Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Governo não vai aumentar subsídio dos idosos

O Governo reconhece que o subsídio atribuído ao idoso está longe de cobrir as necessidades da cesta básica moçambicana, porém alerta que não vai aumentar

Governo não vai aumentar subsídio dos idosos

O Governo reconhece que o subsídio atribuído ao idoso está longe de cobrir as necessidades da cesta básica moçambicana, porém alerta que não vai aumentar

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, manifestou consternação pelo falecimento da antiga Primeira-Ministra de Moçambique, Luísa Dias Diogo, ocorrido esta sexta-feira, vítima de doença.

Numa mensagem de condolências dirigida à família enlutada, Gueta Selemane Chapo afirma que a partida de Luísa Dias Diogo representa uma perda profunda para Moçambique e, em particular, para as mulheres que nela encontraram uma referência de coragem, competência e liderança ao serviço do bem comum.

A Primeira-Dama sublinha que Luísa Dias Diogo foi uma mulher de visão e de princípios firmes, que exerceu com elevado sentido de responsabilidade os cargos de Ministra das Finanças e de Primeira-Ministra, contribuindo de forma decisiva para a consolidação económica do país e para o fortalecimento do papel da mulher na governação.

Na mensagem, Gueta Chapo destaca ainda que o exemplo de dedicação e integridade de Luísa Dias Diogo continuará a inspirar gerações de moçambicanas e moçambicanos, descrevendo-a como uma líder que soube unir competência e sensibilidade, abrindo caminhos e deixando marcas profundas no país e além-fronteiras.

A Primeira-Dama realça que o legado de Luísa Dias Diogo transcende a sua acção governativa, permanecendo vivo como inspiração para as novas gerações de mulheres e raparigas moçambicanas, a quem abriu caminhos de participação, liderança e serviço à pátria.

No final, Gueta Selemane Chapo expressa solidariedade à família enlutada e a todos os moçambicanos, manifestando votos de conforto e serenidade neste momento de dor, e reiterando que a memória de Luísa Dias Diogo continuará a iluminar o percurso de Moçambique.

As águas já invadiram a cidade de Chókwè, na província de Gaza. Pelo seu volume, em apenas oito horas, o município estará submerso.

A fúria das águas invadiu o coração de Chókwè por volta das 15 horas desta sexta-feira, deixando centenas de famílias sitiadas na ponte que liga a cidade ao distrito de Guijá.

Quase todos os bairros estão inundados, incluindo várias instituições do Estado, e alguns proprietários de estabelecimentos comerciais começam a retirar bens alimentares das lojas.

A cidade está agitada, mas a qualquer momento será bloqueada pela corrente das águas. Contudo, há quem prefere deixar tudo para trás para salvar a sua vida.

Enquanto isso, há pessoas que saqueiam alguns produtos nas viaturas.

No distrito de Guijá, mais de 10 mil pessoas estão sitiadas.

Sem gravar entrevista, o director regional do INGD garantiu estarem em curso acções para o resgate das famílias sitiadas.

O Absa Bank Moçambique manifestou profundo pesar pelo falecimento de Luísa Diogo, antiga Presidente do Conselho de Administração da instituição e membro do Conselho de Administração do Grupo Absa na África do Sul.

Em comunicado, o banco destaca Luísa Diogo como uma referência incontornável da liderança em Moçambique, sublinhando o papel determinante que desempenhou em momentos-chave de transformação no Absa Bank Moçambique. Segundo a instituição, a sua actuação deixou uma marca duradoura na cultura organizacional, na forma de liderar e no compromisso com o desenvolvimento económico e social do país.

Reconhecida pela sua visão estratégica, integridade e sentido de missão, Luísa Diogo é descrita como “uma líder que inspirou equipas, elevou os padrões de governação e contribuiu de forma decisiva para o fortalecimento da banca em Moçambique e no continente africano”.

Neste momento de luto, o Absa Bank Moçambique “endereça as suas mais sentidas condolências à família, amigos e a todos aqueles que tiveram o privilégio de trabalhar e aprender com a Dra. Luísa Diogo, reafirmando o compromisso de honrar o seu legado, mantendo-se fiel aos valores de liderança responsável, integridade e impacto positivo que marcaram o seu percurso”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou “profundo pesar” pelo falecimento da antiga Primeira-Ministra de Moçambique, Luísa Dias Diogo, ocorrido hoje, vítima de doença.

Em mensagem endereçada à família enlutada, o Chefe do Estado afirmou ter recebido “com profunda tristeza” a notícia da morte de Luísa Dias Diogo, sublinhando que o país perde “uma filha ilustre, cuja dedicação à causa pública e ao desenvolvimento do nosso país ficará para sempre na memória de todos nós”.

Luísa Dias Diogo exerceu importantes funções governamentais, tendo sido Ministra das Finanças entre 2000 e 2005 e Primeira-Ministra de 2004 a 2010. Segundo o Presidente da República, o seu percurso foi marcado por uma liderança firme e visionária, com especial destaque para a área económica e para a promoção da igualdade de género.

Na mensagem presidencial, Daniel Chapo realça ainda que o legado da antiga governante ultrapassa as fronteiras nacionais, lembrando que Luísa Dias Diogo foi reconhecida como uma das figuras femininas mais influentes do mundo pela revista Forbes e incluída entre as 100 personalidades mais influentes pela Times Magazine, em reconhecimento do seu papel na economia, na liderança e na defesa da igualdade de género, bem como da sua participação em importantes painéis das Nações Unidas.

O Presidente da República sublinha que Luísa Dias Diogo deixa um exemplo inspirador de integridade, competência e serviço à pátria, que continuará a motivar gerações futuras de moçambicanos.

“Neste momento de dor, expresso, em nome do Governo, do povo moçambicano e em meu próprio, a todos os moçambicanos e à família enlutada os meus sentimentos de pesar, rogando a Deus que conforte os corações entristecidos e acolha a alma da nossa saudosa compatriota”, conclui a mensagem.

A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) alerta para o risco de inundações nos bairros Fiche, 25 de Setembro, Tedeco e Mazambanine, no distrito de Boane, galgamento das pontecas de Umpala, Mazambanine e Mafuiane e condicionamento da transitabilidade rodoviária da Estrada Nacional nº2  (EN2) no troço entre Boane e Matola. 

A informação foi partilhada através de um comunicado enviado ao “O País”, segundo  qual “face as chuvas intensas que continuam a registar nos países a montante e localmente e o nível de enchimento das albufeiras (acima de 90%), prevê-se para as próximas 24 horas o incremento gradual na Barragem dos Pequenos Libombos podendo ultrapassar os 1000 m3/s”. 

Desta forma, a ARA-Sul apela à sociedade para a retirada de pessoas e bens nas áreas de inundação das bacias Umbelúzi, Incomáti, Limpopo e Save para zonas seguras, e tomada de medidas de precaução ao se fazerem aos rios

Quarenta e oito reclusos evadiram-se das celas da cadeia distrital de Gondola, na província de Manica. O caso ocorreu na tarde desta quinta-feira. Entre os fugitivos estavam condenados e outros em situação de prisão preventiva.

Os moradores dos bairros Mucessua, Eduardo Mondlane, Francisco Manhanga e 3 de Fevereiro viveram momentos de pânico na tarde desta quinta-feira, quando 48 reclusos evadiram-se da cadeia distrital de Gondola.

Os residentes temem agora por dias piores em termos de criminalidade, com a fuga dos reclusos da cadeia.

As autoridades já trabalham para recapturar os reclusos, segundo avançou o administrador de Gondola, que pede aos fugitivos que regressem de forma voltaria.

Perdeu a vida, nesta sexta-feira, a antiga primeira-ministra, Luísa Diogo, vítima de doença, em Portugal. 

Luísa Diogo, economista e política, nasceu a 11 de Abril de 1958, na província de Tete. Luísa Diogo foi a primeira mulher a chefiar um Governo em Moçambique.

Ocupou vários cargos no Governo, tendo sido ministra do Plano e Finanças, entre 1999 e 2005. Tornou-se Primeira-Ministra, em Fevereiro de 2004, acumulando esta pasta com a de ministra do Plano e Finanças.

Filha de um enfermeiro e de uma doméstica, Luísa Diogo fez os seus estudos em Tete. Posteriormente, em Maputo, onde frequentou o curso de Contabilidade no Instituto Comercial até 1979.

Em 1983, obteve o bacharelato em Economia pela Universidade Eduardo Mondlane e concluiu o Mestrado em Economia Financeira em 1992, à distância, pela Universidade de Londres.

Em 1980 foi admitida no Ministério das Finanças, como técnica do Departamento dos Sectores Económicos e de Investimento. Um ano depois, em 1984, tornou-se Chefe-Adjunta do mesmo departamento.

Mais tarde, em 1986, foi nomeada Chefe do Departamento do Orçamento do Ministério das Finanças e, entre 1989 a 1992, Directora Nacional do Orçamento.

Além de desempenhar vários cargos no Governo, entre 1993 e 1994, Luísa Diogo foi Oficial de Programas no Banco Mundial em Moçambique.

Ocupou, também, cargos de topo em várias empresas. Em 2012, tornou-se Presidente do Conselho de Administração do Barclays Bank de Moçambique, actual Absa Bank Moçambique, SA. 

Em 2018, a antiga governante foi nomeada presidente do Parque Industrial de Beluluane.

Na área académica, Luísa Diogo lançou, em 2013, o livro “A Sopa da Madrugada”. A obra fala sobre as suas memórias nos bastidores da governação em Moçambique, entre 1994 e 2009, e foca-se nos desafios pós-guerra, reformas económicas e o papel da mulher na governação.

No ramo político, foi membro sénior da Frelimo, partido no poder, desde 1975.

Foi pré-candidata nas eleições internas da Frelimo, em 2014, tendo sido vencida na segunda volta pelo ex-Presidente da República, Filipe Nyusi.

 

O Conselho de Ministros decretou, na manhã desta sexta-feira, o alerta vermelho em todo o território nacional, devido às inundações registadas na cidade  e província de Maputo, Gaza, Inhambane e Manica.  A decisão, que foi tomada numa sessão extraordinária, visa minimizar o sofrimento das pessoas afectadas pelas cheias. 

Como resultado das chuvas, pelo menos 103 pessoas morreram, desde Outubro passado, mais de 173 mil pessoas foram afectadas, quatro mil casas inundadas e 1 103 residências foram totalmente destruídas em todo o país.  

O Governo decidiu ainda alocar alguns ministros para acompanhamento e assistir às províncias afectadas.  Neste momento, pelo menos 88 pessoas estão situadas em Mapai, na província de Gaza, e o Governo diz estar a mobilizar recursos,  sobretudo aéreos, para resgatar as pessoas para zonas seguras.

 

A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) alerta para o risco de Inundações severas na bacia do Limpopo e inundações nas bacias hidrográficas do Umbeluzi e Incomáti e condicionamento de circulação rodoviária em todos os distritos das províncias de Maputo e Gaza. 

Através de um comunicado enviado ao “O País”, a ARA-Sul comunicou que  “face as chuvas intensas que continuam a registar nos países a montante e localmente e o nível de enchimento das albufeiras (acima de 90%), prevê-se para as próximas 24 horas incremento das actuais descargas nas Barragens dos Pequenos Libombos (360 m3/s), Corumana (1000 m3/s) e Massingir (mais de 10000 m3/s)”. 

Assim, a ARA-Sul apela à sociedade para a retirada de pessoas e bens nas áreas de inundação das bacias Umbeluzi, Incomáti, Limpopo e Save para zonas seguras e tomada de medidas de precaução ao se fazerem aos rios.

+ LIDAS

Siga nos