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Persistem dificuldades de circulação na cidade de Tete devido à degradação das vias, com prejuízos para automobilistas. O Conselho Municipal admite falta de recursos e falhas dos empreiteiros na qualidade das obras.

A degradação acentuada de várias vias de acesso na autarquia, está a gerar crescente insatisfação entre automobilistas e residentes, que denunciam dificuldades de circulação e prejuízos constantes nas suas viaturas.

Os munícipes questionam a qualidade das obras de asfaltagem, realizadas, recentemente, alegando que a sua durabilidade não ultrapassou um ano, e o caso da estrada que liga o bairro Canongola ao maior mercado grossista da província.  Outro ponto crítico é o percurso entre o Instituto de Ciências de Saúde e a Escola Castro Teófilo, no bairro Matema, o troço que parte da Shoprite até à Escola Ngungunhane, que também não foge à regra.

O Conselho Municipal da cidade de Tete, através do vereador de Infra-estruturas e Trânsito, admite limitações financeiras para a utilização de material de maior durabilidade, mas aponta falhas por parte dos empreiteiros no cumprimento dos padrões exigidos.

O vereador afirmou que decorrem trabalhos de manutenção de rotina em algumas vias de acesso, ao longo de vários bairros da cidade de Tete.

Três pessoas foram linchadas até à morte no distrito de Namacurra, na localidade de Muceliua, posto administrativo de Macuse, após serem acusadas de provocar o suposto atrofiamento de órgãos genitais em jovens. Já em Quelimane, outras sete pessoas estão em contas com a polícia por incitamento a violência. 

A Polícia da República de Moçambique já reagiu e esclarece que não há qualquer evidência que sustente as acusações, classificando o caso como resultado de boatos e desinformação.

Na cidade de Quelimane, sete jovens estão detidos, acusados de agredir fisicamente um cidadão de 55 anos, também suspeito de estar ligado à mesma prática.

Os acusados afirmam que a vítima seria responsável por casos de “atrofia do sistema genital masculino”, uma situação que, segundo explicaram, gerou pânico e culminou em agressões públicas no último domingo.

As autoridades voltam a apelar à população para evitar a disseminação de rumores e rejeitar actos de violência, lembrando que a justiça deve ser feita pelas vias legais.

Ainda neste domingo, a polícia confirmou a detenção de dois altos quadros do sector da Educação, no distrito de Mocuba, suspeitos de envolvimento na morte de uma criança e ferimento de outras, durante os jogos escolares da fase distrital.

Pelo menos 2.9 milhões de raparigas dos 12 aos 18 anos foram vacinadas contra o cancro do colo do útero no país, em 2025. A informação foi partilhada, esta segunda-feira, pelo ministro da Saúde,  que reconhece que ainda há desafios para o alcance das zonas recônditas.  

O país administra 14 vacinas de protecção contra doenças que constituem preocupação de saúde pública, uma delas, é o cancro do colo do útero.

A vacinação contra o papiloma vírus humano foi a estratégia introduzida no ano passado, pelo sector da saúde, para reduzir a incidência da doença.

“Em Moçambique, o Programa de Vacinação está operacional desde 1979, ou seja, há 47 anos que salvamos vidas através da vacinação. Durante este período, introduzimos várias vacinas para prevenção de cerca de 14 doenças de elevada importância em saúde pública. Nos últimos anos, temos estado a consolidar os ganhos no Programa Alargado de Vacinação. Analisando os resultados obtidos em 2025, gostaríamos de destacar que: implementamos com sucesso, diversas campanhas de impacto na saúde pública; vacinação contra o Papiloma Vírus Humano, para a prevenção do Cancro do colo Uterino, alcançando cerca de 2,9 milhões (correspondente a 95% de grupo alvo) de raparigas dos 12 aos 18 anos; a realização de duas rondas de vacinação de resposta a variante da pólio do tipo 2, abrangendo todas as crianças menores de 10 anos e a vacinação em resposta ao surto de Sarampo e Rubéola, alcançando cerca de 1.1 milhões de crianças menores de 5 anos nas províncias de Gaza, Maputo Província e Cidade”, explicou Ussene Isse, ministro da Saúde. 

Ainda no ano passado, foram vacinadas 3.5 milhões de pessoas em resposta à cólera e 1.2 milhões de crianças entre os 0 aos 2 anos de idade, com vista a combater a mortalidade infantil.  

“Vacinamos completamente cerca de 1.2 milhões de crianças, tendo cumprido com o plano inicialmente previsto que era de cerca de 1.162 000 crianças. Expandimos a vacina da malária para mais 8 províncias de moderada a alta transmissão, como um esforço adicional e complementar na nossa luta contra a malária”.

O ministro da Saúde falava,  esta segunda-feira,  no lançamento da Semana Africana de Vacinação.  

Na ocasião,  foram apresentados desafios que tem comprometido o alcance das metas de Vacinação, de entre os quais as dificuldades para alcançar as zonas recônditas. 

Como uma das respostas, Usseni Isse entregou equipamentos para conservação de vacinas, na província de Maputo e destacou a entrega de motorizadas. 

“Queremos igualmente apelar a todos os distritos beneficiários, o uso correcto e a manutenção regular destes equipamentos, de modo que sirvam por muito tempo aos propósitos pelos quais foram adquiridos”.

Para marcar o lançamento da Semana Africana de Vacinação, o Ministério da Saúde anunciou a introdução da vacina contra a Hepatite “B”. 

O Governo apela aos adolescentes e jovens a evitarem gravidezes precoces, uniões prematuras e o abandono escolar, destacando também a importância da prevenção do HIV/SIDA.

O apelo foi feito durante o lançamento da Semana Africana de Imunização, que decorreu na Escola Secundária da Matola. Na ocasião, falando directamente aos estudantes, o ministro da Saúde sublinhou que a juventude representa cerca de 33% da população do país, sendo uma força determinante para o desenvolvimento nacional.

Apesar disso, manifestou-se preocupado com os desafios enfrentados por este grupo, revelando que o país regista cerca de 700 mil gravidezes indesejadas, sobretudo, entre adolescentes. Alertou ainda para a necessidade de reforçar o controlo as uniões prematuras e estimular a continuidade dos estudos.

Outro ponto de destaque foi o elevado número de novas infecções por HIV, com cerca de 92 mil casos registados no país, dos quais 34 mil ocorrem entre jovens. Perante este cenário, Ussene Isse reforçou a importância da prevenção e do adiantamento do início da vida sexual.

No mesmo evento, foi lançado oficialmente na Semana Africana de Vacinação, uma iniciativa que visa reforçar a imunização e prevenir doenças. O Ministro destacou que Moçambique dispõe actualmente de vacinas contra 14 doenças, que têm contribuído significativamente para a redução da mortalidade infantil.

Entre os avanços anunciados, estão a expansão da vacina contra a malária, a introdução da vacina contra a Hepatite B e o reforço da vacinação contra a poliomielite, cólera e Mpox. O Executivo garantiu ainda a distribuição de equipamentos, como geleiras com painéis solares, para garantir a conservação de vacinas até às zonas mais remotas.

Na ocasião, foi reforçado o compromisso de não deixar nenhuma comunidade para trás, apelando também ao uso correcto dos equipamentos disponibilizados ao sector da saúde.

O evento contou com a participação de parceiros nacionais e internacionais, incluindo organizações que apoiam o programa de imunização no país, bem como profissionais de saúde, cuja missão foi enaltecida pelas autoridades.

A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) participou numa acção de limpeza da praia da Costa do Sol.

Esta iniciativa, dinamizada pela Cooperativa de Educação Ambiental Repensar, no âmbito do Dia Internacional da Terra, que se celebrou no passado dia 22 de Abril, contou com a participação de militares da EUMAM MOZ, que se juntaram a esta causa mostrando o seu compromisso com Moçambique.

A acção de limpeza da praia da Costa do Sol contou com mais de 200 participantes, e permitiu remover seis sacos de vidro partido, entre outros resíduos, da praia.

A participação da EUMAM MOZ neste tipo de atividades insere-se num conjunto de ações que visam a proteção do ambiente e a promoção de boas práticas sociais, através da colaboração e cooperação civil-militar (CIMIC) com organizações não governamentais moçambicanas e outras entidades.

O Presidente da República reafirmou a aposta em avançar com a eventual construção de um pipeline a partir do Porto de Maputo para Eswatini, com vista a aprofundar a cooperação bilateral, dinamizar a industrialização e reforçar a segurança energética na região, face ao actual contexto de instabilidade internacional.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reiterou sábado a intenção de transformar Moçambique num hub regional de exportação de energia elétrica e a possibilidade de construção de um pipeline a partir do Porto de Maputo para Eswatini. Estas prioridades estratégicas visam estreitar as relações de amizade e vizinhança, impulsionando a industrialização e a segurança energética na região face à atual conjuntura de instabilidade no Médio Oriente.

O Chefe do Estado moçambicano falava ao término da sua visita de trabalho ao Reino de Eswatini, onde participou nas celebrações do Jubileu de Rubi do Rei Mswati III. O evento assinalou os 40 anos de reinado do monarca, bem como o seu 58.o aniversário natalício, servindo de palco para discussões de alto nível sobre o futuro da cooperação bilateral.

Contextualizando a visita, o governante explicou que a presença moçambicana serviu para homenagear o percurso do Rei, que assumiu o trono em 1986. “Nós viemos a Eswatini no âmbito do convite de Sua Majestade, Rei Mswati III, por dois motivos. Primeiro, é a comemoração dos 40 anos em que ele está no trono, desde 1986, quando tinha 18 anos de idade e foi chamado — na altura ainda estava a estudar na Inglaterra — para assumir o trono depois do falecimento do seu pai; e até hoje passam 40 anos: 1986-2026”, afirmou.

Para além do simbolismo histórico, o Presidente moçambicano sublinhou a componente económica da deslocação, inserida na estratégia nacional de diversificação da economia. 

Segundo o estadista, Moçambique está a posicionar-se como uma solução para os défices energéticos que afectam os países vizinhos, através de investimentos contínuos na capacidade de produção.

Neste sentido, a energia eléctrica surgiu como o ponto central das conversações. “E falámos sobre esse aspecto de Moçambique tornar-se um hub para a exportação de energia elétrica na região, e Eswatini mostrou esse interesse porque realmente tem esse desafio. Quer industrializar Eswatini, tem investimentos em Eswatini, mas o maior desafio é energia eléctrica e a solução está em Moçambique”, esclareceu o estadista.

A agricultura foi também apontada como uma área vital para a aprendizagem mútua. O Presidente da República manifestou o interesse de Moçambique em colher ensinamentos da experiência de Eswatini neste sector, visando aumentar os níveis de produção e produtividade interna para garantir a segurança alimentar das populações.

No domínio da logística, o Porto de Maputo consolidou-se como uma infraestrutura crítica para o país vizinho. O Chefe do Estado revelou a existência de planos para optimizar o transporte de recursos vitais: “E eles acham que, havendo um projecto — por exemplo, a construção de um pipeline a partir do Porto de Maputo, que é mais próximo — fica mais fácil bombear os combustíveis para depósitos aqui em Eswatini”.

Esta necessidade de infraestruturas de transporte de combustível é acentuada pela instabilidade geopolítica global. O Presidente Chapo referiu que, “dada a conjuntura actual da guerra no Médio Oriente”, torna-se imperativo que os países da região equacionem a criação de grandes depósitos e sistemas de bombeamento seguros para salvaguardar as suas economias.

O projecto do pipeline, embora estratégico, seguirá agora para uma fase de avaliação técnica e financeira. “E achamos que é um projecto que é preciso nós sentarmos, fazermos um estudo e, em função disso, depois tomarmos a melhor decisão”, ressalvou o Chefe do Estado, reforçando o compromisso com uma gestão criteriosa dos recursos transfronteiriços.

A finalizar, o Presidente Daniel Chapo reiterou que a visita consolidou os laços políticos e diplomáticos, abrindo portas para uma integração comercial mais profunda através da zona de comércio livre africana.

O objectivo final, concluiu, é o fortalecimento das economias de ambos os países e o bem-estar dos povos moçambicano e swati.

A advogada Thera Dai foi eleita bastonária da Ordem dos Advogados de Moçambique, tornando-se a primeira mulher a liderar a instituição em 32 anos de existência.

Thera Dai, que concorreu pela lista D, venceu o escrutínio com 354 votos, superando o segundo classificado, que obteve 233 votos, num universo de quatro candidatos.

A eleição decorreu num contexto considerado histórico, coincidindo com o mês dedicado à celebração da mulher em Moçambique. No seu primeiro pronunciamento após a vitória, a nova bastonária destacou o simbolismo do momento, sublinhando tratar-se de um marco para a organização e para a classe dos advogados.

“É um marco histórico. Ao fim de 32 anos, surge uma candidatura liderada por uma mulher que se torna vencedora. Fizemos história, num exercício democrático com desafios, mas que culminou na escolha dos advogados. Foi um exercício democrático, com desafios, mas que culminou numa escolha clara por parte dos advogados”, afirmou.

Entretanto, falando em nome dos candidatos derrotados, Samuel Lhavanguana reconheceu os resultados e disse esperar que a nova liderança traga mudanças no funcionamento da instituição. 

Entre os principais desafios apontados estão questões ligadas ao exercício da profissão, combate à procuradoria ilícita, formação contínua e previdência social.

“O escrutínio decorreu dentro das normas estabelecidas e os advogados escolheram quem deve dirigir a Ordem nos próximos três anos. Esperamos avanços em questões como o exercício da profissão, procuradoria ilícita, formação e previdência social. Esperamos que haja melhorias efectivas nesses domínios”, referiu.

Por sua vez, a vice-presidente da Comissão Eleitoral, Béla Littour, fez um balanço globalmente positivo do processo, apesar de alguns constrangimentos registados, sobretudo na cidade de Maputo, onde a abertura das urnas sofreu atraso por razões organizacionais.

“As urnas abriram conforme o programado, com exceção de Maputo, onde, por questões organizacionais, houve atraso, mas o processo decorreu normalmente”, disse.

Com esta vitória, Thera Dai sucede a Carlos Martins e assume a liderança da Ordem dos Advogados de Moçambique para os próximos três anos, com o desafio de responder às principais preocupações da classe e reforçar o papel da instituição no sistema de justiça.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de chuvas fracas a moderadas hoje, segunda-feira, na região Sul do País, após vários dias de tempo instável acompanhado por temperaturas baixas.

Segundo o INAM, a instabilidade registada nos últimos dias está associada à transição do verão para o inverno, um período caracterizado por variações repentinas de temperatura e ocorrência de chuvas ocasionais.

“Para as próximas horas vamos ter bom tempo, mas no final do dia de segunda-feira poderá haver mudanças que podem originar chuva e ligeira descida de temperatura”, explicou sábado o meteorologista Arsénio Mindo.

O instituto sublinha que estas condições são típicas desta época do ano, em que sistemas frontais atravessam a região Sul do País, provocando alternância entre dias quentes e frios.

“Estamos num período de transição do verão para o inverno, por isso há estas oscilações. Em Maio já estaremos no inverno, com temperaturas mais amenas a frias”, acrescentou a fonte.

O INAM apela à população para que continue a acompanhar regularmente as actualizações meteorológicas, de forma a prevenir eventuais impactos associados às mudanças bruscas do estado do tempo.

 

Estações de Serviço estão sem diesel na Cidade de Maputo. Vários condutores que procuram o produto petrolífero estão com viaturas parqueadas e motoristas de semi-colectivos de passageiros receiam o colapso do sistema de transporte público.

Depois de quase uma semana de uma tendência de normalização no abastecimento de combustível, pelo menos na cidade de Maputo, agora há registo de um novo cenário: as estações de serviço não têm diesel.

Uma frentista entrevistada em um Posto de Abastecimento do distrito Municipal da Catembe, descreve o cenário “caótico”.

“Muitos carros que vem aqui aqui, nossos clientes, são movidos a diesel. Agora que não temos diesel, eles não têm vindo abastecer. Conforme podem ver, temos muitos camiões parqueados, estão à espera do diesel chegar para poderem abastecer, já há uma semana”, disse

A situação descrita repete-se em quase todas as estações de serviço da cidade de Maputo, onde condutores de automóveis pesados de carga movidos a diesel, estão parqueados   aguardando por um novo descarregamento do produto que não se sabe quando será feito.

“O abastecimento está normal, só que neste momento não temos diesel, estamos abastecendo a gasolina. Conforme podem ver, não há muito movimento. Não só por ser domingo, mas já a situação está um pouco calma. Só que acabou o diesel à noite, só ficamos com a gasolina”, explicou Ezequiel Muanduala, gestor de estação de serviço

Se a situação continuar pode colapsar o sistema de transporte público de passageiros, uma vez que boa parte dos transportes, com destaque para autocarros de semi-colectivos de passageiros, são movidos a diesel.

“Tem que informar bicho nas bombas. Às vezes a gente trabalha um dia sim, um dia não. Porque um dia tem que ficar nas bombas, um dia tem que trabalhar, um dia vai ficar nas bombas, um dia tem que trabalhar. E tem que perseguir. Quando vem um camião, você tem que seguir atrás. Porque nem todas as bombas têm diesel ao mesmo tempo. Se não houver combustível, vai piorar. Muita gente vai andar a pé”, anteviu Carlos Enoque, transportador semi colectivo.

Há ainda postos de abastecimento sem nenhum dos dois produtos, e os condutores percorrem longas distâncias para fazer o abastecimento. 

“Não vou te mentir, eu estou a vir de longe, Machava. Todo Machava não tem gasolina. Tanto diesel, quanto gasolina. Porque um dia é gasolina, outro dia é diesel. Estamos a passar mal. Chapa está parada em casa, não há diesel, não há nada a todo lado”, lamentou Helder Abacar, condutor.

A falta de Diesel dura já há cinco dias em alguns postos de abastecimento, e os gestores não têm datas previstas para novos descarregamentos.

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