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O País – A verdade como notícia

Nove pessoas morreram e outras cinco ficaram gravemente feridas, na sequência de um acidente de viação do tipo choque entre viaturas. Uma das três viaturas envolvidas no sinistro faz transporte de passageiros.

O acidente de viação ocorreu na Estrada Nacional Número Quatro, distrito da Moamba, próximo à portagem, na província de Maputo. O sinistro ocorreu por volta das quatro horas desta segunda-feira.

Os feridos graves foram transferidos para o Hospital Provincial da Matola.

Excesso de velocidade, ultrapassagem irregular e consumo de bebidas alcoólicas pelo motorista de um dos camiões de carga pesada  envolvido no acidente são apontados pela Polícia como as causas preliminares do acidente.

O acidente resultou, até ao momento, em nove mortos, sendo oito no local e um a caminho do hospital. Oito pessoas ficaram feridas, das quais sete estão em estado grave.

Ao todo, são 44 pessoas que morreram vítimas de acidente no intervalo de  21  dias. No dia 18 de Agosto houve dois acidentes, em Maputo e Gaza, que resultaram na morte de 35 pessoas. 

A Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) diz que a instituição continua empenhada, para garantir o arranque das obras da Av. Dom Alexandre, um projecto financiado pelo Banco Africano De Desenvolvimento. Luisa Meque garante estar a pressionar o BAD, para que tudo esteja resolvido o mais rápido possível. 

A Presidente do INGD esclareceu ao “O País” o assunto do atraso das obras da Av. Dom Alexandre. Luisa Meque diz que está preocupada com a via, pois sabe que em dias de chuva o cenário fica mais penoso. 

Mas, porque nem tudo depende da Instituição que dirige, Meque diz que continua a dialogar com o financiador para que tudo se resolva o mais rápido possível. 

Sobre a época chuvosa e ciclónica 2025-2026, a presidente do INGD diz que o governo já está a trabalhar com especialistas para melhor perceber as previsões e projectar as medidas para mitigar os impactos.
Para já, o INGD apela à preparação das comunidades e sectores chave para reduzir riscos e impactos.

Durante a 23ª comemoração do Dia Internacional da Medicina Tradicional, realizada neste fim de semana, médicos tradicionais da província de Tete destacaram a urgente necessidade de criação de uma lei que regule as suas actividades.

Segundo a Associação dos Médicos Tradicionais de Tete, a ausência de um instrumento legal contribui para a desvalorização da prática do no país. A entidade também alertou para a presença de falsos curandeiros, que prometem resolver qualquer problema de saúde. No ano passado, pelo menos três desses impostores foram identificados e desmantelados.

O director provincial de Saúde, que representou o governador no evento, destacou os benefícios da colaboração entre a medicina tradicional e os serviços de saúde formal, sublinhando o papel importante dos praticantes na comunidade.

Actualmente, a província de Tete conta com cerca de 6.400 médicos tradicionais.

As populações de Senga e Quitunda, no distrito de Palma, passam a dispor, desde este sábado, de uma estrada que liga as duas comunidades. Antes, percorrer um troço de cerca de 2 km podia levar mais de 20 minutos, mas agora a via construída pelo Consórcio Mozambique LNG e a Total Energies facilita significativamente a mobilidade.

A estrada de pavês tem cerca de 1,7 km e a sua construção empregou aproximadamente 100 jovens locais. Além de ligar Quitunda e Senga, a via possibilita também a conexão com outras comunidades do distrito, como Patacua e Mandala. Para o Governador de Cabo Delgado, a estrada viabiliza o exercício de actividades económicas e sociais na região.

Mais do que uma via de trânsito, a estrada representa uma oportunidade de renda para a população local, especialmente para quem encontrou no mototaxi uma forma de emprego.

Ainda neste sábado, foi lançado o primeiro marco do projeto de electrificação de Senga e Patacua, previsto para ser concluído nos próximos oito meses.

De Quitunda, as autoridades seguiram para a vila de Palma, onde foi apresentado outro projeto: a construção da estrada que liga a Rotunda ao Centro de Saúde de Palma. As obras estão na fase inicial, terão duração de três meses e envolveram 150 jovens locais.

O Consórcio Mozambique LNG e a Total Energies, apesar de ainda não terem iniciado a exploração de gás na Bacia do Rovuma, realizam desde finais de 2021 investimentos de desenvolvimento socioeconómico avaliados em mais de 20 milhões de dólares anuais.

A presidente da Assembleia da República diz que os veteranos da Luta de Libertação Nacional, pela sua experiência,  tem um papel crucial na defesa da soberania e no combate ao terrorismo. Margarida Talapa falava, este sábado,  aos Combatentes, no âmbito das celebrações antecipadas do Dia da Vitória.

As celebrações do dia dos Acordos de Lusaka começaram mais cedo para os Combatentes da Luta de Libertação Nacional, com a presidente da Assembleia da República a reconhecer o papel dos libertadores da Pátria.

Na visita à Casa do Povo, a Ministra dos Combatentes, Nyeleti Mondlane, explicou que a experiência dos Combatentes deve ser usada para vencer os desafios actuais.

Antes da ida ao Parlamento, o grupo realizou visitas guiadas a monumentos históricos, nas cidades de Maputo e Matola.

Por onde passavam, os combatentes observavam e ouviam tudo atentos, com o objectivo de revitalizar a história, que na verdade, é por eles bem conhecida.

Porque a ideia é tornar as celebrações da Vitória marcantes, depois de visitar as instalações da Revimo, alguns combatentes tiveram a oportunidade de, pela primeira vez, atravessar a Baía de Maputo, por meio da ponte Maputo-Katembe.

Os veteranos da Luta de Libertação Nacional defendem que deve haver maior preservação dos monumentos históricos.

O dia dos Acordos de Lusaka assinala-se este domingo, 07 de Setembro. O também conhecido como Dia da Vitória marca a data em que se chegou ao entendimento de pôr fim à Luta de Libertação Nacional, em 1974.

Um cidadão moçambicano conhecido pelo nome artístico de Dólar diz que o SERNIC usou, por engano, a sua fotografia associada a um outro cidadão morto esta semana na África do Sul, por suposto envolvimento em raptos. Contactado pelo “O País”, o SERNIC não se pronunciou sobre o caso, mas retirou da sua página oficial na internet a fotografia usada para ajudar a localizar o indivíduo morto.

Através de um vídeo que circula nas redes sociais, um homem diz que o Serviço Nacional de Investigação Criminal o confundiu com um suposto raptor assassinado pelas autoridades sul-africanas, na última quarta-feira. 

Segundo explica o cidadão, na verdade, a fotografia usada para ajudar a localizar o indivíduo assassinado é sua e já tinha alertado ao Serviço Nacional de Investigação Criminal sobre a situação, desde que tomou conhecimento de que o suposto raptor era procurado.

O anúncio do assassinato do Dólar Man, cuja fotografia é de um outro cidadão de nome Dólar, causou constrangimento na família e amigos deste último, uma vez que se acreditou que ele era o mesmo raptor morto na África do Sul. 

De acordo com Dólar, nome artístico, a fotografia divulgada pelo SERNIC foi utilizada de forma indevida na identificação de António Francisco Macamo, conhecido por Dólar Man. 

O jovem conta ainda que a confusão teve início no ano passado, quando a sua imagem começou a ser associada a acções criminosas nas redes sociais.

A imagem foi colocada na secção de “Procurados” na página oficial do SERNIC, identificando-o como António Francisco Macamo, conhecido por “Dólar Man”. 

Dias depois do assassinato de António Francisco Macamo, ou seja, do Dólar Man, a fotografia foi removida da plataforma oficial do SERNIC, sem qualquer nota pública de esclarecimento.

Neste momento, a parte reservada a “Procurados”  mostra esta informação: “em actualização”.

Para o Jurista Paulino Cossa houve violação clara do direito ao bom nome e alerta para as graves consequências legais deste tipo de erro.

Além disso, o jurista diz que o cidadão pode processar o Estado por violação de direitos fundamentais, incluindo o direito à imagem e ao bom nome. 

Para falar do assunto, o “O País” contactou sem sucesso o SERNIC.

A situação ameaça mais três mil alunos e professores, há 13 anos. Os alunos exigem a interdição total do edifício, mas, a Direção provincial de Educação apenas interditou oito salas, enquanto uma equipa multissectorial avalia os riscos. 

O edifício onde funciona a Escola secundária de Chibuto há 50 anos pode ceder a qualquer momento. “Em cima, são seis salas estragadas. No meio, uma. Aqui no rés do chão, uma também. Ao todo, são oito salas totalmente degradadas e em  péssimas condições”, lamentou um funcionário daquela  instituição de ensino.

Incontáveis fissuras, rachas, infiltrações na cobertura, janelas destruídas, vigas e soalhos apodrecidos a dominar as paredes do primeiro, segundo e terceiro pisos da infraestrutura. São marcas que traduzem o avançado estado de degradação, associado ao abandono, a avaliar pela queda de várias partes que compõem o edifício escolar.

Por temer que o pior aconteça a qualquer momento, os funcionários da escola decidiram quebrar o silêncio. “Você fica na sala pensando que talvez as paredes vão cair na tua cabeça”, reclamou a funcionária. .

Um edifício escolar com cerca de 50 anos, literalmente, a cair aos pedaços. O problema agravou-se há 13 anos e a falta de manutenção acelerou o processo, sendo que os primeiros sinais de colapso foram registados no ano passado. Neste momento, estão em risco cerca três mil alunos, incluindo 70 professores.

“Eu, meus amigos, meus colegas, desconfiamos muito da escola, porque é como se a escola estivesse quase a desmoronar. Então, nós ficámos com medo, saímos para fora, mas voltámos de novo para ter aulas.  Também, quando alguém passa pelo corredor de cima, parece que vai cair”,disse um   aluno.

Os alunos contam dias de terror e incerteza e elevam a voz para criticar contra a falta de acções mais concretas em sua defesa, além de exigir respostas urgentes das autoridades do Governo, em particular da educação.

“As pedras ainda estão a cair  já não dá para confiar”, alertou um aluno. 

O País  contactou a Direcção Provincial de Educação em Gaza  que, além de confirmar a situação, revelou que está em curso uma avaliação multissectorial, que vai determinar o futuro da escola em iminente colapso, enquanto isso, há pelo menos 8 salas interditadas.

“E no ano de 2024 foi o ano em que teve o seu primeiro colapso, com a queda de algumas partes do reboco. E com este colapso que teve, oito salas de aula foram interditadas para o seu uso, como forma de proteger os alunos daquela escola. Neste momento, foram transferidos para  a  escola 25 de Junho”, esclareceu a porta-voz, Raquelija da Glória.

A responsável avançou ainda que “o Ministério da Educação, a Direcção Provincial da Educação, o INGD, também a Direção Provincial de Obras Públicas estiveram no local a fazer um estudo da real situação da escola, para encontrar a melhor solução neste caso, para ultrapassar este problema”

Raquelija da Glória afasta, pelo menos até a construção de novas salas, a possibilidade de uma interdição total do edifício, mas garante que a intervenção terá lugar ainda neste ano.

“Neste momento, estamos a mobilizar material para poder construir salas de aulas provisórias, que é para interditar todo o edifício vertical, porque está ainda em curso este estudo,  com outras entidades, para perceber o real cenário, se é uma questão de intervenção ou mesmo de destruição daquele edifício e construção de um outro.   As salas serão construídas ainda neste ano, já temos algum material que está a chegar à escola, mas é um trabalho que ainda está sendo feito”, garantiu.

No entanto, o entendimento dos alunos é outro. “Estamos preocupados com a situação, porque isto um dia é normal que caia,  enquanto estamos em aulas”, alertam.

Enquanto isso, mais de  13 turmas continuam expostas ao risco face à acelerada degradação do edifício, nisto uma questão prevalece, será  mesmo seguro adiar a interdição total da escola secundária de Chibuto, em Gaza.

O país vai assistir um eclipse total da Lua, neste domingo, visível em todas as regiões e em todas as suas fases. O fenómeno, que não representa qualquer perigo à saúde, poderá ser observado a olho nu, informou este sábado, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

“Trata-se de um evento seguro, que não exige o uso de qualquer equipamento especial para a sua observação”, explicou Bercaldito Mapulane, técnico do INAM. “Ao contrário dos eclipses solares, este fenómeno não oferece qualquer risco à visão”, segundo Mapulane.

O eclipse total lunar ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projectando a sua sombra sobre o satélite natural. Este será o primeiro eclipse total da Lua visível no país desde 2021, e promete ser uma experiência memorável para entusiastas da astronomia e para o público em geral.

“Estamos perante um fenómeno raro, que acontece quatro anos depois do último registo no nosso território”, sublinhou Mapulane, acrescentando que “é uma excelente oportunidade para a população se conectar com a ciência e com o cosmos”.

De acordo com os dados do INAM, o fenómeno terá uma duração total de 5 horas e 31 minutos. O início está previsto para às 17h36, o momento de maior cobertura da Lua ocorrerá às 20h21 e o eclipse terminará por volta das 23h00.

“Durante este período, a Lua poderá adquirir uma tonalidade avermelhada, um efeito causado pela refracção da luz solar através da atmosfera terrestre, nas três fases que vai observar, nomeadamente: parcial, penumbral e total”, explicou Mapulane, sublingando que “este efeito, muitas vezes chamado de ‘Lua de Sangue’, é um dos aspectos mais impressionantes do eclipse total”.

O INAM recomenda à população que escolha locais com céu limpo e pouca poluição luminosa para observar o eclipse. A visibilidade será melhor em zonas abertas, sem árvores, edifícios altos ou luzes intensas a obstruírem o campo de visão.

“Para uma melhor experiência, é importante evitar áreas urbanas com muita iluminação”, orientou Mapulane. “Locais como zonas rurais ou espaços elevados, com vista ampla do céu, são ideais para apreciar o fenómeno”.

Além disso, o técnico sublinha o potencial educativo e turístico do evento: “Este eclipse representa também uma oportunidade para promover o turismo astronómico em Moçambique. Pode ser uma ocasião de aprendizagem, lazer e até de inspiração”, destacou.

O Instituto Nacional de Meteorologia reforça que continua empenhado na monitoria e divulgação de fenómenos astronómicos, com o objectivo de informar e educar a população sobre os eventos naturais que marcam o calendário científico.

“Queremos que a sociedade compreenda melhor estes fenómenos e participe neles de forma segura e informada. O conhecimento científico deve estar ao alcance de todos”, concluiu Bercaldito Mapulane.

É cada vez mais frequente ver candidatos a ingressarem no ensino superior em Moçambique com médias abaixo de 10 valores, classificação que no sistema nacional é considerada negativa. A situação tem alimentado um intenso debate público sobre se os critérios de admissão às universidades devem ou não ser repensados. Para o reitor da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Manuel Guilherme Júnior, a discussão não pode resumir-se às notas de acesso, mas sim ao problema mais profundo da qualidade do ensino oferecido ao longo de toda a formação académica dos estudantes.

O académico, que falava em Inhambane, momentos após presidir a cerimónia de graduação de mais de uma centena de licenciados em diferentes cursos ligados à agricultura, na Escola Superior de Desenvolvimento Rural da UEM, foi claro ao defender que a nota de admissão não pode, por si só, ser usada como instrumento de avaliação da qualidade do estudante universitário. Segundo disse, é fundamental atacar as causas estruturais que estão na origem das notas baixas, começando pelo fortalecimento do ensino primário.

Guilherme Júnior começou por recordar que a legislação nacional prevê que todos os que terminam o ensino secundário, em princípio, têm condições para ingressar no ensino superior. “Os nossos instrumentos que regulam a formação superior estabelecem que, em princípio, todos aqueles que concluem o ensino secundário deviam ter acesso às universidades. Isto significa que, teoricamente, estão preparados para essa etapa”, sublinhou.

No entanto, o reitor explicou que a realidade é diferente devido ao número limitado de vagas disponíveis. Usou como exemplo a Universidade Eduardo Mondlane, que todos os anos recebe acima de 25 mil candidatos para pouco mais de 5 mil vagas. “Perante esta situação, o exame de admissão surge como critério de seleção. Não significa que os que não entram não têm capacidade, mas apenas que não ficaram entre os melhores classificados no processo”, afirmou.

Ainda sobre este ponto, o dirigente académico fez uma distinção importante: a nota obtida no exame de admissão mede apenas a posição relativa de um estudante em relação aos demais, mas não a sua qualidade intrínseca como futuro universitário. “Se nós estamos a selecionar aqueles que consideramos ter melhores condições e deixamos de lado outros que, em princípio, também poderiam entrar, não significa que estes não estejam preparados. A nota não define a qualidade da sua preparação, apenas a sua superioridade em relação aos restantes. Portanto, penso que o debate sobre as notas de admissão está mal colocado”, defendeu.

O reitor foi ainda mais longe, sustentando que a discussão em torno das médias de entrada deve ser substituída por um debate mais sério sobre a qualidade do ensino no país. “O que precisamos é melhorar a qualidade de ensino desde o nível primário. Se o estudante tiver bases sólidas desde cedo, mais tarde não estaremos a discutir notas de admissão, porque elas seriam apenas um detalhe. A questão essencial é garantir que a formação, desde os primeiros anos de escolaridade, ofereça condições para que qualquer jovem esteja de facto preparado para o ensino superior”, afirmou.

Numa explicação mais detalhada, Guilherme Júnior mostrou como, na prática, a nota de admissão acaba por perder peso quando se observa o funcionamento do sistema. “Se um estudante não consegue entrar na Universidade Eduardo Mondlane ou noutra instituição pública por causa da nota, ele pode procurar uma universidade privada, onde muitas vezes não é exigido exame de admissão. Ou seja, a mesma pessoa que foi considerada inapta num concurso público consegue, no mesmo momento, matricular-se numa instituição privada e prosseguir os estudos. Isso demonstra que o critério não mede qualidade, mas apenas serve como mecanismo de seleção num universo de vagas reduzido”, disse.

O dirigente académico considerou ainda que este tipo de contradições tem prejudicado o debate público sobre o tema, insistindo que a nota de admissão deve ser entendida como um filtro administrativo e não como reflexo do potencial académico dos estudantes. “É preciso que fique claro: a nota de admissão não define a qualidade do estudante. O que define a sua qualidade é o percurso que ele fez ao longo da vida académica, desde a escola primária até ao fim do secundário. É lá onde devemos colocar o foco e investir para que o país tenha jovens verdadeiramente preparados”, frisou.

Ao dirigir-se aos novos licenciados da Escola Superior de Desenvolvimento Rural, Guilherme Júnior destacou ainda a importância dos cursos ligados à agricultura, lembrando que este setor continua a ser estratégico para o desenvolvimento económico e social de Moçambique. Sublinhou que os graduados têm agora a responsabilidade de usar os conhecimentos adquiridos para responder a alguns dos maiores desafios que o país enfrenta, desde a insegurança alimentar às mudanças climáticas.

“Vocês têm em mãos uma missão que vai muito além de uma carreira profissional. Trata-se de contribuir para o futuro do setor agrícola e, por consequência, para o futuro de Moçambique”, afirmou, num tom que arrancou aplausos da plateia.

No final, o reitor voltou a insistir que o país precisa de repensar a qualidade da sua educação, sobretudo nos níveis mais baixos, de modo a assegurar que, quando os jovens chegam às portas da universidade, o debate não esteja centrado em notas de admissão, mas sim no verdadeiro potencial dos estudantes para se tornarem profissionais competentes.

“Se tivermos uma base sólida desde cedo, não será a nota de admissão a definir o futuro dos nossos jovens, mas sim a sua dedicação, o seu talento e a sua capacidade de responder às exigências do país”, concluiu Guilherme Júnior.

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