Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Venâncio Mondlane denuncia assassinatos de membros do ANAMOLA

O presidente do Partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, denuncia uma alegada onda de insegurança que, segundo afirma, está a afectar membros da sua formação política em diferentes regiões do país. Mondlane, que falava esta sexta-feira em Quelimane, disse que 56 membros do ANAMOLA foram assassinados, apontando ainda para casos de incêndio

O Presidente da República, Daniel Chapo, visitou, nesta segunda-feira, a sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington D.C., naquele que foi o seu primeiro encontro com a instituição desde que assumiu a liderança do Estado moçambicano. A visita marca o início de uma nova fase nas relações entre Moçambique e o FMI, num contexto em que o país procura fortalecer a sua estabilidade macroeconómica, recuperar a confiança internacional e acelerar o crescimento inclusivo.

O Chefe de Estado moçambicano foi recebido pelo vice-director-geral do FMI, Bo Li, com quem manteve uma reunião de trabalho centrada na necessidade de reforçar a cooperação entre as duas partes. O encontro decorreu num clima de franca cordialidade e compreensão mútua e serviu para discutir as reformas económicas em curso, o novo programa de apoio financeiro e o compromisso conjunto com a sustentabilidade e o desenvolvimento social.

O Presidente Daniel Chapo aproveitou a ocasião para agradecer ao FMI o apoio concedido a Moçambique nos últimos anos, sublinhando que a parceria tem sido fundamental para estabilizar a economia nacional e impulsionar a recuperação após vários choques internos e externos. O Chefe de Estado destacou ainda a importância de alinhar o novo programa de cooperação com a visão do Governo moçambicano, assente na transparência, boa governação e diversificação económica.

“Como é do conhecimento público, em Março deste ano de 2025, escrevemos para o FMI a solicitar um novo programa que estivesse em sintonia com a visão que nós temos como Governo. Viemos primeiro para agradecer o facto de o FMI ter aceite o nosso pedido e por reconhecer a necessidade de termos um programa ajustado às prioridades do país. Este foi o primeiro passo”, afirmou Daniel Chapo, explicando que a visita tem também um carácter de reafirmação política e técnica das reformas que o Executivo está a implementar.

Num discurso sereno, mas firme, o Presidente Chapo enfatizou que Moçambique está a atravessar um momento decisivo, no qual as reformas estruturais devem consolidar os ganhos obtidos e garantir a sustentabilidade fiscal. “Viemos reiterar que reconhecemos os desafios macroeconómicos e financeiros que o país enfrenta e que precisamos de trabalhar em conjunto para melhorar a situação. Falámos sobre a dívida pública, interna e externa, sobre a necessidade de melhorar a arrecadação de receitas, alargar a base fiscal e continuar a promover a boa governação, a transparência e o combate à corrupção que estamos a levar a cabo”, acrescentou o Chefe de Estado, visivelmente empenhado em transmitir uma mensagem de seriedade e compromisso.

O Presidente moçambicano assegurou ainda que o Governo está a liderar um conjunto de reformas destinadas a fortalecer a gestão pública, promover a estabilidade financeira e criar um ambiente mais favorável ao investimento privado. “Viemos pedir ao FMI que continue a apoiar-nos nesse processo, com assistência técnica e financeira, porque o objectivo principal destas reformas é melhorar a situação macroeconómica e financeira do país. O nosso parceiro estratégico comprometeu-se a continuar a trabalhar connosco e vai enviar uma missão a Moçambique em Novembro para se inteirar da nova visão e do novo programa que estamos a desenvolver”, revelou Chapo.

Durante a reunião, o Chefe do Estado partilhou com o FMI os avanços recentes da economia moçambicana, destacando a saída do país da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) e o relançamento de importantes projectos energéticos. “É do conhecimento de todos que a situação do país está a melhorar. Saímos da lista cinzenta, o que representa um passo importante para a credibilidade de Moçambique. Os projectos ligados ao gás do Rovuma estão a ser retomados e, recentemente, assinámos com a ENI o acordo de decisão final de investimento do projecto Coral Norte, no valor de cerca de sete mil milhões de dólares. Estes sinais positivos reforçam a nossa confiança de que estamos no caminho certo para melhorar a situação económica e financeira do país nos próximos anos”, disse.

Com uma visão estratégica de longo prazo, o Presidente Chapo defendeu que Moçambique deve reduzir a dependência dos recursos naturais e apostar numa economia diversificada, baseada em sectores produtivos e sustentáveis. “Não queremos concentrar-nos apenas no gás. Queremos canalizar os recursos provenientes deste sector para investir em infraestruturas, agricultura, turismo, indústria e energia. O nosso objectivo é diversificar a economia e promover um crescimento sustentável que beneficie o povo moçambicano”, frisou.

O Presidente destacou ainda que a nova visão económica do Governo assenta na criação de oportunidades de emprego, no fortalecimento do sector privado e na inclusão social. “O crescimento económico só tem sentido se chegar às pessoas, se transformar a vida das comunidades e se traduzir em melhoria das condições de vida. É isso que nos move e é para isso que estamos a trabalhar com os nossos parceiros”, afirmou.

Por seu turno, o vice-director-geral do FMI, Bo Li, expressou satisfação com o diálogo mantido com o Presidente moçambicano e reafirmou o compromisso da instituição em continuar a apoiar o país nas reformas em curso. “Sua Excelência, Presidente Chapo, na sua primeira visita ao Fundo Monetário Internacional como Chefe de Estado, discutimos de forma franca e produtiva os desafios e as oportunidades que Moçambique enfrenta e a forma como o FMI pode apoiar as autoridades no programa de reforma e estabilização. Quero agradecer ao Presidente Chapo pelo seu tempo e reiterar a nossa total disponibilidade para continuar a trabalhar com o Governo moçambicano”, afirmou o responsável.

A visita do Presidente Daniel Chapo ao FMI ocorre num momento em que o país continua a beneficiar do programa de assistência financeira aprovado pela instituição em 2022, no valor de cerca de 456 milhões de dólares, ao abrigo do Extended Credit Facility. O programa visa apoiar a recuperação económica, reduzir as vulnerabilidades da dívida pública e criar espaço orçamental para investimentos prioritários em sectores como a educação, a adaptação climática e as infra-estruturas.

Durante a última revisão do programa, realizada em Julho de 2024, o Conselho Executivo do FMI aprovou um desembolso adicional de cerca de 60 milhões de dólares para apoio orçamental, elevando o total desembolsado para mais de 330 milhões de dólares até àquela data. Estes fundos têm sido cruciais para estabilizar as contas públicas e assegurar a continuidade de políticas sociais e económicas em curso.

A reunião de Washington é vista por alguns actores da economia como mais do que um simples encontro de cortesia. Trata-se de um sinal político de peso que demonstra o empenho do novo Governo moçambicano em reatar plenamente a confiança das instituições multilaterais. A aproximação ao FMI é vista como um passo estratégico para reforçar a credibilidade financeira do país, condição essencial para atrair investimento estrangeiro e garantir financiamento em condições mais favoráveis.

A nível interno, o encontro reforça também o compromisso do Executivo com a boa governação, a transparência e a responsabilização na gestão dos recursos públicos. Fontes próximas da comitiva presidencial indicam que o Presidente Chapo tem insistido em colocar a integridade e a eficiência como pilares da sua governação económica, procurando demonstrar que Moçambique está pronto para uma nova fase de estabilidade e crescimento.

Ao final do encontro, as duas partes concordaram em manter um diálogo permanente e em aprofundar a cooperação técnica. A missão do FMI prevista para Novembro deverá analisar as novas propostas do Governo moçambicano no quadro do programa de diversificação económica e apoiar a formulação de medidas que garantam maior resiliência fiscal e crescimento inclusivo.

A visita de Daniel Chapo ao Fundo Monetário Internacional foi, assim, mais do que um gesto protocolar: foi uma demonstração clara da intenção do Chefe de Estado de posicionar Moçambique como um parceiro confiável, comprometido com a reforma e com o desenvolvimento sustentável.

 

Mulweli Rebelo, filho de um dos fundadores da Frelimo, decidiu afastar-se do partido por desilusão. Numa carta aos camaradas, Rebelo admite não se rever mais na forma como o partido trabalha e é gerido actualmente.

De novo, Mulweli Rebelo, filho de uma das principais reservas morais da Frelimo, Jorge Rebelo, decidiu deitar a toalha ao chão e dizer um basta ao partido que o viu nascer.

Em 2023, já havia mostrado a sua insatisfação ao afirmar que “a Frelimo tornou-se num partido ignorante e arrogante”, mas desta vez foi um pouco mais longe.

“Caros irmãos e irmãs, camaradas, depois de muita reflexão, decidi afastar-me das atividades políticas e partidárias da Frelimo. A minha motivação em militar sempre esteve ligada ao desejo de dar continuidade ao trabalho dos nossos pais, que acreditaram num país justo e progressista — mas, infelizmente, até eles, hoje, estão desiludidos com o rumo que Moçambique tomou”.

É assim que o camarada, ou melhor, ex-camarada escreve no início da sua carta. Explica que após viver de perto as eleições e o período pós-eleitoral, ficou desnorteado.

“Percebi o quanto não me revejo na forma como o partido trabalha e é gerido: estruturas antiquadas, pouca abertura para a modernização e uma cultura ditatorial, de manter o poder a todo custo. Continuamos a ver atropelos de gestão, mau uso de fundos e ausência de responsabilização, enquanto o país anda para trás”.

Faz referência às características das reuniões do partido nos últimos anos, que na sua percepção muitas vezes, começam com atrasos e são preenchidas de cantigas e danças que, embora sejam momentos bonitos de camaradagem, pouco contribuem para a produção de conteúdo útil que ajude a resolver os problemas reais do povo.

“Saio de cabeça erguida, com respeito e gratidão por todos os camaradas, mas com a convicção de que o futuro de Moçambique depende de novas ideias, ética e coragem para mudar. Continuarei a dedicar as minhas energias em projectos de desenvolvimento, com o compromisso de sempre: contribuir para o progresso do nosso Moçambique”, escreve no documento.

Termina a carta e assina o membro dissidente do partido no poder, Mulweli Rebelo, filho de um dos críticos da nova Frelimo. Na verdade, o pensamento de Mulweli não foge muito de como o pai pensa. Numa entrevista publicada há 15 anos, Jorge Rebelo, criticou a discussão sobre gerações, vigente na altura, por considerar que em nada vale discutir sobre gerações sem resolver problemas do povo.

Entre várias funções, Jorge Rebelo foi secretário de informação da Frelimo.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria dos Santos Lucas afirmou, em Washington, que a visita de trabalho do Presidente da República, Daniel Chapo, aos Estados Unidos da América (EUA) marca uma nova etapa no reforço das relações entre os dois países, com encontros de alto nível na capital norte-americana e no Texas, afirma 

A governante destacou que o programa está orientado para a diplomacia económica e mobilização de recursos essenciais ao desenvolvimento nacional. “Tem várias fases. Sua Excelência, primeiro, foi convidada pelos congressistas que estão na área de mobilização de recursos para a conservação. E, depois disso, também tem essa visita de trabalho, convidado pelos Estados Unidos da América, o governo, que vai ter um encontro com o vice-Presidente dos Estados Unidos da América”.

Os compromissos iniciais decorrem em Washington, onde a comitiva terá reuniões com departamentos governamentais e responsáveis pela política de defesa dos EUA. “Vamos ter com o Subsecretário de Estado para a área da Defesa, que agora é chamada a área da Guerra e Política”.

A ministra explicou que a participação do subsecretário se deve à agenda internacional da Administração norte-americana. “Porque sua Excelência, o Presidente Trump está fazendo um périplo pelo continente asiático e está também com os secretários de Estado de várias áreas, mas conseguimos com o subsecretário de Estado da área da Defesa, que vai ser no Pentágono, amanhã”.

Além da componente político-diplomática, o programa inclui reuniões com instituições financeiras internacionais e o Congresso. “Vamos ter também encontros a nível das instituições financeiras, estamos a falar do próprio presidente do Banco Mundial, do vice-presidente ou do vice-director-geral do Fundo Monetário Internacional e também vamos ter encontros a nível da Câmara do Comércio dos Estados Unidos, que é uma mesa-redonda, co-organizada com a nossa embaixada aqui e também com os senadores”.

No Texas, o Chefe do Estado pretende consolidar parcerias nos hidrocarbonetos e acompanhar o desenvolvimento do projecto liderado pela ExxonMobil. “Vai estar em Texas, Houston, a cidade de Houston, para visitar e trabalhar com a ExxonMobil […]. Vai visitar o campo da ExxonMobil, vai ter uma mesa-redonda também com os fornecedores da área de hidrocarbonetos”.

A visita inclui ainda uma gala internacional sobre conservação ambiental, envolvendo decisores norte-americanos e africanos. […]. Então, esta é uma oportunidade que o senhor Presidente tem para poder estar com esses congressistas que estão também a mobilizar fundos para a conservação em Moçambique. Disseram que na gala estarão aqui também a vice-Presidente de Angola e o Primeiro- ministro do Ruanda”

A ministra considera o encontro já confirmado com a vice-Presidência norte-americana um sinal político de confiança na nova liderança moçambicana. 

“Sua Excelência o Presidente Daniel Chapo só tem cerca de oito, nove meses no poder e vai ter um encontro com o vice- Presidente dos Estados Unidos. Isto é um bom sinal, os Estados Unidos têm acarinhado muito Moçambique até agora”. 

Maria dos Santos Lucas sublinha que a expectativa é reforçar o apoio norte-americano ao crescimento económico de Moçambique.

“Para nós, é mesmo para falar, mas sobretudo na área da diplomacia económica, o desenvolvimento económico de Moçambique, incluindo na área dos minérios. É esta expectativa que nós temos de conseguirmos mobilizar, sensibilizar o novo governo americano para continuar a apoiar Moçambique”.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, chegou, na manhã deste domingo, aos Estados Unidos da América, para uma visita de trabalho que se prolongará até ao dia 30 de Outubro. À sua chegada a Washington D.C., o Chefe de Estado foi recebido por membros da embaixada de Moçambique e membros do Governo Moçambicano.

A visita de Chapo insere-se no quadro do reforço das relações de amizade, solidariedade e cooperação entre Moçambique e os Estados Unidos, numa altura em que o país procura expandir a sua rede de parceiros estratégicos nas áreas da energia, meio ambiente, infraestruturas e finanças.

De acordo com a agenda oficial, Daniel Chapo deverá reunir-se nos próximos dias com o Vice-Presidente americano, James David (JD) Vance, num encontro que visa aprofundar o diálogo político e económico entre os dois países. Está igualmente prevista uma série de reuniões com instituições financeiras e de desenvolvimento, além de encontros com empresas norte-americanas interessadas em investir em Moçambique.

Outro ponto de destaque será a participação do Presidente em Mesas Redondas de Negócios, tanto em Washington como em Houston, no Estado do Texas, onde deverá apresentar as oportunidades de investimento no país, com destaque para o sector energético e para os projectos de transição verde.

Durante a missão, Daniel Chapo participará também numa Gala de Angariação de Fundos destinada a apoiar acções de conservação ambiental, reafirmando o compromisso do Governo moçambicano com a sustentabilidade e a protecção da biodiversidade.

O programa inclui ainda uma visita à sede da petrolífera ExxonMobil, uma das principais parceiras de Moçambique na exploração do gás natural da Bacia do Rovuma, onde se espera que o Chefe de Estado reforce a mensagem de estabilidade e previsibilidade do ambiente de investimento nacional.

O Presidente faz-se acompanhar por uma comitiva de alto nível que inclui os ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela Lucas; dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale; dos Transportes e Logística, João Matlombe; bem como os secretários de Estado da Terra e Ambiente, Gustavo Djedje, e do Tesouro, Amílcar Tivane, entre outros quadros seniores da Presidência e do Estado.

A presença de Daniel Chapo em solo americano marca o início de uma semana de intensa actividade diplomática e económica, onde Moçambique procura reforçar a sua posição como destino de confiança para o investimento e parceiro activo nas grandes discussões globais sobre desenvolvimento sustentável.

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, inicia este sábado, 25 de Outubro de 2025, uma visita de trabalho aos Estados Unidos da América que se estende até ao dia 30. A deslocação, que abrange as cidades de Washington D.C. e Houston, no Estado do Texas, tem como foco central o reforço das relações de amizade, solidariedade e cooperação entre Moçambique e os Estados Unidos.

A visita, segundo um comunicado da Presidência recebido na nossa redacção, insere-se na agenda de diplomacia económica e ambiental do Governo moçambicano, numa altura em que o país busca consolidar a sua presença junto de instituições financeiras e empresas multinacionais norte-americanas.

Durante a sua estadia em território norte-americano, Daniel Chapo deverá reunir-se com o Vice-Presidente dos Estados Unidos, J D Vance, para um encontro considerado estratégico no quadro das relações bilaterais. Espera-se que o diálogo entre ambos aborde temas de interesse mútuo, como o investimento em sectores de energia e infraestruturas, e o fortalecimento da cooperação em diversas matérias.

De acordo com o comunicado do Gabinete de Imprensa da Presidência da República, o encontro com o Vice-Presidente americano simboliza o início de uma nova etapa de relacionamento político e diplomático entre os dois países, marcada pela intensificação da confiança mútua e pelo interesse dos EUA em apoiar iniciativas de desenvolvimento sustentável em Moçambique.

O Chefe de Estado moçambicano tem igualmente agendados encontros com outras entidades oficiais norte-americanas, bem como com representantes de instituições financeiras e de desenvolvimento. Estes contactos visam abrir portas a novas parcerias económicas, sobretudo nos domínios da transição energética, exploração de recursos minerais, transportes e logística — sectores considerados estruturantes para o crescimento económico nacional.

A deslocação inclui ainda a participação do Presidente Chapo em Mesas Redondas de Negócios em Washington D.C. e Houston, momentos que deverão reunir empresários moçambicanos e norte-americanos interessados em aprofundar a cooperação comercial e tecnológica. As sessões de trabalho contarão com representantes da indústria petrolífera, e das finanças, com destaque para as discussões sobre o investimento no gás natural moçambicano e nas energias renováveis.

Outro ponto alto da visita será a presença do estadista moçambicano na Gala de Angariação de Fundos para acções de conservação, uma iniciativa que pretende mobilizar apoio financeiro e técnico para a protecção da biodiversidade e dos ecossistemas do país. O gesto reforça o compromisso de Moçambique com a agenda global de sustentabilidade e conservação ambiental, temas que Daniel Chapo tem priorizado desde a sua posse.

O programa prevê igualmente uma visita à sede da multinacional ExxonMobil, em Houston, uma das maiores petrolíferas do mundo e parceira estratégica de Moçambique no desenvolvimento dos projectos de gás natural da Bacia do Rovuma. A visita será uma oportunidade para o Presidente reafirmar o compromisso do Governo com a estabilidade e previsibilidade do ambiente de investimento, ao mesmo tempo que procura garantir que os grandes projectos energéticos contribuam de forma directa para o desenvolvimento local e para a melhoria das condições de vida das comunidades.

Nesta deslocação, Daniel Chapo faz-se acompanhar por uma delegação de alto nível composta por ministros e secretários de Estado de sectores estratégicos. Entre eles estão Maria Manuela dos Santos Lucas, Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação; Estêvão Tomás Rafael Pale, Ministro dos Recursos Minerais e Energia; João Jorge Matlombe, Ministro dos Transportes e Logística; Gustavo Sobrinho Djedje, Secretário de Estado da Terra e Ambiente; e Amílcar Tivane, Secretário de Estado do Tesouro. A comitiva inclui ainda o Embaixador de Moçambique nos Estados Unidos, Alfredo Nuvunga, bem como quadros seniores da Presidência e de outras instituições do Estado.

A visita ocorre num contexto em que Moçambique procura reposicionar-se como parceiro credível no investimento internacional, num momento em que as grandes potências voltam a olhar para África como destino estratégico. Washington, por seu lado, tem vindo a reforçar a sua política de aproximação a países africanos com potencial energético e estabilidade política, sendo Moçambique apontado como um dos países com maior margem para crescimento e atracção de capital estrangeiro.

Fontes diplomáticas destacam que o Presidente Chapo pretende aproveitar a visita para consolidar a imagem de Moçambique como destino seguro para negócios, apresentando os avanços registados na governação económica, na transparência fiscal e na criação de infraestruturas. Além da componente económica, a deslocação insere-se na estratégia de reaproximação com parceiros tradicionais e na busca de novas oportunidades de cooperação técnica e científica.

A visita de Daniel Chapo marca, assim, um novo capítulo na diplomacia moçambicana, pautada pelo pragmatismo, abertura e busca de soluções conjuntas para os desafios globais e nacionais.

 

Moçambique e Zâmbia assinaram, nesta quinta-feira, em Lusaka, um acordo para a criação de uma fronteira de paragem única de Chanida (Moçambique) a Cassacatiza (Zâmbia), que vai facilitar o comércio, a mobilidade e impulsionar a independência económica mútua.

O Presidente da República, Daniel Chapo, que está de visita à Zâmbia, disse que os laços entre os dois países representam uma nova era económica. “O nosso desafio é outro: transformar essa amizade histórica em prosperidade concreta, que se traduza em investimentos, negócios, empregos para a nossa juventude e a mulher e empresas sustentáveis para os nossos povos”, afirmou Chapo.

Moçambique convidou os empresários zambianos a investirem nos corredores de Nacala e Beira. “O Vale do Zambeze e o Corredor da Beira e de Nacala são territórios do futuro, pois são férteis, estratégicos e prontos para a agro-industrialização. Convido os meus irmãos empresários e as minhas irmãs empresárias da Zâmbia a explorarem connosco estas oportunidades, com acesso preferencial aos mercados da SADC, da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) e aos mercados globais como os Estados Unidos, a União Europeia, a Índia e a China”, apontou o Chefe do Estado.

O Presidente zambiano, Hakainde Hichilema, reiterou a profundidade das relações históricas entre Moçambique e a Zâmbia. Segundo Hichilema, os dois povos têm mantido uma interacção contínua ao longo dos anos, e existe uma forte interdependência entre eles, bem como no desenvolvimento de infra-estruturas, incluindo os corredores de Nacala e da Beira, as rodovias e as ferrovias.

Segundo Chapo, o país quer colher experiência industrial mineira e agrícola da Zâmbia, assim como reforçar o turismo. “Queremos fazer do turismo uma plataforma de integração entre Moçambique e a Zâmbia, cobrindo desde o turismo de natureza ao turismo de negócios e do ecoturismo ao turismo cultural”.

O Presidente moçambicano acrescentou que “a  nossa ambição é clara: industrializar Moçambique. O Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAI), em vigor até 2035, orienta este caminho. Com ele, queremos transformar recursos em produtos, produtos em empregos, e empregos em dignidade. Estamos a desenvolver parques industriais e zonas económicas especiais para atrair investimentos e estimular cadeias regionais de valor”.

O Chefe do Estado reuniu-se igualmente com a comunidade moçambicana e apelou à participação activa no diálogo nacional. “No dia 10 de Setembro deste ano, fizemos o lançamento oficial a nível nacional e, neste momento, está a decorrer o diálogo, que é um

espaço em que todos os moçambicanos estão convidados. Não é só em Moçambique, aqui também, na diáspora, é um debate que vai levar dois anos”, explicou Chapo.

A Organização da Mulher Moçambicana diz que os feitos de Marina Pachinuapa devem ser salvaguardados e servir de inspiração para os jovens.  A organização homenageou, esta quinta-feira, a veterana da Luta de Libertação Nacional.

Aos 17 anos de idade, Marina Pachinuapa juntou-se à luta de libertação nacional. 

Longe da família, abriu mão da sua juventude para pegar armas em nome da independência do seu país, facto que lhe mereceu o título de Doutor Honoris Causa em Ciências Humanas, no mês de Setembro, pela Universidade Púngue. 

Em reconhecimento aos seus feitos, a Organização da Mulher Moçambicana decidiu homenageá-la esta quinta-feira. 

Recorrendo a canções a si direccionadas, danças, oferta de presentes, flores e outras demonstrações, as mulheres fizeram de tudo para agradecer e enaltecer os feitos da veterana de Luta de Libertação Nacional. 

A presidente da OMM, Gueta Chapo, foi quem dirigiu a celebração. 

“Trata-se de um testemunho raro de coragem, revela-nos amor à pátria que ultrapassa o medo, conforto e a própria infância. Celebramos mais do que um título acadêmico, mas a coragem e o legado de uma mulher que ainda cedo deu o seu melhor para servir Moçambique…o título honra ao mérito, mas também ilumina a esperança sobretudo para as novas gerações de mulheres que sonham e persistem e acreditam que o saber deve ao serviço para o bem comum”, disse Chapo. 

Porque depois do alcance da independência continuou focada no desenvolvimento do país, também contribuiu para a paridade do género na Assembleia da República. A presidente do parlamento, Margarida Tapala esteve também no evento e referiu que “a camarada Marina que homenageamos passou pela nossa casa, foi deputada e deu exemplo para outras mulheres”.

As antigas primeiras-damas da República afirmam que Pachinuapa deve servir de exemplo e inspiração aos jovens, para vencer os actuais desafios que o país enfrenta. 

“Hoje ela é uma inspiração porque continua a interagir com as gerações novas. As novas gerações devem assumir a sua responsabilidade histórica ”, disse Graça Machel. 

Por sua vez, Maria da Luz Guebuza disse que “querem,os que a nova geração continue a inspirar na Marina Pachinuapa porque continua a dar um bom exemplo, explicando aquilo que foi a Luta de Libertação Nacional”.

Durante a Luta de Libertação Nacional, Marina Pachinuapa exerceu várias funções, com destaque para a de mobilizadora de raparigas para se juntarem às fileiras.

A bancada parlamentar da RENAMO saudou o papel fundamental desempenhado pelos profissionais da comunicação social na cobertura e divulgação das actividades da Assembleia da Repúblicas, bem como na formação da opinião pública em Moçambique.

Na sua saudação expressa nesta quarta-feira, durante a Cerimónia Solene da Abertura da II Sessão Ordinária da X Legislatura da Assembleia da República, o chefe da bancada parlamentar da Renamo, Jerónimo Malagueta Nalia, destacou o compromisso e dedicação dos jornalistas na transmissão transparente e responsável dos trabalhos desenvolvidos na Assembleia da República.

“À comunicação social, vão as nossas saudações pelo seu papel em divulgar as actividades da Assembleia da República e formar a opinião pública, sobre os vários temas candentes da sociedade”, sublinhou Nalia.

A saudação foi igualmente estendida a todos os funcionários e agentes em serviço na Assembleia da República, que, no dia-a-dia, fazem com que a Casa do Povo cumpra o seu nobre papel de ser a voz dos sem voz.

Num outro desenvolvimento, Nalia lamentou o incumprimento das leis em Moçambique, o que tem propiciado comportamentos e acções social e legalmente não recomendáveis, como, por exemplo, a corrupção.

Malagueta explicou que, “durante a nossa interacção com a população e em especial participando nas auscultações públicas, no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, temos o conhecimento de que o povo não tem dúvidas sobre o que quer e o que não quer”.

“O povo moçambicano quer o fim da pobreza, da fome, do desemprego, da criminalidade, o fim da partidarização do Estado e de fraudes eleitorais”, disse o chefe da bancada parlamentar da Renamo, para quem o povo, em especial a população de Cabo Delgado, quer o fim do terrorismo que assola aquela região do país desde 2017 e que já atinge contornos de negócio com pagamentos de resgates e portagens à mistura, viaturas que desaparecem do teatro das operações e que depois aparecem circulando descaracterizadas nas cidades”.

Com efeito, segundo o chefe da bancada parlamentar da Renamo, o seu grupo parlamentar vai continuar a defender uma urgência na reforma do Estado, para torná-lo de Direito, apartidário e de justiça social.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, realiza, a partir de hoje, uma visita de trabalho de três dias à República da Zâmbia, em resposta  ao convite formulado pelo seu homólogo, Hakainde Hichilema. 

Durante a estadia naquele país, o Chefe do Estado participará,  como convidado de honra, nas celebrações do 61.º aniversário  da independência da Zâmbia, e  vai liderar a comitiva  moçambicana nas conversações oficiais entre os governos dos  dois países.

No âmbito da visita, Daniel Chapo também marcará  presença numa Mesa Redonda Empresarial Moçambique-Zâmbia e concederá uma audiência interactiva à comunidade  moçambicana residente naquele país. 

Esta visita tem como objectivo reforçar e aprofundar os laços  históricos de solidariedade, amizade e cooperação política,  económica e sociocultural entre Moçambique e Zâmbia, bem  como entre os respectivos povos. 

O Presidente da República far-se-á acompanhar pelos ministros  dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos  Santos Lucas; dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe;  e, dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Rafael Pale; pelo  Secretária de Estado da Indústria, Custódia Paúnde, além de  quadros da Presidência da República e de outras instituições do  Estado.

+ LIDAS

Siga nos