O País – A verdade como notícia

A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) recebeu a visita do Chefe de Operações do Exército Finlandês, Brigadeiro-General Sami-Antti Takamaa, acompanhado pela sua delegação. 

 A visita teve como objectivo proporcionar uma visão directa sobre a situação actual da Missão, com especial enfoque nas condições em que a EUMAM MOZ opera, nos principais desafios operacionais e estruturais que enfrenta, e no trabalho em curso no âmbito dos Programas de Regeneração das Forças de Reação Rápida (QRFs) das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). 

 Durante a visita, a delegação finlandesa teve oportunidade de se reunir com o Comandante da Força da EUMAM MOZ, Comodoro César Pires Correia, receber uma apresentação sobre a Missão e conhecer de perto as actividades desenvolvidas nas áreas de mentoria e assistência militar. A deslocação ao Campo de Treino de Katembe permitiu ainda observar os padrões de treino assistido atualmente em curso, com a 3.ª QRF de Fuzileiros. 

 A presença de destacados representantes militares dos Estados-Membros da União Europeia (UE) reforça a importância da cooperação contínua no seio da UE e evidencia o compromisso conjunto com o reforço das capacidades das FADM. 

 Enquanto Missão não executiva da União Europeia, a EUMAM MOZ centra-se no ciclo de formação operacional, na manutenção e na formação especializada, contribuindo para a profissionalização, autonomia e prontidão operacional das FADM. A Missão reúne militares e civis de várias nacionalidades europeias, incluindo quatro militares do contingente finlandês.

Um funcionário do Estado, de 38 anos, perdeu a vida ao tentar atravessar a via que liga os distritos de Guijá e Chókwè, na província de Gaza, arrastado pela forte corrente de água que há duas semanas condiciona a circulação naquele troço. Os residentes desta via reclamam das péssimas condições de travessia e falam dos perigos que assombram a via.

O caso reacende críticas das populações à falta de alternativas seguras de travessia e à demora no cumprimento de promessas governamentais.

Segundo testemunhas, o homem tentava alcançar o município de Chókwè quando foi surpreendido pela força das águas. O corpo foi recuperado no dia seguinte à sua morte.

“O jovem é de Guijá e perdeu a vida aqui. Ele tentou passar por aqui, mas não conseguiu. A água puxou e ele perdeu a vida”, relatou Lucas, residente local, frisando ainda que “ninguém está bem, mesmo eu não estou bem, mas é para fazer o que? Ninguém mandou isso aqui”.

A estrada, considerada estratégica por ligar Chókwè, Guijá e a vila de Caniçado, permanece parcialmente submersa desde as últimas cheias, dificultando a mobilidade de pessoas e bens. A situação tem forçado a população a recorrer a pequenas embarcações artesanais, muitas vezes em condições precárias.

Dias antes do incidente, a governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene, havia reconhecido o risco e apelado à prudência, além de prometer reforço nos meios de travessia.

“Esta via é de capital importância. Queremos apelar àqueles que continuam a arriscar a atravessar esta água com muita corrente que não o façam. Tivemos situações não muito agradáveis nas cheias de Janeiro, com carros arrastados, pessoas arrastadas”, disse Mapandzene a 20 de Março. 

Na ocasião, a Governadora realçava que a interrupção da mesma era preciso haver alguma alternativa para a comunicabilidade dos dois locais, e que “neste momento, estamos a ver aqui umas embarcações que ajudam a travessia da nossa população, e também temos uma embarcação movida a motor que vamos meter nesta via para ajudar cada vez mais a nossa população”.

No entanto, moradores dizem que as medidas ainda não se concretizaram. A ausência de fiscalização e de transporte público seguro agrava o cenário, segundo os utentes.

“Quem quer passar tem que pagar o barco. E nem todos têm dinheiro”, lamentou Lino Manuel.
“São barcos com infiltrações, mesmo assim as pessoas arriscam a vida por necessidade”, acrescentou Januário, outro utente.

No local, embarcações chegam a transportar até oito passageiros por viagem, além de mercadorias, sem controlo das autoridades. O custo da travessia varia entre 50 e 100 meticais, valor considerado elevado para muitas famílias num contexto de desemprego e dificuldades económicas.

Apesar dos riscos evidentes, muitos continuam a atravessar diariamente, pressionados pela necessidade de trabalho e acesso a serviços. Outros, por falta de recursos, ficam retidos.

A situação insere-se num quadro mais amplo de cheias na província de Gaza. Na cidade de Xai-Xai, autoridades mantêm alerta máximo devido à interrupção recorrente da circulação na Estrada Nacional Número Um (N1) nos últimos dias. Pelo menos 10 bairros estão inundados, afectando mais de 6.100 pessoas, segundo dados preliminares.

Enquanto isso, a travessia entre Chókwè e Guijá permanece um ponto crítico, onde a urgência por soluções seguras se torna cada vez mais evidente após mais uma vida perdida.

Cristãos de todo o mundo celebram, hoje, o fim da quaresma e em Maputo fizeram apelos à solidariedade para com as vítimas de inundações. Os crentes oraram ainda pelo fim da violência armada no norte do país e no médio oriente.

Com cânticos de exaltação e reverência, cristãos em Maputo celebraram este Domingo a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém, uma crença que segundo a tradição, marca a entrada para a semana pascal. Cantavam “Bendito o que vem em nome do Senhor” entrando em Jerusalém, hoje um palco de conflito, por isso, nas suas orações, os cristãos pediram a paz não só no Médio Oriente, como em África, e o fim do terrorismo em Cabo Delgado.

“Este é o momento do convite mais alto da Igreja às comunidades, às pessoas, para pedirem a Deus que cessem as guerras, para pararmos com os conflitos e nós confiamos que o homem não consegue, Deus pode nos dar solução.” disse Maurício Chichava, Pastor Metodista Unida

Na igreja Católica, entre cânticos e oração, a mensagem dos fieis foi além da tradição e da liturgia, pedindo reflexão coletiva para um mundo melhor. Segundo Dom João Nunes, arcebispo de Maputo, 

“Aqueles que são causadores deste sofrimento nas pessoas, nós dizemos, tenham a mão na consciência, reflitam também, procurem viver a Páscoa e criem situações de vida, acima de tudo, criem situações de salvação, mais do que semelhar situações de morte e de ódio.”

Se os conflitos multiplicam-se por ego, a mensagem não se limita aos líderes, por isso, faz-se apelo ao quotidiano para espelhar-se na humildade de Cristo. 

“Nós os homens viemos ao mundo sem nada e voltaremos ao mundo também, sairemos deste mundo também sem nada, então tudo o que a gente possa trazer, ostentar, são coisas da natureza que não nos pertencem, pertencem tudo a Deus e então Ele, de facto, demonstra aquilo que a simplicidade da vida humana, em que nós com o pouco que nós tivemos podemos estar a sobreviver.” Apelou José Dava da Igreja Anglicana.

Entre ramos e orações, os fieis exortam à prática da fé na prática, demonstrando solidariedade com as vítimas de cheias e inundações um pouco por todo o país.

“Não precisamos de construir casas, nós temos de construir pessoas, temos de construir corações. Depois de tudo o que se passou, só a nossa solidariedade, só a nossa entrega ao próximo é que poderemos fazer o mundo melhor e o Moçambique melhor, porque Moçambique precisa de ser melhor.” Terminou Orlando Dias 

O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa que será caracterizada pela celebração do memorial de paixão, morte e ressurreição de Cristo. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, alertou que Moçambique poderá vir a ser afectado por uma eventual crise de combustíveis, caso o conflito no Médio Oriente se prolongue até ao mês de Maio. Ainda assim, o Chefe de Estado assegurou que, neste momento, o país dispõe de stock suficiente para garantir o abastecimento normal.

As declarações surgem na sequência da corrida registada no último fim-de-semana em alguns postos de abastecimento, em várias cidades do país, motivada por rumores de escassez de gasolina. Segundo o Presidente, a situação não corresponde à realidade actual e resulta essencialmente de desinformação.

Falando à imprensa em Malabo, onde participou na XI Cimeira da Organização de Estados de África, Caraíbas e Pacífico, Daniel Chapo explicou que, ao contrário de outros países já afectados, Moçambique ainda não enfrenta constrangimentos devido à existência de reservas estratégicas.

Relativamente às longas filas observadas nos postos de combustíveis, o estadista reiterou que não há motivo para alarme e apelou à calma da população.

Durante a sua estadia em Malabo, o Presidente manteve encontros com vários homólogos, tendo como um dos principais pontos da agenda o reforço da cooperação no combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado.

 

O Gabinete Parlamentar da  Assembleia da República manifestou hoje o seu reconhecimento pelo  empenho humanitário da Primeira-Dama da República, Gueta  Selemane Chapo, no auxílio às famílias afectadas pelas recentes  inundações na província de Gaza. 

Durante um encontro de trabalho com a equipa liderada pela  presidente da estrutura técnica, Maria Marta, foi destacada a  prontidão da Primeira-Dama em unir esforços com as deputadas para  garantir que a assistência chegue de forma célere e digna às  populações vulneráveis, reforçando o papel da fiscalização e do  apoio social em tempos de crise nacional.

A presidente do Gabinete Parlamentar sublinhou a relevância da  colaboração interinstitucional no terreno, enfatizando que a união de  esforços tem sido determinante para mitigar o sofrimento das  comunidades atingidas. Segundo a responsável, a presença estatal e  o suporte do Gabinete da Primeira-Dama são pilares que sustentam a  eficácia das operações de socorro em curso nas zonas mais críticas do  sul do país. 

Ao detalhar a experiência da missão conjunta, Maria Marta fez  questão de pontuar a importância da iniciativa da esposa do  Presidente da República ao incluir a estrutura parlamentar na linha da  frente. “Queremos enaltecer o convite que a Primeira-Dama fez ao  Gabinete da Mulher Parlamentar na sua deslocação à província de  Gaza, em apoio às vítimas das cheias”, afirmou a presidente, em  declaracoes à imprensa, destacando o impacto positivo desta  sinergia. 

A actuação no terreno não se limitou ao protocolo, envolvendo um  trabalho directo de assistência e levantamento de necessidades das  populações que perderam bens e meios de subsistência devido à fúria  das águas. “O gabinete esteve lá, trabalhou junta e prontamente com  a Primeira-Dama, ela que esteve a apoiar as populações, esteve a dar  o ombro àquelas populações que estão sofrendo neste momento”,  declarou Maria Marta. 

A presidente contextualizou a gravidade da situação climática que  Moçambique atravessa, lembrando que o país enfrenta um período  cíclico de desafios ambientais extremos. “Nós sabemos que o país está  a ser assolado pelas cheias e inundações, e a Primeira-Dama tem  estado a fazer tudo para esta população”, observou, reiterando a  necessidade de uma vigilância contínua pelas autoridades. 

O foco da actuação do Gabinete da Primeira-Dama e parlamentar,  conforme descrito pela responsável, assenta na inclusão e na garantia  de que nenhum moçambicano seja esquecido durante o processo de  realocação e assistência humanitária. Maria Marta reforçou que o  objetivo é “fazer tudo para que todos se sintam acomodados, todos se  sintam apoiados e que nenhuma pessoa fique para trás”.

No encerramento das suas declarações, Maria Marta reiterou o  agradecimento institucional pela postura proactiva da Esposa do  Chefe do Estado, validando o impacto das suas acções na coesão  social do país. “Portanto, agradecer mais uma vez à Primeira-Dama do  país por tudo que tem feito para o povo moçambicano”, concluiu a  presidente do Gabinete Parlamentar. 

A Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis assegurou, hoje, que o abastecimento de combustíveis no país está garantido, apesar da recente corrida aos postos registada sobretudo na Cidade e Província de Maputo.

Em comunicado divulgado esta sexta-feira, a entidade explica que a recente agitação resulta da divulgação de informações sobre a existência de reservas operacionais equivalentes a cerca de 12 dias, associadas aos desenvolvimentos no Médio Oriente.

Segundo a Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, a notícia gerou preocupação entre os consumidores, levando a uma afluência massiva aos postos de abastecimento, o que tem provocado pressão sobre os stocks disponíveis e constrangimentos na cadeia de distribuição.

As autoridades esclarecem, no entanto, que o país dispõe de um contrato de fornecimento de combustíveis válido até maio de 2027, garantindo a continuidade do abastecimento.

De acordo com o comunicado, as importações decorrem de forma regular, com uma periodicidade de 15 dias, não se registando qualquer interrupção no processo.

A entidade acrescenta que, além das reservas de 12 dias reportadas a 24 de março, está em curso o processo normal de reposição, com novas entregas previstas para 30 de março no porto de Maputo, o que permitirá reforçar os níveis de stock com mais 26 dias de gasolina e 17 dias de gasóleo.

Adicionalmente, a janela de importações já confirmada para o mês de abril deverá assegurar o abastecimento para os meses seguintes.

Face à situação, a Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis apela à calma da população e recomenda que não sejam constituídas reservas domésticas de combustível, alertando que este comportamento contribui para aumentar a pressão sobre os postos de abastecimento.

AMEPETROL GARANTE ABASTECIMENTO REGULAR E AFASTA RISCO DE RUPTURA DE COMBUSTÍVEL

A Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL) também assegurou, hoje, que não há risco iminente de ruptura de combustíveis em Moçambique, apelando à população para manter a normalidade no consumo e evitar comportamentos que possam pressionar a rede de abastecimento.

Em comunicado divulgado esta sexta-feira, a associação explica que tem acompanhado a circulação de informações nas redes sociais e em alguns meios de comunicação sobre alegadas quebras nos níveis de stock de combustíveis, sublinhando que a situação está sob controlo.

Segundo a AMEPETROL, o abastecimento está a ser gerido de forma contínua e coordenada entre os diversos intervenientes do setor, não existindo indicação de escassez iminente.

A organização esclarece ainda que os dados que têm circulado correspondem a relatórios técnicos semanais elaborados por uma comissão de logística, que integram informações operacionais como volumes em trânsito, calendário de descargas nos portos de Maputo, Beira, Nacala e Pemba, bem como encomendas em curso.

De acordo com a associação, já existe combustível nos terminais oceânicos, encontrando-se em processo normal de libertação para o mercado, o que reforça a disponibilidade do produto no país.

Como medida preventiva, foi autorizada a operação dos terminais oceânicos no sábado, 28 de março, com o objetivo de aumentar a expedição de combustíveis para o mercado de retalho e reduzir eventuais pressões nos postos de abastecimento.

A AMEPETROL reafirma o compromisso de garantir o fornecimento regular de combustíveis e defende a necessidade de uma atuação coordenada entre todos os operadores do setor, de forma a assegurar a estabilidade do sistema de abastecimento a nível nacional.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, enalteceu hoje, em Maputo, o desempenho da equipa feminina de voleibol da Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo), classificando-a como um dos maiores orgulhos nacionais na modalidade.

A distinção ocorreu no quadro das celebrações do 40.º aniversário da instituição, durante uma cerimónia em que foram homenageadas as atletas, tricampeãs regionais da África Austral, pelo seu percurso de excelência no desporto universitário.

Na ocasião, Gueta Chapo destacou que a trajectória da UP-Maputo, ao longo de quatro décadas, tem sido determinante na formação de quadros para o país, sobretudo professores que sustentam o Sistema Nacional de Educação, bem como profissionais que integram diversas instituições de ensino superior.

“É com enorme satisfação que me junto a dirigentes, atletas, docentes, estudantes e parceiros desta universidade que celebra 40 anos de existência”, afirmou, sublinhando o contributo da instituição para o desenvolvimento social e humano de Moçambique.

Referindo-se ao voleibol feminino, a Primeira-Dama considerou que a equipa representa um exemplo de disciplina, ética e patriotismo, afirmando que o seu sucesso ultrapassa fronteiras. Segundo disse, não é exagero classificá-la como a melhor formação da Zona 6 da África Austral.

Gueta Chapo recordou o palmarés recente da equipa, com destaque para as medalhas de ouro conquistadas em competições regionais realizadas no Malawi (2019), Lesoto (2023) e Botswana (2024), além da prata alcançada em Maputo (2022) e o bronze obtido em Polokwane (2025). A nível interno, salientou, a equipa mantém-se campeã invicta desde 2018.

A Primeira-Dama descreveu a premiação como um gesto de reconhecimento e incentivo, sobretudo para as jovens moçambicanas, defendendo que as atletas da UP-Maputo constituem uma referência para a juventude, ao aliarem formação académica e prática desportiva.

Por seu turno, as atletas manifestaram gratidão pelo apoio recebido, atribuindo os resultados alcançados à disciplina e ao acompanhamento da direcção da universidade e do Governo. Aproveitaram a ocasião para encorajar os jovens à prática do desporto como forma de promoção da saúde, da convivência e do respeito mútuo.

A cerimónia culminou com a entrega simbólica de uma medalha à Primeira-Dama, em reconhecimento pelo apoio demonstrado ao desporto nacional.

Um embate frontal entre dois transportes semi-colectivos de passageiros causou a morte de uma pessoa e nove feridos graves, na paragem 2000, em Xai-Xai. Uma das viaturas seguia a rota Inhambane-Maputo e a outra fazia o trajecto Xai-Xai-Chongone.

De acordo com Comando Provincial da PRM em Gaza, a causa do sinistro foi a ultrapassagem irregular, aliada ao excesso de velocidade.

Os nove feridos deram entrada no Hospital Provincial de Xai-Xai.

O antigo Presidente da República Joaquim Chissano diz que só instituições fortes e transparentes podem dar a paz almejada por todos os moçambicanos. Chissano que falou em Maputo sobre Arquitetura de Paz em Moçambique, recomenda o envolvimento efetivo de comunidades para construção de um  Estado coeso.

Joaquim Chissano, signatário do mais importante acordo de paz já assinado na história do país, foi orador no segundo dia do evento sobre a paz em Moçambique, promovido pelo centro de diálogo Ndzualo. Chissano defende que a paz necessária no país deve assentar-se na justiça social.

A paz também exige instituições fortes, transparentes, participativas e próximas dos cidadãos. Exige que o Estado e a sociedade civil tenham colaboração sincera. Exige que jovens e mulheres sejam protagonistas, as comunidades sejam parte do processo de tomada e execução de decisões e no usufruto dos benefícios daí resultantes.” Explicou Chissano em uma sala com membros da sociedade civil, pesquisadores e políticos de vários partidos. 

Segundo o antigo Estadista, o país deve abandonar a ideia de que experiências internacionais de pacificação são as melhores, e começar internamente a identificar atores relevantes para liderar esforços de paz.

O País poderia contar com a colaboração da Organização das Nações Unidas, que é portadora de uma vasta experiência nestas matérias. Não que sempre sejam experiências positivas. Mas há também experiências negativas lá nas Nações Unidas. Temos, por exemplo, o Conselho de Segurança, a sua composição e as consequências disso. É um aspecto negativo que a África tem estado a lutar para corrigir este aspecto.” Explicou. 

A escassos dias da celebração do dia da mulher moçambicana e com o conflito em Cabo Delgado, Chissano convidou as mulheres nacionais a envolverem-se intensamente na identificação das causas da violência militar e a correr com as soluções.

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