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O País – A verdade como notícia

Num passo decisivo no processo de revitalização da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), a Assembleia-Geral Extraordinária da companhia deliberou, com efeitos imediatos, a exoneração do Presidente do Conselho de Administração (PCA), Marcelino Gildo Alberto. A medida marca uma nova fase na tentativa de reestruturação e recuperação da transportadora aérea nacional.

Além do afastamento de Marcelino Alberto, foram também cessadas as funções de Altino Xavier Mavile, que exercia o cargo de Administrador do Pelouro de Finanças, Recursos Humanos e Serviços Corporativos, e de Bruno Miguel Domengue Lorena Heliotrope Miranda, responsável pelo pelouro Técnico e Operacional.

A decisão, tomada no encontro realizado esta terça-feira, insere-se na estratégia de dar um novo rumo à gestão da empresa, que enfrenta há anos dificuldades operacionais e financeiras.

No mesmo encontro, foi nomeado um novo Conselho de Administração Não Executivo, composto por representantes dos accionistas: CFM, E.P., HCB, S.A. e EMOSE, S.A., reforçando a intenção de reposicionar a companhia com maior supervisão e rigor institucional.

Para assegurar a gestão corrente da LAM, foi igualmente criada uma Comissão de Gestão com funções executivas. A liderança da comissão ficará a cargo de Dane Kondic, nomeado Presidente. Como vogais, integram a equipa Lucas António Francisco, para a área de Administração e Finanças, e Hilário Devis Tembe, responsável pela área Técnica e Operacional.

O Governo aprovou, hoje, o decreto que aprova a transferência extraordinária atinente à continuidade de desembolso de subsídios para apoiar as vítimas do deslizamento de lixo, na lixeira de Hulene, no valor de 2 520 000 meticais, provenientes de receitas colectadas no sector da Terra e Ambiente, para o Conselho Municipal da Cidade de Maputo.  

Foi realizada, esta terça-feira, mais uma sessão do Conselho de Ministros, na província de Manica. Durante a sessão, o Conselho de Ministros apreciou e aprovou o decreto que aprova o sistema de carreiras e remunerações e qualificadores profissionais da Administração Pública. 

Segundo o Governo, esta revisão visa harmonizar os qualificadores profissionais com níveis salariais estabelecidos na Tabela Salarial Única (TSU), e definir níveis mínimos e máximos de carreiras e categorias profissionais, bem como os critérios de evolução da TSU. 

Além disso, o Governo aprovou a quota de exploração de madeira para o ano 2025, “com vista a garantir a exploração sustentável dos recursos florestais”. Por fim, o Governo apreciou a situação da preparação da celebração dos 50 anos da Independência Nacional.

Moçambique ocupa o terceiro lugar, no mundo, de países com maior número de pessoas infectadas pelo HIV, e o segundo em termos de número de novas infecções. Os dados foram apresentados hoje, pelo Gabinete Parlamentar de Prevenção e Combate ao HIV/SIDA, que recomendou a criação de mecanismos de incremento ao financiamento doméstico de resposta ao HIV. 

O parlamento apresentou, nesta terça-feira, o informe sobre a situação epidemiológica do HIV/SIDA em Moçambique. Segundo os dados apresentados pelo Gabinete Parlamentar de Prevenção e Combate ao HIV, Moçambique é um dos países mais afectados pela epidemia do HIV no mundo com uma prevalência de 12.5% em adultos com mais de 15 anos, sendo mais alta nas mulheres (15%) que nos homens (9,5%) da mesma faixa etária.

Os mesmos dados mostram ainda que, embora o país tenha registado avanços nos últimos anos persistem desafios para o controlo da epidemia do HIV, “o que mostra a necessidade de esforços conjuntos, concertados e o envolvimento de todos os actores para melhorar o desempenho da resposta nacional”. 

O número de deslocados em Moçambique ultrapassou 718 mil no fim do ano passado, revelou o Centro de Monitorização de Deslocados Internos. Das vítimas, cerca de 240 mil foram por conflitos em Cabo Delgado.

Devido a conflitos e violência, mais de 38 milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar as suas residências, para ocupar outros locais dentro do seu país, na África Subsaariana,  no ano de 2024. Moçambique faz parte das estatísticas.

O valor global da região representa 47% do total de deslocados no mundo, revela um estudo divulgado esta segunda-feira pelo Centro de Monitorização de Deslocados Internos,  parte do Conselho Norueguês para os Refugiados.

De acordo com o relatório, em Cabo Delgado, 240 mil pessoas ficaram deslocadas no país durante o ano de 2024 por conflitos e violência e 585 mil por desastres naturais, entre elas, 536 mil devido ao ciclone Chido.

Por sua vez, Sudão e República Democrática do Congo foram os mais afectados, com 11,6 milhões e 6,2 milhões de deslocados, respectivamente, segundo a Organização Não Governamental citada pela RTP Notícias.

O Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Silvano Manhique, realiza, esta manhã, uma visita de trabalho ao Mercado Grossista do Zimpeto e ao Terminal de Transportes Rodoviários do mesmo local.

Manhique vai inteirar-se do funcionamento do mercado, acompanhar de perto o processo de reorganização, bem como avaliar as condições operacionais e de mobilidade urbana no terminal rodoviário, segundo o comunicado enviado ao “O País”.

A edilidade vai ainda “manter contacto directo com os operadores, utentes e gestores locais, reforçando o compromisso da edilidade com uma governação participativa, transparente e voltada para soluções concretas”.

Um bébe de 5 meses esteve em risco de perder a vida devido à  falta de corrente eléctrica no Hospital Provincial de Xai-Xai. A situação, que teve a duração de seis horas, colocou dezenas de doentes em pânico neste domingo. 

A Direcção do hospital diz que o problema deveu-se à avaria do gerador central há dois meses e que ainda não há datas para a sua reposição. 

É à luz de lanternas de telemóveis que os profissionais de Saúde trabalharam das 5 horas até quase 11 horas, deste Domingo, na maior unidade hospitalar da província de Gaza. “Estamos a trabalhar mal desde a madrugada, não temos outra saída com esta situação de falta de energia”, confirmou um técnico de Saúde.

Por volta das 6 horas, uma mulher de 35 anos de idade deu entrada nos serviços de urgência do hospital provincial de Xai-Xai, e trazia aos braços o seu filho de apenas 5 meses, acometido por um quadro agravado de evaginação intestinal. “Entristece-me bastante. Regista aumento da temperatura corporal, dores de estômago e defeca sangue, peço solução, ou mesmo a reposição da energia para que possam intervir e salvar a vida do meu filho”, disse Cecília Balane.

A crise exigia uma intervenção cirúrgica urgente, mas devido à falta de corrente, não foi possível o que deixou os pais do menor em desespero. Mário Timane questionou a ausência de uma intervenção rápida por parte das autoridades do hospital para salvaguardar a vida do seu filho  face ao apagão que perdurou por seis horas. 

“O meu filho precisa de uma intervenção cirúrgica, entretanto, tem de ser transferido para Maputo devido à falta de energia”, lamentou.

O médico clínico, Manuel Inácio explicou que a menor teve “dois episódios de vômito e diarreia com sangue. Precisava de uma operação de urgência, mas que a nossa unidade sanitária, o nosso hospital, não poderia oferecer. Não tinha condição de ser operário. Por falta de corrente. E era corte geral”.

Com o hospital totalmente às escuras, o pânico tomou conta do ambiente e de todos doentes que procuravam por atendimento, de tanto aguardar, alguns cederam ao cansaço buscando conforto no chão frio. Imagens captadas mostram momentos em que os profissionais de Saúde tentavam controlar a situação.

“No dia de ontem, 12, 10 doentes ficaram a espera de atendimento. Por critério de urgência, os doentes não tinham. Poderiam esperar. Não tinha que ter urgência. A corrente elétrica apareceu por volta das 10h43, se a memória não me falha” acrescentou.

“Temos tido vários cortes, mas é uma sessão inevitável.Há dois meses, simplesmente, o nosso gerador não está a funcionar por conta desta TS. A situação é do conhecimento do Ministério de Saúde, a obra Construções, o Serviço Provincial de Saúde, e estamos aguardando mesmo a reposição. Porque este instalado já não pode funcionar”, disse a administradora do hospital.

Elisa Fuel diz que para já não há dinheiro para resolver o problema e garantir a funcionalidade hospitalar perante cortes de corrente eléctrica tal como sucedeu neste domingo.

Foi inaugurado, esta segunda-feira, na cidade de Chimoio, província de Manica, o novo Centro de Formação Profissional, uma infra-estrutura estratégica que visa capacitar jovens com competências técnicas e impulsionar o auto-emprego na região.

O centro, com capacidade para formar até 1.100 jovens por ano, dispõe de uma área administrativa, quatro salas de aula, oficinas de Electricidade Instaladora, Serralharia Civil e Soldadura, além de um pavilhão oficinal e residência para o diretor. Está ainda equipado com sistema de abastecimento de água e um grupo gerador, garantindo autonomia operacional.

Durante um comício popular em Chimoio, o Chefe de Estado destacou a formação técnica e profissional como resposta directa às preocupações da juventude no que diz respeito ao emprego. A nova infraestrutura representa um passo decisivo nos esforços do Governo para descentralizar o ensino técnico, adaptando-o às realidades locais e promovendo o crescimento económico inclusivo.

A estratégia passa por dotar os jovens de competências práticas nas áreas de carpintaria, electricidade, construção civil e serralharia, com o objetivo de facilitar o acesso ao mercado de trabalho e fomentar o empreendedorismo.

Foi ainda anunciado a criação de um novo Fundo de Desenvolvimento local, inspirado no antigo programa dos “7 Milhões”, que irá operar em todos os distritos da província de Manica. O fundo pretende mitigar as dificuldades de acesso a financiamento enfrentadas por jovens empreendedores.

A iniciativa sublinha também a importância da paz e da estabilidade como pilares fundamentais para o sucesso dos projectos de desenvolvimento e inclusão económica no país. O centro de Chimoio junta-se assim a um esforço nacional para oferecer oportunidades concretas de formação e melhorar as condições de vida da juventude moçambicana.

A empresa Hidroeléctrica de Cahora Bassa vai realizar no dia 21 de Maio corrente uma conferência Internacional alusiva aos seus 50 anos. A conferência vai abordar dentre vários temas a  gestão de barragens no contexto de mudanças climáticas.

O evento insere-se nas cerimônias de celebração dos 50 anos da Hidroeléctrica de Cahora Bassa que vão continuar até o fim do ano. O ponto mais alto das celebrações será o dia 23 de junho, data do aniversário da empresa, mas antes está marcada uma conferência Internacional para o dia 21 de Maio, que vai abordar, dentre várias temáticas, a gestão de barragens no contexto de mudanças climáticas.

O painel será composto por individualidades de grande incidência nas matérias, sendo que foram elencados aqui alguns tópicos, nomeadamente um primeiro painel que visa discutir o papel das centrais elétricas no desenvolvimento das economias da região, teremos um segundo painel que é o painel da gestão das hidroelétricas no contexto das mudanças climáticas geradoras de eventos extremos, agora aqui estamos a falar de cheias e secas e particularmente agora nós estamos a falar das secas, pretendemos neste painel discutir como é que as centrais hidroelétricas neste contexto das secas estão a gerir as suas barragens, como é que elas estão a se adaptar às mudanças climáticas.” Explicou Mariano Quinze,  Director de Comunicação da HCB.

Subordinado ao lema “HCB: Ontem, Hoje e o Futuro,Empresa Estruturante e Estratégica”, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa quer envolver entidades da região austral de África e não só na discussão e busca de soluções dos desafios actuais dos sector.

“Contamos que para além dessas empresas que participam neste painel, contamos aqui com um conjunto de convidados, nomeadamente empresas do setor energético nacional e regional que vão estar presentes, aquelas que fazem parte da SAPP, que é a Southern Africa Pool, que é o pool de energia da região, contamos também com académicos, políticos, opinion makers, entusiastas do setor energético nacional e regional. Pensamos que com esta conferência nós podemos estar a dar aqui o nosso contributo na massificação e na disseminação de informação sobre como é que essas empresas do setor energético operam na região” disse.

As actividades de celebração do jubileu HCB vão até o fim do ano e há várias atividades programadas. Com duração de dois dias, são esperadas mais de trezentos participantes e o evento terá lugar na cidade de Maputo.

Depois disso e como forma de continuidade das cerimónias de celebração dos 50 anos da companhia, estão marcadas actividades desportivas e desenvolvimento de projectos de responsabilidade social em todas as regiões do país.

Enfermeiros queixam-se de sobrecarga de trabalho, baixos salários e falta de equipamento nas unidades sanitárias.  Esta segunda-feira celebra-se o Dia Internacional do Enfermeiro e os profissionais pedem melhores condições de trabalho.  

Assim chegava, Levecha Cristina a este local, para mais um dia de trabalho, sem saber o que a esperava. 

A única certeza que carrega, todos os dias, depois de vestir a sua batina branca, é que vai ajudar a salvar a vida de várias pessoas, com diferentes enfermidades. 

Assim o faz há 13 anos, nesta sala do Banco de Socorros, do Centro de Saúde de Xipamanine, onde passa grande parte do dia, desde que se tornou enfermeira. 

“O enfermeiro é um herói sem asas, é aquele que cuida do seu próximo sem olhar para a idade, cor e raça. É aquele que dá a vida e traz a luz”, disse Levecha Cristina. 

Por dia recebe vários pacientes que procuram a cura e depois de diagnosticá-los deve orientar o encaminhamento. 

A missão de ajudar a salvar vidas é para si uma profissão desafiante. 

Tal como Levecha, são vários os enfermeiros que doam parte de si, em benefício do próximo. Que o diga Sarita Valgy, que assim o faz há mais de 30 anos. “Eu já salvei muitas vidas, já fiz muitos partos, já recebi muitos bebés, é uma profissão dignificante, fazemos por amor e não por dinheiro”.

Os desafios na enfermagem tornam-se mais preocupantes quando a missão de salvar vidas é condicionada pela falta de equipamentos, a sobrecarga de trabalho,  e outros problemas, de acordo com os profissionais.  “Vai continuar a ser difícil enquanto não conseguirmos alcançar o número suficiente de profissionais nas unidades sanitárias”.

Esta segunda-feira assiná-la o Dia Internacional do Enfermeiro e, na capital do país, a data foi reservada para reflectir sobre os desafios da classe. 

Apesar das preocupações, a direcção de saúde afirma que paralisar actividades, em reivindicação, não deve ser o caminho.

“Provavelmente existam outras formas de  ultrapassar os desafios que enfrentam sem paralisar as actividaes, porque assim deixamos de honrar com o nosso compromisso ”, disse Paloma Marupia.

Os enfermeiros pedem a melhoria das condições de trabalho, como forma de também expandir o acesso aos serviços de saúde. 

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