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A Fidelidade Ímpar Moçambique distinguiu, hoje, os vencedores da 1ª edição do Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade, em Maputo. O evento reuniu organizações da sociedade civil, parceiros e órgãos de comunicação social.

Nesta primeira edição, foram distinguidas iniciativas nas áreas de Inclusão Social de Pessoas com Deficiência ou Incapacidade e de Prevenção em Saúde, com um apoio total de Um milhão e quinhentos meticais e  750 mil por organização vencedora.

Segundo o comunicado da organização, foram recebidas um total de mais de 216 candidaturas. As propostas foram avaliadas por um júri independente, composto por Jorge Ferrão, Terezinha da Silva, Mércia Viriato, Stewart Sukuma e Vitor Bandeira – PCE da Fidelidade Ímpar Moçambique. 

Os projectos vencedores são: NutiFamily+ (Programa Comunitário de Nutrição, Inclusão Produtiva e Resiliência Alimentar), desenvolvido pela Associação Nutrição em Desenvolvimento (ANDMoz); Prevenção em Saúde Projecto: Empoderamento das Raparigas em Situação de Vulnerabilidade por meio da Promoção e Acesso à Higiene e Saúde Menstrual da Associação Missão Moçambique (MiMo) em parceria com a Be Girl.

Para Víctor Bandeira, PCE da Fidelidade Ímpar Moçambique, o Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade é a forma de tornar concreto o compromisso da organização com o país.

Fidelidade Moçambique é a seguradora de referência em Moçambique, oferecendo uma vasta gama de produtos nos ramos Vida e Não Vida. Guiada por valores como a Experiência, a Inovação, a Superação e o Valor Humano, a Fidelidade Moçambique disponibiliza soluções ajustadas às diferentes necessidades das famílias e das empresas moçambicanas.

A Fidelidade Moçambique é a única seguradora moçambicana com uma classificação internacional de robustez financeira (Financial Strength Ra/ng – FSR) elevada, atribuída pela agência de notação AM Best, que conferiu à seguradora a classificação ‘B’ em 2022 e 2024.

A asseguradora integra o Grupo Fidelidade, cuja história começou em 1808, em Portugal, onde é líder de mercado com 2,3 milhões de clientes. A nível global, o Grupo Fidelidade está presente em 13 países.

O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que o aumento dos preços dos combustíveis pode tornar-se inevitável devido à escalada de tensões no Médio Oriente, defendendo que Moçambique deverá preparar-se para os impactos económicos dessa conjuntura global.

Falando em declarações públicas, o Chefe de Estado associou a subida dos preços à instabilidade internacional, sublinhando que o país não está isolado dos efeitos do mercado energético mundial.

“Com a guerra entre o Irão, Israel e Estados Unidos, boa parte dos combustíveis sai daquela zona. Mais cedo ou mais tarde, os novos preços vão ter de chegar ao nosso país”, afirmou.

O Presidente classificou a situação como um desafio global, comparável ao impacto da pandemia da Covid-19, e garantiu que o Governo está a monitorar a evolução do mercado para tomar medidas de mitigação.

“É um desafio global, à semelhança do Covid. O Governo tem estado a atualizar a situação diariamente e vamos continuar a acompanhar”, disse.

Governo de Moçambique deverá, segundo o Presidente, adotar medidas para aliviar a pressão sobre o custo de vida, embora sem detalhar quais serão as intervenções específicas neste momento.

O Chefe de Estado apelou ainda ao combate à desinformação em torno dos preços dos combustíveis, defendendo que a comunicação social deve basear-se em fontes oficiais.

“Quando há desinformação sobre este processo, os órgãos de comunicação social devem atualizar com base em fontes fidedignas, que é o Governo da República”, referiu.

Apesar do cenário de incerteza, o Presidente assegurou que o Executivo está a tentar atrasar o impacto imediato das subidas.

“Estamos num processo de controlo para que este assunto possa continuar a ser retardado. Mas enquanto a guerra continuar, não será possível esticar a corda por muito mais tempo”, alertou.

As declarações surgem num contexto de crescente preocupação com o custo de vida no país, especialmente nos setores de transportes e bens essenciais, fortemente dependentes da variação dos preços internacionais dos combustíveis.

A Cornelder de Moçambique, gestora dos terminais de contentores e carga geral do Porto da Beira, procedeu, recentemente, à entrega de kits escolares a 300 crianças da Escola Básica Heróis Moçambicanos, naquela cidade, capital da província de Sofala, numa iniciativa que visa contribuir para a melhoria das condições de aprendizagem e promover a inclusão escolar.

A acção enquadra-se no programa de responsabilidade social da Cornelder de Moçambique, que tem como objectivo apoiar o desenvolvimento das comunidades onde a empresa opera, com especial enfoque na educação.

Os beneficiários foram identificados pela direcção da escola como sendo crianças pertencentes a famílias de baixa renda, provenientes dos bairros Praia Nova, Goto e CFM.

“A educação constitui um pilar essencial para o desenvolvimento das comunidades. Na Cornelder de Moçambique, acreditamos que apoiar as crianças e investir em melhores condições de aprendizagem é investir no futuro da cidade da Beira. Por isso, continuaremos empenhados em contribuir para o fortalecimento da educação e do desenvolvimento das crianças”, afirmou Chabelli Gonçalves, do Departamento de Marketing e Comunicação da Cornelder de Moçambique.

Por seu turno, o director pedagógico da Escola Básica Heróis Moçambicanos, Josefa Elias, enalteceu o gesto, destacando o impacto positivo da iniciativa no percurso escolar das crianças.

Na ocasião, Josefa Elias manifestou a expectativa de que acções desta natureza possam inspirar outras organizações e indivíduos a apoiar a educação em Moçambique, em geral, e na cidade da Beira, em particular.

A Escola Básica Heróis Moçambicanos integra o conjunto de instituições de ensino apoiadas pela Cornelder de Moçambique, que tem vindo a implementar diversas iniciativas de carácter social na cidade da Beira.

Oito estudantes ficaram feridos esta terça-feira, um dos quais em estado grave, na sequência da explosão de uma granada numa escola do posto administrativo de Maluana, na Manhiça, província de Maputo, avançou a polícia.

Segundo o chefe das operações no comando distrital da Polícia da República de Moçambique da Manhiça, Deoclésio Maiela, o incidente ocorreu durante a tarde, quando um grupo de estudantes entrou em disputa, no recinto escolar, por uma granada na posse de outro aluno.

Um dos alunos terá arrancado a granada das “mãos dos colegas” e lançado contra as pessoas que se encontravam nas proximidades daquele recinto da Escola Secundária Filipe Jacinto Nyusi.

“Um deles arrancou nas mãos do outro e lançou onde havia outros alunos no recinto escolar e aquilo explodiu. E outros alunos que estavam lá no local ficaram feridos”, disse Deoclésio Maiela.

Sem avançar mais detalhes, o chefe das operações garantiu que as oito vítimas, uma das quais em estado grave, foram encaminhadas para o centro de saúde distrital, onde se encontram a receber cuidados médicos.

O Mercado do Maquinino, o principal mercado da cidade da Beira, voltou a registar focos de lixo em várias áreas, com maior incidência nos espaços onde são confeccionados e vendidos alimentos, levantando preocupações sobre riscos à saúde pública.

A situação repete-se após um período de aparente melhoria, com vendedores a denunciarem falhas na recolha de resíduos sólidos e o agravamento das condições de higiene. Em alguns pontos, o lixo permanece acumulado durante dias, sobretudo em zonas de maior movimento.

Segundo comerciantes, a recolha não tem sido regular, o que contribui para a degradação do ambiente de trabalho.

“A recolha de lixo não tem sido frequente. Chegamos cedo, cozinhamos, mas o lixo só é retirado muitas horas depois”, afirmou Ana Maria.

Outras vendedoras relatam que a situação se prolonga por longos períodos sem intervenção das equipas de limpeza.

“Às vezes passam uma ou duas semanas sem recolha. Não é fácil trabalhar assim”, disse Luísa Tomé.

Além da acumulação de resíduos, há relatos de uso indevido dos espaços do mercado como sanitários improvisados, agravando ainda mais as condições de salubridade.

“As pessoas bebem aqui e usam o espaço como casa de banho. O lixo fica dias sem ser removido”, denunciou Marta Zacarias.

Os vendedores também criticam a cobrança diária de taxas, que, segundo dizem, seriam destinadas à gestão e tratamento do lixo.

“Pagamos 26 meticais por dia. Mesmo assim, o lixo não é tratado como devia”, afirmou Albertina Ursul.

Entre os utentes, cresce a insatisfação com as condições do mercado, considerado um dos mais importantes centros de abastecimento da cidade.

“É uma situação muito difícil, há falta de organização”, lamentou Gabriel João.

A gestão do mercado reconhece a existência do problema, mas aponta dificuldades em impor mudanças de comportamento entre os vendedores. O responsável do espaço, Albano Chone, atribui parte da responsabilidade aos comerciantes, defendendo que têm sido feitas campanhas de sensibilização.

“Temos feito sensibilização, mas nem sempre há colaboração. Cada um deve cumprir as recomendações”, afirmou.

Apesar das críticas, existem algumas áreas do mercado onde a situação é considerada controlada, devido à organização interna dos próprios vendedores, que conseguem manter melhores níveis de limpeza.

O cenário reacende o debate sobre a gestão de resíduos urbanos e as condições de higiene nos mercados municipais, considerados pontos críticos para a saúde pública na cidade da Beira.

A Associação Nacional dos Professores quer que a idade máxima dos dirigentes seja 70 anos e sugere que a sociedade civil passe também a fazer parte da Assembleia da República.  Já as associações de Restauração, Catering e Eventos querem mais estratégias de promoção da inclusão económica.  As ideias constam das contribuições ao Diálogo Nacional Inclusivo.  

A comissão técnica continua a receber contribuições no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo e, esta terça-feira,  foi a vez de quatro organizações da sociedade civil. 

A Associação Nacional dos Professores foi a primeira, que além de pedir que haja aumento do orçamento direcionado ao sector da educação e mudanças curriculares, falou de mexidas em alguns órgãos de soberania. 

A ANAPRO propõe um modelo parlamentar misto, com representação direta da sociedade civil. Isto é, nós achamos que o nosso parlamento não deve só ser constituído pelos partidos políticos, deve também ter a representação da sociedade civil. Ponto número dois é a limitação da idade máxima dos altos dirigentes do Estado. A proposta é estabelecer a idade máxima como 70 anos para a ocupação de altos cargos políticos e administrativos. O terceiro ponto é a proibição de elementos da mesma família em altos cargos”, explicou Carlos Muhate, representante da ANAPRO. 

As associações Moçambicana de Catering e de Eventos falam de medidas para impulsionar o turismo e alavancar a economia. 

Entendemos que o alargamento do acesso a atividades geradoras de rendimento por parte, elas contribuem para este alargamento e a integração progressiva dos operadores informais, e estimula o empreendedorismo sustentável.Então, pretendemos aqui, neste diálogo, através de propostas que nós vamos aqui apresentar, que haja mais valorização do emprego da juventude”, disse Aurélio Mausse.

A Associação da Aliança Jovem para Escrita e Consciência também apresentou o seu contributo.  

“Propomos a criação de um conselho nacional consecutivo da juventude, com poder vinculativo nas políticas públicas. Propomos a imposição de uma cota mínima de 30% nas listas partidárias, nos órgãos de Estado e nos projetos estatais”,explicou o secretário Geral da AJEC

O presidente da COTE realçou que todos devem estar envolvidos no Diálogo Nacional Inclusivo. 

“Está a ocorrer em todas as províncias, as mesas redondas, onde membros da academia, da sociedade civil, do setor privado, das confissões religiosas, são chamados a participar em cada uma das províncias, apresentando suas contribuições, seus pontos de vista para o diálogo nacional inclusivo”, apelou Edson Macuacua. 

Edson Macuacua anunciou, na ocasião, o término das auscultação pública nas zonas rurais.

O Governo admite que há crise de combustíveis nas principais cidades do país e promete apresentar soluções em momento oportuno.

Depois de receios, a crise de combustíveis já se tornou uma realidade nalgumas cidades do país. O Governo confirmou, esta terça-feira,  que as gasolineiras estão pressionadas.  

“Estamos numa situação de crise, é uma crise global e o que podemos dizer é que neste momento a tendência é de, como podem perceber, a economia funciona muito na base de percepções e também na base de expectativas e há uma corrida muito premente nos últimos dias para o combustível. Então, a mensagem aqui é que vamos aguardar, o Governo está a acompanhar, essas situações que estão a ser reportadas aqui de pressão sobre os combustíveis, a sua limitação é algo que está na informação, na posse do Governo e vamos fazer o seguimento e no momento oportuno, porque não podemos dizer de uma forma taxativa, a situação está completamente resolvida por causa das dinâmicas externas e das negociações e dos acordos que têm que ser feitos pelos compradores, pelo mercado internacional, com os preços e neste momento a única mensagem que é fundamental é que estamos a tratar do assunto”, explicou Salim Valá, porta-voz do Conselho de Ministros.

Para já, o porta-voz do Governo, Salim Valá, não afasta a possibilidade de agravamento dos preços, mas tudo dependerá da guerra no Médio Oriente. 

“Esta é uma possibilidade que poderá ocorrer, como aconteceu com outros países, não aumentaram o preço dos combustíveis porque tinham vontade de o fazer, mas vamos aguardar, vamos gerir este momento difícil e vamos esperar que a situação no Médio Oriente se normalize e que efetivamente este, que não era um problema, possa ser ultrapassado naturalmente”.   

Questionado por jornalistas sobre as regalias criadas para os antigos presidentes da República, Salim Valá foi um homem de poucas palavras.

No Conselho de Ministros desta terça-feira, o Executivo aprovou ainda a redefinição das atribuições do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável.

“A redefinição das atribuições e competências do FNDS, visa retirar as responsabilidades relativas ao desenvolvimento rural, que passaram para o Ministério da Planificação e Desenvolvimento, e redefinir a sua tutela sectorial, que passa a ser exercida pelo Ministro que superintende a área do ambiente”.

Sobre os impactos das cheias e inundações, o porta-voz do Governo assegurou que as famílias continuam a ter a assistência necessária. 

A lista C, encabeçada por Samuel Hlhavanguane, para a eleição do novo bastonário da Ordem dos Advogados apresentou, nesta segunda-feira, o seu manifesto. O candidato prometeu reformar a ordem por dentro, dar dignidade aos advogados e rever o regulamento eleitoral.

Samuel Hlhavanguane foi o terceiro dos quatro candidatos a bastonário da Ordem de Advogados a juntar publicamente, na cidade de Maputo, seus apoiantes e aqueles que queriam o ouvir, na sua corrida ao cargo da Ordem dos Advogados de Moçambique. O manifesto de Hlhavanguane, segundo o candidato, visa devolver a dignidade e calma ao advogado.

“Pedem para que os advogados possam ter calma. Como é que podemos ter calma enquanto as prerrogativas do advogado continuam a ser violadas todos os dias? Enquanto colegas advogados são detidos em circunstâncias desnecessárias. Estão a ver um advogado que está a acompanhar um arguido e de repente é o advogado que é levado para as celas”, reclamou Samuel Hlhavanguane, candidato a bastonário da OAM.

Hlhavanguane promete introduzir mudanças na ordem, a começar pelo regulamento eleitoral.

“O nosso regulamento eleitoral é um regulamento que não é digno de uma agremiação de juristas. Mas, todos os dias, os advogados da ordem fazem regulamentos para outras ordens, para outras associações, para outras agremiações. No entanto, o nosso regulamento continua com defeitos desde o ano de 2018. E estão a dizer, votem em nós que desta vez iremos resolver”, assegurou.

As eleições a cargo de Bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique estão marcadas  para o dia 25 de Abril de 2026

O Ministério da Saúde reconhece como justa a manifestação dos médicos estagiários que acamparam no edifício ministerial, nesta segunda-feira, em reivindicação aos subsídios de estágio integral. O MISAU apela à compreensão e serenidade enquanto os pagamentos não são efetuados e assegura que está a envidar esforços para regularizar a situação. 

Oito horas após o início da manifestação de médicos estagiários afectos ao Hospital Central da Beira, que tiveram de viajar a Maputo para reivindicar o pagamento de subsídios de estágio integral, atrasados há 10 meses, o Misau reagiu em um comunicado a reconhecer a justeza da manifestação.

“O MISAU reconhece a existência de atrasos no pagamento de subsídios, situação em tratamento ao nível dos Serviços Provinciais de Saúde de Tete, Serviços Provinciais de Saúde de Nampula e da Direcção de Administração e Finanças”, lê-se no comunicado.   

O Ministério alega que foram adoptadas medidas que vão permitir a  regularização dos pagamentos em atraso e a cabimentação dos meses subsequentes, mas por agora,

“O Ministério da Saúde reitera o seu compromisso com o cumprimento das obrigações legais e com a valorização dos futuros profissionais de saúde, estando a envidar esforços para assegurar a regularização integral dos pagamentos em atraso; O MISAU apela à compreensão e serenidade por parte dos Estudantes”.

O “O País” entrou em contacto com médicos estagiários ao início da noite desta segunda-feira, e disseram ter recebido uma promessa de pagamento prevista para  quarta-feira, e o Governo assegurou-lhes uma residência.

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