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Pelos menos 26 agentes económicos  estão suspensos por tempo indeterminado  por alegado envolvimento  em esquemas de comercialização de produtos alimentícios que ficaram submersos durante as cheias, em Chókwè e Xai-Xai, na província de Gaza.  Consumidores denunciam a anarquia no comércio e ausência de uma fiscalização séria.

Eleva-se o risco de comprar e consumir produtos que ficaram “engolidos” pelas cheias em Gaza. Quantidades até aqui não especificadas de Produtos alimentares  contaminados, retirados em mais 450 estabelecimentos comerciais nas principais cidades, em particular Chókwè e Xai-Xai,  podem estar à venda em vários mercados da província de Gaza.

E, no rol de produtos sob denúncia destacam-se refrigerantes, óleo alimentar, sal,  açúcar, enlatados diversos, que após lavagem e secagem  são distribuídos em pequenas quantidades e que chegam às casas a preços irrisórios

A Associação dos empresários  veio a terreiro exigir que os envolvidos sejam multados e processados criminalmente por ter atentado à saúde pública. 

As populações deverão redobrar esforços para evitar levar à cozinha  alimentos contaminados nas cheias, que inundaram 700 empreendimentos comerciais em Gaza.

O Presidente da República defendeu, nesta sexta-feira, na Etiópia, que é necessária uma reestruturação económica no país para criar melhores condições de vida para a população. Daniel Chapo afirmou, também, que o Diálogo Nacional Inclusivo é um instrumento para consolidar cada vez mais a democracia.

Em Addis Abeba, o Presidente da República discursou, nesta sexta-feira, no Fórum Africano dos Chefes de Estado e de Governo, onde começou por apresentar alguns pilares estratégicos de atracção de investimento e de desenvolvimento do país. 

“No mês passado, retomamos os projetos de gás no Rovuma. Na agricultura, continuamos a trabalhar na área de energias, infraestruturas, corredor de desenvolvimento e o turismo também é a nossa grande aposta. A estruturação econômica do país é uma realidade para criarmos melhores condições de vida para o povo moçambicano” . 

Daniel Chapo falou também da reestruturação econômica e do processo de digitalização em curso, como mecanismos para melhorar a vida das populações. 

“No que toca à governação corporativa, Moçambique, neste momento, está com várias reformas (0:48) para o desenvolvimento econômico e social do país. Estamos a digitalizar os serviços públicos para criar melhor transparência, prestar melhor serviço público ao povo moçambicano, com integridade, com responsabilidade, com competência e, sobretudo, com transparência boa à governação”. 

Outro ponto apresentado pelo estadista foi a realização do Diálogo Nacional Inclusivo como ferramenta para consolidar a democracia. 

“Vamos continuar a trabalhar e a dialogar com todos os moçambicanos para construir um país melhor, porque decidimos que onde deve-se conversar temos que encontrar consensos e também escolhemos reconciliar o povo moçambicano para construirmos o nosso futuro”

Quanto à governação corporativa, Daniel Chapo referiu que o combate à corrupção, a transparência e a boa governação orientam as acções do executivo.

O Presidente da República encontra-se na Etiópia desde a última quinta-feira, e participa na trigésima nona Conferência Ordinária da União Africana, centrada na promoção do acesso sustentável à água e ao saneamento no quadro da Agenda 2063, na trigésima quinta Conferência do Mecanismo Africano de Revisão de Pares e na 2.ª Cimeira Itália-África.

O ciclone Gezani já fez vítimas em Inhambane. Uma pessoa perdeu a vida na sequência da passagem do ciclone pela Cidade da Maxixe e, na cidade Inhambane, a força das ondas provocadas pelos ventos intensos acabou por destruir a plataforma de atracagem da ponte-cais, que não resistiu ao impacto e afundou.

Por volta das 23 horas, os ventos fortes, acompanhados de chuvas, fizeram-se sentir na cidade de Inhambane, um cenário que durou até de madrugada a dentro. As cidades de Inhambane e Maxixe e Inhambane estão sem corrente eléctrica. 

Há ainda o registo de uma morte em Maxixe, de uma jovem que dormia na sua barraca. No entanto, um coqueiro caiu sobre a infra-estrutura. O corpo foi retirado na manhã deste sábado. 

A Plataforma flutuante que faz a atracagem   de embarcações na cidade de Maxixe não aguentou a fúria dos ventos e acabou por afundar. 

 

Duas pessoas morreram por afogamento na Praia da Costa do Sol, em Maputo. Entre as vítimas estava um agente da Polícia Marinha, que perdeu a vida ao tentar salvar uma criança. O corpo do agente e do menor foi resgatado após intensas buscas realizadas pelas equipas de salvamento.

Uma tarde de lazer transformou-se numa tragédia que deixou duas famílias de luto, quando duas crianças afogaram-se na praia da Costa do Sol. O alerta foi dado pelos banhistas, que se aperceberam da situação. Prontamente, um agente da Polícia Marinha, que se encontrava de serviço, correu para o mar, de forma a salvar as duas crianças. 

“O agente percebeu que as crianças estavam a afogar-se, eram duas crianças do sexo masculino. Conseguiu retirar a primeira criança, que era um menor de 12 anos, e na tentativa de poder regressar para salvar a outra acabou por se afogar”, disse uma agente do Serviço Nacional de Salvação Pública. 

As equipas de resgate foram mobilizadas rapidamente. Após buscas intensas, os corpos do agente e da criança foram localizados e retirados da água.

“Ainda não temos informação se a família da criança que perdeu a vida já foi localizada. Está ainda a se fazer um trabalho para localizar a família, para que esta dê seguimento com os trâmites legais subsequentes. Chamamos atenção a todos os pais e encarregados de educação para pautarem por conversar com os seus filhos e os controlarem melhor, para que venham e voltem a casa seguros”, apelou a agente.

A edilidade de Maputo, por sua vez, fala do reforço das medidas de segurança na praia. “Temos estado num processo muito avançado para a instalação de torres de controlo na praia e nos próximos dias este processo estará instalado. Por outro lado, temos trabalhado com a Polícia fluvial para a eliminação da venda e consumo de álcool na praia, pois com isso temos certeza que teremos os banhistas mais atentos”, disse Alexandre Muianga, do Conselho Municipal da Cidade de Maputo.

A Primeira-Dama da República,  Gueta Chapo, encontrou-se, esta sexta-feira, na cidade da  Beira, com mulheres da comunidade local, às quais dirigiu uma  mensagem de reconhecimento e mobilização solidária, no âmbito da  sua visita à província de Sofala, destinada a acompanhar a situação  das populações afectadas pelas cheias e inundações e a reforçar as  acções de apoio humanitário nos centros de acomodação. 

No encontro com as mulheres, Gueta Chapo reconheceu o papel central da mulher moçambicana na resposta  imediata às calamidades naturais, afirmando que as mulheres têm apoiado as nossas filhas, os filhos, as mães, os irmãos, desde o primeiro  momento. 

A Primeira-Dama destacou igualmente os gestos concretos de partilha  e sacrifício protagonizados pelas mulheres, sublinhando que  “Conseguiram tirar um copo de arroz e contribuíram, tiraram  capulanas, tiraram farinha, açúcar, panelas, roupas para apoiar os  nossos irmãos que se encontram neste momento nos centros de  acomodação”. 

Apelando à união e à coesão social, a esposa do Presidente da República defendeu uma actuação  conjunta e livre de divisões.

Gueta Chapo assegurou ainda que  todos os apoios recebidos estão a ser canalizados directamente para  as populações necessitadas, sublinhando que as famílias acolhidas nos  centros de acomodação enfrentam carências básicas,  nomeadamente de espaços adequados para as refeições, vestuário,  colchões, baldes e utensílios domésticos. 

A Primeira-Dama afirmou que a presença no terreno visa  partilhar a realidade vivida pelas populações afectadas.

Um homem foi morto na cidade da Beira, com golpes violentos na cabeça. Segundo a Polícia, os autores do crime usaram os dentes para extrair os órgãos genitais da vítima, para posterior venda a um estrangeiro ao preço de 600 mil Meticais. 

Os autores do crime foram detidos confessaram o mesmo e afirmaram que esta não é a primeira vez que se envolvem em crimes desta natureza. A vítima respondia pelo nome de Samuel e tinha 65 anos de idade. 

O seu corpo foi encontrado na manhã da passada quarta-feira neuma machamba de arroz, que pertence a um vizinho.

Quando o encontraram, o corpo apresentava sinais claros de violência extrema, mostrando total ausência de amor ao próximo por parte dos autores do crime, que culminou com a retirada dos órgãos genitais da vítima. 

A colaboração dos elementos da comunidade na investigação do assassinato culminou com a detenção destes três jovens. Um deles confessou o crime. Os indiciados alegaram que os órgãos da vítima seriam vendidos a um comerciante estrangeiro.

A Polícia indicou que estes jovens indicaram durante a investigação que já estiveram envolvidos em outros casos de assassinatos com o mesmo o objectivo, nas províncias de Manica e Tete e todos os casos estão a ser investigados para posterior responsabilização criminal.

Há risco de aumento de insegurança alimentar no país, devido às últimas inundações e aos prováveis impactos da ocorrência de ciclones tropicais. A Primeira-Ministra, Benvinda-Levi, exige acções urgentes de massificação de educação nutricional.

As últimas inundações registadas no país causaram, além da perda de vidas humanas  e destruição de infra-estruturas, consequências consideradas severas na produção agrícola. 

Se antes disso, a insegurança alimentar já constituía uma preocupação, prevê-se que a mesma se agrave, com a perda de culturas agrícolas diversas e de gado. 

Até no ano passado, dados divulgados pelo Governo apontavam que a insegurança alimentar afectava mais de dois milhões de pessoas, número que a Primeira-Ministra, Benvida Levi, acredita que poderá aumentar se não forem tomadas medidas urgentes.

Benvinda Levi falava, nesta sexta-feira, na abertura da sétima sessão ordinária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar  e Nutricional. 

No encontro, além da apreciação do relatório de actividades de 2025, foi aprovada a realização da Primeira Conferência Nacional sobre Segurança Alimentar e Nutricional para o mês de Agosto.

Algumas famílias já estão a abandonar as suas casas na cidade da Maxixe, Província de Inhambane, como uma forma de se protegerem do ciclone Gezani. Na sua maioria, são famílias que vivem em casas precárias ao longo da orla marítima, que procuram por lugares seguros. 

Apesar de não terem noção das condições do local onde vão, as famílias dizem que não pretendem passar pelo mesmo sofrimento dos anos anteriores, em que viram as suas vidas em riscos e as suas casas destruídas pelos ciclones. O Município da Cidade da Maxixe disponibilizou transporte para a deslocação das famílias, numa altura em que já está a chover. 

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta que o ciclone tropical GEZANI continua a mover-se em direcção à costa da província de Inhambane. As projecções actuais indicam que, esse sistema meteorológico poderá evoluir para a categoria de Ciclone Tropical Intenso, com vento médio de 200 quilómetros por hora até ao final do dia de hoje. 

Segundo o alerta do INAM, na província de Inhambane, os distritos de Govura, Inhassoro, Vilankulo, Massinga, Morrumbene, Homoíne, Panda, Inharrime, Jangamo, Zavala e cidades de Maxixe e Inhambane vão apresentar chuvas acima de 150 mm em 24 horas e ventos médios de até 150 quilómetros por hora. 

Já em Sofala, principalmente no distrito de Machanga, e Gaza, em Mandlakazi, Chongoene, Chibuto, Chigubo, Limpopo e cidade de Xai-Xai, as chuvas serão de 50 a 150 mm em 24 horas, acompanhadas de trovoadas e ventos médios de até 70 quilómetros por hora, com rajadas até 110 quilómetros por hora. 

 

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