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O País – A verdade como notícia

Os transportadores, que fazem o trajecto Maputo-Matola, paralisaram, na manhã desta quinta-feira, as suas actividades em reivindicação contra as injustiças praticadas na portagem da TRAC. A situação forçou os passageiros a fazerem uma parte do percurso a pé.

De novo, houve confusão na portagem de Maputo. É que os transportadores que fazem as rotas que partem da Matola para a Cidade de Maputo e vice-versa, usando a Portagem de Maputo, gerida pela TRAC, decidiram suspender a actividade em reivindicação contra injustiças praticadas por aquela instituição.

Além de não terem explicação das razões das multas, os transportadores exigem, também, a redução da tarifa, que pagam na Portagem de Maputo.

A cobrança coerciva da tarifa de portagem e a detenção de alguns transportadores foi a outra causa por trás da paralisação de actividades.

Com a paralisação do transporte público, os passageiros desembarcavam cerca 500 metros da Portagem de Maputo e faziam parte do percurso a pé.

A Polícia esteve posicionada ao longo da Estrada Nacional Número Quatro para garantir a ordem e segurança públicas, sensibilizando os transportadores a não obstruir a via.

Dezasseis vidas foram tragicamente perdidas nas praias de Inhambane nos últimos meses, vítimas de afogamentos. As autoridades alertam que muitas destas tragédias poderiam ter sido evitadas, se não fosse a imprudência de quem ignora os avisos colocados em zonas perigosas e impróprias para banhos.

Pessoas atraídas pelas águas quentes e convidativas da província muitas vezes ignoram os avisos colocados pelas autoridades, expondo-se a riscos que poderiam ser evitados. A imprudência tem custado caro, pois nos últimos meses, várias vidas foram perdidas em afogamentos registados em diferentes praias da região.

Para mudar o cenário preocupante, uma iniciativa foi tomada. Agentes da polícia lacustre, membros do corpo de salvação pública e fiscais marítimos participaram num rigoroso treinamento, onde aprenderam técnicas de natação e salvamento, ferramentas cruciais para resgatar banhistas em situações de emergência.

Com o novo grupo devidamente capacitado, espera-se que os agentes actuem com dedicação e responsabilidade, ajudando a evitar novas tragédias e assegurando que os momentos de lazer não se transformem em cenários de dor.

Os agentes treinados estarão posicionados nas principais praias de Inhambane, locais com maior concentração de banhistas.

Cerca de cinco mil alunos das escolas do ensino público serão formados em robótica e inteligência artificial em todo o país, uma iniciativa que visa dotá-los com conhecimentos alinhados aos desafios da actualidade, escreve a Agência de Informação de Moçambique (AIM). 

A formação, que arranca agora com um número de 50 alunos do ensino primário e secundário, inclui, também, formação nas áreas de drones (objectos voadores não tripulados), ciência espacial e experimental, visando estimular a criatividade, imaginação e inovação no seio dos alunos.

O projecto de formação é implementado no Parque de Ciências e Tecnologias de Maluana, numa parceria que junta os governos da Índia, através do seu Alto Comissariado e de Moçambique, através do ministério das Comunicações e Transformação Digital.

“É com grande entusiasmo que anunciamos que, com o apoio continuado do Ministério das Comunicações e Transformação Digital, vamos formar cerca de cinco mil alunos ao final de 2025, abrangendo todas escolas públicas de todo o país”, disse o director executivo da STEMMOZ, Akshay Kumar.

A STEMMOZ é uma instituição focada na capacitação das próximas gerações, nomeadamente nas áreas de desenvolvimento em competências do século XXI e promovendo a criatividade, colaboração e paixão pela aprendizagem.

Por sua vez, o ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, diz que o início deste ciclo de formações marca o embrião de uma revolução que se pretende para o país, sublinhando que a robótica e a inteligência artificial é parte estruturante para a transformação digital e do futuro.

“Esta cerimónia de lançamento de projecto de formação em robótica e STEM [Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática], marca o início um marco significativo para o desenvolvimento do conhecimento técnico científico no nosso país”, disse Muchanga.

Aliás, Muchanga sublinha que Moçambique não pode estar fora da considerada quarta revolução industrial, onde a robótica, a automação e a inteligência artificial, se afiguram como uma das áreas mais promissoras das indústrias e da transformação digital.

“O inclusão desta formação é um sinal inequívoco do nosso compromisso em preparar a futura geração para os desafios e oportunidades do futuro”, disse.

Nesta fase inicial, a formação abrange 50 estudantes, do posto administrativo de Maluana, no distrito da Manhiça.

Está instalada uma confusão na mina de turmalinas de Nhampassa. Populares que tomaram a mina há cerca de seis meses, já criaram uma cooperativa para explorar o minério, num espaço que tem concessão mineira até 2040.

A recente invasão da mina de turmalinas em Nhampassa por populares foi motivada pelo facto de os residentes locais alegarem que a empresa Sociedade Mineira de Nhampassa, Sominha Limitada não estava a cumprir com a sua responsabilidade social, o que motivou a ocupação da área concessionada e com título de exploração válido até 2040.

“A empresa não cumpriu com os deveres que tinha. Não construiu hospitais, nem deu emprego”, disse um garimpeiro

No entanto,  as imagens no terreno contrastam com essas alegações. Houve várias acções comunitárias realizadas pela empresa, entre as quais a construção de habitações, a edificação do mercado de Nhampassa, a construção da Escola Primária de Nhadue, a reabilitação de salas de aula em Nhampassa. Sobre as casas serem pequenas, a Sominha Limitada diz que as mesmas destinam-se a pessoas carenciadas.

“Naquele sítio tem 250 a 260 talhões. Então vai se construir, por ano, dez casas, são casas para pessoas velhas, idosas ou aquelas viúvas que estão sozinha e não têm a ajuda de ninguém. Por isso foram feitas aquelas casas com dois compartimentos, porque ela está sozinha (…)”, explicou  Shiraj Nadat, representante da Sominha Limitada.

Além dessas acções a concessionária ofereceu duas ambulâncias, uma ao Hospital Rural de Catandica e outra ao Centro de Saúde local.

Entretanto, os populares podem ter agido de má fé, com o intuito de se apoderarem da mina, precisamente no momento em que a Sociedade Mineira de Nhampassa, que já gastou mais de 100 milhões de meticais se preparava para iniciar a fase de extracção, após anos de preparação, desde o início das suas actividades em 2013.

Aliás, um grupo de indivíduos criou uma cooperativa mineira denominada Manoassaca, conforme atesta um Boletim da República, que tem como objectivo explorar o recurso na mesma área da concessionária Sominha, limitada.

Sobre o assunto, o advogado André Júnior diz que a Cooperativa mineira ora criada não pode operar numa área concessionada.

A empresa de empresários nacionais diz que a invasão da sua mina compromete os seus planos de exploração, embora mantenha o compromisso de desenvolver projectos que beneficiem a população local.

O Presidente da República reuniu-se esta quarta-feira com jovens, empresários, funcionários e agentes do Estado da província de Tete. Daniel Chapo, encoraja a juventude a seguir os ideais dos libertadores da pátria como forma de  dar seu contributo para o desenvolvimento do país. Por outro, promete melhorias das condições de trabalho na função pública.

No segundo dia de  visita de  trabalho à província de Tete, o Presidente da República manteve encontros com jovens, empresários, funcionários e agentes do Estado com vista a auscultar as suas preocupações  e  principais desafios. Com a juventude, o Chefe de Estado anotou as preocupações e encorajou os mesmos a saber  capitalizar as oportunidades existentes para gerar riqueza e desenvolvimento do país.  

Por outro lado, funcionários e agentes do Estado também  apresentaram suas preocupações relacionadas com  a implementação da tabela salarial única, falta de pagamentos de horas extras  e morosidade nos actos administrativos.

O Presidente da república ouviu atentamente as preocupações que afligem os agentes da função pública na província de Tete e fez saber que o Governo continua empenhado em melhorar as condições de trabalho  dos funcionários.

Esta quinta-feira o estadista trabalha no distrito de Mutarara,  e deverá orientar  um comício e realizar o balanço das actividades inerentes à sua visita na  província de Tete.

As forças de Defesa e Segurança recuperaram a sede da localidade de Sabe, que durante duas semanas tinha sido tomada por malfeitores. Desconhecem-se as motivações da ocupação, no entanto o grupo tinha colocado refém 280 mulheres e crianças na antiga base da Renamo. O referido grupo intitula-se de Naparamas.

Há dois meses que o Estado tinha perdido o controlo da localidade de Sabe, no distrito de Morrumbala, por conta da entrada de malfeitores que intitulavam-se Naparamas. Informações dão contas que eles recrutavam mulheres, violavam-nas na presença dos seus maridos. As Forças Armadas foram accionadas para repor a ordem e por duas semanas travaram combates e recuperaram a localidade e devolveram ao Estado. 

As Forças Armadas dizem que a localidade está liberta. O administrador do distrito de Morrumbala foi informado da situação de saúde dos cidadãos que regressam ao convívio nas suas comunidades. 

Há muitos bens roubados nas comunidades e que foram recuperados, os bens estavam na posse dos referidos malfeitores. Há também instrumentos contundentes utilizados por aquele grupo. 

Para já as forças armadas continuam a combater no terreno e a interceptar os que chamam de inimigos da paz. 

A companhia  aérea sul-africana, CemAIR, rescindiu o contrato com a Linhas Aéreas de Moçambique por razões não esclarecidas. A informação foi avançada esta quinta-feira pela companhia aérea nacional que, devido à situação, deixou de fazer voos diários para todos o país e está a operar com apenas três aviões alugados. 

“Estamos com constantes reprogramações de voos, e essas reprogramações constam de um processo de cancelamentos”, explicou um representante da LAM durante uma conferência de imprensa.“Estamos a ter cancelamentos, reprogramações, e até, praticamente, situações de overbooking, por falta de capacidade de escoamento dos passageiros.”

A raiz do problema, segundo a companhia, está relacionada com a frota arrendada. “Deriva-se pelo facto da parceira da aeronave ter rescindido o contrato de uma forma unilateral, sem pré-aviso. Esta é a razão que há esta movimentação de total cancelamento.”

A LAM detalhou ainda que, até recentemente, a companhia operava com aeronaves alugadas. “Nós tínhamos dentro da nossa frota, diria, aviões que não são da companhia, são aviões alugados. Estávamos com uma capacidade, até o mês passado, de dois CRJ, com capacidade de 90 passageiros por cada avião.”

Com a saída dessas aeronaves, a empresa agora depende de uma frota bastante reduzida. “Estamos a voar com um Embraer 145, que é da nossa subsidiária Max, que tem capacidade de 50 passageiros. E temos um avião que também alugamos há pouco tempo, em menos de duas semanas, que é um Embraer também 145, com capacidade de 50 passageiros.”

Questionado sobre os termos contratuais e a ausência de aviso prévio por parte do fornecedor, o representante enfatizou as limitações legais: “Eu diria que há um princípio de confidencialidade quando nós fizemos os contratos com o parceiro. Há limitações em termos da abordagem que nós podemos dar em termos contratuais.”

Ainda sobre a falta de comunicação, reforçou: “O fornecedor das aeronaves não nos comunicou há tempo útil para este cancelamento do voo.”

A empresa não deu detalhes sobre questões de pagamentos, alegando que se trata de matéria contratual protegida por sigilo: “Essa questão de pagamentos vem na parte contratual de ambas as partes, que ninguém deve publicar. Há algumas falhas que não podem ser expostas em termos contratuais sobre haver quebra do sigilo contratual.”

A LAM afirma estar a trabalhar para minimizar os impactos sobre os passageiros, mas até ao momento não foram avançadas datas para a normalização total das operações. Passageiros afetados são aconselhados a contactar a companhia antes de qualquer deslocação ao aeroporto.

Já está em liberdade condicional o motorista do transporte semi-colectivo de passageiros que causou a morte de 23 pessoas num acidente de viação. A Procuradoria distrital de Gondola diz que o processo está ainda na fase de instrução.

Há cerca de um mês, 23 pessoas morreram após embate de um minibus e um camião no posto administrativo de Cafumpe, em Gondola. A Procuradoria Distrital disse ter aberto um processo-crime para responsabilizar os autores do acidente.

Neste momento, decorre a  busca de provas materiais para juntar ao processo que já está na fase de instrução. 

De referir que os dois motoristas envolvidos no sinistro saíram ilesos.

A Empresa Linhas Aéreas de Moçambique reajustou os voos  desde a última terça-feira devido à redução da frota, provocada pela retirada das aeronaves CRJ 900. Neste momento, a LAM conta com apenas 3 aviões que vão assegurar as ligações aéreas nos próximos 15 dias. 

O reajuste de voos acontece depois de, recentemente, a Linhas Aereas de Mocambique ter anunciado a suspensão de voos internacionais devido à acumulação de prejuízos que as rotas estavam a causar à empresa.

Sem indicar os horários nem o trajecto dos voos  que foram afectados, a LAM anunciou, através deste comunicado, que os voos internos também poderão ficar afectados.

“A Empresa Linhas Aéreas de Moçambique comunica aos seus passageiros e ao público em geral que está, a partir de hoje, a operar de hoje (22/04/2024) a operar com uma frota reduzida, em virtude da retirada das aeronaves CRJ 900”. com efeito. a LAM integrou nas suas operações uma aeronave Embraer 145, passando a contar com 3 aviões que vão assegurar as ligações aéreas nos próximos 15 dias”,  lê-se no documento.

A companhia de bandeira assegura que todos os passageiros afectados pela alteração de horário de voo estão a ser contactados e que neste momento estão reforçadas as equipas técnicas para a assistência da qualidade ao cliente. 

No dia 13 de Abril, a Linhas Aéreas de Moçambique cancelou voos domésticos, na rota entre Maputo, no sul, e Quelimane, no centro do país, devido à avaria de uma aeronave, cenário recorrente nas últimas semanas.

Recentemente a empresa lancou concurso público para aquisição de três aeronaves de oito que pretende adquirir nos próximos tempos para normalizar as suas operações. 

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