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Presidente da República promulga lei atinente ao PESOE 2026 

O Presidente da República,  Daniel Chapo, após verificar que não contraria a Lei  Fundamental, promulgou e mandou publicar a Lei atinente ao  Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para  o ano de 2026. O PESOE 2026 orienta a alocação criteriosa e estratégica de  recursos públicos, com foco

O Ministro do Transporte e Logística, João Matlombe, diz esperar que o Presidente da República apresente todos os avanços alcançados desde o início do mandato. Matlombe reconhece a prevalência de alguns  desafios, mas também fala de avanços. 

É o primeiro informe de Daniel Chapo sobre o Estado Geral da Nação e o seu executivo diz esperar que o Chefe do Estado traga os avanços alcançados  durante os nove meses de sua governação. 

A ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, destaca que são notáveis as diferenças e os avanços no sector em que dirige, como por exemplo a distribuição do livro escolar. Tovela também reconhece a prevalência de desafios, mas garante que as principais metas foram alcançadas.

As bancadas da Renamo e do Podemos solicitaram a criação de uma comissão de inquérito para averiguar as contas, a gestão e as operações da empresa Linhas Aéreas de Moçambique, por entenderem que está à beira do colapso.

A Renamo apresentou, nesta quinta-feira, uma moção de reprovação às respostas do Governo na sessão dos dias 13 e 14 últimos, por considerar vazias as informações apresentadas.

“No caso das Linhas Aéreas de Moçambique, LAM, o Governo não conseguiu convencer o povo e dar garantias de que haverá mais aeronaves. Não garantiu a baixa de preços até alcançar os baixos níveis aplicados nas companhias congêneres da região e não garantiu na sua resposta que a má gestão baseada no excesso de passageiros ligados à elite governativa que não paga o bilhete de viagens vai acabar”, referiu a relatora da Renamo, Glória Salvador, justificando a pertinência da moção.

Por isso, o partido exige a criação de uma comissão de inquérito parlamentar que vai averiguar o que chama de desmandos na companhia de bandeira.

Juliano Picardo disse que, com a moção de reprovação às respostas do Governo em relação à LAM, “pretendíamos convidar a Assembleia da República a proteger os clientes como consumidores e na defesa dos recursos públicos do Estado injectados na LAM, criando, para o efeito, uma comissão parlamentar de inquérito para investigar a LAM sobre os casos de corrupção, desvio de fundos públicos como um passo importante para restaurar a integridade, a confiança na gestão da companhia de bandeira, assim como para esclarecer as denúncias de má gestão”, disse.

A pretensão é apoiada pelas bancadas do Podemos e do MDM.

“São estas práticas, incluindo mão-de-obra sedentária, contratos ruinosos com fornecedores  aluguer de aviões sem critérios de transparência. Lamentamos o facto da proposta da bancada parlamentar do MDM apresentada durante a primeira sessão ordinária vista a criação de uma comissão parlamentar de inquérito ter sido arquivada. Por isso, apoiamos o projecto de moção de reprovação às informações prestadas pelo Governo”, disse António Acácio, do Podemos.

“Se esta casa realmente representa o povo, não pode ficar no silêncio alheio, a esta situação. Não pode assistir a este sofrimento. Esta casa não pode ser cúmplice da incompetência dos gestores da LAM e do Governo. Por isso, exigimos que seja criada uma comissão de inquérito parlamentar  para averiguar a situação das Linhas Aéreas de Moçambique”, disse.

A moção de reprovação foi debatida, levada a votação e chumbada pela bancada da Frelimo, contra as três bancadas da oposição.

“A sua fundamentação material é insuficiente e predominantemente subjectiva, não demonstrando de forma objectiva razões bastantes que a justifiquem. O Governo compareceu às sessões de perguntas ao Governo, respondeu às interpelações formuladas e prestou esclarecimento no âmbito das suas competências constitucionais e legais. Não se verifica qualquer incumprimento do dever de informar, nem foram demonstrados factos objectivos que configurem omissão relevante, recusa ilegítima de esclarecimentos ou prestação dolosa de informação falsa”, explicou Suleiman Fonseka, deputado da Frelimo.

O Presidente da República, Daniel Chapo, apresenta, esta quinta-feira, às  10h00, na Assembleia da República, o Informe Anual sobre a  Situação Geral da Nação.

Na qualidade de Chefe de Estado, o Presidente Chapo  dirige-se ao Parlamento e ao país para expor os principais  acontecimentos políticos, económicos, sociais, culturais e desportivos registados ao longo do ano, procedendo a uma  avaliação do grau de implementação das políticas públicas, dos  desafios enfrentados e das perspectivas futuras do  desenvolvimento nacional. 

O Informe Anual sobre a Situação Geral da Nação constitui um  momento de elevada relevância institucional, por promover a  prestação de contas do Chefe do Estado aos representantes do  povo e à sociedade em geral, reforçando a transparência, o  diálogo democrático e a responsabilidade na condução dos  destinos do País. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou hoje que o combate à corrupção é uma  “opção estratégica, irreversível e inegociável” do Estado  moçambicano, defendendo uma actuação firme, imparcial e  destemida do Ministério Público na defesa do erário público, da  legalidade e do interesse colectivo, num contexto marcado por  desafios como a criminalidade organizada, o terrorismo, o  branqueamento de capitais e a cibercriminalidade. 

No discurso proferido por ocasião da tomada de posse do novo  Procurador-Geral Adjunto da República, José Inácio Ramos Santos, o 

Chefe do Estado sublinhou que a luta contra a corrupção não resulta  de circunstâncias momentâneas, mas de uma decisão política  estrutural do Estado.  

“Não se trata de um discurso ocasional, nem de uma promessa  circunstancial”, disse, sublinhando que se trata de “uma opção  estratégica, irreversível e inegociável”, que exige instituições fortes,  responsáveis e actuantes. 

O estadista moçambicano destacou o papel central do Ministério  Público no sistema de administração da justiça, lembrando que se  trata de um órgão “imprescindível e insubstituível” no Estado de Direito  Democrático, com responsabilidades na representação do Estado  junto dos tribunais, na direcção da instrução preparatória e no  exercício da acção penal, sempre em defesa da legalidade e do  interesse público. 

Outrossim, advertiu que a sociedade espera do Ministério Público não  apenas a aplicação rigorosa da lei, mas também uma actuação  marcada pela transparência e responsabilidade, capaz de promover  a justiça social, proteger os direitos humanos e responder com firmeza  aos fenómenos de criminalidade organizada, incluindo a corrupção. 

Abordando os desafios actuais, o Chefe do Estado alertou para a  rápida adaptação da criminalidade às novas realidades sociais e  tecnológicas, defendendo respostas eficazes e inovadoras face a  ameaças como “o terrorismo e seu financiamento; o tráfico  internacional de drogas; raptos; sequestros; branqueamento de  capitais; imigração ilegal, a corrupção, entre outros”.

Neste contexto, chamou a atenção para o crescimento da  cibercriminalidade, referindo que este fenómeno, “que abrange  desde fraudes online até ataques cibernéticos a instituições, é uma  preocupação crescente”, e defendeu que o Ministério Público deve  liderar a luta contra estes crimes, integrando a tecnologia na  investigação e na prevenção, sem prejuízo dos direitos fundamentais  dos cidadãos. 

Chapo reiterou que a defesa do erário público é  inseparável do combate à corrupção, sublinhando que “cada metical  pertence ao povo moçambicano e deve ser utilizado em benefício do  desenvolvimento nacional”, cabendo ao Ministério Público uma  intervenção determinante na fiscalização da legalidade da gestão  das finanças públicas. 

Dirigindo-se directamente ao novo Procurador-Geral Adjunto, o Chefe  do Estado afirmou que o Estado espera “uma actuação firme,  imparcial e destemida”, orientada pela legalidade e sem tolerância a  comportamentos que atentem contra os recursos públicos e a  dignidade do Estado e do povo moçambicano. 

Destacou ainda que a função de magistrado do Ministério Público  exige rigor, coragem institucional e pessoal, elevado sentido de  responsabilidade e “absoluta fidelidade à Constituição da República  de Moçambique”, considerando que a nomeação de José Inácio  Ramos Santos traduz confiança na sua capacidade técnica e  humana para responder aos desafios da função. 

No encerramento, manifestou confiança de que o novo Procurador Geral Adjunto contribuirá para o fortalecimento do Ministério Público e  para a consolidação do Estado de Direito Democrático em Moçambique, apelando ao apoio dos magistrados, familiares e  demais actores da justiça para que a instituição continue a afirmar-se  como guardiã da legalidade, dos direitos humanos e do interesse  público. 

O Presidente da República,  Daniel Chapo, confere hoje posse a José Inácio Ramos Santos, recentemente nomeado ao  cargo de Procurador-Geral Adjunto da República. 

Segundo o comunicado da Presidência da República, a cerimónia enquadra-se no contexto do fortalecimento  institucional e tem como objectivo garantir a estabilidade, a  eficácia e o reforço da actuação do Ministério Público,  assegurando o cumprimento da lei, a proteção dos direitos dos  cidadãos e a salvaguarda do interesse público.

A Comissão Política da Renamo marcou para Março de 2026 a realização de mais um Conselho Nacional e diz tratar-se de uma reunião que visa integrar todos os generais e membros que têm contribuído desde a existência do partido. 

Em declarações prestadas à imprensa nesta terça-feira, o partido liderado por Ossufo Momade assegurou que a marcação de mais uma reunião se enquadra nas iniciativas que visam colocar fim à “situação” que a Renamo atravessa.

O partido Renamo serviu-se ainda da ocasião para queixar-se de actos de  desinformação e para condenar a vandalização das suas delegações.

Sobre outras situações e processos internos do partido, o porta-voz da Comissão Política da Renamo, Saíde Fidel, anunciou ainda a marcação de uma reunião que poderá acontecer em Janeiro de 2026 e que servirá de ponte para o Conselho Nacional 2026, que afirma ser mais abrangente e diferente da reunião de 16 Outubro deste ano, realizada pela ACOLDE.

Aliás, de acordo com o porta-voz do órgão, a reunião de Março é donde poderá sair a data do Congresso Nacional.

O porta-voz da Comissão Política da Renamo, Saúde Fidel, falava nesta terça-feira, em Maputo, após mais uma sessão do órgão.

O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou hoje que a assinatura dos contratos-programa com os ministros do Governo marca o início de uma nova etapa da governação moçambicana, centrada na responsabilização, na avaliação baseada nos resultados e no impacto real das políticas públicas na vida dos cidadãos, sublinhando que “esta não é uma governação de complacência”, mas sim “uma governação de exigência, de disciplina, de ética, de integridade e de compromisso com o interesse nacional”.

Falando na Presidência da República, durante a cerimónia de assinatura dos contratos-programa com os membros do Governo, o Chefe do Estado classificou o acto como “de elevada importância política, institucional e simbólica”, frisando que não se trata de “um simples exercício administrativo”, mas de “um momento de afirmação clara de um novo modo de governar, centrado na responsabilidade, na transparência e nos resultados concretos para o povo moçambicano”.

O Presidente Chapo explicou que a iniciativa dá cumprimento a um compromisso público assumido no seu Discurso de Investidura, a 15 de Janeiro de 2025, de instituir uma governação orientada por indicadores e metas claras, “em que cada dirigente público responde pelo desempenho do sector que dirige, em nome do interesse nacional e do povo moçambicano”.

Segundo o estadista, naquele momento, o Executivo assumiu a meta de construir “um Governo eficaz, disciplinado e responsável”, “um Governo que presta contas” e “um Governo que respeita o esforço do povo moçambicano e utiliza cada recurso público com rigor, ética e sentido de missão”, tendo igualmente deixado claro que cada Ministro e dirigente público seria chamado a assumir compromissos formais de desempenho.

O Chefe do Governo moçambicano reconheceu que a assinatura dos contratos ocorre no fim do primeiro ano governativo, explicando que este período foi dedicado ao lançamento de bases estruturantes, como a concepção da Estratégia Nacional de Desenvolvimento, a elaboração do Programa Quinquenal do Governo e a preparação e aprovação do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE), além da reorganização interna dos sectores e da definição dos seus planos estratégicos.

Para o Presidente da República, “governar exige método e planeamento” e seria “praticamente impossível assinar os contratos- programa” sem esses instrumentos estruturantes, razão pela qual considerou que este é o momento certo para rubricar os compromissos de desempenho com cada membro do Governo.

Ademais, destacou que os contratos-programa estabelecem, de forma clara, os objectivos estratégicos, indicadores, prazos e responsabilidades de cada sector, alinhando-se com o Programa Quinquenal do Governo, e sublinhou que “não são instrumentos de desconfiança, mas de responsabilidade”, sendo “pactos de confiança entre o Presidente da República e cada ministro, e, sobretudo, entre o Governo e o povo moçambicano”.

O Chefe do Estado foi categórico ao afirmar que os contratos serão acompanhados, monitorados e avaliados, garantindo que “o mérito será reconhecido” e que “o incumprimento injustificado será também avaliado e com as suas consequências”, reforçando que a avaliação incidirá sobre a execução, a qualidade das políticas públicas e a capacidade de transformar recursos em benefícios concretos para a população.

Na sua mensagem final, o Presidente Daniel Chapo reiterou que os contratos representam “contratos de trabalho com o povo moçambicano” e que ninguém deve governar sem prestar contas, concluindo que a nova etapa da governação será marcada pela execução e pelos resultados.

O Presidente da República, Daniel Chapo, apoiou hoje a suspensão da Guiné-Bissau das actividades da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a assunção interina da presidência da organização por Timor-Leste, defendendo estas decisões como essenciais para a defesa da democracia, da ordem constitucional e da credibilidade da comunidade lusófona, na sequência do golpe de Estado ocorrido a 26 de novembro de 2026 naquele país.

O Chefe do Estado moçambicano falava durante a primeira Conferência Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, realizada em formato virtual, convocada para analisar a situação política e institucional na Guiné-Bissau.

O Presidente moçambicano sublinhou que a crise guineense “preocupa a toda a nossa comunidade”, lembrando que a Guiné-Bissau é um dos Estados-membros fundadores da CPLP e que acolheu, em Julho passado, a Cimeira da organização, assumindo a respectiva presidência.

Neste quadro, saudou e reconheceu o Conselho de Ministros pelo empenho na defesa dos valores e princípios da CPLP e pelas recomendações emanadas da sua 17.a Reunião Extraordinária, incluindo a proposta de realização da presente Cimeira e a suspensão temporária do país.

Para o Chefe do Estado, esta Conferência Extraordinária constitui “uma oportunidade para aprofundar muito mais o debate e entendimento da situação da Guiné-Bissau e suas implicações na CPLP, subsequentemente tomada a decisão pertinente”, reafirmando o papel da organização como instrumento de concertação política diplomática comprometido com a estabilidade político-social, a paz e a segurança, em particular dos seus Estados-membros.

Moçambique reiterou a sua convicção de que a Guiné-Bissau “é parte desta comunidade”, na qual prevalece o dever colectivo de promover e salvaguardar o bem-estar do povo guineense, defendendo os princípios da democracia, da paz, da ordem constitucional e do funcionamento regular das instituições do Estado, à luz dos valores fundamentais da CPLP, como a democracia, o Estado de direito, o desenvolvimento sustentável, a solidariedade e a integração cultural.

“Queremos apoiar as decisões submetidas à consideração da Cimeira pelos ministros, nomeadamente a suspensão da Guiné-Bissau das atividades da CPLP até que a ordem constitucional seja reposta”, bem como “a eleição da República Democrática de Timor-Leste como presidente em exercício interinamente da CPLP”, frisando que tais medidas são fundamentais para manter a credibilidade da comunidade.

O Chefe do Governo moçambicano assegurou ainda que os Estados- membros da CPLP estarão sempre disponíveis, “em particular Moçambique”, para trabalhar com a Guiné-Bissau na reposição da ordem constitucional, de modo a permitir que o povo volte a viver em paz e harmonia, encorajando o diálogo e outras iniciativas políticas conducentes a soluções consensuais para a crise.

No mesmo encontro, os Chefes de Estado e de Governo da CPLP expressaram profunda preocupação com a situação política e institucional na Guiné-Bissau, condenaram a interrupção do processo eleitoral, exigiram a libertação imediata e incondicional de todas as pessoas detidas no contexto da actual crise política e instaram à retoma da ordem constitucional como condição indispensável para a paz, a estabilidade e o desenvolvimento do país.

A Conferência Extraordinária aprovou, igualmente, a suspensão total da participação da Guiné-Bissau nas actividades da CPLP até à reposição da ordem constitucional, manifestou solidariedade fraterna com o povo guineense e saudou a disponibilidade de Timor-Leste para assumir a presidência pro tempore da organização, tendo ainda tomado nota do apoio concertado da União Africana, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e de outros parceiros internacionais para assegurar um rápido regresso à normalidade institucional.

A bancada da Frelimo enalteceu o legado moral deixado pelo veterano da Luta de Libertação Nacional Feliciano Gundana, lembrando o seu empenho, integridade e dedicação às causas nacionais. 

“Após a revisão da Constituição de 1990, a sua personalidade firme e determinante foi decisiva durante o processo de introdução do multipartidarismo, contribuindo de forma significativa para o fortalecimento das instituições democráticas”, destacou Feliz Silva, Chefe da bancada parlamentar da Frelimo. 

Silva lembrou ainda que, no parlamento multipartidário, Feliciano Gundana integrou diversas comissões de relevo: a Comissão Ad Hoc para a revisão da Constituição da República e da então Comissão da Agricultura,  Desenvolvimento Regional, Administração Pública e Poder Local. 

 

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