O País – A verdade como notícia

Uma cidadã foi encontrada sem vida depois de ser dada como desaparecida, no município da Matola. A finada era técnica de estatística sanitária e estava no terceiro mês de gestação.

Foi dada como desaparecida na última quinta-feira, 8 de Janeiro, e a sua fotografia circulou nas redes sociais através da família, procurando o seu paradeiro. No dia 10,  os Serviços Distritais de Saúde e Acção Social da Matola deram a conhecer a morte da sua técnica de estatística sanitária – Era a Luísa Moiane.

A família da vítima, reunida no bairro do Vale do Infulene, município da Matola, continua perplexa, aguardando pelo funeral da vítima. Ninguém sabe na exactidão como tudo teria acontecido, explicam porém que  Luísa Moiane foi encontrada em uma lixeira, no Bairro Ndlavela, muito distante da sua residência, em Ngolhoza.

A vítima vivia com o marido desde o último Novembro, e foi provavelmente com ele que manteve o último contacto entre as pessoas da família. Segundo a explicação da irmã da vítima, “ele a deixou em casa preparando-se para o trabalho”. No entanto, “ele não estava muito interessado em procurar a esposa”.

Embora a convivência conjugal tenha iniciado há um passado muito recente, a família da finada fala de um relacionamento que vivia em atritos constantes. “Eles tinham brigas porque ele gostava de mulheres e uma delas, foi a casa da minha irmã, e gozou com ela”, descreveu Tamires Moiane, irmã da vítima.

Luisa Moiane, descrita como simpática e de bom trato, encontra a morte na sua primeira gestação e a sua família apela às autoridades a não cessar com as investigações. Por outro lado, a Polícia ainda não reagiu publicamente ao caso. A porta-voz da PRM na Província de Maputo falou sem gravar a entrevista que ainda estava a reunir as provas, e oportunamente fará uma comunicação.

Ataque de crocodilos faz dois mortos e três feridos graves em Chaimite, no distrito de Chibuto, em Gaza. Na sequência das chuvas fortes,  oito comunidades estão sitiadas e outras 15 mil pessoas afectadas  em Chibuto e Massingir. Há também mais de mil hectares de produção diversa alagados.

Crocodilos arrastados pelas águas das chuvas atacam e matam duas pessoas , além de feridos graves nas comunidades de  Chaimite, no distrito de Chibuto, na província de Gaza.

“Evitem aproximar-se na zona do rio, porque, neste momento, é extremamente perigoso.  Com o arrasto das águas,  os crocodilos ceifaram  duas vidas e também feriram três pessoas, na semana passada, em Alto Changane”, revelou, a administradora de Chibuto, Cacilda Banze.

Enquanto isso, milhares de vidas estão sitiadas nos distritos de Chibuto e Massingir, e enfrentam, agora, dias e noites de incerteza.

“Primeira ponte para quem sai da aldeia de Machamba para Chimangue, não há transitabilidade aqui.” alertou um residente.

O administrador do distrito de Massingir, Sérgio Costa,  destaca  que há oito aldeias isoladas devido a fúria da chuva.

“E da localidade de Mucatine, em que temos cerca de oito comunidades na condição de isolamento em relação à Vila Sede. Preocupa-nos este facto porque estas comunidades têm a Vila Sede como seu ponto principal para a aquisição de produtos alimentares, para o seu dia-a-dia.” 

Cacilda Banze, no entanto, refere  que ” a baixa que liga o Alto Changane  com Maqueze, neste momento, atravessa-se de barco. Vai ser necessário acionarmos o sistema de apoio a estas famílias, tanto em alimentação, quanto em logística. Acima de 15 mil pessoas, mas nestes momentos estamos de olho”, frisou.

Face ao drama das populações, Banze garante que estão posicionadas algumas embarcações para garantir a travessia de quem precisa, já Sérgio Costa destaca limitações para aceder às zonas isoladas.

“249 quilômetros de estrada afectados, onde a circulação é totalmente condicionada ou mesmo impossível. Este facto faz com que o Governo também não tenha capacidade para fazer assistência de vida a essas pessoas.  O distrito necessita de duas embarcações para fazer face a acções de salvamento em caso de necessidade, mas também para permitir a ligação de uma comunidade para a outra”

Mas não para por aí, além de casas destruídas, a corrente das águas invadiu e deixou um rastro de destruição nas machambas nos dois distritos.

“Estamos a contar com inundações que já nos levaram  816,5 hectares de culturas e isso nos deixa preocupados. Estamos a falar de um horizonte de 1126 produtores que estão afetados” considerou, a administradora de Chibuto.

Já em Massingir, Sérgio Costa refere  que “16 casas foram destruídas, das quais quatro destruídas totalmente e 12 parcialmente. 377 hectares inundados, destes 223 totalmente perdidos”.

Com a previsão de chuvas fortes nos próximos dias, o Governo de  Chibuto e Massingir admitem que a situação pode sair do controlo, e exigir desde retirada das famílias, comida, água e medicamentos. 

Até terça-feira, foram contabilizadas  mais de  18 mil  pessoas em situação crítica nas sequências das chuvas que caem com intensidade há 5 dias em Gaza.

A Procuradoria Provincial de Nampula diz que ainda não sabe quantas pessoas morreram nos confrontos entre a Polícia e os garimpeiros ilegais, no povoado de Maraca, distrito de Mogovolas. A instituição assegura ainda  que o caso está em investigação.

Há cerca de duas semanas, confrontos entre a Polícia e garimpeiros ilegais provocaram mortes no povoado de Maraca, posto administrativo de Yuluti, distrito de Mogovolas. Dados  não oficiais indicam  a morte de 31 garimpeiros, incluindo um agente da Polícia.

Entretanto, passados alguns  dias, a Procuradoria Provincial de Nampula diz que ainda não tem dados oficiais sobre o número de vítimas mortais, mas explica que o processo está em fase de investigação para apurar o que realmente aconteceu naquela circunscrição geográfica.

O porta-voz da Procuradoria Provincial de Nampula  refere que a situação preocupa o sector e que estão a ser tomadas medidas para evitar novos episódios de violência.

A instituição alerta que, se for confirmado o envolvimento directo de algumas pessoas  nos actos de violência, estes poderão ser punidos com  penas pesadas.

Até ao momento, não há informações correctas sobre o número de pessoas detidas em ligação com os confrontos registados em Mogovolas, um local onde é frequente actos de violência devido à ocorrência de mineiros.

A Fundação Tony Elumelu (TEF) anunciou a abertura oficial das candidaturas para o Programa de Empreendedorismo 2026, uma das mais abrangentes iniciativas privadas de apoio ao empreendedorismo em África, destinada a jovens empreendedores dos 54 países do continente. 

O programa volta a apostar no financiamento directo, formação empresarial e mentoria especializada como instrumentos para impulsionar o crescimento económico inclusivo e sustentável.

As candidaturas decorrem de 1 de Janeiro a 1 de Março de 2026 e estão abertas a empreendedores com ideias de negócio inovadoras ou empresas em fase inicial. O processo de submissão é feito através da plataforma digital TEFConnect. Os candidatos seleccionados terão acesso a cinco mil dólares norte-americanos em capital semente não reembolsável, formação empresarial intensiva, mentoria personalizada e integração na maior rede pan-africana de empreendedores.

Desde a sua criação, em 2015, o Programa de Empreendedorismo da Fundação Tony Elumelu tem registado um impacto expressivo no desenvolvimento económico e social do continente. Ao longo de mais de uma década, a Fundação já financiou mais de 24 mil empreendedores africanos, capacitou cerca de 2,5 milhões de cidadãos, contribuiu para a criação de mais de 1,5 milhões de postos de trabalho e impulsionou a geração de aproximadamente 4,2 mil milhões de dólares em receitas.

Intervindo no lançamento da edição de 2026, o fundador da Fundação Tony Elumelu e presidente do Grupo Heirs Holdings, Tony O. Elumelu, reiterou a sua convicção de que o futuro de África depende do investimento estruturado no seu capital humano. “Os empreendedores são o futuro de África”, afirmou, defendendo uma mudança de paradigma na abordagem ao desenvolvimento do continente.

Segundo Tony Elumelu, África não carece de ajuda externa, mas de investimento estratégico nos seus próprios talentos, sobretudo na juventude. “Quando capacitamos os empreendedores, criamos emprego, estimulamos o crescimento económico e transformamos positivamente as comunidades onde estes negócios operam”, sublinhou.

Para além do impacto económico, o programa distingue-se pelo seu forte compromisso com a inclusão e a igualdade de género. Actualmente, 46 por cento dos empreendedores apoiados pela Fundação são mulheres, representando uma das mais elevadas taxas de participação feminina em programas de empreendedorismo à escala continental.

A Fundação Tony Elumelu tem ainda consolidado a sua presença através de parcerias estratégicas com instituições internacionais de relevo, como a União Europeia, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Banco Africano de Desenvolvimento, a Google e o UNICEF Generation Unlimited, entre outras, permitindo alargar o alcance do programa a diferentes sectores e geografias.

Com o lançamento do Programa de Empreendedorismo 2026, a Fundação reafirma o seu compromisso com a erradicação da pobreza, a criação de emprego e a promoção de um crescimento económico inclusivo em África, apostando no talento, na inovação e no espírito empreendedor da juventude africana.

O Governo vai pagar o 13º salário aos funcionários e agentes do  Estado, membros das Forças de Defesa e Segurança e pensionistas. O pagamento será feito na ordem de 40 por cento do salário base, durante os meses de Janeiro e Fevereiro. 

Depois de vários questionamentos e expectativas, eis que o Governo reuniu-se, esta terça-feira, em sessão extraordinária e decidiu pagar o  13º salário. 

“O Conselho de Ministros realizou, no dia 13 de janeiro de 2026, a primeira sessão extraordinária. Nesta sessão, o Governo apreciou e aprovou resolução única, com tema único, relativo ao abono do 13º vencimento para os servidores públicos, membros das Forças de Defesa e Segurança, bem como aos pensionistas e rendistas do Serviço Público, que passará a ser efetuado a partir do mês de janeiro em curso”, revelou Inocêncio Impissa, porta-voz do Governo.

O executivo, na voz do secretário de Estado do Tesouro e Orçamento, Amílcar Tivane, explicou que auferir a remuneração é um direito que assiste os funcionários e agentes do Estado. No entanto, a materialização deste direito está condicionado à existência de capacidade não só do ponto de vista orçamental, mas também de disponibilidade financeira para o efeito.

Com isso, a decisão do pagamento do 13º vencimento é uma medida que surge movida pela actual  conjuntura actual econômica e financeira. Entretanto, desta vez,  o pagamento será feito na ordem de 40 por cento do salário base, de cada funcionário e agente do Estado, diferentemente do ano passado, em que o pagamento foi na ordem de 50 por cento.   

“Em 2023, por exemplo, o Governo tomou a decisão de, para os funcionários e agentes do Estado, o pagamento do décimo terceiro no montante de 30% e, em 2024, 40% e, em 2025, em particular, 50%. Portanto, a decisão de pagar o 13º não pode ser vista sem ter em conta o desempenho financeiro do exercício anterior, mas também as políticas, portanto, do ponto de vista de crescimento econômico e o quadro macrofiscal, portanto, para o exercício seguinte. Tendo em conta esta informação, para o ano de 2025, portanto, o 13º de 2025, porque, por regra, pago no exercício seguinte, o Governo, após a aprovação da proposta do Plano Econômico Social, que foi submetida à Assembleia da República, aprovada, portanto, tem estado a receber, uma análise da informação mais recente dos indicadores macrofiscais. Portanto, tendo em conta estes factores, o Governo tomou a decisão de atribuir aos funcionários e agentes do Estado e aos pensionistas e rendistas, do Estado, o 13º de 40%”, disse Tivane, acrescentando que “contrariamente à porcentagem atribuída em 2025, que foi de 50%, assistimos a uma redução. E é uma redução que é concentrada com a perspectiva macroeconômica e financeira para 2026”.

O pagamento da remuneração será feito de forma faseada, após o pagamento dos salários. 

“Do ponto de vista operacional, o 10% será pago, portanto, em dois momentos. Após o pagamento da folha de salários do mês de janeiro, o primeiro grupo de funcionários colocados nos níveis 1 a 11 da tabela salarial única, portanto, beneficiarão do 13º, e o segundo grupo de funcionários, que enquadram-se no nível 12 em diante, estamos a falar dos técnicos superiores e outros, irão receber o seu 13º no mês de fevereiro, após o pagamento da folha do mês de fevereiro. Uma nota importante também é que este primeiro grupo que irá beneficiar do 13º, no mês de janeiro, integra, entre outros, portanto, os funcionários que auferem um salário mínimo na administração pública, professores nos níveis N5, N4, N3, N2, estamos a falar, grosso modo, professores do ensino primário e do ensino secundário geral, os profissionais da saúde e, portanto, outros agentes do Estado, que, do ponto de vista da arquitetura da pirâmide salarial, encontram-se, portanto, na base da pirâmide.”

Para pagar o 13º salário o executivo vai gastar 6.8 mil milhões de meticais. 

 

A Polícia da República de Moçambique em Nampula alvejou mortalmente um integrante de uma quadrilha de assaltantes a mão armada, que fazia incursões em Nampula e Cabo Delgado. Na acção foi alvejado e capturado o líder da quadrilha e recuperadas três armas de fogo do tipo pistola que estavam na posse dos meliantes.

Foram dois meliantes baleados pela polícia, tendo um perdido a vida e outro ferido. O sobrevivente é tido como líder da quadrilha que com recurso a armas de fogo causava terror na cidade de Nampula. 

De acordo com o porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Nampula, trata-se de duas quadrilhas que criam terror nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, sendo que uma delas é composta por nove indivíduos e é indiciada em roubos e assaltos com recurso a armas de fogo. 

“Essa quadrilha, quando apercebeu-se que a Polícia da República de Moçambique estava em diligência com vista ao cumprimento de um mandato de busca e captura para sua neutralização e detenção de todos os integrantes da quadrilha, eles se colocaram em fuga. Porém, a Polícia teve a informação que uma parte dessa quadrilha encontrava-se no bairro de Namicopo, área de jurisdição da terceira esquadra, daí que incitou diligência que culminou com a neutralização de três indivíduos”, disse Dércio Samuel.

Entretanto, quando os mesmos aperceberam-se da presença policial no terreno, confrontaram a polícia usando armas de fogo e, de acordo com Dércio Samuel, “a polícia teve que responder imediatamente, onde foi possível alvejar dois desses elementos, onde os dois foram alvejados na parte inferior e foram imediatamente neutralizados e detidos, e um deles, infelizmente, veio perder a vida ao caminho do hospital e o líder dessa quadrilha foi socorrido ao Hospital Central de Nampula, onde até agora está sob custódia policial a receber tratamento”. 

Para além de Nampula, o grupo protagoniza assaltos também em Cabo Delgado. Um dos integrantes da quadrilha está à monte com um saco contendo armas de fogo, segundo a PRM.

“De referir que o líder da quadrilha escondia as armas, o material bélico, nas duas residências das suas esposas, o que preocupa a Polícia da República de Moçambique, porque há um dos integrantes dessa quadrilha que conseguiu fugir com algum material bélico. Foi aí que a polícia teve conhecimento de que uma parte desse material foi enviado para a província de Cabo Delgado e as outras estão em parte incerta com o marido de uma das senhoras que já está sob custódia da policia”, confirmou Dércio Samuel.

Para já, segundo o porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Nampula, “o trabalho operativo continua com vista à neutralização de todos os seis indivíduos ainda em falta, bem como à recuperação do material bélico em falta”.

Em consequência deste crime, a PRM neutralizou três mulheres tidas como esposas dos assaltantes, bem como o irmão do líder da quadrilha.

A província de Tete registou, no ano passado, mais de um milhão de casos de malária e cerca de 34 óbitos. Para travar a doença, o sector da saúde vai levar a cabo uma campanha de quimio-prevenção sazonal, que arranca a 23 de Janeiro e vai abranger os 12 distritos com excepção dos distritos de Tete, Tsangano e Mutarara.

Isto acontece numa altura em que a província de Tete regista elevados índices de contágio da malária, o que levou o sector da saúde a reunir-se esta segunda-feira, no Fórum anual Provincial da Malária.

O encontro tinha como objectivo delinear estratégias mais eficazes para o combate à doença.

Dados apresentados no encontro indicam que, só no ano passado, a província notificou mais de um milhão de casos de malária, tendo sido registados cerca de 34 óbitos, um cenário que continua a preocupar as autoridades governamentais.

Para fazer face ao crescente número de casos e prevenir a doença nas crianças, o sector da Saúde vai levar a cabo, a partir de 23 de janeiro, uma campanha de quimio-prevenção sazonal, uma iniciativa que vai abranger os 12 distritos da província com excepção dos distritos de Tete, Tsangano e Mutarara, e será destinada a crianças dos 3 aos 59 meses de idade.

Para além da campanha de quimio-prevenção, o Governo de Tete prevê distribuir, ainda este ano, mais de dois milhões de redes mosquiteiras em toda a província.

A Estrada Nacional Número Um está cortada entre o Rio Save e Muxúnguè, devido ao transbordo do rio Muar, no distrito de Machanga, em Sofala. As águas causaram erosão que danificou os encostos da ponte, cortando a estrada e impedindo a ligação rodoviária entre o Sul e o resto do país. As autoridades alertam para a necessidade de evitar a travessia enquanto persistirem as cheias, de modo a prevenir acidentes e perdas humanas.

O rio Save transbordou deixando a Estrada Nacional Número Um (EN1) intransitável no troço entre o rio Save e Muxúngué. Apesar do perigo, um camião arriscou atravessar as águas, numa situação que expôs o elevado risco para a circulação rodoviária.

As imagens no local são de estrada debaixo da água e alguns automobilistas a tentarem transitar para não ficarem retidos. Mas a estrada não resistiu à pressão da água e cedeu nos encostos da ponte sobre o Rio Muar, e solos foram arrastados, interrompendo a transitabilidade.

Até ao fim do dia de ontem, segunda-feira, não era possível passar por este troço, apesar dos esforços dos automobilistas e passageiros.

A informação foi revelada por Egídio Morais, delegado da Administração Nacional de Estradas em Sofala, que confirmou a cedência da terra na ponte, o que provocou erosão que propiciou a degradação da infraestrutura.

“Está interrompido a ligação ou a circulação entre o rio Save e Muxúnguè, isso na EN1, concretamente na ponte sobre o rio Muar, por conta das águas que criaram uma cratera no acesso à ponte sobre o rio Muar, no lado sul da ponte. O que terá acontecido é que a água do rio Muar transbordou e passou por cima, tendo criado erosão no acesso sul”, disse.

A Administração Nacional de Estradas ainda não tem data prevista para resolver o problema. “Nós estamos a mobilizar meios, de modo que haja uma resposta rápida e imediata para continuar a ligação terrestre”, confirmou. 

Egídio Morais esclareceu ainda que as águas começaram a galgar a estrada, ou seja, a passar por cima da ponte desde a manhã deste domingo, até ao fim do dia de domingo, até a manhã desta segunda-feira.

“Fomos avaliando a situação e fomos entender que, afinal de contas, ela criou erosão no acesso da ponte sobre o rio Muar”, revelou.

Por sua vez, Elcidio Madeira, porta-voz da Associação de Transportadores de Sofala, mostra-se preocupado com os prejuízos que a situação está a causar aos associados.

“Como sabemos, a Estrada Nacional Número Um é a espinha dorsal do nosso país. Ele liga as zonas Centro, Sul e Norte. Como transportadores, esta é uma situação que vai nos trazer diversos transtornos, visto que é uma situação inesperada. Não contávamos que ela acontecia. Temos camiões no meio do caminho com um plano de trabalho, um plano de viagem, uma logística para um determinado tempo. Ou seja, contávamos que a viagem ia ser feita em 24 horas ou 48 horas no trajecto Centro-Sul e subcentro”, disse.

Madeira argumentou ainda que com esta situação, existem camiões em insegurança nos dois lados, acumulando custos logísticos, para além de demoras na entrega das mercadorias aos clientes. 

“E não só tem a parte humana dos motoristas, que de certeza devem estar em uma situação não muito boa. Resumindo, essa é uma situação que a nível humano, social, econômico, dos próprios transportadores, da própria economia, não dignifica ou não deveria estar a acontecer neste exacto momento”, disse, pedido para que a situação seja solucionada o mais rápido possível.

A continuação de chuvas fortes poderá complicar a reposição da transitabilidade.

 

INAM prevê intensificação de chuva entre quarta e quinta-feira 

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê continuação de chuva, para esta terça-feira, e que entre quarta e quinta-feira a precipitação aumente, em alguns pontos do país. As chuvas poderão estar acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas.  

Com a época chuvosa  já em curso, o INAM prevê que a chuva que cai, desde sexta-feira, continue, nos próximos dias, devido à formação de um sistema de baixas pressões.  

“Em relação ao dia de amanhã,  na zona sul irá continuar a chover, mas não muito forte em relação a ontem e hoje. Vai abrandar um pouco e lá para os dias 14 e 15 teremos chuva novamente em Maputo. Chuva moderada forte e localmente muito forte. Portanto, o INAM recomenda medidas de precaução e segurança face ao risco associado a chuvas fortes localmente muito fortes. Em termos de vento, nós teremos vento de quadrante norte por vezes de sudeste. Teremos rajadas de vento principalmente nas províncias de Tete e ao longo da zona costeira. Em termos de temperatura, não há assim uma alteração apreciável de temperatura. E contudo, teremos muita umidade em todo o país.  Dizer taxativamente qual é o dia que a chuva vai cessar, não podemos dizer neste momento”,explicou Geneth Domingos, meteorologista.

As regiões sul e centro do país poderão ser as mais afectadas pela precipitação. 

“Eu recomendo que acompanhem as previsões meteorológicas, pois nos próximos dias teremos ainda chuvas críticas aqui na zona sul do país. Para as províncias de Nampula, Cabo Delgado, Zambézia, há possibilidade, há chances de ocorrer chuva, mas não chuva forte. Mas enquanto que aqui na zona sul e as províncias de Sofala, Manica e Tete há continuação de chuvas”.

As chuvas registadas chegaram a atingir 100 mililitros, em alguns pontos. 

“De acordo com o nosso comunicado, está dentro do padrão daquilo que o INAM previu. Se nós prevíamos cinquenta milímetros ou acima. E temos províncias como Gaza, por exemplo, temos precipitação acima de cem milímetros, quer dizer que há muita chuva. Massangena, Chicualacuala, são regiões que registaram muita precipitação. E mesmo aqui em Maputo, tivemos aproximadamente cinquenta milímetros”.

Para já, não há previsão de ocorrência de ciclone que afecte o país. 

Mais de 16 mil candidatos concorrem a pouco mais de 4 mil vagas, na Universidade Pedagógica de Maputo.  Os exames de admissão arrancam amanhã e terminam na sexta-feira.  

Os exames de admissão são a via de acesso ao ensino superior, na Universidade Pedagógica de Maputo e para este ano, as provas terão lugar a partir desta terça-feira, podendo abranger 16 mil candidatos, que vão disputar 4.200 vagas. 

Para o regime laboral, teremos operacional 41 cursos, para o regime depois-laboral teremos operacional 46 cursos e para o regime de ensino à distância temos sete cursos. Importa frisar que, a nível da nossa instituição, um curso pode decorrer em três regimes ou em dois regimes ou em um único regime. Numa vertente global, concorreram aos exames de admissão 40.178 candidatos para um total de 14.695 vagas, distribuídas da seguinte forma”, explicou Sheila Sitoe, chefe da Comissão de Exames de Admissão. 

O curso de Engenharia Eletrónica de Telecomunicações é o mais concorrido entre os 51 oferecidos pela instituição. Os exames decorrem em simultâneo,  com a UniPungué, UniLicungo e UniRovuma. 

A nível da Universidade Pedagógica de Maputo, registramos 4.235 vagas. A nível da Universidade Licungo, registramos 3.940 vagas. A nível da Universidade Rovuma, registramos 4.290 vagas e, por fim, a nível da Universidade Pungue, registramos 2.230 vagas.

A UP-Maputo apela à chegada atempada às salas de exame para evitar possíveis constrangimentos e alerta que será implacável à fraude académica.  

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