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O País – A verdade como notícia

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apreendeu, neste sábado, quantias significativas de dinheiro na residência de um cidadão moçambicano, na Cidade de Maputo. A operação foi desencadeada em colaboração com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), no  âmbito da execução de um mandado de busca e apreensão. 

A PGR avança que se trata de um caso em que dois indivíduos são indiciados da prática dos crimes de branqueamento de capitais, fraude fiscal e associação criminosa. 

Os indivíduos constituíram empresas de fachada, recolhiam dinheiro em numerário e armazenavam na referida residência, onde os valores apreendidos estavam escondidos em diversos compartimentos e em fundos falsos guardados pelos  indivíduos. 

Diligências continuam com vista ao esclarecimento dos factos, segundo o comunicado da PGR.

O herói da luta de libertação nacional e um dos fundadores da Frelimo, Feliciano Gundana, foi velado neste sábado, no Paços do Conselho Municipal de Maputo. O corpo será depositado na Praça dos Heróis. 

A última homenagem a Feliciano Gundana contou com a presença do Chefe do Estado, Daniel Chapo, e várias personalidades, que, em suas mensagens, destacaram o legado e a integridade de Gundana. 

Feliciano Gundana trabalhou por mais de 40 anos no Aparelho do Estado, ocupando vários cargos.

Por volta das 14 horas de hoje foi reportada a presença de um navio encalhado ao largo da estância turística Park de Chidenguele, Distrito de Manjacaze, Província de Gaza.  A informação foi partilhada pela autoridade reguladora do transporte marítimo, ITRANSMAR.

Segundo o comunicado do ITRANSMAR, uma equipa conjunta composta pelo pela instituição, Administração Marítima e por representantes das estâncias turísticas locais deslocou-se de imediato ao local para averiguar a ocorrência.

Após a avaliação preliminar, avança o documento, constatou-se que se trata do navio cargueiro “Badra Nijha”, de bandeira indiana, com o número IMO 1139444. Informações iniciais indicam que a embarcação sofreu uma avaria que a deixou imobilizada e arrastada àquele local, encontrando-se a aguardar por assistência técnica especializada.

O navio teria partido do Porto de Durban, na República da África do Sul, com destino à Nigéria, no âmbito de uma rota comercial internacional.

O ITRANSMAR, em coordenação com diversas instituições do sector, continua a monitorar a situação no terreno, garantindo que todas as medidas de segurança sejam observadas, de forma a prevenir riscos ambientais, operacionais ou de segurança para as comunidades locais e para a navegação na área.

 

O Governo continua a avaliar os contornos do acidente de viação fatal ocorrido no domingo, na Manhiça, província de Maputo, e diz que a suspensão da City Link pode prolongar-se por mais meses, dependendo dos resultados da segunda investigação.

Ainda não passa uma semana depois do fatídico acidente da Manhiça que ceifou a vida de sete pessoas e o Governo de Moçambique realiza investigações para averiguar as causas da mesma.

Primeiro foi tomada a decisão de suspender as actividades da transportadora City Link enquanto decorrem as investigações. Mas o Governo diz que muito ainda há por fazer e que a decisão pode não ser conhecida dentro de 15 dias, sendo que há uma previsão de prolongamento da suspensão de 90 a 180 dias.

A informação foi dada a conhecer pelo porta-voz do Ministério dos Transportes e Logística, Luís Chaúque, que falava durante uma conferência de imprensa esta quinta-feira.

“Este dispositivo preconiza que a licença pode ainda ser suspensa quando, em resultado da peritagem de acidente de viação, se concluir que a causa da origem do acidente deveu-se à culpa imputável ao condutor”, disse Luís Chaúque.

O Instituto Nacional de Transportes Rodoviários garante que o tratamento dado à City Link é similar ao aplicado a outras empresas envolvidas em acidentes graves.

“Então, podemos ficar com a impressão de que sim, é a Citi Link e as outras não, mas é preciso olharmos para o tipo de veículos envolvidos nestas operações. Como foi o caso de Gondola também, em Março, tanto é um miniautocarro, e houve responsabilização”, disse Cláudio Zunguze, Administrador Técnico do INATRO.

Zunguze acrescenta que “não queríamos deixar ficar esta impressão de que está-se a trazer um tratamento diferenciado para o caso da Citi Link”, frisando que em situações similares o tratamento é o mesmo.

A City Link, por seu turno, declarou que tem dado assistência às vítimas do sinistro, enquanto acompanha a investigação. “Destacámos uma equipa desde o primeiro dia, que é a equipa da segurança rodoviária, para aproximar de perto no sítio do sinistro e ajudar na investigação e colher os elementos essenciais”, disse Linique Ringler, Director Jurídico da City Link.

O gestor frisou ainda que a empresa está contesrnada com a situação, “mas ao mesmo tempo temos incitado alguns contactos com os familiares, no sentido de oferecer o nosso apoio logístico e financeiro nesta fase tão difícil. De certa forma, isto impacta a parte financeira e comercial”.

A empresa que prevê reforçar a educação cívica dos seus condutores, para além de que se vai ressentir da paralisação das actividades.

“Com isto, dependendo do tempo que esta suspensão vai levar, cada dia que passa aumentam incertezas. Fica aqui uma lição muito importante, de que devemos continuar a executar com muito mais vigor tudo o que tem a ver com a segurança rodoviária e com a condução defensiva”, disse Lonique Ringler, director Jurídico da City Link.

A transportadora garantiu ainda que está a reembolsar o valor dos bilhetes adquiridos para além de fazer a entrega dos produtos aos clientes afectados.

Uma delegação da empresa Cervejas de Moçambique (CDM) visitou, esta quinta-feira, as instalações do Grupo Soico, onde se inteirou do funcionamento do maior grupo de media privado do país. Após a visita, um dos administradores reconheceu que a aproximação entre as duas grandes empresas representa ganhos mútuos e relevantes para Moçambique.

A relação entre a CDM e o Grupo Soico tem sido marcada por uma reciprocidade que, ao longo dos anos, se tornou habitual.

A visita desta quinta-feira compreendeu dois momentos, o primeiro dedicado ao reconhecimento das instalações e do funcionamento interno; o segundo marcado pelo contacto direto com a direção máxima da empresa. A delegação da CDM mostrou-se impressionada com o que encontrou no interior do Grupo Soico.

“E hoje, quase dois meses depois da visita do Grupo Soico, escalamos a Katembe, escalamos os estúdios da STV e o que posso dizer é que estamos bastante impressionados, não só pela imponência das instalações do Grupo Soico aqui na Katembe, mas, acima de tudo, pelo trabalho executado por este grupo”, afirmou Bruno Tembe, administrador da CDM.

A surpresa não se limitou à qualidade das infraestruturas. O que ouviram durante a breve conversa com o PCA do Grupo revelou uma visão de futuro sólida e inspiradora.

Segundo Bruno Tembe, “a visão de futuro que nos foi apresentada, não só em relação ao mercado de comunicação privada em Moçambique, mas também ao potencial que nos foi mostrado sobre como empresas como a nossa do grupo denominado Fast Moving Consumer Goods  podem trabalhar, em conjunto, com este meio de comunicação que é o Grupo Soico”.

A aproximação entre as partes vem de longa data, mas, em 2025, ganha uma nova perspetiva.

“Uma comunicação entre as corporações, entre a administração e o conselho de direção da CDM, e a administração e o conselho de direção do Grupo Soico, em que consigamos perceber o negócio por detrás de cada uma dessas empresas. O que é que nós almejamos, enquanto CDM, para este mercado? Qual seria o ideal de mercado para nós? E percebermos o mesmo do lado do Grupo Soico. Com base nisso, posso garantir que aprendemos muito uns com os outros”, acrescentou.

A presença da delegação da CDM nas instalações do Grupo Soico simboliza também uma espécie de passagem de testemunho, uma vez que, há menos de dois meses, o Grupo Soico visitou a fábrica da CDM no distrito de Marracuene.

O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) conta com um moderno sistema digital de monitorização de contravenções rodoviárias, entregue nesta quarta-feira, em Maputo, no âmbito da cooperação entre o país e a Coreia do Sul.

Instalado na área metropolitana de Maputo, o sistema permite a captação de infracções de trânsito na via pública, através de câmaras de monitorização de trânsito, processamento e envio das respectivas multas aos condutores infractores, por via de mensagens telefónicas.

Num investimento de cerca de sete milhões de dólares norte-americanos, desembolsados pelo Governo da República da Coreia do Sul, através da Agência Coreana de Cooperação Internacional (KOICA), o projecto compreende, além do sistema de monitorização das contravenções rodoviárias, a elaboração do Plano Director de Segurança Rodoviária; melhoria de infra-estruturas em pontos mapeados como críticos, nomeadamente a Rotunda da KaTembe, Praça Filipe Samuel Magaia (Rotunda da Junta), bairro do Benfica, Casa Jovem, na Circular de Maputo e Escola Primária 30 de Janeiro, na Cidade da Matola.

Falando no acto da entrega definitiva deste sistema pela KOICA, o administrador da área técnica do INATRO, Cláudio Zunguze, referiu que estes sistemas reforçam as ferramentas ao dispor das entidades fiscalizadoras, incluindo a Polícia de Trânsito para impor o cumprimento da lei com maior eficácia, induzindo os condutores para o uso responsável da via pública, ao mesmo tempo que desafia os agentes de fiscalização rodoviária a serem mais íntegros e transparentes.

Zunguza reconheceu ainda a complexidade do uso das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para a monitoria das contravenções rodoviárias, desde a própria funcionalidade, incluindo o ajustamento da legislação para a aplicação de multas no ambiente virtual, reiterando a determinação do INATRO de prosseguir com a digitalização que vai conferir maior eficiência e transparência na sua actuação.

A directora Nacional da KOICA em Moçambique, Jinjoo Hyun, manifestou a disponibilidade da agência que dirige para o suporte técnico que se mostrar necessário durante a implementação desta inovação no processo de fiscalização rodoviária em Moçambique. 

Uma avaliação poderá resultar na implementação da segunda fase do Projecto de Melhoria da Segurança Rodoviária e Capacitação Institucional, que poderá abranger mais locais fora da área metropolitana de Maputo, contemplada nesta fase piloto do projecto.

O economista e antigo Ministro da Economia e Finanças, Tomaz Salomão, defende que o fim ou a redução da sinistralidade nas estradas nacionais depende da responsabilização exemplar e da qualificação dos condutores. Segundo Salomão, que falava no âmbito do aumento da sinistralidade no país, medidas isoladas não são suficientes.

“A primeira coisa é a responsabilização daqueles que conduzem os autocarros. É preciso ter a certeza de quem está qualificado para conduzir um autocarro (…) Conduzir um autocarro que transporta 50, 60 pessoas é uma grande responsabilidade”, vincou Tomaz Salomão, reagindo aos últimos acidentes que têm acontecido. 

O antigo Ministro da Economia e Finanças diz ainda que é preciso que os passageiros voltem a sentir-se seguros nos autocarros, e que a Polícia faça o seu trabalho.

O economista e escritor Ibraimo Mussagy afirma que Moçambique vive uma encruzilhada econômica que exige reflexão, escolhas e acções. No lançamento do seu livro “Economia de Moçambique e os Desafios da Nova Crise”, esta quarta-feira, em Maputo, o autor diz que “é impossível planear o futuro sem enfrentar, de frente, a pobreza, a desigualdade e a corrupção”.

Retrospectiva e perspectiva da saúde da economia moçambicana compõem os oito capítulos do livro “Economia de Moçambique e os Desafios da Nova Crise”, do economista, Ibraimo Mussagy. 

O ministro da planificação e apresentador do livro, Salimo Valá, diz que Moçambique é convidado a uma introspecção e decisão de encarar a crise como obstáculo definitivo ou transformá-la numa oportunidade de inovação e mudança estruturante.

O economista  Tomaz Salomão encorajou Mussagy a manter a investigação orientada para soluções e bússola para estudantes.

Governantes, autores económicos e estudantes estiveram presentes no lançamento da “Economia de Moçambique e os Desafios da Nova Crise” , esta quarta-feira, em Maputo.

Agentes dos diversos ramos da Polícia da República de Moçambique foram exortados esta quinta-feira, em Sofala, a serem proactivos durante as festividades do natal e da passagem para o ano novo, para garantir que os cidadãos nacionais e estrangeiros sintam-se confortáveis com as suas acções.

A exortação foi lançada na Escola de Sargentos da Polícia pelo Comandante-geral desta corporação, Joaquim Sive. 

Sive pediu para as forças policiais serem exemplares de forma contínua, e de forma particular nas festividades do natal e do fim do ano, agindo antecipadamente e tomando iniciativas para resolver problemas que possam interferir no bem-estar dos moçambicanos.

O Comandante-geral da Polícia da República de Moçambique lembrou que haverá um movimento anormal de pessoas e bens, incluindo estrangeiros, por isso deve haver muita atenção e prudência.

Joaquim Sive falava no final de uma cerimónia de patenteamento do sétimo curso de técnicos médios profissionais de Sargentos da Polícia em Ciências Policiais, que decorreu nesta quinta-feira no distrito de Nhamatanda, em Sofala. 

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