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O País – A verdade como notícia

Presidente recebe oito embaixadores designados e aborda situação de moçambicanos na África do Sul

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, recebeu em audiência oito embaixadores designados para Moçambique, com destaque para o Alto Comissário da África do Sul, com quem abordou a situação política, económica e social dos dois países, incluindo os recentes casos de xenofobia que afectaram cidadãos moçambicanos naquele país. Durante

O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, garantiu, hoje, que Moçambique tem stock de combustível até à chegada dos próximos navios, previsto para 26 a 30 de Março. 

O Governo esteve reunido, nesta terça-feira, para a habitual sessão do Conselho de Ministros, na qual, entre vários assuntos, foi informado da época ciclónica e chuvosa de 2025 e 2026. O Ministro da Planificação e Desenvolvimento lembrou que, nos últimos sete dias, as regiões centro e norte foram afetadas pelas fortes chuvas, que poderão continuar nos próximos dias. 

Salim Valá avançou que após avaliações técnicas foram activadas medidas antecipadas com vista  a redução de impactos, devido ao nível das inundações nas zonas baixas, destacando que as chuvas que afectaram mais de um milhão de pessoas em todo o país, 200 mil casas ficaram inundadas e mais de 10 mil casas ficaram destruídas. 

“Lamentamos o registo de 298 óbitos, 391 feridos e 17 desaparecidos. Relativamente aos óbitos, temos a referir que 107 foram por arrastamento pelas águas, 87 por descargas atmosféricas e os restantes por desabamento de paredes, quedas de árvores, cóleras, entre outros”, destacou o ministro. 

Avaliando os impactos da Guerra no Médio Oriente, com principal enfoque para a subida de combustível, o Governo garantiu stock até à chegada dos próximos navios no fim do mês de Março. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, inicia hoje uma  visita de trabalho de três dias à República do Quénia, em  resposta ao convite formulado pelo seu homólogo, William  Samoei Ruto. Trata-se da primeira Visita de Trabalho que o Chefe  do Estado realiza àquele país na qualidade de  Presidente da República. 

A visita insere-se no quadro do reforço das históricas relações de  irmandade, amizade, solidariedade e cooperação existentes entre Moçambique e o Quénia, constituindo uma oportunidade  para os dois Chefes de Estado avaliarem o actual estágio da  cooperação bilateral, bem como partilharem pontos de vista  sobre a situação política, económica e social dos seus países, do  continente africano e do mundo em geral. 

Durante a sua estadia, o Presidente da República participará, na  qualidade de convidado de honra, na 4.ª Conferência de  Investimento do Quénia, evento que reunirá investidores globais,  decisores políticos e líderes do sector privado. Na ocasião, o  Chefe do Estado irá promover a mobilização de investimentos  para Moçambique, através da divulgação das potencialidades e  oportunidades de investimento existentes no país. 

Acompanham o Presidente da República nesta deslocação a  Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria dos  Santos Lucas; o Ministro das Comunicações e Transformação  Digital, Américo Muchanga; bem como quadros da Presidência  da República e de outras instituições do Estado.

O Presidente da República, Daniel Chapo, manteve, nesta segunda-feira, uma conversa telefónica com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy.

De acordo com um comunicado da Presidência da República, o diálogo entre os dois Chefes de Estado centrou-se na identificação de oportunidades concretas de cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energia, comércio e formação técnico-profissional. Ambos manifestaram interesse em desenvolver mecanismos práticos que permitam transformar essas oportunidades em benefícios reais para os seus países.

Durante a conversa, os Presidentes também abordaram a actual conjuntura internacional, partilhando preocupações em torno dos desafios à paz e segurança globais e os seus impactos, particularmente nas economias em desenvolvimento. Nesse sentido, reiteraram a importância do diálogo, da diplomacia e do respeito pelo direito internacional como pilares essenciais para a resolução pacífica de conflitos.

Na ocasião, Volodymyr Zelensky destacou o interesse da Ucrânia em fortalecer os laços de cooperação com Moçambique. Por sua vez, Daniel Francisco Chapo reafirmou a abertura do país para aprofundar as relações bilaterais, sublinhando o potencial de ganhos mútuos para ambos os povos.

Como resultado do encontro, os dois estadistas concordaram em manter contactos regulares e dinamizar iniciativas conjuntas que contribuam para o fortalecimento contínuo da cooperação entre Moçambique e a Ucrânia.

Moçambique vai partilhar a sua experiência adquirida durante o mandato como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas com o Zimbabwe, que concorre à mesma posição para o biénio 2027-2028. Uma delegação zimbabweana encontra-se em Moçambique para manter contactos com a parte moçambicana.

Além de Moçambique, o Zimbabwe conta com o apoio da SADC e de países como a Rússia e Cuba. Caso seja eleito, o país afirma que pretende usar a posição para impulsionar a paz, a equidade de género, bem como promover o desenvolvimento do continente.

“Daremos também continuidade à agenda da União Africana, uma das quais é o silenciamento das armas. Assim, impulsionaremos a agenda para tentar impedir guerras e conflitos no continente. Esse será um dos principais objetivos”, disse o Secretário Permanente do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Zimbabwe.

O terrorismo é um mal global que afecta Moçambique e outros países, tendo feito parte da agenda do país durante a sua permanência no Conselho de Segurança. Agora, Zimbabwe assume o desafio de dar continuidade a este combate.

Para além do Zimbabwe, a República Democrática do Congo e a Libéria também disputam um assento não permanente na eleição que terá lugar em Junho.

O Presidente da Frelimo diz que as inundações e cheias que assolam o país agudizam a pobreza e a insatisfação do povo. Daniel Chapo falava em Nacala Porto, em Nampula, onde dirigiu a Reunião Regional Norte de Balanço no âmbito da preparação da Décima Primeira Conferência Nacional de quadros, a decorrer em Agosto próximo, em Manica.

Daniel Chapo chegou à cidade portuária de Nacala Porto, em Nampula, na manhã deste sábado, para dirigir a Reunião Regional Norte de Balanço no âmbito da preparação da Décima Primeira Conferência Nacional de quadros, a decorrer em Agosto próximo, em Manica.  

No encontro deste sábado, alargado aos secretários distritais de Nampula, Cabo Delgado e Niassa, o Presidente da Frelimo disse que as inundações e cheias que ainda assolam o país aumentaram a pobreza e a insatisfação da população.

De acordo com o Presidente da Frelimo, o terrorismo em Cabo Delgado, desde 2017, compromete as actividades do partido.

Sobre a reunião Reunião Regional Norte de Balanço em preparação da Décima Primeira Conferência Nacional de quadros, Chapo explicou que um dos objectivos é preparar a vitória para os próximos pleitos eleitorais. 

E desafiou os secretários distritais a ajustar os métodos de trabalho face aos desafios do momento.

A reunião teve duração de um dia.

O Presidente do Movimento Democrativo de Moçambique diz que a situação económica do país é crítica. Lutero Simango entende que o encerramento da Mozal e a não renovação de um dos contratos com a Kenmare vai impactar negativamente na população. Simango falava no encerramento da III Sessão da Comissão Política, na Cidade de Maputo. 

A Comissão Política do MDM reuniu-se durante dois dias, na Cidade de Maputo, com pontos de agenda voltados para dentro do partido e, também, para a situação económica do país. 

A formação política diz que está preocupada com o rumo socio-económico do país. 

“Manifestamos a nossa preocupação com o encerramento anunciado do Mozal, assim como possível o encerramento de Kenmar, e continuamos desapontados com a ausência de uma política nacional para produzir comida em Moçambique. 

Lutero Simango fala ainda da necessidade de se haver uma política para a promoção e crescimento das Pequenas e Médias Empresas.

“E queremos aqui dizer que a ausência de uma política económica para motivar e criar condições para que as médias e pequenas empresas possam assumir a sua responsabilidade na promoção de emprego, na geração de oportunidades e de riquezas é a razão fundamental da crise económica em Moçambique. E não se pode desenvolver o nosso país na base de altos impostos, na base de altos juros e também na base da exclusão política social. Aqui devemos sublinhar que o MDM defende a redução dos impostos. Defendemos a redução do IVA para 14%”, disse o presidente do MDM. 

A Comissão Política do MDM apresentou igualmente o posicionamento do partido no Diálogo Nacional Inclusivo e sobre matérias de descentralização. 

E aqui, mais uma vez, o MDM reafirma na sua posição política que é urgente que se faça a transferência de competências para os municípios e, em particular, para o município da cidade da Beira, onde o MDM está a governar. Entreguem-nos a Educação e Saúde para que possamos promover não só qualidade, mas acima de tudo dignidade aos moçambicanos”, disse. 

A próxima reunião do MDM, ainda sem data, será o Conselho Nacional. No evento, o partido vai analisar o relatório de contas da campanha eleitoral de 2024. A conta já foi aprovada na sessão da Comissão Política.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu em audiência Jean  Chrysostome Ngabitsinze, Secretário-Geral da Agência de  Capacidade Africana de Risco (ARC) e Assistente do Secretário Geral da ONU, para coordenar estratégias de resposta às crises  climáticas que afectam Moçambique. 

O encontro serviu para abordar a preparação de uma conferência  de alto nível sobre financiamento de catástrofes, agendada para  Junho deste ano.

Jean Chrysostome Ngabitsinze iniciou a sua interlocução com a  imprensa destacando a natureza da organização que lidera e  afirmando que o encontro, ocorrido na sexta-feira, teve, entre vários objectivos, expressar solidariedade face as cheias que têm afectado o país. 

A vertente do encontro focou-se na capacidade de resposta e no  papel do Presidente moçambicano. Ngabitsinze referiu que o  propósito foi, “abordar a capacidade  actual de África e o papel e as responsabilidades que ele assume  enquanto campeão na gestão de catástrofes. Este é o propósito  central da nossa visita”. 

Durante a reunião, foram analisados os desafios ambientais que  Moçambique enfrenta. “Discutimos os choques que o mundo  enfrenta, que África enfrenta e, em particular, que Moçambique  enfrenta, nomeadamente os decorrentes das cheias, a par da seca  e dos ciclones tropicais”, detalhou o Assistente do Secretário-Geral  da ONU. 

O dirigente referiu a existência de múltiplos factores que afectam o  país. “Trata-se, portanto, de três desafios simultâneos — choques combinados — e concordámos na necessidade de unir esforços”,  frisou Jean Chrysostome Ngabitsinze. 

Ngabitsinze indicou que o Presidente da República irá presidir, ainda  este ano, um evento de alto nível sobre gestão e financiamento de  catástrofes. 

“Sua Excelência já está a desenvolver um trabalho notável na  mobilização dos países africanos, com vista à conjugação de  esforços. Irá presidir, em Junho do corrente ano, a uma conferência  de alto nível sobre gestão e financiamento de catástrofes”, disse. 

Por fim, o Secretário-Geral da ARC afirmou que reiteraram o  compromisso de trabalhar com o país e que registavam, com  apreço, os sinais positivos decorrentes do seu empenho contínuo.

O Presidente da República, endereçou uma mensagem de  felicitações ao Presidente reeleito da República do Congo, Denis  Sassou-Nguesso, na sequência da sua vitória nas eleições  realizadas a 15 de Março corrente. 

Na mensagem, Daniel Chapo expressa, em  nome do povo e do Governo da República de Moçambique, o  reconhecimento pelo resultado alcançado, destacando o  significado político da reeleição.

“Tenho a honra de felicitar Vossa Excelência, em nome do Povo e  do Governo da República de Moçambique e no meu próprio,  pela vossa reeleição como Presidente da República do Congo,  na sequência do sufrágio de 15 de Março corrente, que vos  conferiu uma expressiva vitória. Este resultado constitui uma clara  demonstração da confiança que o povo congolês deposita na  vossa liderança, visão e compromisso com a estabilidade, o  progresso e o bem-estar da vossa nação”. 

Na mesma mensagem, o Presidente Daniel Chapo sublinha a  importância das relações históricas entre Moçambique e a  República do Congo, reiterando a vontade de aprofundar a  cooperação bilateral em diversas áreas de interesse comum. 

“A República de Moçambique valoriza profundamente os laços  históricos de amizade, solidariedade e cooperação que unem os  nossos países. Neste contexto, reafirmo o meu firme compromisso  de continuar a trabalhar com Vossa Excelência no reforço das  relações bilaterais, incluindo a cooperação económica, em  benefício mútuo dos nossos povos”. 

O Governo moçambicano empossou quatro mulheres para cargos de direcção em instituições-chave do Estado, num acto que decorreu no contexto das celebrações do Mês da Mulher, cujo ponto alto será o 7 de Abril, Dia da Mulher Moçambicana. O empossamento foi dirigido pela primeira-ministra, Maria Benvinda Levi, no seu gabinete de trabalho.

As nomeadas são Olga Leonor Miguel Manjate, para o cargo de inspectora-geral do Trabalho; Ernestina Salita Chirindja, como presidente da Comissão de Mediação e Arbitragem Laboral (COMAL); Lúcia da Luz Mendes Luciano da Cruz, como directora-geral do Fundo de Fomento Agrário e Extensão Rural (FAR); e Farida Algy Abdula Urci, nomeada directora-geral do Hospital Central de Maputo.

Durante a cerimónia, a primeira-ministra destacou que as nomeações reflectem o reconhecimento da competência e dedicação demonstradas pelas empossadas ao longo das suas carreiras. “Deram mostras de dedicação e competência técnica, no exercício de inúmeras tarefas de que foram incumbidas”, afirmou Benvinda Levi.

Segundo o Governo, a decisão enquadra-se nos esforços para dinamizar o aparelho do Estado e garantir a implementação eficaz do Programa Quinquenal 2025-2029, bem como no compromisso com a promoção da equidade de género. 

“Traduz o compromisso do Governo em assegurar a equidade do género e empoderamento da mulher, em todas as esferas”, sublinhou a primeira-ministra Maria Benvinda Levi.

 

Desafios na área laboral

No sector laboral, foi destacada a importância da Inspecção-Geral do Trabalho (IGT) na promoção de relações laborais justas e equilibradas. O Executivo defende uma instituição moderna e eficaz, capaz de responder às transformações do mercado de trabalho.

“O trabalhador ou o empregador, ao recorrer à Inspecção-Geral do Trabalho, deve encontrar um órgão do Estado que actua com base em princípios de competência, imparcialidade, integridade, celeridade e compromisso na reposição da legalidade. Por isso, a Inspecção-Geral do Trabalho deve reforçar, cada vez mais, a acção inspectiva, com foco na prevenção, na pedagogia, na legalidade, sem descurar a responsabilidade sancionatória sempre que esta se mostrar necessária”, afirmou Benvinda Levi.

Entre as prioridades apontadas estão a prevenção de acidentes de trabalho, o cumprimento das normas de segurança e saúde, e a fiscalização da inscrição dos trabalhadores no sistema de segurança social.

Já a COMAL foi descrita como um mecanismo essencial para a resolução alternativa de conflitos laborais, contribuindo para a estabilidade e a paz social. O Governo apelou ao reforço da qualidade dos serviços e à maior divulgação das suas actividades.

“Esperamos que a nova direcção seja mais activa e criativa de modo a responder à crescente procura dos cidadãos pelos serviços da COMAL, assim como tornar esta instituição numa referência nacional e regional em matéria de resolução alternativa de conflitos laborais”, destacou.

 

Agricultura como pilar estratégico

Na área agrária, o Executivo reiterou a importância do FAR como instrumento para impulsionar a produção e reduzir a dependência de importações.

“Pretendemos que o sector agrário constitua, efectivamente, a base da nossa soberania alimentar, da estabilidade social e de geração de rendimento para os milhões de moçambicanos que se dedicam a esta actividade”, afirmou a primeira-ministra.

O Governo defende maior acesso ao financiamento, insumos de qualidade e tecnologias adequadas, com enfoque no sector familiar. A nova direcção foi incentivada a adoptar práticas de gestão transparentes e orientadas para resultados.

Por isso, “recomendamos a directora-geral do FAR e os seus colaboradores a serem mais proactivos na melhoria das condições que facilitem o acesso a insumos de qualidade, à mecanização agrária adequada e à transferência efectiva de tecnologias apropriadas à realidade do nosso país, sobretudo para o sector familiar”, disse a governante.

 

Saúde e qualidade dos serviços no HCM

Relativamente ao Hospital Central de Maputo, considerado a maior unidade sanitária do País, Maria Benvinda Levi destacou a necessidade de melhorar a qualidade e humanização dos serviços prestados.

“A crescente procura por serviços de saúde especializados, de qualidade e humanizados, aliada às exigências e escrutínio cada vez mais activo da sociedade pressupõe uma resposta à altura destes desafios por parte dos gestores e demais colaboradores do Hospital Central de Maputo e, já agora, de todo o Sistema Nacional de Saúde”, afirmou.

A nova direcção foi orientada a reforçar a gestão de recursos e a coordenação com outras unidades do sistema nacional de saúde, garantindo um atendimento condigno aos cidadãos.

“Para o alcance deste desiderato, a nova directora-geral do Hospital Central de Maputo e demais integrantes do corpo directivo devem apostar na boa gestão dos recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos disponíveis na instituição, assim como no fortalecimento dos mecanismos de coordenação com outras unidades sanitárias e instituições do Serviço Nacional de Saúde”, pediu Levi.

 

Apelo à inovação e boa governação

No discurso, foi ainda enfatizada a importância da transformação digital e da boa gestão pública. O Governo apelou às novas dirigentes para apostarem na modernização institucional, transparência e eficiência.

“O sucesso nas missões que, a partir de hoje, cada uma de vós passa a assumir requer a valorização do capital humano, o trabalho em equipa, a criatividade e proactividade na execução das vossas tarefas, a gestão criteriosa e transparente da coisa pública em estreita observância da legislação em vigor no nosso país”, referiu.

Antes de encerrar, o dirigente reconheceu o trabalho dos responsáveis cessantes, elogiando a sua dedicação e contribuição para o desenvolvimento das instituições.

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