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Pelo menos 18 mil casos de Violência Baseada no Gênero foram registados no ano passado, no país. Cerca de 80 por cento foram de Violência contra mulheres, onde pelo menos 40 casos foram de homicídios. O Governo lançou hoje, a Campanha Nacional de Combate à Violência Baseada no Gênero e Feminicídio.

Paula, jovem de 18 anos, foi vítima de violência sexual perpetrada por 5 homens e, logo a seguir, foi asfixiada até à morte. 

Dados do Ministério do Trabalho, Gênero e Acção Social apontam que “ em 2025 foram reportados 18.365 casos de violência baseada no gênero, dos quais aproximadamente 79,9% tiveram como vítimas mulheres e raparigas.Importa igualmente destacar o registro de 40 casos de homicídio de mulheres, estamos a recorrer a termos que a nossa legislação prevê, mas na verdade são 40 casos de feminicídio, evidenciando a persistência das formas mais extremas desta violência. Esses números não são apenas estatísticas como nos referenciamos anteriormente, representam vidas, representam histórias e futuros comprometidos”, explicou  Abdul Razaque, secretário de Estado do Gênero e Acção Social. 

Paula faz parte das estatísticas e a sua família exige justiça.  

Porque casos como estes têm sido recorrentes, o Secretário de Estado de Gênero e Acção Social fala da necessidade de reforçar as medidas de responsabilização e de combate à impunidade.   

Uma das medidas para reduzir o índice de violência contra as mulheres é por meio da Campanha Nacional de Combate à Violência Baseada no Gênero e Feminicídio lançada, esta segunda-feira.

Neste quadro, prosseguiremos com o fortalecimento e a expansão dos serviços de apoio através de múltiplas portas de entradas institucionais,  com destaque para os centros de atendimento integrado, os CAIS,os gabinetes de atendimento à família e menores,) nas esquadras policiais e nas unidades sanitárias,garantindo, assim, uma resposta acessível, integrada e humanizada. Reconhecemos e valorizamos o papel incontornável das organizações da sociedade civil e das estruturas comunitárias que constituem a primeira linha de prevenção, identificação e encaminhamento de casos, funcionando como elo essencial entre as comunidades e os serviços do Estado.No plano institucional, estamos igualmente empenhados no reforço do quadro legal, incluindo a revisão da legislação vigente, com vista a assegurar uma resposta mais robusta, atualizada e ajustada à complexidade deste fenômeno.

O Secretário de Estado de Gênero e Acção Social defende, igualmente, a revisão da Lei 29/2009 de 29 de Setembro, sobre a violência contra a mulher e a melhoria do financiamento. 

Dois quadros seniores do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), um técnico da UGEA e um empresário foram detidos, nesta segunda-feira, por alegada prática de crimes de corrupção.

Os quadros seniores implicados no caso são o Director-Geral do INSS e o Director da DAF, na mesma instituição.  

Segundo apurou o “O País”, os visados são acusados de “instrumentalização de concursos”, com o propósito de “desvio de fundos” no INSS.

Os quatro detidos serão submetidos ao primeiro interrogatório na Secção de Instrução Criminal do Tribunal da Cidade de Maputo, ainda nesta segunda-feira.

O Presidente da República, Daniel Chapo, alerta para  a subida do custo de vida no país devido à crise de combustíveis na sequência da guerra no Médio Oriente.  Daniel chapo, falava nesta segunda-feira, em Guijá, província de Gaza,  durante a entrega de quites agrícolas e pesqueiros que vão beneficiar mais de 181 mil produtores no país.

“Amanhã, se esta crise nos afectar, porque se os preços começarem a chegar no novo preço do combustível, não teremos como não aumentar como estão a fazer os outros países. Mas até lá, se tivermos no nosso quintal cebola, tomate, couve, repolho e outras hortícolas, e não precisar de ir comprar no mercado de zimpeto, daquilo que é importado da África do Sul, onde o preço do combustível já aumentou, e, consequentemente, o tomate vai chegar mais caro, a batata rena vai chegar mais cara”, disse o Presidente da República. 

Para fazer frente aos altos preços, Chapo apelou ao aumento da produção e produtividade interna, pois, com a subida de transportes, o custo do transporte de produtos poderá aumentar e influenciar no preço dos produtos. 

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve um indivíduo de nacionalidade asiática por falsificação de documentos oficiais como: certidões de nascimento, bilhete de identidade, cartões de banco, passaportes, boletins de nascimento, entre outros documentos oficiais. 

Segundo o porta-voz do SERNIC na Cidade de Maputo, João Adriano, o suspeito produzia os documentos em conivência com colaboradores das entidades públicas, vocacionados à produção de documentos. 

“O indivíduo fazia esse trabalho, supostamente, para facilitar a vida daqueles que tivessem necessidade desses documentos, para fins não esclarecidos até aqui”, explicou o porta-voz.

Segundo o SERNIC, alguns dos documentos eram processados justamente na residência do acusado e outros eram processados fora. Neste momento, o SERNIC está a averiguar com quem ele trabalha nesta actividade.

“Estamos aqui diante de um crime de falsificação de documentos que, nos termos da nossa legislação, é punível com pena de prisão”, sublinhou.

O valor da exportação de tabaco por Moçambique cresceu 16% em 2025, para 258,3 milhões de dólares, segundo dados do banco central do país.

Segundo a notícia publicada por Lusa, o tabaco é considerado umas das culturas de rendimento em Moçambique, que previa uma produção total de 72 380 toneladas em 2025, contra 92 343 toneladas em 2024, resultante de uma área total de 71 mil hectares de cultivo.

Num segundo relatório, este do Governo, sobre a execução orçamental de 2025, é referido que a divisão do tabaco em Moçambique atingiu os 7 255 milhões de meticais em termos do valor de produção, menos 4,1% face aos 7 567 milhões de meticais em 2024, sendo composta por duas empresas, a Mozambique Leaf Tobacco e Sociedade Agrícola de Tabaco.

O Governo moçambicano alertou anteriormente para o impacto nas receitas com impostos pela “redução da produção nacional do tabaco com a saída da empresa BAT para a África do Sul”.

No ano agrícola de 2022-2023, Moçambique contava com uma área de cultivo de tabaco de 76 850 hectares, tendo produzido 65 856 toneladas, o que representou então uma queda de 15% face ao período homólogo anterior.

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em 2023, referia que Moçambique contava com a oitava maior área de cultivo de tabaco do mundo.

Com uma área disponível e cultivada com tabaco estimada pela OMS em 91 469 hectares, Moçambique era então o terceiro produtor na região africana, a seguir ao Zimbabué (112.770 hectares) e ao Malawi (100.962).

O Brasil, com a terceira maior área de cultivo, de 357 230 hectares, e Moçambique são as únicas nações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) referenciados no relatório da OMS.

O documento identificava os 50 países com maior área de cultivo da planta, outrora classificada como medicinal e actualmente alvo de críticas e medidas políticas contra o uso massificado.

Duas pessoas morreram após deslizamento de terra na Mina de Seis Carros, no distrito de Vandúzi, na província de Manica. Segundo as autoridades de Saúde, quatro pessoas deram entrada no Hospital Provincial de Manica após serem achadas nos escombros da mina onde estavam soterradas.

Deste número, duas pessoas acabaram por perder a vida sendo que os restantes dois continuam em observação na ortopedia da maior unidade sanitária da província de Manica.

Além das vítimas de soterramento, deram entrada no Hospital Provincial de Manica dois casos por agressão física, supostamente praticada pelos famosos homens-catana, tendo uma das vítimas ter pedido a vida. Esta não é a primeira vez que há registo de mortes na mina de “Seis Carros”.

Em Janeiro deste ano, três mineradores artesanais, incluindo um cidadão sul-africano e dois moçambicanos, perderam a vida por asfixia na mina de “Seis Carros”. As vítimas, com idades compreendidas entre os 25 e os 55 anos, terão morrido por inalação de monóxido de carbono enquanto dormiam no interior de uma cabana improvisada, onde se encontravam um fogão aceso e um gerador de energia em funcionamento.

Segundo as autoridades, na altura, o fogo foi aceso para combater o frio durante a noite chuvosa. “Eles acenderam fogo durante a noite e acabaram por adormecer. A cabana é feita de plástico, e acreditamos que tenham inalado monóxido de carbono, o que provocou a morte”, explicou Rezik Aly Setimane.

De acordo com a mesma fonte, no total, encontravam-se quatro pessoas no interior da cabana. “Eram quatro pessoas. Uma foi socorrida e levada para o Hospital Distrital de Vandúzi. Duas das vítimas mortais são naturais da província da Zambézia e a outra é um cidadão sul-africano, residente na Cidade de Maputo”, disse.

Rezik Setimane acrescentou que, durante a noite, o grupo ligou um gerador para produzir energia eléctrica, utilizada para bombear água acumulada no interior da mina. Na mina de Seis Carros, operam milhares de pessoas, na sua maioria jovens de várias nacionalidades, envolvidas na exploração ilegal de ouro.

O Município de Nampula necessita de mais de cinquenta autocarros para garantir a mobilidade dos munícipes. O edil local, Luís Giquira, afirma que os transportes actualmente existentes já não conseguem responder ao crescimento populacional.

Com o aumento da população e a expansão da cidade de Nampula, cresce o número de pessoas que dependem do transporte público. Os autocarros disponíveis já não conseguem cobrir todos os bairros, sobretudo os de expansão, onde milhares de famílias passaram a residir nos últimos anos.

Perante este cenário, o presidente do Conselho Municipal de Nampula reconhece que a cidade enfrenta um défice de transporte urbano. O Governo vai proceder, nesta segunda-feira, à entrega de 100 autocarros destinados às autarquias das regiões Norte e Centro do País.

A iniciativa enquadra-se no projecto de melhoria do sistema de transporte urbano, que prevê reforçar a circulação de passageiros e reduzir problemas de mobilidade nas cidades. Segundo as autoridades, com este investimento, espera-se transportar cerca de um milhão e quatrocentos mil passageiros por mês.

Entre as cidades que deverão beneficiar da iniciativa está Lichinga, onde a escassez de transporte urbano tem afectado diariamente milhares de munícipes.  A cerimónia de entrega dos cem autocarros será dirigida, nesta segunda-feira, pelo Presidente da República, Daniel Chapo.

O Presidente da República, Daniel Chapo, exortou, neste domingo, os moçambicanos a adoptarem o amor ao próximo como o alicerce fundamental para a estabilidade e o desenvolvimento nacional, sublinhando que a paz e a segurança – “condições indispensáveis para o progresso” – dependem da capacidade de comunhão entre irmãos, especialmente num momento em que o País enfrenta crises humanitárias e o flagelo do terrorismo.

Após a sua participação no culto alusivo à Sexta-Feira Santa, junto da Primeira-Dama, Gueta Selemane Chapo, na Igreja de Santo António da Polana, em Maputo, o Chefe do Estado contextualizou a efeméride religiosa como um marco de sacrifício e redenção.

“A todos os irmãos que professam a religião cristã, estamos a comemorar a Paixão de Cristo, que é a morte e ressurreição de Jesus Cristo, que entregou a sua vida pelos nossos pecados”, afirmou, destacando o significado da data para a identidade moçambicana.

Para o estadista, a celebração transcende o rito religioso, devendo ser interpretado como um guia prático para a convivência social. Enfatizou que “este é um momento simbólico, extremamente importante para o povo moçambicano, no sentido daquilo que Cristo disse quando deixou o mundo: ‘Amai-vos uns aos outros'”. Segundo Presidente, a essência do amor é o único caminho para a manutenção da harmonia.

Aprofundando a reflexão teológica aplicada à realidade política, o Chefe do Estado recordou a promessa bíblica de paz para incentivar a solidariedade activa. “E Cristo disse: ‘Deixo-vos a minha paz, dou-vos a minha paz’. Quando Ele disse ‘dou-vos a minha paz e deixo-vos a minha paz’, é no sentido de que cada um de nós pudesse amar o próximo”, explicou, reforçando que o exemplo do sacrifício de Cristo deve inspirar os cidadãos a apoiar quem mais precisa.

O Presidente da República não esqueceu os desafios críticos que o País atravessa, apontando para as vítimas da insegurança e das intempéries naturais. “E, como sabem, temos irmãos nossos a sofrer de terrorismo em Cabo Delgado. Temos irmãos nossos a sofrer de cheias e inundações, principalmente na província de Gaza, mas também na província e Cidade de Maputo, incluindo a região centro e Norte do País”, lamentou.

Face a estas adversidades, a mensagem presidencial centrou-se no apelo à coesão nacional. O governante reiterou que a grande mensagem que pretendia deixar era o apelo à paz, à harmonia, à comunhão entre irmãos moçambicanos “e, sobretudo, a necessidade de cada um de nós ajudar o próximo, amar o próximo, porque só com o amor é que nós vamos conseguir manter a paz em Moçambique”.

Numa perspectiva de governação e estabilidade macroestrutural, o Chefe do Estado foi pragmático ao ligar os valores espirituais ao crescimento económico. “E não há nenhum país no mundo que desenvolve sem paz e segurança. E para que haja paz e segurança, o segredo é o amor, que é este que nós estamos a comemorar: o amor de Cristo pela humanidade”, defendeu perante jornalistas.

A intervenção terminou com um convite à introspecção colectiva sobre o futuro da nação. “Eu acho que é um momento extremamente importante da comemoração da Páscoa para reflexão em torno da paz em Moçambique e em torno do amor ao próximo”, concluiu o Presidente Daniel Chapo, encerrando a sua participação no culto.

A Estrada Nacional Número 1, na baixa de Xai-Xai, registou um congestionamento intenso, facto que propiciou quase 15 quilómetros de viaturas perfiladas. Muitos passageiros se viram obrigados a abandonar os transportes, além de transtornos na agenda da celebração da Páscoa em Xai-Xai. Município diz que situação se deve a obras na ponte sobre o rio Nguluzane.

O Movimento de celebração da semana santa testou a paciência de muitos automobilistas e forçou os passageiros a percorrerem até oito quilómetros a pé até à baixa da capital de Gaza. É que havia mais de 15 quilómetros de viaturas à espera para seguir viagem nos sentidos sul e norte.

Por isso, muitos que viram mexidas nas suas agendas, incluindo de passar a festa da Páscoa em famílias adiadas, não esconderam a insatisfação.

Reagindo à situação, o Município de Xai-Xai esclareceu que a suspensão da circulação se deve a obras na ponte sobre o rio Nguluzane. Rogério Manjate fala de agravamento do tráfego, no bairro 8, muito por conta do corte da via Wenela, alternativa à EN1.

Previsões apontam para o crescente fluxo de pessoas e bens até às primeiras horas desta segunda-feira. Há duas semanas que a EN1 regista cortes frequentes de transitabilidade, devido ao transbordo do rio Limpopo.

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