O País – A verdade como notícia

A Estrada Nacional Número Um está cortada entre o Rio Save e Muxúnguè, devido ao transbordo do rio Muar, no distrito de Machanga, em Sofala. As águas causaram erosão que danificou os encostos da ponte, cortando a estrada e impedindo a ligação rodoviária entre o Sul e o resto do país. As autoridades alertam para a necessidade de evitar a travessia enquanto persistirem as cheias, de modo a prevenir acidentes e perdas humanas.

O rio Save transbordou deixando a Estrada Nacional Número Um (EN1) intransitável no troço entre o rio Save e Muxúngué. Apesar do perigo, um camião arriscou atravessar as águas, numa situação que expôs o elevado risco para a circulação rodoviária.

As imagens no local são de estrada debaixo da água e alguns automobilistas a tentarem transitar para não ficarem retidos. Mas a estrada não resistiu à pressão da água e cedeu nos encostos da ponte sobre o Rio Muar, e solos foram arrastados, interrompendo a transitabilidade.

Até ao fim do dia de ontem, segunda-feira, não era possível passar por este troço, apesar dos esforços dos automobilistas e passageiros.

A informação foi revelada por Egídio Morais, delegado da Administração Nacional de Estradas em Sofala, que confirmou a cedência da terra na ponte, o que provocou erosão que propiciou a degradação da infraestrutura.

“Está interrompido a ligação ou a circulação entre o rio Save e Muxúnguè, isso na EN1, concretamente na ponte sobre o rio Muar, por conta das águas que criaram uma cratera no acesso à ponte sobre o rio Muar, no lado sul da ponte. O que terá acontecido é que a água do rio Muar transbordou e passou por cima, tendo criado erosão no acesso sul”, disse.

A Administração Nacional de Estradas ainda não tem data prevista para resolver o problema. “Nós estamos a mobilizar meios, de modo que haja uma resposta rápida e imediata para continuar a ligação terrestre”, confirmou. 

Egídio Morais esclareceu ainda que as águas começaram a galgar a estrada, ou seja, a passar por cima da ponte desde a manhã deste domingo, até ao fim do dia de domingo, até a manhã desta segunda-feira.

“Fomos avaliando a situação e fomos entender que, afinal de contas, ela criou erosão no acesso da ponte sobre o rio Muar”, revelou.

Por sua vez, Elcidio Madeira, porta-voz da Associação de Transportadores de Sofala, mostra-se preocupado com os prejuízos que a situação está a causar aos associados.

“Como sabemos, a Estrada Nacional Número Um é a espinha dorsal do nosso país. Ele liga as zonas Centro, Sul e Norte. Como transportadores, esta é uma situação que vai nos trazer diversos transtornos, visto que é uma situação inesperada. Não contávamos que ela acontecia. Temos camiões no meio do caminho com um plano de trabalho, um plano de viagem, uma logística para um determinado tempo. Ou seja, contávamos que a viagem ia ser feita em 24 horas ou 48 horas no trajecto Centro-Sul e subcentro”, disse.

Madeira argumentou ainda que com esta situação, existem camiões em insegurança nos dois lados, acumulando custos logísticos, para além de demoras na entrega das mercadorias aos clientes. 

“E não só tem a parte humana dos motoristas, que de certeza devem estar em uma situação não muito boa. Resumindo, essa é uma situação que a nível humano, social, econômico, dos próprios transportadores, da própria economia, não dignifica ou não deveria estar a acontecer neste exacto momento”, disse, pedido para que a situação seja solucionada o mais rápido possível.

A continuação de chuvas fortes poderá complicar a reposição da transitabilidade.

 

INAM prevê intensificação de chuva entre quarta e quinta-feira 

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê continuação de chuva, para esta terça-feira, e que entre quarta e quinta-feira a precipitação aumente, em alguns pontos do país. As chuvas poderão estar acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas.  

Com a época chuvosa  já em curso, o INAM prevê que a chuva que cai, desde sexta-feira, continue, nos próximos dias, devido à formação de um sistema de baixas pressões.  

“Em relação ao dia de amanhã,  na zona sul irá continuar a chover, mas não muito forte em relação a ontem e hoje. Vai abrandar um pouco e lá para os dias 14 e 15 teremos chuva novamente em Maputo. Chuva moderada forte e localmente muito forte. Portanto, o INAM recomenda medidas de precaução e segurança face ao risco associado a chuvas fortes localmente muito fortes. Em termos de vento, nós teremos vento de quadrante norte por vezes de sudeste. Teremos rajadas de vento principalmente nas províncias de Tete e ao longo da zona costeira. Em termos de temperatura, não há assim uma alteração apreciável de temperatura. E contudo, teremos muita umidade em todo o país.  Dizer taxativamente qual é o dia que a chuva vai cessar, não podemos dizer neste momento”,explicou Geneth Domingos, meteorologista.

As regiões sul e centro do país poderão ser as mais afectadas pela precipitação. 

“Eu recomendo que acompanhem as previsões meteorológicas, pois nos próximos dias teremos ainda chuvas críticas aqui na zona sul do país. Para as províncias de Nampula, Cabo Delgado, Zambézia, há possibilidade, há chances de ocorrer chuva, mas não chuva forte. Mas enquanto que aqui na zona sul e as províncias de Sofala, Manica e Tete há continuação de chuvas”.

As chuvas registadas chegaram a atingir 100 mililitros, em alguns pontos. 

“De acordo com o nosso comunicado, está dentro do padrão daquilo que o INAM previu. Se nós prevíamos cinquenta milímetros ou acima. E temos províncias como Gaza, por exemplo, temos precipitação acima de cem milímetros, quer dizer que há muita chuva. Massangena, Chicualacuala, são regiões que registaram muita precipitação. E mesmo aqui em Maputo, tivemos aproximadamente cinquenta milímetros”.

Para já, não há previsão de ocorrência de ciclone que afecte o país. 

Mais de 16 mil candidatos concorrem a pouco mais de 4 mil vagas, na Universidade Pedagógica de Maputo.  Os exames de admissão arrancam amanhã e terminam na sexta-feira.  

Os exames de admissão são a via de acesso ao ensino superior, na Universidade Pedagógica de Maputo e para este ano, as provas terão lugar a partir desta terça-feira, podendo abranger 16 mil candidatos, que vão disputar 4.200 vagas. 

Para o regime laboral, teremos operacional 41 cursos, para o regime depois-laboral teremos operacional 46 cursos e para o regime de ensino à distância temos sete cursos. Importa frisar que, a nível da nossa instituição, um curso pode decorrer em três regimes ou em dois regimes ou em um único regime. Numa vertente global, concorreram aos exames de admissão 40.178 candidatos para um total de 14.695 vagas, distribuídas da seguinte forma”, explicou Sheila Sitoe, chefe da Comissão de Exames de Admissão. 

O curso de Engenharia Eletrónica de Telecomunicações é o mais concorrido entre os 51 oferecidos pela instituição. Os exames decorrem em simultâneo,  com a UniPungué, UniLicungo e UniRovuma. 

A nível da Universidade Pedagógica de Maputo, registramos 4.235 vagas. A nível da Universidade Licungo, registramos 3.940 vagas. A nível da Universidade Rovuma, registramos 4.290 vagas e, por fim, a nível da Universidade Pungue, registramos 2.230 vagas.

A UP-Maputo apela à chegada atempada às salas de exame para evitar possíveis constrangimentos e alerta que será implacável à fraude académica.  

Morreu, na manhã desta Segunda-feira, Rosita Pedro, a menina que nasceu numa árvore, durante as cheias de 2000, no distrito de Chibuto,  em Gaza. 

O nascimento de Rosita marcou o ano 2000, quando, durante as cheias, uma mulher passou quatro dias no topo de uma mafurreira, cercada pelas águas, que transbordaram o Rio Limpopo, e deu a luz a sua filha, no distrito de Chibuto, em Gaza. 

De acordo com fontes familiares, Rosita Mabuiango travava uma batalha há anos  contra a anemia. Em resultado do agravamento do seu estado, seguia  internada há mais de duas semanas no Hospital Rural de Chibuto, onde veio a perder a vida.

O presidente do conselho municipal de Chibuto, Henriques Machava, avançou que   decorrem  contatos com a família para a formalização das cerimónias fúnebres, que, segundo o edil, estarão  sob responsabilidade do município.

Nascida a 1 de Março do ano 2000, na zona  de Mundiane, no distrito de Chibuto, Rosita representa a resiliência das populações de Gaza na sequência  das piores cheias de que se tem memória no país.

A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul, IP) alertou, este domingo, para o risco elevado de inundações na bacia hidrográfica do rio Save, na sequência das chuvas fortes registadas nas últimas 24 horas nas províncias de Gaza e Inhambane.

De acordo com o aviso emitido pela Divisão de Gestão da Bacia do Save (DGBS), a precipitação intensa no distrito de Massangena, em Gaza, e em vários pontos da província de Inhambane provocou um incremento significativo dos escoamentos na bacia do rio Save, aumentando de forma preocupante os níveis hidrométricos.

Os dados oficiais indicam que, nas últimas 24 horas, foram registados 190,6 milímetros de chuva em Massangena e 41,2 milímetros em Vila Franca do Save, volumes considerados elevados e suficientes para acelerar a subida do caudal do rio.

A estação hidrométrica de Massangena já ultrapassou o nível de alerta de 4,50 metros, situação que levou a ARA-Sul a prever que, nas próximas 48 horas, possa também ser ultrapassado o nível de alerta de 5,50 metros na estação de Vila Franca do Save.

A situação em Vila Franca do Save é considerada particularmente sensível. Dados de monitoria mostram que o nível do rio subiu de 2,10 metros às 7 horas para 4,33 metros às 17 horas, uma variação acentuada em menos de 10 horas.

Segundo a ARA-Sul, caso a tendência de subida se mantenha, existe risco real de inundações ao longo de todo o vale do rio Save, com impacto directo em zonas residenciais vulneráveis, nomeadamente na vila de Nova Mambone, no distrito de Govuro, e na vila sede do distrito de Machanga, já historicamente afectadas por cheias.

Face ao cenário, a ARA-Sul recomenda à população a evitar a travessia do leito do rio Save, bem como de outros cursos de água da região. A instituição apela ainda à retirada imediata de bens e equipamentos localizados em zonas baixas e nos leitos dos rios, devendo estes ser deslocados para áreas seguras.

As autoridades reforçam a necessidade de a população acompanhar atentamente a informação hidrológica oficial, divulgada pelas entidades competentes, e adoptar medidas preventivas, numa altura em que as chuvas continuam a afectar de forma significativa várias bacias hidrográficas do sul do país.

O Município de Maputo vai desembolsar oito milhões de dólares, financiados pelo Banco Mundial, para o reassentamento de 468 famílias que vivem nas proximidades do local escolhido para a construção do novo aterro sanitário, no bairro da Katembe.

Com o início das obras previsto para o próximo mês, a edilidade já tem garantido o financiamento do Banco Mundial, valor destinado ao reassentamento das famílias que serão afectadas pelo projecto.

O processo de pagamentos inicia esta quinta-feira e, numa primeira fase, vai abranger 138 famílias.

“Decidimos acelerar o processo de pagamento de compensações. Na próxima semana, até ao dia 15 de Janeiro, vamos efectuar pagamentos referentes a cerca de 138 famílias, num valor global estimado em oito milhões de dólares americanos, o que corresponde, ao câmbio do dia, a aproximadamente 300 milhões de meticais. São várias famílias com algumas infra-estruturas de apoio, e todo o processo seguiu a legislação vigente, bem como as regras do financiador”, explicou Danúbio Lado, director do Gabinete de Desenvolvimento Estratégico.

A edilidade prevê concluir os pagamentos até finais de Fevereiro. O encerramento da lixeira de Hulene depende da conclusão das obras do novo aterro.

Segundo o responsável, “já foi lançado o concurso para a construção do aterro, num modelo de desenho, construção e operação. Lançámos o concurso a 23 de Dezembro e está agendada uma visita ao local para as empresas interessadas, no dia 15 de Fevereiro, para esclarecimento de dúvidas e recolha de mais informações”.

Para facilitar o acesso ao local, a edilidade compromete-se a construir uma estrada de raiz.

“Neste momento decorrem trabalhos preparatórios para o início da obra, como a identificação do estaleiro, e prevemos que as obras iniciem no mês de Fevereiro. Estamos na época chuvosa e é necessário garantir condições mínimas para avançar com a construção da estrada. Está tudo a decorrer conforme o planificado e estamos a trabalhar intensamente para a materialização do projecto do aterro sanitário. Importa referir que, sem o aterro, é impossível encerrar definitivamente as actividades na lixeira de Hulene”, afirmou o dirigente.

As obras, financiadas pelo Banco Mundial, terão a duração de 24 meses e vão ocupar uma área superior a 140 hectares.

As chuvas que caíram nas últimas 24 horas em toda província de Inhambane, fizeram subir de forma significativa os níveis hidrométricos de vários rios, colocando algumas bacias em situação de alerta, segundo dados divulgados este domingo pela Administração Regional de Águas do Sul, IP (ARA-Sul), através da Direcção de Gestão de Bacias do Sul.

De acordo com o boletim hidrológico referente às 07 horas do dia 11 de janeiro de 2026, foi registada precipitação em todos os pontos de observação monitorados pela DGBS. A bacia do Save destaca-se pelos volumes elevados de chuva, com Massangena em Gaza a registar 191,6 milímetros nas últimas 24 horas, enquanto Vila Franca do Save em Inhambane acumulou 41,2 milímetros. Estes valores explicam a subida preocupante dos níveis do rio Save, particularmente na estação hidrométrica de Massangena, onde o nível atingiu 4,50 metros, estando acima do nível de alerta, embora ainda abaixo da cota crítica de 5 metros.

Na mesma bacia, a estação de Vila Franca do Save registou um nível de 2,10 metros, com uma subida de 13 centímetros, permanecendo ainda distante do nível de alerta fixado em 5,50 metros, mas sob vigilância contínua.

Outras bacias da província de Inhambane também registaram precipitações significativas. Na bacia do Mutamba, Jangamo acumulou 72 milímetros de chuva, fazendo subir o nível hidrométrico para 3,69 metros, muito próximo do nível de alerta estabelecido em 3,80 metros. Já na bacia do Govuro, a estação de Pambara registou um nível de 3,20 metros, com uma subida de 8 centímetros, mantendo-se abaixo do nível de alerta de 3,70 metros, mas com tendência de crescimento caso as chuvas persistam.

A situação é igualmente preocupante na bacia do Inhanombe. Em Maxixe, foram registados 33 milímetros de precipitação, elevando o nível do rio para 2,76 metros, ainda abaixo do nível de alerta de 4 metros. No entanto, em Mubalo, o cenário é mais crítico: o nível hidrométrico atingiu 6,02 metros, ultrapassando claramente o nível de alerta fixado em 4,50 metros, o que coloca comunidades ribeirinhas em risco potencial de inundações.

Na bacia de Inharrime, a estação hidrométrica registou um nível de 2,08 metros, com uma subida ligeira de 3 centímetros, mantendo-se distante do nível de alerta de 5,40 metros.

Paralelamente, a rede monitorada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) confirma a intensidade das chuvas em vários distritos da província. Massinga registou 69,4 milímetros, Vilankulo 34,5 milímetros, Guitambatuno 42 milímetros, Inhambane Aeroporto 36,4 milímetros, Inhambane Estação Principal 66,5 milímetros, Panda 44,3 milímetros e Quissico 42,9 milímetros. Inhassoro foi o distrito com menor precipitação, com apenas 10,7 milímetros.

A ARA-Sul alerta que, caso o padrão de chuvas se mantenha nas próximas horas, alguns rios poderão atingir ou ultrapassar os níveis críticos, aumentando o risco de inundações, sobretudo nas bacias do Save, Mutamba e Inhanombe. As autoridades recomendam vigilância reforçada, atenção especial às comunidades ribeirinhas e o acompanhamento permanente dos boletins hidrológicos, numa altura em que o solo já se encontra saturado devido à precipitação contínua dos últimos dias.

O Conselho Municipal de Nampula vai passar a comprar os resíduos sólidos produzidos nos bairros da cidade. A iniciativa, anunciada pelo edil Luís Giquira, visa garantir maior limpeza urbana e gerar renda para os munícipes.

‎A cidade de Nampula é uma das que se ressente com o deficiente sistema de recolha de lixo. E para responder esse problema, a edilidade pretende implementar uma nova abordagem. 

Segundo Luís Giquira, que falava no sábado durante a cerimónia de patenteamento de mais de vinte agentes da Polícia Municipal, é preciso que a edilidade volte a ganhar a imagem que sempre teve. 

Na ocasião, explicou ainda que a iniciativa pretende também garantir que os munícipes tenham ganhos das receitas produzidas pelo município. 

Em relação aos agentes da Polícia Municipal, Giquira exigiu maior trabalho no combate ao comércio informal e encurtamento de rotas, facto que, na sua opinião, poderá gerar receitas para edilidade e colocar ordem nas estradas. 

‎Esta é a primeira cerimónia de patenteamento da Polícia Municipal desde que Luís Giquira assumiu a liderança da edilidade.

O Governo deu início oficial à edição 2025 da Campanha de Recenseamento Militar Obrigatório, numa cerimónia realizada na Cidade da Maxixe, num momento em que o país reforça o debate sobre a defesa da soberania nacional, a consolidação da paz e o papel da juventude na construção do Estado. 

O lançamento da campanha foi marcado por um apelo directo à consciência cívica e patriótica dos jovens moçambicanos, entendidos como o principal capital humano para garantir a segurança, a estabilidade e a continuidade do projecto nacional.

Falando durante a cerimónia, o Ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, sublinhou que o recenseamento militar não deve ser encarado como um acto meramente administrativo, mas como um compromisso com a Pátria e um passo determinante no processo de preparação dos cidadãos para a defesa do país. 

De acordo com o governante, a legislação moçambicana estabelece que todos os cidadãos nacionais estão sujeitos ao cumprimento das obrigações militares entre os 18 e os 35 anos de idade, sendo o recenseamento o primeiro estágio desse percurso. 

“O licenciamento militar é a primeira etapa das obrigações militares e tem por objectivo obter informações de todos os cidadãos que atingem a idade do início dessas obrigações”, explicou, frisando que se trata de um instrumento fundamental para a planificação da defesa nacional.

No presente ano, o Governo prevê recensear mais de 221 mil jovens de ambos os sexos em todo o território nacional e na diáspora, abrangendo os nascidos em 2008, bem como aqueles que, por diversas razões, não conseguiram cumprir o dever em anos anteriores. No entanto, os dados do ano passado revelam uma adesão acima do esperado. Em 2025, foram recenseados cerca de 255.700 jovens, ultrapassando a meta inicialmente fixada em mais de 15 por cento.

Segundo Cristóvão Chume, estes números reflectem um crescimento do sentimento patriótico e da consciência cívica entre a juventude. 

“Os jovens apresentam-se de forma voluntária aos postos de recenseamento militar, o que demonstra o seu engajamento e sentido de responsabilidade para com o país”, afirmou. 

O ministro destacou ainda o papel determinante das famílias, das autoridades locais, dos líderes comunitários e religiosos, bem como das instituições de ensino e da comunicação social, na mobilização dos jovens.

Além do serviço militar efectivo normal, o governante dedicou parte significativa da sua intervenção ao Serviço Cívico de Moçambique, que considerou uma plataforma estratégica de formação e inclusão. Segundo explicou, o serviço cívico visa dotar os jovens de competências técnicas, valores patrióticos e princípios culturais que lhes permitam contribuir activamente para o desenvolvimento do país, independentemente do sector onde venham a actuar.

“O serviço efectivo normal e o serviço cívico constituem um processo de ensino e aprendizagem”, sublinhou, acrescentando que nesses espaços os jovens aprendem a conviver com pessoas de diferentes origens, a respeitar a diversidade e a fortalecer a unidade nacional. 

Para o ministro, trata-se de uma verdadeira escola de cidadania, onde se formam cidadãos mais conscientes, disciplinados e comprometidos com o bem comum.

Cristóvão Chume foi claro ao afirmar que a defesa da Pátria não se limita à acção militar. Segundo disse, mesmo os jovens que não venham a integrar as fileiras das Forças Armadas de Defesa de Moçambique ou do Serviço Cívico podem desempenhar um papel relevante em outras áreas estratégicas do Estado, incluindo a Polícia da República de Moçambique, os Serviços de Informação e Segurança do Estado e diversos sectores ligados à segurança, à protecção civil e ao desenvolvimento nacional.

“A responsabilidade pela defesa nacional é de todos nós moçambicanos”, afirmou, defendendo uma abordagem integrada e participativa à segurança do país. Nesse contexto, apelou também à vigilância cívica, alertando para a importância de os cidadãos estarem atentos a comportamentos ou situações suspeitas que possam pôr em causa a ordem pública, a estabilidade social e a tranquilidade das comunidades.

Para o ministro, a defesa nacional começa nas comunidades, nas famílias, nas escolas e nos bairros, através da promoção de valores como o patriotismo, a solidariedade, a disciplina e o respeito pelas instituições do Estado. 

Nesse sentido, apelou às autoridades locais, religiosas, instituições de ensino e órgãos de comunicação social para continuarem a desempenhar o papel de agentes de educação cívico-patriótica e mobilizadores da juventude.

Dirigindo-se aos centros provinciais de recrutamento e mobilização, Cristóvão Chume lançou um desafio claro: não apenas cumprir metas estatísticas, mas garantir que todos os jovens em idade legal tenham a oportunidade de se recensear. Para o Governo, o sucesso da campanha mede-se não só pelo número de inscritos, mas pela capacidade de envolver a juventude num projecto nacional de longo prazo, assente na paz, na soberania e no desenvolvimento.

O governante sublinhou ainda que o recenseamento militar representa um passo decisivo para o fortalecimento das Forças de Defesa e Segurança e para a consolidação da estabilidade institucional do país. Num contexto regional e internacional marcado por desafios à segurança, o Executivo entende que investir no capital humano é essencial para proteger a independência e a integridade territorial de Moçambique.

No encerramento da sua intervenção, Cristóvão Chume apelou a um reconhecimento público do trabalho desenvolvido pelas Forças de Defesa e Segurança, sublinhando o papel desses profissionais na manutenção da ordem, da paz e da soberania nacional. Para o Governo, a campanha de recenseamento militar é, acima de tudo, uma afirmação da moçambicanidade e um convite à juventude para assumir a vanguarda na defesa do país.

Com o arranque da edição 2025, o Executivo espera reforçar a consciência patriótica dos jovens e consolidar uma cultura de responsabilidade colectiva, entendendo que a paz e a soberania são conquistas diárias que exigem o contributo activo de todos os cidadãos.

A campanha decorre de 2 de Janeiro a 28 de Fevereiro, sob o lema “Recenseamento Militar, engajando jovens ao serviço da Pátria, para o fortalecimento da paz e da soberania nacional”.

O Conselho Municipal de Maputo promete que, dentro de 15 dias, irá resolver o problema de lixo que afecta vários bairros da capital. A edilidade explica que a fraca recolha de lixo se deve a dificuldades de acesso à lixeira de Hulene, devido a avaria de duas máquinas. 

Vários bairros da cidade de Maputo deparam-se com focos de lixo, há mais de dois meses.  A lixeira de Hulene, local onde todo o lixo recolhido é depositado, está saturada. 

Além do chão lamacento que dificulta a passagem dos camiões, duas máquinas que servem para facilitar os acessos e compactar o lixo encontram-se avariadas. 

Infelizmente, nos últimos mais ou menos dois meses, nós viemos enfrentando alguma dificuldade em aceder aos campos de depósitos de resíduos sólidos. Isso resultou primeiro de algumas avarias de equipamento que aconteceram. Estamos a falar de duas bulldozers que normalmente ficam aqui, uma para um dos campos de depósito e a outra para o segundo campo de depósito. Essas duas máquinas, ao avariarem, criaram um problema muito sério porque começamos a ter montanhas de lixo que não nos permitiam ter um fácil acesso. A bulldozer tem exatamente a função de poder espalhar e criar camadas de resíduos que permitem que, efetivamente, possamos continuar a trabalhar nesta lixeira. Depois, logo a seguir, porque estávamos no início do período chuvoso, começamos a ter acúmulo de águas e isso criou dificuldade adicional em relação ao acesso dos caminhões à lixeira.”, explicou João Munguambe, vereador de Salubridade, no município de Maputo. 

Este problema faz com que a recolha de lixo seja dificiente, pois não há onde nem como depositar. 

Se não tivermos disponível ou não tivermos acesso aos campos de deposição de resíduos sólidos, não adianta qualquer operação de recolha de resíduos sólidos a nível da nossa cidade porque não teremos onde depositar.

Entretanto, a edilidade garante que os trabalhos de recolha já começaram depois de ter sido alugada esta máquina.  

A garantia é de que tudo será feito para que, dentro de quinze dias, todo o lixo seja recolhido. 

Este problema, neste momento, está ultrapassado. Já temos uma bulldozer aqui, embora seja alugada, e ela voltou, portanto, a abrir os campos de depósito e, ao mesmo tempo, temos aqui, as escavetas giratórias que são essas que estão a limpar as vias. O nosso plano é ampliar, duplicar a via, para permitir que, enquanto umas viaturas sobem para o campo de depósito, possamos ter as outras a sair deste campo. Portanto, acreditamos que, se nós não tivermos nada de extraordinário, poderemos ter, nas próximas duas semanas, a cidade em condições. Neste momento, os bairros mais sufocados têm a ver, justamente, com a população que tem lá.

O vereador fez saber que há, neste momento, mais de 12 milhões de toneladas de lixo espalhados pelos bairros da cidade de Maputo.  

Quanto maior a população existente, maior é o sufoco, digamos. Então, neste momento, os grandes problemas concentram-se em KaMubukwana, KaMaxaquene e Chamanculo. Temos algum problema em KaMavota também, mas é gerido.

Para a reparação de cada uma das máquinas são necessários 12 milhões de meticais. 

Ainda sobre o assunto, o vereador de Salubridade repisou que a lixeira de Hulene só poderá ser encerrada em 2028, depois de erguido o aterro sanitário da Katembe. Para já, foi lançado um concurso público para contratação do empreiteiro que vai operacionalizar o projecto.

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