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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 65 pessoas deram entrada, no Hospital Central de Maputo, durante as comemorações do Natal, vítimas de traumas por acidentes de viação e outras 49 por agressão. Durante esse período houve também  algumas detenções em resultado de roubos na capital do país. 

Os traumas resultantes de acidentes de viação e agressões físicas continuam a liderar a procura por cuidados de saúde, na maior unidade sanitária do país, durante as festividades do Natal e do Dia da Família.

“Em relação às principais ocorrências, o número de casos mais elevado foi de traumas. Tivemos um número muito elevado de trauma, principalmente de acidentes de viação e agressão física. Em relação aos acidentes de viação, não tivemos casos colectivos, como em outros anos, mas tivemos muitos casos de acidentes isolados, que culminaram com um aumento de 35 pacientes”, disse o  director do Serviços de Urgências do Hospital Central de Maputo, Dino Lopes, recordando que no ano passado houve registo de 30 casos e neste ano tivemos 65 casos de vítimas de acidentes de viação, o que representa um aumento de 35 casos de acidentes.

Em relação à agressão física, o HCM registou 31 casos no ano passado contra 49 deste ano. Explicou ainda que sete pacientes deram entrada devido a intoxicação alcoólica.

“Em relação ao consumo de álcool, tivemos muitos casos de intoxicação alcoólica. De certo modo, todos foram atendidos prontamente. Tivemos também uma boa coordenação com os hospitais gerais e centros de saúde. De uma forma coordenada, nós fomos comunicando para os casos que ultrapassam a sua linha de atenção que foram transferidos para cá e, no total, tivemos 21 casos de transferência, dos quais 10 foram internados. A nossa capacidade de internamento é de 1.500 camas. No entanto, estamos com 60 e 59 camas disponíveis, porém temos alguma sobrecarga em alguns serviços, principalmente o serviço de medicina e cirurgia. Apesar de termos vagas, há serviços que estão extremamente sobrecarregados”.

Embora considere que este ano o Natal foi tranquilo, a Polícia da República de Moçambique na cidade de Maputo destaca a ocorrência de alguns casos criminais, entre furtos,  roubos e ofensas corporais, alguns dos quais resultaram em detenções. 

“Tivemos três casos de roubo, onde temos dois detidos de 18 e 22 anos de idade, respectivamente, na 14ª Esquadra, indiciados no tipo legal de roubo, em virtude destes terem se introduzido no interior de uma residência por via de arrombamento. Tivemos, como caso criminal, detenção de dois cidadãos de 29 e 30 anos de idade, respectivamente, na 14ª Esquadra da PRM, cidade de Maputo, bairro Ferroviário, por resistência ilegal e coação sobre servidor público, em virtude destes terem  recorrido a violência, incluindo ameaças contra agentes da PRM em serviço”, explicou Marta Pereira, porta-voz da PRM, na cidade de Maputo. 

Entre as ocorrências, o porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública, Leonildo Pelembe, destaca um incêndio de pequenas proporções, numa fábrica de óleo, na cidade de Maputo, que não causou danos humanos  nem materiais avultados e a ocorrência de acidentes de viação. 

“Quero destacar o acidente que houve na província de Inhambane, que foi do tipo despiste e capotamento, onde o motorista desta viatura de transporte semi-colectivo de passageiros, colocou-se em fuga. Deste acidente resultaram dois óbitos e 12 feridos, dos quais oito em estado grave. O Serviço de Salvação Pública foi chamado a intervir, isso foi em Zavala, para fazer o desencarceramento desta viatura e remover os feridos e transportá-los logo para o Hospital Distrital de Quissico”, disse.

 No geral, o Serviço de Salvação Pública fez uma apreciação positiva, justificando pelo facto de não havido registo de nenhum caso de afogamentos, o que segundo Pelembe mostra claramente que existe algum respeito pelas medidas de segurança. 

Para as festividades do fim de ano que se avizinham, o porta-voz do SENSAP apela ao manuseio correcto de objectos pirotécnicos durante o período recomendado. 

A Primeira-ministra, Benvinda Levi, desafia o novo PCA do Instituto Nacional do Mar (INAMAR), Adolfo José Albino,  e a sua equipa de trabalho a serem proactivos na adopção e implementação de políticas e acções que dinamizem, cada vez mais, as actividades que ocorrem no espaço marítimo, lacustre, fluvial e costeiro, tendo em conta o seu impacto no processo de crescimento sócio-económico do país.

Falando durante a tomada de posse de novos dirigentes, Levi disse ainda que o novo PCA do INAMAR deve garantir a estrita observância da legislação vigente no que concerne ao ordenamento territorial, fiscalização, protecção e conservação do meio ambiente.

Segundo ela, só desta forma é que se pode assegurar a conservação e preservação dos ecossistemas aquáticos, ao mesmo tempo que se garante uma exploração sustentável dos recursos que permitam a geração de mais postos de trabalho e renda para os moçambicanos, sobretudo jovens e mulheres.

Na mesma cerimónia, Benvinda Levi empossou Júlio Bastos Picardo como novo director-geral  do Instituto Nacional de Desenvolvimento e Gestão de Infra-estruturas Pesqueiras (INFRAPESCA), que deverão centrar a sua atenção no desenvolvimento de infra-estruturas de apoio à pesca e aquacultura, que incluam a criação de condições apropriadas de manuseamento e de conservação dos produtos pesqueiros, desde a sua captura até a colocação no mercado interno e externo.

“A nova direcção do INFRAPESCA deverá continuar a aprimorar e a consolidar os mecanismos de coordenação e articulação com o sector privado, no âmbito da parceria público-privada, para garantir o aumento da produção de pescado a nível nacional, o que irá concorrer para a criação de mais postos de emprego e renda, bem como contribuir para a segurança alimentar e nutricional dos moçambicanos”, desafiou Benvinda Levi. 

A governante espera ainda que o novo timoneiro desta instituição implemente acções que concorram para maior rentabilidade das infra-estruturas de manuseamento do pescado e demais operações portuárias das frotas de pesca artesanal, semi-industrial e industrial.

Dirigindo-se ao novo director-adjunto do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM), a Primeira-ministra instou o mesmo a focar a sua atenção na implementação de acções que concorram para o aperfeiçoamento dos elos entre os centros de produção e os mercados.

É que segundo Benvinda Levi, a  comercialização agrícola constitui um dos pilares essenciais para a dinamização da agricultura, estabilização de preços dos produtos agrícolas no mercado interno e promoção das exportações. 

A governante entende também que, a par disso, a comercialização agrícola estimula os agricultores, em particular do sector familiar, a aumentarem a produção e produtividade, com particular incidência para os cereais, contribuindo, deste modo, na melhoria da sua renda.

“Para o efeito, é necessário que, alinhado com o seu director, concorra para a consolidação do papel do ICM como agente de comercialização agrícola de último recurso que assegura a compra, agenciamento, intermediação, armazenamento, conservação o escoamento de excedentes agrícolas”, disse, sublinhando que “no âmbito da estabilização de preços e da segurança alimentar, o ICM deve igualmente reforçar as suas intervenções no que concerne a constituição de reservas estratégicas de cereais, leguminosas e oleaginosas, de entre outros produtos”.

Em relação à nova directora-geral adjunta do Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME), Benvinda Levi anotou que a empossada deverá coadjuvar o director-geral, no desenvolvimento de acções que estimulem o envolvimento e a participação activa das MPME ́s em todos sectores da actividade económica do nosso país.

Para o efeito, segundo disse, deverá dar o seu máximo contributo na expansão de incubadoras de empresas e na consolidação das ligações entre as MPME’s e as cadeias de valor dos mega-projectos. A primeira-ministra recomendou ainda a todos os empossados que pautem por uma gestão criteriosa e orientada para resultados, o que requer trabalho em equipa e comunicação permanente, a nível de direcção, e desta com os demais colaboradores.

As autoridades migratórias apelam ao uso de fronteiras alternativas a Ressano-Garcia, na província de Maputo, por conta das enchentes que se verificam na Fronteira do Lebombo, do lado Sul-Africano.

O apelo surge na sequência das longas filas de espera dos viajantes que continuam a verificar-se no lado sul-africano.

A porta-voz do Comando Conjunto, Cármen Mazenga, citada pela Rádio Moçambique, explica que me alternativa da fronteira de Ressano Garcia, os viajantes podem optar pelas fronteiras de Goba, Namaacha e Ponta de Ouro.

Na Cidade de Maputo, várias famílias celebraram o Natal em convívio, em casa, e vários cidadãos passaram o dia a trabalhar. “O País” traz histórias de profissionais que há anos dedicam esforços em benefício do próximo, mesmo no Dia da Família. 

Receber quem chega ao mundo pela primeira vez foi o que Maria Mabasso escolheu e jurou fazê-lo para toda a vida. Assim o faz há oito anos e, neste 25 de Dezembro, não foi diferente. “Sou enfermeira já há oito anos. Meu trabalho consiste em trazer novas vidas ao mundo. Foi o que nós juramos desde a formação, graduação, até agora”, afirma.

É Natal, mas a profissão a obriga que passe o dia no local de trabalho. Longe da confraternização, Maria Mabasso passa repetidamente pelos corredores do Hospital Geral José Macamo, circula pela sala de parto e noutros sectores da maternidade. A sua missão é salvar vidas e essa tem sido a sua prioridade nos últimos oito anos.  

“É mais agradável trazer uma criança ao mundo, pois uma mulher fica nove meses à espera de um bebé. Aquele bebé não é só esperado pela mãe, é esperado pela mãe, pelo pai, pelos avós, pelos vizinhos. Nós como enfermeiras, quando recebemos o bebé, entregamos à mãe, é uma satisfação que não tem como mensurar”. 

A enfermeira não passou o Natal ao lado da sua família de sangue, mas ao lado daqui a sua profissão a deu, que cresce a cada dia que um novo paciente cruza o seu caminho. 

“De momento que tu pões a bata branca, tu já sabes que o familiar não é só o grau parentesco, não é só o grau sanguíneo. É aquele que tu lhe acolhes, já é teu familiar.” Cuidar da saúde do próximo e salvar vidas foi o que também escolheu Elísio Chauque, médico há 17 anos. Mesmo passando o dia longe da família, o Natal carrega, para si, um significado forte. 

“Para mim, estar aqui significa vitória. É exercer aquilo que eu gosto de fazer, aquilo que eu aprendi, aquilo que eu sei fazer com gosto. Primeiro é salvar as vidas, depois daqui é a família. Se nós não nos fazermos presentes aqui, muita gente pode perecer, e nós vamos carregar o sentimento de culpa.”

Fazer bem ao próximo é o que o move. Por isso, faz questão de trabalhar na quadra festiva no Natal e no fim do ano, período em que a procura por cuidados de saúde aumenta. Olhar atento, enquanto vigia todos os lados, para garantir que o local está seguro. Mulher, mãe e esposa, Helena esforça-se, muitas vezes durante a noite, em benefício da segurança do local onde trabalha.  

“Eu gosto muito do meu trabalho, eu estou na segurança há mais de seis anos. Esse não é o primeiro ano a trabalhar nos dias de festa, de família. É só agradecer a Deus e não parar de trabalhar. Trabalhar dignifica o homem, o trabalho dignifica o homem. Para a família estar em pé, graças ao trabalho”. Ser agente de segurança é um trabalho não tão fácil, mas Helena o faz por amor à família, mesmo que tenha que abrir mão da confraternização do dia 25 de Dezembro. 

Nas ruas ou nos mercados estiveram os vendedores de produtos alimentares, que dependem de receitas diárias para sobreviver. E porque a ocasião era também para fortalecer os laços de amor pelo próximo, Gina Josefa passou o dia na sua banca, no mercado Malanga, à busca de sustento para a sua família. 

Regressar à casa, só depois de garantir uma refeição digna, para o Dia da Família, essa foi a meta estabelecida pela mulher.  “Eu gostaria que eu estivesse em casa, mas não consegui, porque as pessoas, como ainda não receberam, não estão adquirindo as compras como deve ser. Estamos aqui a busca do pão. É um dia muito especial, mas ainda não consegui nada. Vou estar em casa com a minha família. Ao sair daqui, é que vou estar em casa com a minha família.”

São vários os profissionais que passaram o Natal e Dia da Família longe dos seus familiares e amigos. Deles fazem parte jornalistas, policiais, bombeiros, transportadores e outros. 

Algumas pessoas partiram, esta quarta-feira, do Terminal Rodoviário da Junta, na cidade de Maputo, com destino a diferentes pontos do país. As dificuldades registadas na fronteira do lado sul-africano são apontadas por muitos viajantes como a principal razão para as deslocações de última hora.

Até às 9 horas do dia de Natal, o Terminal Rodoviário da Junta apresentava algum movimento de saída de pessoas e bens, muitos dos quais provenientes da África do Sul, com destino às províncias de Inhambane e Gaza.

Questionados sobre as razões das viagens em pleno dia festivo, os passageiros mostraram-se unânimes nas respostas. Arcanjo Simão, um dos viajantes ouvidos por O País, disse estar a seguir viagem para a província de Inhambane, onde a família o aguardava.

“Sair em pleno Natal deveu-se a vários compromissos que tive de cumprir antes de deixar a cidade de Maputo, pois vou permanecer algum tempo fora”, explicou.

Muitos dos viajantes utilizam o Terminal da Junta como entreposto e denunciam dificuldades no processo de travessia da fronteira do lado sul-africano. Juvêncio de Jesus, de malas prontas para a cidade de Inhambane, lamenta não ter conseguido passar a quadra festiva junto da família.

“Neste momento, eu gostaria de estar com a minha família a festejar, mas por causa das dificuldades nos transportes acabámos por viajar com muito sacrifício. Sair da África do Sul é quase uma missão impossível. Só depois de chegar a Maputo é que a viagem fluiu”, contou. Situação semelhante foi relatada por Amosse Ngovene, de 52 anos de idade, que desde o dia 23 tenta chegar à cidade de Chókwè vindo da África do Sul.

“Eu já devia ter chegado a casa para estar com a minha família, mas não consegui devido às longas filas. Há muita dificuldade para atravessar a fronteira do lado sul-africano, ao contrário do que acontece do lado moçambicano, onde o processo é mais célere”, afirmou.

Apesar do ambiente típico da quadra festiva, os transportadores dizem que gostariam de ter registado um movimento mais intenso de passageiros. As autoridades do terminal acompanham de perto o fluxo de viajantes e reforçam a sensibilização dos condutores para a observância das normas de segurança ao longo do percurso. Segundo Gil Zunguze, representante dos transportadores, a prioridade é garantir viagens seguras. “Estamos aqui para acautelar estas situações, sensibilizando motoristas e passageiros. É importante que os condutores apliquem, na estrada, os princípios aprendidos na escola de condução, assumindo a responsabilidade de transportar as pessoas em segurança até ao destino”, sublinhou. Entretanto, o movimento ao longo das principais estradas do país continua a decorrer de forma calma.

Maputo registou fraco movimento no comércio e transporte de passageiros 

O comércio e os transportes funcionaram a meio gás durante a celebração do Natal, na cidade de Maputo. As lojas formais estavam fechadas. Apesar do fraco movimento, alguns vendedores informais fizeram-se aos seus postos de trabalho para tentar ganhar mais algum dinheiro.

Daniel Abel, de 26 anos, vendedor informal desde 2017, afirma que até poderia ter escolhido ficar em casa e festejar com a família, mas as condições não lhe permitem.“Eu tenho de estar aqui na rua a ver se consigo mais dinheiro para pão para os meus filhos.”

O comércio não fluía com normalidade, mas há quem tenha conseguido superar as metas. É o caso de Santos Saúte, vendedor informal há mais de 10 anos, que recebeu um número considerável de clientes. 

Em relação à disponibilidade do transporte de passageiros, a procura não respondia à oferta.” Não há nada. O negócio não anda. Entrei às 6h, mas ainda não consegui fechar a receita. Não há passageiros”, destacou Rui Cumbi, transportador semi-colectivo que opera na rota Baixa-Xipamanine, na cidade de Maputo.

Dezenas de famílias deslocadas devido a inundações na cidade de Maputo celebraram o Natal em condições precárias. Em alguns casos, chá e verdura foi o melhor que se conseguiu para o dia.

“O País” visitou, no dia de Natal, as dezenas de famílias acolhidas no centro de acomodação de Romão, vulgo Capelinha, que abandonaram as suas casas entre 2020 e 2021 por conta da água das chuvas que invadiram as suas residências. Desde lá, estas tendas têm sido o seu lar e é aqui onde têm celebrado as festas de Natal e fim de ano há quatro anos. 

Naquele centro vivem 33 famílias, mas parece não haver ninguém, sobretudo para um dia de festa. É que a maioria das vítimas abandonou as tendas, na busca de melhores condições para celebrar o Natal.  

Quem ficou, por falta de opção, sequer encontra motivos para celebrar, tal é o caso de Amélia Langa, uma das vítimas de inundações, que ali vive há mais de 4 anos.  “Não estou a passar bem por aqui, afinal não estou na minha casa, mas é o que Deus me deu, a vida. Agradeço”. Questionada sobre os preparativos da festa de Natal, ela respondeu: “Só preparei carne e muitas outras coisas que Deus me deu”.

Sobre as lembranças do natal do passado. Ela reagiu, dizendo que a esta altura estaria reunida com a família, a mãe, sogra, mas só ficaram lembranças. Panelas no fogo e galinhas depenadas, de um lado e doutro, os jovens alimentando a vaidade, procuravam enfeitar o ambiente, mas a nuvem da miséria era mais forte.

Famílias que só conseguiram arranjar verduras para passar refeições, no lugar do “habitual” banquete de carnes, doces e salgados.  Na sua tenda vivem sete pessoas. A idosa conta que tem sido assim nos quatro anos que vive naquele lugar.  

Ainda que em condições precárias, o Natal deste ano vai ter um sabor diferente. De acordo com a promessa que o município de Maputo fez a estas famílias, este ano será o último em que o Natal e o final de ano será celebrado neste centro de acomodação. É que o local para reassentamento já está pronto.

De um lado o alívio, do outro a preocupação pela incerteza das datas de partida. Não é apenas quem não tem casa que não tem motivos para celebrar. Armando Mulungo tomou chá, no lugar do almoço de Natal.  Armando, igual a tantos outros moçambicanos, têm a esperança de que 2026 traga mudanças na sua vida.  

 

O Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), na Zambézia, reuniu-se esta semana com líderes comunitários da cidade e do distrito de Quelimane, com o objectivo de reforçar a segurança pública durante a quadra festiva do Natal e do fim de ano.

O encontro contou com a participação de líderes comunitários de diferentes escalões, reconhecidos pela sua influência nas respectivas comunidades, numa iniciativa que visa fortalecer a cooperação entre a polícia e a população na prevenção e combate ao crime.

Na ocasião, o comandante provincial da PRM na Zambézia, Marino Muchanga, destacou o papel estratégico das lideranças comunitárias na manutenção da ordem e segurança públicas. Segundo o dirigente, os líderes comunitários são “actores relevantes e parceiros da polícia, uma vez que vivem e dirigem as comunidades, conhecendo melhor a realidade local, o que lhes permite ter maior controlo da situação no terreno, muitas vezes antes da intervenção policial”.

Muchanga explicou ainda que o encontro teve como finalidade solicitar, de forma humilde, a colaboração das lideranças comunitárias, de modo a garantir uma ligação permanente com a corporação policial, evitando assim a ocorrência de casos criminais durante o período festivo.

Em resposta ao apelo, os líderes comunitários manifestaram total disponibilidade para colaborar com a PRM, assegurando que tudo farão para que a quadra festiva decorra sem sobressaltos. João Bernardo, líder comunitário em Quelimane, afirmou que a relação entre a polícia e a comunidade tem sido positiva, destacando a criação do policiamento comunitário como uma das estratégias eficazes para a prevenção da criminalidade.

Entretanto, as autoridades alertaram para a prática recorrente de algumas famílias guardarem dinheiro em casa durante as épocas festivas, situação que acaba por incentivar a acção de assaltantes e, em muitos casos, resultar em agressões físicas contra os proprietários.

Face a este cenário, a PRM apelou aos cidadãos que movimentam pequenas ou grandes quantias monetárias a optarem pelo depósito do dinheiro em instituições bancárias, como forma de reduzir os riscos de assaltos. “Neste quesito, estamos disponíveis para acompanhar as pessoas que queiram protecção para o banco” disse.

Os líderes comunitários saudaram a iniciativa da PRM e sublinharam a importância do trabalho conjunto, da união e da cooperação entre as lideranças comunitárias e a polícia como fatores-chave para a prevenção do crime e a resolução eficaz dos problemas de segurança pública.

O Comando Provincial da PRM reiterou que a segurança pública é uma responsabilidade partilhada e apelou à população para denunciar qualquer movimento suspeito nas suas comunidades.

A Cidade de Maputo já colocou em funcionamento centros temporários destinados a receber moradores afectados por inundações em bairros residenciais.

O anúncio foi feito pela vereadora do pelouro de Saúde e Qualidade de Vida, Alice de Abreu, em entrevista à Rádio Moçambique.

“Os centros estão preparados e prontos para acolher pessoas que necessitem de abrigo devido ao acúmulo de águas em suas residências, oferecendo condições mínimas para esse efeito. No sector da saúde, realizamos regularmente a vigilância epidemiológica e estamos reforçando este processo para prevenir doenças típicas desta época”, explicou.

Alice de Abreu acrescentou que a edilidade está a intensificar acções de prevenção e mitigação das inundações nas áreas de maior risco da capital.

Duas pessoas morreram e outras 12 contraíram ferimentos graves e ligeiros num acidente de viação ocorrido esta quarta-feira, no distrito de Zavala, na província de Inhambane.

A confirmação do sinistro, ocorrido por volta das 6h, foi dada pelo administrador de Zavala.

Segundo relatos, o semi-colectivo, que seguia no trajecto Maputo –Maxixe, tinha 19 passageiros contra a capacidade instalada de 15 ocupantes.

A Polícia de Trânsito fez-se ao local de imediato e socorreu as vítimas ao Hospital local onde recebem assistência médica.

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