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Novo filão de ouro descoberto em Manica

Mais um filão de ouro acaba de ser descoberto no distrito de Gondola, em Manica. As operações mineiras, que são exercidas por garimpeiros, decorrem com

Novo filão de ouro descoberto em Manica

Mais um filão de ouro acaba de ser descoberto no distrito de Gondola, em Manica. As operações mineiras, que são exercidas por garimpeiros, decorrem com

Mais 15 pessoas morreram, devido a fúria das águas das cheias na zona de “10 bocas”, em Chibuto, província de Gaza. A situação é crítica para, pelo menos, 55 mil famílias afectadas, que são forçadas a pagar 300 meticais, de forma a assegurar o transporte de mantimentos, após o desabamento da ponte Guele-Guele, na estrada N221, que liga Chibuto a vários distritos.

O distrito de Chibuto foi um dos mais arrasados pelas cheias de grande magnitude em Gaza. Por lá, o nível das águas, que chegou a superar a barreira de 9 metros de altura, começa a baixar, revelando mais mortes.

“Até agora tenho medo, porque são muitas pessoas que morreram. Pelo menos 15 pessoas”, lamentou Elieta, uma residente de Chaimite. 

Da baixa de Coca-Missava até onde já se pode chegar por terra, pelo menos, num percurso de quase 40 Km, o cenário é catastrófico. A começar pela degradação da estrada N221, que dá acesso a vários distritos de norte da província.

As águas também devastaram toda a produção de gado bovino, além de mergulhar escolas na água. 

Contabilizam-se mais de 55 mil famílias sitiadas em várias aldeias de Chibuto, que se tentam reerguer, mas a queda da ponte Guele-Guele, construída após as cheias de 2013, impõe mais barreiras, principalmente para a compra de comida.

A travessia é assegurada, apenas por privado, chega a custar até 300 meticais, sufocando o bolso já apertado dos residentes locais, que, por estas alturas, questionam a qualidade das obras e ausência do governo.

No distrito de Guijá, seis pessoas continuam desaparecidas na sequência do naufrágio que causou a morte de outras duas pessoas caniçadas.

O Governo diz que está a mobilizar cerca de 3,5 mil milhões de dólares para a reposição da rede de estradas nacionais destruída pelas cheias, incluindo a Estrada Nacional Número Um (EN1), disse, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, à margem das celebrações do Dia dos Heróis Moçambicanos.

“Tínhamos aprovado no ano passado um plano de intervenção de aproximadamente 1,2 mil milhões de dólares para os troços da EN1 e algumas estradas regionais, mas com os estragos recentes, o custo total necessário para repor toda a rede ascende a 3,5 mil milhões de dólares. Esse é o valor que estamos a mobilizar no mercado”, explicou o ministro.

Segundo o ministro, a via alternativa de Chibuto já se encontra operacional e que equipas do Governo continuam a trabalhar para garantir a conectividade da N1, através de intervenções pontuais destinadas a reduzir a pressão da água e facilitar a circulação rodoviária. “Estamos a falar de um processo de transição controlada que permitirá maior fluidez e integração com a província de Gaza”.

Sobre a ligação ferroviária sul–norte, Matlombe esclareceu que a malha ferroviária nacional foi concebida essencialmente para o transporte de carga e logística, sendo o transporte de passageiros uma actividade secundária.

“Vamos conectar o país para garantir a logística nacional. Este programa está no plano do governo e será implementado independentemente de mudanças ministeriais”, afirmou.

O ministro sublinhou que todas as medidas em curso visam o interesse público e o desenvolvimento do país.

“O mais importante é a execução das ideias que beneficiam Moçambique, independentemente de quem as propôs”, concluiu.

Respondendo sobre a garantia da reposição da ligação rodoviária Xai-Xai–Maputo através da N1, prevista para quarta-feira (04), interrompida desde 18 de Janeiro devido ao aumento do caudal do rio Incomáti e às inundações no troço entre 3 de Fevereiro e Incoluane, na província de Maputo, Matlombe assegurou que os trabalhos continuam no terreno e que não há alteração do calendário anunciado.

Sobre as constantes reclamações relacionadas com o processo de aquisição de cartas de condução, João Matlombe disse que o sistema de marcação de exames funcionou com deficiências entre Outubro e Dezembro do ano passado. Contudo, está em curso um processo de modernização dos serviços do INATRO.

“A emissão de cartas, integração de livretes e registos de propriedade, bem como câmaras de vigilância serão implementados até ao final do primeiro semestre de 2026”, prometeu e acrescentou que a carta de condução passará a ser emitida a um preço mais acessível, com taxas definidas pelo Governo. “Estamos a lutar pelo interesse público. A carta de condução não terá o preço actual”.

O Governo admite que nem todas as escolas poderão estar em condições para o arranque do ano lectivo, previsto para a última semana de Fevereiro corrente, devido aos níveis de degradação provocados pelas inundações. A ministra da Educação e Cultura diz que poderá haver necessidade de ajuste dos horários para acomodar os alunos.

Dos 98 centros de acolhimento às vítimas das inundações activos em todo o País, cerca de 80 são escolas, facto que poderá condicionar o início efectivo das aulas previsto para o fim de Fevereiro, e a preocupação não se limita apenas ao sector da Educação.

“Nessas escolas, estamos com mais de setecentas que se encontram numa situação ainda difícil, por causa das chuvas em que nos encontramos. Por outro lado, temos um número elevado de população afectada. Estamos a falar da população estudantil e de todos os intervenientes do processo de ensino aprendizagem, entre eles os nossos alunos e também os nossos professores, com maior intensidade ao nível da Província de Maputo, da província de Gaza e de alguns distritos de Sofala”, explicou Samaria Tovela.

Para fazer face a esta situação, o Governo equaciona o ajuste dos horários, de modo a permitir que os alunos tenham aulas de forma sequencial, enquanto se aguarda a reposição das melhores condições nas infra-estruturas escolares.

Segundo a governante, “há várias escolas que ainda terão algum desafio. Estamos a mobilizar recursos, tanto ao nível do Governo como especificamente para o sector da Educação, para depois avançarmos para a fase de reparação aqui e ali, de modo que as crianças possam estudar num ambiente mais saudável”.

Numa primeira fase, disse a governante, “vamos priorizar os alunos do ensino primário, porque efectivamente não há condições para estudarem debaixo de árvores. Vamos ter de nos ajustar e criar horários razoáveis que permitam que as crianças estejam na sala de aulas, para não passarem por condições que efectivamente não são possíveis”.

A Educação não é o único sector afectado pelas cheias. Cerca de 5200 quilómetros de estradas foram devastados e o Governo não dispõe, neste momento, dos 3,5 mil milhões de dólares necessários para as obras de requalificação.

“Nós já tínhamos aprovado, no ano passado, um plano para intervenção nos diferentes troços da EN1, incluindo algumas estradas nacionais ao nível regional, de cerca de 1,2 mil milhões de dólares”, disse João Matlombe, ministro dos Transportes e Logística.

Neste momento, com os estragos que tivemos agora, não estamos a olhar apenas para excepções, mas para todos os troços, incluindo no Centro e Norte do País. O custo para repor as estradas nacionais, incluindo a EN1, é de cerca de 3,5 mil milhões de dólares. Esse é o valor que estamos a procurar no mercado, porque não o temos”, disse João Matlombe.

O armazenamento das barragens e os níveis de água em algumas bacias hidrográficas começam a baixar, mas nem com isso estão criadas as condições para o regresso imediato das populações às zonas previamente afectadas.

“Falamos de níveis na ordem de 114, o que significa que o escoamento das águas também baixou significativamente. Mesmo ao nível da cidade e dos distritos de Xai-Xai e Guijá há tendência de redução das cheias, mas é importante reiterar às famílias que à época ainda continua, por isso não devem voltar para as zonas baixas nem para as zonas de risco”, alertou Fernando Rafael, do Ministério das Obras Públicas Habitação e Recursos Hídricos.

Enquanto isso, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) continua a receber donativos provenientes de vários parceiros para a assistência às vítimas.

“Temos vindo a registar grande apoio, não só da classe privada, mas também de cidadãos, instituições públicas e do corpo diplomático. Temos recebido vários apoios do exterior, e esses apoios têm estado, de facto, a ajudar as nossas populações. Não vamos avançar se são suficientes ou não, mas até agora estamos a conseguir responder. Se será suficiente, vai depender do tempo em que as pessoas permanecerão nos centros de acomodação”, disse Luísa Meque, presidente do INGD.

Os governantes falavam em Maputo, à margem da celebração do Dia dos Heróis Nacionais.

O distrito de Morrumbala, na província da Zambézia, está a enfrentar um surto de cólera registado desde a última semana do mês de Janeiro, com um cumulativo de 51 casos reportados pelas autoridades sanitárias. A localidade de Pinda surge, até ao momento, como uma das zonas que mais preocupa o sector da saúde, devido ao elevado número de ocorrências e ao risco de propagação da doença.

Dados disponibilizados pelos serviços distritais de saúde indicam que os primeiros casos foram notificados a 27 de Janeiro, tendo resultado no internamento de pelo menos 51 pacientes. Segundo as autoridades, os doentes receberam assistência médica e já tiveram alta hospitalar após apresentarem melhorias clínicas. Ainda assim, o sector da saúde garante que continua a monitorar a situação epidemiológica, tendo reforçado o fornecimento de medicamentos e material médico para o distrito, com vista a responder prontamente a novos casos.

O Director dos serviços provinciais de saúde da Zambezia  Óscar Awade, fez saber que as autoridades sanitárias fizeram seguimento dos contactos dos pacientes, com destaque para as famílias de proveniência, como forma de se observar o protocolo para evitar a propagação. 

Awade reforça que a cólera é uma doença associada, sobretudo, ao consumo de água contaminada e à falta de saneamento adequado, factores que tendem a agravar-se durante a época chuvosa. Neste contexto, segundo explicou, diversas equipas de saúde e mobilizadores comunitários intensificam acções de sensibilização junto das populações, apelando ao consumo de água tratada, uso de latrinas e observância rigorosa das práticas de higiene individual e colectiva.

O governador da província da Zambézia Pio Matos  manifestou preocupação com a recorrência de surtos de cólera no distrito de Morrumbala, sobretudo em períodos chuvosos. A fonte questiona a vulnerabilidade da região face à doença, defendendo a necessidade de medidas estruturais que reduzam o risco de contaminação e fortaleçam a capacidade de resposta do sistema de saúde local.

Para além do surto de cólera, a província enfrenta igualmente desafios relacionados com cheias e inundações. Dados oficiais indicam que, desde Outubro do ano passado até ao presente momento, mais de cinco mil famílias foram afectadas, o que corresponde a cerca de 24 mil pessoas. As zonas do baixo Licungo e Nante são apontadas como as mais críticas, em consequência da degradação do dique de protecção existente na região.

Recorde-se que, em 2023, foi realizada a reabilitação do dique de Nante, numa extensão de 28,6 quilómetros, através de fundos públicos e do Banco Mundial, avaliados em cerca de 598 milhões de meticais. As obras incluíram o levantamento da cota do solo e o reforço da estrutura de contenção. Contudo, nos últimos períodos chuvosos, o volume das águas ultrapassou a capacidade da infra-estrutura, provocando a destruição parcial do dique e expondo novamente várias comunidades ao risco de inundações.

Perante este cenário, as autoridades provinciais reiteram a necessidade de investimentos contínuos em infra-estruturas de protecção e em sistemas de abastecimento de água e saneamento, considerados fundamentais para prevenir surtos de doenças de origem hídrica e reduzir o impacto das calamidades naturais nas comunidades afectadas.

O Chefe da bancada parlamentar do MDM, Fernando Bismarques, diz que é preciso que o país se una para repensar e redesenhar as falhas que o país foi registando ao longo dos anos. Por sua vez, o líder do PODEMOS, Albino Forquilha, diz que a celebração dos Heróis Moçambicanos é de todos moçambicanos, independentemente do seu partido. 

A oposição também fez-se presente na Praça dos Heróis para as cerimónias centrais de celebração do Dia dos Heróis Moçambicanos. Falando aos jornalistas sobre a importância da efeméride, o Chefe da Bancada do MDM defendeu a necessidade de repensar o país. 

“Temos de fazer uma retrospecção, se, 50 anos depois, é este o país que Eduardo Mondlane e outros heróis sonhavam: um país mergulhado na corrupção, um país excludente, um país com conflito em Cabo Delgado, um país com a juventude no desemprego, um país que se transformou num corredor de drogas”, questionou, acrescentando que os moçambicanos pensem em como corrigir as falhas que o país apresenta. 

Já o partido PODEMOS, através do seu líder, sublinha que a celebração do Dia dos Heróis Moçambicanos não pode ser considerada uma data partidária, pois é uma celebração de todos os moçambicanos. 

“É uma data de Estado, que temos que estar aqui, esta não é uma data de um partido político, é uma data de Estado. Por isso, tivemos um movimento de libertação nacional, para libertar o país”, destacou. 

O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, diz que a celebração do Dia dos Heróis Moçambicanos é uma memória de todos aqueles que lutaram pela libertação do país. Já Filipe Nyusi considera a efeméride um momento de partilha para as novas gerações. 

Os antigos Chefes do Estado marcaram presença na Praça dos Heróis para a celebração do dia 3 de Fevereiro. Joaquim Chissano destaca que este é um legado deixado por Eduardo Mondlane, mas, acima de tudo, é uma luta a todos os heróis, tanto os que são conhecidos, como aqueles que são. 

Para Chissano, a celebração do Dia dos Heróis é também um momento de reflexão sobre o desenvolvimento de Moçambique e do contributo de cada um para o avanço do país. “Esse desenvolvimento, essas caras que estão aqui a minha frente são o resultado do sacrifício de muitos”, destacou. 

Já Filipe Nyusi considera que este é o momento de diversificar a partilha de experiência em todo país e para todas as gerações. “Partilha de experiência em Moçambique. Partilha regiões, intergeracionais, para que essas experiências sejam usadas em todos os casos. Se não, as crianças e jovens decorram a mensagem do mesmo grupo de pessoas”, disse o ex-presidente.

O terrorismo e os desastres naturais ainda são os grandes desafios do País, disse o Presidente da República, nesta terça-feira, em Maputo, durante as celebrações do Dia dos Heróis Moçambicanos. Daniel Chapo exortou todos, incluindo na diáspora, a fazerem da efeméride uma fonte de inspiração e de reafirmação do patriotismo como condição para vencer os desafios que a Nação enfrenta.

Em mais um Dia dos Heróis Moçambicanos, o País parou para celebrar a vida e a obra dos que deram tudo de si pela independência nacional. A cerimónia central foi dirigida pelo Presidente da República, que, acompanhado pela Primeira-Dama, depositou uma coroa de flores no Monumento dos Heróis Nacionais.

Perante antigos combatentes, membros do Governo, antigos Chefes do Estado e corpo diplomático, Daniel Chapo destacou o terrorismo e os desastres naturais como os principais desafios da Nação.

“Entre os maiores desafios do momento, continuam a constituir a nossa grande preocupação o fim do terrorismo em alguns distritos da província de Cabo Delgado. As nossas Forças de Defesa e Segurança, com o apoio das forças do Ruanda, na fronteira com as forças da Tanzânia, e com a participação activa da força local, continuam determinadas neste combate, permitindo o retorno das populações às suas zonas de origem e a retoma dos projectos de gás na Bacia do Rovuma”, disse Daniel Chapo.

Segundo o Chefe do Estado, a melhoria da situação de segurança em Cabo Delgado também tem incentivado outros projectos de desenvolvimento local, como a Fábrica de Processamento de Pescado em Mocímboa da Praia. A infra-estrutura foi inaugurada no dia 29 de Janeiro. “Enquanto combatemos o terrorismo, não paramos com o desenvolvimento da província de Cabo Delgado”, bem como de Niassa, onde foi inaugurada a primeira fábrica de grafite.

“Continuaremos a levar a cabo acções de reconstrução das infra-estruturas destruídas, de forma a garantirmos o normal funcionamento das instituições públicas e privadas, incluindo a reposição de serviços básicos como energia, água, saúde, vias de acesso, entre outras infra-estruturas para criar melhores condições de vida para o povo moçambicano”, disse Daniel Chapo.

Os desastres naturais continuam a ser outro desafio para o País, sobretudo nesta época chuvosa e ciclónica. Moçambique, devido à sua localização geográfica, sofre ciclicamente os efeitos das mudanças climáticas, através da ocorrência de eventos extremos como ventos fortes, chuvas, ciclones e tempestades, que têm como consequência cheias e inundações.

“O 3 de Fevereiro deste ano é celebrado num contexto bastante adverso, em que milhares de famílias moçambicanas ainda choram a morte de seus entes queridos e a destruição de infra-estruturas públicas e privadas, como consequência das cheias de grandes proporções que se abateram sobre as regiões Sul e Centro do País, principalmente.”

Mais do que os heróis que jazem na cripta e em outros locais do solo pátrio, Daniel Chapo reconhece a existência de heróis em vida que, através do voluntariado e da entrega, têm vindo a salvar vidas e a enfrentar os inimigos da pátria.

“Saudamos a todos os sectores do Governo, do sector público e privado, parceiros nacionais e internacionais, organizações da sociedade civil, os nossos amigos da comunicação social e voluntários, pela pronta resposta na presente situação das cheias e inundações que assolam o País, permitindo salvar o máximo possível de vidas humanas”, reconheceu Chapo.

Além dos desafios, o Chefe de Estado afirmou que este é o momento de os moçambicanos usarem a inspiração dos heróis nacionais para reconstruir o que foi destruído pelos desastres naturais e pelo terrorismo.

“Referimo-nos também àqueles que ontem e hoje se destacam nos vários domínios da vida política, económica, social, cultural, ambiental e desportiva, projectando o bom nome de Moçambique dentro e além-fronteiras.

“Exortamos a todos os moçambicanos, no País e na diáspora, a fazer do 3 de Fevereiro uma fonte de inspiração para a reafirmação dos valores patrióticos, como base para, juntos, vencermos os desafios que o nosso País enfrenta. A educação patriótica começa na família, e cada um de nós deve fazer a sua parte”, apelou.

“A eliminação física de Eduardo Chivambo Mondlane em 1969, tal como de destacados líderes da guerrilha, entre eles Filipe Samuel Magaia em 1966, Paulo Samuel Kankhomba em 1968, e o Pastor Zedequias Manganhela em 1972, foi orquestrada pelo regime colonial para criar medo e desânimo no seio dos combatentes e das populações numa tentativa vã de travar o avanço da luta de libertação nacional.”

Cada acto cobarde e bárbaro perpetrado pelo inimigo infundiu mais revolta, mais coragem e mais determinação na prossecução da luta de libertação nacional, afirmou Chapo, acrescentando que “o povo ficou cada vez mais unido em torno da causa da liberdade, a luta progrediu com maior intensidade, porque o povo, com a sua força invencível, já tinha assumido a grande lição de Eduardo Chivambo Mondlane sobre unidade nacional como alicerce e condição da vitória, a unidade nacional, arma essa que continua a ser actual como o segredo na nossa vitória como povo moçambicano o em todas as frentes”.

A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) reafirmou hoje o seu firme compromisso com a unidade nacional, a paz e o desenvolvimento do país, por ocasião das celebrações do 3 de Fevereiro, Dia dos Heróis Moçambicanos, data que evoca a memória dos protagonistas da luta de libertação nacional.

Numa mensagem alusiva à efeméride, o partido no poder prestou uma sentida homenagem a Eduardo Chivambo Mondlane, fundador da FRELIMO e arquitecto da Unidade Nacional, bem como a todos os homens e mulheres que sacrificaram as suas vidas em prol da independência, soberania e liberdade de Moçambique.

A FRELIMO destaca que os Heróis Moçambicanos legaram ao país não apenas a independência política, mas também valores fundamentais como o patriotismo, a coragem, a solidariedade, a responsabilidade colectiva e a unidade na diversidade, princípios que continuam a orientar a construção do Estado moçambicano.

As comemorações deste ano ganham um significado especial por coincidirem com o início de uma nova etapa da consolidação democrática nacional, sob a liderança do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, o quinto Chefe de Estado de Moçambique e o primeiro nascido no período pós-Independência. Segundo a FRELIMO, este facto simboliza a continuidade geracional da luta e a maturidade da Nação moçambicana.

No ano em que o país celebra os 50 anos da Independência Nacional, o partido sublinha que a libertação plena passa pela conquista da independência económica e social, apelando a todos os cidadãos a participarem activamente no desenvolvimento nacional, através do trabalho, da participação cívica e da defesa da paz.

A mensagem realça ainda que a unidade nacional continua a ser a maior força estratégica do país, sobretudo num contexto de desafios internos e globais, defendendo que apenas em harmonia e paz será possível consolidar uma nação próspera, soberana e socialmente justa.

No mesmo comunicado, a FRELIMO manifesta solidariedade para com as famílias afectadas pelas cheias, inundações e outras intempéries que assolam várias regiões do país, encorajando a sociedade moçambicana a prestar apoio material e moral às vítimas.

O partido enaltece igualmente o papel do Governo, liderado pelo Presidente Daniel Francisco Chapo, pelo acompanhamento e assistência às populações afectadas, reiterando a importância de uma governação próxima, solidária e empática.

Inspirada pelo legado dos Heróis Moçambicanos, a FRELIMO renova o compromisso de continuar a promover a paz, o diálogo, o combate à pobreza e a defesa da dignidade humana, rumo à construção de um Moçambique cada vez mais forte, desenvolvido e respeitado no concerto das nações.

O Governo está a reforçar a implementação da agenda de transformação digital como parte de um esforço mais amplo de reorganização da prestação de serviços públicos, com foco na simplificação de processos administrativos, na integração institucional e na melhoria da relação entre o Estado, os cidadãos e as empresas.

O Ministério das Comunicações e Transformação Digital realiza, nos dias 11 e 12 de Fevereiro, em Maputo, a Conferência Nacional sobre Transformação Digital. O encontro junta instituições públicas, sector privado, academia e parceiros de desenvolvimento para discutir prioridades técnicas, instrumentos de execução e modelos de cooperação no domínio da governação digital.

A estratégia em curso assenta numa arquitectura composta por cinco pilares considerados determinantes para a digitalização do Estado: a certificação digital, que assegura assinaturas electrónicas com validade jurídica; um sistema nacional de interoperabilidade, concebido para permitir a comunicação entre plataformas públicas e privadas; a identidade digital, que viabiliza a autenticação remota dos cidadãos; uma plataforma única de pagamentos, orientada para facilitar o acesso a serviços públicos e privados; e o reforço das infra-estruturas digitais, incluindo centros de dados e soluções de cloud.

Segundo o ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, a transformação digital deve ser entendida como um processo transversal que impacta a forma como os serviços são planeados, geridos e disponibilizados. O governante sublinha que o objectivo passa por garantir que os cidadãos possam aceder aos serviços do Estado de forma simples, segura e eficiente, reduzindo deslocações e tempos de espera.

A consolidação desta agenda insere-se num quadro político mais amplo de modernização do Estado, alinhado com a orientação definida pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que, no discurso de tomada de posse, defendeu um Estado mais funcional, transparente e centrado no cidadão, destacando a tecnologia como um dos instrumentos para melhorar a governação e a prestação de serviços públicos.

A conferência surge, assim, como um momento de coordenação técnica e estratégica, destinado a alinhar os diferentes actores envolvidos na execução da agenda digital, incluindo matérias como interoperabilidade de sistemas, governação electrónica, utilização de dados, segurança digital e capacitação institucional.

Num contexto de crescente exigência em relação à eficácia e previsibilidade da acção governativa, a transformação digital coloca desafios que vão além da tecnologia, exigindo articulação institucional, qualificação de recursos humanos e cooperação entre o sector público e privado. A forma como estes factores forem integrados será determinante para que a digitalização se traduza em melhorias concretas na prestação dos serviços públicos.

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