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A baixa de 03 de Fevereiro tornou-se o primeiro ponto de interrupção total na ligação rodoviária entre as províncias de Maputo e Gaza, devido às chuvas intensas registadas na última semana. O ministro dos Transportes e Logística visitou a área, onde já decorrem obras de reabilitação, e anunciou que a estrada só será reposta daqui a duas semanas.

“Primeira coisa que queremos alertar, devido ao corte da estrada, é que não haverá condições para a reposição até aos próximos 15 dias”, afirmou o governante, explicando que a intervenção depende, primeiro, da diminuição das águas e, posteriormente, da avaliação das obras necessárias.

A situação tem gerado concentrações de pessoas nas margens norte e sul do troço interrompido. 

O governante revelou que está em estudo uma via alternativa para conectar as duas províncias, através das ligações Moamba–Magude e Magude–Cruzamento de Xinavane. “Na medida em que as condições permitirem, vamos repor a estrada como via imediata de acesso à EN1, para fazer a conexão entre Gaza, Maputo e o resto do país”, acrescentou.

Haverá cabotagem marítima Porto de Maputo–Doca de Chongoene

Para responder à demanda de produtos alimentares, numa altura em que já há relatos de especulação de preços em Gaza, o ministro anunciou que, a partir deste sábado, a província vai receber alimentos através da Doca de Chongoene, ainda em fase de construção.

“Amanhã começamos a fazer o transporte de produtos alimentares a partir do Porto de Maputo para Gaza, e a medida será extensiva à província de Inhambane, que também precisa reforçar o stock, tendo em conta que recebe parte da alimentação a partir da cidade e província de Maputo”, disse.

Decorre a verificação da infraestrutura rodoviária para reforçar o abastecimento de comida em Gaza. O governante informou ainda que a linha férrea está em condições, pelo menos até Magude, partindo de Maputo.

Sobre o abastecimento de combustível, foi iniciado esta quinta-feira o reabastecimento em Gaza, e, ainda hoje, Xai-Xai será reforçada com produtos petrolíferos, a partir do Porto da Beira.

Decorrem hoje, na cidade de Maputo, as cerimónias fúnebres da antiga Primeira-Ministra, Luísa Diogo.  As cerimónias iniciaram logo pela manhã,  com a realização de uma missa de corpo presente, na Igreja Santo António da Polana.

Em ambiente fúnebre, a missa de corpo presente da antiga Primeira-Ministra,  Luísa Diogo teve lugar na Igreja Santo António da Polana, na cidade de Maputo, e foi dirigida pelo Arcebispo Dom João Carlos Nunes. 

Coube ao irmão, Lucílio Diogo, apresentar a sua biografia, tendo falado de uma mulher de qualidades ímpares.

“Mana Ginha, como eras carinhosamente tratada na família, eras uma mulher de sólidos valores éticos e morais. Alicerçados na igreja, aliás, à nossa fé, vem do nosso bisavô materno, Gaspar Carloso, que foi um dos primeiros catequistas negros na missão de Broma. Olhando para a sua curta, mas rica e intensa trajetória, desde a sua infância, ensinaste-nos e demonstraste que uma menina simples, nascida de uma machamba de arroz, desde que seja abnegada no trabalho e firme nos seus propósitos, pôde atingir patamares de alto nível, voando sem limite. Luísa é uma ícone de inspiração para a juventude moçambicana e, sobretudo, para a mulher, de fortes convicções, conduziu-se como líder com integridade e transparência, comunicativa, exigente, intransigente, contra práticas dolosas. Com maestria e simplicidade, as suas convicções eram firmes, numa postura de buscar permanentemente o melhor. Reconhecida e habilitada como consultora e mentora para a governação, até a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos da América, uma das prestigiadas do mundo, prestou-se homenagem.”

O representante dos sobrinhos também subiu ao altar e falou de uma tia exemplar, cujos feitos serão eternizados. 

“ Foi ela quem cultivou os valores que nos definem como família de Diogo. O nosso avô Diogo, a nossa avó Laura, sempre transmitiram os mesmos valores que a tia Luísa transmitiu para nós. Trabalho, honestidade, generosidade e, acima de tudo, respeito. Lembramos com carinho das noites em que sempre orientou nós, os jovens da família Diogo, sobre a importância da educação, do esforço, das mãos que não podemos hesitar em ajudar perante dificuldades. Sempre deixou bem claro, tia Luísa, esses aspectos. Principalmente, educação e respeito ”, disse Hugo Diogo. 

No último adeus, os presentes levantaram-se um por um para fazer vénia à mulher que dedicou grande parte da sua vida à economia e política. 

Na paróquia Santo Antonio da Polana, Diogo passou parte do seu tempo em orações e é por isso que foi descrita pela arquidiocese como uma mulher de fé e activa para causas divinas. 

“Ela hoje parte e chega com alegria na casa do pai, onde é acolhida pelos anjos. É uma graça, é uma benção, é um favor que Deus lhe concedeu a ela, a sua família e a todos nós que tivemos a graça de a conhecer e privar com ela.”

O momento da despedida foi marcado por mensagens de consolo, reconhecimento e de recordação dos momentos marcantes passados, em vida, pela primeira mulher moçambicana que ocupou o cargo de Primeiro-ministro.  

Entre familiares e amigos, a cerimónia contou também com a participação dos antigos presidentes da República,  membros do Governo e de corpo diplomático acreditado em Moçambique. 

Os antigos Presidentes da República, Joaquim Chissano e Armando Guebuza, manifestaram profundo pesar pela morte da antiga Primeira-Ministra, Luísa Dias Diogo, e enalteceram o seu legado como inspiração para os moçambicanos, sobretudo mulheres que sonham com um Moçambique melhor. 

“O país perdeu uma filha, servidora exemplar do Estado, íntegra e comprometida com o interesse público”, afirmou Chissano, lembrando a dedicação de Luísa Diogo e o seu papel na promoção da mulher na liderança política.

Armando Guebuza destacou igualmente, o legado da antiga governante. “Foi uma dirigente firme, patriota e dedicada, que deixou uma marca duradoura na governação e na gestão económica do país”, disse, sublinhando a importância do exemplo de Diogo para futuras gerações.

Luísa Diogo foi a primeira mulher a assumir o cargo de Primeira-Ministra de Moçambique, entre 2004 e 2010, e anteriormente serviu como Ministra do Plano e Finanças. 

A Ministra das Finanças, Carla Louveira, destacou o legado institucional deixado por Luísa Diogo. “Perdemos uma referência na gestão das finanças públicas e no fortalecimento das instituições do Estado. O seu exemplo de rigor e compromisso deve ser preservado e seguido”, afirmou, acrescentando que a sua trajetória inspira todos os servidores públicos.

A antiga Primeira-Dama, Maria da Luz Guebuza, sublinhou que o legado de Luísa Diogo deve ser seguido, sobretudo pelas mulheres. “Ela mostrou que as mulheres moçambicanas podem liderar ao mais alto nível com competência e coragem. O seu percurso deve inspirar novas gerações”, declarou, destacando a contribuição da antiga Primeira-Ministra para o empoderamento feminino e o desenvolvimento do país.

As cerimónias fúnebres decorrem esta sexta-feira, com honras de Estado, culminando com o enterro no Cemitério de Lhanguene, em Maputo, reunindo familiares, dirigentes políticos, representantes do Governo e cidadãos que prestam a última homenagem à antiga Primeira-Ministra.

O Secretário-Geral da Frelimo, Chakil Aboobacar, afirmou que o partido e o país perderam uma das suas mais marcantes dirigentes com a morte de Luísa Dias Diogo, destacando o seu papel ímpar na história política nacional, regional e internacional. Falando em nome da Comissão Política, do Comité Central e dos militantes, sublinhou que a antiga Primeira-Ministra foi uma mulher de pensamento lúcido, liderança serena e profundo compromisso patriótico.

A Frelimo realçou o contributo de Luísa Diogo como deputada da Assembleia da República por três legislaturas, governante em áreas-chave da economia e primeira mulher a assumir o cargo de Primeira-Ministra, além da sua militância activa e coerente no partido, onde integrou órgãos centrais até à data da sua morte.

Segundo o partido, Luísa Diogo deixa um legado político, moral e institucional duradouro, assente na ética, na responsabilidade pública, na unidade nacional e na defesa intransigente dos interesses do povo moçambicano, valores que continuarão a orientar as gerações vindouras.

O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que Moçambique se despede não apenas de uma antiga governante, mas de uma mulher cuja vida foi sinónimo de serviço público, Estado e história, durante a cerimónia fúnebre da ex-Primeira-Ministra Luísa Dias Diogo.

No seu discurso, o Chefe do Estado descreveu Luísa Diogo como uma referência nacional, continental e mundial, sublinhando que a sua partida representa “uma ferida na memória colectiva” e um silêncio que ecoa no coração do povo moçambicano. “Não é apenas a família que chora. É todo o país que perde uma das suas filhas mais dedicadas”, afirmou.

Daniel Chapo destacou o percurso de Luísa Diogo desde o nascimento numa machamba de arroz, na zona rural de Tete, até ao mais alto cargo governativo, sublinhando que a sua história prova que o mérito, a competência e a dedicação podem transformar destinos e inspirar gerações.

O Presidente recordou a sólida formação académica da estadista, o seu percurso exemplar no Ministério das Finanças, o papel central nas reformas económicas do país e a liderança nas negociações internacionais para o alívio da dívida. Destacou ainda o facto de Luísa Diogo ter sido a primeira mulher a assumir o cargo de Primeira-Ministra da República de Moçambique, exercendo a função com serenidade, firmeza e sentido de Estado.

Durante o mandato governativo e após deixar o cargo, Luísa Diogo manteve-se activa na vida pública, no Parlamento, em organismos internacionais e na promoção da igualdade de género e do empoderamento das mulheres, sendo reconhecida por instituições como a Forbes, a Time Magazine, o Banco Mundial e as Nações Unidas.

Dirigindo-se à família enlutada, o Presidente garantiu que o Estado e o povo moçambicano partilham a dor da perda, sublinhando que a obra, o exemplo e os valores de Luísa Diogo permanecem vivos nas instituições, nas mulheres que inspirou e na história do país.

“Luísa vive na história e na consciência de Moçambique”, concluiu Daniel Chapo, rendendo homenagem a uma vida marcada pelo serviço, pela integridade e pela entrega total à nação.

Representantes de diferentes organismos do Estado, associações profissionais, instituições financeiras e organizações sociais prestaram, hoje, homenagens à antiga Primeira-Ministra de Moçambique, Luísa Dias Diogo, durante as cerimónias fúnebres realizadas em sua memória.

Antigos Secretários-Gerais e Secretários-Permanentes dos Ministérios recordaram Luísa Diogo como uma dirigente exigente, disciplinadora e rigorosa, mas profundamente humanista, sublinhando o seu papel decisivo na reforma do sector público e na modernização da administração do Estado. Destacaram ainda a sua capacidade de liderança, de construção de consensos e o elevado sentido de patriotismo.

A Associação Moçambicana de Economistas descreveu a antiga governante como um “capital intelectual raro” do país, realçando o seu contributo para a consolidação do quadro macroeconómico, a gestão das finanças públicas, a renegociação da dívida e o diálogo com instituições financeiras internacionais, sempre em defesa da soberania nacional. Para os economistas, a sua obra permanece como património duradouro da economia moçambicana.

O Absa Bank Moçambique, onde Luísa Diogo exerceu funções de liderança, destacou a sua integridade, visão estratégica e humanidade, sublinhando o impacto do seu exemplo na formação de lideranças conscientes e responsáveis.

Por sua vez, a Organização da Mulher Moçambicana (OMM) enalteceu Luísa Diogo como referência incontornável na luta pela emancipação feminina, lembrando o seu percurso como a primeira mulher a ocupar o cargo de Primeira-Ministra e o seu compromisso permanente com o empoderamento das mulheres e o desenvolvimento do país.

As mensagens convergiram no reconhecimento de Luísa Dias Diogo como uma estadista de exceção, economista de mérito e mulher que deixou marcas profundas na história política, económica e social de Moçambique.

A família da antiga Primeira-Ministra de Moçambique, Luísa Diogo, prestou hoje uma homenagem marcada por emoção, gratidão e sentido de missão, durante a cerimónia fúnebre oficial realizada em sua memória. Numa mensagem lida em nome dos filhos e familiares, Luísa Diogo foi evocada como uma mulher de integridade, conhecimento e generosidade, cuja vida foi inteiramente dedicada ao serviço do país, da família e de Deus.

“Com um coração pesado, mas também com um profundo sentido de gratidão”, assim começou a mensagem familiar, que destacou a onda de solidariedade nacional e internacional que se seguiu ao anúncio da sua morte. Mensagens vindas de diferentes partes do país e do mundo celebraram as múltiplas dimensões da antiga governante: líder, economista, humanista, conselheira, mentora e amiga.

A família sublinhou que, acima de todos os cargos que exerceu, Luísa Diogo foi, sobretudo, uma mulher movida pelo espírito de serviço. Como cristã católica, acreditava que a liderança não é poder, mas responsabilidade; não é vaidade, mas entrega; não é privilégio, mas missão. Segundo os familiares, uma das últimas mensagens deixadas aos filhos resumia a sua filosofia de vida: cumprir o dever, com retidão e com amor.

No testemunho, foram recordados episódios marcantes da sua trajectória pessoal e profissional, que ilustram o seu sacrifício e resiliência desde muito cedo. Ainda estudante da Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane, percorreu longas distâncias a pé durante a gravidez do primeiro filho, encarando as dificuldades não como obstáculos, mas como motivação para construir um futuro melhor. Mais tarde, conciliou maternidade, formação académica avançada e responsabilidades de elevada exigência no Ministério das Finanças e em instituições internacionais.

Após uma carreira ímpar ao serviço do Estado, que incluiu os cargos de Ministra do Plano e Finanças e Primeira-Ministra da República, Luísa Diogo continuou a servir o país e a comunidade internacional em várias frentes. Foi Presidente do Conselho de Administração do ABSA Moçambique durante mais de uma década, da Global Alliance Seguros por mais de oito anos e, durante cerca de 14 anos, conselheira e membro do Conselho de Administração do Programa de Liderança Ministerial da Universidade de Harvard.

A mensagem destacou ainda o seu empenho em causas humanistas e, nos últimos anos, a dedicação à sua fundação, com foco na educação, dignidade e autonomia como pilares do desenvolvimento humano. A família manifestou especial reconhecimento pelo carinho recebido de colegas internacionais, comunidades académicas e parceiros globais, que viam em Luísa Diogo não apenas a dirigente, mas a pessoa íntegra e generosa que sempre foi.

Num dos momentos mais tocantes, os familiares lembraram as suas origens humildes, evocando a história da mãe que a deu à luz numa machamba de arroz, símbolo das raízes profundas que moldaram o seu carácter e a sua capacidade de cuidar, resistir e fazer florescer mesmo em contextos difíceis.

A homenagem incluiu também palavras de gratidão aos pais, pelo incentivo à educação sem distinção de género, e ao marido, descrito como companheiro de vida e parceiro de caminhada, que sempre acreditou no valor e na voz da mulher.

Dirigindo-se aos netos, a família afirmou que o amor não termina com a morte, mas transforma-se, permanecendo vivo na fé, nos gestos de bondade, na busca pelo conhecimento e nos sonhos que continuam a crescer.

“Hoje despedimo-nos com dor, mas também com orgulho”, afirmou a família, sublinhando que, embora nenhum tempo ao lado de Luísa Diogo fosse suficiente, há serenidade na certeza de que cumpriu a sua missão ao mais alto nível.

A mensagem terminou com palavras simples e carregadas de significado: “Descanse em paz, mamã. Cumpriste, tatenda”.

Diversas personalidades nacionais reagiram com profunda consternação à morte da antiga Primeira-Ministra de Moçambique, Luísa Dias Diogo, ocorrida no dia 16 de Janeiro, vítima de doença. As reacções convergem num ponto comum: o país perdeu uma das suas maiores referências políticas, económicas e humanas.

O antigo Primeiro-Ministro da República, Carlos Agostinho do Rosário, afirmou que Moçambique perdeu “uma grande mulher, combatente e visionária”, que dedicou a sua vida ao serviço do país. Para Agostinho do Rosário, Luísa Diogo acreditava firmemente na capacidade de Moçambique se desenvolver e lutou pela igualdade de género, deixando como principal lição a necessidade de os moçambicanos continuarem comprometidos com o crescimento e o progresso da pátria.

Por sua vez, o antigo presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, saudou a decisão do Governo de realizar uma cerimónia oficial em sua homenagem, considerando o gesto uma forma de eternizar a sua vida e obra. Segundo Vuma, Luísa Diogo “não pertence apenas à família Diogo, mas a todos os moçambicanos”, sendo um verdadeiro património do Estado. Destacou ainda o seu papel histórico como a primeira mulher a exercer o cargo de Primeira-Ministra, sublinhando que, para além de inspirar mulheres, também inspirou homens pela forma como liderou transformações económicas num contexto de consolidação da democracia em Moçambique.

O Provedor da Justiça classificou a morte de Luísa Diogo como “uma perda irreparável” para o país, lembrando a sua enorme contribuição para o desenvolvimento económico nacional. Para Isaque Chande, trata-se de um dia de luto para todos os moçambicanos, tendo descrito a antiga governante como uma mulher de grande firmeza e compromisso com o futuro do país, que deixa um exemplo duradouro para as gerações vindouras, sobretudo para as mulheres.

Por sua vez, o Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Edson Macuácua, destacou as qualidades humanas e profissionais da antiga Primeira-Ministra, descrevendo-a como uma grande líder, gestora e académica, marcada pela humildade, inteligência e elevados valores humanistas. Macuacua sublinhou o seu papel determinante na governação económica e financeira, liderando reformas estruturantes e processos estratégicos de reconstrução nacional, combate à pobreza e desenvolvimento.

Entre os legados mais marcantes deixados por Luísa Diogo, Macuácua evidenciou a forma como conduziu a gestão da dívida pública, especialmente da dívida externa, num período crítico em que a soberania económica do país estava ameaçada. Segundo o académico, a sua liderança permitiu aliviar o peso da dívida, renegociar compromissos internacionais e libertar recursos para o investimento social e o desenvolvimento económico e humano do país.

Luísa Diogo é recordada como uma figura íntegra, uma referência de boa governação e uma das grandes filhas de Moçambique, cujo contributo continuará a marcar a história nacional.

As cerimónias fúnebres, da antiga Primeira-Ministra, Luisa Diogo, arrancaram na manhã desta sexta-feira, marcadas pela realização de uma missa de corpo presente, na paróquia Santo António da Polana, na cidade de Maputo.

A cerimónia foi dirigida pelo Arcebispo de Maputo, Dom Carlos Nunes, no local onde Diogo passava parte do seu tempo em orações.

Ao descrever o seu percurso, o representante da igreja falou de uma mulher activa com as causas divinas e sempre presente.

Coube ao seu irmão, apresentar os momentos que mais marcaram a sua vida e a biografia da mulher que dedicou parte da sua vida à economia e á política e que destacou-se em Moçambique por ter sido a primeira mulher a ocupar o cargo de Primeiro-Ministro.
“Entre as características que definem a Luísa estão o humanismo e intelectualidade única, ensinou e demostrou que por mais que tenha nascido numa machamba de arroz pode atingir paramares. É um ícone para as mulheres com fortes convicções”.

Participam das cerimónias os familiares, amigos, colegas e corpo diplomático.

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