O Provedor de Justiça, Isaque Chande, afirma que a onda de manifestações registada no país é violenta e está longe de ser pacífica. Isaque Chande diz ainda que a violência policial pode ser fruto da acção dos protestatários, que em diversas situações, procuram medir forças com as autoridades.
Apesar de defender o direito à manifestação, plasmado na constituição, Isaque Chande diz que os manifestantes têm atentado contra a ordem e segurança públicas. Sob seu ponto de vista, as manifestações não podem implicar a morte de civis e polícias. Por isso, chama a atenção para que o controlo dos ânimos seja em ambas partes
“O comportamento dos manifestantes provocou a ira da polícia, e pela maneira como as mesmas estão a desenrolar, deixaram de ser pacíficas”, acusou o provedor
Falando em uma conferência de imprensa, da qual fez também parte a Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Comissão Central de Ética Pública, o provedor de justiça disse que a instituição que dirige recebeu, desde o início das manifestações, três processos que já foram encaminhados à polícia e ao ministério do interior, para os devidos seguimentos
A Comissão Nacional dos Direitos Humanos, por sua vez, lamentou o nível de violência desde o início das manifestações.