O País – A verdade como notícia

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de chuvas moderadas localmente fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, no centro e norte do país 

No centro do país, na província de Sofala, serão afectados os distritos de Dondo, Nhamatanda, Muanza, Gorongosa, Cheringoma, Marromeu, Caia, Maríngue, Chemba e cidade da Beira; em Manica, os distritos de Guro, Tambarra, Macossa, Bárué, Vanduzi,

Gondola e Cidade de Chimoio; Já em Tete, os distritos afectados são: Zumbo, Mágoe, Marávia, Cahora-Bassa, Chifunde, Macanga, Angónia, Tsangano, Chiúta, Marara, Changara, Moatize , Dȏa, Mutarara e cidade de Tete. Os distritos de Mopeia, Gurué, Namarrói, Lugela, Alto Molocué, Molumbo e Morrumbala, na Zambézia, também serão afectados pelas fortes chuvas. 

As três províncias do norte do país também vão apresentar ocorrência de chuvas. Em Nampula, serão afectados principalmente nos distritos de Murrupula, Mecubúri, Rapale, Muecate, Mogovolas, Ribaué, Nacarȏa, Malema e Lalaua; em Niassa, Lago, Sanga, Mavago, Mecula, Marrupa, Muembe, Majune, Chimbonila, Mecanhelas, Mandimba, Metarica, Cuamba, Maúa, Ngaúma, Nipepe e cidade de Lichinga; e, finalmente em Cabo Delgado, as chuvas far-se-ão sentir em Mueda, Montepuez, Balama e Namuno.

Jorge Matine, comentador do Programa Noite Informativa, diz que se as Forças do Ruanda retirarem-se de Cabo Delgado, o país pode ver-se desafiado a repartir ganhos de hidrocarbonetos para garantir segurança e continuidade de projectos. Por sua vez,  João Feijó descarta a possibilidade, argumentando que não interessa às multinacionais europeias a saída das Forças de Ruandesas. 

O aviso de possível retirada do Ruanda, que combate no teatro operacional norte, decorrente do fim do financiamento da União Europeia, orçado em 20 milhões de euros por anos, foi tema de debate no programa de Noite Informativa desta segunda-feira. Jorge Matine e João Feijó veem a ameaça como estratégia europeia de fazer Mocambique arcar com as despesas de segurança usando as receitas de gás.

João Feijó diz não ser de interesse de nenhuma das partes a retirada do Ruanda em Cabo Delgado, quer Moçambique, Ruanda muito menos a União Europeia. 

Por seu turno, Esaú Cossa e André Mulungo são unânimes que a presença de ruandeses revela incapacidade da tropa nacional, e concluem ser difícil discutir a possível retirada da tropa, visto que não houve transparência nos termos da sua permanência.

O Presidente da República diz que o investimento nas energias renováveis é essencial para acelerar a introdução de energias limpas nos transportes, bem como a expansão da energia nas zonas rurais. Daniel Chapo falava hoje durante abertura do Fórum empresarial sobre energias renováveis. 

Falando na cerimónia de abertura do RENMOZ in Europe Business  Forum 2026, o Chefe do Estado destacou que o fórum constitui uma  plataforma estratégica para mobilizar investimentos europeus em  projectos energéticos estruturantes em Moçambique, com enfoque na  expansão da rede eléctrica, no reforço da capacidade de  transmissão e no desenvolvimento de soluções fora da rede, num 

momento em que o país acelera a sua agenda de transição  energética e industrialização verde. 

“A realização deste fórum na Europa é, por si só, uma mensagem  poderosa. É um sinal claro de uma ambição comum: transformar  potencial em investimento, investimento em crescimento económico,  e crescimento em progresso social.” 

O Presidente Chapo informou que Moçambique encontra-se num  momento decisivo da sua trajectória de desenvolvimento, sustentado  por uma base sólida de recursos energéticos. “Somos um país dotado  de abundantes recursos energéticos e um dos maiores potenciais  energéticos do mundo. Dispomos de vastos recursos hidroeléctricos,  de um enorme potencial solar e eólico em larga escala e de  importantes reservas de gás natural”, afirmou. 

Outrossim, defendeu que esta combinação posiciona o país como um  parceiro estratégico para a segurança energética da África Austral e  como um actor emergente no panorama energético global,  acrescentando que, num contexto internacional marcado pela  transição energética, “Moçambique apresenta-se como um parceiro  confiável, capaz de contribuir para soluções energéticas sustentáveis  e para a diversificação das fontes de energia a nível regional e  internacional”. 

No plano actual, destacou que Moçambique exporta mais de 1.200  megawatts de energia eléctrica para os países da região e afirma-se  progressivamente como um actor relevante no mercado global de  gás natural liquefeito, sublinhando que estes avanços “criam  oportunidades concretas para parcerias de investimento.” 

Apresentando a estratégica do Governo, o Presidente da República  afirmou que Moçambique tem uma visão clara para o futuro,  centrada na construção de um sector energético moderno,  sustentável e competitivo, capaz de impulsionar a transformação  económica do país e contribuir para a segurança energética regional  e global, acrescentando que essa estratégia assenta na promoção  das energias renováveis, na valorização do gás natural, na  industrialização verde e na expansão do acesso universal à energia.

No domínio social e económico, enfatizou o papel estruturante da  energia. “Acreditamos profundamente que a energia é um dos pilares  da independência económica de Moçambique, uma energia que  impulsione a industrialização, que estimule a criação de empregos de  qualidade e que fortaleça a competitividade da nossa economia.  Mas, sobretudo, uma energia que leve oportunidades, dignidade e  prosperidade a todos os moçambicanos”. 

O estadista moçambicano destacou ainda as reformas em curso no  sector energético, afirmando que “o Governo de Moçambique está a  implementar um amplo programa de reformas estruturais no sector  energético”, com foco na sustentabilidade financeira, transparência  regulatória e criação de um ambiente favorável ao investimento  privado, incluindo a criação do Gestor do Sistema Eléctrico Nacional. 

No plano dos projectos estruturantes, o governante referiu que  iniciativas como a Central Térmica de Temane e o Projecto  Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa permitirão, nos próximos anos,  expandir significativamente a capacidade de produção de energia,  ao mesmo tempo que destacou o progresso registado no acesso à  electricidade, com a taxa de electrificação a aumentar de 26,5 por  cento em 2016 para cerca de 65 por cento em 2025, e reafirmou a  meta de alcançar o acesso universal à energia até 2030.

Depois de Bruxelas, Maputo vai ser o palco do próximo forum de Negócios sobre Energias renováveis, em Junho deste ano, onde se espera a assinaturas de acordos e parcerias.

As autoridades moçambicanas detiveram duas pessoas na posse ilegal de 1400 sacos de carvão vegetal na província de Maputo. Segundo a PRM, suspeita-se que o carvão estivesse a caminho da África do Sul. 

Os dois homens foram interpelados pelas autoridades quando transportavam o produto num camião, tendo sido retidos na primeira esquadra de Beluluane, no Posto Administrativo de Matola-Rio, no distrito de Boane, disse à comunicação social a porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Maputo, Carmínia Leite, citada por Lusa.

Carmínia Leite adiantou que foram acionadas outras instituições que lidam com a área de conservação na província.

Em 03 de Fevereiro, a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental apreendeu, na província e cidade de Maputo, 150 sacos de carvão vegetal frutos de exploração ilegal de florestas, com as autoridades moçambicanas a prometerem mais esforços para defender o meio ambiente.

Em comunicado, a agência avançou que a viatura pesada foi interceptada na manhã daquele dia, no âmbito das acções de fiscalização florestal rotineiras na cidade e província de Maputo, sendo que o transporte era efectuado “sem a devida documentação legal, configurando uma situação de ilegalidade”.

Segundo a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, no momento da interpelação, os ocupantes da viatura colocaram-se em fuga, tendo abandonado o veículo na via pública.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de chuvas moderadas a localmente fortes, acompanhadas por trovoadas e rajadas de vento, em vários distritos das regiões centro e norte de Moçambique nas próximas horas, segundo um aviso meteorológico divulgado hoje.

De acordo com o INAM, as precipitações poderão atingir entre 30 e 50 milímetros em 24 horas, podendo ultrapassar os 50 milímetros em alguns locais.

Na província de Sofala, o fenómeno poderá afectar os distritos de Dondo, Nhamatanda, Muanza, Gorongosa, Cheringoma, Marromeu, Caia, Maríngue e Chemba, bem como a cidade da Beira.

Em Manica, o alerta abrange os distritos de Guro, Tambara, Macossa, Bárué, Vanduzi e Gondola, incluindo também a cidade de Chimoio.

Na província de Tete, o aviso inclui os distritos de Zumbo, Mágoe, Marávia, Cahora-Bassa, Chifunde, Macanga, Angónia, Tsangano, Chiúta, Marara, Changara, Moatize, Dôa e Mutarara, além da cidade de Tete.

Na Zambézia, a previsão de chuva abrange os distritos de Mopeia, Luabo, Chinde, Nicoadala, Namacurra, Gurué, Namarroi, Ile, Lugela, Alto Molócuè, Gilé, Mulevala, Derre, Milange, Molumbo, Morrumbala e Mocuba, incluindo a cidade de Quelimane.

O aviso meteorológico estende-se igualmente à província de Nampula, afectando sobretudo os distritos de Moma, Larde, Liúpo, Mogincual, Mossuril, Murrupula, Mecubúri, Rapale, Muecate, Mogovolas, Meconta, Ribaué, Nacala, Nacala-Velha, Nacarôa, Memba, Eráti, Malema, Lalaua, Ilha de Moçambique e Monapo, bem como a cidade de Nampula.

Na província de Niassa, as chuvas poderão ocorrer nos distritos de Lago, Sanga, Mavago, Mecula, Marrupa, Muembe, Majune, Chimbonila, Mecanhelas, Mandimba, Metarica, Cuamba, Maúa, Ngaúma e Nipepe, além da cidade de Lichinga.

O INAM alerta ainda para a possibilidade de precipitação semelhante na província de Cabo Delgado, sobretudo nos distritos de Mecufi, Chiúre, Ancuabe, Metuge, Quissanga e Macomia, bem como na cidade de Pemba.

As autoridades meteorológicas recomendam à população que acompanhe a evolução da informação meteorológica e adopte medidas de precaução face à possibilidade de ocorrência de trovoadas, rajadas de vento e acumulação de água em algumas zonas

A Primeira-Dama da República,  Gueta Chapo, felicitou a dupla moçambicana  composta por Vanessa Muianga e Ângela Tambe pela conquista  da segunda etapa do Circuito Regional de Vólei de Praia da  Zona VI, alcançada no domingo, na cidade de Maputo, após a  vitória na final frente à dupla do Lesotho Jack e Chiwaniso por 2-0.

Numa mensagem de felicitação, a Primeira-Dama destacou que  a vitória das atletas moçambicanas constitui motivo de orgulho  para o país e demonstra a crescente afirmação do desporto  nacional nos palcos regionais. 

Na mesma mensagem, Gueta Selemane Chapo sublinha que o  desempenho de Vanessa Muianga e Ângela Tambe representa  uma fonte de inspiração para a juventude moçambicana, em  particular para as jovens que encontram no desporto uma via de  afirmação pessoal e colectiva. 

A Primeira-Dama encoraja ainda as atletas a prosseguirem com o  mesmo empenho e dedicação nas próximas competições,  reiterando votos de contínuos sucessos na carreira desportiva e  na representação do país nas arenas regionais e internacionais.  

A Primeira-Dama saudou igualmente a participação da dupla  masculina moçambicana Rafael e Aldevino, que alcançou a  segunda posição na competição após disputar a final frente à  selecção do Botswana, encorajando os atletas a continuarem a  trabalhar com determinação e espírito competitivo para futuras  conquistas. 

A situação de centenas de moradores da cidade da Beira começou a voltar gradualmente à normalidade, depois das intensas chuvas que, entre sexta-feira e sábado, provocaram inundações em vários bairros, sobretudo nas zonas suburbanas. Com a redução do nível das águas, muitas residências que estavam alagadas já voltam a estar livres da água.

Durante o fim-de-semana, a situação foi crítica em diversos pontos da cidade da Beira, capital provincial de Sofala, onde as águas chegaram a atingir cerca de um metro no interior de várias casas, obrigando muitas famílias a abandonar temporariamente as suas residências. No entanto, nesta segunda-feira, o cenário mostrava sinais de melhoria, com a maior parte das águas já a escoar.

No bairro do Vaz, um dos mais afectados, moradores dizem que a situação começa a estabilizar-se, embora ainda persistam alguns pontos com água acumulada.

“Hoje já está um pouco normal. A água diminuiu e acabámos de tirar o que restava. Agora ficou apenas aquela que ainda está a sair por baixo”, contou Luísa Benguela, residente do bairro.

Algumas famílias que tinham levado as crianças para zonas mais seguras começaram igualmente a regressar às suas casas, à medida que as condições melhoram.

Apesar do alívio, os moradores continuam a pedir melhores condições de drenagem e infra-estruturas, para evitar que situações semelhantes se repitam.

“A ajuda que queremos é para organizar esta zona. Não temos drenagem nem estrada. Outras zonas da cidade já melhoraram, mas aqui ainda enfrentamos muitos problemas”, lamentou Catarina Manuel.

As chuvas também afectaram infra-estruturas sociais. A Escola Primária do Vaz, uma das mais impactadas pelas inundações, esteve totalmente alagada na tarde da última sexta-feira, o que impossibilitou a realização de aulas.

Quando a equipa de reportagem regressou ao local, nesta segunda-feira, encontrou um cenário diferente: as águas haviam baixado e pais e encarregados de educação mobilizaram-se voluntariamente para limpar o recinto escolar, numa tentativa de permitir o regresso das actividades lectivas.

Mesmo assim, alguns encarregados de educação consideram que a escola enfrenta vários problemas estruturais.

“Esta escola não está em condições. Falta manutenção, temos problemas com as cheias, e as casas de banho não estão em boas condições para as crianças”, afirmou Luísa Limpo, encarregada de educação.

Apesar da melhoria, ainda existem dificuldades de acesso em alguns caminhos que conduzem à escola e a determinadas residências, onde a água continua acumulada, chegando, em alguns pontos, à altura dos joelhos.

De forma geral, porém, a vida tende a regressar à normalidade na cidade da Beira, numa altura em que as previsões meteorológicas indicam a possibilidade de novas chuvas na província de Sofala, embora com níveis de precipitação relativamente baixos nos próximos dias.

Já estão oficialmente encerradas as instalações da Mozal em Moçambique, na sequência da incapacidade da empresa de ter energia suficiente e a preços competitivos. O futuro da infra-estrutura no país ainda é incerto.

Depois de ter prometido encerrar as suas instalações no fim do ano passado, a Mozal confirmou oficialmente nesta segunda-feira que deixa de operar no país e que seus activos ficam em estado de conservação e manutenção.
Sendo assim, a empresa dispensou os seus trabalhadores e fornecedores de bens e serviços por não ter conseguido um acordo para a redução do preço da energia eléctrica que permitisse a fundição manter-se competitiva a nível internacional.
“Encontrar uma solução foi ainda mais difícil devido às condições de seca que afectam a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), de onde a Mozal obtinha anteriormente a maior parte da sua electricidade”.
Em comunicado de imprensa emitido nesta segunda-feira, o vice-presidente de operações da Mozal Aluminium, Samuel Gudo, disse que este não é o resultado que era esperado pela empresa depois de operar cerca de 25 anos no país.
“Nos últimos seis anos, engajamo-nos amplamente com o Governo da República de Moçambique, a Eskon e outros intervenientes-chave para garantir um contrato de energia para a Mozal que lhe teria permitido continuar a operar e manter-se um negócio viável e competitivo a nível global”.
Na semana passada, o Governo prometeu procurar saber da empresa sobre o destino que pretende dar às suas instalações no país, sem descartar a possibilidade de entrada de novos operadores para a retoma das actividades.

Um jovem foi encontrado morto em cima de um posto de transformação de energia no bairro Muhalaze, quarteirão 26. Segundo moradores, o indivíduo, de aproximadamente 35 anos de idade, terá tentado roubar material eléctrico, concretamente cabos eléctricos, sem sucesso.

Um grito de socorro de quem viu primeiro o corpo do jovem pendurado no PT, acordou os moradores do quarteirão 26, do bairro de Muhalaze no município da Matola. O corpo pertence a um jovem desconhecido pelos moradores, e que supostamente teria tentado roubar material pertencente a Empresa Electricidade de Moçambique. 

A situação deixou mais de 300 moradores sem energia elétrica e com maior preocupação para os próximos dias, uma vez que esta não é a primeira vez que tal acontece. 

A chefe de quarteirão afirma que os casos são todos reportados à EDM e às estruturas máximas dos bairros, e cogita a possibilidade de uma concertação para a activação de policiamento comunitário.

Não poucas vezes que a empresa electricidade de Moçambique tem vindo a denunciar problemas de roubo de material em todo o país, só em 2025 o prejuizo foi de 23 milhões de meticais.

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