O País – A verdade como notícia

AR aprova revisão do estatuto da Ordem dos Contabilistas e Auditores

A Assembleia da República (AR) aprovou, nesta quarta-feira, 8 de Abril, por consenso e em definitivo, o Projecto de Lei que revê o Estatuto da Ordem dos Contabilistas e Auditores de Moçambique (OCAM), consolidando um marco importante na atualização do quadro legal que regula a profissão no País. Da autoria

O Presidente da República, Daniel Chapo, submeteu à Assembleia da República, com carácter de urgência, duas propostas de revisão legislativa destinadas a reestruturar a governação descentralizada provincial e a organização dos órgãos de representação do Estado nas províncias.

As iniciativas visam a revisão das Leis n.º 4/2019 e n.º 7/2019, ambas de 31 de Maio, que estabelecem, respectivamente, os princípios de organização, competências e funcionamento dos órgãos executivos da governação descentralizada provincial e o quadro legal dos órgãos de representação do Estado ao nível provincial.

De acordo com uma comunicação oficial, o pedido de agendamento urgente foi submetido ao abrigo das competências conferidas pela Constituição da República e pelo Regimento da Assembleia da República.

As propostas legislativas materializam um dos compromissos assumidos pelo Chefe do Estado no acto da sua investidura, nomeadamente a necessidade de clarificar e delimitar as funções entre os órgãos de governação descentralizada provincial e os órgãos de representação do Estado.

No âmbito das reformas propostas, está prevista a extinção de oito Serviços Provinciais actualmente integrados no Conselho de Representação do Estado na província. A medida deverá resultar na redução significativa de despesas correntes, incluindo custos com bens e serviços.

Segundo o documento, a poupança anual estimada ronda os 1.250 milhões de meticais. Os recursos economizados deverão ser canalizados para a construção e apetrechamento de infra-estruturas socioeconómicas, com destaque para hospitais e escolas, bem como para apoiar a estratégia nacional de redução da massa salarial do Estado.

O Governo considera que a implementação destas medidas contribuirá para tornar a despesa pública mais sustentável, ao mesmo tempo que reforça a eficiência administrativa e a prestação de serviços ao cidadão.

As propostas aguardam agora apreciação e debate pela Assembleia da República.

Deputados do PODEMOS e da Renamo, na Assembleia da República, exigem regularização no pagamento dos salários e outros subsídios. As bancadas parlamentares exigem meios de transporte condignos e acusam o Governo de tentar enfraquecer a oposição.

“O deputado não foi eleito para disputar “chapa”, nem para circular de mototáxi, para chegar à plenária ou fiscalizar o seu círculo eleitoral.”

Foi com estas palavras que Elísio Muaquina, deputado do PODEMOS, começou por apresentar indignação em relação às condições de  trabalho.

Os parlamentares da oposição queixam-se de desigualdade material entre as bancadas.

“Na prática, cria-se uma desigualdade material entre bancadas, uns com todos os meios, outros sem condições básicas para exercer o seu mandato. Isto não é neutralidade institucional, isto é distorção do funcionamento democrático. Está-se a limitar a função fiscalizadora, está-se a enfraquecer a oposição e, consequentemente, a empobrecer a democracia”, acrescentou Muaquina.

A contestação veio também da bancada da Renamo, que fala de desrespeito aos órgãos de soberania.

“Este governo também não respeita os outros órgãos de soberania, como é o caso desta Assembleia da República, que está instalada desde Janeiro de 2025. No entanto, passado um ano e meio, os deputados andam pendurados em chapas e estão sujeitos a toda a situação deplorável, impedidos de fazer o seu trabalho fiscalizador e de representação. Vergonhosamente, cada membro do governo recebeu a sua frota de viaturas no dia da tomada de sua posse”, explicou Manteigas.

Outra preocupação é relativa ao pagamento dos salários.

“Senhora presidente, ainda é tempo de corrigir, regularizar com urgência salários subsídios, cumprir integralmente o Estatuto dos Deputados sem discriminação, porque um deputado sem condições não é apenas um deputado fragilizado, é o povo que fica mal representado. Não é favor algum, mas sim um direito instituído pelo artigo 19, o seu número 6, do Estatuto dos Deputados”, explicou Muaquina.

As preocupações foram apresentadas nesta quarta-feira, na Assembleia da República, durante a sessão plenária.

A entrevista ao Presidente do Ruanda, na qual sugere que as multinacionais que operam em Cabo Delgado e o Estado moçambicano “paguem pela segurança que precisam”, causou estranheza às bancadas parlamentares da Assembleia da República. 

De acordo com Dias Letela, da Bancada da Frelimo, “é preciso revisitar os acordos iniciais” para ver a conformidade da sugestão. A bancada apela ao Governo para analisar com cautela o discurso do ruandês. 

Por outro lado, a bancada do partido PODEMOS entende que a ser acolhida a sugestão de Kigali, “o terrirismo nunca vai acabar” disse Ivandro Massingue, porta-voz da bancada, argumentando que “os mercenários que irão proteger as multinacionais  vão sempre criar ameaças, para continuarem com contratos de segurança”. 

Já as bancadas da Renamo e MDM dizem que a entrevista de Kagame “destapou o que sempre desconfiaram”. Arnaldo Chalaua da RENAMO conclui que o Ruanda está a ser “economicista” e a sua sugestão “coloca em causa a soberania nacional”, sugerindo, por isso, que a mesma seja refutada, pois “Estado deve “salvaguardar a identidade da vida humana e não das multinacionais”. 

Judite Macuácua do MDM exige que “o Governo venha ao parlamento para apresentar a factura da presença da força ruandesa por todos esses anos”, desafiou a parlamentar, apontando o fortalecimento das FADM como caminho para “sair das chantagens externas”. 

Os parlamentares foram entrevistados na Assembleia da República,  na Sessão que analisa informação dos Gabinetes Parlamentares de Combate ao HIV e da Comissão de Petições e Reclamações da AR.

O Presidente da República, Daniel Chapo,  dirige hoje, no  distrito de Guijá, província de Gaza, a cerimónia central de  entrega de insumos agrários e pesqueiros aos produtores  afectados pelas cheias e inundações que assolaram as regiões  Sul e Centro do País. 

Segundo o comunicado da Presidência da República, a iniciativa insere-se no quadro das acções do Governo para  fazer face à situação de emergência, visando igualmente  dinamizar a segunda época da Campanha Agrária 2025/2026, através da recuperação das áreas afectadas e da promoção da  produção nacional, com o objectivo de reforçar a segurança  alimentar e nutricional. 

A cerimónia contará com réplicas nas províncias igualmente  afectadas pela calamidade, nomeadamente Maputo,  Inhambane, Manica, Sofala, Tete e Zambézia, sendo estas  dirigidas pelos respectivos Governadores. 

Ainda nesta segunda-feira, o Chefe do Estado desloca-se à  cidade de Nampula, onde vai proceder à entrega de 100  autocarros a serem distribuídos por 15 municípios das zonas  Centro e Norte do País.

O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou, em Maputo, que o país deve concentrar esforços na transição definitiva do crescimento económico para o desenvolvimento inclusivo, através de reformas estruturantes e de um diálogo nacional abrangente.

Intervindo, nesta quinta-feira, no lançamento da obra “Repensar o Desenvolvimento Económico e o Papel do Estado”, da autoria do Ministro de Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, o Chefe do Estado sublinhou que a mudança exige decisões arrojadas e um novo “mindset” focado no empreendedorismo, garantindo que o Governo está empenhado em transformar ideias académicas em políticas públicas que beneficiem as futuras gerações.

Durante a cerimónia, o Estadista destacou o valor teórico e prático da nova obra, considerando que a mesma “é um livro que traz uma contribuição extremamente importante para o nosso processo de desenvolvimento”.

Por conseguinte, enalteceu a abordagem do autor ao distinguir os conceitos de progresso económico, notando que “o professor Salim Valá faz questão de colocar uma grande diferença entre o crescimento e o desenvolvimento”, uma premissa que considera fundamental para a actual fase de governação do país.

Analisando o percurso histórico de Moçambique, Chapo reconheceu que, embora tenham existido avanços quantitativos, o foco deve ser agora qualitativo e social. Para o governante, o autor “mostra de forma clara e inequívoca durante o livro que ao longo dos nossos 50 anos de independência fomos registando alguns sinais de crescimento, mas o que nós temos que nos concentrar é, sem margem de dúvidas, o desenvolvimento, porque nem sempre o crescimento significa desenvolvimento”.

O Chefe do Estado reiterou a importância da inclusão no processo de transformação nacional, defendendo que o debate público é o motor da mudança. Fez menção ao Diálogo Nacional Inclusivo em curso, que envolve todos os estratos sociais, incluindo partidos políticos, sociedade civil e lideranças religiosas e tradicionais, sublinhando que “o debate é extremamente importante para o processo de mudanças; e nós, quando dissemos e temos dito sempre que temos que fazer coisas de forma diferente para obter resultados diferentes de forma positiva, é mesmo no sentido em que o professor Salim Valá tem feito referência neste livro”.

Para operacionalizar estas transformações, o Presidente da República referiu-se à criação do Gabinete de Reformas e Projectos Estratégicos na Presidência, uma estrutura desenhada para acolher e amadurecer contributos da academia. Segundo explicou, esta iniciativa visagarantir que o Estado possa implementar soluções inovadoras “para que realmente a mudança possa se registar”, frisando que o objectivo final é garantir um legado de estabilidade e prosperidade para os filhos, netos e bisnetos dos moçambicanos.

Ciente de que as reformas estruturais podem enfrentar resistência inicial, o Chefe do Executivo pediu compreensão à sociedade, reconhecendo o hiato entre a implementação de medidas e a percepção dos seus benefícios. “Estamos vindo a tomar decisões arrojadas com consciência que as pessoas não nos vão perceber agora, porque no momento em que as pessoas tomam decisões para imprimir mudanças e colocam reformas que possam imprimir mudanças, dificilmente são entendidas”, admitiu, assegurando que o tempo validará a eficácia destas acções. Outro ponto fulcral da intervenção foi a necessidade de reformar o sistema educativo para fomentar a criação de riqueza. Para oPresidente Chapo, a educação não deve estar essencialmente direccionada para a formação de funcionários, apelando a uma mudança de mentalidade na juventude.

“A nossa educação está virada principalmente para ensinar-nos a sermos empregados e não a sermos empreendedores, não a sermos patrões, como se diz, para podermos gerar renda, criar emprego e também podermos desenvolver a economia moçambicana”, pontuou.

Neste âmbito, o estadista assegurou que o Governo está a rever quadros legais e fiscais para facilitar a vida às Pequenas e Médias Empresas (PME), evitando que jovens empreendedores enfrentem a mesma carga tributária que grandes corporações.

A fechar a sua intervenção, o Presidente da República apelou à unidade nacional e à participação activa de todos os cidadãos na produção intelectual e no debate público, independentemente de origens ou filiações. “Todos nós temos que continuar a escrever, a ler, a debater, a falar sobre o desenvolvimento do nosso país”, concluiu, reforçando que a construção de um Moçambique próspero depende do contributo individual de cada cidadão em prol do colectivo.

O Presidente da Frelimo apela aos membros do Partido a coesão interna e a evitarem fazer críticas fora da Frelimo. Daniel Chapo falava durante o balanço das reuniões de preparação da 11ª Conferência Nacional de Quadros e recenseamento de raiz dos membros e órgãos do Partido.

A Frelimo concluiu, nesta quinta-feira, as reuniões preparatórias da 11ª Conferência Nacional de Quadros e fez-se o balanço do recenseamento de raiz dos membros e órgãos do Partido, em curso, depois de colher sensibilidades no Norte (a 21 de Março, em Nacala-Porto), Centro (a 29 de Março, na Beira) e Sul (a 2 de Abril, na Matola).

Daniel Chapo, quem orientou o encontro, referiu a importância de colher opiniões, ideias e críticas dos secretários provinciais e distritais das três regiões, para maior coesão e fortalecimento da formação política, como um dos objectivos do encontro.

Sobre o recenseamento, disse que “pretendemos monitorar o processo em curso de recenseamento de raiz dos membros e órgãos do Partido”. 

Para o Presidente do partido, o recenseamento é fundamental, uma vez que “é para aferirmos com exatidão quantos membros realmente somos na Frelimo, se as células realmente existem e funcionam e onde estão”. 

Depois desse recenseamento, Daniel Chapo disse que “felizmente, os dados de recenseamento apresentados nas reuniões nas zonas Norte e Centro são consistentes com as estatísticas que temos recebido do Distrito e das províncias”. 

No encontro, que reuniu os primeiros secretários provinciais e distritais, Chapo apelou a coesão interna e críticas dentro das regras do partido.

“A crítica e a unidade é o que faz crescer o nosso Partido desde a sua fundação, a 25 de Junho de 1962. Mas esta crítica deve ser feita dentro dos órgãos. Nós estamos a dizer que chegamos aqui unidos, durante a reunião nós podemos fazer críticas para fazer crescer o nosso Partido, críticas construtivas e, quando sairmos daqui, continuarmos unidos rumo às nossas vitórias de 2028 e 2029”, disse.

Até porque, segundo Chapo, “é isso que a Frelimo chama unidade crítica, unidade, dentro dos órgãos do nosso Partido. Estamos a dizer dentro da célula, dentro do Comitê do Circo, do Comitê da Localidade,  do Comitê de Zona, do Comitê Distrital, do Comitê Provincial e do Comitê Central do nosso Partido”.

O Presidente da Frelimo, que é também Presidente da República, instou, ainda, aos membros a olharem para as necessidades do povo, sobretudo da camada jovem, que é a maioria, se o partido quiser ganhar as eleições autárquicas de 2028 e Gerais de 2029. 

“São jovens que vivem num mundo cada vez mais dominado pela globalização, sufocada pelas cheias inundações, mas principalmente pelas cheias inundações que chamamos de fake news. Neste contexto, impõe-se a necessidade de todos nós, em particular os primeiros secretários a todos os níveis, de ajustarmos os nossos métodos de trabalho às novas exigências de uma sociedade em profunda transformação e rápida transformação”, apelou.

A finalizar, Daniel Chapo reiterou que os primeiros secretários do partido “devem basear o seu trabalho no amor ao povo, porque a Frelimo é o povo”. 

Recorde-se que no encontro havido na cidade da Beira, no domingo, o Presidente da Frelimo exortou as bases do Partido a assumirem, pelo exemplo, o exercício permanente de amor ao Povo, com quem devem manter um contacto estreito e contínuo, por forma a fazerem prevalecer os princípios estruturantes do partido.

Na ocasião, Daniel Chapo recordou que a acção dos dirigentes distritais deve ser firmemente orientada pela defesa da unidade nacional, alicerçada na integridade, no humanismo, na humildade e na honestidade.

O Presidente da Frelimo defendeu, igualmente, a necessidade de maior inovação na actuação dos Primeiros Secretários dos Comités Distritais, com recurso a estratégias de mobilização que integrem, de forma inteligente, as plataformas digitais, ajustando o Partido às dinâmicas actuais da sociedade e às legítimas expectativas do Povo, com particular atenção à juventude e às mulheres.

A 11ª Conferência Nacional de Quadros da Frelimo está marcada para Agosto deste ano, em Chimoio, província de Manica.

A presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, discursou, nesta quarta-feira, 1 de Abril, no Conselho da Federação da Assembleia Federal da Rússia, momento mais alto da visita oficial que efectua àquele país do leste europeu. Na ocasião, a presidente do Parlamento moçambicano agradeceu o povo russo pelo apoio multiforme face às cheias que recentemente assolaram o nosso País.

Margarida Talapa encontra-se na Rússia para uma visita de trabalho a convite da presidente do Conselho da Federação da Assembleia Federal da Rússia, Valentina Matvienko, para o estreitamento das relações de amizade e cooperação entre os dois parlamentos e países.

Nesta quarta-feira, no momento mais alto da visita, a presidente da Assembleia da República discursou na Assembleia Federal da Rússia, a câmara mais alta do Conselho da Federação Russa.

O Conselho da Federação representa as entidades constitutivas da Federação Russa, composto por dois representantes de cada região, focando-se em questões territoriais, segurança e aprovações constitucionais, funcionando como senado.

No discurso de cerca de quinze minutos, a presidente do Parlamento moçambicano destacou as excelentes relações que unem os dois países, desde os primórdios da luta de libertação de Moçambique.

Margarida Talapa sublinhou que guerrilheiros do movimento de libertação de Moçambique receberam treinamento militar e armamento da antiga União Soviética, meios que sustentaram a revolução moçambicana.

A presidente do Parlamento moçambicano agradeceu o povo russo pelo apoio multiforme face às cheias que recentemente assolaram o nosso País, com destaque para a zona Sul, a mais afectadas, nomeadamente as províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.

Na ocasião, Talapa sublinhou a importância do reforço da cooperação interparlamentar, sobretudo num contexto internacional conturbado e instável, devido aos vários conflitos no mundo.

Foi neste contexto que reafirmou o compromisso do Parlamento moçambicano em promover o fortalecimento da cooperação interparlamentar entre a República de Moçambique e a Federação da Rússia.

A cooperação entre os dois países transcende o domínio parlamentar, sendo a educação, saúde, defesa e segurança as mais tradicionais. Moçambique e Rússia estão empenhados na diplomacia económica, com interesse mútuo nos sectores de energia, ciência e tecnologia, agricultura e indústria extractiva.

Margarida Talapa anotou que o papel dos dois parlamentos é crucial na viabilização de projectos acordados ou a serem estabelecidos pelos governos moçambicano e russo.

A presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, manteve encontro com a presidente do Conselho de Federação da Assembleia  Federal da Rússia, Valentina Matvienko.

As duas delegações parlamentares enalteceram o estágio de cooperação existente entre os órgãos legislativos, expressando total disponibilidade para aprofundar e alargar as excelentes relações.

O parlamento moçambicano está interessado em acolher a longa experiência do Conselho Federal da Rússia nos domínios da digitalização dos processos legislativos. Neste âmbito, Margarida Talapa colocou a possibilidade de troca de delegações a diferentes níveis, assistência técnica às comissões, capacitação de funcionários parlamentares e dinamização das Ligas de Amizade existentes entre os dois parlamentos.

Talapa abordou, igualmente, com a homóloga russa, questões relativas à segurança em alguns distritos da província de Cabo Delgado e o gesto solidário demonstrado pelo povo russo, que consistiu no envio de bens alimentares para as vítimas das cheias.

Margarida Talapa agradeceu, em nome do Estado moçambicano, o governo russo por ter duplicado o número de bolsas de estudos para a formação superior de estudantes moçambicanos.

Na sua locução, no encontro, a presidente do Conselho da Federação da Rússia, Valentina Matvienko, disse que Moçambique é um parceiro estratégico confiante. Matvienko assegurou a implementação integral dos termos do Acordo Interparlamentar existente, ao mesmo tempo que demonstrou abertura para responder às necessidades do Parlamento moçambicano.

Margarida Talapa renovou o convite formulado em Maio do ano passado, à Presidente do Conselho Federal da Rússia para visitar Moçambique.

 

Moçambique e Rússia assinam programas de cooperação

A Assembleia da República de Moçambique e o Conselho Federal da Rússia assinaram um novo instrumento de cooperação, culminando as conversações oficiais havidas entre a presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, e a presidente do Conselho Federal da Rússia, Valentina Matvienko, presenciadas pelas delegações dos respectivos parlamentos.

Trata-se do Programa de Cooperação Parlamentar 2026-2027, cujas acções incidirão sobre os secretariados gerais dos dois parlamentos.

Do lado moçambicano assinou o Programa de Cooperação, António Mahumane, secretário-geral da Assembleia da República e da contraparte russa pelo secretário-geral do Conselho Federal da Rússia, Gennady Golov.

O programa, ora assinado, prevê o fortalecimento das relações interparlamentares por meio de troca de delegações e uma cooperação mais estreita entre os deputados, comissões e órgãos da administração dos dois parlamentos.

No domínio político, as acções incidirão sobre visitas recíprocas, ao nível de Presidentes de Parlamento, troca de delegações, com enfoque para as comissões  que lidam com assuntos de Relações Internacionais, Defesa, Actividades Económicas e Ciência e Tecnologia.

No domínio da Administração, a cooperação incidirá em acções de capacitação, estágios on the job, nas áreas de processo legislativo, informática, administração parlamentar, relações internacionais, recursos humanos, estudos e formação parlamentar, documentação parlamentar e digitalização do acervo parlamentar.

A deportação do antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, voltou a falhar, devido à falta de articulação entre a Embaixada de Moçambique nos Estados Unidos e a transportadora aérea TAP Air Portugal.

Em causa está um problema relacionado com o documento de viagem de emergência emitido pela missão diplomática moçambicana, que não terá sido previamente validado pelas autoridades portuguesas, condição obrigatória para a escala em Lisboa.

Libertado a 26 de Março, Manuel Chang continua a enfrentar dificuldades para regressar ao País, sendo que, desta vez, o impasse envolve directamente a transportadora aérea portuguesa.

Segundo uma carta dos advogados do ex-governante, dirigida ao juiz Nicholas G. Garaufis, a viagem estava prevista para o mesmo dia da sua libertação, com partida do Aeroporto Logan, em Boston, com destino a Maputo, via Lisboa.

O que parecia um plano definido acabou por falhar no último momento. A defesa refere que a TAP recusou o embarque por falta de validação do documento de viagem pelas autoridades portuguesas.

“Infelizmente, quando o Sr. Chang chegou ao aeroporto, foi informado que a TAP Air Portugal não permitiria o seu embarque porque o documento de viagem de emergência não tinha sido previamente aprovado pelas autoridades em Portugal”, lê-se na carta.

Sem autorização para viajar, Chang voltou à custódia das autoridades norte-americanas, sob responsabilidade da ICE.

“Como resultado, o Sr. Chang não foi autorizado a embarcar, permaneceu sob custódia da ICE e encontra-se detido no Estabelecimento Correcional do Condado de Plymouth, em Plymouth, Massachusetts, há cerca de 24 horas à data desta comunicação”, escreve.

Desde então, os advogados dizem estar a enfrentar dificuldades para viabilizar a deportação, incluindo limitações no acesso a informações junto das autoridades migratórias.

“Desde que o Sr. Chang foi colocado sob custódia da ICE, os seus advogados têm envidado inúmeros esforços para coordenar com o escritório da ICE em Boston, com vista a permitir a sua deportação imediata para Moçambique, conforme previamente acordado e aprovado”, destaca.

Outras dificuldades relatadas pelos defensores de Chang têm a ver com a ausência de informações para compreender que documentos adicionais são necessários para a sua deslocação. Face a esta situação, os advogados de Manuel Chang temem pela saúde do seu cliente, que se tem vindo a tornar crítica.

Extraditado para os Estados Unidos a 12 de Julho de 2023, Manuel Chang foi condenado a mais de oito anos de prisão, no âmbito do escândalo das dívidas ocultas, por crimes de fraude e branqueamento de capitais.

+ LIDAS

Siga nos