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Cerca de 16 mil agricultores do distrito de Báruè, na província de Manica, estão a beneficiar de insumos agrícolas, com destaque para sementes resilientes às mudanças climáticas, no âmbito de uma iniciativa que visa aumentar a produção de milho em grande escala.

O programa tem como objectivo reforçar a comercialização e promover a geração de rendimento para o auto-sustento das famílias, numa região onde a irregularidade das chuvas tem comprometido os níveis de produção.

Nos últimos anos, os produtores locais têm enfrentado dificuldades devido aos efeitos das alterações climáticas, que têm condicionado o calendário agrícola e reduzido a produtividade. Para mitigar este cenário, camponeses integrados na cadeia de valor da produção de milho, fornecido à empresa ECA, estão a receber sementes melhoradas, consideradas mais resistentes às variações climáticas.

Os beneficiários elogiam a iniciativa, sublinhando o seu impacto positivo no aumento da produção, mas apontam a necessidade de apoio adicional, sobretudo na disponibilização de sistemas de irrigação, para reduzir a dependência das chuvas.

Por sua vez, o Governo e os parceiros envolvidos asseguram que o programa terá continuidade e que está prevista a expansão do número de agricultores abrangidos nos próximos anos.

Desde o arranque da iniciativa, em 2019, já foram produzidos mais de 33 milhões de quilogramas de milho, sendo a maior parte destinada à indústria, sobretudo como matéria-prima para a produção de cerveja.

Queimadas descontroladas destruíram pelo menos 267 mil hectares de florestas no ano passado. O alerta é da Direcção Nacional das Florestas e Fauna Bravia.

O país dispõe  de 34 milhões de hectares de florestas que tendem a reduzir anualmente devido a queimadas descontroladas e desmatamento realizados por algumas pessoas.

O desmantamento resulta, muitas vezes,  da prática da agricultura e da produção desorientada do carvão, segundo explica o director Nacional das Florestas e Fauna Bravia. 

“Naturalmente, as preocupações são os desmatamentos. O país tem registrado níveis de desmatamentos que nós podemos reconhecer que são elevados. E que nós, internamente, ou com a ajuda de parceiros,temos estado a organizar as comunidades no sentido de gerirem de forma sustentável os recursos. Porque, como eu disse no início, essas comunidades, primeiro vivem aqui, e para o seu dia-a-dia dependem das florestas, vendendo carvão, vendendo produtos florestais não madeireiros. Então, eles têm que explorar nessa altura e garantir que os netos, os bisnetos, também possam usufruir desse recurso”, explicou Imede Fulame, director Nacional de Florestas. 

Fulame falava no distrito de Matutuine, à margem das celebrações do Dia Internacional das Florestas, que se assinala a 21 de Março. Fez saber, na ocasião, que o país tem registado perdas consideráveis todos os anos como resultado da acção humana. 

“Nós temos estimativas de perda das florestas na ordem de 267 mil hectares ao ano, como podem ver, que é uma área significativa que se perde no contexto não só das queimadas descontroladas, como também da produção de carvão. Então, o importante é sensibilizar, a partir de uma data como esta, que esse recurso tem que ser explorado de forma sustentável para que as gerações vendedoras também possam usufruir. Então, nós, como eu dizia, como foi feita a pergunta, nós temos o controle do foco das queimadas no país.”

Segundo a entidade pública, a província de Maputo é das mais afectadas pelas queimadas descontroladas. 

“Estão ameaçadas porque tem havido necessidade de abates para além da produção de lenha e carvão, mesmo a própria habitação. E temos a área agropecuária, porque tem uma parte de produção agrícola e outra parte de criação pecuária. Estamos a fazer todo o trabalho no sentido de levantar esta floresta”, explicou Mariamo José, directora Provincial de Florestas.

Como consequência das queimadas descontroladas e do desmatamento, atualmente, há mais de 50 mil hectares de florestas que necessitam de reflorestamento.  

“Nós, como operadores florestais, em primeiro lugar temos viveiros por cada distrito, uma coisa de 12 viveiros, toda a província, onde estamos a fazer as mudas para repovoar aquilo que nós já cortamos, que é no sentido de pôr as plantas, tirar as plantas velhas e pôr as novas, para poder deixar o nosso belo Maputo em verde”, disse Agostinho Nhantumbo, presidente da Associação dos Operadores Florestais.

No âmbito do Dia Mundial das Florestas, foram plantadas durante esta semana mais de 4 mil mudas de árvores, na província de Maputo e realizadas actividades de conscientização.

Pelo menos 484 pessoas morreram de cólera, desde Janeiro deste ano, tendo sido reportado um total de 18 500 casos suspeitos, dos quais 5 300 confirmados, anunciou, o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças.

Segundo o director-adjunto de incidentes do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, Yap Boum, citado pela imprensa internacional, a taxa de letalidade aguda da doença é de 2,03%, considerada elevada, e os esforços estão centrados em reduzi-la para 1%.

Actualmente, Moçambique já registou 7 773 casos e 82 óbitos no período acumulado de 3 de Setembro de 2025 a 19 de Março de 2026. 

Embora o número de novos infectados esteja a diminuir e não tenham sido registadas mortes nas últimas duas semanas, a situação continua sob vigilância das autoridades de saúde

No caso de Angola, desde que o surto de cólera iniciou, em Janeiro de 2025, o país registava 36 536 casos, dos quais 19 684 em homens e 16 582 em mulheres, segundo dados do Ministério de Saúde reportados a 20 de Fevereiro deste ano.

Já no plano continental, os países mais afectados são a República Democrática do Congo, o Sudão do Sul e a Nigéria. 

O Sudão, que declarou o fim do surto a 5 de Março, continua sob monitorização para evitar ressurgimentos, como os registados no Ruanda e no Zimbabwe.

Em 2025, o continente ultrapassou o recorde de infecções, com cerca de 262.300 casos confirmados e 5.900 mortes, acrescenta a mesma fonte. 

A cólera, causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados, continua associada a deficiências no saneamento básico e no acesso à água potável, avança a agência noticiosa portuguesa.

Após um período de relativa trégua, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê o regresso de chuvas moderadas a fortes a partir deste sábado, nas províncias de Maputo e Gaza.

Em comunicado, o INAM indica que as chuvas poderão atingir 30 a 50 milímetros em 24 horas, com a possibilidade de ultrapassar esse nível em algumas zonas. O fenómeno poderá ser acompanhado de trovoadas e ventos com rajadas.

Na província de Maputo, as precipitações deverão afectar os distritos de Matutuine, Namaacha, Boane, Moamba, Marracuene, Manhiça e Magude, bem como as cidades de Maputo e Matola.

Na província de Gaza, estão abrangidos os distritos de Macia, Bilene, Limpopo, Chókwè, Guijá e Massingir, incluindo a cidade de Xai-Xai.

O INAM alerta para a possibilidade de ocorrência de inundações localizadas e apela à tomada de medidas de precaução nas zonas propensas a cheias.

Entretanto, na região norte do país, prevê-se a continuação de chuvas fracas a localmente moderadas, por vezes acompanhadas de trovoadas.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, defendeu, nesta Sexta-feira, na Cidade de  Maputo, a necessidade de preservação dos valores da paz, do amor  ao próximo, da compaixão, da solidariedade e dos princípios éticos e  morais como pilares fundamentais para o desenvolvimento de  Moçambique. 

Falando por ocasião das celebrações do Eid al-Fitr, que assinala o fim  do mês sagrado do Ramadan, o Chefe do Estado sublinhou que “só  com a paz é que podemos desenvolver Moçambique”, destacando  que nenhum país alcança progresso sustentável sem a consolidação  da paz e da segurança. 

Na sua intervenção, o Presidente da República destacou o significado  profundo do Ramadan, descrevendo-o como um período de  elevação espiritual, disciplina, sacrifício e solidariedade, que fortalece 

a ligação dos fiéis com Deus e promove valores essenciais para a  convivência social harmoniosa. 

O estadista referiu que o Eid al-Fitr representa uma verdadeira  celebração de vitória espiritual, simbolizando o triunfo sobre as  tentações e o egoísmo, sendo igualmente um momento de  reencontro, perdão e reforço dos laços familiares e comunitários.  Sublinhou ainda que esta data constitui uma oportunidade para  reafirmar valores universais como a paz, a justiça, a fraternidade e a  compaixão. 

Num país marcado pela diversidade cultural, religiosa e social, o  Presidente Daniel Chapo considerou que celebrações como o Eid al Fitr reforçam a identidade nacional e a unidade entre os  moçambicanos, recordando que, apesar das diferenças, o povo  partilha um destino comum e um compromisso colectivo com o  desenvolvimento do país. 

O Presidente da República aproveitou a ocasião para reconhecer o  papel activo da comunidade muçulmana na promoção da harmonia  social e da solidariedade, destacando, de forma particular, o apoio  prestado às vítimas das recentes cheias que afectaram a região Sul do  país, nomeadamente as províncias de Maputo, Gaza e Inhambane. 

O Chefe do Estado enalteceu a prontidão com que a comunidade  islâmica se mobilizou, através da entrega de bens de primeira  necessidade, acolhimento de famílias afectadas e prestação de  assistência humanitária e espiritual, classificando estas acções como  um exemplo notável de altruísmo, cidadania e compromisso com o  bem comum. 

Na ocasião, encorajou a continuidade deste espírito solidário,  apelando para que os valores que caracterizam a comunidade  islâmica continuem a fortalecer a coesão social e a contribuir para a  superação dos desafios que o país enfrenta. 

O Presidente reafirmou, igualmente, o papel das  lideranças religiosas na promoção de valores éticos, na educação  moral da sociedade e na prevenção de todas as formas de violência 

e extremismo, sublinhando que a religião deve ser sempre um factor  de união, esperança e construção da paz. 

Por conseguinte, reiterou ainda o compromisso do Estado  moçambicano com o respeito pela liberdade religiosa e com a  valorização do contributo das confissões religiosas no desenvolvimento  social, na promoção da solidariedade e na consolidação da unidade  nacional. 

Ao terminar, o Chefe do Estado formulou votos de saúde, paz,  prosperidade e felicidade para todas as famílias muçulmanas,  desejando que o Eid al-Fitr fortaleça os laços de irmandade entre  todos os moçambicanos e reforce a confiança num futuro melhor.

Os jovens muçulmanos são chamados a preservar os valores espirituais adquiridos durante o mês do Ramadão como forma de garantir uma vida mais ética, equilibrada e socialmente responsável. A recomendação foi feita pelo líder religioso Sheik Mussagy Abdul Rahman, no âmbito das celebrações do Eid al-Fitr, que marcam o fim do jejum islâmico.

Segundo o Sheik, em entrevista no programa Manhã Informativa da Stv Notícias, o verdadeiro teste da fé começa após o Ramadão, quando termina o período de maior intensidade espiritual. “Somos seres humanos, não conseguimos manter o mesmo estado emocional ou espiritual por muito tempo. Isso é natural. Mas os valores essenciais devem permanecer”, afirmou.

Entre esses valores, destacou a modéstia, a honestidade, o senso de justiça e o perdão. “Os jovens devem centrar-se nesses princípios e procurar praticá-los no seu dia-a-dia, seja na escola, no trabalho ou na família”, acrescentou.

O líder religioso sublinhou que o Ramadão não é, também, um momento de transformação pessoal. “O objectivo do mês é alcançar a piedade e temer a Deus. Por isso, a mensagem é que continuemos com essa consciência ao longo do ano”, disse, defendendo que este período deve servir para “corrigir o rumo das coisas que não estavam certas”.

Para além da dimensão espiritual, o Sheik destacou a importância da solidariedade como um dos pilares centrais do Islão. Durante o Ramadão, os muçulmanos intensificam práticas como a zakat, contribuição obrigatória sobre os bens acumulados, e a sadaqa, de carácter voluntário.

“No Islão, o sucesso individual não é visto de forma isolada. Existe uma responsabilidade social. Devemos retribuir à comunidade, sobretudo aos mais desfavorecidos”, afirmou.

No Eid al-Fitr, esta responsabilidade materializa-se na sadaqatul fitr, uma contribuição destinada a garantir inclusão social. “Não devemos permitir que alguém se sinta excluído no dia da festa. É fundamental envolver os mais pobres, os órfãos e os vulneráveis”, sublinhou.

Num país caracterizado pela diversidade religiosa como Moçambique, o Sheik Mussagy Abdul Rahman defende uma convivência baseada no respeito mútuo. “O Alcorão incentiva o bom relacionamento com pessoas de outras religiões. Existe uma base comum entre todas, assente no bem, na caridade e no respeito”, afirmou.

Para o líder religioso, essa base comum deve ser o ponto de partida para fortalecer a coesão social. “Falamos todos de valores universais como o amor, o perdão e a solidariedade. É nesse espaço que devemos construir a nossa convivência”, acrescentou.

Abordando a situação de insegurança no norte do país, o Sheik rejeitou a associação entre terrorismo e religião. “Grande parte das vítimas do terrorismo em Moçambique são muçulmanas. É um erro apontar o dedo ao Islão por falta de investigação séria”, afirmou.

Segundo explicou, elementos religiosos podem ser usados como forma de camuflagem. “O uso de vestuário ou expressões religiosas não é prova. É preciso responsabilidade e capacidade de análise para não criar estigmas”, alertou.

O líder religioso apelou ainda ao reforço da solidariedade para com os deslocados e vítimas de conflitos e desastres naturais.

Apesar de a maioria dos muçulmanos moçambicanos celebrar o Eid na mesma data, persistem algumas diferenças. “Mais de 90% da comunidade celebrou esta sexta-feira, mas ainda há grupos que optam por outro dia. A jurisprudência islâmica permite, mas o ideal é a unidade”, explicou.

A Procuradoria Geral da República acusa Mozal de ter violado a lei ao decidir paralisar suas actividades no país. Por isso, intimou a empresa a repor a legalidade, sob pena de consequências criminais.

De acordo com o documento dirigido ao Presidente do Conselho de Administração da Mozal Moçambique, Samo Gudo, a decisão de colocar a fundição de alumínio em regime de conservação e manutenção, em vigor desde 15 de Março corrente, acarreta sérias irregularidades.

O Ministério Público diz que a decisão foi tomada fora da lei e das regras da empresa. Defende ainda que parar as actividades é algo muito importante e, por isso, não pode ser decidido por uma só parte.

“Configura, na sua essência, a suspensão da actividade da sociedade ou, pelo menos, de uma parte substancial do seu negócio, versando sobre matéria que […] se acha reservada às competências da Assembleia-Geral”, lê-se no documento.

Segundo o Ministério Público, a legislação comercial moçambicana exige que decisões desta natureza sejam aprovadas por unanimidade dos accionistas, em sede de Assembleia-Geral. No entanto, não há registo de que tal procedimento tenha sido seguido. Pelo contrário, a Procuradoria aponta que

“Não havendo, no caso vertente, memória de deliberação tomada por unanimidade, nesse sentido, em Assembléia-Geral, muito menos consentimento expresso do accionista Industrial Development Corporation of South Africa Limited (IDC), detentor de 32,48%, ou seja, de mais de 25% exigidos para que uma decisão do género possa ser validamente tomada, a decisão unilateral em causa, do accionista South32 Investment 1 B.V., enferma de vício grave de forma”.

O Ministério Público vai mais longe e alerta para possíveis responsabilidades dos administradores da empresa, sublinhando que estes estão obrigados a actuar com diligência e lealdade. Nesse sentido, considera que:

“Neste contexto, a implementação de uma decisão desta natureza sem prévia apreciação e deliberação dos accionistas, em Assembleia-Geral, configura violação dos referidos deveres fiduciários, com potenciais implicações jurídicas para os órgãos sociais envolvidos”, lê-se.

Face às irregularidades identificadas, a Procuradoria-Geral da República intimou a Mozal a suspender a implementação da decisão e a conformar-se com a lei.

“Nestes termos, e tendo tomado conhecimento da decisão em crise, ao abrigo do disposto no n.º 1 do artigo 6, conjugado com as alíneas a) e g) do artigo 4 e a) e b) do artigo 16, todos da Lei n.º 1/2022, de 12 de Janeiro (Lei Orgânica do Ministério Público), é a Mozal, S.A. intimada a conformar-se com a lei, conforme indicado, (…) devendo abster-se de implementar a decisão”.

A Mozal, S.A. tem agora um prazo de cinco dias para responder à Procuradoria-Geral da República. Caso não cumpra a intimação dentro do prazo estabelecido, a empresa poderá enfrentar consequências criminais.

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de  felicitação à comunidade muçulmana, assinalando a  celebração do Eid al-Fitr e o culminar do mês sagrado do  Ramadan. Na sua comunicação, o Chefe do Estado sublinha a  importância desta data como um momento de renovação  espiritual, gratidão e fortalecimento da unidade nacional. 

O Presidente Daniel Chapo inicia a sua mensagem reafirmando  os laços de irmandade que unem os moçambicanos: “É com  profundo respeito, sincera alegria e elevado sentido de  fraternidade nacional que me dirijo a todos vós, em particular à  comunidade muçulmana de Moçambique, por ocasião da 

celebração do Eid al-Fitr, que marca o fim do abençoado mês  do Ramadan”. 

Na mensagem, o Estadista destaca que o Eid al-Fitr representa  mais do que um rito religioso, sendo um tempo de partilha e  generosidade que dignifica a fé e a humanidade. E prossegue  enaltecendo o papel activo e solidário da comunidade  muçulmana perante os desafios contemporâneos do País. 

“Quero, de forma especial, reconhecer e enaltecer o espírito  solidário que caracteriza a comunidade muçulmana  moçambicana, particularmente neste período desafiante que o  nosso país atravessa. Perante as adversidades causadas pelo  extremismo violento em Cabo Delgado, pelos desastres naturais e  por outras intempéries que têm afectado famílias e  comunidades, a vossa resposta tem sido exemplar: presença  activa, apoio humanitário, acolhimento aos deslocados, orações  constantes pela paz e iniciativas concretas de ajuda aos mais  vulneráveis”. 

O Chefe de Estado reitera que esta solidariedade é a prova de  que a unidade nacional se fortalece quando os cidadãos se  apoiam mutuamente, independentemente da sua crença ou  origem. 

Ao encerrar a sua mensagem, o Presidente da República  expressa o desejo de que esta festividade traga esperança e  prosperidade a todas as famílias: “Em meu nome pessoal e em  nome do Governo da República de Moçambique, endereço as  mais calorosas felicitações a toda a comunidade muçulmana”. 

A circulação rodoviária entre as cidades de Chimoio e Espungabera, no distrito de Machaze, província de Manica, encontra-se ameaçada, devido a uma ruptura registada na Estrada Nacional Número 260 (EN260), na região de Dacata.

O incidente, ocorrido na última segunda-feira, provocou o levantamento da camada de asfalto numa extensão de cerca de 30 metros, condicionando o trânsito naquele troço.

De acordo com o delegado da Administração Nacional de Estradas (ANE) em Manica, Moisés Zimba, trata-se de uma falha geotécnica agravada pelas chuvas intensas que se fazem sentir na região.

“Tivemos levantamento do pavimento, de toda a estrutura, falo da base, da sub-base e dos aterros”, explicou, acrescentando que “este fenómeno conduz-nos a uma situação de falha geotécnica do próprio subleito onde a estrada se encontra assente”.

Face à situação, o trânsito encontra-se condicionado, enquanto equipas técnicas avaliam os danos e definem as intervenções necessárias para a reposição da circulação normal.

A polícia foi mobilizada para o local com o objectivo de restringir o acesso da população, na sequência de rumores sobre a possível existência de um filão de ouro na área afectada.

“As autoridades impediram a aproximação da população ao local”, numa altura em que aumentava a curiosidade dos residentes.

Segundo a ANE, este tipo de ocorrência não é totalmente incomum na província de Manica, devido às suas características geográficas.

“A província de Manica é composta por zonas montanhosas, e, muitas vezes, as estradas correm sobre fontes de água”, explicou Moisés Zimba, apontando casos semelhantes nas estradas nacionais N6, N7 e na própria EN260.

Ainda assim, o responsável admite que a dimensão da ocorrência registada em Dacata é pouco frequente.

A Administração Nacional de Estradas garante que já está a mobilizar meios para intervir no local, mas condiciona o início dos trabalhos ao abrandamento das chuvas.

“Estamos a aguardar que as chuvas abrandem para avançar com uma solução paliativa que permita a circulação nas duas faixas de rodagem”, referiu.

Entretanto, mantém-se o risco de interrupção total da ligação rodoviária entre Chimoio e Mossurize, caso a situação se agrave, afectando a mobilidade de pessoas e bens naquela região da província de Manica.

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