O Presidente da República diz que o investimento nas energias renováveis é essencial para acelerar a introdução de energias limpas nos transportes, bem como a expansão da energia nas zonas rurais. Daniel Chapo falava hoje durante abertura do Fórum empresarial sobre energias renováveis.
Falando na cerimónia de abertura do RENMOZ in Europe Business Forum 2026, o Chefe do Estado destacou que o fórum constitui uma plataforma estratégica para mobilizar investimentos europeus em projectos energéticos estruturantes em Moçambique, com enfoque na expansão da rede eléctrica, no reforço da capacidade de transmissão e no desenvolvimento de soluções fora da rede, num
momento em que o país acelera a sua agenda de transição energética e industrialização verde.
“A realização deste fórum na Europa é, por si só, uma mensagem poderosa. É um sinal claro de uma ambição comum: transformar potencial em investimento, investimento em crescimento económico, e crescimento em progresso social.”
O Presidente Chapo informou que Moçambique encontra-se num momento decisivo da sua trajectória de desenvolvimento, sustentado por uma base sólida de recursos energéticos. “Somos um país dotado de abundantes recursos energéticos e um dos maiores potenciais energéticos do mundo. Dispomos de vastos recursos hidroeléctricos, de um enorme potencial solar e eólico em larga escala e de importantes reservas de gás natural”, afirmou.
Outrossim, defendeu que esta combinação posiciona o país como um parceiro estratégico para a segurança energética da África Austral e como um actor emergente no panorama energético global, acrescentando que, num contexto internacional marcado pela transição energética, “Moçambique apresenta-se como um parceiro confiável, capaz de contribuir para soluções energéticas sustentáveis e para a diversificação das fontes de energia a nível regional e internacional”.
No plano actual, destacou que Moçambique exporta mais de 1.200 megawatts de energia eléctrica para os países da região e afirma-se progressivamente como um actor relevante no mercado global de gás natural liquefeito, sublinhando que estes avanços “criam oportunidades concretas para parcerias de investimento.”
Apresentando a estratégica do Governo, o Presidente da República afirmou que Moçambique tem uma visão clara para o futuro, centrada na construção de um sector energético moderno, sustentável e competitivo, capaz de impulsionar a transformação económica do país e contribuir para a segurança energética regional e global, acrescentando que essa estratégia assenta na promoção das energias renováveis, na valorização do gás natural, na industrialização verde e na expansão do acesso universal à energia.
No domínio social e económico, enfatizou o papel estruturante da energia. “Acreditamos profundamente que a energia é um dos pilares da independência económica de Moçambique, uma energia que impulsione a industrialização, que estimule a criação de empregos de qualidade e que fortaleça a competitividade da nossa economia. Mas, sobretudo, uma energia que leve oportunidades, dignidade e prosperidade a todos os moçambicanos”.
O estadista moçambicano destacou ainda as reformas em curso no sector energético, afirmando que “o Governo de Moçambique está a implementar um amplo programa de reformas estruturais no sector energético”, com foco na sustentabilidade financeira, transparência regulatória e criação de um ambiente favorável ao investimento privado, incluindo a criação do Gestor do Sistema Eléctrico Nacional.
No plano dos projectos estruturantes, o governante referiu que iniciativas como a Central Térmica de Temane e o Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa permitirão, nos próximos anos, expandir significativamente a capacidade de produção de energia, ao mesmo tempo que destacou o progresso registado no acesso à electricidade, com a taxa de electrificação a aumentar de 26,5 por cento em 2016 para cerca de 65 por cento em 2025, e reafirmou a meta de alcançar o acesso universal à energia até 2030.
Depois de Bruxelas, Maputo vai ser o palco do próximo forum de Negócios sobre Energias renováveis, em Junho deste ano, onde se espera a assinaturas de acordos e parcerias.

