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Família de bebé roubado em Boquisso continua sem informações sobre o caso

Um bebé de apenas cinco meses foi roubado em sua residência, no bairro Boquisso, em Maputo, depois de a mãe ter sido enganada por uma desconhecida, que simulou procurar um suposto ladrão. A família e a comunidade fizeram suas próprias buscas, mas sem sucesso e acusam a polícia de inoperância.

É o choro de uma mãe visivelmente abalada e sem respostas sobre o paradeiro do seu bebé de apenas cinco meses, numa noite que virou um cenário de novela. 

O pequeno Lyan de Araújo foi roubado em circunstâncias que fazem Neyde, que vivia só com o filho, acreditar que já era monitorada. 

Vamos à noite dos factos, na última quinta-feira. Neyde conta que a suspeita aproximou-se da sua casa alegando que procurava um suposto ladrão que, segundos antes, teria tentado arrombar a porta da sua casa.

O medo instalou-se. Assustada, Neyde decidiu procurar refúgio em casa da sua pastora. Foi nesse momento que a jovem ofereceu ajuda, dispôs-se a segurar o bebé enquanto a mãe levava alguns pertences para fora da residência.

Tempo suficiente para que Neyde não encontrasse mais a suspeita, a quem confiou o seu bebé. Numa rua escura e sem saída, os gritos de socorro ecoaram pela noite. 

Hoje, em choque, implora para que devolvam o seu filho. Madrugada dentro, a família comunicou o caso à Polícia,  que, segundo conta a tia, não se deslocou de imediato ao local do suposto sequestro. 

Sem esperar, amigas, vizinhos e familiares organizaram buscas por conta própria. 

Com fotos do pequeno Lyan, bateram de porta em porta, percorreram estabelecimentos comerciais, procuraram pistas em vários pontos da zona.

A mobilização estendeu-se até ao fim da tarde desta sexta-feira, perante a alegada ausência da polícia no processo inicial de busca.

Por volta das 16 horas desta sexta-feira, a mãe da vítima recebeu uma chamada da Polícia a perguntar se já havia alguma “novidade” sobre o bebé, chamada que foi captada pela STV. 

A nossa equipa de reportagem deslocou-se à décima primeira esquadra de Boquisso. Sem gravar entrevista, o chefe das operações assegurou que há um trabalho em curso para esclarecer o caso.

Enquanto isso, uma mãe aguarda, sem dormir, sem respostas e sem o seu filho nos braços, refugiando-se em orações.

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