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Há vários dias que a família de uma jovem moçambicana falecida em Portugal, vítima da tempestade Kristin, enfrenta dificuldades para proceder à transladação do corpo para Moçambique, por falta de recursos financeiros. O processo custa cerca de 350 mil meticais, valor que os familiares dizem não possuir. O Governo garante estar a acompanhar o caso e promete apoio, mas, até ao momento, não avançou com medidas concretas nem com prazos definidos.

Helda Muianga, de 28 anos de idade, era a filha mais nova de Joana Chiure. A 16 de Janeiro, partiu para Portugal em busca de uma oportunidade de trabalho, mas acabou por perder a vida apenas 14 dias depois de chegar ao país, na cidade de Leiria, uma das zonas mais afectadas pela tempestade.

“Ela estava na cidade de Leiria, que foi onde houve mais problemas. Na quinta-feira tentei ligar novamente, mas já não atendia. Uma pessoa conhecida, que também falava com ela, ligou para o meu genro e contou-nos a situação, que ela já não estava bem, que já não estava entre nós”, contou Joana Chiure, mãe da vítima.

Segundo a família, Helda perdeu a vida no dia 27 de Janeiro, em consequência do desabamento da residência onde se encontrava. Vinte e cinco dias depois da tragédia, a mãe ainda tenta assimilar a perda da filha.

“Éramos duas filhas, agora fiquei só com uma. Tinha muitos sonhos, já tinha concluído a faculdade e esperava-se muita coisa dela, porque era nova. Tinha apenas 28 anos, este ano faria 29. É uma perda que eu nem consigo descrever”, lamentou.

Licenciada em Relações Internacionais, Helda Muianga sonhava com uma carreira ligada à diplomacia e à internacionalização profissional. Agora, ironicamente, é necessária uma intensa articulação diplomática para garantir a transladação do seu corpo para Moçambique.

A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros assegura que o Governo está a trabalhar para apoiar a família no processo.

“Estamos a trabalhar no sentido de apoiar a família na transladação da urna. Quanto a datas, ainda não temos uma previsão concreta, pois estamos a coordenar com a nossa missão diplomática em Lisboa. Após o óbito, há procedimentos legais e administrativos internos que precisam de ser cumpridos”, explicou esta segunda-feira Maria de Fátima Manso.

De acordo com a família, o custo da transladação ronda os 5 mil euros, o equivalente a cerca de 350 mil meticais. Enquanto aguardam por uma solução institucional, familiares e amigos lançaram uma campanha solidária nas redes sociais para angariar fundos.

“Pedimos apoio e pessoas de boa vontade começaram a contribuir. Mas ainda estamos a tentar juntar o valor necessário para que ela possa regressar ao país. Já passaram duas semanas e o valor exigido continua a ser muito elevado”, explicou a mãe.

O corpo de Helda Muianga encontra-se no Instituto de Medicina Legal de Coimbra. A transladação dependerá do apoio do Estado moçambicano ou da solidariedade de cidadãos e instituições de boa vontade

Quatro países da União Europeia doaram, nesta segunda-feira, 93 toneladas de produtos diversos às vítimas das inundações no país. Desde que iniciou a época chuvosa, o bloco europeu já disponibilizou 270 milhões de meticais em financiamento humanitário, com maior foco na reconstrução pós-cheias. 

O apoio humanitário internacional às vítimas das inundações que assolam Moçambique continua a chegar ao país, numa demonstração clara de solidariedade e cooperação internacional. 

A iniciativa envolve contribuições directas da Bélgica, França, Portugal e Suécia, países que, em coordenação com a União Europeia e as autoridades moçambicanas, reforçam a resposta à emergência humanitária e lançam as bases para a fase de reconstrução pós-cheias. Paralelamente, a União Europeia já disponibilizou cerca de 270 milhões de meticais em financiamento humanitário, desde o início da época chuvosa, com especial enfoque na resposta imediata e na recuperação das áreas afectadas.

O apoio contempla bens essenciais, incluindo tendas, mantas, produtos de higiene, material de saúde, alimentação e outros artigos considerados prioritários para garantir condições mínimas de sobrevivência às populações deslocadas ou directamente atingidas pelas inundações. Do total entregue, a Bélgica disponibilizou 10 toneladas de produtos, a França contribuiu com cerca de 10 toneladas de material de emergência, Portugal enviou 21 toneladas de bens humanitários, enquanto a Suécia forneceu tendas e mantas suficientes para apoiar cerca de 1.400 pessoas.

Falando durante a cerimónia de entrega do apoio, o Embaixador da Suécia, Andrés Jato, reafirmou o compromisso do seu país com a assistência humanitária em Moçambique, com destaque para as regiões mais vulneráveis do norte do país. “O apoio prestado pelo Fundo de Assistência Humanitária continua na Suécia, principalmente no norte de Moçambique, para apoiar intervenções que salvam vidas”, afirmou.

A Chefe de Missão da Bélgica, Delphine Perremans, explicou que os bens doados serão distribuídos às populações afectadas através de parceiros multilaterais com presença efectiva no terreno.“Esses bens serão distribuídos às populações afetadas por meio de nossos parceiros multilaterais de confiança, nomeadamente a OIM e o UNICEF, cuja atuação no terreno é essencial”, referiu.

Na mesma ocasião, Delphine Perremans destacou ainda o envolvimento contínuo da França no apoio humanitário a Moçambique, sublinhando que a ajuda agora entregue se soma a esforços anteriores. 

O Embaixador da França, Yann Pradeau, classificou a ajuda como um gesto concreto de solidariedade internacional, alinhado com as necessidades identificadas pelas autoridades moçambicanas.“Este carregamento reforça o compromisso contínuo da França com Moçambique, demonstrado anteriormente pelo apoio entregue, na semana passada pelo navio da Marinha Francesa Champlain, baseado na ilha da Reunião.Este é um apoio abrangente que procura responder às necessidades identificadas por Moçambique e que demonstra, como já referi, o verdadeiro valor da solidariedade”, afirmou.

Por seu turno, Portugal, além da doação de bens materiais, canalizou apoio por meio de organizações humanitárias, nomeadamente a Aga Khan Moçambique e a Cruz Vermelha, complementando a assistência com contribuições financeiras e apoio militar. O Embaixador de Portugal, Jorge Monteiro, sublinhou que, apesar de o seu país enfrentar actualmente uma situação semelhante, continua solidário com Moçambique. “Como é sabido, Portugal enfrenta atualmente uma situação muito semelhante à de Moçambique. Parte do país sofre os efeitos devastadores das cheias e das chuvas dos últimos dias, mas continuamos presentes quando um país irmão, como é o caso de Moçambique, precisa de apoio”, declarou.

A União Europeia reiterou que a sua intervenção vai além da fase de resposta imediata à emergência. O Embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonino Maggiore, explicou que o apoio inclui não apenas bens materiais, mas também assistência técnica especializada para a gestão da crise. “O material necessário para higiene, saúde, alimentação e tudo o que foi considerado essencial, bem como especialistas para a gestão da crise. Claramente, a primeira fase é a resposta à emergência, mas já temos de pensar na reconstrução e os contactos já estão em curso”, disse, agradecendo o envolvimento de todos os parceiros.

O Governo de Moçambique e o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) agradeceram publicamente a solidariedade internacional, num momento em que o país continua sob alerta devido à persistência das chuvas intensas. A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, Maria Manso, destacou que o Executivo já se prepara para enfrentar a fase mais complexa do processo. “Ouvimos atentamente que a fase complexa está chegando e estamos nos mobilizando para acompanhar o trabalho que será realizado nesta fase de reconstrução. Esses recursos servirão para aliviar o sofrimento da população afetada”, afirmou.

A Representante do INGD, Nelma Araújo, explicou que, paralelamente à assistência humanitária, decorre uma avaliação contínua das zonas afectadas, com vista ao regresso progressivo das famílias às suas áreas de origem.“A fase de resposta também é seguida pela fase de reconstrução. Estamos verificando o cenário em que algumas famílias já estão retornando às suas áreas de origem, áreas previamente identificadas que já atendem às condições para seu retorno”, disse.

Segundo dados oficiais, as inundações já afectaram mais de 724 mil pessoas em todo o país, provocaram 23 mortes e causaram danos materiais avultados, incluindo destruição de habitações, infra-estruturas públicas, campos agrícolas e vias de acesso.

As autoridades alertam que, com a continuidade da época chuvosa, o risco de novas cheias permanece elevado, exigindo vigilância constante e coordenação entre o Governo, parceiros internacionais e organizações humanitárias.

Mais de 5 mil pessoas carenciadas, incluindo  crianças e gestantes,  arriscam a saúde na luta por um pedaço de  comida. Trata-se de produtos  deteriorados e descartados em mais de 300  lojas, que ficaram inundadas durante as cheias, na cidade de Xai-Xai, em Gaza. A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) disse desconhecer a situação, mas garantiu que vai activas as brigadas de fiscalização. 

Os municípios continuam a não conseguir produzir receitas nem mesmo para o pagamento de salários dos seus funcionários. Em Nampula, há municípios que chegaram a dever seis meses de salários aos seus funcionários.

O Município da Ilha de Moçambique tem uma despesa mensal de mais de dois milhões e quinhentos mil meticais só com o pagamento de salários a cada mês, mas a sua receita mensal não chega a esse valor e em função disso, chegou a ficar meio ano sem conseguir pagar salários.  

“Ficamos seis meses e não conseguimos pagar nos últimos seis meses, mas, felizmente, conseguimos agora em Dezembro fechar os seis meses. Digamos que conseguimos fechar o exercício económico do ano passado”, disse o Edil da Ilha de Moçambique, Momade Ali, admitindo que o município tem uma dívida em relação ao mês de Janeiro.  

Nacala também teve meses sem salário devido ao mesmo problema. Apesar do aumento da receita, ano passado, em cerca de 50 milhões de meticais, o facto é que o fardo com o pagamento de salários continua muito pesado.

Angoche está até ao momento com cinco meses de salários em atraso. Nampula é o único Município que nos últimos dois anos não teve dívidas com salários, mas mesmo assim, o edil Luís Giquira reconhece que a edilidade ainda depende muito de fundos do Governo central.

No encerramento da reunião de balanço intermédio de governação municipal, o secretário-Geral da Frelimo reconheceu a insustentabilidade dos municípios, mas disse que os edis devem encontrar soluções para reverter o cenário.

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de  felicitações ao quarto Presidente da República de Moçambique,  Filipe Jacinto Nyusi, por ocasião da celebração do seu 67º  aniversário natalício, assinalado hoje. 

Na sua mensagem, o Chefe do Estado realça o significado desta  data e manifesta profundo reconhecimento pelo percurso de  vida e pelo contributo do ex-estadista ao serviço da Nação  moçambicana, tanto na esfera política como na consolidação  da paz, da democracia e do desenvolvimento do país.

“Em nome do Povo e do Governo moçambicanos e em meu  próprio expresso a Vossa Excelência as minhas mais calorosas  felicitações, desejando-lhe um aniversário pleno de alegria,  contínua saúde, felicidade, bem-estar contínuo e êxito pessoal  ao serviço da Pátria moçambicana, que sirvam de inspiração  para que continue a desempenhar um papel exemplar na vida  pública e na história de Moçambique”. 

O Presidente da República enaltece o papel desempenhado  pelo antigo Presidente na condução dos destinos do país,  destacando o seu compromisso inabalável com a estabilidade, a  unidade nacional e o progresso social e económico de  Moçambique, bem como a sua dedicação às gerações futuras. 

“Aproveito esta ocasião para reconhecer o valioso contributo de  Vossa Excelência para a consolidação do Estado moçambicano,  para o reforço da unidade nacional e para a promoção do  desenvolvimento económico e social do nosso País, deixando um  legado que continuará a inspirar líderes e cidadãos”. 

Chapo manifesta  igualmente elevada estima pessoal e institucional, reiterando  votos de contínua realização e sucesso ao antigo Chefe do  Estado, ao mesmo tempo que realça a importância do seu  legado para a construção de uma Moçambique mais forte e  unido. 

“Formulo votos sinceros de contínuos sucessos pessoais e  institucionais, extensivos à sua família, augurando-lhe uma vida  longa, repleta de realizações, de dedicação às nobres causas da  nossa Pátria e de reconhecimento eterno pelo exemplo de  liderança e serviço público que Vossa Excelência representa  para todos nós”.

Duas crianças morreram e outras cinco foram hospitalizadas, num caso suspeito de intoxicação alimentar, registado na província sul-africana do Cabo Oriental.

Segundo a Rádio Moçambique, o incidente ocorreu no sábado, quando sete crianças, com idades entre os quatro e sete anos, apresentaram sintomas de vómitos, diarreia e tonturas depois de terem lanchando juntas.

As crianças foram levadas de urgência ao hospital, que declarou óbito de duas delas.

As autoridades do Cabo Oriental estão a investigar as causas da suposta intoxicação alimentar. 

Subiu de 723 mil para 724 mil o número de pessoas afectadas pelas inundações registadas na presente época chuvosa em todo o País. Os dados foram avançados pela presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, que aponta para um cumulativo de 23 óbitos provocados pelas intempéries.

A actual época chuvosa ficará marcada na memória de milhares de famílias, sobretudo das regiões Centro e Sul de Moçambique, pelos piores motivos. Até esta sexta-feira, o número de vítimas voltou a aumentar, reflectindo o impacto persistente das cheias em várias zonas do País.

“Estamos, neste momento, com 724 mil pessoas afectadas. Ontem (quinta-feira) estávamos com 723 mil e 500 e hoje atingimos 724 mil. Em termos de famílias, temos um total de 170 mil agregados afectados e, até ao momento, registámos 23 óbitos”, actualizou Luísa Meque.

Com a redução gradual do nível das águas em alguns bairros anteriormente inundados, o INGD começou a encerrar, de forma faseada, centros de acomodação temporária.

“Dos 119 centros que chegaram a estar abertos, estamos agora com 75 activos. Ontem eram 77 e hoje conseguimos encerrar mais dois. Nestes 75 centros, encontram-se cerca de 76 mil pessoas”, explicou a dirigente.

No âmbito do acompanhamento da situação no terreno, a presidente do INGD efectuou, nesta sexta-feira, uma visita à província de Gaza, onde decorrem acções de reassentamento no distrito de Chigubo. Segundo Luísa Meque, há sinais de envolvimento directo das comunidades no processo.

“As próprias populações estão a fazer a limpeza das áreas já identificadas para o reassentamento. Trata-se de zonas altas e seguras, e constatamos que algumas famílias já se começaram a posicionar nesses locais, manifestando vontade de sair definitivamente das áreas afectadas pelas cheias”, avançou.

A responsável destacou ainda a preocupação das comunidades com a perda quase total das culturas agrícolas, situação que levou à solicitação de sementes para relançar a produção.

“Há uma grande preocupação em aproveitar a humidade existente no solo. As comunidades pediram sementes para poderem retomar a produção à medida que as águas forem baixando. Para nós, foi encorajador ouvir essa preocupação e estamos a trabalhar para garantir a chegada de sementes ao distrito de Chigubo”, afirmou.

Relativamente às vítimas que continuam nos centros de acomodação, Luísa Meque apelou à solidariedade contínua de parceiros e da sociedade em geral, defendendo a necessidade de reforçar as doações de bens diversos para aliviar o sofrimento das populações afectadas.

Uma depressão tropical formada na Bacia de Sudoeste do Oceano Índico evoluiu para Tempestade Tropical Moderada, de acordo com dados do INAM.

Às 08 horas de hoje, o sistema encontrava-se localizado na posição 18.0 graus de latitude Sul e 57.1 graus de longitude Leste, com ventos médios de 65 quilómetros por hora e rajadas que podem atingir até 95 quilómetros por hora. O fenómeno desloca-se lentamente para Sudoeste, a uma velocidade de 7 quilómetros por hora.

As projecções indicam que o sistema poderá evoluir para o estágio de Ciclone Tropical esta segunda-feira, atravessando o território de Madagáscar. Posteriormente, prevê-se que entre no Canal de Moçambique na quarta-feira.

Não obstante esta evolução, o sistema não constitui, até ao momento, qualquer perigo para a parte continental do país.

O Instituto Nacional de Meteorologia diz que continua a acompanhar de forma permanente a evolução do sistema e apela à população para que permaneça atenta às informações meteorológicas e aos avisos difundidos pelas autoridades nacionais competentes.

As autoridades sanitárias na província de Nampula, norte do país, admitiram que a desinformação sobre cólera é uma barreira no combate à doença, com as comunidades a perseguirem e a apedrejar os agentes que trabalham na sensibilização.

O surto da cólera no país continua a aumentar os números da doença, com destaque para as províncias de Nampula, Cabo Delgado, Tete e Zambézia, onde já são mais de quatro mil casos diagnosticados.

Na província de Nampula, as autoridades sanitárias admitem que a desinformação sobre cólera tem sido uma barreira no seu combate, até porque as comunidades tem estado a perseguirem e a apedrejar os agentes que trabalham na sensibilização.

“São uma barreira, vamos assim dizer, para a implementação plena das políticas de saúde. É preciso reconhecer que, infelizmente, os actores comunitários, como são os casos dos líderes comunitários, os activistas e os agentes polivalentes têm sido perseguidos nas comunidades, têm sido apedrejados”, disse o médico chefe provincial, Geraldino Avalinho, citado pela comunicação social.

Em causa estão as recorrentes perseguições aos activistas e profissionais de saúde naquela província do norte de Moçambique face à desinformação sobre cólera, com as comunidades a alegarem que estes grupos são causadores da doença, quando uma nova vaga já soma mais de 1.800 casos em Nampula, preocupando as autoridades da saúde que recorrem às igrejas para sensibilizar.

“A única forma de conseguirmos fazer chegar as mensagens ao nível da comunidade é por intermédio das igrejas, de mesquitas, pelo que temos uma organização chamada COREM (Conselho de Religiões e Paz de Moçambique) que é uma rede inter-religiosa, que nos seus momentos forma alguns actores religiosos, para, no contexto da prevenção das doenças, com destaque para cólera, essas mensagens chegarem às comunidades”, disse Avalinho.

Na sexta-feira, a Lusa noticiou que Moçambique registou 473 novos casos de cólera e dois mortos nos primeiros quatro dias de Fevereiro, somando 61 óbitos desde o início deste surto, em Setembro, segundo dados de boletins oficiais.

De acordo com o último boletim da doença, da Direção Nacional de Saúde Pública, com dados de 03 de Setembro a 04 de Fevereiro, do total de 4.340 casos de cólera contabilizados neste período, 1.832 foram na província de Nampula, com um acumulado de 23 mortos, 1.692 em Tete, com 28 óbitos, e 700 em Cabo Delgado, com oito mortos.

No balanço anterior, até 31 de Janeiro, registavam-se 3.867 casos de cólera neste surto, com 59 mortos.

Só nas 24 horas anteriores ao fecho do último balanço, ou seja, de 02 a 03 de Fevereiro, foram registados 110 novos casos, bem como um abandono, de um doente internado. No dia 04 de Fevereiro estavam internados 57 doentes e 53 em ambulatório.

O surto está activo actualmente nos distritos de Marara, Tsangano, Moatize, Changara, Cahora Bassa e Tete, na província de Tete; em Guro, província de Manica; e Morrumbala, na Zambézia, centro do país. Ainda em Eráti e Memba, na província de Nampula; e Montepuez, Metuge, Pemba e Mecufi, em Cabo Delgado, no norte.

No surto de cólera anterior, com dados da Direcção Nacional de Saúde Pública de 17 de Outubro de 2024 a 20 de Julho de 2025, registaram-se 4.420 infectados, dos quais 3.590 na província de Nampula, e um total de 64 mortos.

As autoridades moçambicanas anunciaram antes que pretendiam vacinar, até este domingo, contra a cólera, mais de 1,7 milhões de pessoas em cinco distritos de quatro províncias do país, casos de Niassa, Cabo Delgado, Zambézia e Sofala.

Pelo menos 169 pessoas morreram em 2025 no país devido à cólera, entre cerca de 40 mil casos, avançou a 10 de Dezembro o ministro da Saúde, Ussene Isse, pedindo às comunidades respeito pelas medidas de higiene individual e colectiva.

O Governo de Moçambique quer eliminar a cólera “como um problema de saúde pública” no país até 2030, conforme o plano aprovado a 16 de Setembro em Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais.

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