O País – A verdade como notícia

As autoridades moçambicanas detiveram duas pessoas na posse ilegal de 1400 sacos de carvão vegetal na província de Maputo. Segundo a PRM, suspeita-se que o carvão estivesse a caminho da África do Sul. 

Os dois homens foram interpelados pelas autoridades quando transportavam o produto num camião, tendo sido retidos na primeira esquadra de Beluluane, no Posto Administrativo de Matola-Rio, no distrito de Boane, disse à comunicação social a porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Maputo, Carmínia Leite, citada por Lusa.

Carmínia Leite adiantou que foram acionadas outras instituições que lidam com a área de conservação na província.

Em 03 de Fevereiro, a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental apreendeu, na província e cidade de Maputo, 150 sacos de carvão vegetal frutos de exploração ilegal de florestas, com as autoridades moçambicanas a prometerem mais esforços para defender o meio ambiente.

Em comunicado, a agência avançou que a viatura pesada foi interceptada na manhã daquele dia, no âmbito das acções de fiscalização florestal rotineiras na cidade e província de Maputo, sendo que o transporte era efectuado “sem a devida documentação legal, configurando uma situação de ilegalidade”.

Segundo a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, no momento da interpelação, os ocupantes da viatura colocaram-se em fuga, tendo abandonado o veículo na via pública.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de chuvas moderadas a localmente fortes, acompanhadas por trovoadas e rajadas de vento, em vários distritos das regiões centro e norte de Moçambique nas próximas horas, segundo um aviso meteorológico divulgado hoje.

De acordo com o INAM, as precipitações poderão atingir entre 30 e 50 milímetros em 24 horas, podendo ultrapassar os 50 milímetros em alguns locais.

Na província de Sofala, o fenómeno poderá afectar os distritos de Dondo, Nhamatanda, Muanza, Gorongosa, Cheringoma, Marromeu, Caia, Maríngue e Chemba, bem como a cidade da Beira.

Em Manica, o alerta abrange os distritos de Guro, Tambara, Macossa, Bárué, Vanduzi e Gondola, incluindo também a cidade de Chimoio.

Na província de Tete, o aviso inclui os distritos de Zumbo, Mágoe, Marávia, Cahora-Bassa, Chifunde, Macanga, Angónia, Tsangano, Chiúta, Marara, Changara, Moatize, Dôa e Mutarara, além da cidade de Tete.

Na Zambézia, a previsão de chuva abrange os distritos de Mopeia, Luabo, Chinde, Nicoadala, Namacurra, Gurué, Namarroi, Ile, Lugela, Alto Molócuè, Gilé, Mulevala, Derre, Milange, Molumbo, Morrumbala e Mocuba, incluindo a cidade de Quelimane.

O aviso meteorológico estende-se igualmente à província de Nampula, afectando sobretudo os distritos de Moma, Larde, Liúpo, Mogincual, Mossuril, Murrupula, Mecubúri, Rapale, Muecate, Mogovolas, Meconta, Ribaué, Nacala, Nacala-Velha, Nacarôa, Memba, Eráti, Malema, Lalaua, Ilha de Moçambique e Monapo, bem como a cidade de Nampula.

Na província de Niassa, as chuvas poderão ocorrer nos distritos de Lago, Sanga, Mavago, Mecula, Marrupa, Muembe, Majune, Chimbonila, Mecanhelas, Mandimba, Metarica, Cuamba, Maúa, Ngaúma e Nipepe, além da cidade de Lichinga.

O INAM alerta ainda para a possibilidade de precipitação semelhante na província de Cabo Delgado, sobretudo nos distritos de Mecufi, Chiúre, Ancuabe, Metuge, Quissanga e Macomia, bem como na cidade de Pemba.

As autoridades meteorológicas recomendam à população que acompanhe a evolução da informação meteorológica e adopte medidas de precaução face à possibilidade de ocorrência de trovoadas, rajadas de vento e acumulação de água em algumas zonas

A Primeira-Dama da República,  Gueta Chapo, felicitou a dupla moçambicana  composta por Vanessa Muianga e Ângela Tambe pela conquista  da segunda etapa do Circuito Regional de Vólei de Praia da  Zona VI, alcançada no domingo, na cidade de Maputo, após a  vitória na final frente à dupla do Lesotho Jack e Chiwaniso por 2-0.

Numa mensagem de felicitação, a Primeira-Dama destacou que  a vitória das atletas moçambicanas constitui motivo de orgulho  para o país e demonstra a crescente afirmação do desporto  nacional nos palcos regionais. 

Na mesma mensagem, Gueta Selemane Chapo sublinha que o  desempenho de Vanessa Muianga e Ângela Tambe representa  uma fonte de inspiração para a juventude moçambicana, em  particular para as jovens que encontram no desporto uma via de  afirmação pessoal e colectiva. 

A Primeira-Dama encoraja ainda as atletas a prosseguirem com o  mesmo empenho e dedicação nas próximas competições,  reiterando votos de contínuos sucessos na carreira desportiva e  na representação do país nas arenas regionais e internacionais.  

A Primeira-Dama saudou igualmente a participação da dupla  masculina moçambicana Rafael e Aldevino, que alcançou a  segunda posição na competição após disputar a final frente à  selecção do Botswana, encorajando os atletas a continuarem a  trabalhar com determinação e espírito competitivo para futuras  conquistas. 

A situação de centenas de moradores da cidade da Beira começou a voltar gradualmente à normalidade, depois das intensas chuvas que, entre sexta-feira e sábado, provocaram inundações em vários bairros, sobretudo nas zonas suburbanas. Com a redução do nível das águas, muitas residências que estavam alagadas já voltam a estar livres da água.

Durante o fim-de-semana, a situação foi crítica em diversos pontos da cidade da Beira, capital provincial de Sofala, onde as águas chegaram a atingir cerca de um metro no interior de várias casas, obrigando muitas famílias a abandonar temporariamente as suas residências. No entanto, nesta segunda-feira, o cenário mostrava sinais de melhoria, com a maior parte das águas já a escoar.

No bairro do Vaz, um dos mais afectados, moradores dizem que a situação começa a estabilizar-se, embora ainda persistam alguns pontos com água acumulada.

“Hoje já está um pouco normal. A água diminuiu e acabámos de tirar o que restava. Agora ficou apenas aquela que ainda está a sair por baixo”, contou Luísa Benguela, residente do bairro.

Algumas famílias que tinham levado as crianças para zonas mais seguras começaram igualmente a regressar às suas casas, à medida que as condições melhoram.

Apesar do alívio, os moradores continuam a pedir melhores condições de drenagem e infra-estruturas, para evitar que situações semelhantes se repitam.

“A ajuda que queremos é para organizar esta zona. Não temos drenagem nem estrada. Outras zonas da cidade já melhoraram, mas aqui ainda enfrentamos muitos problemas”, lamentou Catarina Manuel.

As chuvas também afectaram infra-estruturas sociais. A Escola Primária do Vaz, uma das mais impactadas pelas inundações, esteve totalmente alagada na tarde da última sexta-feira, o que impossibilitou a realização de aulas.

Quando a equipa de reportagem regressou ao local, nesta segunda-feira, encontrou um cenário diferente: as águas haviam baixado e pais e encarregados de educação mobilizaram-se voluntariamente para limpar o recinto escolar, numa tentativa de permitir o regresso das actividades lectivas.

Mesmo assim, alguns encarregados de educação consideram que a escola enfrenta vários problemas estruturais.

“Esta escola não está em condições. Falta manutenção, temos problemas com as cheias, e as casas de banho não estão em boas condições para as crianças”, afirmou Luísa Limpo, encarregada de educação.

Apesar da melhoria, ainda existem dificuldades de acesso em alguns caminhos que conduzem à escola e a determinadas residências, onde a água continua acumulada, chegando, em alguns pontos, à altura dos joelhos.

De forma geral, porém, a vida tende a regressar à normalidade na cidade da Beira, numa altura em que as previsões meteorológicas indicam a possibilidade de novas chuvas na província de Sofala, embora com níveis de precipitação relativamente baixos nos próximos dias.

Já estão oficialmente encerradas as instalações da Mozal em Moçambique, na sequência da incapacidade da empresa de ter energia suficiente e a preços competitivos. O futuro da infra-estrutura no país ainda é incerto.

Depois de ter prometido encerrar as suas instalações no fim do ano passado, a Mozal confirmou oficialmente nesta segunda-feira que deixa de operar no país e que seus activos ficam em estado de conservação e manutenção.
Sendo assim, a empresa dispensou os seus trabalhadores e fornecedores de bens e serviços por não ter conseguido um acordo para a redução do preço da energia eléctrica que permitisse a fundição manter-se competitiva a nível internacional.
“Encontrar uma solução foi ainda mais difícil devido às condições de seca que afectam a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), de onde a Mozal obtinha anteriormente a maior parte da sua electricidade”.
Em comunicado de imprensa emitido nesta segunda-feira, o vice-presidente de operações da Mozal Aluminium, Samuel Gudo, disse que este não é o resultado que era esperado pela empresa depois de operar cerca de 25 anos no país.
“Nos últimos seis anos, engajamo-nos amplamente com o Governo da República de Moçambique, a Eskon e outros intervenientes-chave para garantir um contrato de energia para a Mozal que lhe teria permitido continuar a operar e manter-se um negócio viável e competitivo a nível global”.
Na semana passada, o Governo prometeu procurar saber da empresa sobre o destino que pretende dar às suas instalações no país, sem descartar a possibilidade de entrada de novos operadores para a retoma das actividades.

Um jovem foi encontrado morto em cima de um posto de transformação de energia no bairro Muhalaze, quarteirão 26. Segundo moradores, o indivíduo, de aproximadamente 35 anos de idade, terá tentado roubar material eléctrico, concretamente cabos eléctricos, sem sucesso.

Um grito de socorro de quem viu primeiro o corpo do jovem pendurado no PT, acordou os moradores do quarteirão 26, do bairro de Muhalaze no município da Matola. O corpo pertence a um jovem desconhecido pelos moradores, e que supostamente teria tentado roubar material pertencente a Empresa Electricidade de Moçambique. 

A situação deixou mais de 300 moradores sem energia elétrica e com maior preocupação para os próximos dias, uma vez que esta não é a primeira vez que tal acontece. 

A chefe de quarteirão afirma que os casos são todos reportados à EDM e às estruturas máximas dos bairros, e cogita a possibilidade de uma concertação para a activação de policiamento comunitário.

Não poucas vezes que a empresa electricidade de Moçambique tem vindo a denunciar problemas de roubo de material em todo o país, só em 2025 o prejuizo foi de 23 milhões de meticais.

Severino Ngoenha volta a insistir que o país precisa usar parte do Fundo Soberano para financiar a Educação, pois, sob seu ponto de vista, só assim é que o país pode reduzir a dependência externa. O académico critica a qualidade de ensino e entende que uma educação que não resolve os problemas do país é prova de que não é de qualidade.

Severino Ngoenha volta a lançar um olhar crítico ao sector da Educação em Moçambique e alerta para o risco que pode advir da falta de um investimento sério no sector.

Na sua óptica, a falta de uma resposta acertada para esses problemas é um dos barómetros que ajudam a medir a qualidade do ensino.

Segundo Ngoenha, a Educação não se deve fazer polémicas, mas trazer soluções. 

Se no passado, o analfabetismo facilitou a escravatura em África, o filósofo vê um futuro sombrio, caso o Governo não assuma priorize a Educação como factor de transformação sócio-científico.

Mais de 3 milhões de pessoas vivem com a diabetes no país. A maioria dos casos tem resultado na amputação dos membros inferiores. O Ministério da Saúde poderá, nos próximos dias, introduzir nova medicação que acelera a cicatrização.

A maioria dos casos de amputação dos membros de pacientes, no sector da saúde, surgem em consequência da diabetes. 

Trata-se de uma doença que, em parte, resulta de maus hábitos alimentares e não prática de exercícios físicos, afectando pelo menos 3 milhões de pessoas no país.

“ A diabetes não controlada é uma das principais complicações de várias doenças. Complicações cardiovasculares, complicações neurológicas, complicação da visão, mas aqui hoje vamos falar da complicação dos membros inferiores, que hoje é chamado pé diabético. O pé diabético é uma das principais causas de amputação não traumática na República de Moçambique”, explicou Ussene Isse, ministro da Saúde.  

Só no Hospital Central de Maputo são realizadas, por semana, entre 6 a 7 amputações de membros inferiores devido a complicações diabéticas. 

Um problema que poderá ser minimizado nos próximos dias, com a introdução de novo tratamento. 

“ Uma das complicações da diabetes é o aparecimento de feridas, aquilo que nós chamamos de úlceras e essas úlceras são muito complicadas a fazer o seu tratamento, então este novo medicamento que já foi registado no país e vai estar acessível no Sistema Nacional de Saúde, são injeções que têm de ser feitas, têm o seu custo, são feitas as injeções dentro das feridas e estas feridas, que eram difíceis de sarar, têm uma regeneração, têm uma cicatrização muito mais fácil e deixa de haver complicações da infeção e que poderia terminar com a amputação”, explicou Atílio Moraes, médico Cirurgião. 

Antes da implementação do novo tratamento, nas unidades sanitárias, 30 profissionais de saúde serão formados, durante duas semanas. 

“ A Clínica Marcelino dos Santos reconhece que o custo envolvido no tratamento da diabetes é extremamente elevado em todo o mundo, não é particular para Moçambique, daí que esta estratégia deve ser desenvolvida a nível do setor público e esta parceria que foi estabelecida entre a Clínica Marcelino dos Santos, o Ministério da Saúde e o Hospital Central é prova disso. Portanto, o que se pretende é que este tratamento esteja disponível no setor público. Em outros países, como Cuba em particular, este tratamento é disponibilizado a nível dos centros de saúde, porque é lá onde está a maioria dos pacientes que sofrem do pé diabético e que necessitam deste tipo de tratamento. Portanto, é nossa intenção, com este tipo de formação, levar o tratamento aos centros de saúde, daí que os beneficiários desta formação são os cirurgiões e ortopedistas que trabalham a nível das unidades do setor público. Em relação à mitigação do custo envolvido neste tratamento, faz parte da estratégia da Clínica Marcelino dos Santos encontrar parceiros que subsidiem todo este tratamento, de tal modo que o paciente não irá representar um custo direto para o seu bolso, porque nesta estratégia de parceria entre a Clínica e o Ministério da Saúde já prevê o financiamento para a disponibilização do tratamento destes pacientes a nível das unidades sanitárias periféricas públicas”, disse Adriano Tivane, director Clínico da clínica Marcelino dos Santos.

A formação será dirigida por médicos cubanos.

“É um produto que se começou a aplicar em 2007 em Cuba, em 2008 em Venezuela, já se aplica em 24 países e em África se aplica em vários países, Sudáfrica, Angola, Gana e agora em Moçambique”

A formação será expandida para outros pontos do país. 

A Kenmare doou kits de emergência e primeiros  socorros ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), numa iniciativa destinada a apoiar as populações afectadas pelas recentes cheias e inundações em várias regiões do país. 

A doação, avaliada em mais de quatro milhões e oitocentos mil meticais, visa reforçar a  capacidade de resposta das autoridades e das unidades de saúde que prestam assistência às comunidades  afectadas pelos recentes eventos climáticos. 

Os kits foram preparados com base nas necessidades actualmente identificadas em hospitais e unidades  de saúde, incluindo materiais de consumo clínico e medicamentos essenciais utilizados no atendimento  de emergência. Entre os principais itens encontram-se luvas de examinação, gaze hidrófila, antibióticos  de largo espectro, analgésicos e antipiréticos, anti-inflamatórios e medicamentos utilizados no  tratamento de condições infecciosas e cardiovasculares. 

A iniciativa enquadra-se no compromisso de responsabilidade corporativa da Kenmare e na sua visão de  contribuir para o desenvolvimento sustentável de Moçambique, reforçando o papel da empresa  como parceiro estratégico do país e como agente activo na promoção da saúde, segurança e bem-estar  das comunidades. 

Gareth Clifton, representante da Kenmare, destacou que “a Kenmare orgulha-se de continuar a apoiar Moçambique em momentos que exigem solidariedade e  cooperação. Esta doação representa o nosso compromisso em contribuir, de forma concreta, para os  esforços nacionais de assistência às populações afectadas pelas cheias, reforçando a capacidade de  resposta das instituições responsáveis pela gestão de emergências no país.” 

A entrega dos kits foi realizada em coordenação com o INGD, entidade responsável pela coordenação das acções de prevenção, gestão e resposta  a desastres em Moçambique. 

A Kenmare Resources plc é um dos maiores produtores mundiais de produtos de areias minerais. A  empresa opera a Mina de Minerais de Titânio de Moma, na província de Nampula. Está em  produção há 19 anos e representa aproximadamente 6% das exportações de  Moçambique, e os seus produtos são fornecidos a clientes em mais de 15 países.

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