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O Mercado Grossista do Zimpeto regista aumento de preços de  hortaliças como alface, couve, repolho e tomate, devido às inundações que devastaram campos de produção e resultou numa escassez acentuada de produtos nacionais.

Os vendedores do mercado reclamam da escassez de produtos nacionais, por consequência, regista-se uma subida do preço dos produtos. O   tomate e o repolho, por exemplo, são provenientes da África do Sul, fazendo com que os vendedores reclamem da soma dos prejuízos. 

“Ainda não temos tomate nacional por causa da chuva e o tomate é uma cultura sensível”, disse um vendedor, reclamando da falta de clientes e do facto de ter muito tomate estragado. 

Os que compram para revender também reclamam do preço do tomate, pois, segundo dizem, tem espantado os clientes. “Os clientes fogem, mas não temos o que fazer. Já estão habituados”.

Cerca de 800 famílias, residentes no distrito de Nhamatanda, em Sofala, receberam kits de insumos agrícolas e produtos alimentares, doados pela fundação de caridade Tzu chi Moçambique, no âmbito da restauração da segurança alimentar nas zonas afectadas pelas inundações.

Trata-se de famílias que viram as suas culturas serem arrastadas pelas águas, nos meados de Janeiro passado. São famílias camponesas que sobrevivem de cultivo de alimentos para consumo e vendas.

A fundação de caridade Tzu Chi Moçambique, no âmbito do seu programa de apoio humanitário às vítimas de desastres naturais,  mobilizou kits de insumos agrícolas  que foram entregues a cerca de 800 famílias vítimas de inundações no distrito de Nhamatanda.

Os beneficiários referiram que os Kits vão contribuir para alavancar as suas economias familiares.

Os kits de insumos agrícolas foram entregues aos camponeses de Nhamatanda pelo Ministro da Agricultura, que  destacou a união de esforços para apoiar as vítimas das inundações.  

Ainda em Sofala, dados oficiais indicam que mais de 19 mil bovinos, 50 mil pequenos ruminantes e cerca de 4 mil suínos foram afectados pelas inundações, em cinco distritos.

Os criadores destes distritos  estão a receber reforços de medicamentos carracicidas para apoiar a recuperação  da pecuária afectada  pelas recentes cheias. A acção visa prevenir surtos de doenças e recuperação sanitária dos animais. 

Os criadores indicaram que o fundamental é haver um comprometimento e sacrifício de todos para o consumo de carne nacional de qualidade.

A entrega de drogas carracicidas beneficiará outras regiões de Sofala no âmbito de esforço contínuo para proteger a saúde animal e garantir a segurança alimentar da população da província.

O Presidente da República, Daniel Chapo, desafia os novos oficiais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, Polícia da República, Serviço Nacional de Migração e Serviço Nacional de Salvação Pública, patenteados esta segunda-feira, a pensar, conceber, liderar e implementar estratégias inovadoras para o fortalecimento da segurança nacional, estabilização política e a humanização do sistema penitenciário. 

Ao todo são 18 os oficiais generais e comissários promovidos pelo Presidente da República. No grupo está o novo comandante da marinha de guerra de Moçambique, Bernardo Nchokomala, que substitui no cargo Eugenio Muatuca.

Na cerimônia de patenteamento, o Chefe de Estado destacou que “ a Marinha de Guerra, enquanto parte das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, desempenha um papel central na defesa da soberania nacional, independência e integridade territorial, protecção da extensa costa marítima, salvaguarda dos recursos marinhos, segurança das rotas de navegação e no combate aos ilícitos transnacionais, incluindo o terrorismo, a pirataria marítima, o tráfico de pessoas, o tráfico de drogas, de armas e outras formas de criminalidade organizada.

Daniel Chapo recomendou a marinha de guerra de Moçambique a cumprir com zelo e patriotismo a missão de pensar, conceber, liderar e implementar estratégias inovadoras para o fortalecimento da segurança nacional, a estabilização política, social e económica, o combate firme

Aos patenteados na PRM, SENAMI e SERNAP, o Presidente Chapo exigiu combate cerrado à criminalidade, o controlo migratório eficiente, bem como humanização do sistema penitenciário, sempre em respeito pela Constituição da República, pela legalidade e pelos direitos humanos.

A cerimónia de patenteamento teve lugar esta segunda-feira, no quartel general das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

Uma mulher é acusada de matar o marido, com ajuda do seu amante, e enterrrar o corpo no quintal da casa do suposto amante.  O crime ocorreu no bairro de Tchumene dois, na Matola. 

Segundo relatos, tudo terá acontecido durante a noite de sábado. Moradores da zona afirmam ter ouvido gritos e pedidos de socorro vindos da residência, mas pensaram se tratar de mais uma discussão doméstica.

Movimentações suspeitas no quintal chamaram a atenção. Pouco tempo depois, o corpo do homem foi encontrado enterrado atrás da  residência do suposto amante.

A mulher  foi  detida e está sob custódia,o suposto amante continua foragido, enquanto decorrem investigações para esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime.

O bebé de cinco meses que havia sido roubado no bairro Boquisso, no Município da Matola, já regressou ao convívio familiar. A criança foi encontrada abandonada no quintal de uma residência próxima da casa da mãe, dois dias após o desaparecimento que mobilizou vizinhos, membros da igreja e a Polícia da República de Moçambique (PRM).

O reaparecimento do menor ocorreu no início da noite de sábado, por volta das 20 horas, quando Neyde, mãe da criança, recebia em casa a visita de membros da sua congregação, que se deslocaram ao local para prestar apoio espiritual e emocional.

Segundo relatou, momentos depois de terminarem uma oração, ouviu um choro que lhe pareceu familiar. “Estávamos a orar e, quando as pessoas começaram a despedir-se, ouvi um choro de bebé. Disse à minha cunhada que estava a ouvir o choro do Iyan. Ela também disse que ouvia. Uma senhora comentou que devia ser o bebé da casa ao lado, mas eu sentia que era o meu filho”, contou, visivelmente emocionada.

Pouco depois, uma vizinha surgiu a gritar, trazendo a criança nos braços. “Ela vinha a correr e a chamar por mim. Quando vi, disse logo: é meu filho, é meu filho”, recordou Neyde, ainda em lágrimas.

Para a família, o sucedido foi interpretado como um verdadeiro milagre. No domingo, a prioridade foi deslocar-se à igreja para agradecer pelo regresso da criança. “Foram dias de muito sofrimento. Desde quinta-feira até sábado, eu não sabia onde estava o meu filho. Mas graças a Deus ele voltou e está bem”, afirmou.

A mãe garantiu que, quando recebeu o bebé, este aparentava estar em boas condições físicas. “Verifiquei se estava bem, tentei trocar a roupa. Ele estava limpo, alimentado. Quem esteve com ele cuidou bem”, acrescentou, numa mistura de alívio e inquietação.

Apesar do desfecho feliz, Neyde diz que permanece com perguntas sem resposta, sobretudo enquanto o autor do crime continua por identificar. “Gostaria de encontrar a pessoa e perguntar por que fez isso comigo. Foi um sofrimento enorme”, desabafou.

A mãe acusa ainda a polícia de negligência no tratamento do caso. Segundo contou, durante as diligências, foi alvo de suspeitas e pressão psicológica. “Fizeram-me muitas perguntas e depois disseram que eu não estava preocupada. Um dos agentes insinuou que eu tinha vendido a criança e ameaçou prender-me. Disseram que a minha família podia ir para casa, mas eu ficaria detida. Eu estava muito mal”, denunciou.

Os vizinhos relatam que o bebé foi encontrado no quintal da sua residência, sem que tenham percebido qualquer movimentação suspeita.

Filomena, uma das moradoras, explicou que ouviu o choro por volta das 19h30. “Pensei que fosse o meu sobrinho, mas ele estava a dormir. Saí para o quintal e vi a criança ali. Foi uma emoção muito grande. Peguei nela e chamámos pela mãe”, contou.

A mãe de Filomena confirmou que não houve sinais de arrombamento ou de presença estranha no local. “Estávamos dentro de casa, um dos netos estava a dormir. Ouvimos o choro, mas não vimos ninguém entrar. Não sabemos como a criança foi ali deixada”, disse.

A proximidade entre as residências levanta dúvidas sobre a facilidade com que o autor do crime terá circulado na zona sem ser notado. Segundo os moradores, há um beco que liga as casas, mas ninguém conseguiu identificar qualquer suspeito.

A igreja desempenhou um papel central no apoio à família durante os dias de angústia. O pastor da congregação afirmou que nunca perdeu a esperança no regresso seguro da criança. “A comunidade esteve unida desde o primeiro momento. Todos partilharam informação, oraram e prestaram apoio. Hoje estamos felizes porque a criança voltou ao nosso meio”, declarou.

O caso gerou forte comoção no bairro Boquisso e reabre o debate sobre a segurança de crianças e a actuação das autoridades em situações semelhantes. A Polícia da República de Moçambique, na Matola, informou que irá pronunciar-se oportunamente sobre o andamento das investigações.

Entretanto, a família procura retomar a normalidade possível, marcada por alívio, mas também por um sentimento de vulnerabilidade que ainda persiste.

18 famílias, pouco mais de 33 pessoas, continuam em centro de acomodação na Cidade de Maputo, numa altura em que muitas outras já regressaram às suas casas. Algumas dessas pessoas vivem no local há três anos e pedem reassentamento.

Oferta Salomão passou algumas semanas acomodada na Escola Primária de Guachene, distrito municipal Katembe, na Cidade de Maputo, e há três semanas foi forçada a voltar à sua casa.

No regresso, Oferta encontrou a casa ainda com sinais de alagamento, electrodomésticos danificados, o chão ainda húmido e temia pela saúde dos seus dois filhos menores.

A casa de Zulmira Muianga também ainda tinha água quando teve de voltar.

Há três anos que os moradores do bairro Guachene vivem entre as suas casas e centros de acomodação. Quando chove, o risco de doenças hídricas também aumenta.

Enquanto uns regressam, há quem, há três anos, não usa o caminho para a sua casa, porque ainda está constantemente alagada.

Numa escolinha, 18 famílias improvisam quartos. São mais de 33 famílias residentes na zona baixa do bairro Hulene B, que não têm como voltar às suas casas, porque ainda estão inundadas.

As vítimas pedem reassentamento em áreas seguras.

A Primeira-Dama da República, Gueta  Chapo, visitou este sábado o centro de acomodação instalado na Escola Secundária  de Mazivila, no distrito de Chókwè, província de Gaza. A deslocação teve como objectivo a  prestação de assistência humanitária às populações afectadas pelas cheias e inundações  naquela região. Durante a visita, Gueta Chapo anunciou que pernoitaria no local, partilhando  as mesmas condições logísticas e alimentares dos desalojados. 

O distrito de Chókwè é uma das zonas que regista maiores danos decorrentes das recentes  intempéries. No centro de acolhimento, a Primeira-Dama reconheceu o trabalho das  organizações envolvidas e justificou a presença das famílias no local devido à subida do nível  das águas. 

“Quero agradecer as mulheres todas e os homens organizados que estão aqui à  nossa espera. Queremos agradecer também a direção da INGD [instituto Nacional de Gestão  e Risco de Desastres], da Cruz Vermelha e de todos que estão a apoiar, o governo também,  porque 

todos estão a trabalhar para o bem-estar da nossa população”, afirmou.

Relativamente à sua permanência no centro, Gueta Chapo detalhou que a estrutura de apoio  para a sua comitiva foi montada no recinto escolar. 

“E nós começamos hoje a nossa visita à  província de Gaza. A nossa tenda já está montada mesmo aqui, onde passaremos a noite.  Vamos comer a mesma refeição que vocês também irão comer. Também iremos dormir nas  esteiras. Iremos beber a mesma água que vocês estiveram a beber”, declarou, sublinhando  que “ninguém deixou a sua casa por sua livre e espontânea vontade. Deixaram porque a água  invadiu a sua casa”. 

A assistência prestada pelo Gabinete da Primeira-Dama e pelo Governo inclui a coordenação  com parceiros internacionais para garantir o fornecimento de bens essenciais. “Então tanto o  governo como a sociedade e nós como Gabinete temos a missão de apoiar os nossos irmãos.  Os nossos parceiros também estão a apoiar muito para os nossos irmãos continuarem a ter  comida, continuar a ter água”, explicou a governante. 

No domínio sanitário, foi confirmada a articulação com as autoridades de saúde para  assegurar a assistência médica no centro. Segundo Gueta Chapo, “o Ministério da Saúde  também está a trabalhar muito para garantir que neste centro tenhamos medicamentos”. A  Primeira-Dama informou ainda que foram levados produtos para reforçar o armazém  logístico daquela unidade de acolhimento em Gaza. 

A intervenção incluiu a distribuição de kits específicos para as mulheres, compostos por  capulanas e pensos higiénicos, estando prevista a chegada de mais material. “No kit nós  temos capulana, temos penso. Também estamos à espera de receber baldes. Estamos a  trabalhar para termos muitas mantas para conseguirmos distribuir às nossas mulheres”,  referiu, apelando à manutenção da organização e higiene pessoal entre as beneficiárias. 

A nível operacional, a Primeira-Dama indicou que a sua equipa e voluntários participarão nas  tarefas diárias do centro, como a confecção e distribuição de alimentos. “Vamos ajudar na  cozinha. Vamos ajudar a servir às crianças. Também temos nossos amigos voluntários, que  estarão aqui a nos ajudar. E brevemente também teremos barbeiros”, anunciou durante a sua  locução aos presentes. 

As últimas chuvas agravaram a erosão de solos em vários bairros periféricos da Cidade de Maputo. Onde há anos havia ruas, algumas delas tendem a desaparecer e outras já são valas. No bairro Laulane, por exemplo, há residências onde os proprietários já não têm como levar viaturas para casa.

O que antes era uma rua plana, actualmente parece uma fenda que leva às profundezas da terra. A força da água abriu buracos profundos no bairro Albasine, arrastando terra e pedras para algures. Segundo Eufrásia Gabriel, moradora do bairro, Laulane, a “rua da padaria” antes do início do problema de erosão, “era uma zona muito bonita” e todos usavam a via para chegar às suas casas”

Agora, as casas estão suspensas em relação à superfície da rua e os moradores receiam o desabamento a qualquer momento, principalmente porque as fundações de algumas delas já estão expostas. Os proprietários recorrem ao entulho e pneus para tentar atrasar o avanço do desgaste de solos e, assim, prevenir um eventual incidente.

“Estamos a tentar pôr pedra com pneu para travar a água e não invadir a casa, o muro porque o muro estava quase para cair”, disse Carlitos Manhiça, outro morador entrevistado pela nossa reportagem

Os moradores da rua de padaria, em Laulane, se submetem a um exercício titânico para levar as suas viaturas para os quintais. Para entrar ou sair de casa, é preciso descer e escalar degraus. Não poucas vezes, os moradores desistem e deixam as viaturas na rua. 

“Temos que deixar nossos carros nos parques ou então na estrada” disse Leonel Maundze

As ruas transformaram-se em autênticas ravinas, algumas com profundidade considerável. Os moradores dizem que o problema não é novo, mas este ano agravou-se, devido à intensidade das últimas chuvas, e apontam, também, outras causas humanas associadas.

Sem intervenção estruturante, as soluções improvisadas pouco surtem efeito e a força da natureza vence sempre. A ausência de valas de drenagem facilita o avanço da erosão, segundo os moradores, que contam que só podem fazer o que está ao seu alcance.

Laulane, Albasine, Ferroviário e Polana Caniço são um exemplo da situação crítica imposta pela erosão dos solos na Cidade de Maputo. Cada vez que chove, quem vive nesses bairros receia sempre que o perigo está à espreita e casas podem desaparecer.

 

Os preços dos produtos mais procurados nos mercados formais e informais da cidade da Beira, na província de Sofala, já se estabilizaram, depois de terem triplicado, na sequência dos cortes registados ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1), devido às inundações.  

Durante três semanas os munícipes da Beira enfrentaram inúmeras dificuldades para poderem adquirir alguns produtos oriundos da capital do país e da África do Sul, dada a sua escassez, na sequência dos cortes registados em alguns troços da EN1.

O facto condicionou  o transporte de produtos oriundos da África do Sul, como batatas, tomate, cebola e carnes de boi e porco.

Com a normalização da circulação, a movimentação dos camiões  regressou à normalidade, segundo os vendedores.  A batata reno era um dos produtos mais procurados.

Tatiana Chimoio, por exemplo, esteve no mercado de Maquinino para adquirir batata e cebola e está satisfeita com a redução dos preços. 

Joana Mangame confirmou igualmente que já existe disponibilidade dos produtos e que os preços baixaram.

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