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O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para a ocorrência de chuvas moderadas a fortes com trovoadas nas províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado.

Na província de Nampula serão afectados os distritos de Malema, Ribaué, Lalaua, Liúpo, Mossuril, Monapo, Meconta, Eráti, Mogincual, Ilha de Moçambique Nacala, Nacala-à-Velha, Memba e Nacarôa. Já em Niassa, as chuvas far-se-ão sentir nos distritos de Mecanhelas, Cuamba, Metarica, Mandimba, Ngauma, Chimbonila, Lago, Sanga, Muembe, Mavago, Majune, Maúa, Nipepe, Marrupa, Mecula e cidade de Lichinga.

Os distritos de  Nangade, Palma, Mocímboa da Praia, Muidumbe, Macomia, Meluco, Ancuabe, Quissanga, Ibo, Metuge, Mecufi Chiúre e cidade de Pemba também serão, segundo o comunicado do INAM, afectados pelas chuvas fortes. 

Adicionalmente, o INAM prevê a continuação de chuvas em regime fraco a moderado a norte das províncias de Tete e Zambézia.

As Nações Unidas apelam à mobilização urgente de 187 milhões de dólares norte-americanos, equivalentes a 158,7 milhões de euros, para responder à emergência humanitária provocada pelas cheias que afectam Moçambique desde janeiro último.

De acordo com um relatório do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), citado pela Lusa e com dados até 03 de fevereiro, “a escala e o ritmo” da crise ultrapassam a capacidade de resposta actualmente disponível.

O documento refere que “inundações severas e persistentes afectaram vastas zonas do país, particularmente nas regiões sul e centro de Moçambique”, provocando o transbordo de rios, deslocação de comunidades e danos ou destruição de casas, escolas, unidades sanitárias, sistemas de abastecimento de água e infra-estruturas rodoviárias.

“As Nações Unidas e os parceiros humanitários estão a trabalhar em conjunto com as autoridades nacionais e locais para reforçar os sistemas nacionais, melhorar a coordenação e apoiar a prestação de assistência vital”, acrescenta o relatório citado pela Lusa.

Desde meados de janeiro, as cheias afectaram mais de 723 mil pessoas em todo o país, com cerca de 75 mil ainda acolhidas em centros de abrigo, além do registo provisório de 23 óbitos.

O OCHA reconhece que, até ao momento, apenas cerca de 90 mil pessoas receberam apoio, num universo de aproximadamente 620 mil pessoas identificadas como necessitando de assistência alimentar segura e outros apoios de emergência.

O aditamento ao Plano Nacional Humanitário de Resposta às Cheias de 2026 visa mobilizar 187 milhões de dólares para garantir assistência urgente e vital a cerca de 600 mil pessoas afectadas.

Do montante global, 65,5 milhões de dólares destinam-se ao reforço da segurança alimentar e dos meios de subsistência, incluindo apoio aos mais de 70 centros de abrigo ainda em funcionamento, sobretudo no sul do país, enquanto 28,4 milhões de dólares serão aplicados na provisão de abrigos e tendas.

Dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), também citados pela Lusa, indicam que mais de 723.500 pessoas foram afectadas pelas cheias registadas desde janeiro em várias regiões de Moçambique.

O Secretário de Estado na província de Manica, Lourenço Lindonde, visitou esta sexta-feira o jornalista Carlitos Cadangue, vítima de um atentado ocorrido na última quarta-feira, tendo-lhe manifestado solidariedade e encorajado a continuar a exercer a profissão.

Durante a visita, realizada um dia após o ataque, Lindonde aconselhou o jornalista a não desistir do jornalismo, sublinhando que toda a sua actividade profissional está legalmente protegida.

“Se há aspectos que devem ser melhorados, é muito importante que alguém diga o que está bem e o que está mal”, afirmou o representante do Estado em Manica, destacando o papel do jornalismo como um instrumento fundamental para ajudar o Estado a avaliar a sua própria actuação.

Na ocasião, Lindonde encorajou Cadangue a prosseguir com o seu trabalho, respeitando os princípios profissionais e a linha editorial do órgão de comunicação social para o qual trabalha.

“Continue a exercer a sua profissão, respeitando naturalmente aquilo que é a linha editorial da sua empresa”, reforçou.

O atentado contra Carlitos Cadangue ocorreu na noite da última quarta-feira e foi protagonizado por indivíduos até aqui desconhecidos. Até ao momento, as autoridades ainda não divulgaram informações sobre os suspeitos nem sobre as motivações do crime.

O caso continua a gerar preocupação no seio da classe jornalística e da sociedade civil, que apelam ao rápido esclarecimento do sucedido e à responsabilização dos autores.

Cheias e inundações destruíram cerca de 200 escolas e forçaram a suspensão do processo de alocação dos manuais escolares em vários distritos de Gaza. Para mitigar o impacto deste evento calamitoso na vida de mais 100 mil alunos, a UNICEF entregou ao sector mais de 18 mil kits escolares e prometeu apoiar a reconstrução da rede escolar.

Há três semanas do arranque do ano lectivo 2026, O sector da Educação em Gaza alerta para o impacto sem precedentes das cheias e inundações na rede escolar

Raquelija da Glória admite a paralisação do processo de alocação e distribuição gratuita do manual escolar na sequência do corte de várias vias de acesso, mas garante retoma após melhoria das condições de mobilidade. 

Sobre a situação, o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) diz que urge coordenar esforços para garantir um regresso seguro às aulas, sublinhando que a rede da escola está profundamente afectadas, além várias comunidades desalojadas que aguardam e precisam de tudo para recomeçar a vida.

Yanick Brand, representante do UNICEF, garantiu mais recursos nos próximos dias. Há mais de 540 mil alunos inscritos este ano em Gaza. 

Aterrou esta quinta-feira, em Maputo, um avião contendo bens de ajuda humanitária essencial  proveniente da Alemanha, que inclui filtros de água, utensílios de cozinha e  tendas familiares, num valor total de 375 mil euros, para apoiar os esforços  de recuperação das inundações no país, sobretudo nas províncias  de Maputo, Gaza e Sofala. 

Segundo o comunicado da Embaixada da Alemanha, a entrega foi coordenada através do Mecanismo  de Protecção Civil da União Europeia (EU ERCC) para garantir que os bens  humanitários fossem fornecidos de forma eficiente e coordenada, de acordo  com as necessidades no terreno. 

Com este envio, a ajuda humanitária da Alemanha a Moçambique em  2026 ultrapassa a marca dos 3 milhões de euros, reafirmando a Alemanha  como um dos principais parceiros humanitários de Moçambique. Esse total inclui uma contribuição recente de 2 milhões de euros ao Programa Mundial  de Alimentação (PMA) e 600 mil euros à Agência das Nações Unidas para os  Refugiados (ACNUR). Estes fundos flexíveis podem ser utilizados para apoiar  necessidades imediatas da população afectada, como alimentos, água,  saneamento e kits de cozinha e higiene, bem como abrigos temporários.  

Além disso, a Alemanha está a apoiar iniciativas de menor escala para as vítimas das inundações em Moçambique, como uma contribuição de 180 mil euros para um projecto de ajuda de emergência da Cruz Vermelha Alemã,  que fornecerá suprimentos básicos de ajuda e abrigo emergencial para até  15 mil pessoas. 

 

O Provedor de Justiça manifestou o seu mas veemente repúdio e indignação à tentativa de assassinato do jornalista Carlitos Cadangue. Através de um comunicado, diz que o acto configura um atentado aos princípios do estado de direito democrático.

‎”Este acto criminoso não constitui apenas  uma agressão à integridade física e à vida de um cidadão, mas representa também um ataque directo à liberdade de imprensa, ao direito à informação, e ao exercício livre e responsável do jornalismo, pilares essenciais de qualquer estado democrático”, refere.

‎O Provedor de Justiça exorta as autoridades competentes a envidarem todos os esforços necessários para o rápido esclarecimento do caso e a responsabilização dos criminosos.

‎O Provedor de Justiça apela ao reforço das medidas de segurança dos profissionais da comunicação social no exercício das suas funções e manifestou solidariedade ao jornalista, à família e ao grupo Soico.

O Ministro da Economia, Basílio Muhate, recebeu em audiências separadas a Alta Comissária da República de Moçambique na África do Sul, Maria Gustava, e o Alto Comissário da República de Moçambique no Quénia, Jacinto Januário Maguni. Na ocasião, Muhate apelou para que os dois exerçam as suas funções desempenhando o papel importante de promover o país naqueles dois países.

Dois encontros separados, mas com o mesmo objectivo! Basílio Muhate, Ministro da Economia, recebeu no seu gabinete de trabalho Maria Gustava e Jacinto Januário Maguni, nomeadamente Alta Comissária da República de Moçambique na África do Sul  e Alto Comissário da República de Moçambique no Quénia.

Durante os encontros, o governante apresentou as prioridades do país no reforço das relações económicas e comerciais com a África do Sul e o Quénia, com enfoque na atracção de investimentos para dinamizar as pequenas e médias empresas, melhorar a balança comercial e ampliar a exportação de produtos nacionais.

Os dois diplomatas foram recentemente empossados pelo Presidente da República, Daniel Chapo, e Basílio Muhate fez questão de recordá-los das suas responsabilidades, as quais deverão desempenhar um papel importante na promoção da diplomacia económica e no fortalecimento das parcerias estratégicas de Moçambique com aqueles países.

 

Moçambique lança auscultação estratégica para a indústria do couro

O Governo de Moçambique, em parceria com a SADC e a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), promoveu um workshop de auscultação para a elaboração do Plano Estratégico do Sector de Couro e Produtos de Couro no país.

O encontro reuniu representantes do sector público e privado, parceiros de cooperação e demais actores da cadeia de valor, com o objectivo de recolher contribuições que permitam transformar o sector do couro num motor de industrialização, criação de emprego e geração de valor acrescentado.

O Governo reafirma que o sector do couro é prioritário no quadro da Política de Industrialização, destacando o seu potencial para reduzir importações, aumentar exportações e reforçar a integração regional no âmbito da SADC e da Zona de Comércio Livre Continental Africana.

A iniciativa visa fortalecer a produção e a transformação local, promover investimentos e tornar o sector mais competitivo e sustentável, contribuindo para o desenvolvimento económico do país.

O Governador da Província de Nampula, Eduardo Abdula, defendeu o envolvimento activo das lideranças religiosas no combate aos actos de corrupção, considerando-o uma condição essencial para garantir um desenvolvimento inclusivo e sustentável.

O apelo foi feito na quarta-feira durante a cerimónia de abertura da Conferência Regional de Líderes Religiosos, subordinada ao lema “Recursos Islâmicos sobre Paz: Um Intercâmbio entre Teólogos Muçulmanos no Norte de Moçambique”, que reúne líderes com reconhecida influência espiritual, social e comunitária.

Na ocasião, o Chefe do Conselho Executivo Provincial de Nampula sublinhou que a paz não é um dado adquirido nem um simples ponto de chegada, mas sim uma construção colectiva, permanente e exigente, que se realiza diariamente nas comunidades, instituições e consciências.

Na ocasião, Abdula destacou que, pela sua proximidade às comunidades, autoridade moral e capacidade de escuta e mediação, as confissões religiosas são parceiras incontornáveis na promoção da paz social, na prevenção de conflitos e na defesa da dignidade humana, reiterando que “a paz não se decreta, constrói-se, quando cada actor assume a sua responsabilidade”.

Para concluir, o Governador reafirmou a total disponibilidade do Governo da Província de Nampula para continuar a trabalhar em estreita colaboração com as confissões religiosas, a sociedade civil e os parceiros, “não apenas em momentos formais, mas na construção de soluções práticas que consolidem a paz, reforcem a segurança e criem condições para um desenvolvimento verdadeiramente inclusivo e sustentável”.

 

Desenvolvimento do turismo local requer envolvimento de todos

Eduardo Abdula afirmou, numa outra actividade, que o desenvolvimento do turismo local requer o envolvimento de forma coordenada do sector público e privado.

O Chefe do Conselho Executivo Provincial falava na Ilha de Moçambique, durante a cerimónia de lançamento da Gala de Turismo e Fórum de Turismo e Investimentos 2026, a decorrer em Junho próximo.

Para garantir competitividade aos operadores turísticos e hoteleiros, Eduardo Abdula, explicou ser essencial continuar a trabalhar na redução dos custos de conectividade aérea, estando já visíveis alguns sinais com a redução das passagens aéreas, bem como iniciativas como a marca “Wamphula Noophiya”, expressão da alma turística de Nampula.

Neste contexto, o Governador lembrou que o sector privado é igualmente chamado a investir na formação e valorização dos seus trabalhadores, garantindo qualidade, profissionalismo e experiências memoráveis aos visitantes.

A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) manifestou o seu profundo repúdio e condenação ao atentado armado contra o jornalista da STV, Carlitos Cadangue, ocorrido na noite de 04 de Fevereiro, no bairro Trangapasso, na cidade de Chimoio, província de Manica.

‎Em comunicado, a FDEM considera que o acto criminoso, que colocou em risco a vida do jornalista e do seu filho, representa uma grave ameaça à liberdade de imprensa, à segurança dos profissionais da comunicação social e ao direito dos cidadãos à informação, princípios essenciais para a estabilidade democrática e para um ambiente de negócios saudável e transparente.

‎A organização sublinha que o atentado ocorre num contexto em que o jornalista vinha abordando matérias de elevado interesse público, com destaque para os sectores da mineração e da segurança, considerados estratégicos para o desenvolvimento económico do país.

‎A FDEM saudou a pronta reacção da Polícia da República de Moçambique na abertura de um processo-crime e apelou ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) para a condução de uma investigação célere, imparcial e rigorosa, de modo a responsabilizar os autores materiais e morais do crime.

‎No documento, a federação reafirma que não pode haver desenvolvimento económico sustentável num ambiente marcado pela intimidação e violência, defendendo que a segurança dos jornalistas é também um pilar da confiança institucional e do investimento.

‎A FDEM expressou ainda solidariedade a Carlitos Cadangue, à sua família, à STV e à classe jornalística moçambicana, reiterando o seu compromisso com a promoção de um país onde o jornalismo e a actividade económica sejam exercidos com liberdade, segurança e responsabilidade.

Conselho Executivo Provincial condena atentado contra Carlitos Cadangue em Manica

O Conselho Executivo Provincial manifestou, esta quinta-feira-feira, profundo repúdio pelo atentado ocorrido na noite de 4 de fevereiro de 2026 contra o jornalista e correspondente da STV e do Grupo Soico em Manica, Carlitos Francisco Cadangue, e o seu filho, quando regressavam a casa.

Em comunicado, o órgão classificou o acto como uma grave violação da liberdade de expressão e do livre exercício do jornalismo, apelando às autoridades competentes para uma investigação célere, rigorosa e transparente, de modo a responsabilizar os autores do crime.

O Conselho expressou ainda solidariedade ao jornalista, à sua família, aos colegas de profissão, à STV e ao Grupo Soico.

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