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A cidade de Pemba já tem casos de cólera, e as autoridades de saúde apelam à população para reforçar as medidas de higiene individual e colectiva. O surto de cólera em Pemba foi confirmado pelas autoridades sanitárias na primeira sessão do Comité Operativo de Emergência de 2026.

De acordo com Edson Fernando, médico-chefe provincial de Cabo Delgado, os primeiros casos foram diagnosticados entre os dias 5 e 6 de Janeiro corrente, onde testaram três e oito casos respectivamente, dos quais seis se revelaram positivos.

“E, da investigação que foi feita pela equipa ecológica, foi possível identificar o foco de infecção, que é o acampamento unifamiliar, onde estavam concentradas cerca de 52 crianças na actividade do direito e ritos de iniciação, e, dessas 52 crianças, algumas vieram do distrito de Metuge”, explicou Edson Fernando.

Da lista que foi partilhada pelo padrinho do rito de iniciação, que estava a apoiar as crianças, algumas delas provinham da aldeia de Império, segundo deu a conhecer o médico-chefe provincial de Cabo Delgado.

A cólera em Cabo Delgado começou em Dezembro do ano passado, no distrito de Metuge, e, de acordo com Edson Fernando, neste momento, foram abertos dois centros de tratamento, sendo um em Pemba e o outro em Nanlia, em Mecúfi.

“Actualmente, encontram-se internados nesses dois centros de tratamento de cólera, sete doentes, sendo quatro a nível do centro de tratamento de cólera em Pemba e três no centro de tratamento de cólera em Nanlia”, anunciou Edson Fernando.

De acordo com o trabalho de produção de casos epidemiológicos na província de Cabo Delgado, a última semana de Dezembro foi de pico de registo de casos, e quase todos os diagnosticados foram reportados em Metuge. 

Em menos de um mês, Cabo Delgado registou 349 casos de cólera, e duas pessoas perderam a vida, devido à doença que anualmente afecta a província.

Desde o início da época chuvosa, mais de 90 pessoas perderam a vida no país, a maioria vítima de afogamentos provocados pela fúria das águas. A informação foi dada a conhecer pela Presidente do INGD, que alerta que, apesar do abrandamento das chuvas, o risco continua elevado e não há espaço para relaxamento, porque o perigo permanece à espreita.

É um cenário que se repete do Norte a Sul do país: rios a transbordar, comunidades encurraladas pela água e pessoas a arriscarem a própria vida em travessias improvisadas, num quadro que, em muitos casos, acaba em perdas humanas.

De acordo com dados apresentados pelo Instituto Nacional de Gestão de Desastres, INGD, são mais de 90 pessoas que morreram até ao momento nesta época chuvosa, com destaque para mortes por afogamentos e electrocutamentos, entre outras causas.

Depois de vários dias de chuva intensa, a precipitação deu sinais de abrandamento, mas a presidente do Instituto Nacional de Gestão de Desastres, Luísa Meque, alerta que o risco continua elevado e que o perigo permanece latente, sobretudo nas zonas ribeirinhas e de travessia.

Em Inhambane, uma das províncias mais castigadas pela quantidade de chuva registada nos últimos dias, o Governo confirma a destruição de várias habitações, mas assegura que, até ao momento, não há registo de vítimas mortais.

No distrito de Govuro, Luísa Meque deslocou-se ao local previamente preparado para funcionar como centro de abrigo, onde esteve em contacto directo com as comunidades e com os comités locais de gestão do risco de desastres, avaliando no terreno o grau de prontidão para responder a uma eventual situação de emergência.

Os dados hidrométricos até ao fim do dia de ontem indicavam que o rio Save continuava em níveis elevados na Vila Franca do Save. Ao meio dia o nível era de 4.80 metros, e voltou a baixar ligeiramente para 4.70 metros às 17 horas. 

Apesar desta oscilação, as autoridades mantêm o alerta, sublinhando que o caudal continua acima do normal e que o risco de inundações permanece elevado ao longo da bacia do Save.

 

Chuvas condicionam circulação de pessoas e bens 

As intensas chuvas que estão a cair nas províncias de Sofala, Manica e a montante, continuam a condicionar a circulação rodoviária ao longo da estrada nacional número um, entre Save e Muxúngue,  pois as águas das bacias dos rios Muari e Gorongosa a galgaram dois troços na referida rodovia e só se pode circular durante o dia. 

Tudo começou na tarde do passado domingo. Primeiro foram as águas do rio Muari que subiram drasticamente de nível, atingiram a placa da estrada e danificaram a parte sul que dá acesso a esta ponte, a ponte sobre o rio Muari, localizada na estrada nacional número um, entre Save e Muxúngue.

A ANE e parceiros locais mobilizaram-se para repor a circulação normal nesta crucial rodovia que garante a ligação entre o sul, centro e norte do país.   

Quando tudo parecia estar a retornar a normalidade eis que as águas que correm na bacia do rio Gorongosa, localizado no mesmo troço,  transbordaram  igualmente.

E a circulação de pessoas e bens está sendo feita apenas no período diurno, com elevadas atenções  e monitorado por uma equipa multissectorial liderada por elementos das forças de defesa e segurança, que indicam aos automobilistas o local certo por onde devem dirigir as viaturas.

Para a Administração Nacional de Estradas o ideal seria interditar por algumas horas a circulação do trânsito, já que o solo encontra-se encharcado e há risco de danos à estrada e à segurança de quem passa pelo local.

Contudo o delegado da ANE em Sofala disse que tem consciência que a EN1 é essencial para a comunicação rodoviária no país e entende os transtornos que essa situação pode causar.

O troço Muxúngue-Save  dado este cenário que apresenta actualmente continuará a ser monitorado pela equipa multissectorial e a circulação continuará condicionada apenas durante das seis às 18 horas.

O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique poderá bloquear total ou parcialmente o som, dados, imagem e outras comunicações, por até 48 horas, em caso de existência de indícios claros e fundamentados da prática de actos fraudulentos ou situações consideradas de “risco iminente” à segurança pública ou à ordem social. A decisão surge da aprovação pelo Governo da revisão do Regulamento de controlo de tráfego de Telecomunicações, aprovado pelo decreto 38/2023, de 3 de Julho, que autoriza a Autoridade Reguladora das Telecomunicações a bloquear redes de telecomunicações em situações consideradas de “risco iminente” à segurança pública ou à ordem social.

Para o efeito, o INCM chamou a imprensa para dizer que a medida não é nova, apenas foi aprimorada para responder ao aumento de casos de fraudes e crimes cibernéticos, bem como para salvaguardar o interesse público.

E em caso de haver bloqueios, os mesmos não podem passar de 48 horas, sem uma ordem judicial, de acordo com Edilson Gomes, director do Controle de tráfego no INCM.

A suspensão e bloqueio do som, dados, imagem e outros podem ser feitos parcial, total ou por subscritor, nos casos de existência de indícios claros e fundamentados da prática de actos fraudulentos. 

Em caso de irregularidades comprovadas e necessidade de bloqueio, o regulador deve, com antecedência, comunicar ao subscritor, embora o período prévio não esteja especificado.

Uma cidadã foi encontrada sem vida depois de ser dada como desaparecida, no município da Matola. A finada era técnica de estatística sanitária e estava no terceiro mês de gestação.

Foi dada como desaparecida na última quinta-feira, 8 de Janeiro, e a sua fotografia circulou nas redes sociais através da família, procurando o seu paradeiro. No dia 10,  os Serviços Distritais de Saúde e Acção Social da Matola deram a conhecer a morte da sua técnica de estatística sanitária – Era a Luísa Moiane.

A família da vítima, reunida no bairro do Vale do Infulene, município da Matola, continua perplexa, aguardando pelo funeral da vítima. Ninguém sabe na exactidão como tudo teria acontecido, explicam porém que  Luísa Moiane foi encontrada em uma lixeira, no Bairro Ndlavela, muito distante da sua residência, em Ngolhoza.

A vítima vivia com o marido desde o último Novembro, e foi provavelmente com ele que manteve o último contacto entre as pessoas da família. Segundo a explicação da irmã da vítima, “ele a deixou em casa preparando-se para o trabalho”. No entanto, “ele não estava muito interessado em procurar a esposa”.

Embora a convivência conjugal tenha iniciado há um passado muito recente, a família da finada fala de um relacionamento que vivia em atritos constantes. “Eles tinham brigas porque ele gostava de mulheres e uma delas, foi a casa da minha irmã, e gozou com ela”, descreveu Tamires Moiane, irmã da vítima.

Luisa Moiane, descrita como simpática e de bom trato, encontra a morte na sua primeira gestação e a sua família apela às autoridades a não cessar com as investigações. Por outro lado, a Polícia ainda não reagiu publicamente ao caso. A porta-voz da PRM na Província de Maputo falou sem gravar a entrevista que ainda estava a reunir as provas, e oportunamente fará uma comunicação.

Ataque de crocodilos faz dois mortos e três feridos graves em Chaimite, no distrito de Chibuto, em Gaza. Na sequência das chuvas fortes,  oito comunidades estão sitiadas e outras 15 mil pessoas afectadas  em Chibuto e Massingir. Há também mais de mil hectares de produção diversa alagados.

Crocodilos arrastados pelas águas das chuvas atacam e matam duas pessoas , além de feridos graves nas comunidades de  Chaimite, no distrito de Chibuto, na província de Gaza.

“Evitem aproximar-se na zona do rio, porque, neste momento, é extremamente perigoso.  Com o arrasto das águas,  os crocodilos ceifaram  duas vidas e também feriram três pessoas, na semana passada, em Alto Changane”, revelou, a administradora de Chibuto, Cacilda Banze.

Enquanto isso, milhares de vidas estão sitiadas nos distritos de Chibuto e Massingir, e enfrentam, agora, dias e noites de incerteza.

“Primeira ponte para quem sai da aldeia de Machamba para Chimangue, não há transitabilidade aqui.” alertou um residente.

O administrador do distrito de Massingir, Sérgio Costa,  destaca  que há oito aldeias isoladas devido a fúria da chuva.

“E da localidade de Mucatine, em que temos cerca de oito comunidades na condição de isolamento em relação à Vila Sede. Preocupa-nos este facto porque estas comunidades têm a Vila Sede como seu ponto principal para a aquisição de produtos alimentares, para o seu dia-a-dia.” 

Cacilda Banze, no entanto, refere  que ” a baixa que liga o Alto Changane  com Maqueze, neste momento, atravessa-se de barco. Vai ser necessário acionarmos o sistema de apoio a estas famílias, tanto em alimentação, quanto em logística. Acima de 15 mil pessoas, mas nestes momentos estamos de olho”, frisou.

Face ao drama das populações, Banze garante que estão posicionadas algumas embarcações para garantir a travessia de quem precisa, já Sérgio Costa destaca limitações para aceder às zonas isoladas.

“249 quilômetros de estrada afectados, onde a circulação é totalmente condicionada ou mesmo impossível. Este facto faz com que o Governo também não tenha capacidade para fazer assistência de vida a essas pessoas.  O distrito necessita de duas embarcações para fazer face a acções de salvamento em caso de necessidade, mas também para permitir a ligação de uma comunidade para a outra”

Mas não para por aí, além de casas destruídas, a corrente das águas invadiu e deixou um rastro de destruição nas machambas nos dois distritos.

“Estamos a contar com inundações que já nos levaram  816,5 hectares de culturas e isso nos deixa preocupados. Estamos a falar de um horizonte de 1126 produtores que estão afetados” considerou, a administradora de Chibuto.

Já em Massingir, Sérgio Costa refere  que “16 casas foram destruídas, das quais quatro destruídas totalmente e 12 parcialmente. 377 hectares inundados, destes 223 totalmente perdidos”.

Com a previsão de chuvas fortes nos próximos dias, o Governo de  Chibuto e Massingir admitem que a situação pode sair do controlo, e exigir desde retirada das famílias, comida, água e medicamentos. 

Até terça-feira, foram contabilizadas  mais de  18 mil  pessoas em situação crítica nas sequências das chuvas que caem com intensidade há 5 dias em Gaza.

A Procuradoria Provincial de Nampula diz que ainda não sabe quantas pessoas morreram nos confrontos entre a Polícia e os garimpeiros ilegais, no povoado de Maraca, distrito de Mogovolas. A instituição assegura ainda  que o caso está em investigação.

Há cerca de duas semanas, confrontos entre a Polícia e garimpeiros ilegais provocaram mortes no povoado de Maraca, posto administrativo de Yuluti, distrito de Mogovolas. Dados  não oficiais indicam  a morte de 31 garimpeiros, incluindo um agente da Polícia.

Entretanto, passados alguns  dias, a Procuradoria Provincial de Nampula diz que ainda não tem dados oficiais sobre o número de vítimas mortais, mas explica que o processo está em fase de investigação para apurar o que realmente aconteceu naquela circunscrição geográfica.

O porta-voz da Procuradoria Provincial de Nampula  refere que a situação preocupa o sector e que estão a ser tomadas medidas para evitar novos episódios de violência.

A instituição alerta que, se for confirmado o envolvimento directo de algumas pessoas  nos actos de violência, estes poderão ser punidos com  penas pesadas.

Até ao momento, não há informações correctas sobre o número de pessoas detidas em ligação com os confrontos registados em Mogovolas, um local onde é frequente actos de violência devido à ocorrência de mineiros.

A Fundação Tony Elumelu (TEF) anunciou a abertura oficial das candidaturas para o Programa de Empreendedorismo 2026, uma das mais abrangentes iniciativas privadas de apoio ao empreendedorismo em África, destinada a jovens empreendedores dos 54 países do continente. 

O programa volta a apostar no financiamento directo, formação empresarial e mentoria especializada como instrumentos para impulsionar o crescimento económico inclusivo e sustentável.

As candidaturas decorrem de 1 de Janeiro a 1 de Março de 2026 e estão abertas a empreendedores com ideias de negócio inovadoras ou empresas em fase inicial. O processo de submissão é feito através da plataforma digital TEFConnect. Os candidatos seleccionados terão acesso a cinco mil dólares norte-americanos em capital semente não reembolsável, formação empresarial intensiva, mentoria personalizada e integração na maior rede pan-africana de empreendedores.

Desde a sua criação, em 2015, o Programa de Empreendedorismo da Fundação Tony Elumelu tem registado um impacto expressivo no desenvolvimento económico e social do continente. Ao longo de mais de uma década, a Fundação já financiou mais de 24 mil empreendedores africanos, capacitou cerca de 2,5 milhões de cidadãos, contribuiu para a criação de mais de 1,5 milhões de postos de trabalho e impulsionou a geração de aproximadamente 4,2 mil milhões de dólares em receitas.

Intervindo no lançamento da edição de 2026, o fundador da Fundação Tony Elumelu e presidente do Grupo Heirs Holdings, Tony O. Elumelu, reiterou a sua convicção de que o futuro de África depende do investimento estruturado no seu capital humano. “Os empreendedores são o futuro de África”, afirmou, defendendo uma mudança de paradigma na abordagem ao desenvolvimento do continente.

Segundo Tony Elumelu, África não carece de ajuda externa, mas de investimento estratégico nos seus próprios talentos, sobretudo na juventude. “Quando capacitamos os empreendedores, criamos emprego, estimulamos o crescimento económico e transformamos positivamente as comunidades onde estes negócios operam”, sublinhou.

Para além do impacto económico, o programa distingue-se pelo seu forte compromisso com a inclusão e a igualdade de género. Actualmente, 46 por cento dos empreendedores apoiados pela Fundação são mulheres, representando uma das mais elevadas taxas de participação feminina em programas de empreendedorismo à escala continental.

A Fundação Tony Elumelu tem ainda consolidado a sua presença através de parcerias estratégicas com instituições internacionais de relevo, como a União Europeia, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Banco Africano de Desenvolvimento, a Google e o UNICEF Generation Unlimited, entre outras, permitindo alargar o alcance do programa a diferentes sectores e geografias.

Com o lançamento do Programa de Empreendedorismo 2026, a Fundação reafirma o seu compromisso com a erradicação da pobreza, a criação de emprego e a promoção de um crescimento económico inclusivo em África, apostando no talento, na inovação e no espírito empreendedor da juventude africana.

O Governo vai pagar o 13º salário aos funcionários e agentes do  Estado, membros das Forças de Defesa e Segurança e pensionistas. O pagamento será feito na ordem de 40 por cento do salário base, durante os meses de Janeiro e Fevereiro. 

Depois de vários questionamentos e expectativas, eis que o Governo reuniu-se, esta terça-feira, em sessão extraordinária e decidiu pagar o  13º salário. 

“O Conselho de Ministros realizou, no dia 13 de janeiro de 2026, a primeira sessão extraordinária. Nesta sessão, o Governo apreciou e aprovou resolução única, com tema único, relativo ao abono do 13º vencimento para os servidores públicos, membros das Forças de Defesa e Segurança, bem como aos pensionistas e rendistas do Serviço Público, que passará a ser efetuado a partir do mês de janeiro em curso”, revelou Inocêncio Impissa, porta-voz do Governo.

O executivo, na voz do secretário de Estado do Tesouro e Orçamento, Amílcar Tivane, explicou que auferir a remuneração é um direito que assiste os funcionários e agentes do Estado. No entanto, a materialização deste direito está condicionado à existência de capacidade não só do ponto de vista orçamental, mas também de disponibilidade financeira para o efeito.

Com isso, a decisão do pagamento do 13º vencimento é uma medida que surge movida pela actual  conjuntura actual econômica e financeira. Entretanto, desta vez,  o pagamento será feito na ordem de 40 por cento do salário base, de cada funcionário e agente do Estado, diferentemente do ano passado, em que o pagamento foi na ordem de 50 por cento.   

“Em 2023, por exemplo, o Governo tomou a decisão de, para os funcionários e agentes do Estado, o pagamento do décimo terceiro no montante de 30% e, em 2024, 40% e, em 2025, em particular, 50%. Portanto, a decisão de pagar o 13º não pode ser vista sem ter em conta o desempenho financeiro do exercício anterior, mas também as políticas, portanto, do ponto de vista de crescimento econômico e o quadro macrofiscal, portanto, para o exercício seguinte. Tendo em conta esta informação, para o ano de 2025, portanto, o 13º de 2025, porque, por regra, pago no exercício seguinte, o Governo, após a aprovação da proposta do Plano Econômico Social, que foi submetida à Assembleia da República, aprovada, portanto, tem estado a receber, uma análise da informação mais recente dos indicadores macrofiscais. Portanto, tendo em conta estes factores, o Governo tomou a decisão de atribuir aos funcionários e agentes do Estado e aos pensionistas e rendistas, do Estado, o 13º de 40%”, disse Tivane, acrescentando que “contrariamente à porcentagem atribuída em 2025, que foi de 50%, assistimos a uma redução. E é uma redução que é concentrada com a perspectiva macroeconômica e financeira para 2026”.

O pagamento da remuneração será feito de forma faseada, após o pagamento dos salários. 

“Do ponto de vista operacional, o 10% será pago, portanto, em dois momentos. Após o pagamento da folha de salários do mês de janeiro, o primeiro grupo de funcionários colocados nos níveis 1 a 11 da tabela salarial única, portanto, beneficiarão do 13º, e o segundo grupo de funcionários, que enquadram-se no nível 12 em diante, estamos a falar dos técnicos superiores e outros, irão receber o seu 13º no mês de fevereiro, após o pagamento da folha do mês de fevereiro. Uma nota importante também é que este primeiro grupo que irá beneficiar do 13º, no mês de janeiro, integra, entre outros, portanto, os funcionários que auferem um salário mínimo na administração pública, professores nos níveis N5, N4, N3, N2, estamos a falar, grosso modo, professores do ensino primário e do ensino secundário geral, os profissionais da saúde e, portanto, outros agentes do Estado, que, do ponto de vista da arquitetura da pirâmide salarial, encontram-se, portanto, na base da pirâmide.”

Para pagar o 13º salário o executivo vai gastar 6.8 mil milhões de meticais. 

 

A Polícia da República de Moçambique em Nampula alvejou mortalmente um integrante de uma quadrilha de assaltantes a mão armada, que fazia incursões em Nampula e Cabo Delgado. Na acção foi alvejado e capturado o líder da quadrilha e recuperadas três armas de fogo do tipo pistola que estavam na posse dos meliantes.

Foram dois meliantes baleados pela polícia, tendo um perdido a vida e outro ferido. O sobrevivente é tido como líder da quadrilha que com recurso a armas de fogo causava terror na cidade de Nampula. 

De acordo com o porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Nampula, trata-se de duas quadrilhas que criam terror nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, sendo que uma delas é composta por nove indivíduos e é indiciada em roubos e assaltos com recurso a armas de fogo. 

“Essa quadrilha, quando apercebeu-se que a Polícia da República de Moçambique estava em diligência com vista ao cumprimento de um mandato de busca e captura para sua neutralização e detenção de todos os integrantes da quadrilha, eles se colocaram em fuga. Porém, a Polícia teve a informação que uma parte dessa quadrilha encontrava-se no bairro de Namicopo, área de jurisdição da terceira esquadra, daí que incitou diligência que culminou com a neutralização de três indivíduos”, disse Dércio Samuel.

Entretanto, quando os mesmos aperceberam-se da presença policial no terreno, confrontaram a polícia usando armas de fogo e, de acordo com Dércio Samuel, “a polícia teve que responder imediatamente, onde foi possível alvejar dois desses elementos, onde os dois foram alvejados na parte inferior e foram imediatamente neutralizados e detidos, e um deles, infelizmente, veio perder a vida ao caminho do hospital e o líder dessa quadrilha foi socorrido ao Hospital Central de Nampula, onde até agora está sob custódia policial a receber tratamento”. 

Para além de Nampula, o grupo protagoniza assaltos também em Cabo Delgado. Um dos integrantes da quadrilha está à monte com um saco contendo armas de fogo, segundo a PRM.

“De referir que o líder da quadrilha escondia as armas, o material bélico, nas duas residências das suas esposas, o que preocupa a Polícia da República de Moçambique, porque há um dos integrantes dessa quadrilha que conseguiu fugir com algum material bélico. Foi aí que a polícia teve conhecimento de que uma parte desse material foi enviado para a província de Cabo Delgado e as outras estão em parte incerta com o marido de uma das senhoras que já está sob custódia da policia”, confirmou Dércio Samuel.

Para já, segundo o porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Nampula, “o trabalho operativo continua com vista à neutralização de todos os seis indivíduos ainda em falta, bem como à recuperação do material bélico em falta”.

Em consequência deste crime, a PRM neutralizou três mulheres tidas como esposas dos assaltantes, bem como o irmão do líder da quadrilha.

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