O País – A verdade como notícia

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação de ocorrência de chuvas fortes, localmente muito fortes, acompanhadas por vezes de trovoadas severas e ventos com rajadas nas províncias de Sofala, Manica, Inhambane, Gaza e Maputo. 

Serão afectados os distritos de Chemba, Caia, Marínguè, Marromeu, Cheringoma, Gorongosa, Muanza, Nhamatanda, Dondo, Búzi, Machanga, Chibabava e Cidade da Beira, na província de Sofala; distritos de Guro, Tambara, Macossa, Barué, Vanduzi, Manica, Macate, Sussundenga, Gondola, Mossurize, Machaze e cidade de Chimoio, em Manica. 

Na província de Inhambane serão afectados os distritos de Govuro, Inhassoro, Mabote, Vilankulo, Massinga, Funhalouro, Morrumbene, Panda, Homoíne, Jangamo, Inharrime, Zavala e cidades de Maxixe e Inhambane; Chicualacuala, Massangena, Mapai, Chigubo, Mabalane, Massingir, Guijá, Chibuto, Chokwé, Limpopo, Bilene, Mandlakazi, Chongoene e cidade de Xai-Xai, em Gaza;

Já em Maputo, as chuvas vão afectar os distritos de Magude, Moamba, Manhiça, Marracuene,

Namaacha, Boane, Matutuine e cidades de Maputo e Matola.

Adicionalmente, o INAM prevê a continuação de chuvas com trovoadas e ventos com rajadas principalmente na província de Niassa, Zambézia e Tete.

O INAM apela à tomada de medidas de precaução e segurança face às chuvas, trovoadas e vento forte.

As chuvas intensas registadas nas últimas 24 horas na província de Inhambane estão a provocar uma subida preocupante dos níveis dos principais rios, com destaque para as bacias do Inhanombe e Mutamba, que já apresentam risco de ultrapassar os níveis de alerta nas próximas horas. O aviso consta do mais recente Boletim Hidrológico da Divisão de Gestão da Bacia do Save (DGBS), emitido pela Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul).

De acordo com o documento, em praticamente todas as estações pluviométricas monitoradas foi registada precipitação significativa, com valores que, em alguns pontos, ultrapassam largamente os 200 milímetros em apenas um dia. Entre os casos mais críticos estão Mapinhane, no distrito de Vilankulo, onde choveu 320 milímetros, Massinga com 253,9 milímetros, Rio Govuro em Vilankulo com 247,9 milímetros e Guitambatuno, em Jangamo, com 201 milímetros. Em Maxixe, a precipitação atingiu 171 milímetros, enquanto no Aeroporto de Inhambane foram registados 199 milímetros.

A situação mais preocupante, segundo a ARA-Sul, verifica-se na bacia do rio Inhanombe, no distrito de Homoíne. Na estação hidrométrica de Mubalo, o nível da água atingiu 5,44 metros, ultrapassando o nível de alerta fixado em 4,50 metros. Trata-se de um indicador claro de risco iminente de cheias, sobretudo para as comunidades ribeirinhas.

Embora nas restantes estações os níveis ainda se encontrem abaixo do limiar de alerta, a tendência é de subida contínua, o que aumenta o risco de inundações caso as chuvas persistam nas próximas horas. O boletim hidrológico alerta que, nas próximas 48 horas, as bacias do Inhanombe e Mutamba podem registar níveis acima do alerta, situação que poderá provocar inundações em zonas baixas, interrupção da transitabilidade e perdas materiais.

Face ao cenário, a ARA-Sul apela à população para adotar medidas imediatas de precaução, com destaque para a não travessia dos rios, sobretudo o Inhanombe e o Mutamba, devido à força das correntes de água, que podem provocar arrastamentos fatais. As autoridades recomendam ainda atenção redobrada às informações hidrológicas divulgadas pelos serviços competentes e a retirada de pessoas e bens das zonas mais vulneráveis.

Este novo episódio de precipitação extrema volta a expor a elevada vulnerabilidade hidrológica da província de Inhambane, numa época chuvosa marcada por eventos cada vez mais intensos e concentrados, associados às mudanças climáticas. As autoridades mantêm o acompanhamento permanente da situação e não excluem a possibilidade de novos avisos caso o quadro se agrave.

O sector da saúde recuperou apenas 5100 unidades de antimaláricos, dos mais de 844 mil roubados em Novembro do ano passado, na Província de Maputo. A Central de Medicamentos diz que os fármacos continuam a circular de forma ilícita no país e alerta para os riscos à saúde da toma sem prescrição médica.

Em Novembro do ano passado, a STV reportou a detenção de alguns indivíduos,  por envolvimento no roubo de medicamentos equivalentes a 42 milhões de meticais.

Parte dos fármacos já foram recuperados pelo sector da saúde, mas não equivalem nem à metade do que foi subtraído.

“O que nós tivemos como desvio, em termos de tratamentos, quando nos referimos a antimaláricos, nós tivemos o desvio de 844 860 tratamentos, para verem que é uma quantidade de medicamentos para muita gente. Cada tratamento é para uma pessoa. Então, estamos a dizer que o que foi desviado neste armazém foram 844 660. Destes, nós só conseguimos recuperar 5100 tratamentos. Então, estamos longe da quantidade que foi desviada, e esse desvio alimenta não só o mercado nacional”, explicou Noémia Escrivão, directora da Central de Medicamentos.

Os medicamentos foram encontrados em Chimoio, com destino a Malawi, para efeitos de venda.

“Nós já tivemos informação dos inspectores, da autoridade reguladora, de comunicação de outras autoridades reguladoras dos países vizinhos, que em algumas situações inspectivas apreendem medicamentos vindos de Moçambique. Então, é preciso que todas as entidades fiscalizadoras também apertem o cerco, porque a saída destes produtos é pelas nossas fronteiras. Então, nós todos temos um trabalho aqui muito importante de controlar aquilo que nós temos como medicamentos para o Serviço Nacional de Saúde.”

A não localização das mais de 839 mil unidades de antimaláricos, ainda em parte incerta, poderá trazer mais constrangimentos à saúde, numa altura em que o sector já se depara com problemas de escassez de medicamentos nas unidades sanitárias.

O constrangimento maior é a falta de tratamento para as pessoas. As pessoas vão, os pacientes vão às unidades sanitárias e chegam lá e não encontram os produtos, porque foram desviados. Neste momento, ainda temos antimaláricos para suprir esta fase, mas nós estamos a entrar numa fase de chuvas, é a altura de pico da malária. O desvio de antimaláricos é danoso para o nosso Sistema Nacional de Saúde.

Em conexão com o roubo de medicamentos, estão detidos seis indivíduos, alguns dos quais funcionários da Central de Medicamentos, na Machava, Província de Maputo.

As autoridades alertam para o elevado risco de inundações nas bacias costeiras da província de Inhambane, na sequência da previsão de chuvas fortes a muito fortes, superiores a 100 milímetros em 24 horas. O alerta foi emitido pela Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul, IP), com base num aviso do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), em vigor a partir desta quinta-feira.

De acordo com a ARA-Sul, as chuvas vão atingir vários distritos da província, nomeadamente Govuro, Inhassoro, Vilankulo, Mabote, Massinga, Funhalouro, Morrumbene, Panda, Homoíne, Jangamo, Inharrime e Zavala, além das cidades de Inhambane e Maxixe. A situação poderá provocar um aumento significativo dos escoamentos nas bacias hidrográficas dos rios Save, Govuro, Inharrime, Inhanombe, Mutamba e Inhassune.

As autoridades hidrológicas alertam que, nas próximas 48 horas, os rios Inhanombe, Mutamba e Inhassune poderão atingir níveis de alerta, com impactos diretos em várias comunidades. No distrito de Homoíne, na bacia do rio Inhanombe, prevê-se a inundação de zonas baixas em localidades como Mubalo, Chinjinguire, Marengo, Inhamíssua, Barrane, Manhala, Teles, Habana, Bembe, Nhabundo, Mahangue, Furvela e Nharrumbo. A transitabilidade poderá ficar condicionada nas pontes metálicas das estradas Mubalo–Macavane e Chinjinguire–Lilhanga.

No distrito de Inhambane, a bacia do rio Mutamba poderá provocar inundações nas zonas baixas de Mutamba, Macuamene, Nhaguiviga, Dambo e Magola. Já no distrito de Panda, o rio Inhassune ameaça inundar a zona residencial do povoado com o mesmo nome, podendo igualmente comprometer a circulação rodoviária na estrada Panda–Inharrime.

Perante o cenário de risco, a ARA-Sul recomenda à população que evite a travessia dos rios Inhanombe, Mutamba e Inhassune, sobretudo durante períodos de chuva intensa. As autoridades apelam ainda à retirada preventiva de bens e equipamentos localizados em leitos de rios e zonas baixas para áreas seguras, de forma a reduzir perdas materiais e riscos para a vida humana.

A instituição reforça a necessidade de acompanhamento permanente da informação hidrológica e meteorológica divulgada pelas entidades competentes, sublinhando que a evolução da situação dependerá da intensidade e persistência das chuvas previstas para a região.

O Governo deve acelerar reformas estruturais, aliviar a pressão da dívida interna, melhorar o acesso ao crédito e colocar o sector privado no centro da estratégia económica, para que 2026 seja, de facto, um ano de crescimento económico. A posição é do economista Élio Cossa, que defende uma actuação firme e coordenada entre o Executivo e o Banco de Moçambique, para relançar a economia e evitar a repetição de um crescimento fraco.

Em entrevista ao “O País”, o economista Élio Cossa começou por lembrar que Moçambique encerrou o ano de 2025 num contexto de estabilidade macroeconómica frágil, marcada por algum controlo da inflação e ligeira flexibilização da política monetária, mas sem uma recuperação económica sólida. Apesar de a inflação se ter mantido em níveis moderados e de a taxa de juro de política monetária ter registado uma trajectória descendente, a economia continuou a crescer abaixo do seu potencial, com fraca criação de emprego e rendimento limitado para as famílias. O economista refere que o crescimento económico foi pressionado por níveis elevados da dívida pública, dificuldades de acesso ao crédito, constrangimentos no mercado de divisas e persistência de factores de incerteza interna e externa. “O País termina 2025 mais estável do ponto de vista monetário, mas ainda vulnerável do ponto de vista estrutural”, afirmou, sublinhando que os ganhos alcançados não são suficientes para sustentar um crescimento robusto sem reformas profundas.

Para o economista, a prioridade em 2026 deve ser a criação de condições reais para o investimento produtivo, sobretudo através da redução do custo do crédito, da disciplina fiscal e da melhoria do ambiente de negócios. “Sem reformas profundas e decisões corajosas, a economia vai continuar a crescer abaixo do seu potencial”, afirmou.

Uma das medidas consideradas centrais é a gestão mais rigorosa da dívida pública, em particular da dívida interna, que continua a absorver grande parte dos recursos disponíveis no sistema financeiro. Com níveis situados entre 70 e 80 por cento do Produto Interno Bruto, a dívida limita o espaço fiscal do Estado e reduz o crédito disponível para o sector privado. “O Estado concorre com as empresas pelo crédito bancário e acaba por afastar o investimento produtivo”, explicou Élio Cossa.

Neste contexto, o economista defende uma reorganização da despesa pública, com cortes em áreas não prioritárias e maior foco em investimentos que gerem crescimento económico e emprego. Para além disso, aponta o alargamento da base tributária como essencial para aumentar a arrecadação sem agravar a carga fiscal sobre quem já contribui. “Formalizar a economia é uma condição para a sustentabilidade das finanças públicas”, sublinhou.

No domínio monetário, Élio Cossa considera que o Banco de Moçambique deve manter uma política prudente, mas cada vez mais orientada para a economia real. A redução gradual da taxa de juro de política monetária é vista como positiva, por aliviar os custos de financiamento das empresas e das famílias. “Quando o crédito fica mais barato, as empresas investem, produzem mais e criam emprego”, afirmou.

O economista defende também uma melhor articulação entre a política monetária e a política fiscal, de modo a evitar sinais contraditórios à economia. Segundo explicou, não faz sentido reduzir taxas de juro se, ao mesmo tempo, o Estado continua a absorver grande parte da liquidez disponível no mercado financeiro.

Outro desafio apontado para 2026 é o acesso às divisas, que continua a afectar o funcionamento das empresas, sobretudo as que dependem de importações. Para Élio Cossa, a solução passa por uma gestão mais estratégica das reservas cambiais, priorizando sectores produtivos, e por uma aposta clara no aumento das exportações. “Sem reforçar a capacidade exportadora, a pressão sobre o mercado cambial vai persistir”, alertou.

No plano governamental, o economista reconhece as iniciativas anunciadas para reanimar a economia, incluindo fundos de apoio à produção, programas de financiamento à juventude e medidas de estímulo à economia local. Contudo, defende que o impacto destas medidas dependerá da sua implementação efectiva. “É preciso garantir que os fundos cheguem a quem produz e gerem resultados concretos”, afirmou.

Segundo Élio Cossa, o sector privado deve assumir um papel central no processo de crescimento económico em 2026, mas para isso precisa de previsibilidade, confiança e regras claras. Melhorar o ambiente de negócios, reduzir a burocracia e garantir estabilidade das políticas públicas são, na sua visão, condições indispensáveis. “Não há crescimento sustentável sem um sector privado forte e confiante”, defendeu.

O economista sublinha ainda que, apesar de alguma estabilidade macroeconómica alcançada em 2025, os níveis de crescimento continuam insuficientes para responder às necessidades da população. A inflação manteve-se controlada e as taxas de juro começaram a descer, mas a economia continua a crescer de forma tímida.

O  analista considera que 2026 pode ser um ano decisivo para a economia nacional, desde que o Governo transforme anúncios em acções concretas, discipline as finanças públicas e crie condições efectivas para o investimento privado. Caso contrário, alerta, o país corre o risco de prolongar um ciclo de crescimento baixo, com impactos sociais e económicos significativos.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de chuvas fortes, localmente muito fortes, acompanhadas por trovoadas severas e ventos com rajadas, a partir da tarde desta sexta-feira, 09 de Janeiro de 2026, em vários distritos e cidades do país.

De acordo com o INAM, as províncias de Sofala, Manica, Inhambane, Gaza e Maputo poderão registar precipitação superior a 50 milímetros em 24 horas, podendo ultrapassar 100 milímetros em alguns pontos. Entre as áreas abrangidas constam, entre outras, os distritos e cidades da Beira, Chimoio, Maxixe, Inhambane, Xai-Xai, Maputo e Matola.

Em Sofala, o alerta abrange os distritos de Chemba, Caia, Marínguè, Marromeu, Cheringoma, Gorongosa, Muanza, Nhamatanda, Dondo, Búzi, Machanga, Chibabava e a cidade da Beira.
Na província de Manica, estão incluídos os distritos de Guro, Tambara, Macossa, Barué, Vanduzi, Manica, Macate, Sussundenga, Gondola, Mossurize, Machaze e a cidade de Chimoio.
Em Inhambane, o aviso estende-se aos distritos de Govuro, Inhassoro, Vilankulo, Mabote, Massinga, Funhalouro, Morrumbene, Panda, Homoíne, Jangamo, Inharrime, Zavala e às cidades de Maxixe e Inhambane.
Na província de Gaza, são abrangidos os distritos de Chicualacuala, Massangena, Mapai, Chigubo, Mabalane, Massingir, Guijá, Chibuto, Chókwè, Limpopo, Bilene, Mandlakazi, Chongoene e a cidade de Xai-Xai.
Já na província de Maputo, o alerta inclui os distritos de Magude, Moamba, Manhiça, Marracuene, Namaacha, Boane, Matutuine e as cidades de Maputo e Matola.

O INAM indica ainda a continuação de chuvas acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, sobretudo nas províncias de Niassa, Zambézia e Tete.

Face a este cenário, as autoridades meteorológicas apelam à tomada de medidas de precaução e segurança, tendo em conta os riscos associados às chuvas intensas, trovoadas e ventos fortes.

Cerca 4928 alunos perderam os exames finais na província de Nampula, devido a ataques terroristas. Os alunos vão realizar exames especiais a partir do dia 19 do corrente mês.

O impacto do terrorismo começa a reflectir-se de forma negativa no sector da Educação em Nampula. Até ao momento, estima-se que 4 928 alunos 6ª, 9ª e 10ª classes, dos distritos de Memba e Eráti, zonas recentemente afectadas por incursões terroristas, tenham perdido os exames finais.

Como medida, o sector da Educação anunciou, na tarde desta quinta-feira, a realização de exames especiais, que arrancam no dia 19 deste mês e vão abranger até ao distrito de Nacarôa, onde também há registo de deslocados.

Além da insegurança, o sector da Educação enfrenta desafios adicionais provocados pelo ciclone Jude, que destruiu várias escolas na província. Em consequência, muitas crianças continuarão  a assistir aulas ao relento, no presente ano lectivo que arranca no dia 30 do mês em curso.

Ainda assim, as autoridades garantem que serão montadas tendas para minimizar o impacto da falta de infra-estruturas escolares.

Entretanto, em Nampula, o sector da Educação reconhece que ainda não foi atingida a meta de matrículas para as primeiras classes do ensino primário.

O Banco de Moçambique reforçou os procedimentos e obrigações legais relativos à abertura e movimentação de contas bancárias no exterior por entidades residentes no país e reitera que estas operações carecem de autorização prévia da autoridade cambial.

Segundo esclarece o banco central num comunicado a que o “O País Económico” teve acesso, “a legislação cambial em vigor determina que qualquer pedido para abertura de conta bancária fora do território nacional deve ser acompanhado de documentação adequada, capaz de comprovar a legitimidade e a finalidade da operação”.

Segundo a instituição, os requerentes devem, igualmente, demonstrar a origem dos fundos a movimentar, bem como a necessidade efectiva da conta no exterior.

O regulador cambial recomenda que as contas sejam abertas, preferencialmente, junto de instituições financeiras correspondentes de bancos autorizados a operar em Moçambique, uma medida que visa facilitar o acompanhamento das operações e reforçar os mecanismos de controlo financeiro.

Após a concessão da autorização, os titulares ficam obrigados a comunicar ao Banco de Moçambique, no prazo máximo de 30 dias a contar da data de abertura, o número e o domicílio da conta bancária. Adicionalmente, devem submeter, de forma trimestral, os extractos bancários, através de meios electrónicos, entrega física na sede do Departamento de Licenciamento e Controlo Cambial ou nas filiais do banco central, bem como por via postal.

O Banco de Moçambique alerta ainda para as situações de contas abertas no exterior sem autorização prévia, sublinhando que “os respectivos titulares devem requerer a regularização da sua situação, cumprindo os procedimentos legalmente estabelecidos”.

De acordo com a instituição, estas exigências têm como objectivo assegurar a transparência das operações financeiras internacionais, permitir um acompanhamento eficaz das movimentações de capitais e reforçar a estabilidade do sistema financeiro nacional.

Medida vai ajudar a controlar a saída descontrolada de divisas, dizem economistas

Chamados a analisar a medida do banco central, economistas afirmam que tal poderá ajudar no controlo das divisas que têm vindo a sair do mercado nacional de forma descontrolada, apesar de admitir que os recorrentes informes da instituição, não cinge somente a mitigação de escassez de moeda estrangeira, mas sim a necessidade de reforçar o cumprimento da Lei Cambial e salvaguardar a estabilidade macroeconómica do país.

Segundo o economista Moisés Nhanombe, a iniciativa visa recordar que a estabilidade cambial continua a ser um dos principais pilares da economia nacional, razão pela qual o banco entende ser necessário reforçar, com regularidade, os procedimentos que regem as operações de divisas.

“O objectivo não é sancionar, mas recordar que esta preocupação ainda existe e deve ser tida em consideração por todos os agentes económicos que actuam neste mercado”, explicou o economista.

Nhanombe sublinha que a medida permite ao banco central reforçar o rastreio do uso dos fundos nacionais, acompanhando a forma como as contas são movimentadas e os fins a que se destinam os recursos financeiros. Esta prática, segundo o analista, é fundamental para prevenir o branqueamento de capitais e o financiamento de actividades ilegais, incluindo o terrorismo.

O economista alerta, no entanto, para os custos associados ao cumprimento dos procedimentos exigidos, referindo que estes podem limitar a capacidade de alguns agentes económicos em aceder ao mercado cambial.

“Existe um custo de transacção associado a estes processos, o que pode fazer com que parte dos agentes económicos não esteja em condições de cumprir integralmente os requisitos”, observou.

Ainda assim, Moisés Nhanombe defende que o banco central deve ter consciência destes constrangimentos e adoptar medidas que equilibrem o rigor regulatório com a realidade operacional dos agentes económicos, de forma a garantir a estabilidade financeira sem comprometer a actividade económica.

Entretanto, para o economista Egas Daniel, a ideia do banco central pode passar por querer reduzir abusos no uso de cartões de débito e com isto propiciar a fuga de divisas no mercado nacional.

“Quero acreditar que a ideia central do legislador bancário, ao avançar com este tipo de decretos, pretende reduzir o uso abusivo dos cartões para pagamento de transacções comerciais e retiradas camufladas de divisas no país”, argumenta o economista, que não tem dúvidas de que “isso vai controlar a parte de divisas que sai do sistema financeiro com base neste tipo de transacções”.

A recente medida do banco central encabeça uma lista de alertas que o legislador tem vindo a emitir desde o último trimestre do ano passado, que visam em concreto evitar a volatilidade do sistema internacional.

Vendedores do Mercado Canongola, na cidade de Tete, exercem as suas actividades em condições precárias de saneamento, com bancas instaladas no meio de águas paradas e mau cheiro. A situação ocorre numa altura em que as autoridades sanitárias da província registam um cumulativo de 810 casos de cólera, dos quais 370 resultaram em internamentos e 13 em morte.

No Mercado Canongola, os vendedores enfrentam diariamente condições precárias de saneamento, expondo-se a sérios riscos de saúde pública na luta pelo sustento das suas famílias. O local apresenta bancas e produtos comercializados no meio de águas paradas, acompanhadas de mau cheiro, cenário que preocupa comerciantes e clientes.

Os vendedores apelam à intervenção urgente das autoridades, com vista a minimizar a situação e garantir melhores condições de saneamento no mercado.

Esta situação verifica-se numa altura em que as autoridades sanitárias da província de Tete contabilizam um número cumulativo de 810 casos de cólera, dos quais 370 foram internados e 13 resultaram em morte.

Contactámos o Serviço Municipal de Saneamento de Tete, através do responsável do Gabinete de Comunicação e Imagem, mas este disse que a instituição prefere não se pronunciar sobre o assunto.

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