O País – A verdade como notícia

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação de chuvas fortes, acompanhadas por  trovoadas e ventos com rajadas em todas as províncias do país, com excepção de Tete e Lichinga. 

Na Província de Maputo serão afectados os distritos de de Matutuine, Namaacha, Boane, Moamba, Magude, Manhiça, Marracuene, cidades de Maputo e Matola; Em Gaza, os distritos de Massingir, Chokwe, Chongoene, Bilene, Limpopo, Mandlakazi, Chicualacuala, Mapai, Massangena, Mabalane, Chigubo, Chibuto , Guijá, Chongoene e cidade de Xai-Xai; Inhambane, os distritos de Zavala, Inharrime, Jangamo, Homoíne, Morrumbene, Panda, Funhalouro, Massinga, Govuro, Vilankulo, Mabote , Cidades de Inhambane e Maxixe.

No Centro do país, na Província de Sofala, a  chuva far-se-á sentir nos distritos de Búzi, Caia, Chemba, Cheringoma, Chibabava, Dondo, Gorongosa, Machanga, Marromeu, Muanza, Nhamatanda e cidade da Beira; Em Manica, serão afectados os distritos de Bárue, Gondola, Macate, Manica, Mossurize Machaze, Macossa, Sussundenga, Vanduzi e cidade de Chimoio, Na Zambézia, os distritos de Nicoadala, Inhassunge, Mopeia, Namacurra, Gurué,  Namarrói, Ile, Maganja da Costa, Pebane, Luabo, Lugela, Alto Molocué, Gilé, Mulevala,  Chinde, Mocubela, Derre e Cidade de Quelimane. 

No norte do país, para a Província de Nampula, serão afectados os distritos de Macubúri, Rapale, Murrupula, Eráti, Nacaroa, Muecate,  Mogovolas, Meconta, Memba, Ribaué, Nacala, Mongicual, Mossuril, Liúpo, Angoche, Larde,  Moma, Monapo e cidade de Nampula; e em Cabo de Delgado,  Nangade, Muidumbe, Mecúfi, Chiúre, Metuge, Quissanga, Ancuabe.Macomia , Meluco, Ibo, Macomia, Mocímboa da Praia, Palma e cidade de  Pemba.

Adicionalmente espera-se a continuação de ocorrência de aguaceiros, por vezes acompanhados de trovoadas, no resto do país.

 

O Governo gasta cerca de 1,5 mil milhões de meticais para a assistência médica e medicamentosa dos funcionários públicos no país. O valor é fruto dos descontos que os Funcionários e Agentes do Estado sofrem mensalmente. Segundo o Ministro da Saúde, cerca de 93 mil funcionários receberam  assistência médica, em 2025. Ussene Isse reconhece que o sistema não é eficiente e que tem recebido muitas reclamações. 

“Há um investimento, os recursos estão lá e estamos a atender grande parte dos funcionários, no Sistema Nacional de Saúde”, disse o Ministro da Saúde, respondendo às questões de insistência dos deputados da Assembleia da República. 

Ussene Isse avançou ainda que o Estado e os parceiros comparticipam com cerca de 3 mil milhões de Meticais, para atender a questão dos medicamentos, hemodiálise e da Junta Médica, usada para transferir os doentes para fora do país. 

“O modelo é melhor? Não é, porque temos recebido muitas reclamações acerca deste modelo que estamos aqui a implementar, mas, como Governo, com visão de salvar os moçambicanos, estamos a trabalhar em vários modelos, que existem a nível do continente e a nível internacional, para poder ajustar e adequar para Moçambique”, garantiu. 

Em relação às infra-estruturas, o Misau garantiu que, no caso específico da Província de Tete, há várias unidades sanitárias que estão em curso, com apoio dos parceiros do Governo. “Estamos até a construir um hospital de raiz, na localidade de Chitima, com o apoio da HCB”. 

Moçambique recebeu 4,3 mil milhões de Meticais em doações e apoio monetário para vítimas das cheias e inundações, que já afectaram mais de 870 mil pessoas, anunciou hoje o Governo.

“Em todos os níveis, foram canalizadas doações em forma de alimentos, vestuário, material de abrigo, e valores monetários, estimado em 4,3 mil milhões de meticais, dos quais cerca de 1,3 mil milhões em valor monetário”, avançou o Ministro da Administração Estatal e Função Pública,  na sessão de resposta aos deputados.  

Pelo menos 270 pessoas morreram na actual época chuvosa em Moçambique, desde Outubro, que afectou mais de 870 mil pessoas, 725 mil das quais só nas cheias de Janeiro, em que morreram cerca de 40 pessoas, sobretudo no sul.

Impissa explicou ainda que a ajuda monetária recebida está a ser usada para reforçar a aquisição de bens alimentares e não alimentares para assistência às populações afectadas pelas inundações.

Em 03 de Março, o Governo moçambicano já tinha adiantado ter recebido 1,3 mil milhões de meticais e 6,7 mil toneladas de produtos diversos para apoiar vítimas das inundações.

Em relação às medidas de recuperação das infra-estruturas afectadas pelas cheias, o Governo disse estar na fase conclusiva do esboço do Plano Global de Reconstrução Pós-Cheias 2026 em Moçambique, que visa, entre outras, assegurar uma reconstrução resiliente e sustentável, bem como garantir o relançamento da economia local.

À luz do mesmo plano, o Governo espera realizar intervenções imediatas de assistência humanitária, restabelecer os serviços sociais, incluindo acesso a saúde, educação, água, saneamento e energia, além de normalizar o funcionamento do Estado e da economia local em zonas afectadas.

O Governo vai reabilitar igualmente 5.697 km de estrada, bem como 684 km de linha férrea, 16 pontes, repor 98 aquedutos e 16 km de linha de transmissão de energia, além de substituir 92 postos, instalar 25 km de linha de média tensão e repor 410 postos de transformação.

A Primeira-Dama da República,  Gueta Chapo, anunciou um plano de acção urgente  para reforçar a oncologia pediátrica em Moçambique, focando-se na  descentralização dos serviços especializados para as regiões Centro e  Norte e na criação de centros de acolhimento para famílias em  Maputo. 

Durante uma visita ao Hospital Central de Maputo (HCM), a maior  unidade sanitária do país, Gueta Chapo comprometeu-se a mobilizar  parceiros nacionais e internacionais para reduzir o fluxo migratório de  pacientes para a capital e garantir que nenhuma criança abandone  o tratamento por falta de condições logísticas e financeiras.

A visita oficial à unidade de Oncologia Pediátrica do HCM surge como  resposta directa ao crescente volume de solicitações que o Gabinete  da Primeira-Dama tem recebido. Gueta Chapo explicou que a  iniciativa visa compreender as lacunas no atendimento de menores  que sofrem de patologias oncológicas, sublinhando que muitos casos  exigem intervenções dispendiosas. 

Um dos principais diagnósticos feitos durante a visita prende-se com a  actual saturação da maior unidade sanitária do país. A Primeira-Dama  defendeu a necessidade estratégica de regionalizar os serviços para  que o HCM deixe de ser a única esperança para as famílias das  províncias distantes. 

“E tendo em conta que o tratamento fora do país custa muito caro,  vínhamos ver de perto como é que podemos ajudar o nosso Ministério  de Saúde, particularmente nesta área. E estivemos aqui, vimos logo as  nossas crianças provenientes de quase todas as províncias do nosso  país, porque só o Hospital Central é que tem esse tipo de tratamento”,  afirmou. 

Para além da infraestrutura hospitalar, a questão social e o abandono  do tratamento foram identificados como obstáculos críticos. Muitas  crianças perdem a continuidade da assistência médica devido à falta  de alojamento na capital durante os anos que o processo clínico  exige. 

“Precisamos de trabalhar mais com os nossos parceiros para  conseguirmos alastrar esse tipo de atendimento, esse tipo de serviços  nas outras províncias, pelo menos termos de forma regional, região  centro, norte e sul. Assim iremos descongestionar o Hospital Central de  Maputo”, destacou a esposa do Chefe do Estado. 

A Primeira-Dama revelou estar a coordenar com a direção do hospital  a criação de um “espaço seguro” para as progenitoras. O objetivo é  evitar o regresso prematuro às províncias, que muitas vezes resulta na  interrupção definitiva da terapia. “Estamos a trabalhar também com o  Hospital Central para ver se conseguimos ajudar neste sentido, para as  mães não poderem voltar às suas províncias, porque […] algumas não regressam para poderem trazer os seus filhos para continuar com o  tratamento”, explicou. 

Gueta Chapo partilhou o impacto emocional de ver pacientes tão  jovens, incluindo bebés, a lutar contra o cancro, uma realidade que  desafia as estatísticas de outrora.  

“[…] Como mãe, não é fácil ter um filho doente, um filho ou uma filha  padecendo de cancro. Vimos aqui bebés, vimos crianças de um ano,  de dois anos, de três, aí em diante, que têm doenças que outrora não  era possível termos nessas idades que eu acabei de mencionar”,  lamentou. 

A dor das famílias moçambicanas foi reconhecida pela Primeira-Dama  como uma prioridade do seu Gabinete e de foro pessoal, prometendo  uma advocacia agressiva junto do sector privado e doadores. 

“É um sofrimento muito grande, não só para as crianças, também para  as mães e para as famílias. E eu sendo mulher, sendo mãe, isso aperta  o coração, dói bastante. E vamos apoiar naquilo que for possível,  iremos também bater às portas dos nossos parceiros para conseguirmos  ter um apoio célebre, um apoio urgente”, garantiu. 

No encerramento da visita, foram anunciadas medidas de apoio  imediato, incluindo o financiamento de passagens de regresso para  famílias que já concluíram o tratamento e o suprimento de bens de  primeira necessidade. 

“Também iremos sentar junto com o Ministério da Saúde, os nossos  parceiros, para ver como é que podemos ajudar. E também ouvimos  testemunho de algumas mães que já terminaram o seu tratamento,  mas precisam de passagem para poder regressar. E também vamos  ajudar nesse sentido”, reiterou Gueta Chapo. 

Por fim, a Primeira-Dama assumiu um compromisso mensal de doação  de fraldas para a Sala de Cuidados Intensivos, utilizando excedentes  de doações humanitárias, e lançou um apelo à solidariedade  nacional.

“Deixamos aqui o nosso compromisso, iremos abastecer mensalmente,  iremos doar fraldas, porque recebemos muitas fraldas no âmbito das  cheias, distribuímos e os parceiros ainda estão a doar. E convido a  todos que puderem apoiar, vamos juntos nos abraçar, para apoiarmos  esta causa”, concluiu.

O Governo moçambicano está ciente do carácter cíclico e cada vez mais intenso dos eventos climáticos que assolam o País, causados por ciclones, chuvas, inundações e secas na sua acção governativa e continua a apostar na adopção e implementação de medidas e acções que concorram, entre outros, para a construção de infra-estruturas resilientes às mudanças climáticas, tais como edifícios públicos, estradas, pontes, linhas de transmissão de energia, sistemas de abastecimento de energia, entre outros.

A informação foi tornada pública nesta quarta-feira, na Assembleia da República, pela primeira-ministra do País, Maria Benvinda Levi, durante a sessão de informações do Governo, em resposta às perguntas feitas pelas quatro bancadas parlamentares, nomeadamente Frelimo, Podemos, Renamo e MDM, sublinhando que a aposta do Executivo inclui a reabilitação e construção de barragens, represas, diques, sistemas de drenagem no âmbito da gestão dos recursos hídricos, assim como a modernização da rede nacional de estações hidroclimatológicas.

Respondendo a uma pergunta da bancada parlamentar da Frelimo relativa à avaliação global do estado sobre a situação das cheias e inundações ocorridas no presente ano, incluindo os seus impactos, Levi referiu-se ao fortalecimento do sistema de aviso prévio e reforço da capacidade de prontidão e de resposta aos desastres naturais, permitindo que, em tempo útil, a população esteja informada e precavida das intempéries; e ao reforço do mapeamento das zonas de risco de ocorrência das calamidades e reassentamento das populações em zonas seguras.

“Neste momento, o Governo está a finalizar a elaboração do Plano de Reconstrução Pós-Cheias 2026 que visa assegurar, a médio prazo, a recuperação da capacidade produtiva, reconstrução definitiva e resiliência das infra-estruturas económicas e sociais destruídas, assim como a restauração dos meios de subsistência das populações, de entre outros”, disse a primeira-ministra moçambicana.

Segundo a governante, relativamente à resposta de emergência, o Governo assegura, de entre várias, a reposição da transitabilidade de várias vias de acesso, sendo de destacar os troços na Estrada Nacional nº.1, 3 de Fevereiro–Incoluane, Baixa de Nguluzane (Xai-Xai) e Rio Save–Muxúnguè, possibilitando a retoma da ligação do Norte ao Sul do nosso país.

Mas também assegura o restabelecimento de energia eléctrica em todos os distritos afectados da província de Gaza; a disponibilização de tendas-escolas e kits de alunos para garantir a retoma do ensino, onde as salas de aulas foram parcial ou totalmente destruídas nas províncias de Maputo, Gaza e Sofala.

Igualmente, falou do restabelecimento de serviços de atendimento hospitalares em 205 unidades sanitárias de um universo de 302 que foram afectadas pelas chuvas e inundações e a distribuição de talhões no âmbito do reassentamento em zonas seguras.

Relativamente à reabilitação das infra-estruturas hidráulicas estratégicas, Benvinda Levi disse que o Governo tem vindo a mobilizar investimentos do sector público e privado, assim como a encorajar o estabelecimento de parcerias público-privadas para assegurar a construção, de entre outras, das barragens de Moamba Major, no rio Incomáti; Mapai, no rio Limpopo e Revúbuè, no rio Zambeze, bem como a construção de sistemas de protecção e diques em Chókwè, Xai-Xai, Ilha Josina Machel, Nova Mambone, Caia, Marromeu e Nante.

“É nossa convicção que, com a implementação destas e outras acções, estamos a criar condições para que o nosso país seja, cada vez mais, seguro e resiliente às calamidades naturais, tanto ao nível das comunidades, da economia e das infraestruturas económicas e sociais”, afirmou a primeira-ministra.

Abordando a questão colocada pela bancada parlamentar do PODEMOS inerente ao conteúdo do Decreto n.º 75/2014, de 12 de Dezembro, que aprovou o primeiro Regulamento de Controlo de Tráfego de Telecomunicações no país, Maria Benvinda Levi sublinhou que, com este instrumento, o Governo actualizou e reforçou um regime já existente.

“Ao rever o Decreto n.º 38/2023, em 2025, o Governo tinha como objectivo principal reforçar a clareza procedimental, os critérios de actuação e as garantias legais aplicáveis, introduzindo com ênfase o judiciário como o legitimador das actuações do Instituto Nacional de Comunicação de Moçambique (INCM), autoridade reguladora do sector”, afirmou.

A governante acrescentou que o Decreto n.º 48/2025, de 16 de Dezembro, deve ser compreendido no quadro mais amplo da consolidação da soberania digital do Estado e do reforço da confiança no ecossistema das telecomunicações, estabelecendo mecanismos técnicos e jurídicos que permitem prevenir e mitigar riscos concretos, sem comprometer o objectivo estratégico de expansão da conectividade e da inovação tecnológica no nosso país.

Levi frisou que o Governo está comprometido e engajado no desenvolvimento, respeito e defesa dos Direitos Humanos, com especial destaque ao direito à vida e ao exercício das liberdades fundamentais consagradas na Constituição da República.

Respondendo a uma pergunta da bancada parlamentar da Renamo relativa à violação dos direitos humanos no país, a primeira-ministra disse que a assinatura do acordo, em Fevereiro último, visando o estabelecimento do Escritório do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Maputo, consubstancia o compromisso e a determinação do Governo em assegurar a protecção e a promoção dos Direitos Humanos no nosso país.

“A materialização prática dos direitos humanos, os quais incluem os direitos de liberdade e de igualdade, é da responsabilidade de todos os moçambicanos, sem distinção de raça, expressão religiosa, cor partidária, de entre outros factores”, frisou Levi, exortando todos os moçambicanos a respeitarem as leis e as autoridades, como condição para garantia de uma vida harmoniosa em sociedade, “que é o anseio de todos nós.”

O Governo regressa, nesta quinta-feira, para responder às perguntas de insistência dos deputados das quatro bancadas da Assembleia da República.

O ministro da Saúde, Ussene Isse, afirmou que o sistema nacional de saúde enfrenta sérios desafios provocados por calamidades naturais e limitações estruturais, mas garantiu que o sector continua a funcionar e a prestar serviços à população.

Falando durante uma intervenção pública, o governante destacou que cheias e ciclones têm causado a destruição de várias infra-estruturas sanitárias, o que dificulta o acesso das comunidades aos serviços de saúde. Segundo explicou, essa realidade levou alguns indicadores do sistema a níveis críticos.

Apesar das dificuldades, o ministro assegurou que o Governo está empenhado em recuperar e fortalecer o sector. De acordo com Ussene Isse, a saúde foi definida como uma das prioridades pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, o que permitiu acelerar processos de aquisição de medicamentos, equipamentos e outros meios essenciais para o funcionamento das unidades sanitárias.

O governante explicou que os processos de aquisição no sector público podem levar entre 12 e 18 meses, mas sublinhou que o Ministério está a trabalhar para responder às necessidades mais urgentes da população.

Durante a sua intervenção, o ministro também reagiu às preocupações levantadas por sectores políticos, incluindo o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), afirmando que o debate é importante, mas apelou à colaboração de todos na busca de soluções para melhorar o sistema de saúde.

Mesmo perante os desafios, Ussene Isse afirmou que os serviços de saúde continuam a registar resultados positivos, com aumento no número de consultas, atendimentos de urgência e cirurgias realizadas nas unidades sanitárias do país. Acrescentou ainda que a taxa de mortalidade hospitalar em Moçambique está abaixo de 5 por cento, dentro dos padrões recomendados pela Organização Mundial da Saúde.

O ministro destacou igualmente o trabalho dos profissionais de saúde, que, segundo ele, continuam na linha da frente a prestar assistência à população. Em contextos recentes de emergência, mais de 16 mil pessoas foram atendidas, mesmo quando alguns profissionais também enfrentavam perdas pessoais causadas por desastres naturais.

Para reforçar o sistema, o Ministério da Saúde anunciou medidas como a revitalização do plano de manutenção de equipamentos médicos, aquisição de ambulâncias, motorizadas e bicicletas para apoio às equipas no terreno, além de um programa acelerado de formação de recursos humanos.

Ussene Isse afirmou que o sector continuará a apostar na qualidade e humanização dos serviços de saúde, com o objectivo de melhorar o atendimento nas unidades sanitárias e garantir maior acesso aos cuidados médicos para a população moçambicana.

O Governo reafirma o compromisso com a legalidade, a protecção dos direitos humanos e o respeito pelo Estado de Direito Democrático consagrado na Constituição da República, explicando que não tolera condutas que atentem contra a vida, a integridade física, a liberdade e a dignidade dos cidadãos.

A informação foi avançada nesta quarta-feira, na Assembleia da República, pelo ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, durante a Sessão de Informação do Governo.

Saize assegurou que o Executivo moçambicano acompanha com atenção os relatórios e preocupações apresentadas por organizações nacionais e internacionais, incluindo a Human Rights Watch, reiterando que quaisquer alegações de abusos por parte de agentes do Estado são tratadas com a máxima seriedade.

“Não são toleradas condutas que atentem contra a vida, a integridade física, a liberdade e a dignidade dos cidadãos”, sublinhou o ministro, acrescentando que “é neste sentido de responsabilidade e compromisso com o futuro de Moçambique que o Governo tem vindo a definir e implementar um conjunto de acções estratégicas destinadas a reforçar a transparência, a responsabilização institucional e a confiança dos cidadãos nas instituições públicas”.

O ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos destacou o reforço dos mecanismos de fiscalização e combate à impunidade, incluindo investigações independentes e imparciais sobre eventuais abusos cometidos pelas Forças de Defesa e Segurança.

O governante referiu-se ao fortalecimento da independência do Ministério Público e dos tribunais, bem como à criação e activação de mecanismos de inquérito transparentes para assegurar que os responsáveis por eventuais violações de direitos humanos sejam devidamente julgados e punidos.

Segundo o ministro, “com estas acções, o Estado pretende garantir que os responsáveis por violações de direitos humanos sejam devidamente julgados e punidos, consolidando-se, assim, uma cultura de responsabilidade e respeito pela lei”.

No plano institucional, Saize destacou a revisão da Lei do Serviço Nacional de Investigação Criminal, através da Lei n.º 5/2025, de 13 de Junho, que reforçou o carácter científico e investigativo da instituição, colocando-a sob tutela do Procurador-Geral da República.

Outro marco mencionado pelo Ministro tem a ver com a assinatura, a 24 de Fevereiro do ano em curso, em Genebra, do acordo para o estabelecimento do escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Moçambique, considerado um mecanismo concreto de promoção e protecção dos direitos humanos.

Falando sobre a liberdade de imprensa e o acesso à informação, Saize disse que constituem pilares essenciais da democracia. “O Governo reafirma o seu compromisso na protecção de jornalistas e defensores de direitos humanos contra quaisquer actos de intimidação, com a implementação efectiva das leis de acesso à informação pública e com o respeito pelo direito à manifestação pacífica, nos termos da Constituição e das demais leis”, afirmou.

No domínio político-eleitoral, o governante explicou que prosseguem esforços para melhorar a gestão eleitoral e consolidar a legitimidade democrática, garantindo processos eleitorais transparentes, justos e verificáveis, o reforço da independência das instituições eleitorais e a facilitação da observação eleitoral independente, nacional e internacional, através das reformas legais necessárias.

O ministro garantiu que o Executivo moçambicano permanece aberto à fiscalização parlamentar, ao escrutínio público e à cooperação com todos os actores que contribuam para o reforço das instituições democráticas, a consolidação do Estado de Direito e a salvaguarda efectiva dos direitos fundamentais de todos os moçambicanos.

A circulação rodoviária numa das vias de acesso ao Porto de Pemba continua condicionada depois de vários camiões terem ficado atolados devido às más condições da estrada.

Até ao momento, já foram retirados dois dos quatro camiões que ficaram imobilizados na via. No entanto, as operações continuam para remover o último veículo pesado que permanece preso no local.

Moradores do bairro relatam que decidiram intervir para ajudar a retirar os camiões da estrada.

“Nós, jovens do bairro, decidimos vir ajudar para tirar estes camiões daqui”, disse um residente de Pemba.

Segundo os residentes, apesar de alguns avanços nas operações, a situação da estrada continua crítica e deverá exigir obras de reabilitação. “Já se conseguiu retirar dois camiões. Falta ainda este que continua atolado”, disse outra testemunha.

Quase quatro dias depois da interrupção da via, os moradores afirmam que ainda não houve presença visível das autoridades no terreno, o que tem levado os automobilistas a procurar soluções por conta própria.

“Enquanto as autoridades não chegam, cada automobilista tenta sair deste lugar como pode”, disse um dos automobilistas que procurava vias para chegar ao seu destino enquanto a via continuava obstruída.

Apesar das dificuldades de acesso, o Porto de Pemba continua em funcionamento. Alguns condutores recorrem a uma via alternativa com uma subida acentuada, o que preocupa os residentes devido ao risco de acidentes.

“Estão a subir naquela rampa e isso é perigoso. Um camião pode perder o controlo e atingir as casas”, disse outro automobilista.

A nossa equipa de reportagem tentou ouvir as autoridades competentes sobre a situação, mas não obteve resposta até ao fecho da nossa edição.

O Presidente da República, Daniel  Francisco Chapo, reafirmou, hoje, o papel crucial da Geração “8 de  Março” na edificação de Moçambique, classificando-a como uma  “ponte” indispensável entre os libertadores da pátria e a juventude  atual. 

Durante a saudação ao Chefe do Estado pelo 49.º aniversário da  associação, realizada no Gabinete Presidencial, o Presidente Chapo  destacou o patriotismo dos jovens que, em 1977, sacrificaram sonhos  individuais para combater o analfabetismo e preencher o vazio  institucional deixado pelo colonialismo, assegurando que o Governo  está empenhado em institucionalizar o reconhecimento desta classe e  integrar os seus projetos no desenvolvimento económico do país.

O estadista recordou que, desde o início do seu mandato, o Executivo  tem mantido um diálogo aberto para “reafirmar o reconhecimento,  pelo nosso governo, da contribuição histórica desta geração na  construção deste nosso belo Moçambique”, reiterando a abertura  para ultrapassa a mera efeméride, pois a “geração ‘8 de Março’  representa um marco histórico incontornável no processo de  edificação da Nação Moçambicana”. 

O governante lembrou que o movimento nasceu da resposta pronta  ao chamamento do primeiro Presidente do Moçambique  independente, Samora Machel, em 1977, quando jovens do ensino  secundário e médio interromperam os estudos para suprir a grave falta  de quadros qualificados que o Estado recém-independente  enfrentava. 

Dentre os feitos destacados, o Chefe do Estado apontou o empenho  desses jovens na educação, saúde e agricultura, setores vitais para  eliminar a herança colonial. “Vocês deixaram sonhos individuais para  abraçarem o desenvolvimento do país, na defesa da pátria, então  agredida pelos regimes de Ian Smith da Rhodesia e do Apartheid da  África do Sul”, frisou, notando que o analfabetismo na época atingia  90 por cento da população. 

Para o Presidente Chapo, o grupo simboliza a consciência patriótica  ao assumir tarefas de grande responsabilidade para prosseguir o  objetivo da revolução. Afirmou que “a juventude do ‘8 de Março’ é  uma geração heróica, uma juventude que recebeu e assumiu, com  elevada responsabilidade, a chave da geração do 25 de Setembro”,  referindo-se aos combatentes da luta de libertação nacional de 1964. 

Citando o legado de Samora Machel, o Presidente da República  recordou que a educação foi a principal frente de combate desta  geração. Na visão do antigo governante, evocada pelo Presidente  Chapo, “falar da geração ‘8 de Março’ é falar do Homem novo, é  falar de Homem revolucionário, um Homem anti-racista, anti tribalista,  anti-regionalismo e um Homem da unidade nacional”, valores que  permitiram a coesão de jovens de todos os cantos do país.

O discurso também serviu para lançar um desafio à juventude  contemporânea, instando-a a encontrar inspiração no exemplo de  1977. O Presidente da República defendeu que o combate à pobreza  e a criação de riqueza só são possíveis através do “engajamento  árduo no trabalho produtivo”, reforçando o lema da sua governação:  “Vamos trabalhar, trabalharmos em prol do desenvolvimento  económico do nosso país”. 

No que toca às reivindicações da associação, o governante  confirmou que o Executivo está a analisar propostas concretas para  valorizar o património imaterial do grupo. Entre as medidas em estudo  estão a tutela institucional da associação, a criação da “Ordem 8 de  Março” no sistema de títulos honoríficos e condecorações do Estado, e  o apoio a projectos económicos e sociais submetidos pela  organização. 

No fim da cerimónia, o Chefe do Estado defendeu que a  homenagem a esta geração deve ser contínua, dado o seu papel de  ligação histórica. “Nunca devemos deixar passar esta data sem render  homenagem a esta vossa geração que serve de ponte entre a  geração dos libertadores da pátria, me refiro à geração 25 de  Setembro de 1964, e à actual geração”, concluiu, prometendo  trabalho conjunto para responder aos anseios dos compatriotas. 

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