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O País – A verdade como notícia

Margarida Talapa exige acção concreta para proteger crianças moçambicanas

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, defende uma maior protecção das crianças e exige que as recomendações do Parlamento Infantil se traduzam em acções concretas capazes de melhorar a vida dos menores em Moçambique. Na abertura da VIII Sessão do Parlamento Infantil, em Maputo, Talapa afirmou que o

Todas as empresas existentes na cidade da Beira sofreram danos ligeiros e ou graves aquando da passagem do ciclone há cerca de um mês. 24 delas que devido aos danos encerraram temporariamente e gradualmente foram reactivando as suas actividades.

A Capital Foods, por exemplo, uma das empresas do grupo de farinha para pão, foi uma das que viu-se obrigada a paralisar as suas actividades por de duas semanas.

Os trabalhadores agradecem os esforços das empresas, do governo e dos parceiros internacionais que muito contribuíram para manterem os seus postos de trabalhos e recuperar a vida na urbe.

O vice-ministro do trabalho, esteve nos últimos dias a inteirar-se do dia a dia de algumas empresas na Beira. Osvaldo Petersburgo mostrou-se satisfeito pelo esforço dos trabalhadores no restabelecimento das suas actividades, facto que está a contribuir para a restauração da economia nacional.

Em Sofala, de acordo com o INGC, a situação tende a melhorar. Um número significativo de pessoas estão a retornar às suas casas. Face a isso iniciou o processo de transição do processo de coordenação para a província.
Augusta Maíta diz que o processo de reassentamento deve ser acelerado.

Na Beira algumas escolas continuam a albergar os afectados do distrito do Búzi e de algumas zonas da cidade da Beira. Por seu turno, o edil da Beira, Daviz Simango indicou igualmente que a vida retornou a normalidade e mostrou-se satisfeito pelo esforço dos beirenses na retoma das suas actividades normais.

A autarquia da Beira deposita uma grande confiança na conferência de investimentos a ter lugar em finais do próximo mês, como catalisador para reerguer a vida social e económica da urbe. Refira-se que a conferência esta sendo co-organizada pelo governo central.

 

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, visitou, na última sexta-feira, as zonas afectadas pelos ataques de insurgentes em Cabo Delgado, essencialmente no distrito de Mocímboa da Praia e de Palma.

Na sua interacção com a comunidade local, o Chefe do Estado agradeceu a população pela sua afluência, apesar de a visita não ter sido anunciada, informando que estava naquele local para perceber as preocupações essenciais e discutir soluções.

Filipe Nyusi disse ainda que os ataques dos malfeitores visam atrasar o povo moçambicano no seu processo de desenvolvimento.

Nyusi deu a conhecer que os primeiros malfeitores capturados pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS), não falavam nenhuma língua moçambicana e nem português, e isso é sinal de que foram recrutados fora do país, com o único propósito de desestabilizar Moçambique para que atrase nos seus planos de desenvolvimento.

Segundo o Chefe do Estado, o fenómeno dos ataques deve ser encarado de uma forma inteligente, e deve haver clareza sobre quem é inimigo para se poder ter sucesso na forma como se combate o fenómeno.

Nyusi apelou ainda a organização e colaboração da população com as FDS para que eles possam actuar efectivamente e ter resultados satisfatórios para a retoma da vida normal nas zonas que sofrem ataques dos malfeitores.

Na ocasião, o Chefe do Estado saudou a informação da reabertura dos serviços públicos, principalmente de escolas, hospitais, e o facto de o Governo estar a dar apoios diversos para a normalização da vida das pessoas afectadas pelos ataques.

 

 

 

Há menos de 24 horas para o arranque do recenseamento eleitoral, Abdul Carimo chamou a imprensa este domingo para apelar que as pessoas adiram ao processo.

O recenseamento terá a duração de 45 dias. Contudo, Abdul Carimo pede que as pessoas não adiem para última hora.

O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) lembra que este processo decorre numa situação complicada, depois da devastação pelo Idai no centro do país, daí que garante que haverá uma atenção especial para as zonas afectadas pelo ciclone.

Abdul Carimo diz também, que a participação de todos vai ajudar a credibilizar o recenseamento.

Os locais de recenseamento estão abertos das 07 as 18 horas durante os dias reservados ao processo. Espera-se que sejam inscritos perto de sete milhões de novos eleitores, além dos já registados em 2018, quando se estava a preparar as eleições autárquicas.

 

Os primeiros apoios foram entregues pelo movimento muçulmano de apoios às vítimas do ciclone Idai, um movimento que nasceu em Maputo e que engloba varias organizações.

Esta organização providenciou alimentos e produtos de uso doméstico para centenas de famílias.
Outros apoios foram disponibilizados pela igreja denominada Aleluia Ministros, com sede na África do Sul e representação nas cidades de Maputo e Matola.

“Moçambique e África do Sul países irmãos. Em Maputo entregamos ao INGC cerca de 50 toneladas de farinha e aqui trouxemos vários produtos alimentares. Estamos na Beira não só para mostrar a nossa solidariedade com apoios alimentares mas também com carinho e afecto. Pelo caminho notamos que várias áreas de Sofala foram afectadas e voltaremos em breve para dar outros tipos de apoios aos necessitados”, declarou o representante da igreja, Aleluia Ministros.

Enquanto isso a empresa Olam está a apoiar aos afectados na cidade da Beira com material de construção. Os beneficiários são as comunidades vizinhas.
 

 

Governo provincial de Maputo diz que já estão criadas todas condições para o arranque do recenseamento eleitoral em todos os distritos a partir de amanhã. Ao to todo serão recenseados cerca de um milhão de eleitores.

Depois de o conselho de ministros ter anunciado o adiamento da data de início do recenseamento eleitoral de 01 para 15 de Abril, devido às consequências da passagem do ciclone Idai pelo centro do país. O processo vai arrancar a partir desta segunda-feira em todo território nacional, a equipe do jornal O País conversou com o governador da província de Maputo, Raimundo Diomba, para se inteirar dos níveis de preparação, tendo o governante dito que todo o material necessário já se encontra no terreno de modo a garantir que o processo decorra sem sobressaltos a partir do dia 15.

“Na província de Maputo, as estruturas que lidam com o recenseamento eleitoral já estão no terreno, as máquinas foram verificadas e estão em condições e todo o material de apoio foi distribuído, isso para dizer que a província de Maputo está pronta para recensear a partir do próximo dia 15 de Abril”, referiu Raimundo Diomba, Governador da Província de Maputo

Diomba acrescentou que a província que dirige espera recensear mais de um milhão de eleitores.

“Nós esperamos recensear mais um milhão de pessoas, desse número o grosso já foi recenseado no âmbito das eleições legislativas de 2018. Agora o maior foco para cobrir o número que fiz referência será nas zonas onde ainda não decorreu o recenseamento eleitoral”, acrescentou Diomba

O recenseamento eleitoral irá decorrer de 15 de Abril a 30 de Maio de 2019 em todo o território nacional e de 1 a 30 de Maio de 2019 no estrangeiro.

 

 

 

Subiu de 602 para 603 o número de vítimas mortais do Ciclone Idai. O número de feridos subiu para 1 642 e número de casas destruídas também subiu.

Um novo balanço apresentado pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) aponta, por outro lado, para a redução de mais de 30 mil para 14.528 o número de famílias que está a receber ajuda humanitária.

Os centros de acomodação diminuíram de 139 para 70.
 

Cerca de 4 mil pessoas residentes na localidade de Nhamassidzira, distrito de Muanza, província de Sofala, receberam esta sexta-feira, pela primeira vez, cerca de um mês após a passagem do ciclone Idai, apoios alimentares e medicamentos. 

Nhamassidzira é uma região que dista há cerca de 80 quilómetros da vila sede de Muanza e não há comunicação rodoviária. Os primeiros apoios chegaram por via área numa missão dirigida pelo vice-ministro do trabalho, Oswaldo Petersburgo, que integra a comissão de ministros de apoio as vítimas do Ciclone Idai na região centro.

Enquanto isso, parte dos moradores dos bairros de Chipangara e Chota, na cidade da Beira, amotinaram-se hoje no edifício do governo para exigir a intervenção do governador no processo de distribuição de apoios alimentares, que para eles não está a ser transparente.

Momentos depois, o director provincial da Agricultura e Segurança Alimentar de Sofala, Miguel Coimbra, apareceu no local e manteve um breve encontro com os manifestantes, a quem sensibilizou para que retornassem as suas residências com promessas de que seriam contemplados no processo de distribuição de alimentos.

 

Arranca na próxima segunda-feira, em todo o país, o recenseamento para as eleições gerais de 15 Outubro deste ano. O registo de eleitores vai terminar a 30 Maio e ocorre numa altura em que a população das províncias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia ainda ressente-se dos efeitos do ciclone Idai e das inundações.

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) admite que pode haver dificuldades para as brigadas de recenseamento entrarem nas zonas afectadas pelas intempéries, mas assegura que foram tomadas medidas para evitá-las.

Cláudio Langa, porta-voz daquela instituição do Estado, disse que existem 600 viaturas provenientes dos governos provinciais e distritais, dos órgãos eleitorais e algumas foram alugadas. Foram ainda mobilizados tractores, barcos, motorizadas e veículos de tracção animal.

Relativamente ao equipamento de registo de cidadãos, Cláudio Langa referiu-se a 5.400 computadores (vulgos mobiles ID) especializados para o recenseamento da população, bem como geradores e painéis solares.

O STAE espera inscrever 7.341.736 novos eleitores, os quais juntar-se-ão a 6.824.582 já recenseados nas eleições autárquicas de 2018. No total, são esperados 14.166.318 votantes nas eleições presidenciais, legislativas e das assembleias províncias, a decorrerem em simultâneo a 15 Outubro próximo.

Para este processo, o Governo disponibilizou 4.097.489.203 de meticais. O valor não inclui os subsídios dos agentes do recenseamento, funcionamento dos órgãos distritais de eleições, segundo Langa.

O interlocutor disse que foram criadas 7.737 postos de recenseamentos a serem assistidos por 15.288 brigadistas, divididos em 5.096 brigadas. E foram recrutados cinco mil agentes da Polícia.

 

 

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades já encaixou 70 milhões de meticais provenientes da solidariedade interna e externa para ajudar as vítimas do cilcone Idai.

As esposas de embaixadores acreditados em Moçambique canalizaram esta sexta-feira, 500 mil meticais ao INGC e vários produtos alimentares e de higiene para as vítimas do ciclone Idai.

A este movimento juntou-se a Universidade São Tomás de Moçambique, que respondendo ao apelo interno mobilizou-se e conseguiu 200 toneladas de vários bens que foram canalizados esta sexta-feira ao INGC.

Quinzenalmente, o INGC faz a actualização dos produtos e do dinheiro conseguido. A última actualização foi feita no sábado passado.

O Governo já constitui um gabinete de reconstrução pós-Idai, que dentro de quatro semanas irá apresentar o balanço dos estragos causados pelo ciclone e cheias na zona centro do país.

 

 

 

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