O Presidente da República, Daniel Chapo, convidou empresários chineses a investirem em Moçambique, destacando o país como um destino seguro e estratégico, com oportunidades concretas nos sectores da indústria, energia, agricultura e infra-estruturas, durante o encerramento do Fórum de Negócios Moçambique-China, realizado na cidade de Changsha, província de Hunan.
Falando perante cerca de 350 empresários moçambicanos e chineses, o Chefe do Estado sublinhou que o encontro decorre num momento de aprofundamento das relações bilaterais, assentes numa cooperação orientada para resultados. “Por isso, este encontro não é apenas económico, como podemos imaginar, tem também um significado histórico, político e profundamente simbólico”, afirmou.
O Presidente moçambicano destacou o papel histórico da China no apoio à luta de libertação nacional de Moçambique, lembrando que essa solidariedade constitui hoje a base de confiança entre os dois países. “A China foi, desde os tempos da luta pela liberdade nacional, um parceiro solidário e consequente com a causa do povo moçambicano”, disse, acrescentando que “essa solidariedade ocupa um lugar único na memória histórica de Moçambique”.
No plano económico, o estadista defendeu a transformação da relação histórica numa parceria moderna, estruturante e orientada para o investimento, a industrialização e a criação de valor.
O estadista apontou a província de Hunan como um polo estratégico para a cooperação com África, destacando que a região reúne capital tecnológico, capacidade industrial e experiência internacional, considerados factores essenciais para acelerar a transformação económica de Moçambique.
Ao apresentar a estratégia do Governo, o Presidente da República explicou que o país está a apostar na industrialização, expansão de infra-estruturas e valorização dos recursos naturais. “A nossa visão como Governo da República de Moçambique é que os nossos recursos minerais sejam transformados em Moçambique”, afirmou, citando como exemplo a fábrica de processamento de grafite em Nipepe, na província de Niassa.
O Chefe do Estado destacou igualmente os grandes projectos energéticos em curso, sobretudo, no sector do gás na Bacia do Rovuma. “Estamos a falar de um país que nos próximos anos, cinco, dez anos, só na área do gás, vamos ter investimentos de entre 50 e 60 bilhões de dólares em Moçambique”, disse, apontando o país como um destino atractivo para investimento global.
No domínio das infra-estruturas, o dirigente enfatizou as oportunidades em modelos de parcerias público-privadas, concessões e BOT (Construir, Operar e Transferir), incluindo estradas, portos, caminhos-de-ferro e energia.
“Estamos dispostos a recebermos irmãos empresários da China […] para podermos desenvolver juntos Moçambique”, declarou, sublinhando também a necessidade de investir em capital humano e tecnologia.
Durante o fórum, os empresários dos dois países abordaram oportunidades de investimento directo estrangeiro, com destaque para os sectores dos transportes, agricultura, mineração e turismo, tendo igualmente sido apresentada a projecção industrial de Moçambique.

