O País – A verdade como notícia

Situação de inundações poderá piorar em algumas regiões de Sofala

Dados preliminares resultantes das intensas chuvas que caíram nas últimas três semanas em Sofala,  apontam para 5 mortos, mais de 55 mil pessoas afectadas, 23 escolas e sete unidades sanitárias inundadas e 4 rodovias interdistritais intransitáveis. 

A situação tende a melhorar dado o abrandamento de chuvas nos últimos três dias,   mas o alerta continua pois prevê-se para os próximos dois dias, chuvas moderadas a fortes.

Os dados preliminares foram apresentados na tarde deste domingo durante esta sessão extraordinária do Comité Operativo de Emergência na sequência do alerta vermelho decretado a nível nacional.

As mortes foram registadas devido a afogamentos e há oito feridos. Foram totalmente destruídas 282 casas e outras 2170 foram parcialmente destruídas.

Os dados preliminares apontam ainda para a destruição de cerca de sete km de estradas com cortes  profundos na rodovia Tica-Búzi e Tica Nova-Sofala, sem data ainda para a reposição da circulação e cerca de 69 mil hectares de diversas culturas foram afectadas.

Na reunião orientada pelo Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, na qualidade de mandatário do Conselho de Ministros, foram apresentados dados que deixam o Governo e parceiros em alerta permanente, pois estão  previstas nos próximos dois dias chuvas moderadas a forte na zona sul da província de Sofala, numa altura em que a bacia do rio Búzi está com 29 centímetros acima do seu nível de alerta, enquanto a bacia do Púnguè está com dois centímetros.

O nível de alerta nos dois rios é de seis centímetros. “Temos que continuar com as nossas equipas prontas e motivadas para poderem continuar a acudir às nossas populações. Se de facto as águas continuarem a vir como estão a vir, os níveis de alerta continuarem tão altos que as águas podem agregar aqueles níveis de protecção”, disse.

O maior alerta, segundo Roberto Mito Albino, é a zona de Mafambisse, onde há necessidade de se redobrar a vigilância para assegurar uma intervenção imediata em caso da situação piorar.

O Governo mostrou também preocupação em relação à saúde das comunidades afectadas pelas inundações.

“Ali onde nós temos a concentração da população em Guara-Guara e Machanga, temos de ter sempre as nossas equipas a acudir à nossa operação, de maneira a evitar que, de facto, qualquer doença que possa existir, sobretudo as diarreicas se possam expandir rapidamente”, sugeriu Roberto Mito. 

Todos os números apresentados nesta reunião poderão ser alterados a qualquer momento tendo em conta que decorrem neste momento operações de busca, salvamento e assistência directa às comunidades afectadas. 

Actualmente, existem apenas dois centros de acomodação em Guara-Guara, onde estão cerca de 4 mil pessoas. Tanto estes afectados como os que estão em outros pontos seguros, nos distritos de Dondo, Búzi e Machanga, estão a receber apoios alimentares, kits de dignidade e tendas para abrigos provisórios.

Partilhe

RELACIONADAS

+ LIDAS

Siga nos