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SERNIC apreende acessórios de viaturas em Maputo e Matola

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apreendeu mais de 70 toneladas de acessórios de viaturas nas cidades de Maputo e Matola, numa operação que durou aproximadamente 10 horas. O material foi apreendido por suspeitas de roubo em viaturas. Em conexão, há alguns detidos em número não especificado.

A operação do Serviço Nacional de Investigação Criminal, assistida por diversas subunidades da Polícia da República de Moçambique, cercou os mercados Estrela Vermelha e Praça dos Touros, na Cidade de Caputo, e o mercado vulgarmente conhecido por Majugar, na cidade da Matola.

A operação visava todo o material de segunda mão, vendido nos estabelecimentos de acessórios de viaturas. De acordo com Hilário Lole, porta-voz do SERNIC, a operação teve como alvo os receptores e vendedores destes bens nos dois mercados da Cidade de Maputo, bem como no mercado da Matola.

“Como é sabido, nestes locais, são comercializadas peças e acessórios de segunda mão, ou seja, já usadas incluindo outras componentes de viaturas desmanchadas, suspeitas de serem produtos de furto, o que faz destes locais e respectivos comerciantes suspeitos de serem receptadores de bens e produtos do crime”, disse.

A operação, que se iniciou por volta das 9 horas e se prolongou até às 16, acontece numa semana marcada por crescente denúncia de roubo de acessórios de viaturas na zona metropolitana de Maputo.

Por estes motivos, segundo Hilário Lole, “foram emitidos mandados de busca e apreensão pelas autoridades judiciais competentes e executados nesta operação”.

Em termos de resultados dessa operação, o porta-voz do SERNIC diz que “é satisfatório”, até porque “foram apreendidas mais de setenta toneladas de peças e acessórios de viaturas neste mercado de Estrela, na Praça dos Touros, assim como no Majugar, e a maior parte destes bens já foram depositados na 18ª Esquadra da PRM, mais conhecida por Brigada Montada”, disse.

Em conexão com esta acção, há alguns detidos em número não especificado, e o comando assegura que todo o material apreendido estava a ser comercializado ilegalmente.

“Houve uma colaboração efectiva dos cidadãos portadores destes bens e houve também algumas detenções daqueles que foram tentando inviabilizar esta operação, mas também daqueles que foram assumidos como autores morais deste furto e roubo de acessórios. Toda esta operação foi decorrente ou justificada por mandados anteriormente emitidos e também houve um mapeamento em relação àqueles que se propuseram, portanto, a revender ou vender peças e acessórios, objectos de furto ou roubo. Daí que pensamos não haver muito espaço de falhas em relação a este quesito, porque houve um trabalho anterior feito, mapeado e desencadeado, portanto, é justificado pelos mandados de busca e apreensão destes acessórios”, confirma Leonel Muchina, porta-voz da Polícia da República de Moçambique.

O SERNIC diz que a operação será contínua, e nos próximos dias poderá abranger outros produtos supostamente roubados e vendidos naqueles locais, com particular destaque para celulares e computadores.

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