O País – A verdade como notícia

Primeira-Dama lamenta falecimento de Luísa Diogo

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, manifestou consternação pelo falecimento da antiga Primeira-Ministra de Moçambique, Luísa Dias Diogo, ocorrido esta sexta-feira, vítima de doença. Numa

Primeira-Dama lamenta falecimento de Luísa Diogo

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, manifestou consternação pelo falecimento da antiga Primeira-Ministra de Moçambique, Luísa Dias Diogo, ocorrido esta sexta-feira, vítima de doença. Numa

O Absa Bank Moçambique manifestou profundo pesar pelo falecimento de Luísa Diogo, antiga Presidente do Conselho de Administração da instituição e membro do Conselho de Administração do Grupo Absa na África do Sul.

Em comunicado, o banco destaca Luísa Diogo como uma referência incontornável da liderança em Moçambique, sublinhando o papel determinante que desempenhou em momentos-chave de transformação no Absa Bank Moçambique. Segundo a instituição, a sua actuação deixou uma marca duradoura na cultura organizacional, na forma de liderar e no compromisso com o desenvolvimento económico e social do país.

Reconhecida pela sua visão estratégica, integridade e sentido de missão, Luísa Diogo é descrita como “uma líder que inspirou equipas, elevou os padrões de governação e contribuiu de forma decisiva para o fortalecimento da banca em Moçambique e no continente africano”.

Neste momento de luto, o Absa Bank Moçambique “endereça as suas mais sentidas condolências à família, amigos e a todos aqueles que tiveram o privilégio de trabalhar e aprender com a Dra. Luísa Diogo, reafirmando o compromisso de honrar o seu legado, mantendo-se fiel aos valores de liderança responsável, integridade e impacto positivo que marcaram o seu percurso”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou “profundo pesar” pelo falecimento da antiga Primeira-Ministra de Moçambique, Luísa Dias Diogo, ocorrido hoje, vítima de doença.

Em mensagem endereçada à família enlutada, o Chefe do Estado afirmou ter recebido “com profunda tristeza” a notícia da morte de Luísa Dias Diogo, sublinhando que o país perde “uma filha ilustre, cuja dedicação à causa pública e ao desenvolvimento do nosso país ficará para sempre na memória de todos nós”.

Luísa Dias Diogo exerceu importantes funções governamentais, tendo sido Ministra das Finanças entre 2000 e 2005 e Primeira-Ministra de 2004 a 2010. Segundo o Presidente da República, o seu percurso foi marcado por uma liderança firme e visionária, com especial destaque para a área económica e para a promoção da igualdade de género.

Na mensagem presidencial, Daniel Chapo realça ainda que o legado da antiga governante ultrapassa as fronteiras nacionais, lembrando que Luísa Dias Diogo foi reconhecida como uma das figuras femininas mais influentes do mundo pela revista Forbes e incluída entre as 100 personalidades mais influentes pela Times Magazine, em reconhecimento do seu papel na economia, na liderança e na defesa da igualdade de género, bem como da sua participação em importantes painéis das Nações Unidas.

O Presidente da República sublinha que Luísa Dias Diogo deixa um exemplo inspirador de integridade, competência e serviço à pátria, que continuará a motivar gerações futuras de moçambicanos.

“Neste momento de dor, expresso, em nome do Governo, do povo moçambicano e em meu próprio, a todos os moçambicanos e à família enlutada os meus sentimentos de pesar, rogando a Deus que conforte os corações entristecidos e acolha a alma da nossa saudosa compatriota”, conclui a mensagem.

A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) alerta para o risco de inundações nos bairros Fiche, 25 de Setembro, Tedeco e Mazambanine, no distrito de Boane, galgamento das pontecas de Umpala, Mazambanine e Mafuiane e condicionamento da transitabilidade rodoviária da Estrada Nacional nº2  (EN2) no troço entre Boane e Matola. 

A informação foi partilhada através de um comunicado enviado ao “O País”, segundo  qual “face as chuvas intensas que continuam a registar nos países a montante e localmente e o nível de enchimento das albufeiras (acima de 90%), prevê-se para as próximas 24 horas o incremento gradual na Barragem dos Pequenos Libombos podendo ultrapassar os 1000 m3/s”. 

Desta forma, a ARA-Sul apela à sociedade para a retirada de pessoas e bens nas áreas de inundação das bacias Umbelúzi, Incomáti, Limpopo e Save para zonas seguras, e tomada de medidas de precaução ao se fazerem aos rios

Quarenta e oito reclusos evadiram-se das celas da cadeia distrital de Gondola, na província de Manica. O caso ocorreu na tarde desta quinta-feira. Entre os fugitivos estavam condenados e outros em situação de prisão preventiva.

Os moradores dos bairros Mucessua, Eduardo Mondlane, Francisco Manhanga e 3 de Fevereiro viveram momentos de pânico na tarde desta quinta-feira, quando 48 reclusos evadiram-se da cadeia distrital de Gondola.

Os residentes temem agora por dias piores em termos de criminalidade, com a fuga dos reclusos da cadeia.

As autoridades já trabalham para recapturar os reclusos, segundo avançou o administrador de Gondola, que pede aos fugitivos que regressem de forma voltaria.

Perdeu a vida, nesta sexta-feira, a antiga primeira-ministra, Luísa Diogo, vítima de doença, em Portugal. 

Luísa Diogo, economista e política, nasceu a 11 de Abril de 1958, na província de Tete. Luísa Diogo foi a primeira mulher a chefiar um Governo em Moçambique.

Ocupou vários cargos no Governo, tendo sido ministra do Plano e Finanças, entre 1999 e 2005. Tornou-se Primeira-Ministra, em Fevereiro de 2004, acumulando esta pasta com a de ministra do Plano e Finanças.

Filha de um enfermeiro e de uma doméstica, Luísa Diogo fez os seus estudos em Tete. Posteriormente, em Maputo, onde frequentou o curso de Contabilidade no Instituto Comercial até 1979.

Em 1983, obteve o bacharelato em Economia pela Universidade Eduardo Mondlane e concluiu o Mestrado em Economia Financeira em 1992, à distância, pela Universidade de Londres.

Em 1980 foi admitida no Ministério das Finanças, como técnica do Departamento dos Sectores Económicos e de Investimento. Um ano depois, em 1984, tornou-se Chefe-Adjunta do mesmo departamento.

Mais tarde, em 1986, foi nomeada Chefe do Departamento do Orçamento do Ministério das Finanças e, entre 1989 a 1992, Directora Nacional do Orçamento.

Além de desempenhar vários cargos no Governo, entre 1993 e 1994, Luísa Diogo foi Oficial de Programas no Banco Mundial em Moçambique.

Ocupou, também, cargos de topo em várias empresas. Em 2012, tornou-se Presidente do Conselho de Administração do Barclays Bank de Moçambique, actual Absa Bank Moçambique, SA. 

Em 2018, a antiga governante foi nomeada presidente do Parque Industrial de Beluluane.

Na área académica, Luísa Diogo lançou, em 2013, o livro “A Sopa da Madrugada”. A obra fala sobre as suas memórias nos bastidores da governação em Moçambique, entre 1994 e 2009, e foca-se nos desafios pós-guerra, reformas económicas e o papel da mulher na governação.

No ramo político, foi membro sénior da Frelimo, partido no poder, desde 1975.

Foi pré-candidata nas eleições internas da Frelimo, em 2014, tendo sido vencida na segunda volta pelo ex-Presidente da República, Filipe Nyusi.

 

O Conselho de Ministros decretou, na manhã desta sexta-feira, o alerta vermelho em todo o território nacional, devido às inundações registadas na cidade  e província de Maputo, Gaza, Inhambane e Manica.  A decisão, que foi tomada numa sessão extraordinária, visa minimizar o sofrimento das pessoas afectadas pelas cheias. 

Como resultado das chuvas, pelo menos 103 pessoas morreram, desde Outubro passado, mais de 173 mil pessoas foram afectadas, quatro mil casas inundadas e 1 103 residências foram totalmente destruídas em todo o país.  

O Governo decidiu ainda alocar alguns ministros para acompanhamento e assistir às províncias afectadas.  Neste momento, pelo menos 88 pessoas estão situadas em Mapai, na província de Gaza, e o Governo diz estar a mobilizar recursos,  sobretudo aéreos, para resgatar as pessoas para zonas seguras.

 

A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) alerta para o risco de Inundações severas na bacia do Limpopo e inundações nas bacias hidrográficas do Umbeluzi e Incomáti e condicionamento de circulação rodoviária em todos os distritos das províncias de Maputo e Gaza. 

Através de um comunicado enviado ao “O País”, a ARA-Sul comunicou que  “face as chuvas intensas que continuam a registar nos países a montante e localmente e o nível de enchimento das albufeiras (acima de 90%), prevê-se para as próximas 24 horas incremento das actuais descargas nas Barragens dos Pequenos Libombos (360 m3/s), Corumana (1000 m3/s) e Massingir (mais de 10000 m3/s)”. 

Assim, a ARA-Sul apela à sociedade para a retirada de pessoas e bens nas áreas de inundação das bacias Umbeluzi, Incomáti, Limpopo e Save para zonas seguras e tomada de medidas de precaução ao se fazerem aos rios.

Mais de 2 mil famílias foram afectadas pelas inundações no distrito da Maganja da Costa, província da Zambézia, desde finais de Dezembro a esta parte. Maganja recebe água da chuva a montante, com a destruição do dique do nante, a situação de abrigo das famílias ficou comprometida. 

Neste momento, mais de 2 mil casas estão alagadas na localidade de nomiua, posto administrativo de Baixo Licungo Nante. As respectivas famílias foram retiradas das zonas de risco para dois centros de acomodação estabelecidos no âmbito da implementação do plano de acções antecipadas. 

O delegado provincial do INGD na Zambezia Helder da Costa garante que as famílias estão em segurança nos centros e a receber assistência. 

Da assistência que está a ser canalizada às mais de 2 famílias, destacam-se abrigo seguro, alimentação e diversos bens. 

Neste momento, na província da Zambézia a situação é considerada calma, embora prevaleça inundações ao nível do baixo Licungo-nante.

A Administração Nacional de Estradas (ANE)  já conseguiu fundos para as obras de contenção da erosão, que ameaça cortar a Estrada Nacional Número Um (EN1) e deixar a cidade de Pemba parcialmente isolada do resto da província.

As obras de contenção da erosão na berma da EN1, na cidade de Pemba, deviam ter iniciado e terminado antes da presente época chuvosa, mas só agora é que a Administração Nacional de Estradas conseguiu mobilizar  fundos para evitar a interrupção da via.

“Nos últimos meses, nós empreendemos a procurar aquilo que seria a melhor solução para conter aquela erosão e a solução que estamos a trazer é, de facto, fazer a montagem de gabiões com vista a proteger o talude e o fundo daquela cratera, isso acompanhado de uma bacia de recepção das águas”, explica Jorge Govanhica, Delegado da ANE em Cabo Delgado.  

Os fundos, segundo o delegado da ANE em Cabo Delgado, já estão disponíveis, mas  as obras só vão iniciar depois de um estudo do impacto ambiental. 

“É necessário fazer uma série de estudos com vista a que as actividades não afectem o meio ambiente. Então, o passo seguintes é trabalhar para obtermos a licença ambiental e do outro lado fazer o apuramento do empreiteiro, e criar todas as condições administrativas de início de actividades”, avançou o delegado. 

As obras de contenção da erosão que ameaça cortar a EN1 na cidade de Pemba estão avaliadas em cerca de 150  milhões de meticais, disponibilizados pelo Governo.

+ LIDAS

Siga nos