O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Polícia Judiciária portuguesa confirmaram que o empresário português encontrado morto no Hotel Polana, em Maputo, neste mês, cometeu suicídio. As autoridades asseguram que o corpo não apresentava ferimentos nas costas nem sinais de agressão, afastando a hipótese de homicídio ou envolvimento de terceiros.
A informação foi tornada pública, esta sexta-feira, em Maputo, durante uma conferência de imprensa conjunta, na qual foram apresentados os resultados das investigações realizadas pelas autoridades moçambicanas e portuguesas. As perícias efectuadas no local, aliadas às análises laboratoriais e à audição de testemunhas, permitiram concluir que a causa da morte foi suicídio.
De acordo com os dados avançados, o corpo do empresário não apresentava sinais de violência física. As análises toxicológicas detectaram a presença de substâncias no estômago, enquanto a perícia à arma branca utilizada revelou apenas impressões digitais do próprio malogrado. O corpo do empresário português foi encontrado na casa de banho pública do Hotel Polana, onde decorreram os principais trabalhos técnicos.
As autoridades portuguesas destacaram a abertura imediata de Moçambique, considerando que a colaboração entre as instituições foi determinante para o esclarecimento do caso e reforçou a cooperação bilateral.
Relativamente às alegadas ameaças que o empresário teria recebido antes da sua morte, as autoridades referem que não existe qualquer informação oficial que confirme essa situação, tratando-se apenas de uma publicação veiculada por um órgão de comunicação social.
Apesar da conclusão sobre a causa da morte, o SERNIC garante que continuará a investigar para apurar as motivações que levaram o empresário a tirar a própria vida.
Quaestionado sobre o rápido esclarecimento deste caso, quando comparado aos outros que até hoje, não se conhece o seu desfecho, o SERNIC limitou-se a dizer que cada processo possui características próprias e é conduzido com base em critérios técnicos e científicos.


