O País – A verdade como notícia

Dois indivíduos estão detidos, acusados de envolvimento em mais de dez crimes de raptos, na cidade e província de Maputo. O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) afirma que os mesmos estiveram também envolvidos na troca de tiros, havida na semana na passada, no bairro da zona Verde. 

Segundo o SERNIC, os dois indivíduos foram detidos na sequência de uma investigação relacionada com o sequestro de um empresário, proprietário de uma ferragem, numa operação conjunta realizada na quinta-feira passada. O porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, explica que, durante a operação, houve troca de tiros, que culminou com a morte de dois malfeitores no local.

Durante a conferência de imprensa, Lole esclareceu ainda que o SERNIC continua a prestar apoio às vítimas atingidas pelas balas perdidas durante a operação, mas assegura que não se trata de assumir a culpa pelo ocorrido. 

O município de Chibuto necessita de cerca de 200 milhões de meticais para financiar obras estruturantes de combate à erosão, que se agravou com as chuvas intensas e cheias da presente época chuvosa de 2026. A estimativa foi avançada pelo vereador de Infra-estruturas, Jacinto Macondzo, que descreveu um cenário preocupante para a cidade e arredores.

Em entrevista exclusiva ao O País , Jacinto Macondzo apontou que “para minimizar os problemas de erosão ao nível da nossa cidade, a estimativa de custos ronda os 200 milhões de meticais”,  explicando que várias vias apresentam ravinas com profundidade superior a um metro, o que colocando em risco a circulação de pessoas e bens.

De acordo com o responsável, pelo menos 15 estradas principais encontram-se em estado considerado dramático. Embora Chibuto esteja situada numa zona alta e não tenha sido directamente submersa pelas cheias, as chuvas torrenciais provocaram forte arrastamento de solos, abrindo crateras nas vias e afectando residências. “Temos ruas completamente esburacadas e algumas casas com solos acumulados até ao nível das janelas”, lamentou.

A erosão, sublinhou, não é um fenómeno novo, mas a intensidade das últimas chuvas agravou substancialmente a situação. Para garantir alguma transitabilidade, o município tem priorizado intervenções nos pontos mais críticos. “Estamos a reparar os locais que permitem a circulação mínima dentro da cidade, mas precisamos de uma solução estrutural”, apontou.

O impacto estende-se a serviços essenciais. O acesso à escola do bairro Unidade está condicionado, assim como ao hospital do bairro Moussavene e à escola do bairro 2. Particularmente crítica é a situação da Escola Básica 25 de Junho, recentemente reabilitada com apoio do Banco Mundial, onde salas ficaram inundadas por água e areia até quase um metro de altura.

“Os pais e encarregados de educação estão a fazer um esforço enorme para remover os solos antes do início do ano lectivo”, disse Macondzo, acrescentando que o município está a rever o projecto de construção de um muro de vedação, de modo a torná-lo mais resiliente às enxurradas.

Se a zona alta sofreu com a erosão, as áreas baixas, onde se concentra a produção agrícola, foram directamente atingidas pelas cheias. A chamada cintura verde da cidade, responsável pelo abastecimento de hortícolas, ficou praticamente destruída.

“Perdeu-se tudo. Nada escapou”, afirmou o vereador, referindo-se às culturas de couve, alface e tomate que abasteciam Chibuto e a cidade de Xai-Xai. Na Baixa do bairro Unidade e na zona de Machae, a deposição de areia comprometeu a fertilidade dos solos.

Além da destruição provocada pelas cheias, a irregularidade das chuvas agravou o cenário. 

“As zonas que deviam recuperar estão agora a sofrer por falta de chuva. As plantações estão a morrer”, lamentou.

Com cerca de 83 mil habitantes, Chibuto enfrenta risco real de insegurança alimentar. “A fome é eminente”, alertou o vereador, explicando que grande parte da população depende da agricultura de subsistência. Actualmente, não há produção significativa de hortícolas na cidade, que passou a depender de produtos provenientes de Chókwè e Chongoene.

A crise agrícola tem reflexos directos na arrecadação de receitas municipais. O mercado local, antes dinámico, encontra-se praticamente sem movimento. “Os locais onde se vendia alface e couve estão às moscas”, descreveu.

Segundo o vereador, o município enfrenta dificuldades para assegurar despesas correntes, como pagamento de salários, recolha de lixo e manutenção básica de infra-estruturas. “Sentimo-nos com falta de recursos para garantir a sobrevivência do próprio município”, afirmou.

Como resposta, a edilidade iniciou um processo de recadastramento para reforçar a cobrança do Imposto Pessoal Autárquico (IPA), da Taxa de Actividade Económica (TAE) e do foro de terrenos. Equipas técnicas estão no terreno a actualizar dados nos bairros urbanizados.

“Apelamos à colaboração dos munícipes. Precisamos que todos cumpram com as suas obrigações fiscais para que possamos melhorar as vias e combater a erosão”, destacou.

Parte do problema, explicou, resulta das águas provenientes das estradas nacionais que atravessam o município, N102 (Chongoene–Chibuto), N220 (Chibuto–Chissano), Chibuto–Guijá e a via para Alto Changane, sob gestão da Administração Nacional de Estradas (ANE). O município já submeteu um levantamento técnico das necessidades.

“Esperamos que a ANE possa apoiar nas reparações, porque algumas erosões resultam directamente das águas que descem dessas vias”, disse.

Para Jacinto Macondzo, o desafio é estrutural e exige coordenação entre município, governo distrital, provincial e central. Sem investimentos robustos em drenagem e contenção, advertiu, a cidade continuará vulnerável a cada época chuvosa.

Entre ravinas abertas nas estradas, salas de aula soterradas e campos agrícolas devastados, Chibuto enfrenta um dos momentos mais difíceis dos últimos anos. A recuperação dependerá não apenas de fundos externos, mas também da mobilização interna e da solidariedade institucional para devolver estabilidade à cidade.

A Tmcel, Moçambique Telecom, S.A. procedeu, nesta quarta-feira, à entrega de um pacote de donativos composto por bens de primeira necessidade ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). 

A iniciativa enquadra-se na política de Responsabilidade Social da empresa e reflecte. O donativo entregue é composto por produtos essenciais, nomeadamente: duas toneladas de arroz, uma tonelada de farinha de milho, 400 litros de óleo alimentar, 35 volumes de produtos de higiene, 30 volumes de vestuário e calçado diverso.

Ainda no mesmo âmbito, a Tmcel procedeu recentemente com uma oferta gratuita de chamadas, megabytes e SMS para os clientes das zonas afectadas pelas inundações e com a entrega de valores monetários colhidos através de uma contribuição de seus clientes da carteira móvel Mkesh.

Para o Presidente da Comissão de Gestão da Tmcel, Mahomed Mussá, “esta doação possui um significado especial, pois resulta de um gesto espontâneo de solidariedade dos colaboradores da Tmcel. Reflecte o compromisso da operadora de bandeira em estar presente não apenas através da conectividade, mas também no apoio directo ao bem-estar das populações nos momentos mais difíceis”, referiu.

“Paralelamente as equipas técnicas trabalham continuamente para garantir que a rede de comunicações permaneça operacional, permitindo a ligação entre famílias e facilitando a coordenação das equipas de socorro”, acrescentou Mahomed Mussá.

Por sua vez, Luísa Meque, Presidente do INGD, enalteceu o gesto solidário da Tmcel e dos seus colaboradores, sublinhando a importância da coordenação entre o sector privado e as autoridades nacionais para assegurar que a ajuda chegue com celeridade às zonas mais afectadas.

A Primeira-Ministra conduziu, nesta quarta-feira, a cerimónia de tomada de posse dos novos Presidentes dos Conselhos de Administração do Fundo de Investimento de Património de Abastecimento de Água e Saneamento (FIPAAS) e das Águas de Moçambique (AdeM), num evento que marcou o arranque oficial de uma profunda reestruturação do sector de abastecimento de água e saneamento.

Foram empossados Miguel Micas Langa, para o cargo de PCA do FIPAAS, e Augusto João Domingos Chipenembe, para liderar as AdeM.

A criação das duas novas entidades surge no âmbito da implementação da Lei n.° 9/2024, de 7 de Junho, que estabelece o novo Regime Jurídico do Serviço Público de Abastecimento de Água e Saneamento. De acordo com a primeira-ministra, o objetivo da reestruturação é “promover a eficiência e equidade na provisão destes serviços à população e equilibrar a alocação de recursos”.

Durante o seu discurso, Benvinda Levi detalhou as funções específicas de cada instituição. O recém-criado FIPAAS terá como missão principal a mobilização de recursos financeiros e o desenvolvimento e expansão do património público de água e saneamento a nível nacional, com o objectivo de “reduzir as assimetrias regionais e entre as zonas rurais e urbanas”.

A governante declarou que as AdeM ficarão responsáveis pela gestão operacional e manutenção desse mesmo património público em toda a sua cadeia.

A primeira-ministra destacou que a aposta na especialização institucional visa não só acelerar o cumprimento das metas do Programa Quinquenal do Governo, mas também colocar o país no rumo certo para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU até 2030.

Ao dirigir-se aos novos dirigentes, a Primeira-Ministra felicitou-os pela aceitação do desafio e manifestou confiança na sua “larga experiência profissional” para implementar as mudanças com “zelo, rigor e transparência”.

A Miguel Langa, a ministra recomendou que o planeamento das infra-estruturas seja feito em coordenação com os órgãos de governação autárquica, e que a gestão dos investimentos seja transparente e vise a sustentabilidade do sector. Foi também desafiado a criar um ambiente que incentivasse investimentos e colaboração do sector privado, tanto nacional como estrangeiro.

Já a Augusto Chipenembe, foi recomendado que dê prioridade à colaboração e articulação com as restantes instituições do sector. A primeira-ministra espera que o novo gestor promova activamente a sustentabilidade dos serviços na melhoria da qualidade do atendimento e no alargamento da rede de abastecimento nacional, bem como na manutenção das infra-estruturas existentes.

Com um tom de incentivo, a Primeira-Ministra deixou ainda uma mensagem sobre o estilo de liderança que espera dos empossados: “Privilegiem o estímulo, o incentivo, a inspiração e a motivação dos quadros que vão encontrar nas vossas instituições”, e reiterou que só com equipas motivadas será possível encontrar “soluções holísticas” para responder à crescente demanda da população, tanto urbana como rural.

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem à  Comunidade Cristã do país por ocasião do período da  Quaresma, assinalando o tempo como uma oportunidade de  reflexão, renovação espiritual e fortalecimento dos valores de  solidariedade e fraternidade. 

Na sua mensagem, o Chefe do Estado sublinha a importância  deste período no contexto da vivência cristã e dos ensinamentos  de Jesus Cristo.

“A Quaresma constitui um tempo de introspecção, oração e  compromisso com os valores que promovem a paz, a justiça e a  solidariedade entre todos os cidadãos”. 

O estadista moçambicano incentiva ainda a Comunidade Cristã  a dedicar-se a actos de caridade, à promoção da paz e à  preservação da harmonia social. 

“É também um momento propício para reforçarmos o amor ao  próximo, praticando gestos concretos de solidariedade e  cuidado com os mais necessitados”. 

Concluindo a sua mensagem, o Presidente da República formula  votos de que este período fortaleça a fé e a esperança dos fiéis,  contribuindo para uma sociedade mais justa e inclusiva. 

“Desejo que a Quaresma seja vivida com fé e dedicação,  inspirando-nos a construir um Moçambique mais solidário, fraterno  e comprometido com o bem-estar de todos”. 

O Presidente da República reafirma a sua proximidade e  apoio à Comunidade Cristã, destacando o papel central da fé  na promoção da unidade nacional e da paz social.

Um indivíduo de 32 anos foi detido, indiciado por violar uma menor de 17 anos, na cidade de Tete. Segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM), o acusado teria consumado o acto junto de mais dois amigos numa residência no bairro Josina Machel. 

O indivíduo está nas celas da Primeira Esquadra, no bairro Filipe Samuel Magaia, na cidade de Tete, de acordo com a PRM. A menor terá sido atraída para uma residência por três jovens que, alegadamente, sem o seu consentimento, a obrigaram a manter relações sexuais. O caso ocorreu na presença de dois outros indivíduos, igualmente suspeitos de participação no crime.

O indiciado nega as acusações e imputa a responsabilidade a um dos seus amigos, que se encontra foragido.

A mãe da menor afirmou que a filha se havia despedido, informando que se dirigia à casa de uma amiga, antes de sair de casa. Horas depois, a família foi surpreendida com a notícia do sucedido.

As autoridades policiais informaram que estão no encalço de outros dois indivíduos, alegadamente envolvidos na prática do crime.

As autoridades de saúde anunciaram o arranque, em Março, da campanha de vacinação preventiva contra a cólera, na província de Tete, com enfoque nos distritos de Tete e Moatize, por registarem elevados números de casos e óbitos recorrentes. 

Depois de concluída a campanha de vacinação nas províncias da Zambézia, Cabo Delgado e Niassa, as autoridades de saúde já dispõem de vacinas para a província de Tete, que irá beneficiar de uma campanha de vacinação preventiva contra a cólera. A campanha está prevista para iniciar no mês  de Março e irá abranger, numa primeira fase, dois distritos considerados de maior risco, nomeadamente: Tete e Moatize. 

Segundo as autoridades de saúde, trata-se de uma vacina de carácter preventivo, que será administrada em duas doses, com o objectivo de reforçar a imunidade da população e reduzir o impacto de surtos da doença durante o período crítico. 

A vacinação será realizada através de postos fixos, estrategicamente instalados para facilitar o acesso das comunidades abrangidas.

Em Inhambane o ciclone Gezani deixou casas reduzidas a escombros, mais de duas centenas de salas de aula sem tecto e bairros inteiros marcados pela força implacável do vento, revelando a vulnerabilidade de famílias que já viviam no limite.

Enquanto moradores recolhem o pouco que restou das suas vidas e tentam erguer-se entre destroços, o INGD assegura que está a mobilizar assistência para os mais vulneráveis, numa corrida contra o tempo para devolver dignidade a quem perdeu quase tudo.

Catarina Rafael é uma das vítimas do ciclone Gezani, que a encontrou dentro da sua residência, construída de material precário, onde dormia com cinco netos, quando os ventos violentos do ciclone mudaram o rumo da noite do dia 14 de Fevereiro, sábado.

A estrutura começou a ceder sob a força das rajadas e, em desespero, Catarina Rafael abandonou tudo, levou as crianças e correu para a casa de um vizinho. Ao amanhecer, veio a confirmação de que a residência tinha sido totalmente derrubada, deixando a família ao relento.

Luísa Facitela é outra idosa, com mobilidade reduzida, que também atravessou momentos de terror na madrugada de sábado. Sem conseguir reagir com rapidez à violência dos ventos, viu-se obrigada a procurar refúgio improvisado numa pequena barraca onde guarda os seus pertences, como se tivesse pressentido que o tecto da sua casa não resistiria.

Acabou salvando a sua vida, mas não conseguiu salvar a sua residência, que agora está no chão, deixando-a ao relento.

Nem as instituições públicas escaparam à fúria dos ventos. Uma das escolas viu parte das suas oito salas de aula ruírem, além da destruição total do bloco administrativo, comprometendo o arranque das actividades lectivas.

No Bairro de Salela, o mercado local amanheceu irreconhecível. Os ventos arrancaram completamente o tecto, deixando as bancas expostas ao sol e à chuva, e dezenas de comerciantes sem abrigo para proteger os seus produtos e o sustento diário das suas famílias.

Os dados preliminares apontam para mais de mil habitações destruídas ou parcialmente danificadas pela fúria dos ventos do ciclone. Ainda assim, o Instituto Nacional de Gestão do Risco de Desastres garante que equipas já estão no terreno a prestar assistência às famílias mais vulneráveis.

Para além das residências particulares, a tempestade deixou um rasto de destruição nas infraestruturas públicas: centenas de salas de aula ficaram total ou parcialmente sem teto, e várias unidades sanitárias perderam cobertura, fragilizando a prestação de cuidados de saúde.

Com o ano lectivo à porta, volta o debate de turmas ao relento e o seu impacto pedagógico. É que nos dias de chuva, milhares de alunos ficam sem estudar. Nampula equaciona recorrer aos parceiros de cooperação para a montagem de tendas para aulas.

O ano lectivo 2026 inicia a 27 de Fevereiro, com abertura oficial, e as aulas arrancam em todo o país no dia 2 de Março. As escolas preparam-se para receber os alunos, com os professores já na fase terminal das dosificações.

“E já fizeram actas, já fizeram planificações quinzenais, quase já receberam o material, já está tudo pronto. Nós só estamos à espera do dia chegar e daí arrancarmos”, confirmou Horácio Luís, Director-adjunto Pedagógico de uma das escolas de Nampula.

Entretanto, há uma situação que inquieta: Novo ano, e velhos problemas.

A Escola Primária do 1º e 2º Graus da Pedreira vai funcionar com mais de 3500 alunos e porque as salas convencionais são poucas, muitos alunos estudam ao relento, para a preocupação de pais e encarregados de educação.

“Quando chove não há nada, não costumam dar aulas porque os alunos ficam debaixo das árvores. Aí não tem chance de ficar para estudar”, lamenta Cidália João, encarregada de educação.

Durante o período lectivo, as árvores servem de salas de aula. São turmas que correspondem a cada árvore. É lá onde parte dos alunos da Escola Primária do 1º e 2º Graus da Pedreira vão iniciar o ano lectivo e o chão está húmido, justamente porque ainda é período chuvoso.

E em Nampula são muitas escolas que estão na mesma situação e condições, onde os alunos poderão ter suas aulas debaixo das árvores.

Horácio Luís confirma que a situação vai continuar, até porque não houve acréscimo das salas de aula. “No ano passado nós tivemos 30 salas ao ar livre, no relento, e espero que também este ano este número vai permanecer porque as salas que tivemos no ano passado são as mesmas”, disse.

Ou seja, cresce o número de alunos a cada ano e o ritmo de construção de novas salas é muito baixo. Na falta da melhor solução, a direcção provincial de Educação em Nampula pensa em recorrer às tendas.

“Estamos num período chuvoso, estamos a rezar para que não haja catástrofe, mas como sabem nós trabalhamos com parceiros, sempre temos tido backups. A educação sempre sofreu por conta das épocas chuvosas, como também da época ciclónica”, frisou William Tuzine, Director de Educação em Nampula.

Até ao ano passado, ao nível da província de Nampula, estimava-se que cerca de 290 mil crianças estudam ao relento, pelo menos no ensino primário, um cenário que provavelmente não vai alterar bastante, mas para pior.

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