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PR promete soluções para preocupações de estudantes na China 

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou, em Pequim, o compromisso do Governo com o reforço dos laços com a diáspora e com a promoção da independência económica de Moçambique, destacando o papel estratégico da cooperação com a China e o contributo dos moçambicanos no exterior para o desenvolvimento nacional.

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu hoje, em Pequim, a centralidade do  desenvolvimento como pilar da estabilidade global, alertando para os riscos  que os actuais conflitos, as mudanças climáticas e as limitações de  financiamento representam para a Agenda 2030, e apelando a uma acção  internacional mais coordenada e orientada para resultados concretos. 

Falando na III Reunião de Alto Nível do Fórum sobre a Acção Global do  Desenvolvimento Compartilhado, o Chefe do Estado sublinhou a  importância da participação de Moçambique no Fórum, uma iniciativa  apresentada pelo Presidente da China, Xi Jinping, em 2021, no quadro da  Assembleia Geral das Nações Unidas. 

Segundo o estadista, a presença do país enquadra-se ainda nas iniciativas  promovidas ao longo dos anos pelo líder chinês, constituindo também um momento que evidencia a solidez dos laços de amizade e cooperação  entre os dois países e a vontade comum de os elevar a um novo patamar. 

Na sua intervenção, o Presidente moçambicano destacou a profundidade  histórica das relações entre Moçambique e a China, sublinhando que os dois  países estão ligados por uma história profunda que remonta às antigas rotas  do Oceano Índico e que se consolidam nos momentos mais decisivos da  luta comum de libertação nacional e se projecta agora numa parceria  orientada para a transformação econômica, comercial e criação da  oportunidade de construção de um futuro de prosperidade partilhada.  Frisou ainda que esta relação sustenta a participação do país no debate  global sobre o desenvolvimento. 

“Importa reconhecer que esta conferência decorre num contexto  internacional particularmente desafiante e complexo”, disse, referindo-se  aos conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente, bem como os efeitos das  mudanças climáticas, disrupções nas cadeias de abastecimento e  dificuldades de acesso ao financiamento, fatores que, segundo disse,  agravam as vulnerabilidades dos países em desenvolvimento. 

Neste quadro, sublinhou a necessidade de maior coordenação  internacional e responsabilidade colectiva, advertindo que o  desenvolvimento não pode ser relegado para segundo plano. 

“O  desenvolvimento é a base da sustentabilidade e estabilidade da soberania  e da dignidade dos nossos povos. Sem desenvolvimento não há paz  duradoura, não há inclusão e não há futuro sustentável”, afirmou,  destacando a relevância da Iniciativa para o Desenvolvimento Global. 

O estadista considerou que esta iniciativa contribui para mobilizar esforços  em áreas como erradicação da pobreza, segurança alimentar,  industrialização e inovação, recordando que as edições anteriores do fórum  consolidaram uma visão comum. Defendeu que o momento actual exige  transformar compromissos em acções concretas, com impacto directo na  vida das populações. 

Ao abordar o papel de África, o Chefe do Estado descreveu o continente  como estando numa fase decisiva, com forte potencial demográfico e  económico. Referiu a população jovem superior a 1,4 mil milhões de  pessoas, a criação da Área de Comércio Livre Continental Africana e os  vastos recursos naturais, sublinhando que o desafio actual é alcançar a  independência económica através da industrialização e criação de valor.

O Presidente da República destacou que Moçambique está alinhado com  essa visão, apostando numa agenda de transformação estrutural baseada  na industrialização, no desenvolvimento de infra-estruturas e na formação  do capital humano. Enumerou ainda prioridades globais como o reforço das  capacidades produtivas, o acesso ao financiamento, a digitalização, a  energia e o investimento na juventude. 

Na conclusão, defendeu uma cooperação internacional assente em  parcerias e resultados. 

“A cooperação internacional deve evoluir de um modelo centrado na  assistência para um modelo baseado em parceria, se quisermos um  desenvolvimento global.” Sublinhou que “o futuro desenvolvimento global  não será determinado pelas intenções que declaramos, mas pelas decisões  e acções que tornamos cada vez mais ágil para implementarmos”,  reiterando a disponibilidade de Moçambique para colaborar com parceiros  que partilhem esta visão e manifestando apoio às iniciativas do Presidente Xi  Jinping.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se nesta terça-feira com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Beijing, na capital da China. No evento, foram assinados instrumentos de cooperação para dinamizar as relações diplomáticas.

“Durante o encontro, o Presidente Xi Jinping manifestou o seu firme compromisso com a agenda de desenvolvimento de Moçambique, reforçando a confiança mútua e a determinação de consolidar parcerias estratégicas com impacto directo na vida dos compatriotas”, referiu Chapo numa rede social.

Na nota, o Chefe de Estado, Daniel Chapo, disse que o Governo que dirige vai continuar a envidar esforços rumo à independência económica do país, uma das principais ambições da sua governação que iniciou há cerca de um ano e meio.

Naquele país, o Presidente da República convida empresários chineses para construírem estradas com portagens em Moçambique. Daniel Chapo entende que as relações com China devem transitar de políticas para económicas.

O peso do investimento chinês em Moçambique é ainda bastante reduzido. Responsável por 1,5% do Investimento Directo Estrangeiro no país, a China ocupava o sexto lugar, numa lista liderada por Países Baixos, Itália e Maurícias. 

Os dados do Banco de Moçambique são referentes ao terceiro trimestre de 2025. É neste contexto que, esta segunda-feira, Daniel Chapo, convidou na província chinesa de Qinghai, empresas a construírem estradas em Moçambique.

“Podemos fazer isso num modelo de BOT (Construir-Operar-Transferir, na língua portuguesa) uma estrada que pode ser feita com investimento e depois colocamos portagens e a concessão fica para quem fez. Durante 20 a 30 anos, recupera o investimento e se achar que quer devolver a infra-estrutura 20 a 30 anos ao Estado moçambicano, devolve, caso achar que não, está muito bom e quer renovar por mais 20 a 30 anos pode renovar a vontade”, disse Chapo. 

O convite surge numa altura em que a principal estrada do país, a EN1, que liga as três regiões do país, encontra-se bastante degradada.

Chapo quer mais investimento chinês em Moçambique como forma de inverter o modelo de cooperação actual com a potência mundial  que é mais diplomática.  

“Nossas relações políticas e diplomáticas são excelentes. Agora, queremos abrir uma nova página para a cooperação económica e comercial e queria aproveitar esta ocasião para agradecer o Presidente Xi Jinping que teve a iniciativa de isentar tarifas para 53 países africanos a entrar em vigor no dia 31 de Maio e desses países, Moçambique faz parte”, disse o Presidente da República.

Tal isenção de tarifas é aplicada a exportações feitas a partir de Moçambique para China. Nesta mesa redonda de negócios, o Governo espera sair com compromissos de investimentos concretos a serem realizados em Moçambique.

 

 

O Presidente da República destacou, em Xining, o potencial de  cooperação com empresas chinesas de infra-estruturas eléctricas e  energias renováveis, para responder aos desafios de controlo de  cheias, reabilitação de estradas e expansão da capacidade  energética em Moçambique, após visitas a centros e unidades  industriais na província de Qinghai. 

No decurso da agenda, o Chefe do Estado visitou o Qinghai Clean  Energy and Green Computing Power Dispatching Centre, a Indústria  de Construção de Infra-estruturas e a IBC, uma empresa de produção  de painéis solares, energia eólica e hídrica, a IBC, tendo se inteirado  dos modelos tecnológicos e de gestão adoptados no sector  energético.

Falando à margem das visitas, Daniel Chapo apontou o controlo das  águas como um dos principais desafios estruturais de Moçambique, sobretudo perante eventos climáticos extremos que afectam  infraestruturas estratégicas. 

“Em Moçambique também temos o desafio do controlo das águas.  Tivemos agora cheias e inundações, que destruíram estradas,  principalmente a nossa Estrada Nacional Número 1. E também temos  uma barragem que, a ser construída, seria muito bom para o controlo  das águas, que é a Barragem de Mapai, em Gaza”, disse, durante a  visita à Indústria de Construção de Infra-estruturas. 

Chapo sublinhou que as capacidades técnicas das  empresas visitadas podem contribuir para soluções eficazes e  sustentáveis no domínio hídrico. “E achamos que a empresa tem esta  capacidade de fazer um estudo do controlo das águas e construirmos  barragens nos locais certos”. 

No que respeita às infra-estruturas rodoviárias, o Chefe do Estado  voltou a alertar para a vulnerabilidade da Estrada Nacional Número Um (EN1),  principal eixo de ligação do país, particularmente durante a época  chuvosa. 

O governante destacou que, na área das estradas, a EN1, principal via do país, é fortemente afectada pelas chuvas,  sobretudo entre Janeiro e Março, período em que as precipitações  intensas, associadas à localização geográfica de Moçambique,  acabam por provocar a degradação da infraestrutura, mesmo após  intervenções de reabilitação.  

“Então, está é uma das nossas grandes preocupações, e achamos  que a empresa tem uma grande capacidade e pode realmente nos  ajudar a trabalhar e podermos fazer esta estrada como deve ser”. 

Durante as visitas, o Presidente da República disse estar  impressionado com o modelo integrado de desenvolvimento  energético, observado que combina sustentabilidade ambiental com  geração de riqueza.

“O que mais nos impressionou é o facto de juntar o ambiente e ao  mesmo tempo produzir energia. Portanto, ficámos bem impressionados  porque aquilo que nós podíamos achar que são dificuldades foi  transformado em riqueza”, disse, ao longo da visita à Qinghai Clean  Energy and Green Computing Power Dispatching Centre. 

Outrossim, destacou o impacto social do modelo, que permite a  participação directa das comunidades na economia energética. 

“O que nos impressionou em transformar em riqueza é o facto de que  as próprias populações são accionistas, compram acções, destas  pequenas centrais hídricas que existem, e essas pequenas centrais  vendem energia para as grandes empresas, e isto gera também renda  para a população”. 

Na ocasião, reafirmou a intenção de replicar experiências  semelhantes em Moçambique, com enfoque no reforço da produção  energética diversificada e sustentável. 

“Por isso estamos muito impressionados e vamos levar esta experiência  que nós temos aqui para Moçambique e continuarmos a trabalhar  para construirmos mais centrais eléctricas, mais centrais solares e mais  centrais eólicas. Colhemos aqui uma grande experiência para  desenvolver Moçambique, de um país irmão e um povo irmão”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu este domingo, em Xining, na China,  o compromisso  de reforço da presença de empresas chinesas em Moçambique, com  enfoque nos sectores da energia, infra-estruturas e recursos naturais,  no quadro do aprofundamento da cooperação económica com a  província de Qinghai, durante um encontro com o Secretário  Provincial do Partido Comunista de Qinghai, Wu Xiaojun. 

No encontro, o Chefe do Estado enalteceu o modelo de  desenvolvimento observado na China, sublinhando o impacto da  liderança política no combate à pobreza e na promoção do  crescimento económico.

“Estamos muito bem impressionados com o que vimos, sobretudo o  exemplo do engajamento do nosso Partido irmão, o Partido Comunista  na China. A liderança firme e esclarecida do camarada Xi Jinping no  combate à pobreza rumo ao desenvolvimento”. 

O estadista moçambicano destacou ainda que a visita está a permitir  identificar oportunidades concretas de cooperação, sobretudo no  sector energético, incluindo produção, transmissão e integração  regional de energia. 

“Aprendemos muito desde a manhã. Aqui vimos que há  conhecimento, há recursos e nós achamos, como dois povos irmãos,  que podemos fazer projetos juntos na área de energia em  Moçambique, em linhas de transmissão para países vizinhos e  ganharmos dinheiro juntos”. 

O Chefe do Estado defendeu igualmente investimentos conjuntos em  diferentes fontes de energia, sublinhando o potencial de Moçambique  nos sectores hidroeléctrico, solar e do gás natural, bem como a  necessidade de infraestruturas modernas para sustentar o crescimento  económico. 

“Também aprendemos a questão relacionada com como produzir  energia de forma combinada. E a nossa intenção é fazermos esses  projectos juntos, investirmos juntos e gerarmos riquezas juntos”. 

O Presidente Daniel Chapo sublinhou ainda o interesse em atrair mais  investimento chinês para Moçambique, apelando à participação  activa de empresas daquele país em sectores estratégicos como  energia, minas, agricultura e infraestruturas. 

“Estamos convidando as nossas empresas para poderem vir investir em  Moçambique, saírem daqui para investir em Moçambique na área de  energias. Há muito potencial e um mercado muito grande”. 

O governante destacou também a longa trajectória das relações  entre os dois países, que considerou históricas e estratégicas, desde a  luta de libertação nacional até à actual fase de desenvolvimento  económico e social.

“Também queremos destacar que as nossas relações duram mais de  50 anos. São relações históricas que começam desde a luta pela  libertação nacional. Lutámos juntos para a independência.  Alcançamos juntos as independências. Estamos a lutar juntos para  sairmos da pobreza”. 

O encontro foi marcado por uma convergência de visões quanto à  expansão da cooperação bilateral, com o dirigente chinês a reiterar a  abertura da província para mobilizar mais empresas dos sectores  energético, mineiro e de infra-estruturas, com vista a investir em  Moçambique e participar em projectos estruturantes de  desenvolvimento. 

Wu Xiaojun sublinhou ainda a aposta no reforço da cadeia de valor  local, defendendo que mais empresas chinesas devem não apenas  investir, mas também promover a transformação de recursos em  território moçambicano, contribuindo para a industrialização do país e  para a criação de emprego. 

O dirigente chinês destacou igualmente a importância da  cooperação no domínio da energia limpa e da troca de experiências  no combate à pobreza, apontando a necessidade de aprofundar o  intercâmbio institucional entre as duas partes e de consolidar projectos  conjuntos de desenvolvimento sustentável. 

Wu Xiaojun concluiu reafirmando a disponibilidade de Qinghai para  aprofundar a cooperação com Moçambique, incluindo o envio de  delegações empresariais, concessão de bolsas de estudo e reforço do  intercâmbio institucional, apontando para uma nova fase de relações  económicas mais intensas entre os dois lados

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, manifestou na sexta-feira, em Changsha, interesse em aprofundar a cooperação económica e comercial com a província chinesa de Hunan, tendo convidado as suas autoridades a deslocarem-se a Moçambique acompanhadas por uma missão empresarial. 

A posição foi expressa durante um encontro com o Secretário do Comité Provincial do Partido Comunista, Shen Xiaoming, no quadro da Visita de Estado que o Chefe do Estado realiza à República Popular da China, a convite do Presidente Xi Jinping. 

Na ocasião, o estadista moçambicano destacou o potencial de cooperação em múltiplos sectores, com ênfase para a agricultura, área em que considera existirem vantagens comparativas claras. 

“Nós podemos cooperara em várias áreas, na área da agricultura moçambique tem boa localização geográfica, tem terras aráveis e achamos que a China é um parceiro certo para podermos desenvolver a agricultura”. 

Para além da agricultura, o Presidente Chapo referiu, em termos gerais, a necessidade de alargar a cooperação a sectores como transporte e logística, transformação digital, gás, recursos minerais, infra-estruturas, industrialização, comércio e turismo, apontando-os como determinantes para o crescimento económico. 

No mesmo contexto, explicou que a escolha de Hunan para o arranque da visita resulta do papel que a província desempenha na promoção das relações económicas entre África e a China, tendo afirmado: “São áreas muito importantes que podemos cooperar”. 

O Chefe do Estado acrescentou ainda a sua satisfação por iniciar a agenda nesta região, sublinhando a sua relevância estratégica na ligação sino-africana. Durante o encontro, o governante abordou igualmente a situação de segurança na província de Cabo Delgado, onde decorrem projectos de gás natural afectados por ameaças terroristas. “Temos alguma ameaça do terrorismo na província de Cabo Delgado, na zona norte de Moçambique, onde temos projectos de gás”. 

Apesar disso, reafirmou a determinação do país em enfrentar o fenómeno, evocando a cooperação histórica com a China: “Mas tal como conseguimos a nossa independência com o apoio da China, vamos continuar a trabalhar juntos para esta luta”. 

O Presidente da República reiterou, por outro lado, o interesse em consolidar uma cooperação forte com Hunan, assente no excelente nível das relações político-diplomáticas entre os dois países, mas com maior enfoque na dimensão económica e comercial. 

Neste contexto, sublinhou que o reforço da cooperação com Hunan poderá traduzir-se em investimentos concretos e transferência de tecnologia, contribuindo para acelerar a industrialização de Moçambique e a criação de emprego, sobretudo nos sectores produtivos. 

Por sua vez, Shen Xiaoming destacou a importância atribuída pela China ao desenvolvimento das relações com Moçambique, recordando a troca de mensagens entre os Presidentes Daniel Chapo e Xi Jinping por ocasião dos 50 anos das relações diplomáticas, e sublinhando que a visita deverá impulsionar um novo capítulo da parceria estratégica entre os dois países.

O dirigente chinês acrescentou que há expectativa de aprofundar uma cooperação mutuamente benéfica, capaz de abrir novas oportunidades económicas e fortalecer os laços históricos de amizade e irmandade entre os povos dos dois países. 

A seguir a este acto, o Presidente da República manteve também encontro com o Governador da província de Hunan, Mao Weiming. 

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, convidou esta sexta-feira empresários chineses a investirem em Moçambique, destacando o país como um destino seguro e estratégico, com oportunidades concretas nos sectores da indústria, energia, agricultura e infraestruturas, durante o encerramento do Fórum de Negócios Moçambique-China, realizado na cidade de Changsha, província de Hunan.

Falando perante cerca de 350 empresários moçambicanos e chineses, o Chefe do Estado sublinhou que o encontro decorre num momento de aprofundamento das relações bilaterais, assentes numa cooperação orientada para resultados. “Por isso, este encontro não é apenas económico, como podemos imaginar, tem também um significado histórico, político e profundamente simbólico”, afirmou. 

O Presidente moçambicano destacou o papel histórico da China no apoio à luta de libertação nacional de Moçambique, lembrando que essa solidariedade constitui hoje a base de confiança entre os dois países. 

“A China foi, desde os tempos da luta pela liberdade nacional, um parceiro solidário e consequente com a causa do povo moçambicano”, disse, acrescentando que “essa solidariedade ocupa um lugar único na memória histórica de Moçambique”. 

No plano económico, o estadista defendeu a transformação da relação histórica numa parceria moderna, estruturante e orientada para o investimento, a industrialização e a criação de valor. 

O estadista apontou a província de Hunan como um polo estratégico para a cooperação com África, destacando que a região reúne capital tecnológico, capacidade industrial e experiência internacional, considerados fatores essenciais para acelerar a transformação económica de Moçambique. 

Ao apresentar a estratégia do Governo, o Presidente da República explicou que o país está a apostar na industrialização, expansão de infraestruturas e valorização dos recursos naturais. “A nossa visão como Governo da República de Moçambique é que os nossos recursos minerais sejam transformados em Moçambique”, afirmou, citando como exemplo a fábrica de processamento de grafite em Nipepe, na província de Niassa. 

O Chefe do Estado destacou igualmente os grandes projectos energéticos em curso, sobretudo no sector do gás na Bacia do Rovuma. “Estamos a falar de um país que nos próximos anos, cinco, dez anos, só na área do gás, vamos ter investimentos de entre 50 e 60 bilhões de dólares em Moçambique”, disse, apontando o país como um destino atractivo para investimento global. 

No domínio das infraestruturas, o dirigente enfatizou as oportunidades em modelos de parcerias público-privadas, concessões e BOT (Construir, Operar e Transferir), incluindo estradas, portos, caminhos-deferro e energia. “Estamos dispostos a recebermos irmãos empresários da China […] para podermos desenvolver juntos Moçambique”, declarou, sublinhando também a necessidade de investir em capital humano e tecnologia. 

Durante o fórum, os empresários dos dois países abordaram oportunidades de investimento directo estrangeiro, com destaque para os sectores dos transportes, agricultura, mineração e turismo, tendo igualmente sido apresentada a projecção industrial de Moçambique. 

O encontro serviu ainda como espaço de troca de experiências, com expectativas de reforço das relações económicas e empresariais, impulsionadas pela participação ativa e pela vontade manifestada pelos intervenientes.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, destacou, na cidade de Changsha,  na província chinesa de Hunan, o potencial de Moçambique para  reforçar a produção de arroz, sublinhando que a experiência chinesa  no desenvolvimento de variedades híbridas pode contribuir para  melhorar a segurança alimentar no país. 

Falando durante uma visita ao Centro de Investigação de Arroz  Híbrido de Hunan, considerado uma referência mundial na  investigação e produção deste cereal, Gueta Chapo salientou a importância da transferência de conhecimento e tecnologia para  impulsionar a produtividade agrícola moçambicana. 

“Em Moçambique, nós produzimos arroz, não em grandes quantidades  como produzem na China, mas com esta experiência nós também  podemos melhorar a nossa forma de produção. Produz-se mais arroz  na província de Sofala, na Zambézia também e um pouco de Niassa e  Inhambane”, afirmou. 

A Primeira-Dama evidenciou que o contacto directo com centros de  excelência como o de Hunan permite identificar soluções práticas  para aumentar os níveis de produção e responder aos desafios da  fome, sobretudo em países em desenvolvimento. 

O Centro de Investigação de Arroz Híbrido de Hunan é reconhecido  internacionalmente pelo desenvolvimento de variedades de arroz de  alto rendimento, desempenhando um papel central nos esforços  globais para o aumento da produção alimentar e combate à  insegurança alimentar. 

A visita da Primeira-Dama insere-se no conjunto de actividades  paralelas à Visita de Estado que o Presidente da República, Daniel  Francisco Chapo, efectua à República Popular da China, a convite do  seu homólogo, Xi Jinping, com vista ao reforço da cooperação  bilateral. 

Ainda no mesmo dia, Gueta Chapo visitou a Universidade  Feminina de Hunan, uma instituição pública dedicada à formação  superior de mulheres, que oferece cursos em áreas como Ciências  Sociais, Economia e Gestão, Educação, Direito e Engenharia e  Tecnologia.

A deslocação à universidade permitiu conhecer experiências no  domínio da educação feminina e do empoderamento das mulheres,  áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento inclusivo e  sustentável de Moçambique.

O Presidente da República, Daniel Chapo, convidou empresários chineses a  investirem em Moçambique, destacando o país como um destino  seguro e estratégico, com oportunidades concretas nos sectores da  indústria, energia, agricultura e infra-estruturas, durante o  encerramento do Fórum de Negócios Moçambique-China, realizado  na cidade de Changsha, província de Hunan. 

Falando perante cerca de 350 empresários moçambicanos e chineses,  o Chefe do Estado sublinhou que o encontro decorre num momento  de aprofundamento das relações bilaterais, assentes numa  cooperação orientada para resultados. “Por isso, este encontro não é  apenas económico, como podemos imaginar, tem também um  significado histórico, político e profundamente simbólico”, afirmou.

O Presidente moçambicano destacou o papel histórico da China no  apoio à luta de libertação nacional de Moçambique, lembrando que  essa solidariedade constitui hoje a base de confiança entre os dois  países. “A China foi, desde os tempos da luta pela liberdade nacional,  um parceiro solidário e consequente com a causa do povo  moçambicano”, disse, acrescentando que “essa solidariedade ocupa  um lugar único na memória histórica de Moçambique”. 

No plano económico, o estadista defendeu a transformação da  relação histórica numa parceria moderna, estruturante e orientada  para o investimento, a industrialização e a criação de valor. 

O estadista apontou a província de Hunan como um polo estratégico  para a cooperação com África, destacando que a região reúne  capital tecnológico, capacidade industrial e experiência  internacional, considerados factores essenciais para acelerar a  transformação económica de Moçambique. 

Ao apresentar a estratégia do Governo, o Presidente da República explicou que o país está a apostar na industrialização, expansão de  infra-estruturas e valorização dos recursos naturais. “A nossa visão como  Governo da República de Moçambique é que os nossos recursos  minerais sejam transformados em Moçambique”, afirmou, citando  como exemplo a fábrica de processamento de grafite em Nipepe, na  província de Niassa. 

O Chefe do Estado destacou igualmente os grandes projectos  energéticos em curso, sobretudo, no sector do gás na Bacia do  Rovuma. “Estamos a falar de um país que nos próximos anos, cinco,  dez anos, só na área do gás, vamos ter investimentos de entre 50 e 60  bilhões de dólares em Moçambique”, disse, apontando o país como  um destino atractivo para investimento global. 

No domínio das infra-estruturas, o dirigente enfatizou as oportunidades  em modelos de parcerias público-privadas, concessões e BOT (Construir, Operar e Transferir), incluindo estradas, portos, caminhos-de-ferro e energia. 

“Estamos dispostos a recebermos irmãos empresários  da China […] para podermos desenvolver juntos Moçambique”, declarou, sublinhando também a necessidade de investir em capital  humano e tecnologia. 

Durante o fórum, os empresários dos dois países abordaram  oportunidades de investimento directo estrangeiro, com destaque  para os sectores dos transportes, agricultura, mineração e turismo,  tendo igualmente sido apresentada a projecção industrial de  Moçambique.

O Presidente da República, Daniel Chapo, apresentou Moçambique como um destino de  investimento rico em potencialidades, reiterando o convite aos  empresários chineses para explorarem oportunidades em sectores  estratégicos como energia, agricultura, logística, turismo e tecnologia. 

A mensagem foi transmitida na cidade de Changsha, capital da  província de Hunan, durante um pequeno-almoço de trabalho com  representantes do sector empresarial local, no âmbito da sua Visita de  Estado à República Popular da China. 

Na abertura da sua intervenção, o Chefe do Estado situou o país no  contexto africano e sublinhou o seu potencial económico. Ao detalhar o sector energético, destacou projectos de grande dimensão na área  do gás natural. 

“Eu poderia começar pela área do gás. Há, até o momento, quatro  grandes projectos. Dois projetos que estão sendo levados a cabo por  uma empresa italiana [a ENI], de cerca de 15 biliões de dólares.  Também temos um projecto que está a ser levado a cabo pela  Total Energies, uma empresa francesa, também de 15 biliões de  dólares”, disse, referindo-se, a seguir, também ao projecto da  ExxonMobil. 

O Presidente moçambicano referiu igualmente outros investimentos  relevantes e a presença de empresas internacionais no país. “Estamos  felizes porque também temos a CNOOC, que é uma empresa chinesa,  que vai começar projetos de prospecção e pesquisa em cinco blocos  em Moçambique. E esperamos que a CNOOC, a qualquer momento,  possa também começar projectos em Moçambique”. 

Prosseguindo, destacou a diversidade de recursos naturais e as  oportunidades na produção de energia. “Portanto, é um país rico em  gás e petróleo. É um país rico em recursos minerais, como areias  pesadas, grafite e outro tipo de minerais. É um país rico para fazer  investimentos na área de energia, porque pode-se construir centrais  eléctricas a gás, centrais eléctricas através de água nos rios. E  também pode-se construir centrais eléctricas solares e também  centrais eléctricas através do vento”. 

No domínio das infra-estruturas, sublinhou a importância estratégica  dos corredores logísticos nacionais: “Então, se quer investir na área de  centrais eléctricas é um negócio garantido em Moçambique. Temos  também negócios na área de transporte e logística. Porque temos três  grandes portos. Porto de Maputo, Porto da Beira e Porto de Nacala,  três grandes portos”. 

O Chefe do Estado enfatizou ainda o potencial agrícola e industrial,  destacando a existência de extensas áreas aráveis e zonas de  investimento: “Moçambique é um país muito rico para a prática da  agricultura. Temos cerca de 36 milhões de hectares de terra para a  prática da agricultura. Com rios, com água, com todas as condições, Moçambique é um país muito rico para a prática da agricultura.  Temos zonas económicas especiais, zonas industriais para os  investidores poderem investir sem complicações”. 

Referiu também o turismo e a transformação digital como áreas  emergentes para investimento. A este respeito, descreveu o país como  sendo muito rico para a área do turismo, com aproximadamente três  mil quilómetros de costa, ilhas bonitas e também áreas de  conservação. Apresentou Moçambique como um país também com  potencial para fazer grandes investimentos na área de transformação  digital. 

Na parte final da sua intervenção, o Presidente da República reiterou  o convite aos empresários de Hunan para visitarem Moçambique e  reforçou os laços de cooperação bilateral. 

“Estamos aqui para convidar os nossos irmãos empresários de Hunan  para visitar Moçambique e conhecer as oportunidades. Somos dois  países irmãos, dois povos irmãos. E acreditamos que juntos, unidos,  vamos fazer muita coisa”.

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