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Pedro Macaringue e Thera Dai apresentaram nesta sexta-feira os seus manifestos da campanha para o cargo de Bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique. Os juristas são parte de quatro candidatos que concorrem a posição.

Pedro Macaringue da lista B na corrida para bastonário da Ordem dos Advogados reuniu os seus apoiantes na cidade de Maputo para apresentação do seu manifesto.  Com cinco pilares,  a proposta do candidato dá muita ênfase a novos advogados. 

“Não achamos igualmente justo que aqueles colegas sejam encarteirados antes de ontem. A primeira coisa que eles têm que se bater, no lugar de procurar montar um escritório, identificar um cliente, comprar um casaquinho para se apresentar melhor na praça, ser-lhe aplicada uma multa porque não pagou cotas.  Vamos instituir a Bolsa de Jovem Advogado. Esta Bolsa de Jovem Advogado vai significar que no primeiro ano de exercício da atividade do advogado, ele não paga cotas” 

A lista D, encabeçada por Thera Dai, apresentou, por outro lado, o seu manifesto também na presença de seus apoiantes. A candidatura com dez pilares tem na modernização e digitalização da ordem como prioridades 

“Muitos colegas sentem ainda que a Ordem está distante, excessivamente burocrática e pouco presente nas suas preocupações cotidianas. E em várias regiões do país, o acesso aos serviços da Ordem ainda é limitado, temos de reconhecer. Vamos apostar numa verdadeira transformação digital da instituição, com serviços online, processos disciplinares mais céleres, carteira profissional digital, uma plataforma moderna que permite aos advogados interagir com a Ordem de forma mais simples, rápida e transparente.

Os candidatos que apresentaram os seus manifestos nesta sexta-feira mantém como valores inegociáveis a independência da Ordem dos Advogados de Moçambique do poder Político e Empresarial

Profissionais de Comunicação alertam para a urgência da aprovação do Estatuto do Jornalista, de forma a colocar ordem na profissão. O grupo entende que é  errada a percepção de que qualquer pessoa pode ser jornalista. 

No contexto da celebração do Dia do Jornalista, neste sábado, profissionais da classe exigiram mais respeito à actividade, lamentando que haja uma corrida concorrencial, que muitas vezes põe em causa o profissionalismo.

A diferença no mercado se marca não pela velocidade com que a gente publica os assuntos, os nossos conteúdos, mas sobretudo pelo rigor, pelo profissionalismo, pela possibilidade de colocarmos os assuntos que informem as pessoas de forma equilibrada”, defendeu António Mondlane do Jornal Notícias.

Para haver ordem na profissão, jornalistas exigem reforço da regulamentação. “ Digo que o desafio é maior porque não temos carteira profissional, porque a carteira profissional também coloca alguns limites. Mas eu tenho visto que hoje qualquer um pode ser jornalista.Uma pessoa que esteve a trabalhar em outras coisas é jornalista e no dia seguinte já está a pegar o microfone”, reclamou a Jornalista da TVM Suzana Espada.

Um passo até foi dado recentemente com a aprovação do pacote legislativo da comunicação social, mas falta criar o estatuto do jornalista. 

No área do desporto, os jornalistas mostram-se desiludidos por haver poucas competições em quase todas as modalidades.

Na actualidade, o acesso à informação continua a ser visto como um dos principais obstáculos pelos jornalistas no exercício da sua actividade.

O Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) esclareceu a apreensão de uma viatura militar transportando armamento obsoleto, ocorrida no dia 27 de março de 2026, na cidade da Beira. De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa Nacional, o incidente está relacionado com uma actividade rotineira de gestão de material militar, que consiste na selecção e transferência de armamento obsoleto para locais previamente definidos.

Segundo a FADM, antes do episódio registado no dia 27 de Março do corrente ano, já foram realizadas duas transferências semelhantes sem qualquer incidente. No entanto, nesta última operação, obteve-se “um desvio de rota da viatura, situação que culminou com a sua apreensão da viatura, juntamente com os seus ocupantes”.

O Ministério da Defesa Nacional esclarece ainda que a entrega do referido equipamento foi realizada no cumprimento de orientações superiores, tratando-se de um procedimento normal no âmbito da gestão de materiais militares fora de uso.

Face ao sucedido, estão em curso investigações com vista ao esclarecimento do caso. O Estado-Maior Geral garante que irá prestar informações adicionais.

Depois de sucessivas queixas de poluição provocada por serrações de madeira no bairro Aeroporto, em Quelimane, a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, AQUA, em coordenação com o Conselho Municipal, ordenou a retirada destas actividades do local. A medida está a gerar contestação por parte dos comerciantes.

Os moradores do bairro Aeroporto, na cidade de Quelimane, respiram agora de alívio com a retirada das unidades de processamento de madeira que, durante muito tempo, poluíram o ambiente e condicionaram a qualidade de vida dos munícipes.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, AQUA, em coordenação com o Conselho Municipal de Quelimane, e abrange tanto as serrações como os vendedores de madeira, que deverão ser transferidos para um outro local. No entanto, a medida não agradou  aos comerciantes.

João Sanbura defende que a actividade é autorizada pelo Conselho Municipal e que todos os operadores pagam as respectivas taxas, pelo que considera injusta a retirada.

O chefe do mercado do bairro Aeroporto também pronunciou-se sobre o assunto, mostrando preocupação com o impacto da decisão.

O porta-voz do Conselho Municipal de Quelimane, Melo Henriques, considera infundadas as reclamações e garante que todas as etapas legais foram cumpridas.

As autoridades anunciaram que, a partir desta segunda-feira, terá início a retirada compulsiva de todos os que continuarem a exercer a actividade no local, em desobediência à proibição.

A medida surge em resposta às reclamações dos moradores, que há muito exigiam o fim da poluição provocada pelas serrações naquele bairro.

O Governo é apontado como responsável pelo encerramento de pelo menos  70 de um total de 100 empresas de construção civil em Gaza. Em causa estão dívidas acumuladas desde 2016. A Associação provincial  dos empreiteiros fala de corrupção e  acusa o  estado de acumular dívidas de mais de 220 milhões em obras de construção de estradas. 

Mahamudo Abdul, Presidente da Associação dos Empreiteiros de Gaza, alerta que as empresas estão sem liquidez para continuar a operar . O Fundo de Estradas em Gaza  remete responsabilidades ao Ministério das Finanças pela demora no reembolso. 

“Desde 2016, as dívidas foram praticamente acumuladas, começaram a ser acumuladas desde 2016 para cá, só que piorou depois de 2020. Então, aí foi o caos. Principalmente nesses dois últimos anos. Nós temos um fluxo da dívida que provavelmente esteja acima de 221 milhões por ano. Então, nós fazemos para o Estado, e é o mesmo Estado que está nos atendendo (…)  Praticamente, a maior parte das empresas estão fechadas”, avançou o Presidente da Associação dos Empreiteiros de Gaza.

O Arcebispo Emérito da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuanna,  que renunciou ao cargo nesta sexta-feira, por razões de doença pediu aos moçambicanos para pautarem por contínua colaboração  permanente e de forma sã, na construção de um futuro comum, sem olhar para as diferenças ideológicas e religiosas.  

Foi numa conferência de imprensa, nos seus aposentos, na manhã deste sábado, que Dom Cláudio Dalla Zuanna, agora Arcebispo Emérito da Beira, pediu aos moçambicanos para estarem sempre unidos, facto que para ele certamente ajudará  o país a construir um futuro risonho para todos, sem interferências de origem políticas ou religiosas e com muita responsabilidade.

Não é algo que virá automaticamente, não é algo que alguém irá oferecê-lo, temos que construí-lo e construí-lo em conjunto, temos que continuar a colaborar. A cidade da Beira, acho, é um bom exemplo no país de colaboração entre pessoas com sensibilidades diferentes, com visões também políticas diferentes, mas se colaborando podemos construir alguma coisa”, disse o Arcebispo Emérito.  

Dalla Zuanna esteve a frente da Igreja Católica na Beira nos últimos 14 anos e o que mais lhe alegra é saber que passado este tempo houve crescimento e sente que a diocese da Beira está mais unida e colabora para o bem comum.

Um crescimento que não é só numérico, o número de baptizados ou o número de sacerdotes. Praticamente, em 14 anos, os sacerdotes são mais do que o dobro de 2012, mas também diria com mais qualidade.  Em relação à dimensão social, eu acho que estes valores de unidade, de solidariedade, de reconciliação que dentro da igreja procuramos viver, a exemplo daquilo que o Evangelho nos ensina e que valem também para a sociedade”, disse.

Zuanna que era Chanceler da Universidade Católica de Moçambique pediu a aquela instituição de ensino superior para não perder o seu foco na qualidade.

Dom Cláudio Dalla Zuanna aproveitou a celebração do Dia do Jornalista Moçambicano para exortar os escribas a não manipularem as informações a favor de um grupo de pessoas.

Dom Osório Afonso, Bispo de Quelimane, irá  administrar a Diocese da Beira enquanto a igreja se prepara para prover um novo arcebispo. 

No próximo dia 26 do corrente mês está marcada uma missa na catedral da Beira, onde Dom Cláudio Dalla Zuanna irá despedir-se da igreja católica na Beira. 

O Ministério da Saúde quer expandir o uso das tecnologias digitais para todas as unidades sanitárias do país, dentro de cinco anos. Trata-se de uma iniciativa que visa melhorar a qualidade no acesso e na prestação dos serviços de saúde.  

Dados disponibilizados, este sábado,  pelo director de Planificação e Cooperação do Ministério da Saúde apontam que de um universo de 1900 unidades sanitárias no país,  apenas 63 dispõem de acesso a tecnologias digitais, para acelerar a prestação dos serviços de saúde.  

Além da redução do uso do papel, a digitalização vai permitir melhor conservação das informações clínicas de cada paciente. 

Com vista a promover soluções tecnológicas,  72 jovens profissionais de diferentes áreas deverão apresentar projectos ligados à gestão hospitalar, saúde da mulher e outros. 

Os três vencedores terão prémios em valores que variam de 50 a 195 mil meticais. A primeira Conferência de Saúde Digital terá lugar entre 15 e 17 de Abril. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou a todos os jornalistas moçambicanos, por ocasião do 11 de  Abril, data que assinala o 48.º aniversário do Sindicato Nacional  de Jornalistas (SNJ), efeméride igualmente celebrada no país  como o Dia do Jornalista Moçambicano. Na mensagem, o Chefe do Estado saúda os profissionais da  comunicação social pelo seu contributo determinante na  consolidação da democracia. 

Daniel Chapo destaca ainda o contributo dos jornalistas na promoção da cidadania e no  fortalecimento da unidade nacional, sublinhando que “os jornalistas moçambicanos desempenham um papel insubstituível  na construção de uma sociedade informada, crítica e  participativa”. 

O Presidente da República reconheceu os desafios que a classe  enfrenta no exercício da sua missão, enfatizando que “o  compromisso com a verdade, a ética e a responsabilidade deve continuar a nortear o exercício do jornalismo em Moçambique”. 

Referindo-se ao lema das celebrações deste ano — “SNJ: 48 anos  pela Ética, Liberdade de Imprensa e Justiça Laboral” —, o  estadista destaca que “estes princípios constituem pilares  essenciais para o fortalecimento do Estado de Direito  Democrático e para a valorização da classe jornalística”. 

Por esta ocasião, reafirma o compromisso do Governo com a  promoção de um ambiente cada vez mais favorável ao  exercício da actividade jornalística, assegurando a continuidade  de esforços visando garantir melhores condições de trabalho,  segurança e liberdade de imprensa no país. 

O Presidente da República conclui reiterando votos de sucesso a  todos os jornalistas moçambicanos, encorajando-os a prosseguir  a sua missão com dedicação, sempre alicerçados na verdade  dos factos, destacando o trabalho que exercem como essencial  para o desenvolvimento de Moçambique e para o  fortalecimento da democracia.

O Museu Banco de Moçambique, na cidade de Maputo, acolheu a exposição temporária “Diálogo das Paisagens de Jacob e Mucavele”, que reúne 12 obras de pintura de dois nomes de referência, Jacob Macambaco, a título póstumo, e Estêvão Mucavele. 

A inauguração da exposição temporária “Diálogo das Paisagens de Jacob e Mucavele” surge numa iniciativa que cruza as diferentes abordagens técnicas destes autores e destaca o contributo das artes plásticas para a identidade cultural moçambicana. 

Jacob Macambaco é reconhecido como um dos primeiros artistas plásticos negros do País e as suas criações são inspiradas em locais onde viveu e que percorreu, transformando memórias e observações directas em narrativas visuais marcantes. 

Ao lado de Macambaco, Estêvão Mucavele apresenta um estilo distinto, marcado por cenários imaginários e pela liberdade criativa. As suas obras exploram uma dimensão mais poética e abstracta da paisagem, criando um contraste que enriquece o diálogo artístico da exposição.

Segundo os organizadores, a iniciativa visa valorizar o papel dos artistas e aproximar o público das artes. “É uma celebração das artes e uma forma de fazer as pessoas perceberem o valor destes artistas, sobretudo para encorajar aqueles que continuam a produzir”, destacou Felisberto Tlhemo, Curador da exposição.

Para Languana, presidente do Núcleo de Arte, a exposição evidencia ainda a complementaridade entre os dois estilos. “Estamos a ver paisagens de diferentes formas: o Macambaco com uma abordagem mais rural e o Estêvão com uma visão mais criativa. No fundo, fundem-se numa só paleta”, afirmou. 

Trata-se de uma iniciativa do Banco de Moçambique, que reforça o compromisso desta instituição com a promoção das artes nacionais. O banco central já promoveu 3 exposições temporárias no Museu Banco de Moçambique e prevê realizar mais 2 até ao final deste ano. 

Estevão Mucavele, actualmente com 85 anos, considerou o reconhecimento significativo e aproveitou a ocasião para incentivar as novas gerações. “Não pensava que a minha obra pudesse estar aqui tão bem-apresentada. Os jovens devem trabalhar mais e apostar na arte”, apelou. 

Além das obras do Banco de Moçambique, fazem parte da exposição 5 obras de um coleccionador anónimo. A exposição está patente até ao mês de Maio.

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