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Jovem assassinado pelo vizinho na Beira

Um indivíduo foi barbaramente assassinado pelo seu vizinho, na cidade da Beira, supostamente por razões passionais e por ter recusado pagar bebidas alcoólicas a um

Jovem assassinado pelo vizinho na Beira

Um indivíduo foi barbaramente assassinado pelo seu vizinho, na cidade da Beira, supostamente por razões passionais e por ter recusado pagar bebidas alcoólicas a um

O Mercado do Maquinino, o principal mercado da cidade da Beira, voltou a registar focos de lixo em várias áreas, com maior incidência nos espaços onde são confeccionados e vendidos alimentos, levantando preocupações sobre riscos à saúde pública.

A situação repete-se após um período de aparente melhoria, com vendedores a denunciarem falhas na recolha de resíduos sólidos e o agravamento das condições de higiene. Em alguns pontos, o lixo permanece acumulado durante dias, sobretudo em zonas de maior movimento.

Segundo comerciantes, a recolha não tem sido regular, o que contribui para a degradação do ambiente de trabalho.

“A recolha de lixo não tem sido frequente. Chegamos cedo, cozinhamos, mas o lixo só é retirado muitas horas depois”, afirmou Ana Maria.

Outras vendedoras relatam que a situação se prolonga por longos períodos sem intervenção das equipas de limpeza.

“Às vezes passam uma ou duas semanas sem recolha. Não é fácil trabalhar assim”, disse Luísa Tomé.

Além da acumulação de resíduos, há relatos de uso indevido dos espaços do mercado como sanitários improvisados, agravando ainda mais as condições de salubridade.

“As pessoas bebem aqui e usam o espaço como casa de banho. O lixo fica dias sem ser removido”, denunciou Marta Zacarias.

Os vendedores também criticam a cobrança diária de taxas, que, segundo dizem, seriam destinadas à gestão e tratamento do lixo.

“Pagamos 26 meticais por dia. Mesmo assim, o lixo não é tratado como devia”, afirmou Albertina Ursul.

Entre os utentes, cresce a insatisfação com as condições do mercado, considerado um dos mais importantes centros de abastecimento da cidade.

“É uma situação muito difícil, há falta de organização”, lamentou Gabriel João.

A gestão do mercado reconhece a existência do problema, mas aponta dificuldades em impor mudanças de comportamento entre os vendedores. O responsável do espaço, Albano Chone, atribui parte da responsabilidade aos comerciantes, defendendo que têm sido feitas campanhas de sensibilização.

“Temos feito sensibilização, mas nem sempre há colaboração. Cada um deve cumprir as recomendações”, afirmou.

Apesar das críticas, existem algumas áreas do mercado onde a situação é considerada controlada, devido à organização interna dos próprios vendedores, que conseguem manter melhores níveis de limpeza.

O cenário reacende o debate sobre a gestão de resíduos urbanos e as condições de higiene nos mercados municipais, considerados pontos críticos para a saúde pública na cidade da Beira.

A Associação Nacional dos Professores quer que a idade máxima dos dirigentes seja 70 anos e sugere que a sociedade civil passe também a fazer parte da Assembleia da República.  Já as associações de Restauração, Catering e Eventos querem mais estratégias de promoção da inclusão económica.  As ideias constam das contribuições ao Diálogo Nacional Inclusivo.  

A comissão técnica continua a receber contribuições no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo e, esta terça-feira,  foi a vez de quatro organizações da sociedade civil. 

A Associação Nacional dos Professores foi a primeira, que além de pedir que haja aumento do orçamento direcionado ao sector da educação e mudanças curriculares, falou de mexidas em alguns órgãos de soberania. 

A ANAPRO propõe um modelo parlamentar misto, com representação direta da sociedade civil. Isto é, nós achamos que o nosso parlamento não deve só ser constituído pelos partidos políticos, deve também ter a representação da sociedade civil. Ponto número dois é a limitação da idade máxima dos altos dirigentes do Estado. A proposta é estabelecer a idade máxima como 70 anos para a ocupação de altos cargos políticos e administrativos. O terceiro ponto é a proibição de elementos da mesma família em altos cargos”, explicou Carlos Muhate, representante da ANAPRO. 

As associações Moçambicana de Catering e de Eventos falam de medidas para impulsionar o turismo e alavancar a economia. 

Entendemos que o alargamento do acesso a atividades geradoras de rendimento por parte, elas contribuem para este alargamento e a integração progressiva dos operadores informais, e estimula o empreendedorismo sustentável.Então, pretendemos aqui, neste diálogo, através de propostas que nós vamos aqui apresentar, que haja mais valorização do emprego da juventude”, disse Aurélio Mausse.

A Associação da Aliança Jovem para Escrita e Consciência também apresentou o seu contributo.  

“Propomos a criação de um conselho nacional consecutivo da juventude, com poder vinculativo nas políticas públicas. Propomos a imposição de uma cota mínima de 30% nas listas partidárias, nos órgãos de Estado e nos projetos estatais”,explicou o secretário Geral da AJEC

O presidente da COTE realçou que todos devem estar envolvidos no Diálogo Nacional Inclusivo. 

“Está a ocorrer em todas as províncias, as mesas redondas, onde membros da academia, da sociedade civil, do setor privado, das confissões religiosas, são chamados a participar em cada uma das províncias, apresentando suas contribuições, seus pontos de vista para o diálogo nacional inclusivo”, apelou Edson Macuacua. 

Edson Macuacua anunciou, na ocasião, o término das auscultação pública nas zonas rurais.

O Governo admite que há crise de combustíveis nas principais cidades do país e promete apresentar soluções em momento oportuno.

Depois de receios, a crise de combustíveis já se tornou uma realidade nalgumas cidades do país. O Governo confirmou, esta terça-feira,  que as gasolineiras estão pressionadas.  

“Estamos numa situação de crise, é uma crise global e o que podemos dizer é que neste momento a tendência é de, como podem perceber, a economia funciona muito na base de percepções e também na base de expectativas e há uma corrida muito premente nos últimos dias para o combustível. Então, a mensagem aqui é que vamos aguardar, o Governo está a acompanhar, essas situações que estão a ser reportadas aqui de pressão sobre os combustíveis, a sua limitação é algo que está na informação, na posse do Governo e vamos fazer o seguimento e no momento oportuno, porque não podemos dizer de uma forma taxativa, a situação está completamente resolvida por causa das dinâmicas externas e das negociações e dos acordos que têm que ser feitos pelos compradores, pelo mercado internacional, com os preços e neste momento a única mensagem que é fundamental é que estamos a tratar do assunto”, explicou Salim Valá, porta-voz do Conselho de Ministros.

Para já, o porta-voz do Governo, Salim Valá, não afasta a possibilidade de agravamento dos preços, mas tudo dependerá da guerra no Médio Oriente. 

“Esta é uma possibilidade que poderá ocorrer, como aconteceu com outros países, não aumentaram o preço dos combustíveis porque tinham vontade de o fazer, mas vamos aguardar, vamos gerir este momento difícil e vamos esperar que a situação no Médio Oriente se normalize e que efetivamente este, que não era um problema, possa ser ultrapassado naturalmente”.   

Questionado por jornalistas sobre as regalias criadas para os antigos presidentes da República, Salim Valá foi um homem de poucas palavras.

No Conselho de Ministros desta terça-feira, o Executivo aprovou ainda a redefinição das atribuições do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável.

“A redefinição das atribuições e competências do FNDS, visa retirar as responsabilidades relativas ao desenvolvimento rural, que passaram para o Ministério da Planificação e Desenvolvimento, e redefinir a sua tutela sectorial, que passa a ser exercida pelo Ministro que superintende a área do ambiente”.

Sobre os impactos das cheias e inundações, o porta-voz do Governo assegurou que as famílias continuam a ter a assistência necessária. 

A lista C, encabeçada por Samuel Hlhavanguane, para a eleição do novo bastonário da Ordem dos Advogados apresentou, nesta segunda-feira, o seu manifesto. O candidato prometeu reformar a ordem por dentro, dar dignidade aos advogados e rever o regulamento eleitoral.

Samuel Hlhavanguane foi o terceiro dos quatro candidatos a bastonário da Ordem de Advogados a juntar publicamente, na cidade de Maputo, seus apoiantes e aqueles que queriam o ouvir, na sua corrida ao cargo da Ordem dos Advogados de Moçambique. O manifesto de Hlhavanguane, segundo o candidato, visa devolver a dignidade e calma ao advogado.

“Pedem para que os advogados possam ter calma. Como é que podemos ter calma enquanto as prerrogativas do advogado continuam a ser violadas todos os dias? Enquanto colegas advogados são detidos em circunstâncias desnecessárias. Estão a ver um advogado que está a acompanhar um arguido e de repente é o advogado que é levado para as celas”, reclamou Samuel Hlhavanguane, candidato a bastonário da OAM.

Hlhavanguane promete introduzir mudanças na ordem, a começar pelo regulamento eleitoral.

“O nosso regulamento eleitoral é um regulamento que não é digno de uma agremiação de juristas. Mas, todos os dias, os advogados da ordem fazem regulamentos para outras ordens, para outras associações, para outras agremiações. No entanto, o nosso regulamento continua com defeitos desde o ano de 2018. E estão a dizer, votem em nós que desta vez iremos resolver”, assegurou.

As eleições a cargo de Bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique estão marcadas  para o dia 25 de Abril de 2026

O Ministério da Saúde reconhece como justa a manifestação dos médicos estagiários que acamparam no edifício ministerial, nesta segunda-feira, em reivindicação aos subsídios de estágio integral. O MISAU apela à compreensão e serenidade enquanto os pagamentos não são efetuados e assegura que está a envidar esforços para regularizar a situação. 

Oito horas após o início da manifestação de médicos estagiários afectos ao Hospital Central da Beira, que tiveram de viajar a Maputo para reivindicar o pagamento de subsídios de estágio integral, atrasados há 10 meses, o Misau reagiu em um comunicado a reconhecer a justeza da manifestação.

“O MISAU reconhece a existência de atrasos no pagamento de subsídios, situação em tratamento ao nível dos Serviços Provinciais de Saúde de Tete, Serviços Provinciais de Saúde de Nampula e da Direcção de Administração e Finanças”, lê-se no comunicado.   

O Ministério alega que foram adoptadas medidas que vão permitir a  regularização dos pagamentos em atraso e a cabimentação dos meses subsequentes, mas por agora,

“O Ministério da Saúde reitera o seu compromisso com o cumprimento das obrigações legais e com a valorização dos futuros profissionais de saúde, estando a envidar esforços para assegurar a regularização integral dos pagamentos em atraso; O MISAU apela à compreensão e serenidade por parte dos Estudantes”.

O “O País” entrou em contacto com médicos estagiários ao início da noite desta segunda-feira, e disseram ter recebido uma promessa de pagamento prevista para  quarta-feira, e o Governo assegurou-lhes uma residência.

O administrador do Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto, em Inhambane, alerta que a exploração de hidrocarbonetos e a conservação da vida marinha não devem coexistir em áreas próximas e defende a necessidade de separação geográfica entre as duas actividades. Ainda assim, Armando Nguenha admite que, caso o projecto avance, será indispensável garantir medidas de prevenção rigorosas, face aos riscos sérios que a actividade representa para os ecossistemas marinhos.

A eventual exploração de hidrocarbonetos na costa da província de Inhambane está a gerar preocupação entre gestores de áreas de conservação, que alertam para os potenciais impactos sobre ecossistemas marinhos sensíveis.

O administrador do Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto, Armando Nguenha, defende que as actividades de exploração de hidrocarbonetos e conservação da vida marinha não devem coexistir em áreas próximas, devido aos riscos ambientais associados.

Segundo o responsável, operações como a prospecção sísmica podem interferir directamente nos sistemas de comunicação dos animais marinhos, com consequências potencialmente graves para espécies como tubarões, baleias e outras formas de vida dependentes da estabilidade do ecossistema.

“Há certas actividades que não são compatíveis. Numa mesma área não podemos fazer duas actividades incompatíveis. A prospecção sísmica, se acontecer perto dos limites do parque, pode ter resultados muito negativos, porque o som transmitido na água chega muito mais longe e pode afectar a vida marinha”, afirmou.

O administrador alertou ainda que alterações no ambiente acústico do oceano podem provocar o afastamento ou desaparecimento de espécies sensíveis, comprometendo o equilíbrio ecológico da região. “Se a acalmia não existir, vamos ter um resultado contrário ao princípio da conservação”, acrescentou.

Apesar das preocupações, Armando Nguenha admite que, caso o projecto avance, será essencial assegurar medidas rigorosas de mitigação dos impactos ambientais. Segundo o responsável, a exploração deverá ser acompanhada por tecnologias e práticas que minimizem os riscos para os ecossistemas.

“É preciso investir na mitigação. Existem formas de reduzir os impactos e é importante usar as melhores técnicas disponíveis”, referiu.

O projecto de prospecção está previsto para áreas próximas de importantes zonas de conservação, incluindo o Santuário Bravio de Kewene e a Reserva Nacional de Pomene, o que mantém o debate em torno do equilíbrio entre desenvolvimento económico e preservação ambiental.

As autoridades e gestores ambientais continuam a acompanhar o processo, numa altura em que cresce a pressão para conciliar o potencial energético da região com a protecção de um dos mais importantes ecossistemas marinhos do país.

O Conselho Municipal de Quelimane anunciou que esta é a última semana para a retirada dos vendedores de madeira do Mercado aeroporto, devendo estes transferir as suas actividades para o bairro de Icidua, numa decisão que considera irreversível.

A medida começou a ser reforçada esta segunda-feira, com a edilidade a intensificar o diálogo com os comerciantes no sentido de garantir a sua deslocação para o novo espaço previamente identificado. Segundo o porta-voz do município, Melo Henriques, todas as condições logísticas já foram criadas para acolher os vendedores.

“Não é fácil tirar um comerciante de um ponto para outro, porque há sempre queixas. Mas houve aviso prévio através de edital, que cumpriu todos os prazos legais. Neste momento, a decisão é irreversível”, afirmou.

A edilidade refere ainda que equipas multissectoriais — integrando a Polícia Municipal, serviços de actividades económicas e o sector de agricultura — estão no terreno para acompanhar o processo e garantir a sua implementação ordeira.

“Mas essa decisão é irreversível. Nesse momento criou-se uma equipa dos vendedores, uma equipe multissectorial do Conselho Municipal. Estamos a dizer a Polícia Municipal, a Vereação de Actividades Econômicas e a Direcção de Agricultura Municipal. Então vão para o local, já havia distribuição, mas sabe-se que sempre que há distribuição de uma nova zona há pessoas que querem entrar à força ou querem transpor a lista” disse Melo Henriques, porta-voz do Conselho Municipal de Quelimane.

Do lado dos comerciantes, porém, persistem preocupações quanto ao prazo e às condições da mudança. O porta-voz dos vendedores de madeira, Joaquim Sanbora, considera que o período de 72 horas inicialmente estabelecido foi insuficiente, sobretudo por coincidir com dias de menor actividade.

“O Conselho Municipal, como uma instituição, e nós também como um sector de negócio, gostaríamos que existisse um entendimento, porque nós somos uma associação. Estamos organizados e nossa actividade é mecânica. É uma actividade que precisa de força”, explicou, acrescentando que muitos deles não trabalham aos sábados e domingos, o que fez com fossem ao local esta segunda-feira.

Por isso, Sanbora lamentou a recepção que tiveram: “Todos são para sair de lá. Fica complicado”.

Apesar das resistências, o município assegura que parte dos comerciantes já se transferiu voluntariamente para o mercado de Icidua na semana passada, encontrando-se actualmente a operar no novo espaço.

A medida insere-se no esforço de reorganização urbana levado a cabo pelas autoridades municipais da Quelimane, visando melhorar as condições de funcionamento dos mercados e garantir maior ordenamento das actividades comerciais.

No Posto Administrativo de Lunga, distrito de Mossuril, província de Nampula, foi concluído o Sistema de Abastecimento de Água, construído no âmbito do Projecto Água Segura para Vilas e Zonas Rurais, em implementação nas províncias de Nampula e Zambézia.

O chefe do Posto Administrativo de Lunga, Anastácio Saúde, destacou que o sistema, implantado no bairro Quivulane, vai contribuir significativamente para a redução de doenças de origem hídrica que afectavam a população, além de disponibilidade de tempo para a realização de outras actividades.

“A população consumia água imprópria, retirada de furos artesanais. Com este sistema passamos a dispor de água potável e a resolver vários problemas. Tínhamos muitas doenças de origem hídrica, que já estão a reduzir. Havia também doenças de pele por falta de higiene, que igualmente estão a diminuir. Portanto, há muitas vantagens com este sistema.”

Por sua vez, a população saúda a implantação do Sistema de Abastecimento de Água que já começou a fornecer o “precioso líquido ” através de fontanários. 

O Sistema de Abastecimento de Água de Lunga é composto por um furo com caudal de 5 metros cúbicos por hora, funciona com base em energia solar, energia limpa, possui dois depósitos elevados com capacidade de 10 mil litros cada, totalizando 20 mil litros respectivamente, e a água é distribuída por gravidade, através de dois fontanários, onde a população se abastece.

O Projecto Água Segura é uma iniciativa do Governo de Moçambique, liderada pelo Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, implementada a nível central pela Direcção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento (DNAAS) e pela Águas de Moçambique, Instituto Público. 

A nível local, intervêm as Direcções Provinciais de Obras Públicas de Nampula e Zambézia. O projecto conta com financiamento do Banco Mundial.

Médicos estagiários da Universidade Zambeze estão em greve em reivindicação de pagamento de subsídios atrasados há 10 meses. Os estagiários afetos ao Hospital Central da Beira denunciam a falta de material médico cirúrgico e decidiram viajar a Maputo para exigir melhoria de condições no Ministério da Saúde. 

De Manifesta em manifestação, o grupo de médicos estagiários da Universidade Zambeze que esteve em Maputo no mês de Fevereiro de 2025 para pressionar a sua contratação, regressou esta segunda-feira ao ministério da saúde, só que desta vez com novos propósito: exigir o pagamento de subsídios de estágio não efetuados desde a assinatura de contratos em Junho de 2025. 

“Nós estamos já há dez meses no estágio no Hospital Central da Beira a fazer, mas sucede que nos dez meses que nós estagiamos, até hoje não fomos pagos nem sequer um mês. Estamos a ser devidos dez meses de salário.”

Acampados no edificio do Ministerio da Saude, os estagiarios afetos ao Hospital Central da Beira, dizem terem procurado esclarecimentos sobre a dívida aos Órgãos de Governação Descentralizada Provincial sem sucesso até que através do MISAU receberam indicação “uma transferência de 68 milhões para as contas do Serviço Provincial de Saúde” para a quitação da dívida em Dezembro de 2026, no entanto,  “de dezembro para cá, nem um medical foi pago a um só estudante da Unizambeze, mas pagaram aos estudantes da Universidade Eduardo Mondlane”

Os queixosos dizem que trabalham em condições precárias que colocam em causa a sua saúde e dos pacientes. “Dez meses sem material médico-cirúrgico. hoje, tinha que estar no campo de estágio, mas não podemos nos fazer presentes no campo de estágio. não tem luvas”.

No local, os estudantes levam esteiras, pastas de roupas e cobertores para as noites. segundo o grupo, a greve vai durar até ao pagamento de salários. 

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