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Um ano da administração Chapo: Analistas querem resultados práticos

O analista político Borges Nhamire diz que apesar de um ano de governação ser pouco tempo, há resultados concretos que o presidente da República devia apresentar. Por outro lado, Régio Conrado entende que Daniel Chapo deve reforçar mecanismos de responsabilização dos servidores públicos corruptos. Há um ano Daniel Francisco Chapo

O Presidente da Renamo,  Ossufo Momade, disse, nesta quinta-feira, na cidade de  Nampula, que a crise vivida no seio  do partido vem desde os tempos de Afonso Dhlakama.  Momade, que falava durante um encontro com a Liga Feminina da Renamo, disse ainda desconhecer  as razões do descontentamento de alguns membros e pediu união para o alcance dos objetivos rumo aos próximos pleitos eleitorais.

“Isto não está a iniciar com Ossufo Momade, mesmo com o próprio presidente Dhlakama tivemos casos idênticos, as crises aconteceram, mas nunca paramos”, declarou o presidente da Renamo, apelando que haja união no partido. 

Momade acusou ainda algumas pessoas de criarem “confusões na Renamo” em troca de dinheiro.  “É melhor a pessoa dizer que não é da Renamo do que criar um mau ambiente, de intrigas e mentiras, só para nos fazer ficar atrapalhados  (…) Esses aí são pagos, são alimentados e têm um programa de destruir a Renamo”. 

O Presidente da República, Daniel  Chapo, considerou a visita de três dias aos Emirados Árabes  Unidos (EAU) “bastante positiva”, destacando o reforço do  conhecimento mútuo, a aproximação com líderes mundiais e a  abertura do país para aprofundar a cooperação bilateral, económica  e comercial com Moçambique. 

“Muitas empresas manifestaram disponibilidade e interesse em investir  em Moçambique […]. O mais importante é dar seguimento àquilo que  aqui encontrámos e definimos como prioridade nos sectores […] para 

o desenvolvimento do nosso país, mas também o desenvolvimento do  nosso povo”, afirmou. 

O Chefe do Estado deslocou-se a Abu Dhabi a convite do Sheikh  Mohammed Bin Zayed Al Nayani, Presidente dos EAU, para participar  na Semana da Sustentabilidade de Abu Dhabi 2026, plataforma global  estabelecida em 2008 visando fazer uma reflexão conjunta sobre os  desafios e buscar os melhores caminhos para acelerar o  desenvolvimento sustentável e promover o progresso económico e  social do mundo. 

Durante o evento, que contou com a presença de governantes,  representantes de instituições financeiras internacionais, do sector  privado e empresarial, Moçambique participou nos debates e  manteve contactos bilaterais com Chefes de Estado e de governo,  visando consolidar relações e explorar oportunidades de investimento. 

No âmbito da Semana de Sustentabilidade, Chapo  interveio num evento de alto nível com o tema “Acelerando a  Capacidade de Investimento de Infraestruturas no Sul Global”. “Neste  evento defendemos a importância do investimento nas infraestruturas  como a espinha dorsal para o desenvolvimento e progresso dos  países”, afirmou, frisando a necessidade de infra-estruturas resilientes  face a cheias, inundações e ciclones recorrentes em Moçambique. 

A nível bilateral, o estadista moçambicano manteve encontros com o  Presidente dos EAU e com o Sultan Ahmed Al-Jaber, Ministro da  Indústria e Tecnologia Avançada e CEO da ADNOC (companhia  estatal de petróleo e gás de Abu Dhabi, uma das maiores do mundo  no sector energético) e Masdar, uma empresa de energia renovável e  sustentabilidade.

Foram identificadas áreas prioritárias de cooperação, incluindo  transporte e logística, recursos minerais, energia, saúde, educação,  agricultura, digitalização e industrialização. Durante a visita,  testemunhou-se a assinatura de cinco instrumentos de cooperação,  entre eles memorandos nos sectores da saúde, farmacêutico,  economia azul, proteção ambiental, empoderamento feminino e  diplomacia. 

No sector empresarial, Moçambique participou numa mesa redonda e  manteve encontros com representantes de empresas dos Emirados  Árabes Unidos e de outros países. O Presidente Chapo reforçou as  oportunidades de investimento em Moçambique, incentivando as  empresas a considerar o país como “um destino preferencial dos seus  investimentos”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, apresentou hoje, em Abu Dhabi, uma visão  abrangente do potencial económico de Moçambique e apelou ao  investimento privado dos Emirados Árabes Unidos (EAU) em sectores  estratégicos, durante a Mesa Redonda EAU–Moçambique, que reuniu  empresários dos dois países e se seguiu a uma sessão de debate  subordinada ao tema “Oportunidades para o Sector Privado dos  Emirados Árabes Unidos”. 

Na sua intervenção, o Chefe do Estado destacou o posicionamento  de Moçambique entre os principais países do mundo em projectos de gás natural liquefeito flutuante (FLNG), afirmando que o país integra o  “top 10 do FLNG no mundo”, com quatro grandes projectos em curso:  os dois projectos liderados pela ENI, designadamente o Coral Sul e o  Coral Norte, da Total e o da Exxon Mobil. 

Daniel Chapo detalhou a dimensão financeira destes  empreendimentos, sublinhando que estão em causa investimentos na  ordem de 50 mil milhões de dólares norte-americanos nos próximos  anos em Moçambique. Afirmou estar confiante de que estes projectos  irão impulsionar o crescimento económico, reiterando, contudo, a  necessidade de diversificar a economia nacional. 

No sector energético, o estadista defendeu a ambição de  Moçambique se tornar um hub regional de electricidade no espaço  da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC),  argumentando que os países vizinhos enfrentam actualmente um  grande défice energético. 

“Nós queremos ser um hub energético na região da SADC”, afirmou,  apontando o potencial hidroeléctrico do país, com destaque para  Cahora Bassa, a sua segunda fase, e o projecto Phanda Nkuwa, que  prevê cerca de 1.500 megawatts no rio Zambeze. 

Ademais, sublinhou igualmente as oportunidades no gás para  produção de energia, na construção de linhas de transmissão para  exportação regional e no aproveitamento da energia solar, frisando  que Moçambique dispõe de sol durante todo o ano. “Nós estamos  falando sobre a transição energética. E eu acho que energia solar é  muito importante para fazer investimentos em Moçambique”, disse,  apelando directamente aos investidores dos Emirados para parcerias  no sector energético.

 

No domínio dos transportes e logística, o Presidente Daniel Chapo  destacou a importância estratégica dos portos de Maputo, Beira e  Nacala para os corredores regionais, defendendo o aumento da  capacidade e a modernização destas infra-estruturas. Sublinhou que a  digitalização portuária é “a chave para o nosso sucesso”, referindo  que o processo já decorre no Porto de Maputo e deverá ser estendido  à Beira e a Nacala. 

Outrossim, apontou ainda o potencial de Moçambique em recursos  minerais, incluindo minerais críticos como o grafite e outros como o  ouro, defendendo a industrialização como prioridade, bem como o  reforço da agricultura para a segurança alimentar global. Destacou  igualmente as vantagens competitivas do país no turismo, referindo a  extensa linha costeira de cerca de 2.700 quilómetros, praias, ilhas  naturais e áreas de conservação. 

À margem da sua participação na Semana de Sustentabilidade de  Abu Dhabi 2026, o Presidente da República manteve encontros com  investidores internacionais, que manifestaram interesse em projectos  de grande escala. 

O Director de Desenvolvimento de Negócios da AUM, companhia  ligada à mineração, Sorin Teodorescu, revelou avanços concretos no  sector mineiro: “Tivemos discussões com o Presidente a respeito do  quadro para a construção de refinarias de ouro em Moçambique, em  diversos pontos, incluindo também a criação de um quadro legal para  exportações e para o sector de mineração, não apenas o ouro”. 

Teodorescu garantiu que a decisão de investir já está tomada:  “Portanto, iremos apoiar o Presidente com o quadro e também com a  construção das refinarias em Moçambique”, e considerou o projecto estratégico para África, afirmando que “a industrialização da África  está apenas começando” e que “Moçambique é um país-chave para  isso”. 

Também o Presidente do Conselho de Administração da Red Flag  Industrial, Wissam Baloul, elogiou a liderança do Chefe do Estado,  afirmando que “o encontro com o Senhor Presidente foi excelente”, e  adiantou que a Red Flag Industrial está preparada para investimentos  de grande escala, sem limites orçamentais. 

“Falámos de milhares de milhões de dólares. Estamos envolvidos em  todos os sectores industriais e práticos do desenvolvimento, incluindo  saúde, infra-estruturas, habitação, empoderamento, energia solar,  cibersegurança e vários outros domínios do desenvolvimento”, disse. 

Baloul revelou ainda que os projectos poderão arrancar já no final de  Fevereiro. “Para concretizar um vasto conjunto de projectos de  desenvolvimento, o Presidente transmite-nos entusiasmo e encoraja nos a estarmos em Moçambique o mais cedo possível. Assim, é  provável que, no final de Fevereiro, iniciemos a implementação do  nosso plano no país, colaborando com o Governo para alcançarmos  o sucesso em conjunto”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu, nesta terça-feira, em audiência, em Abu Dhabi, nos  Emirados Árabes Unidos (EAU), à margem da sua participação na  Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi 2026, dois líderes do sector  empresarial internacional, para investimentos  estratégicos em Moçambique. 

Entre os visitantes estiveram Tariq Ahmed Nizami, fundador e Presidente  Executivo (CEO) do CEO Clubs Network, um dos maiores clubes de  Presidentes Executivos do mundo, e Gaspar Lino, CEO e fundador da 

Averi Finance, empresa de investimento e financiamento com foco  em África. 

De acordo com Tariq Nizami, durante o encontro com Daniel  Chapo foram discutidos investimentos em Moçambique em diferentes  sectores, incluindo energia, aviação, agricultura, petróleo e gás, e  tecnologia em projetos de cidades inteligentes. 

O CEO do CEO Clubs Network destacou ainda que o investimento no sector de energia será  prioritário. “Estamos a fazer um investimento de mais de 200  megawatt em projetos em Moçambique de diferentes empresas com  as quais estamos trabalhando. E eu estou muito feliz que o Presidente  tem uma visão muito boa e nos guiou em como devemos avançar”. 

Questionado sobre o montante total, Nizami afirmou que o grupo  planeja investir mais de 300 milhões de dólares [norte-americanos] em  negócios em diferentes sectores, mas  principalmente no sector de energia e aviação para melhorar a  indústria aérea de Moçambique. 

Malik Dzirlo, por sua vez, explicou à imprensa a abrangência  das discussões, indicando que o clube pretende apoiar a agenda  presidencial de forma estratégica. 

“Nós discutimos as áreas de prioridade para Moçambique, que são,  número um, estabilizar a economia quando se trata do sector  energético, e a estabilidade energética é a chave, isso vai levar para  outros sectores, como o turismo, saúde, infraestrutura, mineração,  saúde e outras indústrias-chave”.

Dzirlo acrescentou que Moçambique oferece oportunidades únicas  em diversos setores: “Moçambique tem um potencial incrível, cerca  de dois mil quilômetros de costa, pode ser um destino incrível para o  turismo, saúde e todas as outras coisas que outros países oferecem.  Moçambique tem recursos naturais enormes e, o mais importante,  recursos da população, onde planejamos investir em centros de dados  energéticos e proporcionar treinamento para os jovens para serem  competitivos na escala global”. 

Por sua vez, Gaspar Lino, da Averi Finance, destacou que a audiência  foi uma oportunidade para identificar futuras parcerias e  investimentos. 

“Não se falou de projetos concretos, falou-se das nossas capacidades  de investimento, as áreas onde nós temos feito investimento, o nosso  histórico, onde já fizemos mais de 20 mil milhões de soluções de  financiamento e investimento em vários países em África, e  identificámos uma oportunidade de viajar em breve, até ao final deste  mês, a Moçambique, para trabalhar com a equipa de governo”. 

Lino enfatizou que o país apresenta grande potencial para mobilizar  capital e gerar retorno social: “O Sr Presidente mostrou abertura nas  várias áreas, falou sobre a economia do país, é um país onde nós, até  à data, ainda não tivemos nenhum envolvimento no passado e,  portanto, sua Excelência, o Sr. Presidente, o que mostrou foi a  necessidade de empresas como a nossa vir para o país para trazer  soluções de investimento e soluções financeiras”. 

O CEO detalhou ainda o portfólio da Averi Finance no continente  africano, incluindo energia renovável, logística e infraestrutura. “Nós já  somos investidores em África, em várias áreas, estamos no sector do oil 

and gas, estamos no sector da logística, somos accionistas do maior  projecto de energia renovável em África, concretamente na África do  Sul, com a produção de 3.5 gigawatts de energia, através de energia  solar e eólica, investimos muito em infraestrutura, em linhas de  transmissão. Neste momento temos uma carteira de mais de quatro mil  milhões de dólares em projetos de investimento privado, onde nós  somos os investidores e acionistas dos projetos”.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, participou, hoje, numa Reunião de Alto Nível em  Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos (EAU), à margem da realização da  Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi, onde apresentou o  potencial estratégico de Moçambique nos sectores da energia, dos  corredores de desenvolvimento e da digitalização, reiterando o  convite ao investimento estrangeiro no país. 

Na sua intervenção, o Chefe do Estado destacou que Moçambique  possui actualmente quatro grandes projectos estruturantes no sector  do gás natural, liderados por empresas de referência mundial. A italiana ENI desenvolve dois projectos em Cabo Delgado – Coral Sul e  Coral Norte –, avaliados em cerca de 15 mil milhões de dólares norte americanos, enquanto a TotalEnergies e a ExxonMobil lideram  projectos de aproximadamente 20 mil milhões de dólares cada. No  total, estima-se que cerca de 50 mil milhões de dólares venham a  circular na economia moçambicana nos próximos anos,  impulsionando o crescimento e a criação de oportunidades. 

O Presidente sublinhou, igualmente, o compromisso de  Moçambique com a transição energética, destacando a aposta em  fontes limpas, como a energia hidroeléctrica. Para além da Barragem  de Cahora Bassa, informou que Moçambique prepara-se para  avançar com a construção da central hidroeléctrica de Mphanda  Nkuwa, na província de Tete, com capacidade prevista de 1.500  megawatts, em parceria com investidores internacionais. 

Além de “Mphanda Nkuwa”, que se espera seja concluída até 2031, o  estadista moçambicano considerou igualmente importante realçar a  construção da central norte da Hidroelétrica de Cahora Bassa, que  terá uma capacidade de produção de 400 megawatts, cuja  conclusão está prevista para 2032.  

No domínio do gás, o Chefe do Estado referiu que a Empresa Nacional  de Hidrocarbonetos (ENH) está a procurar parceiros para a instalação  de novas plantas de processamento, com vista a responder à  crescente procura regional, nomeadamente na África do Sul, Malawi,  Zimbabwe, Zâmbia e Eswatini, reforçando o posicionamento de  Moçambique como fornecedor estratégico de energia para a região  da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Ademais, destacou ainda o potencial de África para o  desenvolvimento de energias renováveis, como a solar e a eólica,  defendendo a criação de infra-estruturas que acelerem a transição  energética. Sublinhou também a vantagem da localização  geográfica de Moçambique, que dispõe de três grandes corredores  logísticos, nomeadamente de Maputo (desenvolvido em parceria com  a DP World), no sul do país; da Beira, na região centro; e de Nacala,  no norte do país.  

A participação do Presidente da República nesta reunião de alto  nível, à margem da Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi  reforça a estratégia do Governo moçambicano de atrair investimento  estrangeiro, promover o desenvolvimento sustentável e posicionar  Moçambique como um polo energético e logístico de referência na  região austral de África. 

 

 

PRESIDENTE DA REPÚBLICA RECEBE LÍDERES EMPRESARIAIS E ABRE PORTAS PARA NOVOS PROJECTOS DE INVESTIMENTO 

O Presidente da República, recebeu, hoje, em audiência, em Abu Dhabi, nos  Emirados Árabes Unidos (EAU), à margem da sua participação na  Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi 2026, dois líderes do sector  empresarial internacional, abrindo portas para investimentos  estratégicos em Moçambique. 

Entre os visitantes estiveram Tariq Ahmed Nizami, fundador e Presidente  Executivo (CEO) do CEO Clubs Network, um dos maiores clubes de  Presidentes Executivos do mundo, e Gaspar Lino, CEO e fundador da 

Averi Finance, empresa de investimento e financiamento com foco  em África. 

De acordo com Tariq Nizami, durante o encontro com o Presidente  Chapo foram discutidos investimentos em Moçambique em diferentes  sectores, incluindo energia, aviação, agricultura, petróleo e gás, e  tecnologia em projetos de cidades inteligentes, e ele afirmou que o  grupo que representa, formado por pessoas de diversas partes do  mundo, está disposto a investir no país. 

O CEO destacou ainda que o investimento no sector de energia será  prioritário. “Estamos fazendo um investimento de mais de 200  megawatt em projetos em Moçambique de diferentes empresas com  as quais estamos trabalhando. E eu estou muito feliz que o Presidente  tem uma visão muito boa e nos guiou em como devemos avançar”. 

Questionado sobre o montante total, Nizami afirmou que o grupo  planeja investir “mais de 300 milhões de dólares [norte-americanos] em  negócios que estamos falando hoje em diferentes sectores, mas  principalmente no sector de energia e aviação para melhorar a  indústria aérea de Moçambique”. 

O parceiro de Nizami, Malik Dzirlo, explicou à imprensa a abrangência  das discussões, indicando que o clube pretende apoiar a agenda  presidencial de forma estratégica. 

“Nós discutimos as áreas de prioridade para Moçambique, que são,  número um, estabilizar a economia quando se trata do sector  energético, e a estabilidade energética é a chave, isso vai levar para  outros sectores, como o turismo, saúde, infraestrutura, mineração,  saúde e outras indústrias-chave”.

Dzirlo acrescentou que Moçambique oferece oportunidades únicas  em diversos setores: “Moçambique tem um potencial incrível, cerca  de dois mil quilômetros de costa, pode ser um destino incrível para o  turismo, saúde e todas as outras coisas que outros países oferecem.  Moçambique tem recursos naturais enormes e, o mais importante,  recursos da população, onde planejamos investir em centros de dados  energéticos e proporcionar treinamento para os jovens para serem  competitivos na escala global”. 

Por sua vez, Gaspar Lino, da Averi Finance, destacou que a audiência  foi uma oportunidade para identificar futuras parcerias e  investimentos. 

“Não se falou de projetos concretos, falou-se das nossas capacidades  de investimento, as áreas onde nós temos feito investimento, o nosso  histórico, onde já fizemos mais de 20 mil milhões de soluções de  financiamento e investimento em vários países em África, e  identificámos uma oportunidade de viajar em breve, até ao final deste  mês, a Moçambique, para trabalhar com a equipa de governo”. 

Lino enfatizou que o país apresenta grande potencial para mobilizar  capital e gerar retorno social: “O Sr. Presidente mostrou abertura nas  várias áreas, falou sobre a economia do país, é um país onde nós, até  à data, ainda não tivemos nenhum envolvimento no passado e,  portanto, sua Excelência, o Sr. Presidente, o que mostrou foi a  necessidade de empresas como a nossa vir para o país para trazer  soluções de investimento e soluções financeiras”. 

O CEO detalhou ainda o portfólio da Averi Finance no continente  africano, incluindo energia renovável, logística e infraestrutura. “Nós já  somos investidores em África, em várias áreas, estamos no sector do oil 

and gas, estamos no sector da logística, somos accionistas do maior  projecto de energia renovável em África, concretamente na África do  Sul, com a produção de 3.5 gigawatts de energia, através de energia  solar e eólica, investimos muito em infraestrutura, em linhas de  transmissão. Neste momento temos uma carteira de mais de quatro mil  milhões de dólares em projetos de investimento privado, onde nós  somos os investidores e acionistas dos projetos”. 

Com estes encontros, Moçambique reforça a sua posição como  destino estratégico para investimento internacional, atraindo capital  privado de grandes players globais e africanos, com enfoque na  energia, infra-estrutura, tecnologia e turismo, consolidando a visão de  desenvolvimento económico e diversificação da economia defendida  pelo Presidente Daniel Chapo.

A Comissão Política da Frelimo, reunida no fim-de-semana em Marracuene, fez uma profunda reorganização das chefias das Brigadas Centrais, trocando alguns chefes e nomeando outros para monitorarem actividades partidárias em todas províncias do país e na Cidade de Maputo.

A Comissão Política da FRELIMO realizou, nos dias 10 e 11 de janeiro de 2026, em Marracuene, Província de Maputo, a sua I Sessão Extraordinária do ano, sob a direcção do Presidente do Partido e da República, Daniel Francisco Chapo.

O encontro analisou a situação política, económica e sociocultural do país, com destaque para o funcionamento interno do Partido.

Durante a sessão, a Comissão Política manifestou pesar pelo falecimento de Artur Nanlicha Muchopa, Primeiro Secretário do Comité Provincial de Niassa, e apresentou condolências à família.

O órgão saudou o clima de tranquilidade registado durante a quadra festiva e enalteceu o papel das Forças de Defesa e Segurança na manutenção da ordem, da segurança pública, da integridade territorial e no combate ao terrorismo.

A Comissão Política avaliou positivamente o primeiro ano de governação do Presidente Daniel Chapo, considerando que o período lançou bases para a independência económica, a estabilização da função pública e o reforço da imagem de Moçambique a nível internacional.

No domínio partidário, foi referido que os órgãos de base continuam a funcionar com normalidade. Foram ainda anunciadas visitas das Brigadas Centrais às províncias e à Cidade de Maputo, entre 17 e 21 de Janeiro, no âmbito da preparação da XI Conferência Nacional de Quadros, prevista para Agosto de 2026, em Chimoio, bem como para acompanhar a situação política, económica e social local.

O órgão máximo do partido mexeu na estrutura das chefias das brigadas centrais e a nova tem nomes já conhecidos e outros que entram pela primeira vez.

Assim, para a província do Niassa foram nomeados Damião José como Chefe da Brigada e Cidália Chaúque como Chefe-adjunta, enquanto na rovíncia de Cabo Delgado Amélia Muendane é a nova Chefe e Carlos Siliya o Chefe-Adjunto.

Para a província de Nampula a Frelimo conta com Filipe Paúnde como Chefe da Brigada e Celmira da Silva como Chefe-adjunta, sendo que na Zambézia será Margarida Talapa a chefiar, auxiliada por Iazalde Ussene.

Na província de Tete o Chefe da Brigada é Aires Aly, e Danilo Teixeira o seu adjunto, enquanto em Manica foi nomeado Celso Correia e Pedro Guiliche como Chefe e adjunto.

Ana Comoana vai chefiar a Brigada em Sofala e terá como adjunto Gonçalves Jemusse, sendo que na província de Inhambane será Esperança Bias a Chefe e Constantino André o adjunto. Gaza tem como Chefe da Brigada Alcinda de Abreu e como adjunto Nelson Muianga.

Para a província de Maputo foram nomeados Francisco Mucanheia e Feliz Silvia para liderarem a Brigada e na Cidade de Maputo a Brigada será chefiada por Tomás Salomão e Benvinda Levy, ficando Verónica Macamo  e Ludmila Maguni a chefiarem no exterior.

A Comissão Política apelou igualmente à população para evitar zonas de risco devido às chuvas e inundações e para seguir as orientações das autoridades, reforçando os cuidados de prevenção contra doenças de origem hídrica.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, já se encontra em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes  Unidos (EAU), para o início da sua visita de trabalho, em resposta ao  convite de Sua Alteza Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan,  Presidente dos EAU, uma deslocação que visa reforçar as relações  políticas e de cooperação bilateral e mobilizar investimentos para  projectos estratégicos em Moçambique. 

Logo à sua chegada, o Chefe do Estado recebeu em audiência o  Ministro do Comércio Externo dos Emirados Árabes Unidos, Thani Al  Zeyoudi.

Falando à imprensa por ocasião do início da visita, o ministro dos  Transportes e Logística, João Matlombe, explicou que a participação  do Chefe do Estado na Cimeira sobre a Sustentabilidade é um dos  momentos centrais da agenda, onde Moçambique terá a  oportunidade de partilhar a sua visão e prioridades de  desenvolvimento, bem como as acções que têm estado a  desenvolver em prol da sustentabilidade. 

Segundo o governante, o evento representa igualmente uma  plataforma relevante para a mobilização de recursos financeiros  destinados a sectores-chave da economia nacional. “Este evento  também vai ser uma oportunidade para nós podermos mobilizar  recursos financeiros para investimento nos diferentes projectos  estratégicos do nosso país, refiro-me ao sector de infra-estruturas, de  energia, agricultura, turismo, portanto, sectores extremamente  importantes para podermos impulsionar a nossa própria economia a  nível do nosso país”, declarou. 

O ministro adiantou ainda que o trabalho diplomático e técnico entre  Moçambique e os Emirados Árabes Unidos já vinha sendo  desenvolvido antes da visita presidencial, o que poderá resultar na  formalização de novos instrumentos de cooperação. “Portanto, há um  trabalho que já vinha sendo realizado entre as partes, e isso poderá  culminar com assinatura de protocolos que vão, obviamente, selar a  conclusão do trabalho de negociação que temos estado a realizar  entre os dois Estados”, sublinhou. 

João Matlombe destacou também que a experiência moçambicana  na gestão de eventos climáticos extremos será partilhada durante os  encontros de alto nível, tendo em conta a vulnerabilidade do país enquanto Estado costeiro. 

“Moçambique é um país costeiro, que tem  sido assolado quase nos últimos anos de forma cíclica pelos eventos  extremos, e nós temos sido quase uma referência do ponto de vista de  acções de mitigação e redução dos impactos negativos”, disse. 

De acordo com o ministro, apesar da recorrência de chuvas intensas e  outros fenómenos severos, o país tem conseguido reduzir  significativamente o número de vítimas mortais, graças a medidas  preventivas e a uma acção coordenada do Governo. 

“Se formos a  olhar a nível da região, nós temos estado a conseguir gerir esses  eventos mais complexos e severos sem muitas mortalidades, e isso é  resultado de um trabalho que o INGD e várias instituições  multissectoriais ao nível do nosso Governo têm estado a realizar como  medidas de prevenção”, explicou. 

Acrescentou que essa experiência constitui um activo importante a ser  partilhado com outros países, num contexto global marcado pelas  alterações climáticas.

“Nós não temos como conter os eventos  extremos, mas a forma como a gente lida com eles acaba sendo uma  experiência bem-sucedida que poderá ser partilhada com vários  países”, afirmou, acrescentando que Moçambique tem conseguido  “salvar vidas e permitir coabitar, conviver e também construir  infraestruturas mais resilientes”. 

Relativamente às expectativas da visita, o governante mostrou-se  optimista quanto à assinatura de acordos e à captação de novos  financiamentos para a economia nacional. “Nossa expectativa é  fechar acordos, obter mais recursos para podermos continuar a investir  na nossa economia. Esse é o nosso maior desafio”, declarou, recordando que se trata do primeiro grande evento internacional do  Chefe do Estado este ano. 

O ministro concluiu sublinhando o interesse mútuo entre Moçambique  e os Emirados Árabes Unidos no reforço da cooperação económica.  “Este é o primeiro grande evento que o Chefe do Estado realiza este  ano fora do país, e a expectativa é grande para todos nós, tanto para  Moçambique como para os Emirados Árabes que também têm  interesse bastante grande em investir no nosso país. Vamos ver se  conseguimos sair daqui com resultados positivos como foi previsto”,  disse. 

Durante a visita, Daniel Chapo participará na Semana de  Sustentabilidade de Abu Dhabi 2026, que decorre sob o lema  “Lançamento Abrangente Rumo ao Futuro”, bem como na cerimónia  de Entrega do Prémio Zayed para a Sustentabilidade, estando  igualmente previstos encontros para aprofundar a cooperação  bilateral nas áreas de Política e Diplomacia, Transportes e Logística,  Recursos Minerais e Energia, Agricultura e Economia, além de outros  temas de interesse comum a nível regional, continental e global.

O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, diz que está a ser vítima de perseguição política instalada na Procuradoria Provincial da Zambézia, que vive entulhando processos atrás de processos ao conselho municipal por si dirigido. A prova viva, segundo disse, é o caso das ilhas de Protecção das ciclovias, que a procuradoria mandou demolir sem ouvir o município.

Manuel de Araújo, edil de Quelimane, quebrou o silêncio e decidiu falar sobre o caso das ciclovias na urbe que dirige. Recorde-se que a Administração Nacional de Estradas (ANE), o Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO) e a Polícia de Trânsito (PT) elaboraram um relatório que reprova a execução das obras de ciclovias e ilhas de Protecção, por entender que perigam o trânsito rodoviário. 

O mesmo relatório deu entrada à procuradoria, que de forma imediata mandou demolir a infra-estrutura sob pena de incorrer ao crime de desobediência. De Araújo entende que não faz sentido a decisão daqueles sectores, incluindo da procuradoria, por entender que as mesmas instituições nunca aproximaram a edilidade para manifestar o seu desagrado.

“Eu acho que existe um princípio de colaboração entre instituições, onde nós esperávamos que viessem dizer onde não concordam com o andamento do projecto. O que nós recebemos foi uma notificação, em tom de ameaça, dando conta de que, dentro de cinco dias, se o município não entregar o projecto à procuradoria, incorrerá no crime de desobediência”, disse Manuel de Araújo, questionando se é assim que se procede. No entanto, fez saber que “nós cumprimos, entregamos o projecto e, no dia seguinte, recebemos da procuradoria provincial um outro processo que dizia que nós deveríamos provar que o processo de contratação foi visado pelo Tribunal Administrativo. Porque assim foi, tratamos de submeter o processo à procuradoria, mas no fim recebemos a intimação para destruir a obra feita sem sermos ouvidos”, disse o edil.

Manuel de Araújo lembrou que, na República de Moçambique, que é um Estado de Direito Democrático, existe o direito ao contraditório: “Se a procuradoria diz que é o garante da legalidade, ela própria deve pactuar por cumprir normas e não ameaçar as outras instituições. Estávamos à espera que a procuradoria viesse até nós para explicarmos o que é que está no projecto que ainda não terminou; ela não percebeu o projecto e vem com intimações.”

Manuel de Araújo diz que está a ser vítima de perseguição política instalada na procuradoria provincial da Zambézia, que, segundo explicou, vive entulhando processos atrás de processos ao conselho municipal por si dirigido. A prova viva, segundo disse, é o caso das ilhas de Protecção das ciclovias, que a procuradoria mandou demolir sem ouvir o município. “Eu não tenho na minha mesa mais de 25 intimações vindas da procuradoria. Parece-me que lá há uma secção cuja tarefa é só trabalhar com o nosso município. A pergunta que não se cala é: quantas intimações a procuradoria tem em relação aos municípios do Gurué, Milange e Mocuba? Eu ando em todos os municípios; as infrações que são enviadas para nós estão a acontecer nestes municípios, e quando procuramos saber, a resposta que ouvi nos bastidores é de que a procuradora dos assuntos difusos não tem carro e, por isso, não consegue ir a outros municípios. Logo, para justificar o seu salário, deve nos entulhar de processos. Eu acho que a justiça não pode ser assim; isso não é democracia. Deve haver o dever de colaboração entre as instituições e haver princípio de contraditório”, disse Manuel de Araújo.

O edil foi mais longe ao acusar a procuradoria de estar a agir por um comando partidarizado. “Age sobre impulso partidarizado. Deixem-nos governar, e se a procuradoria quiser governar Quelimane, nós vamos entregar as chaves para que eles venham governar e nós vamos passar para a procuradoria, trocamos de posição; caso contrário, deixem-nos trabalhar e, no fim, julguem-nos”, terminou.

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