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O País – A verdade como notícia

Chapo nomeia Waldemar Sousa Governador do Banco de Moçambique

O Presidente da República, Daniel Chapo, nomeou Waldemar Fernando de Sousa para o cargo de Governador do Banco de Moçambique e Felisberto Dinis Navalha para Vice-Governador da instituição. As nomeações foram feitas por Despacho Presidencial, ao abrigo das competências conferidas ao Chefe do Estado pela Constituição da República. Waldemar Fernando

Quando passam precisamente dez dias após a assinatura daquele que é considerado o acordo de paz definitiva, o maior partido da oposição, a Renamo, que também é signatário deste documento veio a público nesta sexta-feira denunciar supostos actos que atentam contra o que foi acordado entre as partes. Segundo a perdiz, em vários pontos do país registam-se actos de violência e intolerância política supostamente perpetrados por membros da Frelimo, PRM e a polícia comunitária.

“Contrariando o desejo comum de paz, reconciliação nacional, aceitação de pensamento diferente e coabitação política decorridos dois dias após a assinatura do acordo definitivo de paz, em vários pontos do país registam-se actos de violência e intolerância política perpetrados por membros do partido Frelimo, PRM e a polícia comunitária. A título de exemplo a província de Tete onde foram queimadas casas, motorizadas e outros bens pertencentes a membros da Renamo”, queixou-se Manteigas.

Porque o governo e a Renamo comprometeram-se em cumprir com o acordo, a perdiz apela a intervenção do Presidente da República.

“Exortamos o presidente da República para tomar todas as providências no sentido de pôr fim a estas atitudes que arrepiam o convívio com os moçambicanos”, acrescentou.

Manteigas terminou o seu discurso questionando a eficácia dos acordos e o compromisso da boa-fé, por outro lado o maior partido da oposição espera que este comportamento não se alastre até o início da campanha eleitoral que se avizinha. Aliás a Renamo reitera o seu compromisso com a paz.
O partido Frelimo prometeu reagir sobre esses pronunciamentos.

O secretário-geral da Frelimo apela aos membros e simpatizantes daquela formação política a olharem para a campanha eleitoral que arranca a 31 de Agosto como momento de festa e reconciliação nacional. Roque Silva falava esta quarta-feira durante um comício que orientou na região de Nhampassa, em Manica.

O secretário-geral da Frelimo foi recebido na zona do Rio Luenha, ido da cidade de Tete pelos membros e simpatizantes do seu partido. Depois de uma curta interacção com a imprensa, orientou um comício popular na sede do distrito de Guro. Seguidamente rumou para Bárue, concretamente na região de Nhampassa, onde apelou para a necessidade de uma campanha eleitoral ordeira.

Roque Silva lembrou aos presentes o significado de campanha eleitoral.

Durante dois dias de visita a província de Manica, Roque Silva tem agendado comícios populares e reunião com as bases do seu partido nos distritos de Bárue, Guro e Cidade de Chimoio.

A inclusão das mulheres nos processos políticos e na tomada de decisão em Moçambique continua longe do desejado apesar dos esforços feitos. Este posicionamento é da directora executiva do Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação, Maria Mangueleze que falava hoje em Maputo.

A representação das mulheres na política é um fenómeno que tem estado a preocupar várias organizações da sociedade civil e não só. Perante a consciência desta desigualdade, o Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação realizou na manhã desta quinta-feira uma mesa redonda, que juntou representantes de partidos políticos, académicos e estudantes para reflectirem e buscar soluções para inverter o actual cenário.

O facto é também testemunhado pela directora de programas da Oxfam Helene Chiquele, que além de reconhecer os passos dados até ao momento, entende que Moçambique devia importar experiências de países como África do Sul para garantir a igualdade do género na política.

Por sua vez, a docente universitária e politóloga Sónia Chone, diz que os partidos políticos têm um papel fundamental para mudar esta realidade.

A mesa redonda serviu entre outras coisas, para troca de experiências sobre a participação das mulheres na política nacional, bem como nos processos de tomada de decisão.
 

A comissão Nacional de Eleições (CNE) entende que a Renamo agiu com precipitação, ao denunciar um assunto que ainda não foi deliberado. Falando ao “O Pais” o presidente da CNE, Abdul Carimo, disse que o órgão ainda não decidiu sobre candidaturas.

A Renamo denunciou suposta inelegibilidade de Júlio Parruque, cabeça-de-lista do partido Frelimo na província de Maputo. O partido sustenta os argumentos com base na lei 3/2019 de 31 de Maio, que estabelece o quadro jurídico para eleição dos membros da Assembleia Provincial e do governador de província, nos números 1 e 2 do artigo 3 conjugados com o artigo 10 do documento legal, o qual expressa que “o sufrágio universal constitui a regra geral de designação dos órgãos de governação descentralizada provincial” e mais, que “o sufrágio universal é um direito dos cidadãos eleitores residentes na província, recenseados na respectiva circunscrição territorial”.

Posição do partido, que elenca nas suas justificações, o artigo 10 como a mais alta expressão do que defende: “é eleitor o cidadão nacional, residente na circunscrição territorial da província que a data da eleição, tenha idade igual ou superior a dezoito anos, regularmente recenseado e não seja abrangido por incapacidade prevista no artigo 13 da mesma lei”.

Uma queixa desvalorizada pela CNE, que através do seu presidente expressou ao “O País” que o partido atreveu-se em denunciar o que nunca foi deliberado. “Toda decisão é feita depois de se tomar qualquer decisão”, disse Carimo.

“Neste momento, não penso que seja prudente nem correcto fazer-se uma reclamação de uma decisão que ainda não se deu”, acrescentou, frisando que a reclamação faria sentido depois de uma deliberação, que até pode ser recorrida ao Conselho Constitucional.

O presidente da CNE deixou claro igualmente, que no seu ponto de vista, a questão da inelegibilidade que se discute pode ser fruto de uma tradução pouco aprofundada. “É importante que os juristas aprofundem estes artigos” expressou, com ar de quem deposita total apologia na imaculada candidatura dos apontados pela perdiz, como inelegíveis. “A lei fala dos eleitores, e não dos eleitos” concluiu.

Ainda hoje, a CNE esteve reunida em sessão plenária para analisar todas as candidaturas submetidas. Questionado se a análise do caso dos considerados não elegíveis fazia parte da agenda, o homem que preside o órgão máximo de gestão eleitoral respondeu perentoriamente “não!”.

 

António Frangoulis e Albino Nhacassa são as duas apostas da Renamo para ocuparem o cargo de juízes conselheiros do Conselho Constitucional. O convite ao antigo director da extinta polícia de investigação criminal para se candidatar a este órgão de soberania foi formalizado no passado mês de Julho pela perdiz.
 
Depois de uma passagem pelo partido Frelimo e ter-se filiado ao segundo maior partido da oposição, MDM, onde militou durante cerca de 4 anos, o ex director da extinta polícia de investigação criminal decidiu se juntar a Renamo. António Frangoulis entra no maior partido da oposição a menos de uma semana da realização da sessão extraordinária da Assembleia da República onde deverá ser confirmado como juiz conselheiro do Conselho Constitucional indicado pela Perdiz.

Para além de Frangoulis, a Renamo propôs o assessor do segundo vice-presidente da Assembleia da República e membro do conselho superior da magistratura do ministério público como o seu segundo candidato a cargo de juiz conselheiro do constitucional, trata-se de Albino Nhacassa.

José Manteigas acredita que com a indicação de Frangoulis e Nhacassa, o Conselho Constitucional poderá imprimir uma nova dinâmica no exercício das suas funções.

Nos termos da Constituição da República, o Conselho Constitucional é composto por sete Juízes Conselheiros, um Juiz Conselheiro nomeado pelo Presidente da República, que é o Presidente do Conselho Constitucional; cinco Juízes Conselheiros designados pela Assembleia da República segundo o critério da representação proporcional; e um juiz conselheiro designado pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial.

A Comissão Permanente da Assembleia da República marca para 21 a 23 de Agosto a segunda sessão extraordinária para debater a proposta de lei sobre o acordo de paz e reconciliação de Maputo. Os deputados irão igualmente ratificar a nomeação da Presidente do Conselho Constitucional e a eleição dos novos juízes conselheiros.
 
Segundo José Maria, vice-presidente deste órgão que falava na qualidade de porta-voz da Comissão Permanente, espera-se que todas matérias sejam viabilizadas pelas três bancadas parlamentares de forma consensual.
 
A segunda sessão extraordinária da Assembleia da República acontece depois de o estadista moçambicano ter submetido ao parlamento a proposta de lei sobre o Acordo de Paz e Reconciliação de Maputo, assinado no passado dia seis de Agosto pelo Presidente da República, Filipe Nyusi e o líder da Renamo, Ossufo Momade.
 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, endereçou hoje uma mensagem de condolências ao seu homólogo tanzaniano, John Magufuli, pela mote de mais de 60 pessoas, na sequência da explosão de um camião cisterna de combustível, na Comunidade de Morogoro, zona leste daquele país.

“Ao chorarmos convosco pelas vidas perdidas após este trágico acontecimento, em nome do povo, do Governo da República de Moçambique e no meu próprio, gostaria de transmitir as nossas mais sentidas condolências ao povo irmão da República Unida da Tanzânia, sobretudo aos familiares dos perecidos e desejamos rápidas melhoras a todos os feridos.”

Enquanto endereçamos a nossa sincera solidariedade a todas as famílias afectadas, continuamos confiantes que sob a sábia liderança de Vossa Excelência, o povo da República Unida da Tanzânia irá ultrapassar as consequências desse desastre” indica a mensagem de Filipe Nyusi, que nos foi enviada pelo seu gabinete de trabalho.

Recorde-se que a tragédia registou-se no último domingo.  

 

O Conselho de Ministros aprovou hoje o balanço do Plano Económico e Social do primeiro semestre do ano em curso. Segundo os resultados apresentados no final da sessão, apenas 57% dos indicadores atingiram metas previstas.

Foi no final da 26ª sessão plenária que o Conselho de Ministros trouxe o balanço do Plano Económico e Social. Foram seis meses condicionados pelos efeitos dos ciclones Idai e Kenneth, mas, apesar de tudo, o balanço do governo é positivo.

O governo avaliou 266 indicadores e concluiu que 58%, atingiram as metas previstas.

 

 

A Renamo diz ter iniciado conversações com a junta militar no sentido de ultrapassar as diferenças que existem entre as partes. A perdiz garante que nos próximos dias haverá uma solução definitiva sobre o assunto.

A informação foi partilhada pelo deputado da Renamo Muhamad Yassin durante o programa bancadas parlamentares, da STV Notícias, desta sexta-feira. Yassin diz não ter dúvidas que os esforços que estão a ser feitos pelo partido mostram claramente que há uma solução a vista.

Porque dentre várias questões, a junta militar da Renamo reclama uma suposta exclusão no processo de desarmamento, desmobilização e reintegração, o deputado do MDM Silvério Ronguane diz que o governo deve traçar boas políticas para integração social de todos homens da perdiz.

De referir que o grupo militar da Renamo, exige a demissão do seu líder Ossufo Momade e a eleição de um novo presidente da formação política.

 

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