, o antigo ministro do Interior, Pascoal Ronda, diz que deixou um bom trabalho. 

Cinco pessoas morreram vítimas do ciclone Dikeledi, na província de Nampula. O fenómeno afectou mais de 35 mil pessoas, algumas das quais se encontram desalojadas.

Neusa Ibraimo é uma das vítimas do ciclone Dikeledi,  que diz ter visto a morte depois das chuvas e ventos fortes, registadas no distrito de Mossuril. “Caiu todo o teto da minha casa, um dos blocos caiu na minha cabeça. Graças a Deus saímos ilesos, mas os bens ficaram todos estragados”, contou.

Tal como em Mossuril, na Ilha de Moçambique, o ciclone Dikeledi passou, arrasou e levou quase tudo de várias famílias. 

A passagem do fenômeno por Nampula, já começou a contabilizar óbitos. Até ao momento, são cinco pessoas mortas.  

“Temos um óbito em Mossuril, 3 em Angoche e um em Nampula” , explicou Luísa  Meque, presidente do INGD. 

Além de vias de acesso intransitáveis, há infra-estruturas que foram parcial ou totalmente destruídas.  “Sao mais de cinco casas parcialmente destruídas e duas mil e cinquenta”, acrescentou.

O ciclone levou à abertura de três centros de acomodação, que já albergam mais de 700 pessoas. 

O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres considera crítica a situação nos centros de acomodação.  

Dikeledi afectou mais de 18 mil famílias na província de Nampula.  

Cidadãos entrevistados pela pelo nosso jornal, nas províncias da Zambézia e Gaza, entendem que o novo Presidente da República fez um discurso reformista e que vai de acordo com os anseios do povo. A economia do país é onde os entrevistados defendem maior trabalho para combater as desigualdades.

Abdul Machava começou a sua a sua abordagem por lamentar o facto dos discursos feitos durante a cerimónia de tomada de posse, não terem sido incorporados às vítimas que pereceram durante o período das manifestações, porquanto são moçambicanos que lutavam por alguma causa. 

O capitão tenente na reserva defende que Daniel Chapo entra num contexto em que a economia moçambicana está de rastos e, por isso, terá de trabalhar para inverter o cenário. 

Machava diz igualmente que há uma insatisfação generalizada de todas as classe sociais no país e que o desafio passa por encontrar formas de resolver.

Na província de Gaza, os nossos entrevistados destacam a redução dos ministérios, restauração do ambiente de paz e a questão da empregabilidade como temas importantes avançados por Daniel Chapo e dizem esperar que cumpra com o prometido. 

A População de Coca-Missava invadiu e ateou fogo em residências de secretários, círculo do bairro e um posto policial esta terça e quarta-feira, em Chibuto, província de Gaza, na sequência de protestos pós-eleitorais.

É mais um episódio de violência popular que deixa marcas de destruição no distrito de Chibuto, em Gaza. Os ataques populares, na comunidade de Coca-Missava há 15 quilómetros da sede distrital, culminaram com a vandalização e destruição de infraestruturas públicas e residências de secretários dos bairros.

Os prestatários queimaram o círculo do bairro, o que resultou na destruição de todos documentos e equipamentos de trabalho.

Um posto policial foi igualmente incendiado. A polícia promete reagir ao assunto na sexta-feira.

Os troços Nametil-Angoche, Nampula-Corrane, Angoche-Liupo e Liupo-Corrane estão intransitáveis, com a destruição das estradas, devido à passagem do ciclone DIKELEDI na província de Nampula.

A Administracao Nacional de Estradas explica que houve erosão e desabamento de aquedutos nas estradas N104,  R686, R689 e R687, o que dificulta a normal circulação de viaturas e pessoas.

“A ANE, IP apela e recomenda aos utentes das estradas em geral, para a programação das deslocações e transporte de passageiros e bens com observância redobrada das medidas de precaução que vigoram em períodos chuvosos, sobretudo na travessia de locais alagados ou de fraca visibilidade e na aproximação de pontes, viadutos e aquedutos. Igualmente, recomenda o acompanhamento da informação pertinente disseminada pelas entidades competentes”, le-se numa nota da instituição, divulgada esta terça-feira.

Pelo segundo dia consecutivo, várias pessoas tiveram de caminhar por falta de transporte, na Cidade de Maputo devido aos protestos pós-eleitorais. Ainda que de forma tímida, os vendedores informais são os que mais estavam nas ruas.

No interior do terminal de passageiros da Praça dos Combatentes, vulgo “Xiquelene”, não havia nenhum carro estacionado, mas o local não estava vazio. O movimento era de pessoas que aguardavam pelo transporte.

O medo dos protestos pós-eleitorais repelia os transportadores e, ainda que escassos, alguns saíram à rua para carregar passageiros.

No centro da Cidade de Maputo, não se viu agitação. Quase todas as lojas estavam fechadas e, nas paragens, a espera pelo transporte era longa.

Ainda no centro da Cidade de Maputo, algumas instituições públicas estiveram abertas ao público, como é o caso do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários.

Mais de 100 famílias foram desalojadas pela forte chuva que cai desde sexta-feira, em Xai-Xai, província de Gaza. Parte das vítimas recorre a casas de familiares para se acomodar.

A chuva que cai desde sexta-feira, na capital de Gaza, Xai-Xai, tem estado a criar danos indisfarçáveis. As vítimas dizem viver um verdadeiro drama.

Para além de deixar quintais alagados, o mau tempo destruiu algumas propriedades e deixou algumas ruas intransitáveis.

O município de Xai-Xai iniciou, na manhã desta terça-feira, a transferência das famílias afectadas para zonas mais seguras.

Em Xai-Xai, há cerca de 7 mil pessoas que vivem em zonas propensas a inundações.

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