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Médicos estagiários da Universidade Zambeze estão em greve em reivindicação de pagamento de subsídios atrasados há 10 meses. Os estagiários afetos ao Hospital Central da Beira denunciam a falta de material médico cirúrgico e decidiram viajar a Maputo para exigir melhoria de condições no Ministério da Saúde. 

De Manifesta em manifestação, o grupo de médicos estagiários da Universidade Zambeze que esteve em Maputo no mês de Fevereiro de 2025 para pressionar a sua contratação, regressou esta segunda-feira ao ministério da saúde, só que desta vez com novos propósito: exigir o pagamento de subsídios de estágio não efetuados desde a assinatura de contratos em Junho de 2025. 

“Nós estamos já há dez meses no estágio no Hospital Central da Beira a fazer, mas sucede que nos dez meses que nós estagiamos, até hoje não fomos pagos nem sequer um mês. Estamos a ser devidos dez meses de salário.”

Acampados no edificio do Ministerio da Saude, os estagiarios afetos ao Hospital Central da Beira, dizem terem procurado esclarecimentos sobre a dívida aos Órgãos de Governação Descentralizada Provincial sem sucesso até que através do MISAU receberam indicação “uma transferência de 68 milhões para as contas do Serviço Provincial de Saúde” para a quitação da dívida em Dezembro de 2026, no entanto,  “de dezembro para cá, nem um medical foi pago a um só estudante da Unizambeze, mas pagaram aos estudantes da Universidade Eduardo Mondlane”

Os queixosos dizem que trabalham em condições precárias que colocam em causa a sua saúde e dos pacientes. “Dez meses sem material médico-cirúrgico. hoje, tinha que estar no campo de estágio, mas não podemos nos fazer presentes no campo de estágio. não tem luvas”.

No local, os estudantes levam esteiras, pastas de roupas e cobertores para as noites. segundo o grupo, a greve vai durar até ao pagamento de salários. 

Centenas de famílias afectadas pelas cheias e acolhidas no maior centro de acomodação da cidade de Xai-Xai iniciaram, desde a tarde de sábado, uma greve em protesto contra o alegado desvio de donativos. 

Os manifestantes acusam gestores do centro e agentes da Polícia da República de Moçambique de envolvimento no desaparecimento de bens essenciais.

O protesto ocorre no Centro de Acomodação de Artes e Ofícios, onde estão abrigadas há cerca de um mês mais de 1900 famílias que perderam as suas casas, devido às inundações. Dentre os produtos alegadamente desviados constam fardos de roupa usada, cobertores, bolachas e outros bens destinados, sobretudo, a crianças e idosos.

“Desviaram cobertores e alimentos. Vimos seguranças a esconderem produtos”, denunciou Safelina Vilanculos, uma das acomodadas, expressando indignação face à situação.

As acusações são, no entanto, parcialmente refutadas pelas autoridades. O porta-voz do Centro Operativo de Emergência em Xai-Xai, Marcelino Biza, reconheceu a possibilidade de desvios pontuais, mas garantiu que o caso está sob investigação e rejeitou a ideia de um esquema generalizado. 

Segundo o responsável, há também indícios de agitação no centro, tendo já sido registados dois feridos em consequência da tensão.

Para além das denúncias de desvio de ajuda, os manifestantes contestam a decisão de desactivar o centro de acomodação a partir desta segunda-feira, alegando que ainda não existem condições para o regresso às zonas de origem, muitas das quais continuam inundadas.

“Pedimos ao Governo que venha ver a nossa realidade. Perdemos tudo e ainda não temos para onde voltar”, afirmou Lídia Mazuze.

No terreno, as condições de vida continuam precárias. Os relatos apontam para escassez de alimentos, falta de mantas, fraldas e outros bens essenciais. Catarina descreve dificuldades diárias para garantir uma refeição, enquanto Joselina denuncia a falta de condições para cuidar de crianças.

Casos mais vulneráveis agravam o cenário. Aurélio Balano, com deficiência visual e limitações motoras, afirma viver em condições extremamente difíceis, sem cobertores suficientes para enfrentar o frio nocturno. 

Já Maria Jorge, de 64 anos, perdeu todos os bens, incluindo a cadeira de rodas, e apela à assistência urgente.

Apesar das queixas, as autoridades sustentam que há alimentos suficientes e levantam dúvidas sobre a legitimidade de alguns dos presentes no centro. “Temos famílias que nunca estiveram registadas como afectadas, o que levanta questões sobre a real necessidade de alguns”, afirmou Marcelino Biza.

Enquanto persistem as divergências, o regresso das famílias às zonas baixas da cidade continua incerto. Em pelo menos quatro bairros, as águas ainda não recuaram completamente, e muitas habitações permanecem destruídas, prolongando a situação de vulnerabilidade das populações afectadas.

Centenas de famílias afectadas pelas cheias e acolhidas no maior centro de acomodação da cidade de Xai-Xai iniciaram, desde a tarde de sábado, uma greve em protesto contra o alegado desvio de donativos destinados às vítimas. 

Os manifestantes acusam gestores do centro e agentes da Polícia da República de Moçambique de envolvimento no desaparecimento de bens essenciais.

O protesto ocorre no Centro de Acomodação de Artes e Ofícios, onde estão abrigadas há cerca de um mês mais de 1.900 famílias que perderam as suas casas devido às inundações. Entre os produtos alegadamente desviados constam fardos de roupa usada, cobertores, bolachas e outros bens destinados sobretudo a crianças e idosos.

“Desviaram cobertores e alimentos. Vimos seguranças a esconderem produtos”, denunciou Safelina Vilanculos, uma das acomodadas, expressando indignação face à situação.

As acusações são, no entanto, parcialmente refutadas pelas autoridades. O porta-voz do Centro Operativo de Emergência em Xai-Xai, Marcelino Biza, reconheceu a possibilidade de desvios pontuais, mas garantiu que o caso está sob investigação e rejeitou a ideia de um esquema generalizado. 

Segundo o responsável, há também indícios de agitação no centro, tendo já sido registados dois feridos em consequência da tensão.

Para além das denúncias de desvio de ajuda, os manifestantes contestam a decisão de desactivar o centro de acomodação a partir desta segunda-feira, alegando que ainda não existem condições para o regresso às zonas de origem, muitas das quais continuam inundadas.

“Pedimos ao Governo que venha ver a nossa realidade. Perdemos tudo e ainda não temos para onde voltar”, afirmou Lídia Mazuze.

No terreno, as condições de vida continuam precárias. Os relatos apontam para escassez de alimentos, falta de mantas, fraldas e outros bens essenciais. Catarina descreve dificuldades diárias para garantir uma refeição, enquanto Joselina denuncia a falta de condições para cuidar de crianças.

Casos mais vulneráveis agravam o cenário. Aurélio Balano, com deficiência visual e limitações motoras, afirma viver em condições extremamente difíceis, sem cobertores suficientes para enfrentar o frio nocturno. 

Já Maria Jorge, de 64 anos, perdeu todos os bens, incluindo a cadeira de rodas, e apela por assistência urgente.

Apesar das queixas, as autoridades sustentam que há alimentos suficientes e levantam dúvidas sobre a legitimidade de alguns dos presentes no centro. “Temos famílias que nunca estiveram registadas como afectadas, o que levanta questões sobre a real necessidade de alguns”, afirmou Marcelino Biza.

Enquanto persistem as divergências, o regresso das famílias às zonas baixas da cidade continua incerto. Em pelo menos quatro bairros, as águas ainda não recuaram completamente, e muitas habitações permanecem destruídas, prolongando a situação de vulnerabilidade das populações afectadas.

Volvidos pouco mais de dois meses após o atentado contra o jornalista da STV, baseado em Manica, o Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) afirma que continua a aguardar os resultados das investigações do crime. O órgão manifesta também preocupação com empresas jornalísticas que não garantem salários dignos aos profissionais de comunicação social.

No passado dia 4 de Fevereiro, o jornalista Carlitos Cadangue foi alvo de um atentado quando chegava à sua residência. Indivíduos armados abriram fogo contra a viatura em que seguia, na companhia do seu filho. Passados mais de 60 dias, o caso continua por esclarecer, e o SNJ diz aguardar, com serenidade, pelo desfecho das investigações.

O SNJ mostra-se igualmente preocupado com a dignidade dos jornalistas, sublinhando que muitos profissionais trabalham sem condições mínimas, situação que compromete a qualidade do jornalismo no país.

Apesar dos desafios, o Secretário Provincial do SJN em Manica defende a necessidade de reconhecer e valorizar o trabalho dos jornalistas. Nesse contexto, anunciou a construção da primeira praça dedicada à classe no país, a ser erguida na cidade de Chimoio.

O Sindicato Nacional de Jornalistas fez estas declarações no âmbito do Dia do Jornalista Moçambicano, assinalado no sábado, 11 de Fevereiro.

Pedro Macaringue e Thera Dai apresentaram nesta sexta-feira os seus manifestos da campanha para o cargo de Bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique. Os juristas são parte de quatro candidatos que concorrem a posição.

Pedro Macaringue da lista B na corrida para bastonário da Ordem dos Advogados reuniu os seus apoiantes na cidade de Maputo para apresentação do seu manifesto.  Com cinco pilares,  a proposta do candidato dá muita ênfase a novos advogados. 

“Não achamos igualmente justo que aqueles colegas sejam encarteirados antes de ontem. A primeira coisa que eles têm que se bater, no lugar de procurar montar um escritório, identificar um cliente, comprar um casaquinho para se apresentar melhor na praça, ser-lhe aplicada uma multa porque não pagou cotas.  Vamos instituir a Bolsa de Jovem Advogado. Esta Bolsa de Jovem Advogado vai significar que no primeiro ano de exercício da atividade do advogado, ele não paga cotas” 

A lista D, encabeçada por Thera Dai, apresentou, por outro lado, o seu manifesto também na presença de seus apoiantes. A candidatura com dez pilares tem na modernização e digitalização da ordem como prioridades 

“Muitos colegas sentem ainda que a Ordem está distante, excessivamente burocrática e pouco presente nas suas preocupações cotidianas. E em várias regiões do país, o acesso aos serviços da Ordem ainda é limitado, temos de reconhecer. Vamos apostar numa verdadeira transformação digital da instituição, com serviços online, processos disciplinares mais céleres, carteira profissional digital, uma plataforma moderna que permite aos advogados interagir com a Ordem de forma mais simples, rápida e transparente.

Os candidatos que apresentaram os seus manifestos nesta sexta-feira mantém como valores inegociáveis a independência da Ordem dos Advogados de Moçambique do poder Político e Empresarial

Profissionais de Comunicação alertam para a urgência da aprovação do Estatuto do Jornalista, de forma a colocar ordem na profissão. O grupo entende que é  errada a percepção de que qualquer pessoa pode ser jornalista. 

No contexto da celebração do Dia do Jornalista, neste sábado, profissionais da classe exigiram mais respeito à actividade, lamentando que haja uma corrida concorrencial, que muitas vezes põe em causa o profissionalismo.

A diferença no mercado se marca não pela velocidade com que a gente publica os assuntos, os nossos conteúdos, mas sobretudo pelo rigor, pelo profissionalismo, pela possibilidade de colocarmos os assuntos que informem as pessoas de forma equilibrada”, defendeu António Mondlane do Jornal Notícias.

Para haver ordem na profissão, jornalistas exigem reforço da regulamentação. “ Digo que o desafio é maior porque não temos carteira profissional, porque a carteira profissional também coloca alguns limites. Mas eu tenho visto que hoje qualquer um pode ser jornalista.Uma pessoa que esteve a trabalhar em outras coisas é jornalista e no dia seguinte já está a pegar o microfone”, reclamou a Jornalista da TVM Suzana Espada.

Um passo até foi dado recentemente com a aprovação do pacote legislativo da comunicação social, mas falta criar o estatuto do jornalista. 

No área do desporto, os jornalistas mostram-se desiludidos por haver poucas competições em quase todas as modalidades.

Na actualidade, o acesso à informação continua a ser visto como um dos principais obstáculos pelos jornalistas no exercício da sua actividade.

O Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) esclareceu a apreensão de uma viatura militar transportando armamento obsoleto, ocorrida no dia 27 de março de 2026, na cidade da Beira. De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa Nacional, o incidente está relacionado com uma actividade rotineira de gestão de material militar, que consiste na selecção e transferência de armamento obsoleto para locais previamente definidos.

Segundo a FADM, antes do episódio registado no dia 27 de Março do corrente ano, já foram realizadas duas transferências semelhantes sem qualquer incidente. No entanto, nesta última operação, obteve-se “um desvio de rota da viatura, situação que culminou com a sua apreensão da viatura, juntamente com os seus ocupantes”.

O Ministério da Defesa Nacional esclarece ainda que a entrega do referido equipamento foi realizada no cumprimento de orientações superiores, tratando-se de um procedimento normal no âmbito da gestão de materiais militares fora de uso.

Face ao sucedido, estão em curso investigações com vista ao esclarecimento do caso. O Estado-Maior Geral garante que irá prestar informações adicionais.

Depois de sucessivas queixas de poluição provocada por serrações de madeira no bairro Aeroporto, em Quelimane, a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, AQUA, em coordenação com o Conselho Municipal, ordenou a retirada destas actividades do local. A medida está a gerar contestação por parte dos comerciantes.

Os moradores do bairro Aeroporto, na cidade de Quelimane, respiram agora de alívio com a retirada das unidades de processamento de madeira que, durante muito tempo, poluíram o ambiente e condicionaram a qualidade de vida dos munícipes.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, AQUA, em coordenação com o Conselho Municipal de Quelimane, e abrange tanto as serrações como os vendedores de madeira, que deverão ser transferidos para um outro local. No entanto, a medida não agradou  aos comerciantes.

João Sanbura defende que a actividade é autorizada pelo Conselho Municipal e que todos os operadores pagam as respectivas taxas, pelo que considera injusta a retirada.

O chefe do mercado do bairro Aeroporto também pronunciou-se sobre o assunto, mostrando preocupação com o impacto da decisão.

O porta-voz do Conselho Municipal de Quelimane, Melo Henriques, considera infundadas as reclamações e garante que todas as etapas legais foram cumpridas.

As autoridades anunciaram que, a partir desta segunda-feira, terá início a retirada compulsiva de todos os que continuarem a exercer a actividade no local, em desobediência à proibição.

A medida surge em resposta às reclamações dos moradores, que há muito exigiam o fim da poluição provocada pelas serrações naquele bairro.

O Governo é apontado como responsável pelo encerramento de pelo menos  70 de um total de 100 empresas de construção civil em Gaza. Em causa estão dívidas acumuladas desde 2016. A Associação provincial  dos empreiteiros fala de corrupção e  acusa o  estado de acumular dívidas de mais de 220 milhões em obras de construção de estradas. 

Mahamudo Abdul, Presidente da Associação dos Empreiteiros de Gaza, alerta que as empresas estão sem liquidez para continuar a operar . O Fundo de Estradas em Gaza  remete responsabilidades ao Ministério das Finanças pela demora no reembolso. 

“Desde 2016, as dívidas foram praticamente acumuladas, começaram a ser acumuladas desde 2016 para cá, só que piorou depois de 2020. Então, aí foi o caos. Principalmente nesses dois últimos anos. Nós temos um fluxo da dívida que provavelmente esteja acima de 221 milhões por ano. Então, nós fazemos para o Estado, e é o mesmo Estado que está nos atendendo (…)  Praticamente, a maior parte das empresas estão fechadas”, avançou o Presidente da Associação dos Empreiteiros de Gaza.

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