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Ussene Isse diz que saúde enfrenta desafios, mas o sistema continua a responder

O ministro da Saúde, Ussene Isse, afirmou que o sistema nacional de saúde enfrenta sérios desafios provocados por calamidades naturais e limitações estruturais, mas garantiu que o sector continua a funcionar e a prestar serviços à população. Falando durante uma intervenção pública, o governante destacou que cheias e ciclones têm

A Comissão Política da Frelimo desafiou o Governo a repor, com a maior brevidade possível, os serviços públicos essenciais, destruídos pelas chuvas. A Frelimo analisou ainda o grau de preparação da décima primeira Conferência Nacional de Quadros.

Sob direcção do respectivo presidente do partido, Daniel Chapo, a 66.ª sessão ordinária da Comissão Política avaliou a situação política, económica e social do País.

No domínio da época chuvosa 2025/2026, o órgão destacou a resposta do Governo às cheias e inundações em várias regiões, com apelo ao reforço das acções de assistência, reposição de serviços básicos e construção de infra-estruturas de mitigação. Para o órgão, o Governo teve acções determinantes face à segunda vaga de cheias e inundações que afectam os distritos de Machanga, na província de Sofala, Govuro, em Inhambane, e distritos de Chibuto, Chókwè e Xai-Xai, na Província de Gaza.

Em relação ao trabalho político, a Comissão Política enalteceu iniciativas internas de reforço da coesão partidária, os preparativos para o Comité Central marcado para 9-12 de Abril e a eleição de José Iassine, para o cargo de primeiro-secretário do Comité Provincial no Niassa.

A Comissão Política avaliou positivamente a intensificação da cooperação internacional, com destaque para a visita do Presidente Chapo à União Europeia.

Foi ainda destacada a Reunião Regional Norte dos primeiros-secretários dos Comités Distritais da Frelimo, realizada na cidade de Nacala-Porto, província de Nampula, um encontro inserido no princípio da Frelimo segundo o qual “a vitória prepara-se, a vitória organiza-se”.

No campo da acção governativa, foi salientado o lançamento do projecto mineiro de Revúboè, em Tete, que deverá gerar cerca de 9500 empregos, bem como a inauguração de um centro de previsão e alerta de cheias e secas, considerado estratégico para a gestão de riscos climáticos.

Sobre a Assembleia da República, o partido encorajou a sua bancada a manter o diálogo e a produção de consensos, destacando a aprovação unânime de leis ligadas à comunicação social.

Por fim, a Comissão Política enalteceu o desempenho das Forças de Defesa e Segurança no combate à insurgência no Norte do País e apelou à sociedade para o cumprimento das regras de trânsito, visando reduzir acidentes rodoviários.

O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, garantiu, hoje, que Moçambique tem stock de combustível até à chegada dos próximos navios, previsto para 26 a 30 de Março. 

O Governo esteve reunido, nesta terça-feira, para a habitual sessão do Conselho de Ministros, na qual, entre vários assuntos, foi informado da época ciclónica e chuvosa de 2025 e 2026. O Ministro da Planificação e Desenvolvimento lembrou que, nos últimos sete dias, as regiões centro e norte foram afetadas pelas fortes chuvas, que poderão continuar nos próximos dias. 

Salim Valá avançou que após avaliações técnicas foram activadas medidas antecipadas com vista  a redução de impactos, devido ao nível das inundações nas zonas baixas, destacando que as chuvas que afectaram mais de um milhão de pessoas em todo o país, 200 mil casas ficaram inundadas e mais de 10 mil casas ficaram destruídas. 

“Lamentamos o registo de 298 óbitos, 391 feridos e 17 desaparecidos. Relativamente aos óbitos, temos a referir que 107 foram por arrastamento pelas águas, 87 por descargas atmosféricas e os restantes por desabamento de paredes, quedas de árvores, cóleras, entre outros”, destacou o ministro. 

Avaliando os impactos da Guerra no Médio Oriente, com principal enfoque para a subida de combustível, o Governo garantiu stock até à chegada dos próximos navios no fim do mês de Março. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, inicia hoje uma  visita de trabalho de três dias à República do Quénia, em  resposta ao convite formulado pelo seu homólogo, William  Samoei Ruto. Trata-se da primeira Visita de Trabalho que o Chefe  do Estado realiza àquele país na qualidade de  Presidente da República. 

A visita insere-se no quadro do reforço das históricas relações de  irmandade, amizade, solidariedade e cooperação existentes entre Moçambique e o Quénia, constituindo uma oportunidade  para os dois Chefes de Estado avaliarem o actual estágio da  cooperação bilateral, bem como partilharem pontos de vista  sobre a situação política, económica e social dos seus países, do  continente africano e do mundo em geral. 

Durante a sua estadia, o Presidente da República participará, na  qualidade de convidado de honra, na 4.ª Conferência de  Investimento do Quénia, evento que reunirá investidores globais,  decisores políticos e líderes do sector privado. Na ocasião, o  Chefe do Estado irá promover a mobilização de investimentos  para Moçambique, através da divulgação das potencialidades e  oportunidades de investimento existentes no país. 

Acompanham o Presidente da República nesta deslocação a  Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria dos  Santos Lucas; o Ministro das Comunicações e Transformação  Digital, Américo Muchanga; bem como quadros da Presidência  da República e de outras instituições do Estado.

O Presidente da República, Daniel Chapo, manteve, nesta segunda-feira, uma conversa telefónica com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy.

De acordo com um comunicado da Presidência da República, o diálogo entre os dois Chefes de Estado centrou-se na identificação de oportunidades concretas de cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energia, comércio e formação técnico-profissional. Ambos manifestaram interesse em desenvolver mecanismos práticos que permitam transformar essas oportunidades em benefícios reais para os seus países.

Durante a conversa, os Presidentes também abordaram a actual conjuntura internacional, partilhando preocupações em torno dos desafios à paz e segurança globais e os seus impactos, particularmente nas economias em desenvolvimento. Nesse sentido, reiteraram a importância do diálogo, da diplomacia e do respeito pelo direito internacional como pilares essenciais para a resolução pacífica de conflitos.

Na ocasião, Volodymyr Zelensky destacou o interesse da Ucrânia em fortalecer os laços de cooperação com Moçambique. Por sua vez, Daniel Francisco Chapo reafirmou a abertura do país para aprofundar as relações bilaterais, sublinhando o potencial de ganhos mútuos para ambos os povos.

Como resultado do encontro, os dois estadistas concordaram em manter contactos regulares e dinamizar iniciativas conjuntas que contribuam para o fortalecimento contínuo da cooperação entre Moçambique e a Ucrânia.

Moçambique vai partilhar a sua experiência adquirida durante o mandato como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas com o Zimbabwe, que concorre à mesma posição para o biénio 2027-2028. Uma delegação zimbabweana encontra-se em Moçambique para manter contactos com a parte moçambicana.

Além de Moçambique, o Zimbabwe conta com o apoio da SADC e de países como a Rússia e Cuba. Caso seja eleito, o país afirma que pretende usar a posição para impulsionar a paz, a equidade de género, bem como promover o desenvolvimento do continente.

“Daremos também continuidade à agenda da União Africana, uma das quais é o silenciamento das armas. Assim, impulsionaremos a agenda para tentar impedir guerras e conflitos no continente. Esse será um dos principais objetivos”, disse o Secretário Permanente do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Zimbabwe.

O terrorismo é um mal global que afecta Moçambique e outros países, tendo feito parte da agenda do país durante a sua permanência no Conselho de Segurança. Agora, Zimbabwe assume o desafio de dar continuidade a este combate.

Para além do Zimbabwe, a República Democrática do Congo e a Libéria também disputam um assento não permanente na eleição que terá lugar em Junho.

O Presidente da Frelimo diz que as inundações e cheias que assolam o país agudizam a pobreza e a insatisfação do povo. Daniel Chapo falava em Nacala Porto, em Nampula, onde dirigiu a Reunião Regional Norte de Balanço no âmbito da preparação da Décima Primeira Conferência Nacional de quadros, a decorrer em Agosto próximo, em Manica.

Daniel Chapo chegou à cidade portuária de Nacala Porto, em Nampula, na manhã deste sábado, para dirigir a Reunião Regional Norte de Balanço no âmbito da preparação da Décima Primeira Conferência Nacional de quadros, a decorrer em Agosto próximo, em Manica.  

No encontro deste sábado, alargado aos secretários distritais de Nampula, Cabo Delgado e Niassa, o Presidente da Frelimo disse que as inundações e cheias que ainda assolam o país aumentaram a pobreza e a insatisfação da população.

De acordo com o Presidente da Frelimo, o terrorismo em Cabo Delgado, desde 2017, compromete as actividades do partido.

Sobre a reunião Reunião Regional Norte de Balanço em preparação da Décima Primeira Conferência Nacional de quadros, Chapo explicou que um dos objectivos é preparar a vitória para os próximos pleitos eleitorais. 

E desafiou os secretários distritais a ajustar os métodos de trabalho face aos desafios do momento.

A reunião teve duração de um dia.

O Presidente do Movimento Democrativo de Moçambique diz que a situação económica do país é crítica. Lutero Simango entende que o encerramento da Mozal e a não renovação de um dos contratos com a Kenmare vai impactar negativamente na população. Simango falava no encerramento da III Sessão da Comissão Política, na Cidade de Maputo. 

A Comissão Política do MDM reuniu-se durante dois dias, na Cidade de Maputo, com pontos de agenda voltados para dentro do partido e, também, para a situação económica do país. 

A formação política diz que está preocupada com o rumo socio-económico do país. 

“Manifestamos a nossa preocupação com o encerramento anunciado do Mozal, assim como possível o encerramento de Kenmar, e continuamos desapontados com a ausência de uma política nacional para produzir comida em Moçambique. 

Lutero Simango fala ainda da necessidade de se haver uma política para a promoção e crescimento das Pequenas e Médias Empresas.

“E queremos aqui dizer que a ausência de uma política económica para motivar e criar condições para que as médias e pequenas empresas possam assumir a sua responsabilidade na promoção de emprego, na geração de oportunidades e de riquezas é a razão fundamental da crise económica em Moçambique. E não se pode desenvolver o nosso país na base de altos impostos, na base de altos juros e também na base da exclusão política social. Aqui devemos sublinhar que o MDM defende a redução dos impostos. Defendemos a redução do IVA para 14%”, disse o presidente do MDM. 

A Comissão Política do MDM apresentou igualmente o posicionamento do partido no Diálogo Nacional Inclusivo e sobre matérias de descentralização. 

E aqui, mais uma vez, o MDM reafirma na sua posição política que é urgente que se faça a transferência de competências para os municípios e, em particular, para o município da cidade da Beira, onde o MDM está a governar. Entreguem-nos a Educação e Saúde para que possamos promover não só qualidade, mas acima de tudo dignidade aos moçambicanos”, disse. 

A próxima reunião do MDM, ainda sem data, será o Conselho Nacional. No evento, o partido vai analisar o relatório de contas da campanha eleitoral de 2024. A conta já foi aprovada na sessão da Comissão Política.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu em audiência Jean  Chrysostome Ngabitsinze, Secretário-Geral da Agência de  Capacidade Africana de Risco (ARC) e Assistente do Secretário Geral da ONU, para coordenar estratégias de resposta às crises  climáticas que afectam Moçambique. 

O encontro serviu para abordar a preparação de uma conferência  de alto nível sobre financiamento de catástrofes, agendada para  Junho deste ano.

Jean Chrysostome Ngabitsinze iniciou a sua interlocução com a  imprensa destacando a natureza da organização que lidera e  afirmando que o encontro, ocorrido na sexta-feira, teve, entre vários objectivos, expressar solidariedade face as cheias que têm afectado o país. 

A vertente do encontro focou-se na capacidade de resposta e no  papel do Presidente moçambicano. Ngabitsinze referiu que o  propósito foi, “abordar a capacidade  actual de África e o papel e as responsabilidades que ele assume  enquanto campeão na gestão de catástrofes. Este é o propósito  central da nossa visita”. 

Durante a reunião, foram analisados os desafios ambientais que  Moçambique enfrenta. “Discutimos os choques que o mundo  enfrenta, que África enfrenta e, em particular, que Moçambique  enfrenta, nomeadamente os decorrentes das cheias, a par da seca  e dos ciclones tropicais”, detalhou o Assistente do Secretário-Geral  da ONU. 

O dirigente referiu a existência de múltiplos factores que afectam o  país. “Trata-se, portanto, de três desafios simultâneos — choques combinados — e concordámos na necessidade de unir esforços”,  frisou Jean Chrysostome Ngabitsinze. 

Ngabitsinze indicou que o Presidente da República irá presidir, ainda  este ano, um evento de alto nível sobre gestão e financiamento de  catástrofes. 

“Sua Excelência já está a desenvolver um trabalho notável na  mobilização dos países africanos, com vista à conjugação de  esforços. Irá presidir, em Junho do corrente ano, a uma conferência  de alto nível sobre gestão e financiamento de catástrofes”, disse. 

Por fim, o Secretário-Geral da ARC afirmou que reiteraram o  compromisso de trabalhar com o país e que registavam, com  apreço, os sinais positivos decorrentes do seu empenho contínuo.

O Presidente da República, endereçou uma mensagem de  felicitações ao Presidente reeleito da República do Congo, Denis  Sassou-Nguesso, na sequência da sua vitória nas eleições  realizadas a 15 de Março corrente. 

Na mensagem, Daniel Chapo expressa, em  nome do povo e do Governo da República de Moçambique, o  reconhecimento pelo resultado alcançado, destacando o  significado político da reeleição.

“Tenho a honra de felicitar Vossa Excelência, em nome do Povo e  do Governo da República de Moçambique e no meu próprio,  pela vossa reeleição como Presidente da República do Congo,  na sequência do sufrágio de 15 de Março corrente, que vos  conferiu uma expressiva vitória. Este resultado constitui uma clara  demonstração da confiança que o povo congolês deposita na  vossa liderança, visão e compromisso com a estabilidade, o  progresso e o bem-estar da vossa nação”. 

Na mesma mensagem, o Presidente Daniel Chapo sublinha a  importância das relações históricas entre Moçambique e a  República do Congo, reiterando a vontade de aprofundar a  cooperação bilateral em diversas áreas de interesse comum. 

“A República de Moçambique valoriza profundamente os laços  históricos de amizade, solidariedade e cooperação que unem os  nossos países. Neste contexto, reafirmo o meu firme compromisso  de continuar a trabalhar com Vossa Excelência no reforço das  relações bilaterais, incluindo a cooperação económica, em  benefício mútuo dos nossos povos”. 

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