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PR dirige a III reunião ordinária do Conselho Nacional de Defesa e Segurança 

O Presidente da República,  Daniel Chapo, dirigiu, na sua qualidade de  Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), a III  Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Defesa e Segurança, que  teve lugar esta quarta-feira no Gabinete da Presidência. 

O órgão analisou a situação de segurança no Teatro Operacional  Norte e congratulou as Forças de Defesa e Segurança pelo trabalho  combativo, que resultou na progressiva melhoria de segurança das  populações, que se consubstancia na expulsão dos terroristas da 

província de Nampula, bem como na limitação das suas intervenções criminais na província de Cabo Delgado. 

O Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS) manifestou  preocupação pelo recrudescimento de acções que configuram  desordem pública nalgumas cidades do país e instou às FDS no  sentido de combaterem a criminalidade com maior veemência, com  vista a devolverem a segurança e tranquilidade públicas. Para o  efeito, medidas enérgicas devem ser levadas a cabo, tais como o  reforço do patrulhamento e a alocação das forças na proporção dos  desafios que o país enfrenta.  

O CNDS saudou o Ministério do Interior pelos resultados alcançados no  âmbito da campanha de recolha de armas de fogo. No entanto, face  à constatação da prevalência de crimes com recurso a armas de  fogo, recomendou o reforço de medidas com vista ao maior controlo  das armas na posse do Estado e envidar mais esforços com vista à  recuperação de armas que se encontram nas mãos de pessoas não  autorizadas. 

O órgão condenou veementemente a violência contra os dirigentes  do Estado de nível local e líderes comunitários, como consequência  da desinformação sobre a suposta propagação da cólera e de outras  doenças. A este respeito, foi recomendado que as autoridades  governamentais, a todos níveis, realizem actos de sensibilização junto  das comunidades para a melhoria do conhecimento dos aspectos  relacionadas com as doenças em alusão. Estas sensibilizações devem  envolver todas as forças vivas da sociedade, tais como as instituições  de ensino, rádios comunitárias, confissões religiosas e lideranças  comunitárias.

O Conselho Nacional de Defesa e Segurança pronunciou-se  favoravelmente em relação à promoção de oficiais das FDS e  Segurança para o exercício de funções de direcção e comando. Esta  medida enquadra-se nas reformas em curso nas Forças de Defesa e  Segurança, tendo em vista conferir maior dinamismo às missões  combativas e de melhoria da segurança e tranquilidade pública. 

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