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A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, felicitou Vanessa Macia pela conquista da medalha de prata na  Liga Juvenil de Karaté 2026, realizada em Harare. 

Na sua mensagem, a Primeira-Dama destaca o significado do  feito alcançado, sublinhando que a atleta escreveu uma página  inédita na história do karaté moçambicano ao tornar-se a  primeira nacional a atingir uma final da Youth League da World  Karate Federation em solo africano.

“Dirijo as minhas mais calorosas felicitações à jovem Vanessa  Macia pela brilhante conquista da medalha de prata na  Liga Juvenil de Karaté 2026, realizada em Harare, um dos mais  prestigiados eventos mundiais da modalidade para jovens  atletas”, afirma. 

A mensagem enfatiza que o desempenho da atleta, além de representar uma vitória individual, é também um motivo  de orgulho para todo o País, evidenciando o talento e a  capacidade competitiva da juventude moçambicana em  arenas internacionais. 

“O facto de se ter tornado a primeira atleta moçambicana a  alcançar uma final da Youth League da World Karate Federation  em África constitui um marco histórico e uma clara  demonstração do valor e da determinação da nossa juventude”,  sublinha. 

A Primeira-Dama assinala ainda o facto de o resultado  alcançado ter permitido à atleta integrar o ranking oficial  internacional da modalidade, num contexto altamente  competitivo que reuniu mais de 200 atletas provenientes de  cerca de 34 países. 

“A sua entrada no ranking internacional reforça o reconhecimento do seu talento e a qualidade do  trabalho que vem sendo desenvolvido no karaté nacional”,  acrescenta. 

Gueta Chapo encoraja a atleta a prosseguir  com dedicação e disciplina, destacando o papel do desporto  na formação de valores e na promoção de exemplos positivos  para a juventude. 

“Que esta conquista seja apenas o início de uma trajectória  ainda mais promissora, continuando a inspirar outros jovens  moçambicanos a acreditarem nas suas capacidades e a  representarem com dignidade o nosso País”, conclui.

Os terminais interprovinciais e internacionais da cidade de Maputo registam um fluxo reduzido de passageiros nesta Páscoa. O cenário está associado ao receio de viajar devido às interrupções frequentes na EN1, devido às inundações e as longas filas na fronteira de Ressano Garcia, factores que já começam a impactar as receitas dos transportadores.

Habitualmente marcados por enchentes e intensa circulação de pessoas que deixam a capital em direcção às suas zonas de origem, os terminais apresentam agora um ambiente calmo, com poucos passageiros e longos períodos de espera. 

Nos terminais de transporte, motoristas e operadores descrevem um cenário difícil, longe das expectativas para um período que, em anos anteriores, garantia ganhos significativos. O transportador, Eugénio Abílio, relata a fraca procura desde as primeiras horas do dia. “Não há movimento nenhum. Eu cheguei aqui às 5h30… estou a seguir os carros, vou a Xai-Xai, mas o primeiro carro ainda não saiu para essa hora. Nem parece ser o Good Friday… não estamos a ter passageiros. Nem as chapas de Inhambane estão aqui retidas, por falta de passageiros. É quebra para nós, de verdade”, afirma, sublinhando que algumas viaturas são obrigadas a sair com menos de metade da sua capacidade, o que compromete seriamente a rentabilidade das viagens.

A preocupação estende-se também aos representantes do sector, que apontam a insegurança nas estradas como um dos principais factores para o afastamento dos passageiros. Raul Estevão, representante dos transportadores da Junta, explica que a situação actual está ligada a episódios recentes que afectaram a circulação. “As pessoas estão a temer essa situação, porque cada vez mais há receio de interrupções. Tem que se arranjar as estradas, porque é por onde as pessoas fazem as suas deslocações”, defende. O responsável acrescenta que muitos utentes optaram por alternativas ou simplesmente desistiram de viajar, receando ficar retidos por longos períodos, sobretudo em zonas críticas como Xai-Xai.

Do lado dos passageiros e transportadores que fazem ligações internacionais, os relatos confirmam as dificuldades, sobretudo na travessia da fronteira. Pedro Sitoe, transportador, conta que a experiência recente foi marcada por horas de espera. “Levei muito tempo na fronteira. Cheguei às duas e meia e só saí às sete e trinta. O congestionamento é mesmo do lado sul-africano para entrar em Moçambique”, explica, acrescentando que, apesar de algumas medidas de alívio, como a criação de vias alternativas, o processo continua lento. A situação é confirmada também por passageiros como Jaime Oliveira, que descreve uma viagem marcada por atrasos e incertezas. “Está difícil… pode-se levar muito tempo para chegar. Até agora muitas pessoas ainda estão lá. Atrás está péssimo”, relata, referindo-se às condições enfrentadas ao longo do percurso.

Até ao fecho desta reportagem, às 12 horas desta sexta-feira, o fluxo mantinha-se reduzido, com a saída e entrada de menos de 15 transportes de passageiros, entre autocarros e mini-buses. Na Junta, apenas um autocarro havia partido com destino à Beira, enquanto outras viaturas seguiam, de forma intermitente, para diferentes pontos do país e para a África do Sul. Raul Estevão reforça que o contraste com anos anteriores é evidente. “Nos anos com movimento, poderiam ter saído mais de vinte ou trinta carros pequenos, e dois ou três grandes. Mas hoje, das sete até às dez, só entraram quatro viaturas. Normalmente, há muitos carros a entrar da África do Sul, mas agora não temos passageiros do lado”, explica.

No terminal da Baixa, apesar de algumas partidas registadas ao longo da manhã, o silêncio substitui o habitual movimento intenso da Páscoa.

Apesar das dificuldades, prevalece ainda a esperança de uma recuperação gradual do movimento nos próximos dias, à medida que se aproxima o auge das celebrações festivas.

A Primeira Dama da República visitou, ontem, pela primeira vez, o mercado Estrela na cidade de Maputo. 

Gueta Chapo interagiu com os jovens vendedores de um dos maiores mercados informais do país, inteirando-se das suas condições de trabalho. Gueta Chapo manteve contacto directo com diversos jovens que desenvolvem actividades comerciais no local, tendo escutado as suas preocupações, desafios e

expectativas em relação ao futuro dos seus negócios.

A visita da esposa do Presidente da República visa reforçar o apoio ao empreendedorismo juvenil como via de inclusão económica.

O Mercado Estrela é um importante espaço de sobrevivência económica para numerosos jovens e famílias de baixa renda, funcionando como um centro dinâmico de comércio informal e geração de rendimentos.

O ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, lançou esta quinta-feira a sua mais recente obra literária intitulada Repensar o Desenvolvimento Económico e o Papel do Estado. O livro propõe um olhar sobre os dilemas, desafios e tendências do crescimento económico do país. O evento teve lugar no campus da Universidade Pedagógica de Maputo e contou com a presença do Presidente da República de Moçambique.

Entre capítulos e páginas, Salim Valá relança um desafio: repensar o desenvolvimento económico e o papel do Estado. O maior palco não poderia ser outro senão o auditório Paulo Guedes, da Universidade Pedagógica de Maputo, para acolher o lançamento da oitava obra de um governante, que despiu o poder para questionar e propor caminhos. Coube ao prefaciador da obra quebrar o gelo e, num ambiente que contou com a presença do Presidente da República, sintetizar em poucas palavras o pensamento desenvolvido por Vala ao longo de mais de 300 páginas.

“Prova-nos que este livro é um acto de arrojo intelectual, porque pensar é também expor-se e ele expõe-se de forma muito natural. Também recorda o autor uma cultura de dependência alimentada por ajuda externa e pela expectativa de riqueza fácil, baseada nos recursos naturais, que limitaram, de alguma forma, o dinamismo interno.” Seguiram-se as apresentações.

Entre humor e reflexão, João Pereira destacou ideias, desafios e propostas para o desenvolvimento económico do país. “Para Vala, repensar hoje a relação entre o Estado e a economia significa aceitar que o Estado é parte da solução e não apenas um mal necessário. Não se trata, para Vala, de ter um Estado que seja simplesmente fazedor de boas e compreensivas políticas de estratégia económica, mas de um Estado que tenha competência técnica”, explicou o académico.

Repensar o Desenvolvimento Económico e o Papel do Estado, de Salim Valá, propõe um olhar sobre dilemas, desafios e tendências. Para o economista Ibraimo Mussagy, a obra convida à reflexão sobre um crescimento que não se esgota nos indicadores do PIB.

“O desejado não gravita somente na quantificação do PIB, produto interno bruto; gravita em torno de questões tais como crescer para quê, crescer como, quais os determinantes e crescer para quem”, salientou.

Feitas as apresentações, coube ao autor revelar as motivações que deram origem à obra, destacando seis lentes que orientaram a sua análise e visão sobre o desenvolvimento.

“O crescimento sem diversificação, sem inclusão e sem transformação estrutural não leva ao desenvolvimento, mas pode conduzir à ilusão estatística. Esta é a primeira nervosidade. A segunda é que, sem capacidade institucional, sem um Estado forte, empreendedor e meritocrático, qualquer estratégia de desenvolvimento pode ficar apenas no papel”, explicou o autor.

Presente no evento e atento às intervenções, o Chefe de Estado também comentou o pensamento de Vala, antes de elogiar a obra e o seu contributo para o debate sobre o desenvolvimento.

“É um livro que traz uma contribuição extremamente importante para o nosso processo de desenvolvimento e, sobretudo, porque o professor Salim Valá faz questão de estabelecer uma grande diferença entre o crescimento e o desenvolvimento, mostrando de forma clara e inequívoca ao longo do livro que, durante os nossos 50 anos de independência, fomos registando alguns sinais de crescimento, mas aquilo em que nos devemos concentrar é, sem dúvidas, o desenvolvimento”, frisou o estadista.

Numa tarde marcada pela convergência de ideias e personalidades em torno do desenvolvimento, a música e a sessão de autógrafos encerraram o evento.

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem à  comunidade cristã moçambicana por ocasião da celebração  da Sexta-Feira Santa, assinalando a importância espiritual e os  valores universais que a data representa. 

Na sua mensagem, o Chefe de Estado destaca que a Sexta-Feira  Santa evoca a crucificação e morte de Jesus Cristo, constituindo  um momento central da fé cristã e de profunda reflexão no  âmbito da Semana Santa. 

“A Sexta-Feira Santa convida-nos à reflexão sobre os valores do  sacrifício, do amor ao próximo, do perdão, da fraternidade e da 

solidariedade, que devem continuar a orientar a nossa conduta  individual e colectiva”, refere o Chefe de Estado, dirigindo-se aos  fiéis. 

Num outro momento da sua mensagem, o Presidente da  República sublinha a importância do tempo quaresmal como  período de preparação espiritual. 

“Caras irmãs, caros irmãos,  depois de terem percorrido o tempo quaresmal, como um tempo  favorável e dias de salvação, tempo de graça, de silêncio  interior, de reconciliação, de conversão sincera e de retorno ao  coração de Deus, que o Senhor vos conceda a graça de trilhar o  caminho do Calvário, guiados pelo objectivo pastoral”. 

A mensagem presidencial sublinha ainda que “estes valores são  fundamentais para o fortalecimento da coesão social, da paz e  da convivência harmoniosa entre todos os moçambicanos”. 

O Presidente Daniel Francisco Chapo reconhece o papel das  igrejas na promoção da paz, da reconciliação e da assistência  social às comunidades, referindo que estas continuam a  desempenhar um papel relevante na construção de uma  sociedade mais justa, solidária e inclusiva. 

Na sua mensagem, o Chefe de Estado apela igualmente à união  e ao reforço da esperança, encorajando os cidadãos a  manterem-se firmes perante os desafios do país. “Que esta data  nos inspire a renovar o nosso compromisso com a unidade  nacional e com a edificação de um Moçambique cada vez mais  próspero e em paz”. 

O Presidente da República conclui desejando que a celebração  da Sexta-Feira Santa decorra num ambiente de reflexão,  solidariedade e fraternidade entre todos os moçambicanos.

Cerca de 2,6 quilómetros de estradas começam a ser reabilitados a partir desta quinta-feira, na cidade de Nampula, numa iniciativa que visa melhorar a mobilidade urbana e as condições de circulação rodoviária.

As obras incidem sobre a Avenida 25 de Setembro, uma das principais vias da cidade, e estão avaliadas em mais de 150 milhões de meticais, financiados pelo orçamento municipal.

Apesar de a estrada ser da responsabilidade da Administração Nacional de Estradas (ANE), o município decidiu avançar com a intervenção, alegando a necessidade urgente de melhorar o estado da via.

O edil de Nampula, Luís Giquira, justificou a medida como sendo essencial para responder às preocupações dos munícipes e garantir melhores condições de transitabilidade.

Entretanto, a iniciativa é recebida com expectativas, mas também com reservas por parte dos residentes, que exigem maior qualidade na execução das obras.

“Queremos que, desta vez, o trabalho seja bem feito, porque muitas estradas que foram reabilitadas anteriormente não duraram”, referiram alguns munícipes.

Para além da Avenida 25 de Setembro, os cidadãos apontam a via que dá acesso ao bairro de Muahivire como uma das mais degradadas da cidade, questionando os critérios utilizados na selecção das estradas a beneficiar de intervenções.

“Existem outras vias em estado crítico, como a de Muahivire, que também precisam urgentemente de reabilitação”, acrescentaram.

Com esta empreitada, as autoridades municipais esperam melhorar a fluidez do tráfego e reduzir os constrangimentos enfrentados diariamente pelos automobilistas e peões, numa das cidades mais movimentadas do Norte do país.

Um total de 184 famílias camponesas do distrito do Búzi, na província de Sofala, começou a receber equipamentos de irrigação, sementes e fertilizantes, numa iniciativa destinada a apoiar a recuperação da produção agrícola após as inundações que destruíram culturas no mês de Fevereiro.

A actual campanha agrária decorre sob fortes desafios impostos pelas mudanças climáticas, que, desde finais do ano passado, têm provocado cheias e inundações em várias regiões da província. Em Búzi, a situação resultou na perda significativa de culturas, comprometendo o sustento de centenas de famílias.

Para mitigar os impactos, o Governo, em coordenação com parceiros nacionais e internacionais, implementou um programa de apoio focado no desenvolvimento de cadeias de valor estratégicas em cinco distritos de Sofala.

A iniciativa visa promover meios de subsistência mais resilientes, produtivos e rentáveis para os pequenos produtores.

No âmbito deste programa, que conta com o envolvimento da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze e outros parceiros, os beneficiários receberam insumos agrícolas após participarem em sessões de capacitação voltadas para a melhoria da produção de culturas como milho, arroz, amendoim, couve, alface, tomate e cebola.

Segundo os camponeses, o acesso aos equipamentos de irrigação representa uma mudança significativa nas suas condições de trabalho.

“Na verdade, o nosso trabalho era muito difícil, porque fazíamos regas à mão, e isso fazia com que algumas culturas secassem. Muitas vezes, éramos obrigados a pedir emprestado uma motobomba”, relatou José Tambara, camponês de Búzi.

“Estou muito feliz por ter esta motobomba, porque antes nada fazíamos sem ela. Dependíamos da água da chuva, mas agora já não vou depender”, afirmou Albertina João, também beneficiária.

A Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze destacou que a irrigação continuará a ser uma das principais apostas para dinamizar o sector agrário e aumentar a renda dos produtores.

“Os pequenos produtores que receberam os kits de irrigação terão assistência técnica garantida pela equipa do programa Mangwana, nomeadamente na montagem dos sistemas de rega, para assegurar o bom funcionamento dos equipamentos”, garantiu o director-geral da instituição, Celso da Cunha.

Por sua vez, o governador da província de Sofala, Lourenço Bulha, sublinhou o impacto mais amplo da iniciativa, indicando que a região passa a contar com cerca de dois mil beneficiários directos e 14 micro, pequenas e médias empresas apoiadas com insumos e equipamentos agrícolas.

“A partir de hoje, os produtores carregam uma grande responsabilidade: contribuir para a segurança alimentar e o fortalecimento da nutrição nas comunidades, bem como tornar a agricultura mais rentável, resiliente e sustentável, criando mais postos de trabalho ao longo das cadeias de valor”, afirmou.

Os beneficiários comparticiparam com cerca de 5% do custo dos meios de produção, adquiridos junto de fornecedores locais. A iniciativa está avaliada em mais de 10 milhões de meticais e é financiada pelo Reino dos Países Baixos.

A província de Inhambane tornou-se palco de um momento decisivo para o futuro da juventude moçambicana, com a abertura oficial do Seminário Regional do CIADAJ, zona Sul, dirigida pelo ministro da Juventude e Desporto, Caifadine  Manasse.

O evento reúne administradores distritais, membros do Governo, parceiros de cooperação e representantes da sociedade civil, num esforço conjunto para alinhar estratégias e acelerar respostas aos desafios que afectam adolescentes e jovens no País.

Na sua intervenção, Manasse foi peremptório ao afirmar que o Governo liderado por Daniel Chapo quer que a juventude esteja no centro da acção governativa, desafiando os líderes locais a transformarem políticas públicas em resultados concretos e mensuráveis ao nível dos distritos.

A abertura do seminário marca o reforço do Comité Intersectorial de Apoio ao Desenvolvimento de Adolescentes e Jovens (CIADAJ) como um instrumento-chave de coordenação multissectorial, capaz de garantir uma abordagem integrada nas áreas de emprego, educação, inclusão social e empoderamento juvenil.

Num contexto em que milhares de jovens entram anualmente no mercado de trabalho, o governante alertou para a necessidade de acelerar soluções inovadoras, apostando na formação, no empreendedorismo e na economia digital como caminhos para transformar desafios em oportunidades.

O encontro, que decorre sob o lema da acção coordenada e orientada para resultados, representa um passo firme rumo à construção de um Moçambique mais inclusivo, dinâmico e centrado na sua juventude.

Acompanhado pela  secretária de Estado da Juventude, Emília Chambalo Araújo,  e do secretário permanente, Júlio Mendes, o dirigente participa no Seminário Regional Sul do CIADAJ, um espaço de alto nível que reúne administradores distritais para debater soluções concretas e sustentáveis para os desafios que afectam adolescentes e jovens em Moçambique.

O evento destaca temas estruturantes como a implementação da Política da Juventude 2024–2033, o emprego jovem, o associativismo juvenil e o aproveitamento do dividendo demográfico, apontados como pilares essenciais para acelerar o desenvolvimento inclusivo.

Para além do seminário, a agenda do ministro inclui encontros com o Governo Provincial, bem como acções de monitoria e avaliação de programas de empoderamento juvenil, reforçando a necessidade de resultados concretos e impacto directo na vida dos jovens.

Com esta visita, Inhambane afirma-se como um polo estratégico de reflexão e acção, onde ideias ganham força e se traduzem em políticas capazes de moldar um futuro mais promissor para a juventude moçambicana.

Os beneficiários do Fundo de Desenvolvimento Local (FDEL) no município de Chimoio, em Manica, afirmam que os valores disponibilizados para os seus projectos são inferiores aos solicitados, embora reconheçam que o financiamento, ainda que reduzido, representa uma oportunidade para iniciar ou expandir os seus negócios.

No total, o município de Chimoio aprovou 246 projectos de geração de renda, maioritariamente submetidos por jovens que pretendem investir nos sectores da agricultura, pesca, pecuária e comércio. Para o efeito, estão disponíveis cerca de sete milhões de meticais.

Entre os beneficiários está Diana Silva, que apresentou um projecto de criação de frangos. Apesar de ter solicitado um financiamento de 100 mil meticais, recebeu apenas 30 mil meticais. 

Ainda assim, Diana Silva mostra-se optimista quanto ao arranque da iniciativa, assim que o valor estiver na sua conta, até porque vai permitir ultrapassar desafios do empreendedorismo.

“Já é uma ponte de saída, já é algo para começar e acredito que haverão desafios no sentido de reajuste naquilo que tive, tentar se adequar ao valor disponível”, afirmou.

Também Carlitos Joaquim vê no fundo uma oportunidade para investir na piscicultura, explorando as águas do rio Tembwe. O seu projecto previa um investimento de 76 mil meticais, mas deverá receber cerca de 25 mil, o que o obriga a redimensionar o plano inicial.

“Queria fazer um projecto um pouco maior, mas segundo o valor que vou ter, vou me esforçar em fazer o projecto de acordo com o valor disponível”, explicou.

A edilidade de Chimoio justifica a redução dos montantes com a necessidade de abranger um maior número de beneficiários, assegurando, ao mesmo tempo, que os projectos aprovados sejam efectivamente implementados. Para tal, os mutuários estão a receber formação em gestão de projectos.

As autoridades municipais alertam ainda para a necessidade de responsabilidade na utilização dos fundos. Segundo João Ferreira, os beneficiários que não procederem ao reembolso poderão ser excluídos de futuras oportunidades de financiamento.

“A pessoa que falhar não vai nunca mais concorrer para mais alguma coisa, quer seja do FDEL ou de outros programas. Também vamos controlar de perto para ver o que foi feito”, advertiu.

O município refere que pretende financiar todos os projectos submetidos, sendo que aqueles que não avançaram nesta fase poderão ser reavaliados em futuras edições do programa.

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