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O Gabinete da Primeira-Dama e a Fundação Lurdes Mutola assinaram, esta sexta-feira, um Memorando de Entendimento, para reforçar a cooperação institucional em prol do empoderamento da mulher e da rapariga, através da promoção do desporto e de iniciativas que contribuam para o desenvolvimento social.

A parceria, segundo o comunicado enviado ao “O País”, visa impulsionar programas e acções conjuntas que utilizem o desporto como instrumento de inclusão, educação e promoção da saúde, com particular enfoque na valorização da mulher e da rapariga moçambicana.

Na ocasião, a Directora do Gabinete da Primeira-Dama, Laura Machava, destacou a importância da iniciativa, sublinhando o papel do desporto na mobilização social e na promoção do empoderamento feminino.

“Acabamos de assinar um memorando de entendimento com a Fundação Lurdes Mutola. Como é do conhecimento geral, o futebol é o desporto mais popular do país e uma verdadeira referência nacional. Este memorando é muito importante para nós e para o país, pois permitirá promover o empoderamento da mulher e da rapariga através da prática desportiva e de outras actividades de rendimento”, afirmou.

Segundo Laura Machava, a parceria deverá igualmente reforçar iniciativas de prevenção e combate às uniões prematuras e promover a permanência da rapariga na escola.

“Com este memorando, iremos catapultar iniciativas de prevenção e combate às uniões prematuras, reforçar a retenção da rapariga na escola e promover o empoderamento da rapariga, utilizando o desporto como uma ferramenta estratégica de desenvolvimento social”, acrescentou.

Por sua vez, a campeã olímpica e patrona da Fundação Lurdes Mutola, Maria de Lurdes Mutola, afirmou que a parceria permitirá unir esforços para promover o desporto e a saúde, beneficiando particularmente as mulheres e raparigas moçambicanas.

“Depois da assinatura deste memorando, aqui no Gabinete da Primeira-Dama, vamos trabalhar para fazer o casamento entre o desporto e a saúde. Queremos também ajudar a mulher moçambicana a desenvolver o desporto e a participar cada vez mais nas actividades desportivas”, afirmou.

Lurdes Mutola destacou ainda o papel da Primeira-Dama no apoio ao desporto nacional, recordando o seu envolvimento em iniciativas desportivas mesmo antes de assumir o actual posição.

Com o Memorando de Entendimento, as duas instituições comprometem-se a desenvolver iniciativas conjuntas que incentivem a prática desportiva, promovam a saúde e reforcem o empoderamento da mulher e da rapariga em Moçambique.

O Gabinete da Primeira-Dama e a Associação União para Prosperidade assinaram, recentemente, um Memorando de Entendimento com vista ao reforço da cooperação em iniciativas de promoção do bem-estar social, com enfoque nas áreas da saúde, educação e protecção social.

Intervindo na ocasião, a Directora do Gabinete da Primeira-Dama, Laura Machava, destacou que o acordo representa um passo significativo para fortalecer a união de esforços entre o Governo e as organizações da sociedade civil na promoção do bem-estar das comunidades.

Segundo Laura Machava, a parceria permitirá reforçar a capacidade de intervenção do Gabinete da Primeira-Dama, sobretudo no desenvolvimento de acções de carácter social que contribuam para melhorar as condições de vida das populações mais vulneráveis.

“A assinatura deste memorando representa um compromisso conjunto para trabalharmos de forma coordenada em prol do bem-estar da população. Contamos com esta associação para apoiar as iniciativas nas áreas da saúde, educação e protecção social, reforçando assim o impacto das acções sociais que temos vindo a implementar”, afirmou.

Por sua vez, o Vice-Presidente da Associação União para Prosperidade, Ernesto João, manifestou satisfação pela formalização da parceria, sublinhando que a organização já desenvolve actividades sociais desde 2016, com particular incidência na Província de Maputo.

Ernesto João explicou que a associação tem vindo a trabalhar em estreita colaboração com instituições governamentais na área da assistência social, razão pela qual considera natural o aprofundamento da cooperação com o Gabinete da Primeira-Dama.

“O que nos motiva a abraçar esta parceria é, acima de tudo, o amor pelo próximo e o compromisso de contribuir para uma sociedade mais solidária. A nossa organização tem como actividade central a intervenção na área da saúde, com destaque para acções de sensibilização sobre o HIV/SIDA dirigidas a adolescentes e jovens”, referiu.

De acordo com o dirigente associativo, estas iniciativas são desenvolvidas em diversos orfanatos da Província de Maputo, abrangendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, que constituem o principal grupo-alvo da organização.

O Memorando de Entendimento ora assinado estabelece as bases para o desenvolvimento de acções conjuntas entre as duas instituições, abrangendo, entre outras áreas, programas de saúde, educação, assistência social e outras iniciativas destinadas a promover o bem-estar e a inclusão social das comunidades.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação de ocorrência de chuvas moderadas localmente fortes, acompanhadas por vezes de trovoadas e ventos com rajadas, em todas as províncias do país, com excepção de Tete e Niassa, nas próximas 24 horas. 

O INAM alerta que em todas as províncias do sul e centro do país serão afectados todos os distritos. Já em Nampula, serão afectados os distritos da Ilha de Moçambique, Macubúri, Rapale, Murrupula, Eráti, Nacarôa, Muecate, Mogovolas, Meconta, Memba, Ribaué, Nacala-Velha, Nacala, Mongicual, Mossuril, Liúpo, Angoche, Larde, Moma, Monapo e cidade de Nampula; e, em Cabo Delgado, a chuva far-se-á sentir nos distritos de Nangade, Muidumbe, Mecúfi, Chiúre, Metuge, Quissanga, Ancuabe.Macomia , Meluco, Ibo, Macomia, Mocímboa da Praia, Palma e cidade de Pemba.

Adicionalmente espera-se a continuação de aguaceiros acompanhados de trovoadas, no resto do país.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, defendeu que o livro “Moçambique, Meu País: O  que Vi, Vivi e Senti…”, da autoria do economista e antigo Secretário Executivo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral,  Tomaz Augusto Salomão, deve ser amplamente lido pela juventude  moçambicana, por retratar a história recente do país desde a  independência nacional até acontecimentos marcantes como a  tragédia de Mbuzini. 

Falando durante a apresentação da obra, realizada na cidade de  Maputo, o Chefe do Estado afirmou que o livro constitui um importante  testemunho histórico e um contributo relevante para a compreensão  do percurso político, social e económico de Moçambique nas últimas  décadas.

“Eu acho que esta é uma obra que devia ser lida por toda a  juventude moçambicana. E digo isto porque é uma obra que  descreve a nossa história recente. Portanto, desde a nossa  independência nacional até, portanto, a tragédia de Mbuzini, a 19 de  Outubro de 1986”. 

Segundo o Presidente da República, o livro destaca-se também pela  forma acessível com que foi escrito, permitindo aos leitores  compreenderem com clareza os acontecimentos e reflexões do autor  sobre o país. “E lendo a obra, percebe-se que o autor, Tomaz  Salomão, descreve realmente o país, o que ele viu, o que viveu e o  que sentiu.” 

O Chefe do Estado sublinhou que, para além de narrar  acontecimentos históricos, a obra permite aos moçambicanos,  sobretudo aos jovens, compreenderem a origem e a evolução do  país, bem como os desafios enfrentados ao longo do seu percurso.  Nesse contexto, considerou que o livro também aponta caminhos  para o futuro, com particular enfoque no desenvolvimento económico  e social. 

Ademais, destacou ainda que o autor evidencia na obra que, desde  a independência nacional, Moçambique enfrentou sucessivos  períodos de instabilidade, incluindo a guerra civil e os efeitos das  políticas do regime do apartheid na região, factores que afectaram  profundamente o tecido social e económico do país. 

“Ele descreve aquilo que foram as incidências do regime do apartheid  logo depois da nossa independência com o eclodir da guerra dos 16  anos, que destruiu o tecido social e econômico que podia trazer o  desenvolvimento para o povo moçambicano.” 

O Chefe do Estado considerou igualmente que o livro possui valor  pedagógico relevante, defendendo que a obra deve integrar os  acervos das escolas e instituições de ensino do país, por conter  conteúdos úteis para áreas como história, economia e ciências  políticas.

Durante a sua intervenção, o estadista moçambicano referiu também  que o autor continua a contribuir activamente para a reflexão sobre o  desenvolvimento nacional, incluindo propostas relacionadas com a  produção interna, o aumento das exportações e a redução da  dependência de importações, sobretudo face aos impactos  económicos de conflitos internacionais. 

A obra, que foi lançada a 5 de Março corrente na cidade da Beira,  província de Sofala, integra um conjunto de quatro volumes e,  segundo o Chefe do Estado, aborda igualmente valores fundamentais  como ética, integridade e moral como pilares para o desenvolvimento  do país. 

Na ocasião, o Presidente da República concluiu que, apesar das  adversidades enfrentadas ao longo dos 50 anos de independência, o  povo moçambicano mantém a esperança e a determinação de  continuar a trabalhar para construir um futuro melhor. 

As chuvas que caem na cidade de Maputo voltaram a criar preocupação. Nos bairros de Magoanine e Zimpeto, por exemplo, casas estão alagadas e famílias viram-se obrigadas a retirar alguns dos seus bens para evitar danos. 

Na cidade e província de Maputo chove com alguma intensidade desde o fim da tarde desta quarta-feira. As águas inundaram casas e ruas de acesso, colocando à vista velhos problemas de saneamento.

“Não sabemos o que pensar e à noite choveu bastante. Assim não sabemos com que intensidade a chuva voltará a cair. Se continuar assim, esta água vai invadir a casa”, diz um dos moradores do bairro de Magoanine, na cidade de Maputo. 

No bairro Magoanine “A”, um quarteirão inteiro encontra-se inundando. Famílias abandonaram casas e as que ainda resistem temem o pior, se a chuva não abrandar. 

“Esta zona é assim mesmo, a água inunda casas. E não temos onde ir. Outros [moradores] transferiram-se e vivem nas escolas. Nós também seguiremos”, conta.

Em Magoanine, a situação é crítica como em vários outros bairros da periferia da capital do país, desde as chuvas de Janeiro passado. Mas com a precipitação desta quarta e quinta-feira, as casas ficaram neste estado: águas com tendência de atingir a cobertura, impossibilitando qualquer acção dos proprietários. 

No quarteirão, segundo os moradores, o Conselho Municipal de Maputo já alocou uma bomba para sucção da água, mas não foi eficaz e a máquina foi retirada do local.

“Essa bomba está aí, não aguenta nada, não pode aguentar nada com essa água, porque aquela água é uma bomba que é para machamba, não é uma bomba industrial que pode baixar em um sítio de água. Não pode aguentar, porque tem um pouco de diâmetro, não pode trabalhar aquela bomba, só trabalha mais ou menos. Em seis horas, eles desligam, dizem que está quebrado”,  disse Ernesto Rodrigues,  morador Magoanine “A”.

No quarteirão 11 do bairro Zimpeto, também na Cidade de Maputo, sempre que chove, há vários anos a água cria pânico nos moradores. Depois da chuva torrencial em Janeiro deste ano, a água parecia estar a evaporar, mas o problema voltou a agravar-se. Nesta quinta-feira, este era o cenário que se via: casas inundadas e as famílias procurando salvar os seus pertences. 

Essas casas todas, por acaso, toda essa parte aqui, todas abandonaram. Só uma ou outra família que ficou para guardar os seus pertences, porque na medida que você sai, há vandalismo. Entram, vandalizam a casa, roubam aquilo, mais aquilo, são prejuízos para nós. Denunciou Elsa Chilaule  Moradora de Zimpeto

Os habitantes dizem terem encontrado a solução para o problema das águas junto de uma fábrica de colchões localizada nas proximidades,  no entanto, dizem que foram barrados. 

E nós tínhamos uma bomba do chinês que nós recolhemos, fizemos um documento, pedimos para a empresa Amado. Então, nós falamos com a empresa, a empresa disse que precisava de assinaturas dos responsáveis daqui do bairro.

Nós recolhemos as assinaturas e começou a puxar a água, puxava um dia sim, um dia não, um dia sim, um dia não. E, sei lá quem decidiu para que a empresa não puxasse mais água ali. Então, de repente, vimos que já não dá para puxar, procuramos saber o que está acontecendo. E a empresa disse que não era para mais ligarmos a bomba. Denunciou  Custódio Julião Morador de do bairro

Os moradores do quarteirão 11, no Zimpeto, pedem a construção de valas de drenagem na periferia, à semelhança do que acontece no centro da cidade. 

“Se essa pessoa que diz que senta na cadeira do poder do município, não pode sentar e ver o sistema da cidade, não. Verifica nas zonas recônditas também que possam trabalhar, fazer valas de drenagem, porque nós não vamos ficar em um período só de sol e aquecimento” disse Victor,  Morador de Zimpeto

Enquanto não existir solução eficaz e definitiva para o problema de inundações, os moradores pedem a abertura de canais que permitam a drenagem das águas da chuva até ao rio Mulauzi.

Moçambique registou 63 novos casos de cólera em 24 horas, somando 7326 infectados na atual epidemia, que totaliza 82 óbitos desde Setembro, indicam dados oficiais.

De acordo com o mais recente boletim sobre a evolução da doença, da Direcção Nacional de Saúde Pública e com dados de 03 de Setembro a 09 de Março, citado pela Agência Lusa, do total de 7326 casos neste período, 3207 foram registados na província de Nampula, com um acumulado de 38 mortos, e 2625 em Tete, com 32 óbitos, além de 1006 em Cabo Delgado, totalizando oito mortos.

Em menor dimensão, o acumulado indica 124 casos e um morto na província da Zambézia, 106 casos e dois mortos em Manica, 256 casos e um morto em Sofala, um caso na Cidade de Maputo e outro na província de Gaza.

Até 09 de Março, foram confirmados 63 novos casos, com a taxa de letalidade geral em Moçambique a manter-se em 1,1% e 54 pessoas internadas, não havendo registo de óbitos há mais de 72 horas. Contudo, houve declaração de surto no distrito de Doa, na província de Tete.

No surto anterior no país, entre 17 de Outubro de 2024 e 20 de Julho de 2025, foram registados 4420 infectados, dos quais 3590 em Nampula, e um total de 64 mortos, pelo que o actual já supera o número de doentes e de óbitos em menos tempo.

As autoridades sanitárias moçambicanas assumiram a 19 de Fevereiro que o País enfrenta uma epidemia de cólera, com a doença presente em 22 distritos, avançando com uma campanha de vacinação de 3,5 milhões de pessoas.

“O País tem uma epidemia, claramente, porque temos vários surtos em vários locais. A definição de epidemia é quando temos vários surtos juntos, então sim, temos”, disse o director nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, numa conferência de imprensa em Maputo.

O Governo de Moçambique pretende eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030, segundo um plano aprovado em 16 de Setembro pelo Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação de chuvas fortes, acompanhadas por  trovoadas e ventos com rajadas em todas as províncias do país, com excepção de Tete e Lichinga. 

Na Província de Maputo serão afectados os distritos de de Matutuine, Namaacha, Boane, Moamba, Magude, Manhiça, Marracuene, cidades de Maputo e Matola; Em Gaza, os distritos de Massingir, Chokwe, Chongoene, Bilene, Limpopo, Mandlakazi, Chicualacuala, Mapai, Massangena, Mabalane, Chigubo, Chibuto , Guijá, Chongoene e cidade de Xai-Xai; Inhambane, os distritos de Zavala, Inharrime, Jangamo, Homoíne, Morrumbene, Panda, Funhalouro, Massinga, Govuro, Vilankulo, Mabote , Cidades de Inhambane e Maxixe.

No Centro do país, na Província de Sofala, a  chuva far-se-á sentir nos distritos de Búzi, Caia, Chemba, Cheringoma, Chibabava, Dondo, Gorongosa, Machanga, Marromeu, Muanza, Nhamatanda e cidade da Beira; Em Manica, serão afectados os distritos de Bárue, Gondola, Macate, Manica, Mossurize Machaze, Macossa, Sussundenga, Vanduzi e cidade de Chimoio, Na Zambézia, os distritos de Nicoadala, Inhassunge, Mopeia, Namacurra, Gurué,  Namarrói, Ile, Maganja da Costa, Pebane, Luabo, Lugela, Alto Molocué, Gilé, Mulevala,  Chinde, Mocubela, Derre e Cidade de Quelimane. 

No norte do país, para a Província de Nampula, serão afectados os distritos de Macubúri, Rapale, Murrupula, Eráti, Nacaroa, Muecate,  Mogovolas, Meconta, Memba, Ribaué, Nacala, Mongicual, Mossuril, Liúpo, Angoche, Larde,  Moma, Monapo e cidade de Nampula; e em Cabo de Delgado,  Nangade, Muidumbe, Mecúfi, Chiúre, Metuge, Quissanga, Ancuabe.Macomia , Meluco, Ibo, Macomia, Mocímboa da Praia, Palma e cidade de  Pemba.

Adicionalmente espera-se a continuação de ocorrência de aguaceiros, por vezes acompanhados de trovoadas, no resto do país.

 

O Governo gasta cerca de 1,5 mil milhões de meticais para a assistência médica e medicamentosa dos funcionários públicos no país. O valor é fruto dos descontos que os Funcionários e Agentes do Estado sofrem mensalmente. Segundo o Ministro da Saúde, cerca de 93 mil funcionários receberam  assistência médica, em 2025. Ussene Isse reconhece que o sistema não é eficiente e que tem recebido muitas reclamações. 

“Há um investimento, os recursos estão lá e estamos a atender grande parte dos funcionários, no Sistema Nacional de Saúde”, disse o Ministro da Saúde, respondendo às questões de insistência dos deputados da Assembleia da República. 

Ussene Isse avançou ainda que o Estado e os parceiros comparticipam com cerca de 3 mil milhões de Meticais, para atender a questão dos medicamentos, hemodiálise e da Junta Médica, usada para transferir os doentes para fora do país. 

“O modelo é melhor? Não é, porque temos recebido muitas reclamações acerca deste modelo que estamos aqui a implementar, mas, como Governo, com visão de salvar os moçambicanos, estamos a trabalhar em vários modelos, que existem a nível do continente e a nível internacional, para poder ajustar e adequar para Moçambique”, garantiu. 

Em relação às infra-estruturas, o Misau garantiu que, no caso específico da Província de Tete, há várias unidades sanitárias que estão em curso, com apoio dos parceiros do Governo. “Estamos até a construir um hospital de raiz, na localidade de Chitima, com o apoio da HCB”. 

Moçambique recebeu 4,3 mil milhões de Meticais em doações e apoio monetário para vítimas das cheias e inundações, que já afectaram mais de 870 mil pessoas, anunciou hoje o Governo.

“Em todos os níveis, foram canalizadas doações em forma de alimentos, vestuário, material de abrigo, e valores monetários, estimado em 4,3 mil milhões de meticais, dos quais cerca de 1,3 mil milhões em valor monetário”, avançou o Ministro da Administração Estatal e Função Pública,  na sessão de resposta aos deputados.  

Pelo menos 270 pessoas morreram na actual época chuvosa em Moçambique, desde Outubro, que afectou mais de 870 mil pessoas, 725 mil das quais só nas cheias de Janeiro, em que morreram cerca de 40 pessoas, sobretudo no sul.

Impissa explicou ainda que a ajuda monetária recebida está a ser usada para reforçar a aquisição de bens alimentares e não alimentares para assistência às populações afectadas pelas inundações.

Em 03 de Março, o Governo moçambicano já tinha adiantado ter recebido 1,3 mil milhões de meticais e 6,7 mil toneladas de produtos diversos para apoiar vítimas das inundações.

Em relação às medidas de recuperação das infra-estruturas afectadas pelas cheias, o Governo disse estar na fase conclusiva do esboço do Plano Global de Reconstrução Pós-Cheias 2026 em Moçambique, que visa, entre outras, assegurar uma reconstrução resiliente e sustentável, bem como garantir o relançamento da economia local.

À luz do mesmo plano, o Governo espera realizar intervenções imediatas de assistência humanitária, restabelecer os serviços sociais, incluindo acesso a saúde, educação, água, saneamento e energia, além de normalizar o funcionamento do Estado e da economia local em zonas afectadas.

O Governo vai reabilitar igualmente 5.697 km de estrada, bem como 684 km de linha férrea, 16 pontes, repor 98 aquedutos e 16 km de linha de transmissão de energia, além de substituir 92 postos, instalar 25 km de linha de média tensão e repor 410 postos de transformação.

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