O País – A verdade como notícia

O presidente do Conselho de Administração do Moza Banco efectuou uma visita às instalações do Grupo SOICO, em KaTembe, onde percorreu diversos compartimentos da empresa, com destaque para a área de produção de conteúdos.

Acompanhado pelo presidente do Conselho de Administração do Grupo SOICO, Manuel Soares, o responsável máximo do banco, recebeu explicações detalhadas sobre o funcionamento técnico e editorial da estação, incluindo os estúdios e os centros de produção.

Durante a visita, o PCA do Moza Banco manifestou satisfação com a evolução das infra-estruturas do grupo, sublinhando a modernização registada nos últimos anos.

“Tive a oportunidade de visitar as antigas instalações e ver o que hoje temos aqui. Acho que, como grupo moçambicano, devemos estar todos orgulhosos, porque, em termos de instalações e capacidade técnica, não ficamos a dever a ninguém”, afirmou, acrescentando ser gratificante constatar que os moçambicanos são capazes de produzir conteúdos mediáticos com elevados padrões de qualidade.

Manuel Soares destacou ainda o papel da STV no panorama televisivo nacional, defendendo que a estação marcou uma nova etapa na comunicação social do País.

“No nosso panorama televisivo, há um antes e um depois da STV. Foi a primeira televisão privada a surgir e contribuiu para a formação de novos profissionais, criando oportunidades de crescimento no sector. Sobretudo, trouxe a busca pela verdade e pela notícia confirmada, com credibilidade”, referiu.

O Moza Banco é considerado uma das principais instituições financeiras de Moçambique. Esta foi a primeira vez que um dirigente máximo do banco visitou as instalações do Grupo SOICO, reforçando os laços institucionais entre as duas entidades.

O Chefe do Estado defende uma actuação policial moderna, profissional e orientada para o cidadão, sublinhando que o investimento na formação é determinante para o combate eficaz ao crime, a preservação da paz social e a consolidação do desenvolvimento nacional.

O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou, nesta quinta-feira, que Moçambique passa a contar com novos oficiais e mestres em Ciências Policiais preparados para responder, com rigor científico, competência técnica e elevado sentido ético, aos desafios complexos da segurança pública, defendendo uma polícia moderna, científica, profissional e humanista, orientada para servir o povo moçambicano.

Falando na sua qualidade de comandante-chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), por ocasião da Vigésima Primeira Cerimónia de Graduação de Oficiais da Polícia da República de Moçambique e Mestres em Ciências Policiais, na Academia de Ciências Policiais (ACIPOL), o Chefe do Estado sublinhou que o acto simboliza, “não apenas o culminar de uma importante etapa académica, mas também o resultado do investimento estratégico que o Governo da República de Moçambique tem realizado na formação científica, técnica e ética dos quadros da Polícia da República de Moçambique”.

O Presidente Chapo frisou que a segurança pública deixou de ser apenas uma matéria operacional e passou a assumir uma dimensão científica e estratégica, defendendo que o reforço da formação académica dos quadros da Polícia da República de Moçambique é essencial para enfrentar a criminalidade organizada, o extremismo violento e outras ameaças emergentes que colocam em causa a harmonia social e a estabilidade do país.

No seu discurso, alerta, igualmente, para a crescente complexidade do fenómeno criminal, referindo que o país enfrenta crimes tradicionais e novas tipologias, como a criminalidade organizada e transnacional, o extremismo violento, os raptos, a imigração ilegal e os cibercrimes. “Diante deste quadro, a segurança pública deixou de ser apenas uma questão operacional e táctica, para se afirmar, cada vez mais, como um campo científico, estratégico e multidimensional”, afirmou.

O Chefe do Estado destacou o papel da ACIPOL na preparação de uma polícia apta para os desafios do século XXI, afirmando que “a ACIPOL não é apenas uma instituição de ensino; é a forja científica de oficiais da Polícia da República de Moçambique”, apelando aos graduados para fortalecerem a prevenção e o combate ao crime, revitalizarem a vigilância comunitária e melhorarem a imagem da corporação.

Abordando a relação entre segurança e desenvolvimento, o comandante-chefe das FDS defendeu que não há crescimento económico sem paz e estabilidade, sublinhando que “cada acto de prevenção criminal, cada investigação bem-sucedida e cada comunidade protegida representam, na verdade, um passo concreto na consolidação da soberania económica do nosso país”.

No domínio do combate ao crime organizado, o estadista moçambicano reiterou a necessidade de intensificar o desarmamento e a luta contra os raptos, frisando que “retirar armas das mãos dos criminosos é salvar vidas” e assegurando que Moçambique não será “porto seguro” para este tipo de criminalidade, salientando os sinais de redução do fenómeno graças à acção coordenada das Forças de Defesa e Segurança.

Ademais, abordou o combate à corrupção, defendendo o reforço do controlo e da integridade na actuação policial, lembrando que “o lugar dos corruptos, dos ladrões e dos raptores é na cadeia”, e apelando ao respeito pela legalidade, pelos direitos humanos e pela autoridade legítima do Estado.

Na parte final da sua intervenção, o Presidente Daniel Chapo exorta os graduados a assumirem o compromisso de aprendizagem contínua, disciplina e conduta exemplar, recordando que cada decisão tomada será em nome da República e do povo moçambicano, antes de declarar encerrado o XXI Curso de Licenciatura em Ciências Policiais e a VIII Edição dos Cursos de Mestrado em Segurança Pública e Investigação Criminal.

Pelo menos duas pessoas morreram, no último domingo, e várias pessoas  foram sequestradas na estrada N380,  durante um ataque terrorista, supostamente protagonizado pelo grupo armado instalado em Cabo Delgado há quase 10 anos.

A suposta emboscada contra uma coluna de viaturas escoltadas pelas Forças de Defesa e Segurança  ocorreu na aldeia quinto congresso, próximo a Katupa, uma das principais bases do grupo armado que opera em Cabo Delgado.

“Tenho aqui o registo de três viaturas, duas pertencentes aos empresários de distrito de moeda, que sofreram baleamento, mas conseguiram passar por aquele lugar, e os que vinham atrás não  conseguiram passar. Então, houve confronto entre os terroristas e os nossos militares”, disse Lucas Manuel, representante do CTA em Mueda, destacando que após o confronto várias pessoas foram levadas para o mato pelos supostos terroristas, que pediram resgate.

Lucas Manuel avança ainda que houve morte de duas pessoas.  

Devido a gravidade da situação, a circulação na estrada N380 foi interrompida, e agora, as atenções estão viradas na remoção das viaturas abandonadas no local. “Para além de que há um outro camião que eles colocaram e fecharam a estrada. Eles [os terroristas] bloquearam a estrada com o camião, e antes que o camião seja removido não teremos como usar a estrada”, explicou o representante da CTA. 

Quase cinco dias depois, o Governo ainda  se pronunciou sobre o ataque e até hoje, ainda não se sabe ao certo  o número de mortes e feridos,muito menos o número de pessoas supostamente sequestradas.

Por razões de segurança, actualmente a maior parte da população usa a estrada que passa do distrito de Montepuez, a única via alternativa para  se chegar à zona norte de Cabo Delgado.

Cinco antigos gestores da LAM, entre os quais três antigos directores e chefe da Tesouraria da LAM, foram ouvidos esta quinta-feira, por um juiz de instrução criminal, por suspeitas de corrupção. Tudo decorre no âmbito de cinco processos movidos pelo GCCC, cada um deles com objectos específicos, com destaque para a aquisição de aeronaves, fornecimento de fardamentos e serviços de catering. 

Trata-se, segundo apurou “O País”, de João Carlos Pó Jorge, antigo director-geral das LAM; Hilário Tembe, ex-director de Operações; Armindo Savanguane, antigo-director financeiro; e Eugénio Mulungo, antigo chefe da Tesouraria na mesma companhia. Igualmente, encontra-se detido um gestor sénior cuja identidade e função ainda não foi possível apurar.

As detenções ocorreram 48 horas depois de o GCCC ter prestado declarações à imprensa sobre o decurso do processo-crime relacionado com a corrupção no país. 

Relativamente às LAM, o GCCC deu a conhecer que se encontra a conduzir investigações em cinco processos-crime. “Cada um com objectos específicos e em diferentes fases de tramitação”, por “irregularidades na venda e aquisição de aeronaves, contratação de fornecimentos de fardamento de pessoal, serviços de catering e combustíveis e outras operações com pagamentos sem justificação contratual adequada”.

Na ocasião, o porta-voz do GCCC, Romualdo Johnam, explicou que as investigações na companhia de bandeira visam apurar os “contornos e a legalidade da assinatura do Memorando entre a entidade estrangeira Fly Modern Ark Airlines South Africa Proprietary e o Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), no contexto da gestão e reestruturação da LAM”.

O processo-crime tem a ver, ainda, com o “aluguer de um avião Boeing 737 para transporte de carga que não chegou a operar por falta de licenciamento, resultando em prejuízo ao erário público, pagamento de passagens áreas e desvio dos valores, pagamentos efectuados por funcionários da LAM a serviços de tradução inexistentes ou com preços sobre-facturados, resultando em prejuízo à LAM”.

De acordo com Romualdo Johnam, “os factos indiciam, entre outros, a prática de actos susceptíveis de integrar os tipos legais de crime de gestão danosa, corrupção, peculato, abuso de cargo ou funções, sem prejuízo de outros que se revelarem no decurso da instrução”.

O analista Anísio Buanaissa diz que as detenções que estão a ocorrer em Gaza relacionadas com o desvio de donativos para as vítimas da cheias revelam que as instituições estão contaminadas e, sobretudo, demonstram a degradação de valores. 

Buanaissa entende que este caso revela fragilidades nas instituições e defende que, caso seja provado, todos os implicados no caso, devem ser responsabilizados, de modo a desencorajar esses actos. 

Mais do que isso, defende ainda maior controlo das doações destinadas à ajuda humanitária. Recorde-se que mais de oito pessoas já foram detidas em conexão com o caso de desvio de donativos em Gaza e as autoridades prometem continuar a trabalhar para identificar mais implicados.  

 

O Governo está aberto para introduzir reformas no ensino superior caso os intervenientes do sector e a sociedade civil sintam a necessidade de mudanças que visem adequar a realidade do país.

Abertura do governo para avaliação  do ensino superior no país foi anunciada pelo secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Edson Macuacua, durante a sua visita a Cabo Delgado

Além de possíveis reformas, o  Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior falou do problema de assédio sexual nas universidades e deixou algumas orientações na provincia.

Em Cabo Delgado, o Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior visitou universidades e manteve encontros com os membros do governo da província.

O Parque Nacional da Gorongosa recuperou 160 pangolins em oito anos, retirando-os da rota do tráfico e de alimentarem crenças locais de “sorte”, segundo explicou à revista Lusa o administrador daquela área de conservação.

“Nós conseguimos recuperar 160 pangolins desde 2018 até hoje”, disse Pedro Muagura, administrador do Parque Nacional da Gorongosa (PNG) em Sofala.  

Dos 160 pangolins recuperados, 121 foram encontrados no mercado ilegal, maioritariamente para exportação, e os restantes 39 entregues voluntariamente pelas comunidades nos arredores do parque, que “já sabem que constitui crime ambiental” a sua captura.

Na rota do tráfico, que abrange também as províncias centrais de Manica, Zambézia e Tete, a espécie pode passar por até 20 negociadores e mediadores, tendo, na sua maioria, o mercado asiático como destino, avançou Pedro Muagura, acrescentando que é na troca de mediadores que “a informação às vezes escapa” e chega ao parque.

“No nosso país existem pessoas que acreditam que quem tiver uma peça de pangolim vai ter muita sorte, então as pessoas dentro do país acabam tendo esses animais para esses fins, mas o maior número de entrevistados diz que é para vender para um patrão”, referiu o administrador do parque.

Refira-se que o pangolim tem a particularidade de ser o único mamífero terrestre totalmente coberto por escamas e a sua presença é cada vez mais rara.

Em Junho de 2026, a província de Nampula vai acolher a Gala de Turismo de Moçambique & Fórum de Turismo e Investimentos, uma plataforma nacional de reconhecimento e alinhamento estratégico dedicada ao futuro do turismo no País.

Num contexto de crescente pressão competitiva no mercado global, a província de Nampula vai acolher a Gala de Turismo de Moçambique & Fórum de Turismo e Investimentos, uma plataforma nacional de reconhecimento e alinhamento estratégico dedicada ao futuro do turismo no País.

O fórum trará para o centro da discussão uma questão essencial, nomeadamente sobre os os produtos turísticos que Moçambique está preparado para estruturar, priorizar e vender com escala, e como alinhá-los a mercados estratégicos capazes de garantir fluxo e retorno.

O sector irá discutir posicionamento, escala, segmentação, competitividade e articulação entre políticas públicas e iniciativa privada, num espaço que reúne Governo, sector privado, investidores, especialistas e representantes provinciais.

Cada província será desafiada a apresentar uma proposta concreta de produto a desenvolver, criando uma base comparativa internacional e promovendo o intercâmbio com especialistas de destinos globais que já dominam o empacotamento, a segmentação e a comercialização de experiências semelhantes.

Paralelamente, a Gala de Turismo de Moçambique reconhecerá os protagonistas que, diariamente, sustentam o sector, empresários, operadores, comunidades, investidores e instituições que mantêm a cadeia de valor activa e resiliente.

A escolha de Nampula como província anfitriã reflecte a sua massa crítica económica e demográfica, bem como o seu papel estruturante no Norte do País. Com cerca de sete milhões de habitantes, uma dinâmica comercial intensa e um mercado interno activo, Nampula reúne condições de escala raras no contexto nacional.

Aproveitando esta oportunidade, o Conselho Executivo Provincial decidiu realizar, em paralelo, um Fórum Provincial de Investimentos, com o objectivo de mobilizar investidores e reforçar o papel da província como pólo estruturante do turismo no norte do país.

A articulação com o Corredor de Nacala, as ligações ferroviárias e portuárias, a proximidade com mercados regionais e o potencial do seu aeroporto internacional reforçam a sua posição como ponto de mobilidade, integração regional e distribuição turística.

Ao mesmo tempo, concentra diversidade de oferta, património histórico, litoral e ilhas, cultura viva, gastronomia identitária e uma economia vibrante.

O fórum, integrado no contexto da Gala, pretende viabilizar projectos concretos de investimento em destinos como Crussi Jamal, Ilha de Moçambique, Mossuril e Nacala, alinhando-se com a estratégia do Governo de diversificar os pólos turísticos para além de Vilankulo/Inhambane, reconhecida como a Capital Nacional do Turismo.

Trata-se de um momento de convergência sectorial, decisivo para alinhar visão, produto e mercado no turismo moçambicano.

O lançamento oficial da Gala de Turismo de Moçambique & Fórum de Turismo e Investimentos decorreu no passado dia 4 de Fevereiro, na Ilha de Moçambique, e contou com a presença do Secretário de Estado do Turismo, Fredson Bacar; do Governador da Província de Nampula, Eduardo Abdula; e outras personalidades

O acto contou igualmente com a presença de Vanessa Cadir, administradora da Media Craft Mozambique, bem como de outras autoridades governamentais e autárquicas, representantes distritais e agentes económicos provenientes de diversos pontos da província.

O momento marcou o arranque formal desta agenda estratégica e evidenciou a mobilização institucional e empresarial em torno da iniciativa.

As confirmações institucionais e sectoriais adicionais serão anunciadas nos próximos dias, reforçando a dimensão nacional e estratégica desta plataforma.

A Gala Nacional do Turismo e o Fórum Provincial de Investimentos complementam a visão nacional de promoção e atracção de investimentos, reforçando o turismo como área estratégica de diversificação económica e de credibilidade internacional.

A vice-ministra adjunta do Canadá para África, Cheryl Urban, anunciou, no encerramento da sua visita a Moçambique, um apoio de 5 milhões de dólares destinado à ajuda humanitária pós-cheias.

Durante a sua visita, Urban reuniu‐se com altos quadros do Governo, incluindo o ministro da Economia, Basílio Muhate, para analisar a parceria de desenvolvimento de longa data e explorar oportunidades para aprofundar a cooperação no âmbito da Estratégia do Canadá, para África: Uma Parceria para Prosperidade e Segurança Partilhadas.

A governante reuniu-se, igualmente, com Ussene Hilário Isse, ministro da Saúde, a fim discutir os investimentos contínuos do Canadá no reforço do sistema de saúde nacional. Como parte deste apoio, em parceria com a Plan International, foram entregues quatro ambulâncias ao Ministério, destinadas à província de Nampula, no âmbito de um projecto global de 19,2 milhões que abrange os distritos de Ilha de Moçambique, Meconta, Ribáuè e Mogovalas.

A vice-ministra adjunta do Canadá para África reuniu-se também com mulheres líderes, organizações da sociedade civil e parceiros multilaterais, reiterando o forte compromisso do Canadá com os princípios democráticos, a governação inclusiva e o desenvolvimento sustentável.

Perante o cenário de cheias, Urban transmitiu uma mensagem de solidariedade do governo do Canadá solidarizou-se com o Governo e o povo moçambicano.

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