O País – A verdade como notícia

Morreu, na manhã desta Segunda-feira, Rosita Pedro, a menina que nasceu numa árvore, durante as cheias de 2000, no distrito de Chibuto,  em Gaza. 

O nascimento de Rosita marcou o ano 2000, quando, durante as cheias, uma mulher passou quatro dias no topo de uma mafurreira, cercada pelas águas, que transbordaram o Rio Limpopo, e deu a luz a sua filha, no distrito de Chibuto, em Gaza. 

De acordo com fontes familiares, Rosita Mabuiango travava uma batalha há anos  contra a anemia. Em resultado do agravamento do seu estado, seguia  internada há mais de duas semanas no Hospital Rural de Chibuto, onde veio a perder a vida.

O presidente do conselho municipal de Chibuto, Henriques Machava, avançou que   decorrem  contatos com a família para a formalização das cerimónias fúnebres, que, segundo o edil, estarão  sob responsabilidade do município.

Nascida a 1 de Março do ano 2000, na zona  de Mundiane, no distrito de Chibuto, Rosita representa a resiliência das populações de Gaza na sequência  das piores cheias de que se tem memória no país.

A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul, IP) alertou, este domingo, para o risco elevado de inundações na bacia hidrográfica do rio Save, na sequência das chuvas fortes registadas nas últimas 24 horas nas províncias de Gaza e Inhambane.

De acordo com o aviso emitido pela Divisão de Gestão da Bacia do Save (DGBS), a precipitação intensa no distrito de Massangena, em Gaza, e em vários pontos da província de Inhambane provocou um incremento significativo dos escoamentos na bacia do rio Save, aumentando de forma preocupante os níveis hidrométricos.

Os dados oficiais indicam que, nas últimas 24 horas, foram registados 190,6 milímetros de chuva em Massangena e 41,2 milímetros em Vila Franca do Save, volumes considerados elevados e suficientes para acelerar a subida do caudal do rio.

A estação hidrométrica de Massangena já ultrapassou o nível de alerta de 4,50 metros, situação que levou a ARA-Sul a prever que, nas próximas 48 horas, possa também ser ultrapassado o nível de alerta de 5,50 metros na estação de Vila Franca do Save.

A situação em Vila Franca do Save é considerada particularmente sensível. Dados de monitoria mostram que o nível do rio subiu de 2,10 metros às 7 horas para 4,33 metros às 17 horas, uma variação acentuada em menos de 10 horas.

Segundo a ARA-Sul, caso a tendência de subida se mantenha, existe risco real de inundações ao longo de todo o vale do rio Save, com impacto directo em zonas residenciais vulneráveis, nomeadamente na vila de Nova Mambone, no distrito de Govuro, e na vila sede do distrito de Machanga, já historicamente afectadas por cheias.

Face ao cenário, a ARA-Sul recomenda à população a evitar a travessia do leito do rio Save, bem como de outros cursos de água da região. A instituição apela ainda à retirada imediata de bens e equipamentos localizados em zonas baixas e nos leitos dos rios, devendo estes ser deslocados para áreas seguras.

As autoridades reforçam a necessidade de a população acompanhar atentamente a informação hidrológica oficial, divulgada pelas entidades competentes, e adoptar medidas preventivas, numa altura em que as chuvas continuam a afectar de forma significativa várias bacias hidrográficas do sul do país.

O Município de Maputo vai desembolsar oito milhões de dólares, financiados pelo Banco Mundial, para o reassentamento de 468 famílias que vivem nas proximidades do local escolhido para a construção do novo aterro sanitário, no bairro da Katembe.

Com o início das obras previsto para o próximo mês, a edilidade já tem garantido o financiamento do Banco Mundial, valor destinado ao reassentamento das famílias que serão afectadas pelo projecto.

O processo de pagamentos inicia esta quinta-feira e, numa primeira fase, vai abranger 138 famílias.

“Decidimos acelerar o processo de pagamento de compensações. Na próxima semana, até ao dia 15 de Janeiro, vamos efectuar pagamentos referentes a cerca de 138 famílias, num valor global estimado em oito milhões de dólares americanos, o que corresponde, ao câmbio do dia, a aproximadamente 300 milhões de meticais. São várias famílias com algumas infra-estruturas de apoio, e todo o processo seguiu a legislação vigente, bem como as regras do financiador”, explicou Danúbio Lado, director do Gabinete de Desenvolvimento Estratégico.

A edilidade prevê concluir os pagamentos até finais de Fevereiro. O encerramento da lixeira de Hulene depende da conclusão das obras do novo aterro.

Segundo o responsável, “já foi lançado o concurso para a construção do aterro, num modelo de desenho, construção e operação. Lançámos o concurso a 23 de Dezembro e está agendada uma visita ao local para as empresas interessadas, no dia 15 de Fevereiro, para esclarecimento de dúvidas e recolha de mais informações”.

Para facilitar o acesso ao local, a edilidade compromete-se a construir uma estrada de raiz.

“Neste momento decorrem trabalhos preparatórios para o início da obra, como a identificação do estaleiro, e prevemos que as obras iniciem no mês de Fevereiro. Estamos na época chuvosa e é necessário garantir condições mínimas para avançar com a construção da estrada. Está tudo a decorrer conforme o planificado e estamos a trabalhar intensamente para a materialização do projecto do aterro sanitário. Importa referir que, sem o aterro, é impossível encerrar definitivamente as actividades na lixeira de Hulene”, afirmou o dirigente.

As obras, financiadas pelo Banco Mundial, terão a duração de 24 meses e vão ocupar uma área superior a 140 hectares.

As chuvas que caíram nas últimas 24 horas em toda província de Inhambane, fizeram subir de forma significativa os níveis hidrométricos de vários rios, colocando algumas bacias em situação de alerta, segundo dados divulgados este domingo pela Administração Regional de Águas do Sul, IP (ARA-Sul), através da Direcção de Gestão de Bacias do Sul.

De acordo com o boletim hidrológico referente às 07 horas do dia 11 de janeiro de 2026, foi registada precipitação em todos os pontos de observação monitorados pela DGBS. A bacia do Save destaca-se pelos volumes elevados de chuva, com Massangena em Gaza a registar 191,6 milímetros nas últimas 24 horas, enquanto Vila Franca do Save em Inhambane acumulou 41,2 milímetros. Estes valores explicam a subida preocupante dos níveis do rio Save, particularmente na estação hidrométrica de Massangena, onde o nível atingiu 4,50 metros, estando acima do nível de alerta, embora ainda abaixo da cota crítica de 5 metros.

Na mesma bacia, a estação de Vila Franca do Save registou um nível de 2,10 metros, com uma subida de 13 centímetros, permanecendo ainda distante do nível de alerta fixado em 5,50 metros, mas sob vigilância contínua.

Outras bacias da província de Inhambane também registaram precipitações significativas. Na bacia do Mutamba, Jangamo acumulou 72 milímetros de chuva, fazendo subir o nível hidrométrico para 3,69 metros, muito próximo do nível de alerta estabelecido em 3,80 metros. Já na bacia do Govuro, a estação de Pambara registou um nível de 3,20 metros, com uma subida de 8 centímetros, mantendo-se abaixo do nível de alerta de 3,70 metros, mas com tendência de crescimento caso as chuvas persistam.

A situação é igualmente preocupante na bacia do Inhanombe. Em Maxixe, foram registados 33 milímetros de precipitação, elevando o nível do rio para 2,76 metros, ainda abaixo do nível de alerta de 4 metros. No entanto, em Mubalo, o cenário é mais crítico: o nível hidrométrico atingiu 6,02 metros, ultrapassando claramente o nível de alerta fixado em 4,50 metros, o que coloca comunidades ribeirinhas em risco potencial de inundações.

Na bacia de Inharrime, a estação hidrométrica registou um nível de 2,08 metros, com uma subida ligeira de 3 centímetros, mantendo-se distante do nível de alerta de 5,40 metros.

Paralelamente, a rede monitorada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) confirma a intensidade das chuvas em vários distritos da província. Massinga registou 69,4 milímetros, Vilankulo 34,5 milímetros, Guitambatuno 42 milímetros, Inhambane Aeroporto 36,4 milímetros, Inhambane Estação Principal 66,5 milímetros, Panda 44,3 milímetros e Quissico 42,9 milímetros. Inhassoro foi o distrito com menor precipitação, com apenas 10,7 milímetros.

A ARA-Sul alerta que, caso o padrão de chuvas se mantenha nas próximas horas, alguns rios poderão atingir ou ultrapassar os níveis críticos, aumentando o risco de inundações, sobretudo nas bacias do Save, Mutamba e Inhanombe. As autoridades recomendam vigilância reforçada, atenção especial às comunidades ribeirinhas e o acompanhamento permanente dos boletins hidrológicos, numa altura em que o solo já se encontra saturado devido à precipitação contínua dos últimos dias.

O Conselho Municipal de Nampula vai passar a comprar os resíduos sólidos produzidos nos bairros da cidade. A iniciativa, anunciada pelo edil Luís Giquira, visa garantir maior limpeza urbana e gerar renda para os munícipes.

‎A cidade de Nampula é uma das que se ressente com o deficiente sistema de recolha de lixo. E para responder esse problema, a edilidade pretende implementar uma nova abordagem. 

Segundo Luís Giquira, que falava no sábado durante a cerimónia de patenteamento de mais de vinte agentes da Polícia Municipal, é preciso que a edilidade volte a ganhar a imagem que sempre teve. 

Na ocasião, explicou ainda que a iniciativa pretende também garantir que os munícipes tenham ganhos das receitas produzidas pelo município. 

Em relação aos agentes da Polícia Municipal, Giquira exigiu maior trabalho no combate ao comércio informal e encurtamento de rotas, facto que, na sua opinião, poderá gerar receitas para edilidade e colocar ordem nas estradas. 

‎Esta é a primeira cerimónia de patenteamento da Polícia Municipal desde que Luís Giquira assumiu a liderança da edilidade.

O Governo deu início oficial à edição 2025 da Campanha de Recenseamento Militar Obrigatório, numa cerimónia realizada na Cidade da Maxixe, num momento em que o país reforça o debate sobre a defesa da soberania nacional, a consolidação da paz e o papel da juventude na construção do Estado. 

O lançamento da campanha foi marcado por um apelo directo à consciência cívica e patriótica dos jovens moçambicanos, entendidos como o principal capital humano para garantir a segurança, a estabilidade e a continuidade do projecto nacional.

Falando durante a cerimónia, o Ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, sublinhou que o recenseamento militar não deve ser encarado como um acto meramente administrativo, mas como um compromisso com a Pátria e um passo determinante no processo de preparação dos cidadãos para a defesa do país. 

De acordo com o governante, a legislação moçambicana estabelece que todos os cidadãos nacionais estão sujeitos ao cumprimento das obrigações militares entre os 18 e os 35 anos de idade, sendo o recenseamento o primeiro estágio desse percurso. 

“O licenciamento militar é a primeira etapa das obrigações militares e tem por objectivo obter informações de todos os cidadãos que atingem a idade do início dessas obrigações”, explicou, frisando que se trata de um instrumento fundamental para a planificação da defesa nacional.

No presente ano, o Governo prevê recensear mais de 221 mil jovens de ambos os sexos em todo o território nacional e na diáspora, abrangendo os nascidos em 2008, bem como aqueles que, por diversas razões, não conseguiram cumprir o dever em anos anteriores. No entanto, os dados do ano passado revelam uma adesão acima do esperado. Em 2025, foram recenseados cerca de 255.700 jovens, ultrapassando a meta inicialmente fixada em mais de 15 por cento.

Segundo Cristóvão Chume, estes números reflectem um crescimento do sentimento patriótico e da consciência cívica entre a juventude. 

“Os jovens apresentam-se de forma voluntária aos postos de recenseamento militar, o que demonstra o seu engajamento e sentido de responsabilidade para com o país”, afirmou. 

O ministro destacou ainda o papel determinante das famílias, das autoridades locais, dos líderes comunitários e religiosos, bem como das instituições de ensino e da comunicação social, na mobilização dos jovens.

Além do serviço militar efectivo normal, o governante dedicou parte significativa da sua intervenção ao Serviço Cívico de Moçambique, que considerou uma plataforma estratégica de formação e inclusão. Segundo explicou, o serviço cívico visa dotar os jovens de competências técnicas, valores patrióticos e princípios culturais que lhes permitam contribuir activamente para o desenvolvimento do país, independentemente do sector onde venham a actuar.

“O serviço efectivo normal e o serviço cívico constituem um processo de ensino e aprendizagem”, sublinhou, acrescentando que nesses espaços os jovens aprendem a conviver com pessoas de diferentes origens, a respeitar a diversidade e a fortalecer a unidade nacional. 

Para o ministro, trata-se de uma verdadeira escola de cidadania, onde se formam cidadãos mais conscientes, disciplinados e comprometidos com o bem comum.

Cristóvão Chume foi claro ao afirmar que a defesa da Pátria não se limita à acção militar. Segundo disse, mesmo os jovens que não venham a integrar as fileiras das Forças Armadas de Defesa de Moçambique ou do Serviço Cívico podem desempenhar um papel relevante em outras áreas estratégicas do Estado, incluindo a Polícia da República de Moçambique, os Serviços de Informação e Segurança do Estado e diversos sectores ligados à segurança, à protecção civil e ao desenvolvimento nacional.

“A responsabilidade pela defesa nacional é de todos nós moçambicanos”, afirmou, defendendo uma abordagem integrada e participativa à segurança do país. Nesse contexto, apelou também à vigilância cívica, alertando para a importância de os cidadãos estarem atentos a comportamentos ou situações suspeitas que possam pôr em causa a ordem pública, a estabilidade social e a tranquilidade das comunidades.

Para o ministro, a defesa nacional começa nas comunidades, nas famílias, nas escolas e nos bairros, através da promoção de valores como o patriotismo, a solidariedade, a disciplina e o respeito pelas instituições do Estado. 

Nesse sentido, apelou às autoridades locais, religiosas, instituições de ensino e órgãos de comunicação social para continuarem a desempenhar o papel de agentes de educação cívico-patriótica e mobilizadores da juventude.

Dirigindo-se aos centros provinciais de recrutamento e mobilização, Cristóvão Chume lançou um desafio claro: não apenas cumprir metas estatísticas, mas garantir que todos os jovens em idade legal tenham a oportunidade de se recensear. Para o Governo, o sucesso da campanha mede-se não só pelo número de inscritos, mas pela capacidade de envolver a juventude num projecto nacional de longo prazo, assente na paz, na soberania e no desenvolvimento.

O governante sublinhou ainda que o recenseamento militar representa um passo decisivo para o fortalecimento das Forças de Defesa e Segurança e para a consolidação da estabilidade institucional do país. Num contexto regional e internacional marcado por desafios à segurança, o Executivo entende que investir no capital humano é essencial para proteger a independência e a integridade territorial de Moçambique.

No encerramento da sua intervenção, Cristóvão Chume apelou a um reconhecimento público do trabalho desenvolvido pelas Forças de Defesa e Segurança, sublinhando o papel desses profissionais na manutenção da ordem, da paz e da soberania nacional. Para o Governo, a campanha de recenseamento militar é, acima de tudo, uma afirmação da moçambicanidade e um convite à juventude para assumir a vanguarda na defesa do país.

Com o arranque da edição 2025, o Executivo espera reforçar a consciência patriótica dos jovens e consolidar uma cultura de responsabilidade colectiva, entendendo que a paz e a soberania são conquistas diárias que exigem o contributo activo de todos os cidadãos.

A campanha decorre de 2 de Janeiro a 28 de Fevereiro, sob o lema “Recenseamento Militar, engajando jovens ao serviço da Pátria, para o fortalecimento da paz e da soberania nacional”.

O Conselho Municipal de Maputo promete que, dentro de 15 dias, irá resolver o problema de lixo que afecta vários bairros da capital. A edilidade explica que a fraca recolha de lixo se deve a dificuldades de acesso à lixeira de Hulene, devido a avaria de duas máquinas. 

Vários bairros da cidade de Maputo deparam-se com focos de lixo, há mais de dois meses.  A lixeira de Hulene, local onde todo o lixo recolhido é depositado, está saturada. 

Além do chão lamacento que dificulta a passagem dos camiões, duas máquinas que servem para facilitar os acessos e compactar o lixo encontram-se avariadas. 

Infelizmente, nos últimos mais ou menos dois meses, nós viemos enfrentando alguma dificuldade em aceder aos campos de depósitos de resíduos sólidos. Isso resultou primeiro de algumas avarias de equipamento que aconteceram. Estamos a falar de duas bulldozers que normalmente ficam aqui, uma para um dos campos de depósito e a outra para o segundo campo de depósito. Essas duas máquinas, ao avariarem, criaram um problema muito sério porque começamos a ter montanhas de lixo que não nos permitiam ter um fácil acesso. A bulldozer tem exatamente a função de poder espalhar e criar camadas de resíduos que permitem que, efetivamente, possamos continuar a trabalhar nesta lixeira. Depois, logo a seguir, porque estávamos no início do período chuvoso, começamos a ter acúmulo de águas e isso criou dificuldade adicional em relação ao acesso dos caminhões à lixeira.”, explicou João Munguambe, vereador de Salubridade, no município de Maputo. 

Este problema faz com que a recolha de lixo seja dificiente, pois não há onde nem como depositar. 

Se não tivermos disponível ou não tivermos acesso aos campos de deposição de resíduos sólidos, não adianta qualquer operação de recolha de resíduos sólidos a nível da nossa cidade porque não teremos onde depositar.

Entretanto, a edilidade garante que os trabalhos de recolha já começaram depois de ter sido alugada esta máquina.  

A garantia é de que tudo será feito para que, dentro de quinze dias, todo o lixo seja recolhido. 

Este problema, neste momento, está ultrapassado. Já temos uma bulldozer aqui, embora seja alugada, e ela voltou, portanto, a abrir os campos de depósito e, ao mesmo tempo, temos aqui, as escavetas giratórias que são essas que estão a limpar as vias. O nosso plano é ampliar, duplicar a via, para permitir que, enquanto umas viaturas sobem para o campo de depósito, possamos ter as outras a sair deste campo. Portanto, acreditamos que, se nós não tivermos nada de extraordinário, poderemos ter, nas próximas duas semanas, a cidade em condições. Neste momento, os bairros mais sufocados têm a ver, justamente, com a população que tem lá.

O vereador fez saber que há, neste momento, mais de 12 milhões de toneladas de lixo espalhados pelos bairros da cidade de Maputo.  

Quanto maior a população existente, maior é o sufoco, digamos. Então, neste momento, os grandes problemas concentram-se em KaMubukwana, KaMaxaquene e Chamanculo. Temos algum problema em KaMavota também, mas é gerido.

Para a reparação de cada uma das máquinas são necessários 12 milhões de meticais. 

Ainda sobre o assunto, o vereador de Salubridade repisou que a lixeira de Hulene só poderá ser encerrada em 2028, depois de erguido o aterro sanitário da Katembe. Para já, foi lançado um concurso público para contratação do empreiteiro que vai operacionalizar o projecto.

Embargo de mais 15 de Infra-estruturas comerciais em Chibuto coloca empresários em rota de colisão com o conselho municipal e Administração Nacional de Estradas, há quase dois anos. Os “patrões” sentem-se marginalizados e exigem esclarecimentos sobre a suspensão de obras autorizadas pelas autoridades municipais. A ANE esclarece que ao autorizar construções fora do perímetro permitido por lei as autoridades municipais violaram a lei e podem ser responsabilizadas.

O embargo de pelo menos 15 empreendimentos comerciais ao longo da Estrada Nacional N-102 no município de Chibuto, na província de Gaza, inquieta empresários que se queixam de estar a somar prejuízos, além de acusar a Administração Nacional de  Estradas ( ANE) de levar a cabo uma operação de perseguição silenciosa à classe.

“Estou muito desapontado com a ANE, porque  de facto, para embargar uma obra que o município autorizou há mais de 20 anos, essa discoteca custou mais de 20 anos para funcionar”,disse o representante dos empresários de Chibuto.

Vinte anos após o início de actividades comerciais, Marcos Chemane endividou-se junto à banca em 2024 para requalificar o seu empreendimento. Volvidos poucos meses após o arranque das obras, uma surpresa abalou os seus planos.

“A ANE veio e trouxe-me um documento do embargo da obra Estou muito encurralado, estou entre a espada e a parede. Não me responderam nada disseram que era a área da reserva. Mas antes, quando eu tinha aqui o meu edifício, não era a área da reserva da ANE.

Com as obras paralisadas há quase dois anos, continua sem respostas, sendo que a obra teria sido autorizada pelo município de Chibuto e conta estar mergulhado em dívidas.

“Prejuízo somado até agora vai acima de 3 mil milhões de noticias para poder pagar o banco e outros, porque é um dinheiro que foi destruído, não sei quem vai me pagar essa indemnização”, lamentou.

 CONSELHO MUNICIPAL DE CHIBUTO ADMITE  AUTORIZAÇÃO DE OBRAS

O município de Chibuto confirma ter autorizado as obras ora embargadas. E porque o grupo de empresários têm pressionado a Edilidade exigindo  a suspensão do embargo, a Edilidade decidiu remeter o assunto ao governo central.

“Têm licenças do município respeitando os 15 metros anteriores. Como estão no meio de outras que já se ergueram, nós achamos melhor atribuir licença a eles. Como município, nós apresentamos a reclamação ao governo central. As obras estão embargadas, as pessoas não podem fazer nada, mas temos recebido muitas reclamações.

Jacinto Macondzo vai mais longe ao afirmar que  a lei que regula o uso de estradas incluindo áreas de proteção parcial de estradas é ambígua.

“Está difícil, tratando-se de uma lei, só que esta lei é uma lei ambígua.A partir mesmo do próprio Conselho Municipal, Hospital Rural, Serviço Distrital de Educação, todas aquelas obras estão dentro da faixa dos 30 metros para dizer que não se pode reabilitar. Agora temos o problema do hospital, aquele edifício do hospital não pode ser reabilitado porque está dentro da faixa dos 30 metros, segundo a lei.

Enquanto isso, a Administração Nacional de Estradas esclarece que o embargo das obras em Chibuto e outros pontos de Gaza é irreversível, ilegal.

“A estrada de Chibuto de que estamos a falar é uma estrada primária, ela tem uma área  de reserva de 30 metros para cada lado, a partir da beira. Dentro dessa área não deve existir nenhuma construção. O que está em questão são as obras em curso, portanto essas obras não devem mais existir,  não devem acontecer. Os edifícios que estão lá terão o seu tratamento, são edifícios já antigos, terão  o seu tratamento

O Delegado Jeremias Mazoio acrescenta, ainda que, ao autorizar construções fora do perímetro permitido por lei às autoridades municipais e distritais de Chibuto,  revela um desconhecimento das normas.

“A lei de terras já diz isso, o decreto 109-2014 que regula o uso de estradas em suas zonas de proteção parcial também já diz isso.  Se existe algum documento, alguma autorização emitida por esses órgãos, então essa autorização terá de ser irregular.Agora existem atividades específicas que também estão arroladas na lei, que podem merecer uma licença especial, mas a construção de edifícios não.

A ANE  revela existência de  dezenas de obras que apesar de embargadas, por violação da área de proteção parcial de estradas na província de Gaza, continuam sendo erguidas e alerta para medidas mais duras nos próximos tempos.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação de ocorrência de chuvas fortes, localmente muito fortes, acompanhadas por vezes de trovoadas severas e ventos com rajadas nas províncias de Sofala, Manica, Inhambane, Gaza e Maputo. 

Serão afectados os distritos de Chemba, Caia, Marínguè, Marromeu, Cheringoma, Gorongosa, Muanza, Nhamatanda, Dondo, Búzi, Machanga, Chibabava e Cidade da Beira, na província de Sofala; distritos de Guro, Tambara, Macossa, Barué, Vanduzi, Manica, Macate, Sussundenga, Gondola, Mossurize, Machaze e cidade de Chimoio, em Manica. 

Na província de Inhambane serão afectados os distritos de Govuro, Inhassoro, Mabote, Vilankulo, Massinga, Funhalouro, Morrumbene, Panda, Homoíne, Jangamo, Inharrime, Zavala e cidades de Maxixe e Inhambane; Chicualacuala, Massangena, Mapai, Chigubo, Mabalane, Massingir, Guijá, Chibuto, Chokwé, Limpopo, Bilene, Mandlakazi, Chongoene e cidade de Xai-Xai, em Gaza;

Já em Maputo, as chuvas vão afectar os distritos de Magude, Moamba, Manhiça, Marracuene,

Namaacha, Boane, Matutuine e cidades de Maputo e Matola.

Adicionalmente, o INAM prevê a continuação de chuvas com trovoadas e ventos com rajadas principalmente na província de Niassa, Zambézia e Tete.

O INAM apela à tomada de medidas de precaução e segurança face às chuvas, trovoadas e vento forte.

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