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O País – A verdade como notícia

Mais 10 rinocerontes-pretos translocados da África do Sul deram entrada no Parque Nacional do Zinave, no distrito de Mabote, em Inhambane. Trata-se de uma espécie criticamente ameaçada que agora encontra um novo habitat. Os rinocerontes foram doados ao Parque Nacional de Zinave pela Ezemvelo KZN, entidade de conservação de Kwazulu Natal, na África do Sul.

São cinco machos e o mesmo número de fêmeas que entram no projecto de restauração do ecossistema de Zinave, que se vão juntar a outros 2 540 animais de 16 espécies diferentes introduzidos naquele parque localizado em Inhambane.

Os gestores do Parque do Zinave consideram que a chegada dos rinocerontes representa um passo na construção de um produto turístico sólido nas áreas de conservação em Moçambique, através da criação de condições para atrair mais investimentos privados no parque.

Pejul Calenga, um dos responsáveis pelo Parque Nacional de Zinave, considera que este processo se enquadra na criação de condições para que esta área de conservação consolide a sua marca como o parque que possui os chamados “Big Five” a nível nacional.

Na sequência da chegada dos rinocerontes, Calenga aproveitou a ocasião para convidar turistas nacionais e estrangeiros a visitarem o Parque de Zinave, bem como o empresariado nacional, para mobilizar recursos necessários para investir no parque.

“Em termos de oferta turística, está a partir deste momento, provado que o Parque Nacional de Zinave tem o capital natural necessário para galvanizar o turismo baseado na vida selvagem.”

A chegada dos rinocerontes ao Parque do Zinave é coordenada pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e a Peace Parks Foundation, com apoio financeiro dos contribuintes do Reino Unido.

O Presidente da República, Daniel Chapo, nomeou José  Condugua António Pacheco para o cargo de Director-Geral do  Serviço de Informações e Segurança do Estado (SISE).

José Pacheco exerceu diversas funções  de alto nível no Governo, nomeadamente as de Ministro dos  Negócios Estrangeiros e Cooperação, Ministro do Interior, Ministro  da Agricultura e Segurança Alimentar e Ministro da Agricultura.

Ao longo da sua carreira, desempenhou ainda os cargos de  Governador da Província de Cabo Delgado, Vice-Ministro da  Agricultura e Pescas, Director Nacional de Desenvolvimento Rural e Director Provincial da Agricultura da Zambézia, entre outras  responsabilidades relevantes na administração pública.

José Pacheco toma posse amanhã, na Presidência da  República, pelas 13:00 horas.

Foram retomadas, na segunda-feira, após a paralisação de quase um ano, as obras de reabilitação da Avenida 25 de Junho e da Rua dos Combatentes, no município de Chókwè.

Com mais de quilómetros de extensão, as obras estão orçadas em 35 milhões de Meticais. O presidente do Conselho Municipal de Chókwè, José Moiane, diz que a retoma das obras faz parte de um processo que levou o seu tempo, devido à troca de empreiteiro, que abandonou as obras quase sem executar a metade.

Os residentes do primeiro bairro afectados pelo traçado da via estão satisfeitos e exigem celeridade das obras. Os residentes esperam também que o empreiteiro responsável pela conclusão das obras seja sério, honrando com o compromisso estabelecido com a edilidade.

Segundo os moradores dos bairros abrangidos, a conclusão das obras poderá minimizar muitas coisas, sobretudo as enchentes nos dias de chuva, facto que dificultava a sua circulação.

Carmone Alberto espera que as obras sejam concluídas em tempo recorde, de modo a permitir que a via volte a ser o que era antes.

Além da via que dá acesso ao Hospital Rural, zona de produção agrícola, a Rua dos Combatentes, no centro da cidade, também será intervencionada. A edilidade promete entregar as vias reabilitadas até Outubro próximo e pede a calma dos munícipes.

Angela Leão e Ndambi Guebuza, ambos réus no caso das dívidas ocultas, foram soltos esta terça-feira sob liberdade condicional após cumprirem a metade das penas. A informação foi confirmada ao “O País” pelos seus advogados.

Depois de Cipriano Mutota e Fabião Mabunda, Angela Leão e Ndambi Guebuza são os mais recentes rostos do conhecido escândalo das dívidas ocultas a serem soltos sob liberdade condicional. O acto teve lugar esta terça-feira, confirmaram os seus advogados.

Ndambi Guebuza, filho do antigo Presidente da República Armando Guebuza, foi condenado a 12 anos de prisão, acusado de crimes de Burla por defraudação, Abuso de confiança, crime de simulação e branqueamento de capitais. após o julgamento em 2022, o tribunal provou que Ndambi recebeu subornos para  facilitar a entrega do dossier de contratação das dívidas ocultas ao pai em 2013 e 2014.

Ângela Leão, esposa do ex-diretor-geral do Serviço de Informações e Segurança do Estado (SISE), Gregório Leão, foi condenada a 11 anos de prisão, pelos crimes de Associação para delinquir, Abuso de Confiança e Branqueamento de capitais. 

A respeito desta, o tribunal entendeu ter sido líder do esquema de lavagem de cerca de 9 milhões de dólares recebidos por Gregório Leão, que teria estado na dianteira na criação dos projectos da Proindicus, EMATUM e MAM, também teria viabilizado a obtenção dos respectivos financiamentos através da solicitação de Garantias do Estado.

Dos 19 réus julgados pelo tribunal da cidade de Maputo, 8 foram absolvidos e 11 condenados, dos quais, quatro já gozam de liberdade. Outros sete ainda em reclusão poderão ser soltos nos próximos dias.

O caso das dívidas ocultas, que envolve cerca de dois mil milhões de dólares em empréstimos não declarados, continua a ser um dos maiores escândalos financeiros da história de Moçambique, com profundas consequências económicas e sociais, incluindo a suspensão do apoio internacional e que provocou o colapso da confiança do país no exterior.

 

A morgue do centro de saúde de Moamba, na província de Maputo, não está a funcionar e obriga várias famílias a recorrerem a unidades sanitárias distantes para conservar os corpos. 

O Centro de Saúde de Moamba recebe milhares de pessoas da vila e de zonas rurais vizinhas. Com a avaria da câmara frigorífica que tem a capacidade para conservar até cinco corpos, a população relata que tem enfrentado muitas dificulades. 

Segundo contam, a morgue não funciona há quatro anos, período durante o qual as autoridades locais ainda não encontraram uma solução para minimizar o seu sofrimento. 

“Quando alguém perde a vida é levado para aquela morgue, mas o sistema de refrigeração não funciona e os corpos ficam em péssimo estado de conservação. Alguns preferem deixar o corpo em casa para ser enterrado num bom estado”, disse Fátima Brandão. 

Por conta disso, a população é obrigada a recorrer, por exemplo, a Ressano Garcia ou Hospital Provincial da Matola para conservarem os corpos dos seus entes queridos. 

“Nós temos um distrito muito grande. Zonas como Tenga, Pessene, Maguasa dependem da nossa vila e isso cria um enorme embaraço para a população deste distrito”, anota, sublinhando que no verão a situação torna-se ainda mais complicada, pois a conservação dos corpos é difícil para os casos em que tem recorrido a soluções próprias para o fazer.   

Sem a morgue a funcionar, a população queixa-se ainda de um cenário recorrente da falta de energia na unidade sanitária. Segundo Celina Daniel, muitas vezes os funcionários da morgeu são obrigados a recorrer à luz dos telemóveis para trabalhos de parto. 

“E quando as pessoas não conseguem usar telemóvel,  são obrigadas a tirar o seu próprio dinheiro para comprar energia para o hospital. Faz sentido, meus irmãos?”, questiona. 

Confrontada com os problemas, a direcção do Centro de Saúde de Moamba diz que a morgue está em processo de reabilitação e garante o seu funcionamento ainda esta semana. 

“Neste momento estamos no processo de reabilitação de todas as gavetas e já se fez todo levantamento e dentro desta semana, segundo a empresa adjudicada as obras, poderá montar e posteriormente fazer a entrega da morgue”, explicou Camacho Duarte, director do Centro de Saúde de Moamba.

Mais 10 rinocerontes-pretos translocados da África do Sul deram entrada no Parque Nacional do Zinave, no distrito de Mabote, em Inhambane.

Trata-se de uma espécie criticamente ameaçada e que agora encontra um novo habitat, depois de terem sido doados pela Ezemvelo KZN, entidade de conservação da província de Kwazulu Natal, na vizinha África do Sul, ao parque moçambicano.

São ao todo cinco machos e cinco fêmeas que entram no projecto de restauração do ecossistema do Parque do Zinave através da reintrodução de populações viáveis de fauna bravia, num número de 2-540 animais introduzidos, de 16 espécies diferentes.

Os gestores do Parque do Zinave consideram que a chegada dos 10 rinocerontes representa um passo na construção de um produto turístico sólido nas áreas de conservação em Moçambique.

Pejul Calenga diz que esta é mais uma etapa de construção do produto turístico ao nível das áreas de conservação no país.

Calenga aproveitou a ocasião para convidar turistas nacionais e estrangeiros a visitarem o Parque de Zinave, bem como o empresariado nacional, para mobilizar recursos necessários para investir no parque.

A chegada dos rinocerontes ao Parque do Zinave é coordenada pela Administração Nacional das Áreas de Conservação, ANAC, e a Peace Parks Foundation, com apoio financeiro dos contribuintes da UK People’s Postcode Lottery.

O Ministério dos Transportes e Logística vai lançar o projecto intermodal que vai combinar o transporte ferroviário e rodoviário para garantir melhor mobilidade dos cidadãos da Área Metropolitana do Grande Maputo. A fase-piloto vai ser lançada na quarta-feira e vai funcionar apenas para a linha de Ressano Garcia.

Trata-se de um projecto que visa minimizar o problema de transporte na região do Grande Maputo, para além de procurar solucionar problemas de congestionamentos nas vias que ligam a cidade e a província de Maputo.

De acordo com Fernando Andela, Director dos Transportes e Segurança no Ministério dos Transportes e Logísticas, diz que a Área Metropolitana de Maputo requer outras abordagens que não passam por adquirir mais autocarros ou licenciar mais minibuses, “mas trazer unidades de transporte de massas para garantir mobilidade segura aos usuários”.

Por isso, decidiu fazer combinação perfeita dos moldes de transporte, integrando o segmento rodoviário e ferroviário.

A perspectiva governamental é usar os 15 autocarros que já adquiriu para levar os cidadãos dos diversos bairros para quatro estações identificadas, onde vão tomar o comboio para chegar à cidade, dispensando dessa forma os carros particulares.

“Temos 15 autocarros em espera para a transformação desse segmento e num período de 60 dias faremos o projecto piloto numa das três linhas que temos, nomeadamente a linha do Limpopo, a linha de Ressano Garcia e a linha de Goba, mas vamos implementar apenas na linha de Ressano Garcia”, disse Andela.

Assim, na linha de Ressano Garcia, foram identificadas quatro paragens do comboio que serão usadas, nomeadamente a estação da Matola Gare, o apeadeiro de Aniel, a estação da Machava e o apeadeiro da Liberdade. Os utentes vão apanhar os autocarros nos bairros próximos a cada uma das paragens, fazer o registo e seguirem até à estação, onde vão apanhar o comboio para a cidade.

“É um segmento intermodal e queremos que os moçambicanos percebam que vale a pena usar os serviços”, disse, assegurando que em caso de sucesso desta fase piloto, o projecto será expandido para as restantes linhas.

O projecto, a ser lançado esta quarta-feira, terá custos acessíveis para os passageiros, que somente vão pagar a passagem do comboio.

Segundo “os estudos feitos por inquéritos, os passageiros assumem a importância e propõem a tarifa de 15 a 20 meticais. Na primeira fase, não haverá custos, porque queremos mostrar benefício aos cidadãos de que podem deixar as viaturas particulares e usarem os serviços que o governo traz”, destacou Fernando Andela, que confirmou que a passagem só será feita no comboio, ou seja, nos autocarros não se paga.

Fernando Andela não falou dos custos que este projecto vai ter, mas revela que são elevados.

“Em relação aos valores, só posso dizer que são altos, porque não estamos a olhar para a aquisição dos autocarros ou as três automotores, mas entendemos que, muito além dos valores, o importante é trazer o serviço ao cidadão, trazer conforto e comodidade aos usuários que muito reclamam dos congestionamentos nos últimos dias”, garantiu.

O início da implementação da fase-piloto do projecto será no dia 23 de Junho corrente.

As autoridades da maior unidade sanitária de Manica alertam que o contacto com substâncias usadas para afugentar ratos e insectos pode resultar em morte, por isso devem ser deixadas longe do alcance das crianças.

No último sábado, duas crianças morreram após inalarem um produto tóxico colocado num quarto para conservar milho. Uma das vítimas morreu no Hospital Provincial de Chimoio, um facto confirmado pela própria unidade sanitária, que explica que, após várias análises, se concluiu que as crianças morreram por intoxicação causada por pesticidas.

Howard Camando, responsável pelo Banco de Socorros na maior unidade sanitária de Chimoio, diz que o uso de pesticidas é perigoso em ambientes frequentados por pessoas, sobretudo menores.

“As recomendações que nós temos passado às famílias que usam este tipo de substâncias, pesticidas, para o tratamento dos seus alimentos ou substâncias agrotóxicas, é o uso de equipamento de protecção individual”, explica, lamentando que tem sido difícil para a população adquirir esse tipo de equipamento.

As autoridades apelam, também, à desinfecção e lavagem das mãos após o manuseio destas substâncias, e para que sejam mantidas longe do alcance das crianças, para evitar o que aconteceu com os dois menores que perderam a vida.

“É preciso, também, regularizar-se a venda dessas substâncias a diferentes grupos populacionais”, alerta Howard Camando.

Mortes de pessoas por mau manuseio e uso de pesticidas têm sido frequentes em Manica. Dados disponíveis indicam que pelo menos 10 pessoas já perderam a vida neste ano na província.

Os munícipes de Chókwè estão preocupados com a onda de assassinatos que tem acontecido, tendo como alvos os agentes comerciais. Recentemente, desconhecidos assassinaram um agente de segurança privada, roubam dinheiro e fármacos. Nos últimos dois meses, foram mortas cinco pessoas. 

A zona comercial da cidade de Chókwè, na província de Gaza, vive momentos de tensão há quatro dias. Indivíduos desconhecidos invadiram uma farmácia, assassinaram com recurso a uma arma branca o agente de segurança e roubaram vários bens e valores monetários no quinto bairro.

Segundo testemunhas, o assalto foi protagonizado por três indivíduos que estavam fortemente armados na madrugada de sexta-feira. Para lograr os seus intentos, o referido grupo desactivou o sistema de videovigilância.

“Encontrámos o guarda amarrado numa árvore com perfurações na cabeça e marcas de catanadas na barriga. No interior da farmácia, havia sinais de que foram saqueados muitos bens, entres eles computadores”, conta um dos testemunhas.

Ainda no centro comercial de Chókwe, o recinto da Associação dos Transportadores Rodoviários de Gaza (Astro-Gaza) foi palco de outro caso que terminou em morte de um jovem de 35 anos de idade e o seu corpo abandonado no interior das instalações desta agremiação.

O chefe de Fiscalização da Astro-Gaza, Carlitos Tanque, conta que o jovem assassinado era oriundo do distrito de Massingir, mas desconhece as motivações do crime bárbaro.

Nos últimos dois meses, pelo menos cinco pessoas morreram em circunstâncias estranhas, facto que preocupa os agentes económicos, que mesmos relatam que têm sido os maiores alvos dos malfeitores, daí que exigem a intervenção das autoridades policiais para encontrar e responsabilizar os possíveis criminosos.

O presidente do Conselho Municipal de Chókwè confirma a onda de assassinatos e garante que decorrem investigações.

“A polícia está a trabalhar no sentido de esclarecer o assassinato do guarda da farmácia, assim outros casos que já ocorreram na nossa cidade. Queremos tranquilizar os nossos comerciantes e investidores que as autoridades estão a fazer o seu trabalho para garantir um ambiente seguro na edilidade”, garante José Moiane.

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