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ENH lança prémio jornalístico 2026 

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, ENH, lançou, esta quinta-feira, o Prémio Jornalístico ENH 2026, uma iniciativa que visa distinguir os melhores trabalhos nas categorias de

ENH lança prémio jornalístico 2026 

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, ENH, lançou, esta quinta-feira, o Prémio Jornalístico ENH 2026, uma iniciativa que visa distinguir os melhores trabalhos nas categorias de

Ossufo Momade vai deixar a liderança da Renamo ainda este ano. A informação foi avançada por Hermínio Morais, porta-voz da reunião nacional de generais e oficiais superiores da Renamo, evento que tem lugar na cidade de Chimoio, província de Manica.

A Renamo vive um clima de tensão interna com a figura de Ossufo Momade no centro das atenções, onde não colhe consensos para a liderança do partido. Esta quinta-feira, Momade juntou na mesma sala generais e oficiais superiores da Renamo com vista a buscar entendimento antes da realização do congresso a ser antecedido pela reunião de conselho nacional.

“Nós fomos pela via do diálogo, conversamos com as pessoas que têm vindo a encerrar as sedes e fizemos ver a esses indivíduos que era necessário que estivéssemos juntos e deixarmos as sedes funcionarem na sua plenitude (…) Nós queremos que, ainda este ano, seja realizado o congresso, mas antes disso, tem que se realizar o conselho nacional ainda neste ano”, avançou Hermínio Morai

A tão contestada figura da Renamo prefere abandonar o cargo, segundo avançou o porta-voz do encontro.

“Ossufo Momade voltou a repisar ontem que ele não vai ser candidato, ele quer deixar o poder ainda neste ano. São Palavras de Ossufo Momade”, garantiu. 

Refira-se que as divisões na Renamo levaram ao encerramento de algumas sedes do partido. Em alguns pontos do país, o desentendimento chegou a desembocar em sessões de pancadarias e queima de distintivos do partido com a cara de Ossufo Momade.

O Governo moçambicano está ciente do carácter cíclico e cada vez mais intenso dos eventos climáticos que assolam o País, causados por ciclones, chuvas, inundações e secas na sua acção governativa e continua a apostar na adopção e implementação de medidas e acções que concorram, entre outros, para a construção de infra-estruturas resilientes às mudanças climáticas, tais como edifícios públicos, estradas, pontes, linhas de transmissão de energia, sistemas de abastecimento de energia, entre outros.

A informação foi tornada pública nesta quarta-feira, na Assembleia da República, pela primeira-ministra do País, Maria Benvinda Levi, durante a sessão de informações do Governo, em resposta às perguntas feitas pelas quatro bancadas parlamentares, nomeadamente Frelimo, Podemos, Renamo e MDM, sublinhando que a aposta do Executivo inclui a reabilitação e construção de barragens, represas, diques, sistemas de drenagem no âmbito da gestão dos recursos hídricos, assim como a modernização da rede nacional de estações hidroclimatológicas.

Respondendo a uma pergunta da bancada parlamentar da Frelimo relativa à avaliação global do estado sobre a situação das cheias e inundações ocorridas no presente ano, incluindo os seus impactos, Levi referiu-se ao fortalecimento do sistema de aviso prévio e reforço da capacidade de prontidão e de resposta aos desastres naturais, permitindo que, em tempo útil, a população esteja informada e precavida das intempéries; e ao reforço do mapeamento das zonas de risco de ocorrência das calamidades e reassentamento das populações em zonas seguras.

“Neste momento, o Governo está a finalizar a elaboração do Plano de Reconstrução Pós-Cheias 2026 que visa assegurar, a médio prazo, a recuperação da capacidade produtiva, reconstrução definitiva e resiliência das infra-estruturas económicas e sociais destruídas, assim como a restauração dos meios de subsistência das populações, de entre outros”, disse a primeira-ministra moçambicana.

Segundo a governante, relativamente à resposta de emergência, o Governo assegura, de entre várias, a reposição da transitabilidade de várias vias de acesso, sendo de destacar os troços na Estrada Nacional nº.1, 3 de Fevereiro–Incoluane, Baixa de Nguluzane (Xai-Xai) e Rio Save–Muxúnguè, possibilitando a retoma da ligação do Norte ao Sul do nosso país.

Mas também assegura o restabelecimento de energia eléctrica em todos os distritos afectados da província de Gaza; a disponibilização de tendas-escolas e kits de alunos para garantir a retoma do ensino, onde as salas de aulas foram parcial ou totalmente destruídas nas províncias de Maputo, Gaza e Sofala.

Igualmente, falou do restabelecimento de serviços de atendimento hospitalares em 205 unidades sanitárias de um universo de 302 que foram afectadas pelas chuvas e inundações e a distribuição de talhões no âmbito do reassentamento em zonas seguras.

Relativamente à reabilitação das infra-estruturas hidráulicas estratégicas, Benvinda Levi disse que o Governo tem vindo a mobilizar investimentos do sector público e privado, assim como a encorajar o estabelecimento de parcerias público-privadas para assegurar a construção, de entre outras, das barragens de Moamba Major, no rio Incomáti; Mapai, no rio Limpopo e Revúbuè, no rio Zambeze, bem como a construção de sistemas de protecção e diques em Chókwè, Xai-Xai, Ilha Josina Machel, Nova Mambone, Caia, Marromeu e Nante.

“É nossa convicção que, com a implementação destas e outras acções, estamos a criar condições para que o nosso país seja, cada vez mais, seguro e resiliente às calamidades naturais, tanto ao nível das comunidades, da economia e das infraestruturas económicas e sociais”, afirmou a primeira-ministra.

Abordando a questão colocada pela bancada parlamentar do PODEMOS inerente ao conteúdo do Decreto n.º 75/2014, de 12 de Dezembro, que aprovou o primeiro Regulamento de Controlo de Tráfego de Telecomunicações no país, Maria Benvinda Levi sublinhou que, com este instrumento, o Governo actualizou e reforçou um regime já existente.

“Ao rever o Decreto n.º 38/2023, em 2025, o Governo tinha como objectivo principal reforçar a clareza procedimental, os critérios de actuação e as garantias legais aplicáveis, introduzindo com ênfase o judiciário como o legitimador das actuações do Instituto Nacional de Comunicação de Moçambique (INCM), autoridade reguladora do sector”, afirmou.

A governante acrescentou que o Decreto n.º 48/2025, de 16 de Dezembro, deve ser compreendido no quadro mais amplo da consolidação da soberania digital do Estado e do reforço da confiança no ecossistema das telecomunicações, estabelecendo mecanismos técnicos e jurídicos que permitem prevenir e mitigar riscos concretos, sem comprometer o objectivo estratégico de expansão da conectividade e da inovação tecnológica no nosso país.

Levi frisou que o Governo está comprometido e engajado no desenvolvimento, respeito e defesa dos Direitos Humanos, com especial destaque ao direito à vida e ao exercício das liberdades fundamentais consagradas na Constituição da República.

Respondendo a uma pergunta da bancada parlamentar da Renamo relativa à violação dos direitos humanos no país, a primeira-ministra disse que a assinatura do acordo, em Fevereiro último, visando o estabelecimento do Escritório do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Maputo, consubstancia o compromisso e a determinação do Governo em assegurar a protecção e a promoção dos Direitos Humanos no nosso país.

“A materialização prática dos direitos humanos, os quais incluem os direitos de liberdade e de igualdade, é da responsabilidade de todos os moçambicanos, sem distinção de raça, expressão religiosa, cor partidária, de entre outros factores”, frisou Levi, exortando todos os moçambicanos a respeitarem as leis e as autoridades, como condição para garantia de uma vida harmoniosa em sociedade, “que é o anseio de todos nós.”

O Governo regressa, nesta quinta-feira, para responder às perguntas de insistência dos deputados das quatro bancadas da Assembleia da República.

A circulação rodoviária na Estrada Nacional Número Um (EN1), na ponte sobre o rio Nguluzane, na cidade de Xai-Xai, foi retomada na manhã desta quinta-feira, após uma interrupção de cerca de três horas, causada pela subida do nível das águas, que voltou a comprometer a integridade da via.

O corte de trânsito ocorreu devido à pressão do caudal sobre as extremidades da ponte, situação que levou as autoridades locais a suspenderem temporariamente a circulação por razões de segurança. Equipas técnicas do município mobilizaram-se desde as primeiras horas do dia para uma intervenção de emergência no local.

De acordo com o edil da cidade, Ossemane Adamo, os danos registados incluíram um rombo de aproximadamente 30 por cento na estrutura da estrada, na zona de encontro com a ponte, no Bairro 8, uma área particularmente vulnerável à erosão provocada pelas águas.

“Estamos aqui no rio Nguluzane, onde tivemos um rombo de cerca de 30 por cento da estrada. Interviemos logo pela manhã, por volta das 8 horas, com equipamento no terreno, fazendo a fixação da base a partir de baixo, com pedras de grande dimensão, para travar a escavação que estava a ocorrer”, explicou.

Segundo o responsável, após a estabilização inicial com recurso a enrocamento, foi feito o revestimento da superfície com material intermédio, permitindo a reabertura do tráfego cerca das 11 horas. “Reabrimos a circulação nos dois sentidos, Norte-Sul-Norte, e, neste momento, o trânsito flui normalmente”, acrescentou.

Apesar da reposição, o autarca alertou que a intervenção realizada é apenas paliativa e não garante a estabilidade total da infra-estrutura, tendo em conta a continuidade da pressão exercida pelas águas.

“A estrada ainda não está estável. Podemos ter ainda surpresas a qualquer momento, incluindo novos rompimentos. Por isso, apelamos à máxima prudência por parte dos automobilistas que transitam neste troço”, advertiu.

O edil sublinhou ainda que as equipas municipais permanecem no terreno a monitorizar a evolução da situação, não estando descartada a possibilidade de novas restrições, sejam totais ou parciais, caso se verifique agravamento das condições.

Esta é já a segunda interrupção da circulação na ponte sobre o rio Nguluzane em menos de 24 horas, reflexo da segunda vaga de inundações que continua a afectar a província de Gaza. A cidade de Xai-Xai está entre as zonas mais impactadas, com o aumento do caudal dos rios a pressionar infraestruturas críticas e a condicionar a mobilidade.

A Estrada Nacional Número Um, principal eixo rodoviário que liga o Norte ao Sul de Moçambique, assume particular importância económica e social, pelo que interrupções neste ponto representam constrangimentos significativos na circulação de pessoas e bens.

Face ao cenário actual, as autoridades reiteram o apelo à cautela, sobretudo durante a travessia da ponte, enquanto decorrem avaliações contínuas para uma solução mais duradoura que garanta a segurança da infra-estrutura e dos utentes.

Moçambique recebeu cerca de 100 mil dólares americanos, destinados à aquisição de medicamentos para o sector da saúde. A doação provém do Banco multilateral de desenvolvimento regional africano.

Numa altura em que o sistema Nacional da saúde enfrenta uma crise profunda, onde falta quase tudo para o seu normal funcionamento, o sector recebeu, nesta quinta-feira, 100 milhões de dólares de um banco regional de desenvolvimento. O valor é visto pelo ministro da Saúde como uma “lufada de ar fresco” para o sector.

“Vai permitir comprarmos aqueles medicamentos essenciais para atender a nossa população. E como sabem também, quando há emergência, há eventos de saúde pública que acontecem. Estamos com aumento de casos de malária, estamos com aumento de casos de cólera, estamos com aumento de casos de desnutrição e tal. Esta ajuda vai contribuir para nós podermos cobrir a lacuna que nós temos para aquisição de medicamentos”, disse o ministro da Saúde.

O titular da pasta da saúde reiterou a necessidade de mais investimento no sector, para responder ao crescimento demográfico.

“Por outro lado, as doenças crônicas não transmissíveis, como a hipertensão, a diabetes, o câncer, a doença renal, a doença pulmonar, exigem outro tipo de ajustes para o medicamento. Nós estamos habituados a tratar doenças infecciosas, como a malária, a tuberculose, HIV e por aí fora. E para estas doenças crônicas, o investimento é maior”, referiu.

A ministra das Finanças entende que o donativo comprova a solidez da cooperação entre Moçambique e o parceiro Africano.

“Os investimentos que já tivemos a oportunidade de ter junto ao TDB no nosso país, avaliados em mais de 500 milhões de dólares, tanto no âmbito do gás natural liquefeito, LNG, na planta flutuante, na reabilitação de infraestruturas rodoviárias na beira. Também tivemos a oportunidade de ter financiamento na parceria público-privada para a reabilitação e financiamento da companhia de Pipeline Moçambique-Zimbábue”, disse Louveira, destacando que, embora o valor fosse destinado às vítimas das cheias, o executivo decidiu direcciona-lo, na totalidade para o crítico sistema da saúde.

O TDB assegura mais financiamentos para o país.
“Continuaremos a aumentar o nosso financiamento aqui, em Moçambique, para vos ajudar a construir mais infra-estruturas resilientes, o que vai permitir que vocês possam melhor resistir a alguns desses desastres naturais que vêm. Então, sabemos que as infraestruturas têm de ser desenhadas com desastres em mente, para que elas sejam resilientes. E talvez no passado a África não tivesse isso, mas hoje, nós sabemos, como africanos, que temos de construir nossas infra-estruturas de uma forma muito resiliente”, disse Edmacio Tadece, Director executivo do Grupo TDB.

Esta doação acontece dois dias depois de o ministério da Saúde receber cerca de 86 toneladas de medicamentos e artigos médicos da Índia, com o objetivo de reforçar o sistema de saúde e suprir necessidades por seis meses.

O ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, recebeu em audiência o embaixador da Argélia acreditado em Moçambique, num encontro marcado pela vontade política de aprofundar a cooperação bilateral nos sectores da juventude e do desporto.

Durante a audiência, as duas entidades passaram em revista diversos aspectos estratégicos ligados ao desenvolvimento da juventude e à promoção do desporto, sublinhando a importância de fortalecer os mecanismos de cooperação institucional e dinamizar a implementação de projetos conjuntos de interesse mútuo.

O encontro evidenciou uma convergência de visões sobre o papel da juventude e do desporto como instrumentos de desenvolvimento social, inclusão e fortalecimento das relações entre os povos.

Na ocasião, Manasse reiterou o convite anteriormente formulado, durante a sua deslocação à Argélia, dirigido aos ministros da Juventude e do Desporto daquele país, para efectuarem uma visita oficial a Moçambique.

O objectivo da visita é aprofundar o diálogo bilateral, identificar novas áreas de parceria e consolidar iniciativas concretas de cooperação entre as duas Nações.

Por sua vez, o embaixador da Argélia manifestou satisfação pelo actual nível das relações entre os dois países, destacando o compromisso de trabalhar para que, durante o seu mandato, a cooperação bilateral alcance patamares ainda mais elevados, com resultados concretos para a juventude e o desporto.

Importa salientar que Moçambique e Argélia mantêm relações históricas de amizade e solidariedade desde o período da Luta Armada de Libertação Nacional, um legado que continua a servir de base sólida para o reforço contínuo das relações diplomáticas e da cooperação estratégica entre os dois Estados.

Moradores da Cidade de Maputo denunciam que continua o fornecimento de água turva, amarelada e com cheiro nas torneiras, um cenário que tem gerado medo de doenças e crescente indignação. Enquanto isso, as águas de Moçambique asseguram que a coloração resulta da época chuvosa e não representa risco para a saúde.

A reportagem do “O País” percorreu três bairros da capital, Inhagoia, FPLM e Polana Caniço A, onde constatou, no terreno, um cenário que contraria os padrões básicos que definem a água potável. De acordo com critérios universalmente aceites, a água própria para consumo humano deve ser incolor, inodora e sem sabor. Contudo, o que sai das torneiras apresenta coloração acastanhada, turvação visível e cheiro desagradável.

Em Inhagoia, um dos bairros mais afectados, os moradores descrevem uma realidade alarmante e angustiante, “a água sai toda com sujidade, até temos medo de beber essa cor de água (…) sai um pouco amarelado, com um bocadinho de matope, mas depois deixa a matope pra baixo e fica água em cima com amarelado”, relatou um residente, evidenciando o nível de impureza visível no líquido.

A preocupação não se limita apenas à aparência da água, mas estende-se aos riscos para a saúde. Muitas famílias dizem temer o surgimento de doenças associadas ao consumo de água imprópria, sobretudo entre crianças e idosos.

No bairro FPLM, a indignação é expressa em tom de revolta e desespero. “A água que sai é suja, será que ficam felizes ou é para morrermos, não sabemos. A água cheira de verdade, não conseguimos consumir”, afirmou Clézia Jorge, uma das residentes afectadas, que questiona a segurança do abastecimento.

Na Polana Caniço A, o cenário repete-se, com relatos de problemas de saúde associados ao consumo da água. Amélia Machava descreve os sintomas enfrentados por algumas famílias, “depois já consumir com dificuldade… porém, a diarreia, dor de barriga…”

Sem garantias de qualidade, os moradores são obrigados a procurar alternativas para garantir o acesso à água. Muitos recorrem a furos ou optam por comprar água, o que aumenta significativamente os custos mensais e agrava a já difícil situação económica das famílias.

Ainda assim, o acesso a essas alternativas nem sempre é fácil. Em alguns casos, surgem conflitos entre vizinhos, sobretudo quando há partilha de água. “Quando vais pedir água, os que têm água da Católica dizem que vão cortar o fornecimento… não apanhamos água. Vamos pedir no mercado, há quem tem água dos furos”, contou Leia Gabriel, residente no bairro FPLM.

Além do consumo, a qualidade da água afecta outras actividades básicas do quotidiano, como cozinhar e lavar roupa. “Para lavar roupa, se for branca, vai sujar, deixa com nódulos… e para cozinhar também não dá, porque mesmo cozinhando pode prejudicar”, relatou outra moradora de Inhagoia, evidenciando o impacto directo na vida doméstica.

Entretanto, a empresa Águas de Moçambique assegura, em comunicado, que a água fornecida não representa perigo para a saúde pública. Segundo a entidade, a alteração na coloração está associada à época chuvosa e a ajustes operacionais no processo de tratamento da água.

“Durante o ajuste operacional do processo de tratamento, a água distribuída apresentou alterações na coloração acima dos valores normativos estabelecidos. Importa clarificar que estes parâmetros são de natureza estética e não representam risco para a saúde pública, sendo que a desinfecção foi assegurada em toda a cadeia de tratamento, não tendo sido comprometida a segurança sanitária da água”, refere o comunicado.

Apesar das garantias oficiais, a explicação não convence os consumidores, que continuam a questionar a qualidade do serviço prestado e a transparência das informações divulgadas. A desconfiança aumenta à medida que o problema persiste sem solução visível.

Outro ponto de tensão prende-se com o custo do serviço. Mesmo com a qualidade da água em causa, os moradores afirmam que as facturas continuam elevadas, o que agrava ainda mais a insatisfação. “Nós cansamos de reclamar… não tem uma factura de 500, são 700, 800, mil ou mil meticais para cima”, denunciou Clézia Jorge, acrescentando que muitos residentes já ponderam abandonar o sistema formal de abastecimento.

A possibilidade de desvinculação do sistema surge como forma de protesto e tentativa de encontrar alternativas mais seguras, embora nem todos tenham condições para tal. A sensação de insegurança é generalizada entre os moradores. “Não estamos seguros”, resumiu um residente de Inhagoia, reflectindo o sentimento colectivo de incerteza.

Para muitos, a situação ultrapassa a questão estética e coloca em causa direitos básicos, como o acesso à água potável e à saúde. Enquanto isso, as Águas de Moçambique garantem que a situação tende a normalizar com o fim dos impactos da época chuvosa.

A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) e a Embaixada da Suécia, em Maputo, promoveram hoje, uma “mesa-redonda”, dedicada ao tema “Avanço dos Direitos das Mulheres, Proteção e Segurança Sensível ao Género em Moçambique.” 

 A mesa-redonda, organizada no âmbito do Mês da Mulher em Moçambique, teve como objectivo aprofundar a compreensão partilhada sobre a forma como os direitos das mulheres se articulam com os direitos humanos, a segurança nacional e a resiliência comunitária em Moçambique. Os participantes analisaram os impactos dos conflitos, do extremismo violento e dos choques climáticos sobre mulheres e raparigas, em particular na região do Norte do país.

Paralelamente, visou reforçar a coordenação e o diálogo entre actores militares, instituições civis e parceiros internacionais no domínio da protecção com perspectiva de género e da construção da paz.  

 Nesta iniciativa, foram identificadas acções práticas, que promovem a participação das mulheres em iniciativas de segurança, paz e recuperação, e culminou na formulação de recomendações concretas alinhadas com o tema do Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março de 2026: “Direitos, Justiça e Ação para Todas as Mulheres e Raparigas”. 

 Estiveram presentes no evento, elementos das Forças Armada de Defesa de Moçambique (FADM), diversos estados-membros da União Europeia, agência das Nações Unidas e Organizações da Sociedade Civil, incluindo organizações lideradas por mulheres. 

 A EUMAM MOZ esteve representada pelo Tenente-Coronel Dominik Horn, Assessor de Género, acompanhado por elementos da Missão, e a Embaixada da Suécia pelo Embaixador Andrés Jato, reforçando desta forma, o compromisso da União Europeia com a integração da perspetiva de género nas suas atividades. 

Os transportadores da província de Sofala queixam-se de interferência negativa de alguns concorrentes estrangeiros, que operam de forma ilegal, definindo  os preços no mercado,  o que pode levar os associados a falência.  Os mesmos  optam pela prática de pagamentos em numerário,  cujas divisas não passam pelo Banco Central. 

De acordo com a Associação dos Transportadores Rodoviários de Carga de Sofala (ASTROS), os transportadores nacionais cada dia que passa estão a perder o poder de decisão.

O presidente da ASTROS, que falava no final de um encontro dos associados com objectivo de encontrar soluções aos desafios que a classe enfrenta actualmente, explicou que este facto acontece porque o sector está infestado de transportadores estrangeiros desonestos.

A Associação dos Transportadores Rodoviários de Carga de Sofala indicou  que há outros problemas que contribuem para fragilizar a classe, nomeadamente a emissão de permit.

A Associação dos Transportadores Rodoviários de Carga de Sofala terminou chamando atenção ao Governo para se relacionar com os mesmos como parceiros fundamentais na cadeia logística.

Está novamente interrompida, desde às 9 horas desta quinta-feira, a  circulação na Estrada Nacional Número Um (EN1), na zona de Nguluzane, em Xai-Xai, na província de Gaza, na sequência do transbordo do Rio Limpopo. Trata-se do segundo corte em menos de 24 horas.

A EN1 encontra-se, desde as 9 horas, desta quinta-feira,  intransitável. Segundo o presidente do Conselho Municipal de Xai-Xai, Ossemane Adamo, o corte da via resultou da força das águas, que provocaram o agravamento de uma  infra-escavação  nas margens. 

“A cidade enfrenta uma nova vaga de inundações, provocada pela subida do caudal do rio Limpopo,  por isso, desta a via está interdita para dar lugar a trabalhos de reparação do rombo provocado pela corrente”, avançou o edil Ossemane Adamo.

As águas ganharam terrenos na baixa, elevando para 10 o número de bairros alagados.

O número de afectados  continua a aumentar. De acordo ossemane Adamo, mais de 5 mil  pessoas já abandonaram a cidade,  enquanto mais de  10 mil pessoas  permanecem nas áreas de risco.

O presidente do Conselho Municipal reforça apelos para a imediata saída das famílias que ainda se encontram na zona baixa. 

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