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O País – A verdade como notícia

Moçambique reafirma compromisso com a CPLP no Conselho de Ministros em Timor-Leste

A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, Maria de Fátima Simão Manso, participa, esta quarta-feira, em Díli, Timor-Leste, na 31.ª Sessão do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), onde irá reafirmar o compromisso de Moçambique com os princípios e objectivos

O presidente da República promulgou e mandou publicar, também, a  Lei  para eleição dos membros das Assembleias Provinciais e do Governador da província bem como a Lei para a eleição do chefe de Estado e dos Deputados da Assembleia da República e a retirada dos tribunais na recontagem dos votos é definitiva.

Com as mexidas feitas na lei, os membros das mesas de voto que falsificarem  os resultados da eleição passam a incorrer em uma pena máxima  de dois anos de prisão.     

Além disso, os tribunais distritais já não terão poder para mandar recontar votos. Esta competência passa a ser exclusivamente da CNE e do Conselho Constitucional.

Mas há mais regras: a Lei permite, por exemplo, a presença dos jornalistas e de observadores em todas as fases do apuramento, sem nenhuma proibição, o que não acontecia antes.  

Um outro ponto acautelado na Lei tem a ver com as urnas, que no seu artigo 76 estabelece que as urnas a serem utilizadas devem ser transparentes, com uma ranhura que permite a introdução de um único boletim de voto por eleitor. E, em caso de fraude no apuramento de votos, a nova lei prevê, no artigo 202 que: “o membro da mesa de assembleia de voto que dolosamente aponha ou permita que se aponha indicação de confirmação em eleitor que não votou, que troque na leitura dos boletins de voto a lista votada, que diminua ou adie votos a uma lista no apuramento de votos, ou que por qualquer forma falseie o resultado da eleição, é punido com pena de prisão de 6 meses a 2 anos e multa de quatro a cinco salários mínimos”.

Por várias vezes, no palco das eleições, assistimos a casos como recusa de distribuir actas e editais originais do apuramento de votos, devidamente assinados e carimbados. 

Para este problema, a lei prevê uma punição também com pena de prisão até um ano e multa de quatro a cinco salários mínimos da Função Pública.

A presença de força armada passa a ter limitações. “Quando for comprovadamente necessário pôr termo ou obstar agressões ou violência quer no local da mesa da assembleia de voto, quer na sua proximidade, o presidente da mesa pode requisitar a presença de forças de manutenção da ordem pública, com menção na acta das razões da requisição e do período de presença da força armada”, prevê a legislação.

Em casos de introdução de boletins de voto na urna e desvio desta, a punição passa de uma pena máxima de um ano e seis meses  e multa de até seis salários mínimos.     

Outro facto é que ainda compete apenas ao Conselho Constitucional declarar nulas e ordenar a repetição das eleições no país. 

Setenta e cinco observadores e 150 estudantes das universidades públicas e privadas estão a ser capacitados em matérias de direitos humanos em tempos eleitorais, na Zambézia. 

O coordenador da plataforma, Wilker Dias, referiu que um dos grandes problemas nos períodos eleitorais, tem a ver com a preservação dos direitos humanos, já que os actores que deviam ser o garante desses direitos, são os principais violadores, comprometendo, assim, o processo eleitoral e o estado de direito democrático. 

Wilker Dias explica que, como forma de inverter atrocidades em períodos eleitorais, é necessário uma maior disseminação sobre os direitos ao nível das comunidades, através do envolvimento de várias organizações da sociedade civil, com destaque para as interessadas no processo, uma vez que a credibilidade dos actores que deveriam ser o garante da defesa dos direitos humanos encontra-se actualmente beliscada. 

A formação é uma iniciativa da plataforma DECIDE, em parceria com h2N.

O Presidente da Frelimo pediu aos membros e simpatizantes do partido, na província de Sofala, que votem no candidato presidencial da formação política, Daniel Chapo. Filipe Nyusi disse, no comício, que a paz é o pilar principal do manifesto eleitoral dos “camaradas”.

Filipe Nyusi e Daniel Chapo escalaram, hoje, a província de Sofala, onde lançaram o arranque da campanha eleitoral. Filipe Nyusi disse, no seu discurso, que a paz continua a ser o pilar fundamental no plano de governação do partido do batuque e maçaroca.
Por seu turno, Daniel Chapo secundou as palavras de Nyusi, acrescentando que o seu governo, caso vença as eleições de 9 de Outubro, vai priorizar a Educação, Saúde e construção de infra-estruturas.

Daniel Chapo apelou ainda ao eleitorado para que juntos combatam a corrupção e outros males que apoquentam a sociedade. Deu exemplo do mau atendimento nos hospitais e cobranças ilícitas.

“É um dinheiro que podia servir para a construção de mais escolas, mais hospitais, mas fica no bolso de uma só pessoa. Estão temos que acabar com este mal”, disse Chapo, reiterando, de seguida, que “a corrupção não acontece só no sector público, acontece também no sector privado”.

O candidato à presidência pela Frelimo foi mais fundo ao dizer que há situações de pessoas que gastam dinheiro a tratar documentos, mas que, quando levam os mesmos para concorrer a uma vaga de emprego, ouvem dizer, na empresa, que, para serem contratados, têm que pagar.

“Eu falo, como disse o camarada presidente, porque eu nasci aqui. Não nasci num berço de ouro, nasci numa esteira. Passei fome, subi chapa, andei longas distâncias (…), sei o que é sofrimento, estou a falar o que eu vivi e não teorias”, testemunhou.

OS MOÇAMBICANOS VIVERÃO MELHORES DIAS

“Temos esperança que Moçambique vai desenvolver e que o povo moçambicano vai viver em melhores condições que estas em que está a viver”, disse Daniel Chapo.

O candidato da Frelimo virou, a dada altura, o seu discurso para os jovens, afirmando que terão a sua atenção.

“A maior preocupação da juventude é o emprego. Vamos trabalhar para os jovens terem emprego. Vamos trabalhar em áreas concretas para trazer emprego para osjovens”, prometeu.

Entre as áreas a serem exploradas para prover emprego para jovens, Chapo apontou a agricultura. No seu entender, o sector tem potencial para, através das indústrias, garantir emprego à juventude. Prometeu ainda construir casas para os jovens.

No capítulo da diplomacia, Daniel Chapo disse que Moçambique nunca vai se desenvolver de forma isolada.

“Nós vamos continuar amigos dos nossos amigos aqui na região, no continente e no mundo. Por isso, minhas irmãs, meus pais e meus irmãos, vamos trabalhar juntos para desenvolver Moçambique”, apelou.

A partir da cidade da Beira, Lutero Simango inicia a sua campanha, para convencer ao povo que é a escolha certa. A sua maior promessa, segundo avançou ao O País, passa pela mudança da Política Fiscal, para a redução do custo de vida e maior empregabilidade.

Em meio a cantos e danças, Lutero Simango fez-se presente na cidade da Beira, onde dentro de algumas horas fará a abertura oficial da campanha eleitoral, para as eleições de 9 de Outubro. A escolha da cidade deve-se, segundo o candidato, a razões políticas, históricas e geográficas, pois “a cidade da Beira é um centro da convergência nacional, é onde há inclusão”.

A sua mensagem fundamental é a mudança de governação, porque “esta é um imperativo nacional”.
Juntaram-se à festa, José Domingos, candidato a governador de Sofala, e Albano Cariz, presidente do município da Beira.

A província da Zambézia foi a escolhida para o pontapé de saída de “caça ao voto” do candidato à Presidência da República do partido Renamo, Ossufo Momade. Entretanto, a cerimónia será dirigida pela secretária-geral daquela formação política, Clementina Bomba.

Neste momento estão apostos simpatizantes e mebros da Renamo aguardando o início do comício, neste que é o primeiro dia da campanha eleitoral.

EM NAMPULA A CAMPANHA SERÁ FEITA UMA CAMPANHA PORTA-A-PORTA

A campanha eleitoral já começou, mas a estratégia usada é a campanha porta-a-porta. Nelson Carvalho, porta-voz da Renamo, explicou ao “O País” que a campanha já estava a decorrer em todos os postos administrativos.

“Nós que estamos aqui somos o stuff para acompanhar a imprensa, para que se façam aos postos administrativos e para localizar os nossos membros para o sucesso da campanha política”.

A cabeça-de-lista do partido, segundo disse Carvalho, está na cidade de Nampula e, em algum momento, se fará a rua. “Estamos preparados e queremos garantir para a população de Nampula que o voto deve ser da Renamo e de Ossufo Momade, porque se assim for, vamos continuar a apoiar as pessoas desfavorecidas, vamos continuar a construir estradas melhoradas, que possam facilitar o bem-estar da nossa população”.

O porta-voz da Renamo disse também que o seu partido pretende introduzir estratégias de mecanização da agricultura,  apoiar os agricultores, promover empregos para jovens e levar energia para as zonas que ainda não têm.

O candidato presidencial da Frelimo para as eleições de 9 de Outubro, Daniel Chapo, chegou, esta manhã, à cidade Beira, onde lança a campanha eleitoral do seu partido. 

À sua chegada, o candidato foi recebido entre cânticos e danças pelos membros e simpatizantes da Frelimo.

A Frelimo escolheu o maior bairro da Beira, Manga, para lançar a sua campanha. Após desembarcar, Daniel Chapo, pediu aos outros concorrentes às Eleições Gerais para que conduzissem as acções de caça ao voto sem provocações que possam conduzir a actos de violência e que se use a campanha para celebrar os 30 anos da realização das primeiras eleições multipartidárias no país. Pelo que o momento deve ser de festa e celebração feito em ambiente de paz, tranquilidade e harmonia.

No local, o candidato da Frelimo disse ser a campanha eleitoral um momento de festa para a democracia e para os moçambicanos, considerando que o país completa 30 anos de democracia multipartidária.

Daniel Chapo, pediu, ainda, que haja respeito pelos candidatos à presidência do país. Chapo pediu ainda que as forças políticas que caçam o voto proporcionem aos eleitores uma campanha pacífica, ordeira e exemplar.

O também Secretário Geral da Frelimo diz que o seu partido preparou adequadamente as suas bases para que possam transmitir fielmente o manifesto eleitoral da Frelimo aos eleitores de modo a garantir a vitória. 

Por outro lado, Chapo diz ser especial lançar a sua campanha em Sofala, terra que o viu nascer porque é como se estivesse a ir buscar bênção para que garanta sucesso durante os cerca de 45 dias da campanha eleitoral, apesar de ressaltar que se identifica com todas as províncias do país porque viveu e trabalhou em várias províncias do país ao longo dos seus 47 anos de vida.

Com quatro candidatos à Presidência da República e 37 forças políticas concorrentes nas legislativas e provinciais, arrancou, hoje, a campanha eleitoral para as eleições gerais de 9 de Outubro próximo.

Daniel Chapo, candidato da Frelimo, e Lutero Simango, candidato do MDM vão começar a sua campanha na cidade da Beira, na Província de Sofala. Enquanto que Ossufo Momade, candidato da Renamo, e Venâncio Mondlane, apoiado pelo partido PODEMOS, vão dar o pontapé de saída em Quelimane, na Zambézia, e no município da Matola, na cidade de Maputo, respectivamente.

Mais de 17 milhões de eleitores estão inscritos para votar, incluindo as mais de 300 mil pessoas recenseadas no estrangeiro, de acordo com dados da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Bernardino Rafael, Comandante-Geral da PRM, afirmou que a polícia está pronta para garantir que as eleições aconteçam da melhor forma. “Vamos nos unir para podermos garantir que o processo de eleições deste ano ocorra com sucesso, cujo dia mais fulcral é o dia 9 de outubro” .

O Presidente da República, Filipe Nyusi, apela aos partidos e seus candidatos a realizar uma campanha eleitoral que reflicta os valores de um Estado de direito democrático a ponto de convencer a todos os moçambicanos a votarem no dia 09 de Outubro.

Faltando apenas algumas horas para o inicío da campanha eleitoral, na sua comunicação à nação, o Chede do Estado apelou aos partidos e aos seus canditados a serem éticos durante as suas actividades de caça ao voto.

“Queremos que a campanha eleitoral possa motivar todos os mais de 16 milhões de cidadãos recenseados a afluírem às urnas, no dia 9 de Outubro, para exercer o seu direito ao sufrágio, votando em consciência no candidato e no partido da sua preferência”, disse Nyusi.

Segundo o Presidente, esta é uma oportunidade em que “os candidatos, membros e simpatizantes de cada partido, coligação de partidos ou grupo de cidadãos eleitores, legalmente registados, usam para divulgar livremente o seu projecto de governação junto do eleitorado em território nacional e na diáspora”, ao que, “por isso, exortamos a todos para a observância rigorosa dos princípios, normas e procedimentos estabelecidos na Constituição da República e na Lei Eleitoral, fazendo da campanha eleitoral um amplo movimento de educação cívica e de cidadania”, reforçou.

Com excepção do terrorismo e males como raptos, o presidente recordou que é primeira vez que o país realiza eleições com partidos desmilitarizados e desarmados.

“Esta é a primeira vez que, em três décadas, os moçambicanos vão às eleições sem um partido armado, fruto da paz e reconciliação que juntos construímos como irmãos da mesma Pátria.”

Nyusi elogiou a postura dos moçambicanos no processo da construção de uma paz definitiva no país. “São 30 anos em que os moçambicanos vêm provando, ao mundo, a sua determinação inabalável de construir uma Nação próspera, pacífica e reconciliada e o seu compromisso com a democracia multipartidária”, disse.

Daniel Chapo comprometeu-se, esta sexta-feira, em combater a corrupção, no caso de vencer as eleições presidenciais de 9 de Outubro. Como estratégia, o candidato da Frelimo pretende digitalizar os serviços do Estado, pois, com esse procedimento, acredita que se vai diminuir o índice de corrupção.

De acordo com Chapo, a liderança pelo exemplo é pertinente. “O combate à corrupção tem de começar comigo. Desafio-lhe a procurar a minha ficha. Se encontrar uma nódoa, venha dizer que encontrou. Primeiro, lidera-se pelo exemplo. Eu já fui administrador distrital. Se quiser, pode ir a Nacala-a-Velha, procurar saber o que lá foi feito, e ver se alguma coisa existe. O mesmo em Palma e em Inhambane”.

Na entrevista à STV, Daniel Chapo disse que um líder tem que ser íntegro. Essa é a primeira regra. “O líder tem que ser exemplar. Isso vai-lhe permitir ter legitimidade para combater a corrupção”.

Chapo acredita que o combate à corrupção não se baseia apenas nos discursos e nas leis. Agir de forma preventiva também é importante. Daí a ideia de digitalizar os serviços do Estado. Paralelamente a isso, “É preciso educar a sociedade para a honestidade. Isso fará com que não tenhamos corruptos. A sociedade precisa de valores éticos e morais”.

Quanto aos megaprojectos, Chapo lembrou a pertinência da responsabilidade social e corporativa no desenvolvimento local.  Na percepção do candidato da Frelimo, não existem contratos completamente estanques. E os contratos de megaprojectos são passíveis de renegociação. O que é preciso, entretanto, é analisar-se as cláusulas e outros aspectos oportunos.

Daniel Chapo disse que o país tem política de responsabilidade social, mas não tem uma lei de responsabilidade social. Por isso, entre as grandes empresas multinacionais, a questão da responsabilidade social é praticada como se fosse um favor. “Nós, como Governo, vamos fazer as coisas de forma diferente para obtermos resultados diferentes”.

Para o ambiente de negócios, acrescentou Chapo, a paz, a segurança, a transparência, a integridade e a flexibilidade dos processos de legalização de empresas são fundamentais.

Daniel Chapo quer que os moçambicanos se sintam incluídos no processo de desenvolvimento, independentemente da cor partidária e religião. “A inclusão não deve apenas ser entendida no sentido político”, acrescentou: a inclusão tem várias dimensões e deve basear-se no mérito.

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