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Governo acredita que chama da unidade nacional vai reconciliar os moçambicanos 

Na declaração semanal à imprensa, esta sexta-feira, o Porta-Voz do Conselho de Ministros referiu que o Governo acredita que a chama da unidade nacional, que vai percorrer o país a partir de Nangade, Cabo Delgado, vai contribuir para reconciliar os moçambicanos, promover a preservação da História da luta de libertação,

A Assembleia da República aprovou, hoje, por unanimidade e em definitivo a Lei atinente ao compromisso político para um diálogo nacional inclusivo, um instrumento submetido, com carácter de urgência, pelo Presidente da República, por forma a materializar o compromisso assinado com os partidos políticos. As bancadas na Assembleia da República prometem vigiar a implementação do acordo.

A Assembleia da República esteve reunida, nesta quarta-feira, para apreciar e debater a lei atinente ao compromisso político para um diálogo nacional inclusivo, uma proposta do Presidente da República, na sequência do compromisso político assinado a 5 de Março pelo Chefe de Estado e nove partidos políticos .

A proposta foi fundamentada pelo ministro na presidência para assuntos parlamentares, Autárquicos e das Assembleias Provinciais, Eduardo Mulembwe, recordando sobre os recorrentes conflitos político-sociais, que surgem a cada ano eleitoral. 

Para Mulembwe, a Lei reforça a necessidade de haver um esforço conjunto para reconciliar os moçambicanos, fortalecer as instituições do Estado, aprofundar a democratização da sociedade, garantir uma boa governação e propiciar um ambiente favorável ao crescimento económico. 

“Pretende-se alcançar, entre outros objectivos, a efectiva reconciliação dos moçambicanos,  a consolidação da unidade nacional, a harmonia social, a manutenção da integridade territorial, a estabilidade política, o fortalecimento das instituições do Estado, a boa governação, a promoção de um ambiente propício à implementação de políticas públicas eficientes e eficazes, o aprofundamento da democratização da sociedade, o bem-estar, a justiça social, o progresso e a prosperidade”, disse o antigo deputado, apelando aos seus ex-pares a votarem positivamente no instrumento proposto pelo Presidente da República.

A primeira, terceira e quarta comissão apreciaram positivamente o documento, no espírito e na letra, mas foram as bancadas que teceram comentários que conduziram à aprovação do instrumento.

Feliz Silvia, Chefe da bancada da Frelimo foi quem iniciou as intervenções das bancadas, em torno do instrumento, tendo felicitado o Presidente da República, que é também Presidente do seu Partido, pela iniciativa. Mas, também, fez promessas. 

“A bancada parlamentar da Frelimo compromete-se a contribuir com todas as suas capacidades e meios com vista à monitoria e avaliação, de forma rigorosa, permanente e intransigente, às atividades da Comissão Técnica, incluindo na gestão transparente dos fundos que serão mobilizados pelo Governo e pelos partidos políticos signatários do seu funcionamento”, disse.

A chefia do Podemos exorta que as reformas previstas na lei sejam efectivadas para o desenvolvimento do país.

“A presente lei significa acto de reconciliação com a história, um reconhecimento dos erros,  dos silêncios e das exclusões que marcaram o passado recente. Este é o tempo da política que une, que cura, que transforma, onde a verdadeira inclusão existe. Legislação clara e vinculativa, com direitos e deveres bem definidos, prazos executáveis, proteção aos participantes e responsabilização legal em caso de incumprimento”, disse o Chefe da Bancada.

A Renamo espera que esta não seja mais uma lei sem acções concretas.

“A bancada parlamentar da Renamo tem a expectativa de que, uma vez assinado, o presente compromisso, e transformado em lei, não seja mais um expediente do regime para ludibriar o povo. Que o acordo não seja mais uma cartada para o regime ganhar tempo no sentido de se rearmar  e continuar a reprimir o nosso povo. Somos, pelo indulto e amnistia de todos os cidadãos, alvos de processos judiciais”, declarou Jerónimo Malagueta, Chefe da Bancada da Renamo, depois de alistar os vários acordos assinados entre o partido e o Governo, que, no seu entender, foram todos “escamoteados”. 

Já o Movimento Democrático de Moçambique, na pessoa do seu chefe da bancada, Fernando Bismarques, defende que o instrumento deve ser caminho para uma nova era e não para perpetuar a má gestão, por isso vai fiscalizar cada passo da comissão técnica e demais intervenientes.

“Aprovar este instrumento não deve ser entendido como um cheque em branco ou caucionar manobras dilatórias para ganhar tempo e recuperar a popularidade perdida.

O nosso voto deve ser no sentido de criar as bases para a construção de um país onde o povo se sinta valorizado e tenha a esperança de um futuro promissor. O nosso voto visa, em última instância, para que tenhamos mais hospitais e escolas e que o combate ao crime organizado, sobretudo os raptos, faça parte do passado”.

A Lei conta com cinco artigos, um dos quais se refere a criação de uma comissão técnica responsável pela implementação do instrumento, composta por 21 membros, 18 indicados pelos partidos políticos signatários e três provenientes da Sociedade Civil.

A crise na Renamo já não pode ser ignorada. O partido, que durante décadas simbolizou a resistência política e militar em Moçambique, enfrenta uma contestação interna que cresce a olhos vistos. Em Massinga, província de Inhambane, o descontentamento atingiu um novo patamar, com membros do partido a fecharem a sede local e a queimarem cartazes com a imagem de Ossufo Momade, num claro sinal de rejeição à sua liderança.

A revolta é liderada pelos antigos guerrilheiros da Renamo, aqueles que, com armas na mão, sustentaram a guerra civil e, mais tarde, garantiram a presença do partido na arena política, mas que, agora, sentem-se traídos. Acreditam que Momade perdeu o rumo e conduziu a Renamo à inércia. Jovens e mulheres do partido também engrossam as fileiras da contestação, num movimento que já não se restringe apenas a uma ala específica, mas que atravessa gerações dentro da organização.

Alexandre Nucumba, desmobilizado da Renamo, é uma das vozes mais críticas da actual liderança. Para ele, o que está a acontecer não é apenas uma insatisfação passageira, mas um reflexo de anos de promessas não cumpridas e de uma gestão desastrosa do partido. 

“Ossufo Momade traiu os ideais da Renamo. O partido pelo qual lutamos e arriscamos a vida já não existe. Ele vendeu a nossa luta, entregou tudo de bandeja, e nós não vamos aceitar isso calados”, denunciou, visivelmente revoltado.

A indignação de Nucumba não é isolada. O sentimento de traição ecoa entre vários membros que, nas eleições passadas, viram a Renamo ser esmagada nas urnas sem uma reação à altura.

 “O que nos doi é que ele se calou depois das eleições. Sofremos uma das maiores derrotas da nossa história e, em vez de lutar pelos nossos votos, Momade ficou em silêncio e o partido parou desde lá. O que mais precisamos para perceber que ele já não nos representa?”, questiona.

Para muitos, o líder da Renamo tornou-se um nome associado à passividade. A sua postura frente às negociações políticas, sua incapacidade de mobilizar o partido e a ausência de uma estratégia clara para recuperar o espaço perdido são apontadas como as razões para o desmoronamento da confiança dentro da Renamo.

Se antes a contestação era dominada pelos antigos combatentes, agora o cenário mudou. Jovens e mulheres do partido, que outrora viam em Momade um líder de transição, após a morte de Afonso Dhlakama, agora também exigem a sua saída. José Armindo, representante da Liga Juvenil da Renamo, não esconde a frustração. “A juventude quer um líder com visão, com capacidade de nos inspirar e de enfrentar a Frelimo sem medo. Momade não tem nada disso. Ele acomodou-se, aceitou migalhas, enquanto nós ficamos sem direção”, critica.

A Liga Feminina da Renamo também se posicionou contra a actual liderança. Glória Damião, uma das vozes femininas mais influentes dentro do partido em Inhambane, reforça o coro de críticas. “As mulheres da Renamo sempre estiveram na linha da frente, mas hoje sentimos que o partido perdeu a sua essência. Não podemos continuar com um líder que não escuta, que não reage e que só nos enfraquece”, afirma.

O clamor por mudança não é apenas uma expressão de descontentamento – é um pedido formal. Os antigos guerrilheiros e as novas gerações dentro do partido querem a convocação imediata de um Conselho Nacional, onde possa ser eleita uma nova liderança capaz de revitalizar a Renamo e resgatar o partido da apatia em que se encontra.

Alexandre Nucumba é categórico: “Não estamos aqui para negociar. Exigimos um Conselho Nacional agora. A Renamo não pode esperar mais, ou vai acabar de vez. Precisamos de um líder forte, que saiba para onde estamos a ir. Momade já demonstrou que não é esse líder”.

A pressão por uma mudança no topo do partido tem crescido em várias províncias, e a crise que agora explode em Massinga é apenas um dos muitos focos de insatisfação. No início do ano, delegados distritais da Renamo em Inhambane já haviam marchado até à sede provincial para exigir a destituição do delegado político de Inhambane. Agora, a revolta escalou para um nível mais agressivo, tornando insustentável a permanência de Ossufo Momade sem enfrentar resistência interna.

A grande questão que paira sobre a Renamo neste momento não é se haverá mudanças, mas sim quando e de que forma elas ocorrerão. Se a liderança insistir em ignorar os sinais claros de colapso interno, a crise pode aprofundar-se ainda mais, levando o partido a um ponto sem retorno.

Ossufo Momade está sob cerco. As vozes que pedem a sua saída já não podem ser abafadas, e a pressão para que renuncie ou convoque um Conselho Nacional pode tornar-se insustentável nos próximos meses.

O Presidente da República recebeu, na tarde desta terça-feira, em audiência, a Alta Comissária do Reino  Unido em Moçambique, Helen Lewis, para discutir o fortalecimento da  cooperação económica entre os dois países. Durante o encontro, foi  destacado o crescimento significativo do comércio bilateral, bem  como os desafios a superar para consolidar a confiança dos  investidores britânicos no país. 

“Claramente, temos uma parceria muito abrangente entre o governo  de Moçambique e do Reino Unido, e hoje tive o prazer de falar sobre  a nossa parceria económica com Sua Excelência o Presidente e com  a presença das várias empresas britânicas aqui em Moçambique”,  afirmou a Alta Comissária, em declarações à imprensa, sublinhando a  importância do diálogo e das reformas económicas para impulsionar o  investimento.

Segundo a diplomata, o intercâmbio comercial entre Moçambique e  o Reino Unido registou um aumento superior a 115 por cento entre  2023 e 2024, reflectindo a robustez da parceria económica. “E também  o nível de investimento britânico aumentou nos últimos anos. Então,  temos uma parceria muito forte”, destacou. 

No entanto, a Alta Comissária expressou preocupação em relação ao  impacto da violência pós-eleitoral sobre o ambiente de negócios no  país. “Claramente, tivemos o choque da violência pós-eleitoral, e  falámos muito como podemos recuperar a confiança dos investidores  britânicos e das empresas britânicas”, afirmou, enfatizando a  necessidade de estabilidade e previsibilidade para atrair mais  investimentos estrangeiros. 

A diplomata salientou ainda a importância do crescimento inclusivo,  apontando para a necessidade de que os benefícios do  desenvolvimento cheguem a todas as regiões do país, especialmente  às zonas remotas. “Falámos sobre as prioridades em termos de  crescimento inclusivo em Moçambique e como podemos chegar às  pessoas nas zonas remotas com benefícios do crescimento inclusivo”,  afirmou. 

Nesta linha, foi destacado o empenho do Reino Unido na transição  energética e na promoção das energias renováveis em Moçambique,  como forma de estimular o desenvolvimento e melhorar a qualidade  de vida das populações. “Estamos a trabalhar muito na transição  energética de Moçambique e na área das energias renováveis, e  como podemos chegar às zonas remotas com pequenos sistemas  solares, por exemplo, e a energia para impulsionar mais a economia”,  explicou a Alta Comissária.

O encontro reforçou o compromisso de Moçambique e do Reino  Unido em fortalecer laços comerciais, atrair investimentos sustentáveis  e promover iniciativas que impulsionem o desenvolvimento económico  inclusivo no país. 

O Conselho de Ministros realizou, esta terça-feira, a sua décima Sessão Ordinária.

De acordo com o comunicado de imprensa sobre a Sessão, o Governo apreciou os seguintes Relatórios da: Participação do Presidente da República, Daniel Chapo, na tomada de posse da Presidente Eleita da República da Namíbia, Netumbo Nandi-Ndaitwah, no dia 21 de Março 2025; Visita de Trabalho do Presidente da República do Botswana, Duma Boko, a República de Moçambique, de 27 a 29 de Março de 2025.

Ainda de acordo com o mesmo comunicado de imprensa, o Conselho de Ministros apreciou e aprovou os seguintes documentos a submeter à Assembleia da República: O Relatório Anual da Implementação da Política da Juventude (PAIPJ), referente ao ano de 2024. “O Relatório reporta as acções realizadas pelos sectores e seus parceiros em prol do desenvolvimento e empoderamento de adolescentes e jovens, no ano 2024; O Relatório Anual sobre a Evolução do Consumo e Tráfico Ilícitos de Drogas no ano de 2024. O relatório, em alusão, ilustra as actividades desenvolvidas pelo GCPCD e pelas instituições directamente responsáveis pela prevenção e combate ao tráfico e consumo ilícitos de drogas no País e a evolução do tráfico e consumo ilícitos de drogas e suas repercussões internacionais, incluindo os dados estatísticos registados no período em referência”, avanca a nota de imprensa.

Por fim, ainda na mesma Sessão, o Governo apreciou as informações sobre a Monitoria de Indicadores de Reputação e Avaliação de Moçambique e o Relatório de Indicadores de Fiscalização de Pagamento de Horas Extras no Sector da Educação”.

A Assembleia da República marcou para esta quarta-feira a apreciação e debate da proposta de lei sobre o compromisso político nacional inclusivo, proposto pelo Presidente da República.

O Presidente da República submeteu à Assembleia da República, com carácter urgente, a apreciação e debate da lei que vai viabilizar a realização de encontros entre o Chefe do Estado e vários segmentos da sociedade, no âmbito do compromisso político para o diálogo nacional inclusivo. 

A comissão permanente da dita “casa do povo” reuniu-se, nesta terça-feira, e já marcou a data para o debate.  A comunicação foi feita pelo porta-voz do órgão, Manuel Ramessane.

“Nesta terceira sessão, a Comissão Permanente da Assembleia da República deliberou marcar para quarta-feira, amanhã, dia 2 de abril, pelas nove horas, a apreciação da matéria  urgente que foi submetida recentemente ao Parlamento pelo Chefe do Estado, Daniel Chapo. Trata-se da proposta de lei atinente ao compromisso político para um diálogo nacional inclusivo”, disse Ramessane, que depois apelou a toda a sociedade, aos moçambicanos, a acompanharem os trabalhos, através da comunicação social, por se tratar de um tema que poderá.

Através do documento estarão delimitados os critérios para a revisão dos instrumentos legais propostos.

“É uma lei para viabilizar o processo do compromisso assumido entre os partidos políticos, da qual, como percebeu, existem várias razões deste compromisso, desde a revisão da Constituição da República e outros documentos necessários, da qual foram as reclamações na altura das manifestações (Pós-eleitorais), que os partidos políticos entenderam que deveriam trabalhar, no sentido de poder responder às preocupações, e para qual haverá necessidade de fazer diferente tipo de leis e devem ser dentro deste compromisso”. 

Desde o seu arranque do processo, o Presidente da República já reuniu com líderes de partidos políticos parlamentares e com assentos nas Assembleias Provinciais e Municipais. 

A Comissão Política da Frelimo reuniu-se, esta segunda-feira, na sede do partido, na Cidade de Maputo, para analisar a situação do país, ao nível político, social, económico e cultural. Por conseguinte, o órgão saudou os avanços alcançados pelo Governo nos primeiros 100 de governação, que incluem o lançamento do fundo de desenvolvimento empresarial para apoio a micro e pequenas empresas das províncias de Nampula, Cabo Delgado e Tete.

Para a Comissão Política da Frelimo, Daniel Chapo está a liderar de forma firme a promoção da paz e estabilidade social do país, através de diálogo inclusivo com todas as forças vivas da sociedade, garantido proximidade com a população rumo à prosperidade nacional. 

De igual modo, a Comissão Política da Frelimo apreciou os esforços do Governo no que concerne à expansão da Internet para todos, em locais como escolas secundárias ou praças digitais, o que irá garantir a inclusão tecnológica que reduz desigualdades.

A Comissão Política da Frelimo enalteceu a importância das parcerias estratégicas para o desenvolvimento nacional, referindo-se, em particular, à visita do Presidente do Botswana, Duma Boko, a Nacala, que reforçou laços históricos e abriu novas oportunidades para os dois países. 

A Comissão Política da Frelimo elogiou a auscultação do povo, garantida pelo Presidente da República, em relação às principais preocupações nacionais, com visitas a Niassa e Nampula, onde mostrou empenho pela harmonia social. 

Na sessão da Comissão Política da Frelimo, também foram tratados temas como celebração dos 50 anos da independência nacional, que terá diversas actividades; o compromisso da agenda parlamentar, com avanços alcançados na primeira sessão, como indução dos deputados; Análise da proposta de lei de compromisso político; celebração do eid, que lembra a participação da comunidade muçulmana para a paz em Moçambique; preparação da quarta sessão ordinária do Comité Central, a realizar-se na Matola entre 3 e 6 de Abril; e Compromisso da FDS, na defesa da integridade territorial nacional. 

 

A bancada parlamentar do partido PODEMOS diz que dois dos seus deputados não compareceram à cerimónia de tomada de posse, porque estavam incontactáveis. Neste momento, os deputados aguardam pela decisão da Assembleia da República. 

O Partido Optimista Para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS) chamou a imprensa, esta segunda-feira, para explicar a ausência de dois deputados do partido, tidos como desaparecidos, e que na última semana apareceram para assumir os seus cargos.

Faizal Gabriel é um dos deputados e explica: “Fiquei ausente devido a situações do trabalho. Eu trabalho com logística. Fiquei ausente e sem comunicação, mas já apareci e estou aqui hoje”, disse, acrescentando que espera que haja mudanças daqui para frente.  

O Porta-voz do PODEMOS, Duclécio Chico, explica, por sua vez, que os dois deputados vinham sendo contactados pelo partido, mas sem sucesso.  

“Estes deputados foram contactados pelo partido PODEMOS, durante os 60 dias e antes da tomada de posse, fazendo o protocolo, que é devido. Porém, o contacto dos deputados estava fora de área, sendo assim, continuamos à procura dos mesmos até que, hoje, apareceram. Frisar que o partido PODEMOS está muito feliz pela presença física dos deputados, Faizal e António 

Passam já dois meses desde que os deputados tomaram posse no Parlamento. Segundo o PODEMOS, a Assembleia da República já havia solicitado a substituição  dos deputados. 

“Não foi o partido PODEMOS que pediu para trocar, mas foi a Assembleia da República que comunicou ao nosso deputado do partido PODEMOS, para que venha trocar a posição”, explicou o porta-voz.   

De acordo com o partido, a Assembleia da República está a fazer a apreciação dos motivos das  ausências, para posterior decisão sobre a sua integração na casa do povo.   

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, reiterou, hoje, a necessidade de um sistema de justiça imparcial e transparente. Chapo apelou que os magistrados do Ministério Público centrassem as suas atenções na promoção de acções de combate a corrupção, pois, segundo Chapo, “o fenómeno retarda o desenvolvimento do país e mina a confiança dos cidadãos nas instituições públicas”. 

O Chefe de Estado empossou, esta segunda-feira, a Vice-Procuradora-Geral da  República, Irene da Oração Afonso Micas e Uthui, e os  Procuradores-Gerais Adjuntos, Mário Ernesto Sevene, Firmino  Emílio e Eduardo Leovigildo André Barros Sumana. 

Durante o seu discurso, Daniel Chapo reconheceu os desafios do judiciário e afirmou que o reforço da prevenção e combate a corrupção e os crimes económicos financeiros constituem um dos principais programas para o quinquénio 2025-2029, e avançou algumas estratégias que o Governo se propõe a desenvolver.  

“Este programa visa fortalecer os esforços de combate às atividades ilegais que afectam a nossa economia, o sistema financeiro e integridade da administração pública, promovendo um ambiente de probidade e transparência na gestão da coisa pública”, disse Chapo, acrescentando que o Governo propõe-se a intensificar acções de sensibilização de prevenção e combate à corrupção e a criminalidade transnacional; reforçar as medidas de sigilo ao cidadão na denúncia e combate à corrupção, entre várias outras medidas.

“A criminalidade não apenas se diversificou, muitas vezes, aproveitando-se da globalização e das novas tecnologias de informação e comunicação. Estes fenómenos não conhecem fronteiras e exigem de nós uma resposta igualmente integrada e eficaz”, afirmou. 

O Mais Alto Magistrado da nação apelou também que, enquanto magistrados do Ministério Público, os empossados centrassem as suas atenções na prevenção de acções de combate a corrupção, “fenómeno que retarda o desenvolvimento do nosso país e mina a confiança dos cidadãos nas instituições públicas”.

Ao dirigir-se especificamente à nova Vice-Procuradora-Geral da  República, Irene da Oração Afonso Micas e Uthui, o Presidente da  República destacou o carácter histórico da sua nomeação, sendo a  primeira mulher a assumir o cargo. “Trata-se do reconhecimento de um  percurso profissional sem máculas que oferece suficientes garantias de  desempenho cabal das funções que acaba de assumir”, frisou. 

Aos Procuradores-Gerais Adjuntos, Mário Ernesto Sevene, Firmino Emílio  e Eduardo Leovigildo André Barros Sumana, o estadista manifestou  confiança de que contribuirão significativamente para o crescimento  e eficiência da instituição, enaltecendo as suas qualidades técnico  jurídicas e experiência. 

Na sua mensagem final, o Presidente Daniel Chapo exortou os  empossados a actuarem com integridade e imparcialidade,  lembrando-lhes que “a função de Magistratura do Ministério Público é  uma das essenciais no Sistema de Administração da Justiça” e que  deles se espera coragem, responsabilidade e empatia na aplicação  da lei. 

O Governo quer construir sete hospitais distritais, distribuir o livro escolar a tempo, aumentar em 40% o índice de integridade territorial, reabilitar e requalificar o Estádio Nacional do Zimpeto.

Estes são parte dos compromissos que a administração Chapo assume no Plano Quinquenal, um documento de mais de 100 páginas e que já deu entrada no parlamento para sua apreciação.

O Plano Quinquenal do Governo 2025-2029 é um documento de 130 páginas no qual o Executivo detalha o que pretende fazer, com metas e prazos, durante os cinco anos de governação.

Elaborado com base na Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044 e com cinco pilares, o documento já foi aprovado pelo Conselho de Ministros e está na Assembleia da República, aguardando apreciação e aprovação.

REDUÇÃO DO DESEMPREGO

O actual governo compromete-se a reduzir as desigualdades sociais e a pobreza, esta última situada agora em 68.2% e, para o efeito, uma das “armas” que se pretende usar é combater o desemprego, assegurando até 2029 a percentagem dos desempregados baixe dos actuais 18.4 para 17%, uma redução de 1.6%.

Para isso quer financiar mais de três mil jovens com iniciativas de auto-emprego.

SECTOR DA EDUCAÇÃO

No sector da educação, o Governo de Daniel Chapo quer concentrar as suas atenções no ensino básico e profissional. Entre as acções de destaque, neste sector, constam a garantir a produção e disponibilização atempada do livro escolar; assegurar o acesso a conteúdos educativos em plataformas digitais para reduzir custos; e adequar os curricula do ensino geral às reais necessidades do País; E são apresentados no plano métricas concretas, entre as quais reduzir o rácio aluno/professor no ensino primário de 68.1 para 55%, uma redução de 13,1%.

Ainda no ensino primário, pretende-se aumentar de 4.9% (avaliação feita em 2016) para 30% a percentagem de alunos que desenvolvem as competências requeridas para o 1º ciclo, nomeadamente leitura, escrita e cálculo).

No que diz respeito a infraestruturas do sector deste sector, projecta-se incrementar de 397 para 3.492, o número de salas de aula construídas, além de, no ensino secundário, aumentar de 13 para 77, o número de escolas secundárias, o que significa construir 64 escolas secundárias em cinco anos;

SECTOR DA SAÚDE

A administração Chapo reconhece desafios como as altas taxas de mortalidade infantil, longas distâncias percorridas para chegar-se a unidades sanitárias, o tempo de espera, o défice de medicamentos essenciais e equipamentos médicos.

É por isso que assegurar a disponibilidade de medicamentos e artigos médicos nas unidades sanitárias é uma das prioridades, bem como a promoção do planeamento familiar para incentivar uma transição demográfica sustentável; Em termos numéricos, foram estabelecidas as metas de aumentar de 70.2 para 73, a percentagem da população com acesso a serviços de saúde, um incremento de 2.8% em cinco anos;

Consta ainda da lista, a meta de que a taxa de cobertura de partos institucionais realizados aumente de 94 para 95%, uma subida de apenas um por cento.

A percentagem de medicamentos vitais disponibilizados, segundo o documento que temos vindo a citar, poderá subir de 80 para 90%, bem como serão construídos de raiz e apetrechados sete hospitais distritais, aumentando de 7 para 14 o número de hospitais distritais construídos nos últimos anos.

DEFESA E SEGURANÇA

No domínio da defesa, o Plano Quinquenal do Governo destaca os efeitos negativos do terrorismo em Cabo Delgado e prevê para breve a estabilidade naquela região seja restaurada. No entanto, o programa é pouco detalhado em relação a outro tipo de criminalidade organizada.

Ainda assim aborda a necessidade de prevenir e combater o crime organizado, com destaque para sequestros e raptos e reforçar a capacidade de defesa das fronteiras nacionais;

Nas métricas, o plano fala do aumento 86 para 87, a percentagem de casos criminais esclarecidos em relação aos casos registados e a subida do Índice de Integridade territorial de 30 para 70%.

SECTOR DO DESPORTO

O desporto também é destacado no Programa do Governo e vale a pena realçar as acções que se projecta implementar no capítulo das infra-estruturas desportivas.

A previsão é que no penúltimo ano do mandato, em 2028, seja intervencionadas as seguintes infra-estruturas: reabilitação do Estádio Nacional do Zimpeto, construção e apetrechamento da Arena Esportiva Multiuso; e construir e apetrechamento do Centro de Medicina Desportiva;

Já em 2029, poderá ser concluída a construção do Complexo Desportivo de Pemba, na província de Cabo Delgado.

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