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O País – A verdade como notícia

Chapo conhece entraves à produção na Cadeia Regional de Mabalane

O Presidente da República é confrontado com a vandalização do sistema de irrigação por pivô, cuja reparação está avaliada em 20 milhões de meticais, a insuficiência de máquinas e tractores e os danos causados pelas cheias, que estão a comprometer o potencial produtivo da Cadeia Regional de Mabalane. Os constrangimentos

A Frelimo considera que os actos de xenofobia registados na África do Sul não reflectem a posição oficial do Governo sul-africano, nem do povo daquele país, defendendo o aprofundamento do diálogo entre os dois Estados para evitar o agravamento das tensões.

Falando sobre os recentes episódios de hostilidade contra cidadãos estrangeiros, o Secretário-Geral da Frelimo afirmou que tanto o Governo sul-africano como o Congresso Nacional Africano (ANC) manifestaram, desde o início, a sua oposição a atitudes de carácter xenófobo.

Segundo a Frelimo, os actos de violência são promovidos por grupos específicos que actuam contra os princípios dos direitos humanos e em contradição com a legislação sul-africana.

O partido entende que a situação deve ser acompanhada com atenção, de modo a evitar que a questão venha a criar crispação nas relações históricas de amizade e cooperação entre Moçambique e a África do Sul.

A Frelimo destacou ainda a colaboração existente entre os dois países na busca de soluções para os desafios associados à imigração ilegal, sublinhando que o fenómeno não é exclusivo da África Austral.

“A imigração ilegal é um problema global e deve ser tratada como tal”, defendeu o partido, acrescentando que as respostas ao fenómeno devem privilegiar mecanismos que promovam a convivência pacífica e respeitem a dignidade humana.

A formação política reiterou a necessidade de encontrar soluções que não incentivem a violência contra cidadãos nacionais ou estrangeiros, defendendo uma abordagem assente no diálogo, na cooperação e no respeito pelos direitos fundamentais.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se, nesta terça-feira, com os presidentes e  secretários-gerais dos partidos signatários do Compromisso Político  para o Diálogo Nacional Inclusivo, para fazer o balanço do processo  de auscultação pública e definir a próxima etapa do diálogo  nacional. 

No encontro, a liderança dos partidos fez uma avaliação positiva da  auscultação pública, considerando que o processo representou um  marco importante na consolidação da participação cívica e  democrática no país. 

Falando à imprensa no final da sessão, o Presidente da Comissão  Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo, Édson Macuácua, afirmou que “foi um processo que se traduziu num dos momentos mais altos de  exercício da soberania, da cidadania e da participação activa”. 

Segundo Macuácua, o processo revelou uma forte adesão da  sociedade ao diálogo nacional. “Registou-se um elevado nível de  apropriação do Diálogo Nacional Inclusivo pela sociedade civil e o  Diálogo Nacional Inclusivo transformou-se numa plataforma onde  todos os segmentos sociais têm espaço, têm a palavra e renovam o  seu compromisso, o contrato social para com o Estado de Direito  Democrático e de Justiça Social, num Estado promotor da paz, da  reconciliação, da estabilidade e do desenvolvimento”, destacou. 

Na ocasião, foi igualmente anunciado que a próxima etapa do  processo terá início no dia 29 de Junho, com a realização das  audições públicas. Nesta fase, os cidadãos serão chamados a  pronunciar-se sobre os cenários resultantes da sistematização das  contribuições recolhidas durante a auscultação pública. 

De acordo com o Presidente da Comissão Técnica, da sistematização  das contribuições resultaram três cenários. “Um primeiro cenário, que é  o cenário de continuidade com ajustes, que significa a realização de  reformas mínimas, pontuais para o aprimoramento do sistema político  atual. O segundo cenário é de reformas moderadas, significa  mudança e continuidade (…). E o terceiro cenário é da mudança  profunda ou radical, que é o cenário de ruptura, de criação de uma  nova República”, explicou. 

As audições públicas permitirão aos cidadãos analisar estes cenários e  apresentar as suas posições, numa nova fase do Diálogo Nacional  Inclusivo que visa consolidar consensos sobre o futuro do sistema  político e institucional de Moçambique. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, instou esta terça-feira os novos Secretários de Estado das províncias de Cabo Delgado, Nampula e Inhambane a assegurarem a implementação rigorosa do novo modelo de governação descentralizada provincial, numa fase marcada pela entrada em vigor da legislação revista e pela extinção dos Serviços Provinciais de Representação do Estado.

A orientação foi transmitida durante a cerimónia de tomada de posse de Plácido Nerino Pereira, para Cabo Delgado, Fernando Bemane de Sousa, para Nampula, e Arsénia Felicidade Félix Massingue, para Inhambane.

No seu discurso, o Chefe do Estado destacou que a reforma em curso visa simplificar a estrutura administrativa do Estado, eliminar a duplicação de funções e reforçar a coordenação institucional entre os diferentes órgãos de governação.

“É imperioso, pois, que os Secretários de Estado na província assegurem a observância rigorosa, no espírito e letra, do novo pacote legislativo da governação descentralizada provincial, em especial nesta fase de transição do modelo de duplicação para o modelo simplificado”, afirmou o Presidente da República.

Segundo Daniel Chapo, a implementação eficaz das alterações legislativas será determinante para garantir maior eficiência na administração pública e uma melhor articulação entre os níveis central, provincial e local de governação.

Durante a cerimónia, o Presidente da República dedicou especial atenção aos desafios de segurança que persistem na província de Cabo Delgado, sublinhando a necessidade de uma resposta coordenada das instituições do Estado perante ameaças como o terrorismo, o tráfico de drogas, o branqueamento de capitais, a imigração ilegal, a mineração clandestina e a pesca ilegal.

O estadista defendeu que a paz e a estabilidade constituem pressupostos fundamentais para o desenvolvimento económico e social das comunidades, apelando ao fortalecimento da cooperação entre as autoridades governamentais, as forças de defesa e segurança, as comunidades locais e outros actores relevantes.

“O desenvolvimento sustentável das províncias depende da capacidade de garantir segurança às populações e criar um ambiente favorável ao investimento e à criação de oportunidades”, enfatizou.

Outro dos temas destacados pelo Chefe do Estado foi a vulnerabilidade das províncias de Cabo Delgado, Nampula e Inhambane aos efeitos das mudanças climáticas e dos fenómenos naturais extremos.

Daniel Chapo apelou aos novos dirigentes para reforçarem a coordenação das acções de prevenção, mitigação e resposta a ciclones, cheias e inundações, bem como para aprofundarem a colaboração com parceiros de desenvolvimento envolvidos em programas de assistência humanitária e reconstrução.

A gestão de riscos de desastres, segundo o Presidente, deve constituir uma das prioridades permanentes da governação provincial, tendo em conta a frequência e intensidade dos eventos climáticos registados nos últimos anos.

Relativamente aos novos Secretários de Estado, o Presidente destacou a experiência administrativa de Fernando Bemane de Sousa e Plácido Nerino Pereira, que já desempenhavam funções semelhantes, considerando que o conhecimento acumulado facilitará a implementação das reformas em curso.

Quanto a Arsénia Massingue, recém-empossada para Inhambane, Daniel Chapo salientou o seu percurso na administração pública e a experiência adquirida no sector da segurança, qualificações que considerou relevantes para os desafios da nova função.

 

Protocolo do Estado deve reforçar imagem de Moçambique

Na mesma cerimónia, João António Xirinda tomou posse como Chefe do Protocolo do Estado. O Presidente da República descreveu o cargo como estratégico para a projeção internacional de Moçambique e para o fortalecimento das relações diplomáticas.

Segundo o Chefe do Estado, o País necessita de um protocolo moderno, eficiente e rigoroso, assente em elevados padrões de profissionalismo, planeamento e coordenação institucional.

“O Protocolo do Estado desempenha um papel fundamental na afirmação da imagem e do prestígio de Moçambique no plano internacional”, sublinhou.

Ao encerrar a cerimónia, Daniel Chapo dirigiu palavras de reconhecimento à antiga Secretária de Estado na Província de Inhambane, Bendita Lopes, e ao anterior Chefe do Protocolo do Estado, Fernando Chomar, agradecendo os serviços prestados ao País.

O Presidente manifestou confiança na capacidade dos novos empossados para dar continuidade ao processo de fortalecimento institucional e implementação das reformas governativas em curso, num momento considerado decisivo para a consolidação do novo modelo de governação descentralizada em Moçambique.

A revisão do Código de Estrada prevê videovigilância nas vias públicas, carta de condução por pontos e reforço do controlo sobre condutores. Na sessão desta terça-feira, o porta-voz disse que o Governo acompanha o caso de 14 moçambicanos recrutados para trabalhar numa mina na República Centro-Africana, bem como avaliou a reactivação da Mozal, que poderá regressar com outras formas de funcionamento.

O Governo pretende introduzir um novo sistema de fiscalização rodoviária através de câmaras de videovigilância instaladas nas vias públicas, no âmbito da revisão do Código de Estrada aprovada pelo Executivo e que deverá ser submetida à Assembleia da República.

A medida surge com o objectivo de reforçar o controlo das infracções de trânsito, acompanhar a evolução tecnológica e melhorar os mecanismos de segurança rodoviária, segundo explicou o porta-voz do Conselho de Ministros, Salim Valá.

“A lei autoriza o Governo a rever o Código de Estrada com vista a adequar as normas à dinâmica do trânsito rodoviário nacional e internacional, aos avanços tecnológicos e à mobilidade sustentável”, afirmou.

Entre as alterações previstas está também a introdução da carta de condução por pontos, um modelo já aplicado em vários países, no qual cada condutor inicia com uma determinada pontuação que pode ser reduzida mediante infracções cometidas.

Segundo o Governo, a perda acumulada de pontos poderá resultar em sanções mais severas, incluindo a suspensão do direito de conduzir.

O novo sistema prevê ainda o reforço da fiscalização de condutores profissionais, particularmente os ligados ao transporte de passageiros e mercadorias, além da inclusão de novas categorias de veículos, como eléctricos, movidos a gás e híbridos.

Questionado sobre a relação entre o novo projecto e as câmaras de segurança anteriormente instaladas na cidade de Maputo, Salim Valá esclareceu que se trata de uma iniciativa distinta.

“Não tem nada a ver com aquilo que aconteceu no passado, no projecto anterior. Este processo agora aprovado leva o seu tempo de maturação e, num momento apropriado, o Governo irá esclarecer como será feita a implementação e os prazos concretos”, explicou.

 

Governo acompanha caso de 14 moçambicanos na República Centro-Africana

Durante a mesma sessão, o Conselho de Ministros analisou com preocupação a situação de 14 cidadãos moçambicanos alegadamente recrutados para trabalhar numa mina na República Centro-Africana.

Segundo o Executivo, os cidadãos encontram-se na província de Pendé, na região de Bozoum, e enfrentam dificuldades relacionadas com a retenção dos seus documentos.

“Dos 14 cidadãos, apenas três mantêm os seus passaportes, tendo sido retirados pelos empregadores os outros 11 passaportes”, informou o porta-voz do Governo.

O Executivo garante que já estabeleceu contacto com um dos trabalhadores e está a desenvolver diligências junto da Organização Internacional das Migrações e outras entidades para assegurar o repatriamento dos cidadãos.

 

Reactivação da Mozal continua em negociação

Relativamente à situação da Mozal, uma das maiores unidades industriais do País, o Governo informou que continuam em curso contactos para encontrar soluções que permitam a retoma e fortalecimento da empresa.

Salim Valá explicou que existe uma equipa técnica a trabalhar com as entidades envolvidas e apelou à prudência na divulgação de informações antes da conclusão das negociações.

“Não seria bom virmos aqui antes do desfecho e transmitir mensagens intermédias que possam criar outros ruídos. Estamos a aguardar o momento adequado para comunicar”, afirmou.

O Executivo confirmou também a extinção do Parque de Tecnologias de Maluana, decisão apresentada como parte das reformas destinadas a reduzir duplicações e tornar a administração pública mais eficiente.

Segundo Salim Valá, a medida está alinhada com recomendações feitas durante as discussões com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Eliminar gorduras, evitar redundâncias e sobreposições. Vamos continuar nesta linha de reformas para que possamos voltar a ter um programa com o FMI”, declarou.

O porta-voz acrescentou que o Governo pretende melhorar os indicadores económicos, incluindo a gestão da dívida pública e da massa salarial, com vista a recuperar maior acesso a financiamento concessional.

Sobre os mais de 700 moçambicanos repatriados da África do Sul devido a episódios de xenofobia, o Governo anunciou que está a preparar um plano de apoio à reintegração social e económica destes cidadãos.

A iniciativa deverá seguir uma lógica semelhante aos programas de recuperação implementados após desastres naturais.

“São moçambicanos que estão a sofrer e nós queremos apoiar e criar condições para que todos os moçambicanos estejam bem”, afirmou Salim Valá.

O Executivo informou que equipas técnicas estão no terreno a avaliar a situação antes da apresentação pública de medidas concretas.

 

Parque dos Continuadores será alvo de requalificação

Na área do desporto, o Conselho de Ministros autorizou o ministro da Juventude e Desporto a constituir uma equipa técnica para negociar, por ajuste directo, com a Associação Black Bulls e a The Sport Club os termos de concessão para a requalificação do Parque dos Continuadores, em Maputo.

A iniciativa pretende transformar o espaço numa infraestrutura desportiva com melhores condições de utilização e gestão.

O Presidente da República, Daniel Chapo,  exonerou, através  de Despachos Presidenciais separados, Fernando Bemane de  Sousa do cargo de Secretário de Estado na Província de Cabo  Delgado, Plácido Nerino Pereira do cargo de Secretário de  Estado na Província de Nampula e Bendita Donaciano Lopes do  cargo de Secretária de Estado na Província de Inhambane.

No mesmo âmbito, o Chefe do Estado nomeou, igualmente por  Despachos Presidenciais separados, Plácido Nerino Pereira para o  cargo de Secretário de Estado na Província de Cabo Delgado,  Fernando Bemane de Sousa para o cargo de Secretário de  Estado na Província de Nampula e Arsénia Felicidade Félix  Massingue para o cargo de Secretária de Estado na Província de  Inhambane. 

Os actos inserem-se na dinâmica de gestão e fortalecimento da  governação provincial, em representação do Governo Central,  com vista a assegurar maior eficiência na execução das políticas  governamentais e na prestação de serviços aos cidadãos. 

O director provincial da Juventude, Emprego e Desporto de Inhambane, Leonardo Bassanhane Macucule, partilhou, nesta segunda-feira, com os deputados membros do Gabinete da Juventude Parlamentar (GJP) os principais desafios que afectam a juventude da província, com destaque para o desemprego, o acesso à terra infra-estruturada e o consumo de drogas e de álcool.

Falando durante um encontro de trabalho com deputados do GJP, que se encontram em jornadas parlamentares naquela província, Macucule afirmou que o acesso à terra constitui uma preocupação particular nos distritos costeiros, onde os terrenos possuem elevado valor económico devido ao turismo e à extensa ocupação por coqueirais, dificultando a sua disponibilização para habitação.

“O consumo de drogas é um fenómeno preocupante, por gerar diversos problemas sociais e comprometer o desenvolvimento da juventude”, disse Macucule, sublinhando que está prevista para Julho próximo a realização do Observatório Provincial da Juventude, espaço que servirá para discutir os principais assuntos que afectam os jovens.

Por sua vez, Augusto Júlio Amaral, chefe do Departamento de Juventude e Emprego, explicou que as formações ministradas aos activistas, apesar dos custos elevados, têm contribuído para a geração de rendimento, promoção do empreendedorismo juvenil e sensibilização sobre cidadania sexual e reprodutiva.

A província conta, actualmente, com 20 Serviços Amigos dos Adolescentes e Jovens (SAAJ), complementados por cantinhos de aconselhamento nas escolas secundárias, que trabalham em questões relacionadas com HIV/SIDA, uniões prematuras e violência baseada no género.

Segundo Amaral, Inhambane não regista elevados índices de uniões prematuras, sendo que os poucos casos reportados são devidamente acompanhados pelas autoridades.

No âmbito da formação profissional, foram recebidas 4662 candidaturas, das quais 4615 jovens que serão formados em dez áreas, designadamente, construção civil, carpintaria, refrigeração, electricidade automóvel e outras. Foram, igualmente, financiados 28 jovens através do programa Agora Emprega e, em 2025, outros 39 jovens beneficiaram do Fundo de Apoio às Iniciativas Juvenis (FAIJ).

Por seu turno, o presidente do Conselho Provincial da Juventude (CPJ), Claudino Majone, informou que existem actualmente 137 associações juvenis na província, das quais 88 possuem âmbito provincial.

“Contudo, muitas aguardam processos de revitalização, uma vez que alguns dos seus dirigentes já ultrapassaram a faixa etária considerada jovem”, explicou Majone, revelando que já se promoveu quatro diálogos inclusivos, cujas recomendações serão submetidas à Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE).

Neste sentido, o presidente do CPJ anunciou a realização, no próximo dia 19 de Junho, de uma marcha de repúdio a estas práticas e a promoção de actividades lúdicas e recreativas destinadas a ocupar os jovens e afastá-los destes comportamentos considerados de risco, para além da se estar em preparação a Caravana da Unidade Nacional, prevista para Agosto próximo.

Ainda na cidade de Inhambane, os jovens parlamentares reuniram-se com as associações juvenis e jovens no geral onde foram instados a fazer advocacia junto de quem de direito, para a desburocratização da legalização das associações juvenis que tem contribuído para que agremiações desta faixa etária possam operar com segurança legal na província.

O Presidente da República, Daniel Chapo, procedeu esta segunda-feira a uma remodelação nas Secretarias de Estado das províncias de Cabo Delgado, Nampula e Inhambane, através da exoneração e nomeação de novos titulares para aqueles órgãos de representação do Governo Central.

Segundo um comunicado da Presidência da República, os actos foram praticados ao abrigo da alínea e) do número 2 do artigo 159 da Constituição da República de Moçambique, que confere ao Chefe do Estado competência para nomear e exonerar Secretários de Estado.

No âmbito das alterações anunciadas, Fernando Bemane de Sousa foi exonerado do cargo de Secretário de Estado na Província de Cabo Delgado, enquanto Plácido Nerino Pereira cessou funções como Secretário de Estado na Província de Nampula. Por sua vez, Bendita Donaciano Lopes deixou o cargo de Secretária de Estado na Província de Inhambane.

Em simultâneo, o Presidente da República determinou a redistribuição de dois dos dirigentes exonerados para novas funções. Plácido Nerino Pereira foi nomeado Secretário de Estado na Província de Cabo Delgado, enquanto Fernando Bemane de Sousa passa a desempenhar o cargo de Secretário de Estado na Província de Nampula.

Para a Província de Inhambane, o Chefe do Estado nomeou Arsénia Felicidade Félix Massingue para o cargo de Secretária de Estado, substituindo Bendita Donaciano Lopes.

De acordo com a Presidência da República, as mudanças enquadram-se na estratégia de reforço da governação provincial e visam aumentar a eficiência da administração pública, assegurando uma melhor coordenação entre o Governo Central e os órgãos locais do Estado.

“Os actos inserem-se na dinâmica de gestão e fortalecimento da governação provincial, em representação do Governo Central, com vista a assegurar maior eficiência na execução das políticas governamentais e na prestação de serviços aos cidadãos”, refere o comunicado.

Os Secretários de Estado desempenham um papel fundamental na implementação das políticas públicas ao nível provincial, funcionando como representantes do Governo Central nas províncias e assegurando a articulação entre as instituições nacionais e as estruturas locais de governação.

As mudanças assumem particular relevância em províncias como Cabo Delgado, que continua a enfrentar desafios relacionados com a reconstrução de infraestruturas, o regresso das populações deslocadas e a consolidação da estabilidade em distritos anteriormente afectados pela insurgência armada.

Em Nampula, a maior província do País em termos populacionais, os desafios passam pelo fortalecimento dos serviços públicos, desenvolvimento económico e gestão de uma vasta rede administrativa. Já Inhambane continua a apostar na valorização dos sectores do turismo, agricultura e pescas como motores do crescimento económico regional.

A cerimónia de tomada de posse dos novos dirigentes está marcada para esta terça-feira, 16 de Junho, no Gabinete de Trabalho do Presidente da República, em Maputo.

Na mesma ocasião, tomará igualmente posse João António Xirinda, recentemente nomeado para o cargo de Chefe do Protocolo do Estado, função responsável pela coordenação dos actos protocolares e cerimoniais da Presidência da República e do Estado moçambicano.

As alterações representam uma das primeiras reconfigurações da liderança provincial desde a tomada de posse do Presidente Daniel Chapo, sendo interpretadas como parte do processo de ajustamento da máquina governativa às prioridades definidas para o atual ciclo de governação.

O Presidente da República, Daniel Chapo, apela à protecção integral da criança  como responsabilidade colectiva da sociedade moçambicana. Chapo falava durante o encerramento das celebrações da Quinzena da Criança, com uma  confraternização realizada no Palácio da Ponta Vermelha.

Durante o encontro, o Chefe do Estado e a Primeira-Dama, Gueta Chapo, abriram as portas da residência oficial  presidencial para acolher crianças provenientes de vários pontos,  promovendo um momento de convívio marcado por actividades  culturais e pedagógicas. 

Na sua intervenção, o governante agradeceu aos pais,  encarregados de educação, educadores e demais cidadãos que  se dedicam ao cuidado e formação das crianças moçambicanas. 

O estadista reconheceu igualmente o trabalho desenvolvido por  instituições de assistência social, orfanatos e organizações  dedicadas à protecção da infância, destacando o esforço de  todos os profissionais e voluntários que contribuem para o bem-estar  das crianças em todo o território nacional. 

Referindo-se ao significado da data, o Presidente da República  recordou que a actividade decorreu no âmbito do encerramento  da Quinzena da Criança, iniciada a 1 de Junho, Dia Internacional  da Criança, e que culmina a 16 de Junho, Dia da Criança Africana. 

“A mensagem que queremos deixar aos pais, encarregados de  educação e às crianças que aqui representam todas as crianças  do país, do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico, é que  proteger a criança é responsabilidade de todos: dos pais, dos  encarregados de educação e de todos aqueles que cuidam da  criança”, declarou. 

O Chefe do Estado evocou ainda o legado do primeiro Presidente  de Moçambique independente, Samora Moisés Machel, ao  sublinhar a importância estratégica da infância para o  desenvolvimento nacional. “Porque, como dizia o nosso saudoso  Presidente, Samora Moisés Machel, a criança é uma flor que nunca  murcha”, afirmou.

O governante moçambicano explicou que a iniciativa de acolher  as crianças na Ponta Vermelha resultou da decisão da Primeira Dama de proporcionar um momento especial de celebração e  convívio. 

“Por isso, a Mamã Gueta, a nossa mãe, resolveu abrir a Ponta  Vermelha, a Casa dos Moçambicanos, para passarmos este dia  com as crianças, no âmbito das celebrações da Quinzena da  Criança”, disse. 

A encerrar, o Presidente da República dirigiu uma saudação às  crianças moçambicanas dentro e fora do país e prestou  homenagem aos educadores, profissionais da comunicação social,  artistas, músicos e promotores de iniciativas infantis. 

A Comissão Política da Frelimo extinguiu os órgãos do partido desde as células até à direcção provincial. O processo abre caminho para novas eleições internas e expõe a profundidade da crise organizacional no principal bastião da Frelimo.

Numa decisão que abala as estruturas do partido no seu mais histórico reduto eleitoral, a Comissão Política da Frelimo decidiu extinguir, com efeitos imediatos, todos os órgãos da organização política na província de Gaza, desencadeando um amplo processo de reestruturação destinado à eleição de novas lideranças.

A medida consta de um guião oficial aprovado durante a 69.ª Sessão Ordinária da Comissão Política, realizada a 29 de Maio último, em Macaneta, província de Maputo.

“O presente Guião tem por objectivo orientar a implementação da decisão da Comissão Política de cessação dos órgãos da Frelimo na Província de Gaza e consequente eleição dos novos órgãos”, lê-se no documento.

A decisão da Comissão Política surge num contexto de prolongada turbulência interna na Frelimo em Gaza, uma crise que, segundo membros e quadros do partido ” se arrasta há cerca de quatro anos”.

No centro das contestações esteve a liderança do primeiro-secretário provincial, Daniel Matavele, alvo de críticas e acusações de alegada gestão controversa da organização partidária. Entre as principais reclamações apresentadas por militantes, figuram alegações de favorecimento de determinados quadros nos processos internos de promoção política.

Uma das situações mais contestadas foi a alegada inclusão de familiares e pessoas próximas nas listas para a Assembleia da República. Militantes críticos do processo alegam que entre os beneficiários estaria Ivan Jones Matavele, filho do primeiro-secretário provincial, cuja ascensão política foi apontada por sectores internos como resultado de um processo supostamente marcado por favorecimentos e falta de transparência.

A deliberação representa uma intervenção sem precedentes recentes numa província considerada, durante décadas, um dos maiores bastiões políticos da Frelimo. A decisão surge numa altura em que o partido procura revitalizar as suas estruturas internas e responder a desafios organizacionais que vinham sendo reportados ao nível provincial.

O documento determina que, durante a fase transitória, a condução política da província passe a ser assegurada pela Brigada Central destacada para Gaza, cuja chefe assume a responsabilidade de coordenar todo o processo.

“A Chefe da Brigada Central dirige a Província até à eleição dos novos órgãos”, estabelece o guião.

A operação prevê a realização de reuniões e conferências em todos os escalões da organização partidária, desde as células até à conferência provincial, onde serão eleitos os novos dirigentes.

Mais do que uma simples renovação de quadros, o documento deixa transparecer a intenção de promover mudanças profundas no funcionamento interno da organização. Entre as orientações distribuídas às brigadas encarregues da missão consta a necessidade de incentivar a participação dos membros e desencorajar práticas consideradas prejudiciais à democracia interna.

“As brigadas devem desencorajar candidaturas únicas e promover a livre participação dos membros e militantes nos processos eleitorais”, refere o documento.

A Comissão Política pretende, igualmente, que a reorganização sirva para fortalecer a disciplina interna e recuperar a dinâmica das estruturas partidárias na província.

Entre as mensagens que deverão ser transmitidas aos militantes destacam-se o reforço da unidade, o rejuvenescimento dos órgãos e o cumprimento rigoroso dos estatutos do partido.

A decisão poderá marcar uma das mais profundas reconfigurações políticas internas da Frelimo em Gaza nos últimos anos. Ao extinguir simultaneamente todos os órgãos provinciais, o partido reconhece implicitamente a necessidade de uma renovação estrutural num território que sempre foi considerado um dos seus mais sólidos pilares eleitorais.

O processo deverá culminar com a eleição de uma nova direcção provincial, chamada a liderar uma organização que procura recuperar dinamismo e restaurar a confiança das suas bases num momento particularmente sensível da vida política moçambicana.

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