O País – A verdade como notícia

Depois de sucessivas queixas de poluição provocada por serrações de madeira no bairro Aeroporto, em Quelimane, a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, AQUA, em coordenação com o Conselho Municipal, ordenou a retirada destas actividades do local. A medida está a gerar contestação por parte dos comerciantes.

Os moradores do bairro Aeroporto, na cidade de Quelimane, respiram agora de alívio com a retirada das unidades de processamento de madeira que, durante muito tempo, poluíram o ambiente e condicionaram a qualidade de vida dos munícipes.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, AQUA, em coordenação com o Conselho Municipal de Quelimane, e abrange tanto as serrações como os vendedores de madeira, que deverão ser transferidos para um outro local. No entanto, a medida não agradou  aos comerciantes.

João Sanbura defende que a actividade é autorizada pelo Conselho Municipal e que todos os operadores pagam as respectivas taxas, pelo que considera injusta a retirada.

O chefe do mercado do bairro Aeroporto também pronunciou-se sobre o assunto, mostrando preocupação com o impacto da decisão.

O porta-voz do Conselho Municipal de Quelimane, Melo Henriques, considera infundadas as reclamações e garante que todas as etapas legais foram cumpridas.

As autoridades anunciaram que, a partir desta segunda-feira, terá início a retirada compulsiva de todos os que continuarem a exercer a actividade no local, em desobediência à proibição.

A medida surge em resposta às reclamações dos moradores, que há muito exigiam o fim da poluição provocada pelas serrações naquele bairro.

O Governo é apontado como responsável pelo encerramento de pelo menos  70 de um total de 100 empresas de construção civil em Gaza. Em causa estão dívidas acumuladas desde 2016. A Associação provincial  dos empreiteiros fala de corrupção e  acusa o  estado de acumular dívidas de mais de 220 milhões em obras de construção de estradas. 

Mahamudo Abdul, Presidente da Associação dos Empreiteiros de Gaza, alerta que as empresas estão sem liquidez para continuar a operar . O Fundo de Estradas em Gaza  remete responsabilidades ao Ministério das Finanças pela demora no reembolso. 

“Desde 2016, as dívidas foram praticamente acumuladas, começaram a ser acumuladas desde 2016 para cá, só que piorou depois de 2020. Então, aí foi o caos. Principalmente nesses dois últimos anos. Nós temos um fluxo da dívida que provavelmente esteja acima de 221 milhões por ano. Então, nós fazemos para o Estado, e é o mesmo Estado que está nos atendendo (…)  Praticamente, a maior parte das empresas estão fechadas”, avançou o Presidente da Associação dos Empreiteiros de Gaza.

O Arcebispo Emérito da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuanna,  que renunciou ao cargo nesta sexta-feira, por razões de doença pediu aos moçambicanos para pautarem por contínua colaboração  permanente e de forma sã, na construção de um futuro comum, sem olhar para as diferenças ideológicas e religiosas.  

Foi numa conferência de imprensa, nos seus aposentos, na manhã deste sábado, que Dom Cláudio Dalla Zuanna, agora Arcebispo Emérito da Beira, pediu aos moçambicanos para estarem sempre unidos, facto que para ele certamente ajudará  o país a construir um futuro risonho para todos, sem interferências de origem políticas ou religiosas e com muita responsabilidade.

Não é algo que virá automaticamente, não é algo que alguém irá oferecê-lo, temos que construí-lo e construí-lo em conjunto, temos que continuar a colaborar. A cidade da Beira, acho, é um bom exemplo no país de colaboração entre pessoas com sensibilidades diferentes, com visões também políticas diferentes, mas se colaborando podemos construir alguma coisa”, disse o Arcebispo Emérito.  

Dalla Zuanna esteve a frente da Igreja Católica na Beira nos últimos 14 anos e o que mais lhe alegra é saber que passado este tempo houve crescimento e sente que a diocese da Beira está mais unida e colabora para o bem comum.

Um crescimento que não é só numérico, o número de baptizados ou o número de sacerdotes. Praticamente, em 14 anos, os sacerdotes são mais do que o dobro de 2012, mas também diria com mais qualidade.  Em relação à dimensão social, eu acho que estes valores de unidade, de solidariedade, de reconciliação que dentro da igreja procuramos viver, a exemplo daquilo que o Evangelho nos ensina e que valem também para a sociedade”, disse.

Zuanna que era Chanceler da Universidade Católica de Moçambique pediu a aquela instituição de ensino superior para não perder o seu foco na qualidade.

Dom Cláudio Dalla Zuanna aproveitou a celebração do Dia do Jornalista Moçambicano para exortar os escribas a não manipularem as informações a favor de um grupo de pessoas.

Dom Osório Afonso, Bispo de Quelimane, irá  administrar a Diocese da Beira enquanto a igreja se prepara para prover um novo arcebispo. 

No próximo dia 26 do corrente mês está marcada uma missa na catedral da Beira, onde Dom Cláudio Dalla Zuanna irá despedir-se da igreja católica na Beira. 

O Ministério da Saúde quer expandir o uso das tecnologias digitais para todas as unidades sanitárias do país, dentro de cinco anos. Trata-se de uma iniciativa que visa melhorar a qualidade no acesso e na prestação dos serviços de saúde.  

Dados disponibilizados, este sábado,  pelo director de Planificação e Cooperação do Ministério da Saúde apontam que de um universo de 1900 unidades sanitárias no país,  apenas 63 dispõem de acesso a tecnologias digitais, para acelerar a prestação dos serviços de saúde.  

Além da redução do uso do papel, a digitalização vai permitir melhor conservação das informações clínicas de cada paciente. 

Com vista a promover soluções tecnológicas,  72 jovens profissionais de diferentes áreas deverão apresentar projectos ligados à gestão hospitalar, saúde da mulher e outros. 

Os três vencedores terão prémios em valores que variam de 50 a 195 mil meticais. A primeira Conferência de Saúde Digital terá lugar entre 15 e 17 de Abril. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou a todos os jornalistas moçambicanos, por ocasião do 11 de  Abril, data que assinala o 48.º aniversário do Sindicato Nacional  de Jornalistas (SNJ), efeméride igualmente celebrada no país  como o Dia do Jornalista Moçambicano. Na mensagem, o Chefe do Estado saúda os profissionais da  comunicação social pelo seu contributo determinante na  consolidação da democracia. 

Daniel Chapo destaca ainda o contributo dos jornalistas na promoção da cidadania e no  fortalecimento da unidade nacional, sublinhando que “os jornalistas moçambicanos desempenham um papel insubstituível  na construção de uma sociedade informada, crítica e  participativa”. 

O Presidente da República reconheceu os desafios que a classe  enfrenta no exercício da sua missão, enfatizando que “o  compromisso com a verdade, a ética e a responsabilidade deve continuar a nortear o exercício do jornalismo em Moçambique”. 

Referindo-se ao lema das celebrações deste ano — “SNJ: 48 anos  pela Ética, Liberdade de Imprensa e Justiça Laboral” —, o  estadista destaca que “estes princípios constituem pilares  essenciais para o fortalecimento do Estado de Direito  Democrático e para a valorização da classe jornalística”. 

Por esta ocasião, reafirma o compromisso do Governo com a  promoção de um ambiente cada vez mais favorável ao  exercício da actividade jornalística, assegurando a continuidade  de esforços visando garantir melhores condições de trabalho,  segurança e liberdade de imprensa no país. 

O Presidente da República conclui reiterando votos de sucesso a  todos os jornalistas moçambicanos, encorajando-os a prosseguir  a sua missão com dedicação, sempre alicerçados na verdade  dos factos, destacando o trabalho que exercem como essencial  para o desenvolvimento de Moçambique e para o  fortalecimento da democracia.

O Museu Banco de Moçambique, na cidade de Maputo, acolheu a exposição temporária “Diálogo das Paisagens de Jacob e Mucavele”, que reúne 12 obras de pintura de dois nomes de referência, Jacob Macambaco, a título póstumo, e Estêvão Mucavele. 

A inauguração da exposição temporária “Diálogo das Paisagens de Jacob e Mucavele” surge numa iniciativa que cruza as diferentes abordagens técnicas destes autores e destaca o contributo das artes plásticas para a identidade cultural moçambicana. 

Jacob Macambaco é reconhecido como um dos primeiros artistas plásticos negros do País e as suas criações são inspiradas em locais onde viveu e que percorreu, transformando memórias e observações directas em narrativas visuais marcantes. 

Ao lado de Macambaco, Estêvão Mucavele apresenta um estilo distinto, marcado por cenários imaginários e pela liberdade criativa. As suas obras exploram uma dimensão mais poética e abstracta da paisagem, criando um contraste que enriquece o diálogo artístico da exposição.

Segundo os organizadores, a iniciativa visa valorizar o papel dos artistas e aproximar o público das artes. “É uma celebração das artes e uma forma de fazer as pessoas perceberem o valor destes artistas, sobretudo para encorajar aqueles que continuam a produzir”, destacou Felisberto Tlhemo, Curador da exposição.

Para Languana, presidente do Núcleo de Arte, a exposição evidencia ainda a complementaridade entre os dois estilos. “Estamos a ver paisagens de diferentes formas: o Macambaco com uma abordagem mais rural e o Estêvão com uma visão mais criativa. No fundo, fundem-se numa só paleta”, afirmou. 

Trata-se de uma iniciativa do Banco de Moçambique, que reforça o compromisso desta instituição com a promoção das artes nacionais. O banco central já promoveu 3 exposições temporárias no Museu Banco de Moçambique e prevê realizar mais 2 até ao final deste ano. 

Estevão Mucavele, actualmente com 85 anos, considerou o reconhecimento significativo e aproveitou a ocasião para incentivar as novas gerações. “Não pensava que a minha obra pudesse estar aqui tão bem-apresentada. Os jovens devem trabalhar mais e apostar na arte”, apelou. 

Além das obras do Banco de Moçambique, fazem parte da exposição 5 obras de um coleccionador anónimo. A exposição está patente até ao mês de Maio.

O número de vítimas mortais resultantes da insurgência armada na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, subiu para 6.518 desde o início do conflito, em outubro de 2017, segundo dados recentes divulgados pela organização ACLED (Armed Conflict Location & Event Data).

No seu mais recente relatório, que cobre o período entre 23 de março e 5 de abril, a ACLED indica que foram registados três incidentes violentos nas últimas duas semanas, dos quais dois envolveram grupos extremistas ligados ao autoproclamado Estado Islâmico em Moçambique (EIM). Estes episódios provocaram três mortos, contribuindo para o aumento do número total de vítimas.

Desde o início da insurgência, foram contabilizados 2.345 eventos violentos, sendo que 2.174 estão associados a elementos do EIM.

Apesar da continuidade da presença insurgente, a ACLED descreve o período mais recente como relativamente calmo. De acordo com o relatório, os insurgentes mantêm गतिविधade no distrito de Macomia e deslocaram-se a áreas de mineração em Meluco, alegadamente com o objetivo de realizar ações de extorsão.

Na zona costeira, as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) prosseguem operações de patrulhamento, com enfoque na foz do rio Messalo, numa tentativa de conter movimentações insurgentes. Contudo, persistem tensões entre as forças de defesa e as comunidades locais, sobretudo após o alegado massacre de pescadores ocorrido a 15 de março.

Num relatório anterior, a ACLED, com base em fontes locais, atribuiu à Marinha moçambicana a responsabilidade pela morte de 13 pescadores em Mocímboa da Praia. As FADM rejeitaram essas acusações, afirmando que o ataque terá sido perpetrado por insurgentes disfarçados com uniformes militares.

Cabo Delgado, uma província rica em recursos naturais, particularmente gás, tem sido palco de ataques armados há cerca de oito anos. O primeiro incidente foi registado a 5 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.

Entretanto, o Presidente da República, Daniel Chapo, admitiu recentemente a possibilidade de diálogo como uma das vias para a resolução do conflito no norte do país. Em declarações prestadas no Porto, à margem de uma cimeira com Portugal, o Chefe de Estado sublinhou que o principal objetivo é alcançar a paz.

Chapo recordou ainda a experiência de Moçambique na resolução de conflitos através do diálogo, destacando o fim da guerra civil entre o Governo e a Renamo, que culminou com a assinatura dos Acordos Gerais de Paz, em Roma, a 4 de outubro de 1992.

A maternidade do posto administrativo de Mieze, no distrito de Metuge, em Cabo Delgado, está há mais de um ano a funcionar em tendas, com poucas camas e material médico insuficiente para responder à demanda de partos.

Desde que o ciclone Chido passou pelo distrito de Metuge, na província de Cabo Delgado, a maternidade de Mieze está a funcionar de forma improvisada e em condições desumanas.

“Nos dias que cai chuva, a situação fica muito difícil para receber a população. Nos dias de muito sol, as tendas aquecem muito e também temos insuficiência de camas. Em média, conseguimos ter de 10 a 12 partos por dia, mas com cinco camas …”, reclamou Elsa Manuel, Chefe da Maternidade de Mieze. 

Além da insuficiência de camas, a maternidade de Mieze está a enfrentar dificuldades em material médico. “Praticamente, podemos usar cinco a seis pares de luvas, então, imagina que a gente receba uma caixa de luvas componente por 100. Isso por vezes só dura três ou quatro dias e ficamos com deficiência de material de trabalho. Então, tem sido uma barreira muito grande”, explicou Elsa Manuel.  

Para minimizar o problema que é considerado grave, a Organização da Juventude Moçambicana doou alguns materiais médicos resultantes da contribuição de jovens de Cabo Delgado.

“Todos os jovens de Cabo Delgado devem preocupar-se com a sua comunidade. Então, a nossa preocupação como jovens da OJM em Cabo Delgado é a saúde da população e, por isso, fizemos essa contribuição dos membros, para adquirir este material e apoiar o nosso centro de Mieze, na maternidade, concretamente”, explicou Marcos Paulo, Secretário Provincial da OJM em Cabo Delgado. 

Além de material médico para a maternidade, a OJM ofereceu meios de compensação a uma criança com deficiência, que há mais de cinco anos  usava muletas improvisadas.

O edil de Nampula fez mexidas no seu governo e avisa que haverá mais exonerações até acertar a dinâmica que precisa. Num contexto de problemas de mobilidade devido aos buracos nas estradas, Luís Giquira promete intervir, à medida da disponibilidade de meios e dinheiro.

A primeira mexida foi no dia 4 de Março e cessaram funções, dentre outros, os vereadores dos pelouros de Finanças, Planificação e Património e da Educação, Cultura, Juventude e Desportos. Esta quarta-feira, Luís Giquira voltou a fazer mexidas, tendo movimentado o vereador de Salubridade que passa a assumir a pasta de Administração e Recursos Humanos.

O edil de Nampula justifica a medida com a necessidade de imprimir uma nova dinâmica no funcionamento do município, até porque, segundo afirma, alguns funcionários exonerados já estavam cansados. 

“Queremos ter um município que responda a visão do presidente e o compromisso que nós assumimos com a nossa população de tudo fazermos para termos uma cidade melhor, com mais água e desenvolvimento”, afirma Giquira, que garante que ainda haverá mais mexidas nos próximos dias.  

Enquanto procura calibrar a sua equipa, o dia-a-dia na cidade é um dos maiores desafios. A avenida 25 de Setembro estava muito esburacada e já está em obras, mas há mais vias na cidade esburacadas. 

Sobre o problema, Giquira assegura que a edilidade já tem um plano de reabilitação de algumas vias que já foram identificadas. Para essa empreitada, a edilidade está a trabalhar na busca de parceiros para aquisição de equipamentos. 

Esta quinta-feira o Município de Nampula e a Universidade Rovuma assinaram um memorando para passarem a trabalhar em conjunto para o desenvolvimento da cidade, sobretudo na área de Engenharia Civil. A UniRovuma tem cursos de engenharias que poderão ser a base desta relação com o Município de Nampula.

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