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O Ministério da Educação esclarece que não vai abolir o curso nocturno, este ano,  mas sim, de forma gradual. As direcções de Educação deverão, nos próximos dias, indicar as escolas ainda em condições de continuar com o turno nocturno e as com capacidade de adoptar o ensino a distância.

O Ministério da Educação chamou a imprensa, esta quarta-feira, para explicar que não é sua intenção abolir o turno nocturno em todas as escolas do país, no presente ano lectivo. 

Entretanto, a medida entrará em vigor, de forma gradual, em algumas escolas, dependendo da avaliação que será feita  pelas direcções provinciais de Educação. 

“ O Ministério da Educação não está a encerrar o turno nocturno, está gradualmente a redimensionar. O que significa? Por exemplo, em 2026 não teremos novos ingressos na sétima classe. As escolas por si vão se encerrando à medida que não tiverem alunos. Se não tem alunos, ou melhor, tem alunos correspondentes a uma turma. Neste trabalho de redimensionamento, quando fizemos o levantamento, encontramos escolas que na nona classe, por exemplo, tem 31 alunos. Quer dizer, não fecham a nossa turma standard, que é de 50 alunos. Temos menos alunos, corremos o risco de termos uma escola com mais alunos do que professores. O encerramento do turno noturno é natural nessas escolas”, explicou Silvestre Dava, porta-voz do Ministério da Educação e Cultura.

As notícias sobre a suposta extinção do turno nocturno geraram várias controvérsias, mas Silvestre Dava explicou que ninguém é obrigado a se inscrever nesta modalidade. 

“Todos os alunos com idade igual ou inferior a 17 anos deverão ser integrados no turno diurno presencial. Os alunos com idade compreendida entre 15 e 17 anos, sublinhamos querendo, podem ser matriculados na modalidade à distância do Programa de Ensino Secundário à Distância, mediante a autorização dos seus pais ou encarregados de educação. Os alunos com 18 anos ou mais podem, igualmente querendo, matricular-se na modalidade à distância ou presencial nas escolas selecionadas. As direções provinciais de educação, incluindo os serviços de assuntos sociais da cidade de Maputo, devem proceder à indicação dos estabelecimentos de ensino que vão continuar a lecionar no turno noturno.”

Silvestre Dava esclareceu que há razões para redimensionar o curso nocturno, entre as quais, a redução de custos. 

“ Os alunos do turno noturno vêm, de ano para ano, reduzindo. E até as escolas que já encerraram no período noturno.Podemos, aqui na cidade de Maputo, dar exemplos da Escola Secundária da Polana, na Escola Secundária Josina Machel. Os efetivos do turno noturno vêm reduzindo de ano para ano. O que nós estamos a fazer é redimensionar em função dos fatores que, muito bem, enumerou de alunos e de custos, sobretudo de energia. Imagine uma escola com duas turmas a funcionar à noite. Vamos ter gastos elevados de energia e de água.”

Sobre o livro escolar, para o ano lectivo que arranca em menos de duas semanas, o Ministério garante já ter disponibilizado grande parte para as escolas. 

“ Na nossa previsão de colocar no sistema 20 milhões de livros, até dezembro último já tínhamos colocado cerca de 15 milhões. E aqui na distribuição, ou melhor, a distribuição é um processo dinâmico. Eu estou a trazer o dado de dezembro. Nos dias que correm, pode este número está ultrapassado.”

Para este ano, prevê-se a contratação de 2300 novos professores. 

 

 

As principais bacias hidrográficas do país registam níveis elevados de escoamento na sequência das chuvas intensas que se fizeram sentir nos últimos dias, tanto em território nacional como nos países vizinhos, cenário que mantém várias regiões sob vigilância reforçada das autoridades. A informação foi avançada pela Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, que acompanha de perto a evolução hidrológica em todo o país.

Segundo Isaque Felimone, daquela instituição, as bacias da região sul são, neste momento, as que inspiram maior atenção. As bacias do Maputo, Limpopo e Incomáti encontram-se em níveis de alerta, devido ao aumento significativo dos caudais provocado não apenas pela chuva local, mas também pelo escoamento proveniente de países a montante. A situação é considerada sensível, uma vez que estas bacias dependem fortemente do comportamento hidrológico fora das fronteiras nacionais.

Ainda na região sul, a bacia do Búzi apresenta igualmente níveis elevados. As estações hidrométricas de Goba e Buane estão em alerta, embora, segundo as autoridades, se encontrem numa situação relativamente mais confortável quando comparadas com outras bacias críticas do país. Apesar disso, a vigilância mantém-se ativa.

Na província de Inhambane, as bacias costeiras registaram uma subida acentuada dos níveis de escoamento devido às chuvas intensas que caíram nos últimos dias. A bacia do Inhanombe, na estação de Mubalo, atingiu o nível de alerta, situação que levou as autoridades a reforçar o acompanhamento no terreno. Ainda assim, as projeções apontam para uma possível redução dos níveis nos próximos dias, caso se confirme o abrandamento da precipitação.

Diferente é o cenário das grandes bacias internacionais, como Limpopo, Incomáti e Maputo, onde se antecipa a continuação da subida dos escoamentos. Isto porque estas bacias se desenvolvem em países vizinhos que continuam a registar chuvas intensas, o que poderá prolongar a pressão hidrológica em território moçambicano.

No caso da bacia do Save, as autoridades realizaram um sobrevoo de avaliação e constataram a presença de alguns bancos de areia, o que, para já, contribui para uma situação considerada estável. No entanto, foi registada uma onda de cheia rápida na região de Massangena, que começa agora a refletir-se a jusante. Apesar disso, a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos assegura que, neste momento, o fenómeno não constitui motivo de grande preocupação.

Ainda assim, a bacia do Save continua sob atenção especial, sobretudo porque se registaram chuvas intensas no lado do Zimbábue. A configuração geomorfológica desta bacia, descrita como arredondada, torna-a particularmente vulnerável a inundações, uma vez que vários leitos de rios convergem para o mesmo ponto. As autoridades admitem que, dentro de quatro a cinco dias, possa ocorrer uma nova onda de cheia, situação que será monitorada de forma rigorosa a partir da estação de Massangena, com foco especial no Baixo Save.

Mais a centro do país, as bacias do Púnguè e do Búzi registaram chuvas intensas nas últimas 24 horas e apresentam, neste momento, níveis hidrométricos bastante elevados. Embora se observe um abrandamento da precipitação e uma tendência geral de descida dos níveis, a situação ainda é considerada preocupante. No rio Búzi, em particular, há registo de transbordo do leito, com cenários de inundação já confirmados nas zonas de Grudja, Baixo Búzi e na vila do Búzi.

Nas restantes bacias, sobretudo na região norte do país, o cenário é mais favorável. O abrandamento das chuvas contribuiu para a descida gradual dos níveis de água, e a maioria das bacias encontra-se atualmente abaixo do nível de alerta, reduzindo o risco imediato de cheias.

As autoridades apelam à população que vive nas zonas ribeirinhas e de risco para que mantenha a vigilância, siga as recomendações dos comités locais de gestão do risco de desastres e evite atravessar rios ou zonas alagadas, enquanto se aguarda a estabilização definitiva do comportamento hidrológico em todo o país.

A cidade de Pemba já tem casos de cólera, e as autoridades de saúde apelam à população para reforçar as medidas de higiene individual e colectiva. O surto de cólera em Pemba foi confirmado pelas autoridades sanitárias na primeira sessão do Comité Operativo de Emergência de 2026.

De acordo com Edson Fernando, médico-chefe provincial de Cabo Delgado, os primeiros casos foram diagnosticados entre os dias 5 e 6 de Janeiro corrente, onde testaram três e oito casos respectivamente, dos quais seis se revelaram positivos.

“E, da investigação que foi feita pela equipa ecológica, foi possível identificar o foco de infecção, que é o acampamento unifamiliar, onde estavam concentradas cerca de 52 crianças na actividade do direito e ritos de iniciação, e, dessas 52 crianças, algumas vieram do distrito de Metuge”, explicou Edson Fernando.

Da lista que foi partilhada pelo padrinho do rito de iniciação, que estava a apoiar as crianças, algumas delas provinham da aldeia de Império, segundo deu a conhecer o médico-chefe provincial de Cabo Delgado.

A cólera em Cabo Delgado começou em Dezembro do ano passado, no distrito de Metuge, e, de acordo com Edson Fernando, neste momento, foram abertos dois centros de tratamento, sendo um em Pemba e o outro em Nanlia, em Mecúfi.

“Actualmente, encontram-se internados nesses dois centros de tratamento de cólera, sete doentes, sendo quatro a nível do centro de tratamento de cólera em Pemba e três no centro de tratamento de cólera em Nanlia”, anunciou Edson Fernando.

De acordo com o trabalho de produção de casos epidemiológicos na província de Cabo Delgado, a última semana de Dezembro foi de pico de registo de casos, e quase todos os diagnosticados foram reportados em Metuge. 

Em menos de um mês, Cabo Delgado registou 349 casos de cólera, e duas pessoas perderam a vida, devido à doença que anualmente afecta a província.

Desde o início da época chuvosa, mais de 90 pessoas perderam a vida no país, a maioria vítima de afogamentos provocados pela fúria das águas. A informação foi dada a conhecer pela Presidente do INGD, que alerta que, apesar do abrandamento das chuvas, o risco continua elevado e não há espaço para relaxamento, porque o perigo permanece à espreita.

É um cenário que se repete do Norte a Sul do país: rios a transbordar, comunidades encurraladas pela água e pessoas a arriscarem a própria vida em travessias improvisadas, num quadro que, em muitos casos, acaba em perdas humanas.

De acordo com dados apresentados pelo Instituto Nacional de Gestão de Desastres, INGD, são mais de 90 pessoas que morreram até ao momento nesta época chuvosa, com destaque para mortes por afogamentos e electrocutamentos, entre outras causas.

Depois de vários dias de chuva intensa, a precipitação deu sinais de abrandamento, mas a presidente do Instituto Nacional de Gestão de Desastres, Luísa Meque, alerta que o risco continua elevado e que o perigo permanece latente, sobretudo nas zonas ribeirinhas e de travessia.

Em Inhambane, uma das províncias mais castigadas pela quantidade de chuva registada nos últimos dias, o Governo confirma a destruição de várias habitações, mas assegura que, até ao momento, não há registo de vítimas mortais.

No distrito de Govuro, Luísa Meque deslocou-se ao local previamente preparado para funcionar como centro de abrigo, onde esteve em contacto directo com as comunidades e com os comités locais de gestão do risco de desastres, avaliando no terreno o grau de prontidão para responder a uma eventual situação de emergência.

Os dados hidrométricos até ao fim do dia de ontem indicavam que o rio Save continuava em níveis elevados na Vila Franca do Save. Ao meio dia o nível era de 4.80 metros, e voltou a baixar ligeiramente para 4.70 metros às 17 horas. 

Apesar desta oscilação, as autoridades mantêm o alerta, sublinhando que o caudal continua acima do normal e que o risco de inundações permanece elevado ao longo da bacia do Save.

 

Chuvas condicionam circulação de pessoas e bens 

As intensas chuvas que estão a cair nas províncias de Sofala, Manica e a montante, continuam a condicionar a circulação rodoviária ao longo da estrada nacional número um, entre Save e Muxúngue,  pois as águas das bacias dos rios Muari e Gorongosa a galgaram dois troços na referida rodovia e só se pode circular durante o dia. 

Tudo começou na tarde do passado domingo. Primeiro foram as águas do rio Muari que subiram drasticamente de nível, atingiram a placa da estrada e danificaram a parte sul que dá acesso a esta ponte, a ponte sobre o rio Muari, localizada na estrada nacional número um, entre Save e Muxúngue.

A ANE e parceiros locais mobilizaram-se para repor a circulação normal nesta crucial rodovia que garante a ligação entre o sul, centro e norte do país.   

Quando tudo parecia estar a retornar a normalidade eis que as águas que correm na bacia do rio Gorongosa, localizado no mesmo troço,  transbordaram  igualmente.

E a circulação de pessoas e bens está sendo feita apenas no período diurno, com elevadas atenções  e monitorado por uma equipa multissectorial liderada por elementos das forças de defesa e segurança, que indicam aos automobilistas o local certo por onde devem dirigir as viaturas.

Para a Administração Nacional de Estradas o ideal seria interditar por algumas horas a circulação do trânsito, já que o solo encontra-se encharcado e há risco de danos à estrada e à segurança de quem passa pelo local.

Contudo o delegado da ANE em Sofala disse que tem consciência que a EN1 é essencial para a comunicação rodoviária no país e entende os transtornos que essa situação pode causar.

O troço Muxúngue-Save  dado este cenário que apresenta actualmente continuará a ser monitorado pela equipa multissectorial e a circulação continuará condicionada apenas durante das seis às 18 horas.

O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique poderá bloquear total ou parcialmente o som, dados, imagem e outras comunicações, por até 48 horas, em caso de existência de indícios claros e fundamentados da prática de actos fraudulentos ou situações consideradas de “risco iminente” à segurança pública ou à ordem social. A decisão surge da aprovação pelo Governo da revisão do Regulamento de controlo de tráfego de Telecomunicações, aprovado pelo decreto 38/2023, de 3 de Julho, que autoriza a Autoridade Reguladora das Telecomunicações a bloquear redes de telecomunicações em situações consideradas de “risco iminente” à segurança pública ou à ordem social.

Para o efeito, o INCM chamou a imprensa para dizer que a medida não é nova, apenas foi aprimorada para responder ao aumento de casos de fraudes e crimes cibernéticos, bem como para salvaguardar o interesse público.

E em caso de haver bloqueios, os mesmos não podem passar de 48 horas, sem uma ordem judicial, de acordo com Edilson Gomes, director do Controle de tráfego no INCM.

A suspensão e bloqueio do som, dados, imagem e outros podem ser feitos parcial, total ou por subscritor, nos casos de existência de indícios claros e fundamentados da prática de actos fraudulentos. 

Em caso de irregularidades comprovadas e necessidade de bloqueio, o regulador deve, com antecedência, comunicar ao subscritor, embora o período prévio não esteja especificado.

Uma cidadã foi encontrada sem vida depois de ser dada como desaparecida, no município da Matola. A finada era técnica de estatística sanitária e estava no terceiro mês de gestação.

Foi dada como desaparecida na última quinta-feira, 8 de Janeiro, e a sua fotografia circulou nas redes sociais através da família, procurando o seu paradeiro. No dia 10,  os Serviços Distritais de Saúde e Acção Social da Matola deram a conhecer a morte da sua técnica de estatística sanitária – Era a Luísa Moiane.

A família da vítima, reunida no bairro do Vale do Infulene, município da Matola, continua perplexa, aguardando pelo funeral da vítima. Ninguém sabe na exactidão como tudo teria acontecido, explicam porém que  Luísa Moiane foi encontrada em uma lixeira, no Bairro Ndlavela, muito distante da sua residência, em Ngolhoza.

A vítima vivia com o marido desde o último Novembro, e foi provavelmente com ele que manteve o último contacto entre as pessoas da família. Segundo a explicação da irmã da vítima, “ele a deixou em casa preparando-se para o trabalho”. No entanto, “ele não estava muito interessado em procurar a esposa”.

Embora a convivência conjugal tenha iniciado há um passado muito recente, a família da finada fala de um relacionamento que vivia em atritos constantes. “Eles tinham brigas porque ele gostava de mulheres e uma delas, foi a casa da minha irmã, e gozou com ela”, descreveu Tamires Moiane, irmã da vítima.

Luisa Moiane, descrita como simpática e de bom trato, encontra a morte na sua primeira gestação e a sua família apela às autoridades a não cessar com as investigações. Por outro lado, a Polícia ainda não reagiu publicamente ao caso. A porta-voz da PRM na Província de Maputo falou sem gravar a entrevista que ainda estava a reunir as provas, e oportunamente fará uma comunicação.

Ataque de crocodilos faz dois mortos e três feridos graves em Chaimite, no distrito de Chibuto, em Gaza. Na sequência das chuvas fortes,  oito comunidades estão sitiadas e outras 15 mil pessoas afectadas  em Chibuto e Massingir. Há também mais de mil hectares de produção diversa alagados.

Crocodilos arrastados pelas águas das chuvas atacam e matam duas pessoas , além de feridos graves nas comunidades de  Chaimite, no distrito de Chibuto, na província de Gaza.

“Evitem aproximar-se na zona do rio, porque, neste momento, é extremamente perigoso.  Com o arrasto das águas,  os crocodilos ceifaram  duas vidas e também feriram três pessoas, na semana passada, em Alto Changane”, revelou, a administradora de Chibuto, Cacilda Banze.

Enquanto isso, milhares de vidas estão sitiadas nos distritos de Chibuto e Massingir, e enfrentam, agora, dias e noites de incerteza.

“Primeira ponte para quem sai da aldeia de Machamba para Chimangue, não há transitabilidade aqui.” alertou um residente.

O administrador do distrito de Massingir, Sérgio Costa,  destaca  que há oito aldeias isoladas devido a fúria da chuva.

“E da localidade de Mucatine, em que temos cerca de oito comunidades na condição de isolamento em relação à Vila Sede. Preocupa-nos este facto porque estas comunidades têm a Vila Sede como seu ponto principal para a aquisição de produtos alimentares, para o seu dia-a-dia.” 

Cacilda Banze, no entanto, refere  que ” a baixa que liga o Alto Changane  com Maqueze, neste momento, atravessa-se de barco. Vai ser necessário acionarmos o sistema de apoio a estas famílias, tanto em alimentação, quanto em logística. Acima de 15 mil pessoas, mas nestes momentos estamos de olho”, frisou.

Face ao drama das populações, Banze garante que estão posicionadas algumas embarcações para garantir a travessia de quem precisa, já Sérgio Costa destaca limitações para aceder às zonas isoladas.

“249 quilômetros de estrada afectados, onde a circulação é totalmente condicionada ou mesmo impossível. Este facto faz com que o Governo também não tenha capacidade para fazer assistência de vida a essas pessoas.  O distrito necessita de duas embarcações para fazer face a acções de salvamento em caso de necessidade, mas também para permitir a ligação de uma comunidade para a outra”

Mas não para por aí, além de casas destruídas, a corrente das águas invadiu e deixou um rastro de destruição nas machambas nos dois distritos.

“Estamos a contar com inundações que já nos levaram  816,5 hectares de culturas e isso nos deixa preocupados. Estamos a falar de um horizonte de 1126 produtores que estão afetados” considerou, a administradora de Chibuto.

Já em Massingir, Sérgio Costa refere  que “16 casas foram destruídas, das quais quatro destruídas totalmente e 12 parcialmente. 377 hectares inundados, destes 223 totalmente perdidos”.

Com a previsão de chuvas fortes nos próximos dias, o Governo de  Chibuto e Massingir admitem que a situação pode sair do controlo, e exigir desde retirada das famílias, comida, água e medicamentos. 

Até terça-feira, foram contabilizadas  mais de  18 mil  pessoas em situação crítica nas sequências das chuvas que caem com intensidade há 5 dias em Gaza.

A Procuradoria Provincial de Nampula diz que ainda não sabe quantas pessoas morreram nos confrontos entre a Polícia e os garimpeiros ilegais, no povoado de Maraca, distrito de Mogovolas. A instituição assegura ainda  que o caso está em investigação.

Há cerca de duas semanas, confrontos entre a Polícia e garimpeiros ilegais provocaram mortes no povoado de Maraca, posto administrativo de Yuluti, distrito de Mogovolas. Dados  não oficiais indicam  a morte de 31 garimpeiros, incluindo um agente da Polícia.

Entretanto, passados alguns  dias, a Procuradoria Provincial de Nampula diz que ainda não tem dados oficiais sobre o número de vítimas mortais, mas explica que o processo está em fase de investigação para apurar o que realmente aconteceu naquela circunscrição geográfica.

O porta-voz da Procuradoria Provincial de Nampula  refere que a situação preocupa o sector e que estão a ser tomadas medidas para evitar novos episódios de violência.

A instituição alerta que, se for confirmado o envolvimento directo de algumas pessoas  nos actos de violência, estes poderão ser punidos com  penas pesadas.

Até ao momento, não há informações correctas sobre o número de pessoas detidas em ligação com os confrontos registados em Mogovolas, um local onde é frequente actos de violência devido à ocorrência de mineiros.

A Fundação Tony Elumelu (TEF) anunciou a abertura oficial das candidaturas para o Programa de Empreendedorismo 2026, uma das mais abrangentes iniciativas privadas de apoio ao empreendedorismo em África, destinada a jovens empreendedores dos 54 países do continente. 

O programa volta a apostar no financiamento directo, formação empresarial e mentoria especializada como instrumentos para impulsionar o crescimento económico inclusivo e sustentável.

As candidaturas decorrem de 1 de Janeiro a 1 de Março de 2026 e estão abertas a empreendedores com ideias de negócio inovadoras ou empresas em fase inicial. O processo de submissão é feito através da plataforma digital TEFConnect. Os candidatos seleccionados terão acesso a cinco mil dólares norte-americanos em capital semente não reembolsável, formação empresarial intensiva, mentoria personalizada e integração na maior rede pan-africana de empreendedores.

Desde a sua criação, em 2015, o Programa de Empreendedorismo da Fundação Tony Elumelu tem registado um impacto expressivo no desenvolvimento económico e social do continente. Ao longo de mais de uma década, a Fundação já financiou mais de 24 mil empreendedores africanos, capacitou cerca de 2,5 milhões de cidadãos, contribuiu para a criação de mais de 1,5 milhões de postos de trabalho e impulsionou a geração de aproximadamente 4,2 mil milhões de dólares em receitas.

Intervindo no lançamento da edição de 2026, o fundador da Fundação Tony Elumelu e presidente do Grupo Heirs Holdings, Tony O. Elumelu, reiterou a sua convicção de que o futuro de África depende do investimento estruturado no seu capital humano. “Os empreendedores são o futuro de África”, afirmou, defendendo uma mudança de paradigma na abordagem ao desenvolvimento do continente.

Segundo Tony Elumelu, África não carece de ajuda externa, mas de investimento estratégico nos seus próprios talentos, sobretudo na juventude. “Quando capacitamos os empreendedores, criamos emprego, estimulamos o crescimento económico e transformamos positivamente as comunidades onde estes negócios operam”, sublinhou.

Para além do impacto económico, o programa distingue-se pelo seu forte compromisso com a inclusão e a igualdade de género. Actualmente, 46 por cento dos empreendedores apoiados pela Fundação são mulheres, representando uma das mais elevadas taxas de participação feminina em programas de empreendedorismo à escala continental.

A Fundação Tony Elumelu tem ainda consolidado a sua presença através de parcerias estratégicas com instituições internacionais de relevo, como a União Europeia, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Banco Africano de Desenvolvimento, a Google e o UNICEF Generation Unlimited, entre outras, permitindo alargar o alcance do programa a diferentes sectores e geografias.

Com o lançamento do Programa de Empreendedorismo 2026, a Fundação reafirma o seu compromisso com a erradicação da pobreza, a criação de emprego e a promoção de um crescimento económico inclusivo em África, apostando no talento, na inovação e no espírito empreendedor da juventude africana.

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